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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Moçambique/CPLP acelera luta contra fome

21 Fevereiro 2014,  Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) procedeu, ontem, em Maputo, ao lançamento oficial da Campanha “Juntos Contra a Fome!”, que visa desenvolver acções para promover o investimento na agricultura familiar sustentável com a finalidade de aliviar o sofrimento de 28 milhões de cidadãos do espaço lusófono afectados pela fome.

Falando na cerimónia de lançamento oficial da Campanha da CPLP, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, defendeu que já não faz sentido que ainda existam cidadãos nos países da comunidade a sofrer de fome crónica, pelo que as nações devem arregaçar as mangas e encontrarem formas de combater o flagelo.
“Um dos desafios mais prementes que se coloca à nossa frente prende-se com a erradicação de uma das formas mais cruéis da pobreza: a fome!”, disse Vaquina que acrescentou que “não se justifica, porque não faz sentido, que ainda tenhamos cidadãos nos nossos países e no mundo que não sabem onde e quando ter a próxima refeição e com que qualidade nutritiva”.
“Este é o momento de agir! Não podemos ficar indiferentes a uma realidade que a todos nos diz respeito!”, desafiou Vaquina no arranque da campanha “Juntos Contra a Fome!”, que atingirá o seu auge a 16 de Outubro próximo, quando se celebrar o Dia Mundial da Alimentação.

Angariação de fundos
Esta campanha tem como objectivo central a angariação de fundos que, a par com outras fontes de financiamento, vão permitir a viabilização dos compromissos da comunidade com a erradicação da fome.
A “Juntos contra a Fome!” será para a criação de fundo para financiar projectos com o objectivo de melhorar a segurança alimentar e nutricional e as condições de vida das famílias e comunidades rurais.

O Fundo da Campanha vai ser constituído por contribuições voluntárias por parte do público em geral e das demais entidades, através de doações, chamadas telefónicas de valor acrescentado e outros meios.
Segundo Hélder Muteia, representante da FAO junto a CPLP, os recursos a serem angariados nesta campanha servirão para complementar os esforços dos governos e outros parceiros no apoio aos camponeses a cultivarem as suas terras, dotando-os de tecnologias, crédito agrícola e mercado favoráveis, gerando não só mais disponibilidade de alimento, mas também melhores oportunidades de emprego e geração de renda.
Paradoxalmente, 80 por cento das pessoas que passam fome em África são agricultores, que pratica um agricultura rudimentar que não permite sequer alimentar condignamente as suas famílias.

“Apoiando essas pessoas, estaremos a resolver dois problemas ao mesmo tempo, nomeadamente o da disponibilidade dos alimentos e o da pobreza dos próprios agricultores”, frisou Muteia.

A campanha “Juntos Contra a Fome!” e os objectivos nos quais se encontra alicerçada são desígnios centrais da comunidade, num momento em que se debate o futuro da CPLP e em que se quer uma CPLP de futuro e com futuro. (Manuel Mucári)


segunda-feira, 21 de março de 2011

Produção agrícola deverá continuar em alta no mundo de língua portuguesa em 2011


Macau, China, 21 março 2011 – A produção agrícola deverá continuar em alta este ano no mundo de língua portuguesa, após um ano de 2010 excepcional, em que o Brasil registou uma produção de cereais recorde, de acordo com a Global Information and Early Warning System (GIEWS).

Principal produtor agrícola dos países de língua portuguesa e um dos maiores do mundo, o Brasil registou no ano passado um recorde na produção de cereais, com a de trigo a aumentar 17 por cento em relação a 2009, para 5,9 milhões de toneladas, segundo a GIEWS, organismo da Organização Alimentar e Agrícola, baseada em Roma.

Condições atmosféricas favoráveis permitiram que no ano passado o rendimento da plantação de trigo aumentasse acentuadamente, compensando uma redução da área plantada, adianta a mesma fonte, que cruza dados no terreno com imagens recolhidas por satélite.

As perspectivas são “maioritariamente favoráveis” para as colheitas de Verão deste ano no Brasil, como milho, soja e arroz, adianta.

Este é o cenário no Rio Grande do Sul, onde a sementeira foi adiada devido a chuvas irregulares, mas também noutros estados produtores, como no Paraná, Minas Gerais e Goiás, onde o estado de desenvolvimento da colheita é considerado “de bom a muito bom”.

A área total plantada de milho é estimada em 7,3 milhões de hectares, menos 3,7 por cento do que no ano passado.

É esperado um novo recorde para a soja, de 24,1 milhões de hectares, mais 2,6 por cento do que na colheita do ano passado, a par de uma diminuição ligeira da plantação de arrozal, de cerca de 2,7 milhões de hectares.

Também para Angola, as perspectivas para as colheitas deste ano são “favoráveis”, onde está concluída a plantação de cereais na maioria das regiões, segundo a GIEWS.

No último trimestre de 2010, adianta, Angola registou chuvas “abundantes”, que beneficiaram as províncias do Bié e do Huambo, mas levaram até a perda de colheitas na província do Bengo.

As imagens recolhidas por satélite demonstram “condições de vegetação normais”, refere.

Em 2010, a produção de cereais, principalmente milho, cresceu cerca de 4 por cento, para 1,35 milhões de toneladas – o terceiro ano consecutivo de aumento.

“O contínuo apoio do governo ao sector agrícola providenciando meios de produção, incluindo sementes e adubos, também contribuiu para a melhor cultura de cereais”, a par de condições climatéricas propícias nas províncias do Cuanza Sul, Huambo e Bié.

Em Moçambique, as condições climatéricas, e em particular a precipitação tem sido favorável na maior parte do país, apesar de algum défice observado a norte, nomeadamente nas províncias do Niassa, Cabo Delgado e Nampula.

Para a colheita de 2010-11, o governo continua a providenciar sementes de milho, arroz, sorgo e soja, para apoiar o sector e procurar aumentar a produtividade.

“Feiras de meios de produção, promovidas pelos gabinetes agrícolas provinciais, contribuíram para melhorar o acesso e disponibilidade de sementes, utensílios agrícolas e adubos. Além disso, foram providenciados tractores e animais para apoiar a produtividade, principalmente nas províncias centrais e do norte”, adianta a GIEWS.

O ano passado, a produção geral de cereais foi acima da média, embora tenha sido fraca nas regiões do sul. A produção de milho recuou 3 por cento em relação ao recorde de 2009, diferentes variedades de sorgo aumentaram, enquanto a seca nas zonas costeiras centrais levou a uma queda de 30 por cento na produção de arroz.

Na Guiné-Bissau, a colheita de cereais em 2010 foi favorável, com uma subida de 14 por cento, e as condições de mercado para o caju permitiram um aumento “considerável” das exportações, o que se traduz numa melhoria do rendimento dos agricultores, segundo fontes oficiais citadas pela GIEWS.

Também em Cabo Verde a colheita do ano passado ficou acima da média, com um aumento de cinco por cento em relação a 2010.

Quanto a Timor-Leste, a colheita do ano passado foi igualmente favorável, esperando-se que a produção dos arrozais cresça 7 por cento e a de milho desça ligeiramente, mas ainda assim fique cima da média dos últimos cinco anos. (macauhub)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Moçambique/Investigadores procuram sementes mais rentáveis

Moçambique acaba de lançar uma plataforma para investigação agrária e inovação tecnológica através da qual, a curto prazo, serão realizadas acções de produção de sementes genéticas e básicas que tenham maior capacidade de rendimento e resistência às doenças.

27 abril 2010/Notícias

Com a iniciativa será estabelecido um modelo de gestão, acompanhamento, monitoria e avaliação da investigação agropecuária, tendo como grupo-alvo agricultores. O Vice-Ministro da Agricultura, António Limbau, lançou recentemente este programa que é liderado pelo Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM).

A plataforma terá um comité de gestão formado por representantes do IIAM, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e por centros internacionais de investigação agrária que operam no território nacional. Estes últimos irão intervir na qualidade de parceiros do projecto.

Espera-se que o comité possa facilitar a própria criação da plataforma, apoiar a administração dos programas e projectos no âmbito da investigação, para além de mobilizar recursos financeiros adicionais e coordenar a implementação das matérias consideradas transversais.

Para António Limbau, a investigação e inovação agrária configuram-se como pilares fundamentais para o aumento da produção e produtividade agrária e consequente redução da fome e dos níveis de pobreza.

Disse na oportunidade que “depositamos os nossos esforços no fortalecimento do sistema nacional de investigação agrária de Moçambique, visando tornar eficiente a planificação, coordenação, controlo e avaliação das acções de investigação agrária e a disseminação de tecnologias agrárias”.

A plataforma conta com suporte financeiro da Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Agência Brasileira de Cooperação.

De acordo com António Limbau, a iniciativa é oportuna, porque vai integrar e fortalecer o sistema nacional de investigação, através da união de esforços conjuntos entre os diferentes parceiros e entidades interessadas no desenvolvimento do sector agrário de Moçambique, visando tornar eficiente o planeamento, a coordenação, o controlo e a avaliação das acções de investigação agrária e a disseminação de tecnologias agropecuárias.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Angola é o maior parceiro da China em África

Luanda, Angola, 28 setembro 2009 - Angola é o maior parceiro comercial da China em África e o segundo ao nível mundial com trocas comerciais avaliadas entre 25 mil milhões e 31 milhões de dólares durante o ano de 2008, disse, em Luanda, à Angop o embaixador extraordinário e plenipotenciário da China em Angola, Zhang Bolun.

De acordo com o diplomata chinês, apesar da crise financeira internacional as trocas comerciais entre os dois países registaram um significativo aumento nos últimos anos.

No conjunto dos produtos transaccionados entre os dois países, o petróleo angolano aparece com maior força nas somas comerciais, representando cerca de 16 por cento da totalidade das importações da China, revelou Zhang Bolun.

Relativamente ao investimento privado, o diplomata informou que o número de empresários chineses deverá aumentar no próximo ano em domínios como agricultura, indústria alimentar, madeireira e tecnologia de informação.(macauhub)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Encontros de investimentos indo-moçambicanos

13 setembro 2009/Rádio Moçambique (RM)

“Encontro de Investimentos indo-moçambicano, Oportunidades para Investimento indiano em Moçambique”, é o tema dos seminários económicos sobre oportunidades de negócio em Moçambique a decorrerem nos princípios de Outubro próximo, na Índia.

Os seminários, a decorrerem de 05 a 10 de Outubro próximo nas cidades indianas de Pune, Hyderabad e Mumbai, servirão de plataforma para proporcionar aos diferentes agentes económicos a troca de experiências e mostrar as imensas oportunidades de negócios que Mocambique oferece.

O Centro de Promoção de Investimentos (CPI) diz, em comunicado, que esta é uma iniciativa conjunta do Alto Comissariado de Moçambique em Nova Deli, CPI, e Câmaras de Comercio de Pune, Hyderabad e Bombai.

A cidade de Pune é conhecida pelo seu potencial em áreas como indústria automobilística, construção civil, engenharias informática, electrónica e eléctrica, tecnologias de comunicação e informação, processamento de alimentos, agricultura, bem como em sectores tais como seguros, banca e finanças, ensino e investigação, enquanto que Hyderabad é conhecida como centro de Desenvolvimento de Tecnologias, e Mumbai como capital financeira da Índia.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Brasil/OS GUARANI E A JUSTIÇA

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina

8 setembro 2009/Adital http://www.adital.com.br

Maria Rosa de Miranda Coutinho *

É de certa forma confortador para quem acompanha a caminhada dos Guarani, a algum tempo, ver o processo de devolução de suas terras no norte catarinense, historicamente vinculadas a seu patrimônio cultural.

A decisão do governo federal em homologar suas terras num primeiro momento, não poderia ter sido a mais sensata, depois de fechar os olhos para tantas outras áreas indígenas sem demarcação em todo o território brasileiro.

A mendicância de um povo que já fez parte da construção de grande extensão territorial do nosso país deveria ter sido reconhecida há mais tempo e de preferência em todas as regiões brasileiras.

Na verdade, o norte do estado de Santa Catarina tem uma dívida de séculos para com esses "poucos índios" como são descritos pelo poder empresarial da região. Muitos foram dizimados pela exploração, intolerância e crueldade de uma sociedade não indígena que elegeu uns poucos donos do poder dispostos a banir os chamados "entraves do progresso".

Os pequenos grupos à beira da estrada litorânea simbolizam o esquecimento do poder público aos direitos desses indígenas que estão confinados em pequenos espaços tentando sobreviver.

As perdas que os povos indígenas têm em relação às indústrias e agronegócios é imensurável considerando que a terra não é simplesmente um bem de negócio, mas um espaço cultural envolvendo sua religiosidade, saúde e continuidade histórica.
Somos levados pela ambição material e pelo desejo acumulativo a ignorar a riqueza cultura de um povo diferente de nós que muito contribuiu na construção de nossa própria cultura: Alimentos, nomes, técnicas agrícolas e tantos valores significativos que sempre permanecem.

Parabéns ao povo Guarani pela persistência em existir em nosso Brasil, despertando com isso uma consciência nova em cada cidadão de bem.

* Professora universitária

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

La FAO publica libro sobre los tesoros de la cocina indígena

7 septiembre 2009/ TeleSUR http://www.telesurtv.net

Los factores que han hecho que se desmejore el hábito alimenticio de los seres humanos son los problemas económicos y la globalización, que han generado la desaparición de diversas especies que hacían que las tribus más antiguas se mantuvieran sanas y esbeltas.

La Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y Alimentación (FAO en sus siglas en inglés) publicó un libro titulado Sistemas Alimentarios de los Pueblos Indígenas (Indigenous People's Food Systems) donde se expresa los tesoros alimenticios nutritivos y saludables con que cuentan los aborígenes, y que sociedades más prósperas sólo pueden envidiar.

Este libro fue publicado en conjunto por la FAO y el Centro para la Nutrición y el Medio Ambiente de los Pueblos Indígenas (CINE, en inglés) de la Universidad McGill (Canadá).

"Este libro muestra el valor del conocimiento en las comunidades indígenas en diversos ecosistemas, y la riqueza de sus recursos alimentarios", afirmó la Oficial Superior de Nutrición de la FAO, Barbara Burlingame.

A medida que las sociedades, las presiones económicas y la globalización avanza, los hábitos alimenticios se van modificando, por lo que este tipo de alimentos que ingieren los indígenas desde tiempos remotos han ido desapareciendo rápidamente junto con las dietas que en su día mantenían estas tribus sanas y esbeltas.

Sin embargo, los investigadores del libro descubrieron que, en la comunidad Karen de Sanephong, cerca de la frontera birmana con Tailandia, 661 habitantes todavía pueden elegir entre 387 especies alimentarias, entre las que se incluyen la calabaza blanca y la oreja de árbol, también denominada hongo de madera. Otro de los alimentos son la rana toro pintada o el puercoespín de cola de pincel (Atherurus africanus).

La naturaleza le ha brindado a los Karen unas 208 especies de hortalizas y 62 tipos de fruta, pero incluso en zonas áridas y propensas a la sequía como la habitada por las tribus masai de Kenia, están documentadas 35 especies diferentes de hierbas, hortalizas de hoja y frutos silvestres. También en el helado norte de Canadá, los inuit (esquimales) de la Bahía de Baffin cuentan con 79 alimentos silvestres diferentes, incluyendo carne de caribú y foca anillada.

De los 12 grupos indígenas estudiados en el libro, el porcentaje de energía alimentaria adulta procedente de alimentos tradicionales oscila entre el 93 por ciento de los awajún de Perú, entre los cuales la obesidad es prácticamente inexistente, y el 27 por ciento de los 500 habitantes de Mand, que actualmente debido a variaciones en su dieta han desmejorado su salud.

"Pasar de los recursos alimentarios tradicionales a alimentos comerciales viene generalmente acompañado de un aumento de desórdenes alimentarios como la obesidad, la diabetes y hipertensión arterial", aseguró Burlingame.

Por tanto, es importante conservar estos recursos, no sólo para los grupos indígenas afectados, sino también como una importante reserva de biodiversidad para todos los países.

En ese sentido en el libro se muestra que las dietas en los países occidentales son mucho más limitadas ya que sólo depende de cuatro cultivos comerciales que son el maíz, trigo, arroz y soja, estos productos generalmente son consumidos como alimentos procesados.

Según cálculos de la FAO unas tres cuartas partes de la diversidad genética existente en los cultivos agrícolas se han perdido en el último siglo. Los alimentos tradicionales no sólo saben bien en general, sino que a menudo contienen elevados porcentajes de micronutrientes.

Una de las posibles soluciones a este problema, indica Burlingame, sería intensificar la investigación para comprender mejor la importancia nutricional de estos alimentos y después ayudar a ampliar el mercado, a nivel local y lugares más lejanos, no sólo para la producción alimentaria sino también para las plantas medicinales.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cepal recomienda a Latinoamérica intensificar el comercio con China

27 agosto 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Venezuela ya se ha adelantado a esta recomendación de la Cepal, al ser uno de los principales socios del país asiático en Latinoamérica, realidad que se refleja en los más de nueve mil millones de dólares que alcanzó el comercio bilateral en 2008.

La Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal), en un informe, recomendó a los países de Latinoamérica intensificar sus relaciones comerciales con China.

Según un informe difundido el miércoles en Santiago, la capital chilena, denominado Panorama de la inserción internacional de América Latina y el Caribe, "China es clave para el desarrollo comercial de los países de América Latina".

"Los países latinoamericanos y caribeños deben aprovechar las oportunidades que se gestan en Asia en torno a China e incorporarse a las cadenas de valor que allí se forman", dijo el organismo de Naciones Unidas en el documento.

"China es el principal destino de las exportaciones de Brasil y Chile y el segundo para Argentina, Costa Rica, Cuba y Perú", agregó la Cepal.

En el informe, la Comisión sostiene que existe una gran demanda del país asiático por alimentos, energía, metales y minerales, lo que beneficiaría el intercambio y el crecimiento de los estados exportadores de esos productos.

Pese a la crisis internacional, en el primer semestre de 2009 los envíos latinoamericanos a China cayeron sólo un 4,1 por ciento, mientras que las exportaciones a la Unión Europea y a Estados Unidos descendieron un 36,3 y 35,3 por ciento, respectivamente.

La economía china, responsable del 30 por ciento del crecimiento del Producto Interno Bruto (PIB) mundial, espera un crecimiento para 2009 de un ocho por ciento en su PIB, sostuvo el informe.

"Se espera que Estados Unidos, Japón y la Unión Europea muestren un débil crecimiento en 2010 tras la marcada recesión de 2009. China y la India crecerían cerca de un ocho por ciento y un cinco por ciento, respectivamente, en 2009 y en rangos parecidos en 2010", indicó la secretaria general de la Cepal, Alicia Bárcena.

Chile y China suscribieron un Tratado de Libre Comercio (TLC) en noviembre de 2005, durante la Cumbre del Foro de Cooperación Económica de Asia Pacífico (APEC) celebrada en Pusan (Corea del Sur).

Sin embargo, Venezuela es el país de la región latinoamericana que más vínculos posee con China, gracias a una serie de acuerdos bilaterales que ambas naciones han suscrito en diversas áreas, entre ellas el comercio, la energía, las comunicaciones y la agricultura.

Como símbolo de la sólidez de la alianza china-venezolana luce el fondo estratégico creado por ambos países, que en febrero pasado alcanzó la suma de 12 mil millones de dólares, recursos que sirven para financiar numerosos proyectos de desarrollo conjuntos.

Además, Venezuela se ha convertido en el cuarto mayor proveedor de petróleo de China, lo cual contribuyó a que el comercio bilateral llegara a una cifra récord de nueve mil 850 millones de dólares en 2008, un incremento anual de 68,2 por ciento, cifras que se prevén sigan en aumento en el presente año gracias a nuevos acuerdos suscritos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Brasil/O ALIMENTO COMO DIREITO SOCIAL

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
21 agosto 2009/Adital http://www.adital.com.br

CNBB *

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

O alimento como direito social

Por D. Pedro Luiz Strighini,
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz

Em maio de 2009 foi publicada uma "Nota de apoio da CNBB a PEC 047/2003" que propõe a inclusão do direito a alimentação no artigo 6° da Constituição Federal.

Fazemos um pedido aos senhores cardeais, arcebispos, bispos, párocos, vigários, diáconos, religiosas, religiosos, lideranças das comunidades, dos movimentos, das pastorais e dos organismos a apoiarem de forma mais efetiva esta campanha.

Encontra-se um abaixo-assinado no site www.presidencia.gov.br/consea que pode ser acessado e multiplicado. Os promotores da campanha desejam que a referida PEC seja aprovada até o dia 16 de outubro de 2009, dia mundial da alimentação.

Eis o conteúdo do abaixo-assinado:

"Os signatários abaixo identificados manifestam publicamente seu apoio à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 047/2003, em tramitação no Congresso Nacional.

A garantia do direito humano à alimentação adequada e saudável está expressa em vários tratados internacionais, ratificados pelo governo brasileiro, incluindo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, de 1966, e a Cúpula Mundial de Alimentação, de 1996.

Nos referidos pactos, os chefes de Estado reafirmaram ‘o direito de toda a pessoa a ter acesso a alimentos seguros e nutritivos, em consonância com o direito à alimentação adequada e com o direito fundamental de toda pessoa de estar livre da fome’.

Considerando e apoiando estes compromissos, pedimos a urgência da inclusão de referência explícita ao direito à alimentação no campo dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição, conforme definido na PEC 047/2003 em tramitação na Câmara Federal".

Brasília, 20 de agosto de 2009

Cordiais saudações,

D. Pedro Luiz Strighini,
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz

* Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

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sábado, 22 de agosto de 2009

Brasil/Assentados veem no MST chance para reverter processo de êxodo rural iniciado nos anos 70




Brasília - Itamar de Souza, pais agricultores que venderam as terras que tinham após dois anos de seca e não conseguiram saldar o financiamento com o banco. Depois de não se adaptar a vida da cidade, aderiu ao MST que possibilitou o retorno da família ao campo (Foto: Marcello Casal JR/Abr)

Pedro Peduzzi, repórter

16 agosto 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Brasília - Itamar de Souza, pais agricultores que venderam as terras que tinham após dois anos de seca e não conseguiram saldar o financiamento com o banco. Depois de não se adaptar a vida da cidade, aderiu ao MST que possibilitou o retorno da família ao campo.

Brasília - Os pais de Itamar de Souza – um dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que estão acampados em Brasília – comemoraram muito o financiamento que haviam conseguido em um banco, no início dos anos 80, para plantar grãos nos poucos hectares de terra que possuíam, em Santa Catarina. Mal sabiam que, com os dois anos seguidos de seca que os aguardavam, o que parecia ser a solução para a falta de condições de investimento no plantio seria, na verdade, o motivo da perda de sua pequena propriedade, vendida para quitar o financiamento.

“A alternativa foi tentar a vida na cidade, onde ainda criança comecei a trabalhar em uma madeireira”, lembra Itamar. “Eu não tinha experiência com agricultura, apesar dos meus pais terem trabalhado tanto tempo na terra. Foi por causa do MST que conseguimos voltar para a atividade rural”, completa o agricultor, que há 20 anos está no MST.

Itamar, de 34 anos, vive no assentamento de Anita Garibaldi (SC). É por causa da história de sua família, que ele tem na ponta da língua um estoque de argumentações em defesa de melhores condições para o financiamento agrícola dos pequenos e médios produtores.

“Somos responsáveis por 95% da produtividade [daquilo que chega à mesa do brasileiro]. No entanto o dinheiro destinado para pequenos e médios produtores é de apenas R$ 15 bilhões, enquanto o dos grandes [produtores], que plantam principalmente para o mercado externo, é de R$ 45 bilhões. É preciso reverter esse quadro”, afirmou.

“Há tantas histórias iguais a essa em nosso movimento... E, por incrível que pareça, a gente ainda ouve muitas premissas falsas, de que há pessoas no MST que sequer são do campo. Aqui, mesmo quem é urbano tem origem rural, em consequência do êxodo ocorrido nos anos 70. Para eles, o MST é a única possibilidade de retorno a suas origens”, argumenta Maria Mello, uma jornalista que desde os tempos de estudante acompanha e ajuda o MST no contato com os veículos de comunicação.

Sob influência do pai, que fazia parte de um sindicato de trabalhadores rurais, Itamar começou sua história no MST. “A gente sabia o que é a terra, mas não conhecia o tamanho do desafio para consegui-la”, lembra.

“Foram muitos conflitos com fazendeiros e capangas, no início da ocupação. Eles acabaram se unindo e colocaram muita pressão para que desocupássemos as terras, mas nossa organização se fortaleceu e acabamos desestimulando eles. Isso durou cerca de cinco anos”, completou.

Itamar admite que, atualmente, vive uma situação mais privilegiada do que a da grande maioria dos trabalhadores ligados ao movimento. “Assim como nós conquistamos nosso espaço e agora lutamos para melhorá-lo, principalmente em termos de infraestrutura, lutamos também por justiça social para quem está em situação parecida com a nossa de tempos atrás”, disse.

“É claro que a gente sempre vai querer mais, como qualquer outro segmento da sociedade”, admite. “Mas é uma situação diferenciada. Até porque somos nós [pequenos e médios produtores] os responsáveis pela absoluta maioria dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros”, afirmou o agricultor, casado há 12 anos e pai de quatro filhos.

Itamar é um dos acampados nas proximidades do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para cobrar dos governos federal e estaduais medidas em favor da reforma agrária no país.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Hondureños del interior se sumarán a resistencia contra golpe de Estado

11 agosto 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Varias marchas procedentes del interior de Honduras se sumarán este martes a la resistencia pacífica contra el golpe de Estado militar perpetrado el pasado 28 de junio en Honduras, al concentrarse en la ciudad capital de Tegucigalpa y la norteña San Pedro Sula.
Los manifestantes, que pasaron la noche en los suburbios de Tegucigalpa, comenzaron su caminata el pasado día 5 de agosto desde los departamentos del centro, oriente y sur del país.

Hacia San Pedro Sula, a unos 250 kilómetros de Tegucigalpa, se movilizaron desde el occidente, las zonas de la frontera con Guatemala, el norte y la costa atlántica.

Los testimonios llegados a la emisora Radio Globo, única en la capital con cobertura de la resistencia, relatan que al paso de los caminantes la población acudió solidariamente con alimentos, agua, ropas y albergue.

La Marcha Nacional de Resistencia Popular es ignorada por los mayores medios de prensa del país, propiedad de grupos empresariales acusados de financiar la asonada militar contra el presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya.

Informes de participantes y dirigentes del Frente Nacional contra el golpe de Estado confirman que decenas de miles de personas entrarán a San Pedro Sula, luego de pasar la noche en comunidades cercanas.

Dirigentes populares encargados de recepcionar la ayuda a los caminantes en el parque central de la ciudad elogiaron en los últimos días la generosidad de la población en ese propósito.

En la capital (Tegucigalpa), se desarrolló el día lunes una actividad similar en la sede del Sindicato de Trabajadores de la Industria de Bebidas y Similares (STIBYS), donde se encuentra ubicado uno de los centros de acopio de la ayuda.

El vicepresidente del STIBYS, Porfirio Ponce, explicó que han venido decenas de personas para contribuir voluntariamente a preparar la acogida, tanto en la alimentación como en el albergue.

Ponce añadió que se han recibido donaciones de varios sindicatos, colegios magisteriales y patronatos para contribuir con ese objetivo.

"Aquí ha venido mucha gente, niños con una bolsa de pan. El pueblo hondureño se ha volcado voluntariamente para contribuir en esta lucha por recuperar el orden constitucional", apuntó el dirigente.

El Frente Nacional acordó el pasado domingo en una asamblea incrementar la lucha pacífica en las calles para recuperar el Estado de Derecho y el retorno del presidente Zelaya, derrocado el 28 de junio pasado.

terça-feira, 17 de março de 2009

Brasil/Estudo dá ao caju alto valor na indústria alimentícia mundial

Fortaleza, 17 março 2009 (Lusa) - Pesquisadores brasileiros e franceses concluíram que o caju é uma rica fonte de carotenóides, moléculas com propriedades pró-vitamínicas e que fornecem um pigmento amarelo, de grande valor para a indústria mundial de alimentos.

O CAC (Corante Amarelo de Caju), encontrado no resíduo da fruta após a extração do sumo, substituiria o tartrazina que, mesmo autorizado para uso em remédios e alimentos, enfrenta restrições em alguns países.

“O mercado mundial de carotenóides, usados como composto nutricional/funcional e, como corante natural, movimenta cerca de US$ 1 bilhão e cresce 2,9% ao ano”, informou à Lusa Fernando António Pinto de Abreu, engenheiro de alimentos da Embrapa Agroindústria Tropical.

No estudo, a Unidade do Ceará da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, com sede em Fortaleza, trabalhou em parceria com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França.

A pesquisa indica que não há no mercado de corantes naturais um outro que confira a coloração amarelo além do caju.

Para obter a concentração e purificação de carotenóides do resíduo do caju, a técnica utilizada é a de microfiltração em membranas cerâmicas, “que mantém maximizada sua atividade e a integridade das moléculas trabalhadas".

Abreu observou que a tendência mundial por uma alimentação sadia tem levado diversos países a restringir o uso de corantes artificiais nos alimentos, o que fortalece ainda mais o resultado deste estudo.

“Na Europa, a utilização desses corantes já foi banida, e a previsão é que, em 2010, a proibição chegue aos Estados Unidos”, disse.

Pela sua capacidade antioxidante e de fotoprotecção, o pigmento também serve a indústria cosmética.

O aproveitamento da fibra residual ajudaria ainda a eliminar o problema do lixo industrial de difícil solução para as empresas processadoras.

A apresentação do novo pigmento “com certificação orgânica”, vai decorrer na BioFach, feira de alimentos orgânicos, promovida em São Paulo de 28 a 30 de outubro deste ano, adiantou à Lusa o empresário Fernando Furlani, dono da Sabor Tropical.

Fabricante de 500 mil garrafas de suco clarificado de caju por ano, Furlani está investindo numa unidade-piloto, com equipamento alemão, em condições de produzir a partir de 1000 litros/hora do pigmento, volume que será ajustado de acordo com a procura.

“É um produto concentrado e utilizado na proporção de um por cento por tonelada do produto final”, explicou.

“Estamos deixando de agregar valor ao produto. Dez gramas do purificado de carotenóide, chamado de curcumina, pode chegar a R$ 1 mil, acrescentou Abreu. O corante artificial amarelo-alaranjado para uso em alimentos e bebidas, custaria cerca de R$ 50 o quilo.

Dos estimados 700 mil hectares de área cultivada de caju do Brasil, o Nordeste concentra 95%. A produção atinge cerca de 3.240 toneladas, com 20% de aproveitamento da fruta ou pedúnculo.

O negócio deste produto é dominado pela castanha de caju, que na safra 2007/2008 somou cerca de 325 mil toneladas, conforme fontes do setor.

O estudo do caju como fonte de carotenóides iniciou-se em meados de 2001 na Embrapa de Fortaleza e já teve a solicitação de patente requerida junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Desde 2006, integra o projeto "Agregando valor a frutas tropicais subutilizadas com grande potencial de comercialização", aprovado pelo Programa de Cooperação Internacional em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia, que destinou 1,7 milhão de euros para estudos com nove frutas tropicais, entre as quais açaí, amora silvestre, caju, camu-camu, garambullo, naranjilla.

Participam ainda no programa Alemanha, Bélgica, Inglaterra, Costa Rica, Equador e México.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mundo/ORGANIZAÇÕES COLETAM ASSINATURA CONTRA PROPOSTA DE LEI DO AGROCOMBUSTÍVEL

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
www.adital.com.br

Adital - Organizações ambientais convocam a sociedade para assinar uma carta que pede aos parlamentares para votar contra a proposta de lei que irá criar até 2020 a expansão das grandes plantações de biocombustíveis.
A coleta das assinaturas está sendo feita através do link: http://www.salveaselva.org/protestaktion.php?id=339. Após o recolhimento das assinaturas a carta será enviada aos parlamentares com o objetivo de barrar a aprovação da PL.
A votação do Parlamento Europeu ocorrerá no dia 17 de dezembro de 2008, quando os parlamentares pretendem votar em duas leis: a das Diretrizes para a Energia Renovável e as Diretrizes para a Qualidade do Combustível. A aprovação dessas leis causará mudanças no uso da terra cultivável, particularmente no sul do Planeta, para abastecer os automóveis da União Européia.
Por tanto, é necessário que os agrocombustíveis sejam excluídos desta lei. A Europa precisa, sim, de uma Legislação que promova a energia renovável e sustentável, a eficiência do uso da energia, assim como a redução dos gases do efeito estufa, mas as florestas, os povos, os climas, os alimentos e a biodiversidade não podem ser sacrificados em nome da promoção de uma energia renovável.
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Mundo/ORGANIZACIONES COLECTAN FIRMAS CONTRA PROPUESTA DE LEY DE LOS BIOCOMBUSTIBLES

Adital - Organizaciones ambientales convocan a la sociedad para firmar una carta que pede a los parlamentario que voten en contra la propuesta de ley que crea hasta el 2020 la expansión de las grande plantaciones de biocombustibles
La colecta de firmas es hecha a través del link http://www.salveaselva.org/protestaktion.php?id=339.. Después de la recolecta de las firmas la carta será enviada a los parlamentarios con el objetivo de barrar la aprobación de la PL.
La votación en el parlamento Europeo se llevará a cabo en el 17de diciembre de 2008, en lo que los parlamentarios pretenden votar en dos leyes: de las Directrices para la Energía Renovable y la Directrices para la Calidad del Combustible. La aprobación de esas leyes causará cambios en el uso de la tierra para cultivo, en particular en el sur del Planeta, para alimentar a los autos de la Unión Europea.
En tanto, es necesario que los agrocombustibles sean excluidos de esta ley. La Europa precisa si de una Legislación que promueva la energía renovable y sostenible, la eficiencia del uso de la energía, así como la reducción de los gases del efecto estufa, pero las forestas, los pueblos, los climas, los alimentos y la biodiversidad no pueden ser sacrificados en nombre de la promoción de una energía renovable.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=36393

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sábado, 18 de outubro de 2008

Uruguai incluirá livros em cesta básica

17 outubro 2008/Revista Forum http://www.revistaforum.com.br

A cesta básica de alimentos entregue a pessoas de baixa renda no Uruguai desde 2006 incluirá livros a partir dos próximos meses, em uma iniciativa da prefeitura de Montevidéu. "É uma idéia original, que apoiamos junto com outras instituições", afirmou a agência ANSA o presidente da Câmara Uruguaia do Livro, Alvaro Risso.
"Estamos trabalhando no tema, mas é de se supor que a partir dos próximos meses serão adicionados às cestas de alimentos títulos dos clássicos uruguaios, como Horacio Quiroga, Acevedo Díaz, Juan Carlos Onetti, Mario Benedetti ou Francisco Espínola", disse Risso.

A iniciativa partiu do Departamento de Cultura de Montevidéu e foi apresentada pelo presidente do departamento, o escritor Mauricio Rosencof, durante a Feira Internacional do Livro do Uruguai, que teve início no dia 9 de outubro.
As cestas, que incluem produtos como arroz, macarrão, leite e lentilha, são entregues todos os meses gratuitamente a cerca de 25 mil famílias que integram a população carente, doentes crônicos ou aposentados de baixa renda.
Rosencof denominou a campanha como "Nem só de pão" e considerou que "existe um desejo de leitura que não temos sabido manter nos setores mais humildes e é por isso que pretendemos incluir um livro na cesta". (Redação)

http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=4762

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Crise Financeira: Bancos centrais dos PALOP e Timor-Leste temem redução de investimento

Lisboa, 7 outubro 2008 (Lusa) - Os governadores dos bancos centrais dos países africanos lusófonos e Timor-Leste confiam na capacidade dos seus países enfrentarem a crise financeira internacional, mas temem uma redução de investimento e ajuda, e "esquecimento" da "outra crise", a da inflação.

No XVIII Encontro de Lisboa das delegações dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste à assembleia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM), Miguens Oliveira, vice-governador do Banco Nacional de Angola, afirmou que a situação actual do país "permite encarar com optimismo a situação".

"Como todos vão sofrer, poderemos ir sofrendo" os efeitos da crise internacional - que está para já a implicar uma descida do preço do principal produto de exportação angolano, o petróleo - mas "não nos sentindo excessivamente afectados por ela", disse Miguens no encontro que teve o Banco de Portugal como anfitrião.

Oliveira elogiou a política governamental de aplicar as receitas petrolíferas "na diversificação da infra-estrutura económica", em vez de seguir o conselho de entesourá-las, que "teria significado colocar [o dinheiro] nos bancos que estão a falir e nas aplicações financeiras que não eram tão seguras quanto isso".

"É mais seguro investir num agricultor moçambicano do que num especulador de bolsa norte-americano", afirmou.

Preocupado com o investimento está o governador do Banco de Cabo Verde, Carlos Burgo, que afirmou já se sentir uma redução no imobiliário turístico e na dificuldade de obter financiamento.

"Não sentimos efeito directo da crise, mas sim indirectamente, nos fluxos financeiros e de financiamento", afirmou.

Apesar disso, afirmou, "a economia será capaz de absorver o impacto da crise sem recorrer ao financiamento externo" disponível, nomeadamente de Portugal e do FMI.

Também o governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe, Luís de Sousa, manifestou preocupação quanto a uma possível recalendarização de grandes projectos de investimento, como o porto de águas profundas e porto logístico, devido a problemas na obtenção de financiamento por parte dos investidores.

Mesmo antes desta crise, que afecta o arquipélago de forma indirecta, vivia-se uma "situação de desequilíbrio", tratando-se de uma economia "muito aberta ao exterior" e "dependente de donativos e empréstimos para a balança de pagamentos", que tem vindo a sofrer "preocupantes" impactos ao nível dos preços ao consumidor.

João Fadiá, director do Banco Central dos Estados da África Ocidental para a Guiné-Bissau salientou que "a grande preocupação" para os países da região é o nível de preços ao consumidor, hoje próximo dos 10 por cento.

Ernesto Gove, governador do Banco de Moçambique, deixou em Lisboa "um apelo" às autoridades internacionais para que "não desviem a atenção da outra crise", a da escalada da inflação nos bens essenciais para a população, que já causou conflitos civis de pequena dimensão.

"Apesar de algum abrandamento, estão num patamar elevado, não estamos ainda refeitos da primeira crise, dos bens alimentares e combustíveis, o que torna difícil a gestão das políticas macroeconómicos", afirmou.

Raquel Gonçalves Costa, directora da Autoridade Bancária de Pagamentos de Timor-Leste, salientou que os activos do sistema bancário têm vindo a aumentar, sobretudo graças a uma subida dos depósitos, deixando a banca timorense em boas condições para lidar com a situação de aperto financeiro.

"As reservas actuais são mais do que suficientes para fazer face à situação", afirmou.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Crisis económica en EEUU afecta remesas de América Latina y el Caribe

Desde el año 1995 no se había registrado un impacto tan significativo en el valor de las remesas, que ahora se ven afectadas por la crisis financiera en Estados Unidos.

2 octubre 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Por primera vez en esta década, las remesas hacia América Latina y el Caribe se verán afectadas a causa de la desaceleración económica en Estados Unidos y España, la inflación y debilidad del dólar, anunció este miércoles el Banco Interamericano de Desarrollo (BID).

En un análisis de datos recientes sobre remesas, realizado por el Fondo Multilateral de Inversiones (FOMIN) del BID, indica que los emigrados latinoamericanos y caribeños enviarán este año unos 67 mil 500 millones de dólares a sus países de origen, cuando en 2007 hicieron llegar unos 66 mil 500 millones de dólares.

El BID explicó que para sus proyecciones, toma como base los datos mensuales y trimestrales de nueve bancos centrales en países de América Latina, los cuales reciben alrededor de 88,5 por ciento del total de remesas que llegan a la región.

A principios de año el FOMIN explicó que las remesas a México, el país latinoamericano que más dinero recibe de sus emigrados, ya no estaban creciendo, mientras que los flujos a Brasil cayeron en 2007.

En el caso mexicano se ha visto fuertemente reflejado el retroceso, pues este país recibió durante agosto pasado remesas por 1.937 millones de dólares (USD), lo que implicó una baja anual del 12,2% informó el Banco Central de México.

Por su parte, el Banco de España informó que las remesas que los inmigrantes en España enviaron a sus países de origen fueron en el primer semestre del año de 1.774 millones de euros (2.490 millones de dólares), un 7,3 por ciento menos de la cifra correspondiente al mismo periodo de 2007.

En fecha reciente, el Fondo apuntó que Guatemala, Honduras y El Salvador han visto reducciones en las remesas.

Según el FOMIN, varios factores están afectando los flujos, y entre las principales causas están las desaceleraciones económicas en Estados Unidos y España, dos de las principales fuentes de envíos a la región.

Datos censales estadounidenses indican que las tasas de desempleo para personas de origen latinoamericano son más elevadas que las del resto de la población, refirió el informe.

Otros factores son la inflación, impulsada por la carestía de alimentos y combustibles; la debilidad del dólar, sobre todo en países donde la moneda local se ha fortalecido contra la divisa estadounidense, y la estricta aplicación de medidas contra la inmigración ilegal.

No obstante, el BID precisó un cambio de tendencia, ya que las remesas a América Latina y el Caribe aún superan en volumen a toda la cooperación externa y la inversión extranjera directa en la región.

Disminución en Bolivia

En Bolivia, también se prevé una disminución de las remesas enviadas por bolivianos que trabajan en el extranjero, puesto que esta nación andina recibe 800 millones de dólares anualmente por este concepto.

Así lo informó este miércoles el ministro de Hacienda de ese país, Luis Arce, quien señaló que se prevé una disminución en el valor de las remesas, "aunque todavía seguimos hablando de cifras elevadas".

Arce apuntó que en el primer semestre del año se han recibido 456 millones de dólares (USD) y se prevé que se desacelere en el último semestre del año, pero no en un porcentaje significativo.

"Se va a producir una desaceleración, pero esto va a depender de la magnitud de la crisis de la que estamos hablando. Afortunadamente Estados Unidos no es nuestro socio mayoritario".