Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Contra oposição, Mulheres Classistas se preparam em defesa do Brasil
Joanne Mota, da Rádio Vermelho
sábado, 20 de setembro de 2014
Brasil/Centrais rebatem Marina e dizem que ela quer “agradar Deus e o diabo”
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Brasil/DECRETO DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL APROFUNDA DEMOCRACIA
Brasil/Texto do decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff que reconhece a participação social como direito do cidadão
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Abya Yala, Patria Grande/“DECLARAÇÃO DE HAVANA” ENCERRA 6º ENCONTRO NOSSA AMÉRICA EM CUBA
Terminou no último domingo (4) com a Declaração de Havana,
o 6º Encontro Sindical Nossa América (Esna), iniciado no sábado (3) em Cuba,
pela Federação Sindical Mundial (FSM).
CTB
Durante os dois dias de debate, cerca de 450 delegados de 181 organizações, representando 30 países, aprofundaram a discussão acerca da importância da integração latino-americana e a necessidade de luta social contra a ofensiva do capital na América Latina e no Caribe.
Na plenária final, os representantes aprovaram a Declaração de Havana, um documento
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Brasil/Petroleiros entram em greve contra o primeiro leilão do pré-sal
Brasil/A ENTREGA DO CAMPO DE LIBRA
terça-feira, 3 de setembro de 2013
NOVA CENSURA EM PORTUGAL CONDICIONA E MANIPULA A OPINIÃO PÚBLICA
Nos textos desta peça de Eugénio Rosa elucida-se como a comunicação social formata e manipula a opinião pública até ao ponto de o cidadão repetir os argumentos em que foi formatado, pensando que está exprimir uma opinião pessoal.
Vale a pena continuar a denunciar esta
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
ATÉ ONDE PORTUGAL RESISTE?
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Portugal/REFORMA DO IRC É UM EMBUSTE
segunda-feira, 29 de julho de 2013
LECCIONES DE EL SALVADOR PARA LAS FARC COLOMBIANAS
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Portugal/PCP, BE e Verdes acusam presidente de Portugal de defender os interesses da troika e dos mercados financeiros
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Brasil/ELAS, MARCADAS PARA MORRER
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Portugal/A GRANDE GREVE GERAL DE 14 DE NOVEMBRO
A verificada hoje, 14 de Novembro em Portugal, ocorre em ocasião e com significado especiais.
A agressão do capital nacional e internacional a direitos fundamentais e às condições de acesso e exercício do direito ao trabalho e condições de vida dos trabalhadores é não só muito grave, como ainda assume a intenção de prosseguir até limites inconcebíveis.
A luta decorre todos os dias: nos locais de trabalho e nas ruas, junto de serviços públicos e defronte órgãos de soberania, lá onde a solidariedade entre os trabalhadores e as populações pode organizar-se, exprimir-se, ser escutada, produzir impacto e multiplicar-se.
Os membros do governo e os fazedores de opinião pública – que procuram desarmar a resistência popular – iludem, prometem, iludem e insultam para que o povo se atordoe, hesite, divida e desista. Tirando partido das condições adversas para os trabalhadores, consequentes de mais de um milhão de desempregados, o esmagador peso do trabalho precário, bem como da sinistra tendência regressiva na economia.
Mas a realidade é que esta Greve Geral, inserida no curso de inúmeras lutas laborais que se vêm desenvolvendo contra a imposição de um “pacto de agressão” para um “tratado de submissão” de Portugal, através dos PECs primeiro e agora do “memorando de entendimento” acordado entre as troikas nacional e do capital internacional, é uma afirmação categórica do povo trabalhador contra a política de submissão e ruína do povo português. O Secretário-Geral da CGTP qualificou esta Greve Geral como “uma das maiores de sempre”, e os próprios órgãos de comunicação social dominantes avaliaram a participação em 85% o que, sendo um valor impressionante, significa que a adesão real terá sido ainda superior.
A Greve Geral encontrou eco em milhares de locais de trabalho e na maioria dos sectores de actividade, com forte expressão nos organismos da administração do estado a todos os níveis, e naqueles sectores empresariais em que a presença de médias e grandes empresas predominam. Para além das concentrações e piquetes junto das empresas, realizaram-se concentrações nos centros de todas as capitais distritais e muitas outras cidades maiores.
A Greve Geral, como ficou dito, não é acto isolado, é um elo de uma cadeia, paralela e convergente com várias outras vias de luta do povo português. Pelo direito e acesso: ao trabalho contra o desemprego e pela Segurança Social; à saúde e pelo Serviço Nacional de Saúde; à educação gratuita e pela Escola Pública; à habitação e contra os despejos. As muitas lutas sectoriais na defesa da economia e da produção nacional. Contra as concessões ou privatizações de património e de serviços públicos. Por um país com futuro para o povo.
A CGTP assumiu a sua responsabilidade histórica que lhe advém da luta desde antes da Revolução de Abril. A sua análise da situação presente e a sua disponibilidade para ouvir e traduzir em organização a vontade dos trabalhadores organizados produziu frutos preciosos. A sua mobilização alargou-se e acolheu dezenas de outros sindicatos, filiados na UGT ou não filiados em qualquer delas. Bem como muitos trabalhadores não filiados, desempregados e pensionistas, que todos eles sofrem as consequências da mesma política anti-popular e anti-nacional.
O prestígio internacional da CGTP permitiu coordenar a Greve Geral em Portugal com Espanha, Itália e Grécia, e ainda com acções de solidariedade em Inglaterra, França, Bélgica, Países Baixos, Suíça, Alemanha, Áustria, R. Checa, Eslovénia, Roménia, Suécia, Finlândia. Esta jornada é pois também e tem o alcance de uma ampla iniciativa de solidariedade internacionalista – entre trabalhadores que em diferentes graus sofrem a mesma ofensiva furiosa e cega do capital internacional e seus agentes domésticos.
Las altas precipitaciones sociales dejan en evidencia lo patéticas que resultan las hojas de parra de los partidos y sindicatos socialdemócratas de estos países mediterráneos con la que está cayendo. Por ejemplo en Italia, donde salieron a manifestarse cientos de miles de estudiantes y trabajadores en las calles de 87 ciudades italianas, la CGIL, sindicato mayoritario, sólo había convocado paros de cuatro u ocho horas, y eso a rebufo de los Co.Bas, que habían convocado ya una jornada completa de huelga general. Lo mismo ocurrió con el sindicato UGT portugués, que tampoco convocó huelga ayer, y lo mismo ocurrió con el GSEE griego, que también había optado por cuatro horas socialmente correctas. Está claro: los ciudadanos del sur de Europa requieren mayor oposición y mayor unidad contra la dictadura de la Troika. En la manifestación de Atenas, simpatizantes de Syriza llevan las banderas de Portugal, Italia, Grecia y España. El lema de European Left en la manifestación de Atenas decía: "La austeridad mata la dignidad". ¡Cuántos y cuán dignos los jóvenes en las manifestaciones de toda Europa! Empujados por esta generación de jóvenes sin trabajo, sin futuro, pero sin miedo, hemos de recuperar la soberanía de nuestro tiempo, del que rápida y silenciosamente se ha adueñado esta pérfida Troika.
El parte meteorológico mainstream hace incapié en la violencia del 14N. Rayos y truenos. Incidentes en Lisboa delante del Parlamento. En la Gran Vía y la Plaza de Neptuno en Madrid. En la Ciudad Universitaria de Valencia. En Tarragona, ese chaval aporreado. En Barcelona, dos coches de la policía quemados. En Roma, cargas de la policía, decenas de detenidos. Batalla también en Milán, Turín, Padua y Brescia. El Poder se blinda en su Palacio e impide con violencia que nadie se le acerque. Si alguien lo hace, al día siguiente en la prensa se le acusa de ser un "profesional de la violencia". Siempre el mismo guión. Lo llaman democracia y no lo es.
Son muy interesantes los chubascos registrados en Francia y Bruselas. 15.000 manifestantes en París, según la CGT. Cinco organizaciones sindicales convocaron 130 concentraciones por toda Francia. Muy institucional la manifestación de Bruselas, donde Bernadette Ségol, Secretaria General de la Confederación Europea de Sindicatos, resume lo obvio: "Hay una emergencia social en el sur de Europa. Todo el mundo reconoce que las políticas que se están llevando a cabo son injustas y además no están funcionando".
Viendo lo que ocurrió ayer en las calles de Europa, igual hay que concederles la razón a los empresarios. Phillip de Buck, líder del lobby Business Europe, dijo: "Si se hace huelga a nivel nacional y de las compañías, sólo se hará daño a la economía". Este razonamiento nos aclara el camino: si queremos detener esta revolución neoliberal que afecta a todo un continente, la respuesta no ha de ser nacional, sino continental. Que la próxima vez se una toda la ribera del Mediterráneo. Que se adhiera Francia en la siguiente. El Sur marca el Norte.
Los esquiroles dicen que no vale de nada hacer huelga. Anoche Gobierno y PSOE pactaron paralizar los desahucios para rentas por debajo de 22.000 euros. También ayer Olli Rehn, Comisario Europeo de Economía, compareció por sorpresa precisamente ayer para decir que España ya ha hecho suficientes sacrificios en su carrera por reducir el déficit este año y el próximo. ¿Será casualidad?
El 14N anuncia más tormentas en Europa. Los estudiantes de Roma lo gritan alto y claro. Tutti insieme famo paura. Todos juntos damos miedo.
sábado, 11 de junho de 2011
Brasil/À frente da SRI, ministra Ideli Salvatti diz que atuará com “bom senso e o coração”
10 junho 2011/Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br
Trocamos de tarefa, mas não de responsabilidade, pois o governo é um só, definiu a ministra Ideli Salvatti sobre a permuta de Pastas entre ela e o ministro Luiz Sérgio de Oliveira. A partir de decisão divulgada nesta sexta-feira (10/6), Salvatti passa a gerir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e Luiz Sérgio o Ministério de Pesca e Aquicultura. O importante – continuou a ministra – é que o governo como um todo esteja alinhado, sempre em busca de um bom resultado para o país.
Luiz Sérgio, por sua vez, deixou claro que a decisão da presidenta Dilma Rousseff por “uma reforma é natural” e que não deixa mágoas nem rancor. Disse, ainda, que não há desarticulação entre a base governista, como sugeriram alguns jornalistas durante a entrevista coletiva, e que “praticamente todas as Medidas Provisórias essenciais ao governo foram aprovadas”, além de leis como a do salário mínimo.
A ministra Ideli Salvatti assumiu o compromisso de “corresponder à altura do convite extremamente honroso” e evocou os oito anos no Senado Federal como experiência na articulação e negociação junto ao Congresso Nacional. Salvatti anunciou ainda que fará parcerias com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e que “beberá na fonte de atuação de Luiz Sérgio”.
“Na tarefa das Relações Institucionais vou usar muito mais que os dois ouvidos. Vou usar os ouvidos, o coração, o bom senso, em busca de um bom resultado para o governo (…). Estou com muita tranquilidade, não sei se ‘Idelizinha paz e amor’, mas vai ser de ouvir muito, negociar muito e principalmente de fazer com que questões centrais do Brasil e do governo sejam aprovadas no Congresso”, frisou a ministra.
Perfis
Ideli Salvatti - Primeira mulher eleita ao Senado por Santa Catarina, assumiu o Ministério de Pesca e Aquicultura no governo da presidenta Dilma Rousseff. Em 2010, disputou o governo de Santa Catarina.
Nascida em São Paulo, Ideli é formada em física pela Universidade Federal do Paraná e tem dois filhos. Na capital paranaense, atuou nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) de 1973 a 1976. Ideli consolidou sua trajetória política em Joinville, no interior de Santa Catarina, onde foi morar na década de 70.
Uma das fundadoras do PT catarinense, foi professora da rede pública de ensino do estado entre 1983 e 1994, período em que militou no movimento sindical da categoria. Participou da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Santa Catarina. Em 1994, foi eleita deputada estadual e reeleita em 1998. Em 2002, concorreu ao Senado e foi eleita para mandato de oito anos. Defensora das ações do governo Lula, chegou à liderança do PT no Senado, em 2006, e líder do governo no Congresso, em 2009.
Luiz Sérgio - Metalúrgico, egresso da escola de formação profissional do estaleiro Verolme, foi sindicalista, militante de movimentos sociais, deputado federal e prefeito de Angra dos Reis (RJ). Filho de lavrador expulso de suas terras, em janeiro de 1970, começou sua vida profissional como operário de estaleiro. Iniciou sua militância social em 1979, atuando na Ação Católica Operária e nas Comunidades Eclesiais de Base, ambas ligadas aos movimentos sociais da Igreja Católica.
Nos anos 80, juntamente com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Carta de São Bernardo, um dos documentos fundamentais da criação do Partido dos Trabalhadores.
Ajudou a organizar a oposição sindical e venceu as eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis em 1984. Três anos depois foi eleito presidente da entidade com 82% dos votos. Em 1988 é eleito vice-prefeito de Angra dos Reis, primeira prefeitura petista do Estado do Rio. Em 1992 é eleito prefeito de Angra dos Reis.
Luiz Sérgio foi líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados. O parlamentar cumpriu três mandatos como deputado federal. Foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos parlamentares mais influentes e atuantes na Câmara dos Deputados. Nos últimos quatro anos teve média de presença de 96,9% em Plenário.
segunda-feira, 14 de março de 2011
‘Geração à Rasca’ também saiu à rua fora de Portugal
Diogo Carreira
A organização acredita que o número de manifestantes dentro e fora de Portugal possa ter chegado aos 500 mil.
"O povo português mostrou de forma clara que quer ter uma voz activa e que pretende fazer parte da solução". As palavras são de João Labrincha, um dos organizadores da marcha conhecida por ‘Geração à Rasca'. Ao Económico, o responsável admite que entre os que mostraram o descontentamento em Portugal e fora do País, o número pode chegar perto dos 500 mil.
Em várias cidades do mundo existem relatos de concentrações de pessoas no sábado. Maria João Morais, uma jornalista portuguesa que vive em Madrid, disse ao Económico que se juntaram cerca de 40 pessoas perto da embaixada portuguesa como sinal de que "estavam solidários com o protesto em Portugal". Uma concentração "pacífica", mas ainda assim que contou com a presença da polícia, tal como agora se pode ver nas fotos publicadas no Facebook. Em Espanha terá havido outra concentração em Barcelona, assim como em Londres, Bruxelas e Maputo.
A organização diz que só em Lisboa estiveram nas ruas perto de 300 mil pessoas, enquanto que a polícia aponta 200 mil. No Porto, o número terá rondado os 80 mil. João Labrincha acredita que os objectivos foram cumpridos, uma vez que "o contributo mais importante foi abrir o debate" sobre as dificuldades no âmbito da precariedade.
"As pessoas perceberam que elas próprias têm de dar um contributo" e por isso, João Labrincha garante que "não está pensada a criação de outro movimento". Por agora, o grupo de organizadores fica por aqui.
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Portugal/Lisboa terá nova manifestação no próximo fim-de-semana
13 março 2011/Portugal Digital http://www.portugaldigital.com.br
Após o protesto deste sábado, que terá juntado no centro da capital portuguesa mais de 200 mil pessoas, Lisboa acolherá no próximo sábado a manifestação da CGTP.
Da Redação
Lisboa - Os organizadores do protesto de ontem contra a precariedade, que só em Lisboa juntou mais de 200 mil pessoas, indicaram que a adesão popular ficou acima das suas expectativas. Mas após a inundação da Avenida da Liberdade por descontentes de todas as idades neste sábado, as ruas da capital deverão no próximo sábado voltar a acolher milhares de manifestantes.
A CGTP, maior central sindical portuguesa, convocou em fevereiro, para o dia 19 de março, uma manifestação contra o desemprego, após terem sido conhecidos dados revelando uma taxa de desemprego recorde acima de 11%.
O protesto de ontem, intitulado "Geração à rasca", reuniu mais de 200 mil pessoas em Lisboa e cerca de 80 mil no Porto, de acordo com a organização, que recorreu ao Facebook para divulgar a iniciativa.
Criado como um protesto apartidário, pacífico e laico, o movimento da "Geração à rasca" surpreendeu pela dimensão, tendo sido uma das maiores manifestações dos últimos anos em Portugal.
A iniciativa da CGTP será "contra o desemprego e pela mudança de políticas". Não há ainda uma previsão de número de participantes, mas a adesão a outras manifestações organizadas por esta central sindical faz supor que no próximo sábado poderão voltar a manifestar-se várias dezenas de milhares de portugueses.
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Portugueses saem às ruas em protesto contra governo
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Manifestações este sábado juntarão milhares de jovens em Portugal
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Portugal/OITO MÃOS ESCREVERAM MANIFESTO DA "GERAÇÃO À RASCA"
por Lusa 10 março 2011
Três dias, uma canção dos Deolinda e mais de 800 comentários na rede social Facebook inspiraram a escrita a oito mãos do manifesto que deu as palavras para o protesto de sábado da "geração à rasca".
A ilustração do movimento resultou do "contributo espontâneo de um rapaz", conta à Lusa Paula Gil, 'dona' de duas das oito mãos. A 04 de Fevereiro, Paula, Alexandre, João e António, à mesa de um café de Lisboa, falaram, como outras vezes, da "situação do país". "E concluímos que não éramos só os quatro", relata Paula. Perceberam que tinha "chegado a altura para mostrar" uma geração de "muitos com problemas de emprego, precariedade, desemprego". A letra da música "Parva que sou", dos Deolinda, ajudou a provar a "consciência muito social e que não há só casos individuais". Da conversa, partiram para a criação da página no Facebook.
Em três dias, os comentários ultrapassaram os 800, na sua maioria de pessoas que os quatro não conheciam. Tiveram, então, a certeza que não estavam sós e perceberam que "fazia sentido" avançar com uma "espécie de manifesto" que pudesse servir de definição e identificação. Da "reunião", que durou a "tarde e noite", resultou o manifesto, já em seis línguas, dos "desempregados, 'quinhentoseuristas' e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal".
António e Alexandre têm 25 anos, Paula, 26, e João, 27. Conheceram-se na faculdade de Economia de Coimbra, onde se licenciaram em Relações Internacionais. Paula faz um estágio profissional, Alexandre é bolseiro de investigação científica, João está desempregado e António é trabalhador-estudante. Três dos quatro organizadores militaram em partidos políticos e todos envolveram-se em associações de estudantes, chegando a organizar um debate à imagem das Nações Unidas. Porém, quem chegava era de diferentes partidos e ideologias ou nem sequer os tinham. E o movimento definiu-se como "apartidário, laico e pacífico". "Não somos ingénuos em pensar que não iriam surgir apoios de partidos, que são formados por cidadãos e os cidadãos são todos convidados a participar", comenta Paula Gil, para quem o português não é "inerte e tem uma voz que quer mostrar".
O objectivo é conseguir uma "concertação social, com cidadãos, políticos, entidades empregadoras e sindicatos para se chegar a uma solução quanto a direitos laborais". Os quatro ficaram surpreendidos com o crescimento do movimento, mas afinal mostraram uma "realidade que só não estava na praça pública". Dos mais chegados, Paula Gil recebeu solidariedade, apoio e até a garantia dos pais de a acompanhar no sábado. Convidada a imaginar-se no final do protesto, Paula deseja que tenha sido dado um "passo no reforço dos movimentos civis e num modo de democracia participativa para lá das eleições". Nenhum dos quatro foi convidado para um partido e "não, não" conhecem os Deolinda.

