Mostrando postagens com marcador sindicato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sindicato. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Contra oposição, Mulheres Classistas se preparam em defesa do Brasil

24 de fevereiro de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Joanne Mota, da Rádio Vermelho

 

Contra oposição, Mulheres Classistas se preparam em defesa do Brasil


A luta política em curso convoca todos os setores da sociedade para garantir que o Brasil siga no rumo das mudanças e as mulheres trabalhadoras estão alertas à luta em curso. A Rádio Vermelho foi ouvir a opinião da secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, que fez importante reflexão sobre a atual conjuntura e os desafios das trabalhadoras e trabalhadores neste ano de 2015.

Durante a entrevista, a dirigente falou sobre a atual composição do Congresso Nacional e

sábado, 20 de setembro de 2014

Brasil/Centrais rebatem Marina e dizem que ela quer “agradar Deus e o diabo”

18 setembro 2014, SINAP- Sindicato Nacional dos Papeleiros http://www.sinap.org.br (Brasil)

Desde a divulgação do plano de governo de Marina Silva (PSB), lideranças das centrais sindicais têm criticado as propostas da candidata por considerarem um retrocesso e afronta aos direitos trabalhistas.

Em entrevista ao Portal Vermelho lideranças das centrais sindicais repudiaram a declaração de Marina que afirmou que seu governo, caso eleita, fará uma “atualização” das leis trabalhistas. 
Segundo sindicalistas, a candidata escancara a sua intenção de precarização, como já preconizava em seu plano de governo.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, afirma que o programa “é um retrocesso das conquistas trabalhistas” e “uma carta de adesão ao sistema financeiro”.

“A classe trabalhadora tem plena consciência de que os direitos trabalhistas são sagrados. Ao reafirmar o interesse de flexibilizar, Marina se rende a política do sistema financeiro que foi aplicada na Europa e em vários países do mundo desempregando 100 milhões de trabalhadores”, enfatizou Araújo.

Contra a maré
Segundo o cetebista, o programa da candidata “rema contra a maré”. “A proposta é um verdadeiro retrocesso. Seu programa é de extrema direita. Suas propostas são focadas em preposições conservadoras que abrem caminho para a desregulamentação das relações de trabalho”, enfatiza Araújo.

Segundo o sindicalista, os trabalhadores não querem voltar ao passado de uma política em que prevalecia a agenda do FMI. “Nessa política os mais pobres foram penalizados com congelamento dos salários, desemprego, privatizações e ataque aos direitos. Não vamos permitir esse retrocesso”.

Disfarce
Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), Marina quer agradar Deus e o diabo. “Essa declaração de que ‘direito é sagrado’ é só um disfarce, pois o seu programa de governo é muito claro ao elogiar a terceirização e propor modificações nas relações trabalhistas. Como cristã que Marina diz ser, deve saber que não se pode agradar a Deus e o diabo”, pontuou Juruna, enfatizando que o programa da candidata mostra que os direitos dos trabalhadores poderão sofrer ataques irreversíveis.

Autonomia do BC
“Quando ela propõe entregar a administração da política monetária para os banqueiros privados significa elevar os juros ao menor sinal de aumento da inflação. E juros altos se traduzem em recessão, desemprego, redução dos salários e, consequentemente, aumento da miséria”, completa Juruna.

Vagner Freitas, presidente da CUT, também repudiou as declarações da candidata. “Marina fala em atualizar as regras para ajudar na geração de empregos. O que isso significa? Quando os empresários falam isso eles são claros: querem diminuir direitos e ampliar lucros. Nada mais que isso”, disse Freitas.

Marina é a antítese de Dilma
Já o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto, afirma que a proposta de Marina “é o que há de mais atrasado nesta disputa eleitoral”.

“Nos governos Lula e Dilma os trabalhadores conquistaram avanços com a geração de empregos, aumento da renda e a conquista de direitos, como a PEC das Domésticas, que resgatou um processo desde a escravidão. A proposta de Marina é a antítese da proposta da presidenta Dilma. Um projeto antinacional e antidesenvolvimentista”, reforçou Neto.


Da redação do Portal Vermelho, Dayane Santos

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Brasil/DECRETO DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL APROFUNDA DEMOCRACIA

16 Junho 2014, Caros Amigos http://www.carosamigos.com.br (Brasil)

Medida é atacada pela mídia conservadora e pela oposição, e vista como progresso por movimentos sociais

Por Amanda Secco

No dia 23 de maio, durante o evento Arena de Participação Social, a presidente Dilma Rousseff assinou o decreto 8.234/2014, que instituiu a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), medidas que pretendem melhorar o diálogo entre sociedade civil e o Governo Federal. Movimentos sociais enxergam no decreto uma possibilidade de mudança, mas a oposição e a mídia burguesa atacam o governo e o acusam de abuso de poder.

O texto publicado no Diário Oficial da União no dia 26 define que a PNPS é constituída por nove mecanismos, que possibilitam a participação da sociedade civil nas decisões de âmbito federal (da administração direta, indireta e das agências reguladoras). Esses mecanismos são: conselho de políticas públicas; comissão de políticas públicas; conferência nacional; ouvidoria pública federal; mesa de diálogo; fórum interconselhos; audiência pública; consulta pública e ambiente virtual de participação social. O SNPS pretende articular esses mecanismos entre si.

Em uma série de textos publicados após a aprovação do decreto, veículos da mídia conservadora acusam que o decreto institui uma ditadura, fere a representação democrática, esvazia o poder do Legislativo, entre outras críticas. No Congresso, já há iniciativas para sustar os efeitos do decreto: na Câmara dos Deputados,

Brasil/Texto do decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff que reconhece a participação social como direito do cidadão

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8243.htm
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
Institui a Política Nacional de Participação Social -- PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social - SNPS, e dá outras providências.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3º, caput, inciso I, e no art. 17 da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003,
DECRETA:
Art. 1º  Fica instituída a Política Nacional de Participação Social - PNPS, com o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil.
Parágrafo único.  Na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas e no aprimoramento da gestão pública serão considerados os objetivos e as diretrizes da PNPS.
Art. 2º  Para os fins deste Decreto, considera-se:
I - sociedade civil - o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações;
II - conselho de políticas públicas - instância colegiada temática permanente, instituída por ato normativo, de diálogo entre a sociedade civil e o governo para promover a participação no processo decisório e na gestão de políticas públicas;
III - comissão de políticas públicas - instância colegiada temática, instituída por ato normativo, criada para o diálogo entre a sociedade civil e o governo em torno de objetivo específico, com prazo de funcionamento vinculado ao cumprimento de suas finalidades;
IV - conferência nacional - instância periódica de debate, de formulação e de avaliação sobre temas específicos e de interesse público, com a participação de representantes do governo e da sociedade civil, podendo contemplar etapas estaduais, distrital, municipais ou regionais, para propor diretrizes e ações acerca do tema tratado;
V - ouvidoria pública federal - instância de controle e participação social responsável pelo tratamento das reclamações, solicitações, denúncias, sugestões e elogios relativos às políticas e aos serviços públicos, prestados sob qualquer forma ou regime, com vistas ao aprimoramento da gestão pública;
VI - mesa de diálogo - mecanismo de debate e de negociação com a participação dos setores da sociedade civil e do governo diretamente envolvidos no intuito de prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais;
VII - fórum interconselhos - mecanismo para o diálogo entre representantes dos conselhos e comissões de políticas públicas, no intuito de acompanhar as políticas públicas e os programas governamentais, formulando recomendações para aprimorar sua intersetorialidade e transversalidade;
VIII - audiência pública - mecanismo participativo de caráter presencial, consultivo, aberto a qualquer interessado, com a possibilidade de manifestação oral dos participantes, cujo objetivo é subsidiar decisões governamentais;
IX - consulta pública - mecanismo participativo, a se realizar em

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Abya Yala, Patria Grande/“DECLARAÇÃO DE HAVANA” ENCERRA 6º ENCONTRO NOSSA AMÉRICA EM CUBA

7 maio 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Terminou no último domingo (4) com a Declaração de Havana, o 6º Encontro Sindical Nossa América (Esna), iniciado no sábado (3) em Cuba, pela Federação Sindical Mundial (FSM).

 

CTB


Delegação da CTB no Encontro Nossa América em Havana, Cuba.

Durante os dois dias de debate, cerca de 450 delegados de 181 organizações, representando 30 países, aprofundaram a discussão acerca da importância da integração latino-americana e a necessidade de luta social contra a ofensiva do capital na América Latina e no Caribe.

Na plenária final, os representantes aprovaram a Declaração de Havana, um documento

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Brasil/Petroleiros entram em greve contra o primeiro leilão do pré-sal



17 outubro 2013, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Categoria exige a suspensão imediata do leilão do Campo de Libra, previsto para o próximo dia 21

Ana Cristina Campos, da Agência Brasil


Os funcionários da Petrobras e subsidiárias entraram nesta quinta-feira (17) em greve por tempo indeterminado, em protesto contra o leilão do Campo de Libra, previsto para o próximo dia 21. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a categoria exige a suspensão imediata do primeiro leilão do pré-sal, sob o regime de partilha.

“Por lei, o governo pode permitir que esse reservatório fique inteiramente com a estatal, mas, em vez disso, quer entregar o tesouro às transnacionais”, disse o coordenador da FUP, João Antônio de Moraes.

De acordo com a federação, a greve foi aprovada nos sindicatos filiados “de Norte a Sul do país”, e atingirá refinarias, terminais de distribuição, plataformas de petróleo, campos terrestres de produção, usinas de biodiesel, termoelétricas e unidades administrativas da Petrobras, Transpetro e demais subsidiárias.

Brasil/A ENTREGA DO CAMPO DE LIBRA



11 outubro 2013, 17 outubro 2013, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Na exploração do pré-sal não existe problema – nem técnico, nem econômico – que o país não possa solucionar sem a presença das empresas estrangeiras

Heitor Scalambrini Costa*

No leilão do campo petrolífero de Libra, marcado para dia 21 de outubro próximo, o Governo Federal estará trocando por 15 bilhões de reais (previsão de arrecadação) as reservas fantásticas que poderiam financiar a educação, saúde e infraestrutura no Brasil em um futuro próximo. Obviamente, pelo fato de a indústria do petróleo contribuir com mais de 50% da produção dos gases de efeito estufa, essa fonte energética deve ser usada para fins mais nobres do que meros combustíveis.

O dinheiro arrecadado com o leilão vai para a conta única da união, e quem sabe não será usado para pagar à eterna divida externa ou ainda para pagar os juros da dívida interna para alguns acionistas de bancos?

Neste dia, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) pretende leiloar o maior campo de reservas comprovadas de petróleo brasileiro no pré-sal, descoberto pela Petrobras em 2010, e uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 20 anos. Possui entre 12 e 14 bilhões de barris de petróleo e está localizado a 180 quilômetros do litoral, na Bacia de Santos, a 7.000 metros de profundidade.

Para se ter uma ideia do que representa este depósito de óleo basta dizer que corresponde a tudo que já foi extraído pela Petrobras desde a sua criação, há 60 anos, equivalendo também a todas as reservas do México.

No leilão, participarão 11 grandes empresas petrolíferas. Além da Petrobras,

terça-feira, 3 de setembro de 2013

NOVA CENSURA EM PORTUGAL CONDICIONA E MANIPULA A OPINIÃO PÚBLICA



3 setembro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Por vezes, a única verdade que os meios de comunicação publicam é a data da edição.
Nos textos desta peça de Eugénio Rosa elucida-se como a comunicação social formata e manipula a opinião pública até ao ponto de o cidadão repetir os argumentos em que foi formatado, pensando que está exprimir uma opinião pessoal.
 
Vale a pena continuar a denunciar esta

O semanário “Expresso” publicou na sua edição de 24 de Agosto de 2013, um extenso artigo de opinião do secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, em que este, procurando objetivamente condicionar o Tribunal Constitucional através da opinião pública, fazia uma apologia da chamada lei de «requalificação» da Função Pública, que de «requalificação» apenas tinha o nome para enganar, já que visava o despedimento de dezenas de milhares de trabalhadores. E para isso, utilizava um conjunto de mentiras pois afirmava, entre outras coisas, que a lei da «requalificação» era mais justa que a anterior lei (a da mobilidade), que visava «promover a recolocação dos trabalhadores após a realização de um plano de formação»; que constituía «uma garantia adicional para os trabalhadores em funções públicas», etc. etc..

E como tudo isto não fosse suficiente, o próprio «Expresso» reforçava as posições do governo com uma longa coluna enquadradora não assinada, portanto da responsabilidade do próprio jornal, do texto de Hélder Rosalino repetindo os argumento do governo e, logo no inicio, escrevia que «o modelo de requalificação dos funcionários do Estado é verdade que permite os despedimentos mas é baseado em critérios objetivos, rigorosos, e escrutináveis do ponto de vista judicial. Mais ainda, mantém a

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ATÉ ONDE PORTUGAL RESISTE?



17 agosto 2013, Jornal de Notícias http://www.jn.pt (Portugal)

O Portugal Democrático, mesmo com uma democracia esfarrapada e empobrecida, sobreviverá às políticas neoliberais e retrógradas que estão a ser impostas, como e por quanto tempo? Nos últimos dias, a partir de uma estimativa rápida (a ser revista) do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), desencadeou-se, pela enésima vez desde 2008, a ideia de que a recessão económica está a ser ultrapassada e que agora é que é: "estamos a sair da crise".

Até hoje todos os anúncios deste tipo, feitos a partir de indicadores conjunturais lidos parcelarmente e distanciados de uma abordagem sólida de tudo o que marca a situação da economia e das pessoas, apenas serviram para limitar os protestos populares, para secundarizar reflexões e propostas estruturadas, para o prosseguimento de políticas desastrosas que têm conduzido o país a uma situação cada vez pior.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Portugal/REFORMA DO IRC É UM EMBUSTE



2 agosto 2013, CGTP--IN http://www.cgtp.pt (Portugal)

O grande objectivo desta reforma não visa facilitar caminho para se implantarem empreses nem criar mais emprego, mas aumentar os lucros das empresas cotadas na bolsa. Segundo um estudo do BPI a redução do IRC para 19% levaria a uma subida dos lucros destas empresas até 15%, em 2018.

Este é uma situação tanto mais escandalosa quando a esmagadora maioria das grandes empresas pagaram uma taxa média efectiva de IRC de 17% em 2011, sendo que as empresas com um volume de negócios superior a 250 milhões de euros se ficaram pelos 15%.

Acresce que a proposta agora apresentada pelo Governo levaria a uma perda acumulada de

segunda-feira, 29 de julho de 2013

LECCIONES DE EL SALVADOR PARA LAS FARC COLOMBIANAS



29 julio 2013, Rebelión http://www.rebelion.org (Mexico)

¿Es posible que los "acuerdos de paz" generen justicia, paz y seguridad para el pueblo?


Traducido para Rebelión por Silvia Arana

Introducción
Se da por sentado que los "acuerdos de paz" entre regímenes de derecha pro-estadounidenses e insurgentes de izquierda generan paz, justicia y una mayor seguridad. Varios acuerdos de paz firmados en la década de 1990 en América Central, Sudáfrica, Filipinas y otros países proveen un amplio caudal de datos, a lo largo de más de dos décadas, tanto a favor como en contra de esa idea generalizada.

Examinaremos el caso de El Salvador donde un poderoso movimiento guerrillero (FMLN) firmó un acuerdo de paz en 1992.

Método de evaluación del Acuerdo de Paz
En referencia al análisis del Acuerdo de Paz es importante comenzar enfocándonos en la evolución del FMLN -los cambios políticos, organizativos e ideológicos que condujeron a las negociaciones, al pacto con el régimen de derecha y los resultados políticos y socioeconómicos.

La segunda parte del ensayo establece los parecidos y las diferencias entre los resultados políticos y socioeconómicos y las políticas posteriores al pacto, y el efecto que estas tuvieron en el pueblo. Esto nos permitirá ver quién se benefició y quién se perjudicó; qué clases socioeconómicas y estructuras políticas emergieron; qué políticas extranjeras fueron delineadas.

La tercera sección del ensayo se enfoca en extraer las lecciones que podamos aprender de la experiencia de El Salvador, que sean aplicables a las actuales negociaciones de paz entre las FARC y el régimen de Santos en Colombia.

El FMLN: De la revolución socialista al electoralismo capitalista
En 1980, cuatro grupos guerrilleros principales se unieron para formar el Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN). El componente fundamental, el FPL, postulaba la guerra prolongada, la unión de la guerrilla y de los movimientos de masa en la lucha revolucionaria y antiimperialista. Los aliados menores, encabezados por el Partido Comunista postulaban las dos etapas, "de la revolución democrática a la revolución social". 

Poco más de dos años después, los tres componentes minoritarios, el ERP, el Partido Comunista y el RN, transformaron la política del FMLN, eliminando la lucha por el socialismo basado en los obreros y en los campesinos a favor de la "revolución democrática",

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Portugal/PCP, BE e Verdes acusam presidente de Portugal de defender os interesses da troika e dos mercados financeiros



22 julho 2013, África21 http://www.africa21digital.com (Portugal)

Os líderes do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes acusaram o presidente de Portugal, Cavaco Silva, de promover os interesses dos credores internacionais ao invés do interesse do país, ao decidir manter em funções o governo de coligação PSD-CDS.

Lisboa --- Os líderes do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes acusaram o presidente de Portugal, Cavaco Silva, de promover os interesses dos credores internacionais ao invés do interesse do país, ao decidir manter em funções o governo de coligação PSD-CDS, do primeiro-ministro Passos Coelho (PSD).

Em declarações na noite de domingo, após o discurso ao país, de Cavaco Silva,

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Brasil/ELAS, MARCADAS PARA MORRER



10 julho 2013, Comissão Pastoral da Terra (CPT) http://www.cptnacional.org.br (Brasil)  

Agência de Notícias A Pública e Diário do Pará publicam série de resportagens com as histórias de mulheres ameaçadas de morte por suas lutas no campo. Confira o contexto dessas ameaças, e algumas histórias de mulheres que lutam para manter-se vivas no Brasil.

(A Pública e Diário do Pará)

Nas diversas placas de sinalização ao longo das rodovias que ligam os municípios do sudeste e do sul do Pará, raras são as que não ostentam marcas de balas. Atirar nas placas pode ser o inusitado passatempo de quem trafega por aquelas estradas, sem maiores consequências. Mas as marcas também sinalizam muito do espírito que sempre marcou a colonização daquela parte do estado, pivô de conflitos agrários, assassinatos de lideranças rurais e número um em índices de desmatamento e trabalho escravo.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), ocorreram no estado do Pará, entre 1964 e 2010, 914 assassinatos de trabalhadores rurais, religiosos e advogados por questões de terra. Desse total, 654 ocorreram no sul e sudeste do Pará. “Muitos dos trabalhadores rurais assassinados, não conhecemos os rostos e nem sabemos os seus nomes. Em muitos desses casos a polícia negou o registro das denúncias formalizadas por sindicalistas e familiares das vítimas, e negou também o resgate dos corpos onde foram assassinados”, diz

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Portugal/A GRANDE GREVE GERAL DE 14 DE NOVEMBRO

14 novembro 2012/Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Uma Greve Geral tem sempre um grande alcance.

A verificada hoje, 14 de Novembro em Portugal, ocorre em ocasião e com significado especiais.
A agressão do capital nacional e internacional a direitos fundamentais e às condições de acesso e exercício do direito ao trabalho e condições de vida dos trabalhadores é não só muito grave, como ainda assume a intenção de prosseguir até limites inconcebíveis.


A luta decorre todos os dias: nos locais de trabalho e nas ruas, junto de serviços públicos e defronte órgãos de soberania, lá onde a solidariedade entre os trabalhadores e as populações pode organizar-se, exprimir-se, ser escutada, produzir impacto e multiplicar-se.


Os membros do governo e os fazedores de opinião pública – que procuram desarmar a resistência popular – iludem, prometem, iludem e insultam para que o povo se atordoe, hesite, divida e desista. Tirando partido das condições adversas para os trabalhadores, consequentes de mais de um milhão de desempregados, o esmagador peso do trabalho precário, bem como da sinistra tendência regressiva na economia.


Em particular as greves e outros actos de luta laboral e as organizações sindicais combativas, e esta Greve Geral em concreto, são apoucadas na sua dimensão e significado e alvo de calúnias.
Mas a realidade é que esta Greve Geral, inserida no curso de inúmeras lutas laborais que se vêm desenvolvendo contra a imposição de um “pacto de agressão” para um “tratado de submissão” de Portugal, através dos PECs primeiro e agora do “memorando de entendimento” acordado entre as troikas nacional e do capital internacional, é uma afirmação categórica do povo trabalhador contra a política de submissão e ruína do povo português. O Secretário-Geral da CGTP qualificou esta Greve Geral como “uma das maiores de sempre”, e os próprios órgãos de comunicação social dominantes avaliaram a participação em 85% o que, sendo um valor impressionante, significa que a adesão real terá sido ainda superior.

A Greve Geral encontrou eco em milhares de locais de trabalho e na maioria dos sectores de actividade, com forte expressão nos organismos da administração do estado a todos os níveis, e naqueles sectores empresariais em que a presença de médias e grandes empresas predominam. Para além das concentrações e piquetes junto das empresas, realizaram-se concentrações nos centros de todas as capitais distritais e muitas outras cidades maiores.


A Greve Geral, como ficou dito, não é acto isolado, é um elo de uma cadeia, paralela e convergente com várias outras vias de luta do povo português. Pelo direito e acesso: ao trabalho contra o desemprego e pela Segurança Social; à saúde e pelo Serviço Nacional de Saúde; à educação gratuita e pela Escola Pública; à habitação e contra os despejos. As muitas lutas sectoriais na defesa da economia e da produção nacional. Contra as concessões ou privatizações de património e de serviços públicos. Por um país com futuro para o povo.


A CGTP assumiu a sua responsabilidade histórica que lhe advém da luta desde antes da Revolução de Abril. A sua análise da situação presente e a sua disponibilidade para ouvir e traduzir em organização a vontade dos trabalhadores organizados produziu frutos preciosos. A sua mobilização alargou-se e acolheu dezenas de outros sindicatos, filiados na UGT ou não filiados em qualquer delas. Bem como muitos trabalhadores não filiados, desempregados e pensionistas, que todos eles sofrem as consequências da mesma política anti-popular e anti-nacional.


O prestígio internacional da CGTP permitiu coordenar a Greve Geral em Portugal com Espanha, Itália e Grécia, e ainda com acções de solidariedade em Inglaterra, França, Bélgica, Países Baixos, Suíça, Alemanha, Áustria, R. Checa, Eslovénia, Roménia, Suécia, Finlândia. Esta jornada é pois também e tem o alcance de uma ampla iniciativa de solidariedade internacionalista – entre trabalhadores que em diferentes graus sofrem a mesma ofensiva furiosa e cega do capital internacional e seus agentes domésticos.


14 de Novembro de 2012

OS EDITORES DE ODIARIO.INFO


Sobre este assunto
 

ÉXITO DE LA PRIMERA MANIFESTACIÓN EUROPEA CONTRA LA TROIKA

15 noviembre 2012/Rebelión http://www.rebelion.org (México)
 

El sur de Europa señala el Norte


 
Usemos el 14N como barómetro. El día de ayer registró manifestaciones intensas en todo el sur de Europa, especialmente concentradas en la península ibérica, pero también en Italia y Grecia. Las calles se desbordaron en España y Portugal, donde se vivieron huelgas generales masivas contra el desmantelamiento del Estado social que impone la Troika. 

Las altas precipitaciones sociales dejan en evidencia lo patéticas que resultan las hojas de parra de los partidos y sindicatos socialdemócratas de estos países mediterráneos con la que está cayendo. Por ejemplo en Italia, donde salieron a manifestarse cientos de miles de estudiantes y trabajadores en las calles de 87 ciudades italianas, la CGIL, sindicato mayoritario, sólo había convocado paros de cuatro u ocho horas, y eso a rebufo de los Co.Bas, que habían convocado ya una jornada completa de huelga general. Lo mismo ocurrió con el sindicato UGT portugués, que tampoco convocó huelga ayer, y lo mismo ocurrió con el GSEE griego, que también había optado por cuatro horas socialmente correctas. Está claro: los ciudadanos del sur de Europa requieren mayor oposición y mayor unidad contra la dictadura de la Troika. En la manifestación de Atenas, simpatizantes de Syriza llevan las banderas de Portugal, Italia, Grecia y España. El lema de European Left en la manifestación de Atenas decía: "La austeridad mata la dignidad". ¡Cuántos y cuán dignos los jóvenes en las manifestaciones de toda Europa! Empujados por esta generación de jóvenes sin trabajo, sin futuro, pero sin miedo, hemos de recuperar la soberanía de nuestro tiempo, del que rápida y silenciosamente se ha adueñado esta pérfida Troika.

El parte meteorológico mainstream hace incapié en la violencia del 14N. Rayos y truenos. Incidentes en Lisboa delante del Parlamento. En la Gran Vía y la Plaza de Neptuno en Madrid. En la Ciudad Universitaria de Valencia. En Tarragona, ese chaval aporreado. En Barcelona, dos coches de la policía quemados. En Roma, cargas de la policía, decenas de detenidos. Batalla también en Milán, Turín, Padua y Brescia. El Poder se blinda en su Palacio e impide con violencia que nadie se le acerque. Si alguien lo hace, al día siguiente en la prensa se le acusa de ser un "profesional de la violencia". Siempre el mismo guión. Lo llaman democracia y no lo es.

Son muy interesantes los chubascos registrados en Francia y Bruselas. 15.000 manifestantes en París, según la CGT. Cinco organizaciones sindicales convocaron 130 concentraciones por toda Francia. Muy institucional la manifestación de Bruselas, donde Bernadette Ségol, Secretaria General de la Confederación Europea de Sindicatos, resume lo obvio: "Hay una emergencia social en el sur de Europa. Todo el mundo reconoce que las políticas que se están llevando a cabo son injustas y además no están funcionando".

Viendo lo que ocurrió ayer en las calles de Europa, igual hay que concederles la razón a los empresarios. Phillip de Buck, líder del lobby Business Europe, dijo: "Si se hace huelga a nivel nacional y de las compañías, sólo se hará daño a la economía". Este razonamiento nos aclara el camino: si queremos detener esta revolución neoliberal que afecta a todo un continente, la respuesta no ha de ser nacional, sino continental. Que la próxima vez se una toda la ribera del Mediterráneo. Que se adhiera Francia en la siguiente. El Sur marca el Norte.

Los esquiroles dicen que no vale de nada hacer huelga. Anoche Gobierno y PSOE pactaron paralizar los desahucios para rentas por debajo de 22.000 euros. También ayer Olli Rehn, Comisario Europeo de Economía, compareció por sorpresa precisamente ayer para decir que España ya ha hecho suficientes sacrificios en su carrera por reducir el déficit este año y el próximo. ¿Será casualidad?

El 14N anuncia más tormentas en Europa. Los estudiantes de Roma lo gritan alto y claro.
Tutti insieme famo paura. Todos juntos damos miedo.

sábado, 11 de junho de 2011

Brasil/À frente da SRI, ministra Ideli Salvatti diz que atuará com “bom senso e o coração”

10 junho 2011/Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br

Trocamos de tarefa, mas não de responsabilidade, pois o governo é um só, definiu a ministra Ideli Salvatti sobre a permuta de Pastas entre ela e o ministro Luiz Sérgio de Oliveira. A partir de decisão divulgada nesta sexta-feira (10/6), Salvatti passa a gerir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e Luiz Sérgio o Ministério de Pesca e Aquicultura. O importante – continuou a ministra – é que o governo como um todo esteja alinhado, sempre em busca de um bom resultado para o país.

Luiz Sérgio, por sua vez, deixou claro que a decisão da presidenta Dilma Rousseff por “uma reforma é natural” e que não deixa mágoas nem rancor. Disse, ainda, que não há desarticulação entre a base governista, como sugeriram alguns jornalistas durante a entrevista coletiva, e que “praticamente todas as Medidas Provisórias essenciais ao governo foram aprovadas”, além de leis como a do salário mínimo.

A ministra Ideli Salvatti assumiu o compromisso de “corresponder à altura do convite extremamente honroso” e evocou os oito anos no Senado Federal como experiência na articulação e negociação junto ao Congresso Nacional. Salvatti anunciou ainda que fará parcerias com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e que “beberá na fonte de atuação de Luiz Sérgio”.

“Na tarefa das Relações Institucionais vou usar muito mais que os dois ouvidos. Vou usar os ouvidos, o coração, o bom senso, em busca de um bom resultado para o governo (…). Estou com muita tranquilidade, não sei se ‘Idelizinha paz e amor’, mas vai ser de ouvir muito, negociar muito e principalmente de fazer com que questões centrais do Brasil e do governo sejam aprovadas no Congresso”, frisou a ministra.

Perfis

Ideli Salvatti - Primeira mulher eleita ao Senado por Santa Catarina, assumiu o Ministério de Pesca e Aquicultura no governo da presidenta Dilma Rousseff. Em 2010, disputou o governo de Santa Catarina.

Nascida em São Paulo, Ideli é formada em física pela Universidade Federal do Paraná e tem dois filhos. Na capital paranaense, atuou nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) de 1973 a 1976. Ideli consolidou sua trajetória política em Joinville, no interior de Santa Catarina, onde foi morar na década de 70.

Uma das fundadoras do PT catarinense, foi professora da rede pública de ensino do estado entre 1983 e 1994, período em que militou no movimento sindical da categoria. Participou da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Santa Catarina. Em 1994, foi eleita deputada estadual e reeleita em 1998. Em 2002, concorreu ao Senado e foi eleita para mandato de oito anos. Defensora das ações do governo Lula, chegou à liderança do PT no Senado, em 2006, e líder do governo no Congresso, em 2009.

Luiz Sérgio - Metalúrgico, egresso da escola de formação profissional do estaleiro Verolme, foi sindicalista, militante de movimentos sociais, deputado federal e prefeito de Angra dos Reis (RJ). Filho de lavrador expulso de suas terras, em janeiro de 1970, começou sua vida profissional como operário de estaleiro. Iniciou sua militância social em 1979, atuando na Ação Católica Operária e nas Comunidades Eclesiais de Base, ambas ligadas aos movimentos sociais da Igreja Católica.

Nos anos 80, juntamente com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Carta de São Bernardo, um dos documentos fundamentais da criação do Partido dos Trabalhadores.

Ajudou a organizar a oposição sindical e venceu as eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis em 1984. Três anos depois foi eleito presidente da entidade com 82% dos votos. Em 1988 é eleito vice-prefeito de Angra dos Reis, primeira prefeitura petista do Estado do Rio. Em 1992 é eleito prefeito de Angra dos Reis.

Luiz Sérgio foi líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados. O parlamentar cumpriu três mandatos como deputado federal. Foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos parlamentares mais influentes e atuantes na Câmara dos Deputados. Nos últimos quatro anos teve média de presença de 96,9% em Plenário.

segunda-feira, 14 de março de 2011

‘Geração à Rasca’ também saiu à rua fora de Portugal

13 março 2011/Econômico http://economico.sapo.pt

Diogo Carreira

A organização acredita que o número de manifestantes dentro e fora de Portugal possa ter chegado aos 500 mil.

"O povo português mostrou de forma clara que quer ter uma voz activa e que pretende fazer parte da solução". As palavras são de João Labrincha, um dos organizadores da marcha conhecida por ‘Geração à Rasca'. Ao Económico, o responsável admite que entre os que mostraram o descontentamento em Portugal e fora do País, o número pode chegar perto dos 500 mil.

Em várias cidades do mundo existem relatos de concentrações de pessoas no sábado. Maria João Morais, uma jornalista portuguesa que vive em Madrid, disse ao Económico que se juntaram cerca de 40 pessoas perto da embaixada portuguesa como sinal de que "estavam solidários com o protesto em Portugal". Uma concentração "pacífica", mas ainda assim que contou com a presença da polícia, tal como agora se pode ver nas fotos publicadas no Facebook. Em Espanha terá havido outra concentração em Barcelona, assim como em Londres, Bruxelas e Maputo.

A organização diz que só em Lisboa estiveram nas ruas perto de 300 mil pessoas, enquanto que a polícia aponta 200 mil. No Porto, o número terá rondado os 80 mil. João Labrincha acredita que os objectivos foram cumpridos, uma vez que "o contributo mais importante foi abrir o debate" sobre as dificuldades no âmbito da precariedade.
"As pessoas perceberam que elas próprias têm de dar um contributo" e por isso, João Labrincha garante que "não está pensada a criação de outro movimento". Por agora, o grupo de organizadores fica por aqui.


--------------------


Portugal/Lisboa terá nova manifestação no próximo fim-de-semana

13 março 2011/Portugal Digital http://www.portugaldigital.com.br

Após o protesto deste sábado, que terá juntado no centro da capital portuguesa mais de 200 mil pessoas, Lisboa acolherá no próximo sábado a manifestação da CGTP.

Da Redação

Lisboa - Os organizadores do protesto de ontem contra a precariedade, que só em Lisboa juntou mais de 200 mil pessoas, indicaram que a adesão popular ficou acima das suas expectativas. Mas após a inundação da Avenida da Liberdade por descontentes de todas as idades neste sábado, as ruas da capital deverão no próximo sábado voltar a acolher milhares de manifestantes.

A CGTP, maior central sindical portuguesa, convocou em fevereiro, para o dia 19 de março, uma manifestação contra o desemprego, após terem sido conhecidos dados revelando uma taxa de desemprego recorde acima de 11%.

O protesto de ontem, intitulado "Geração à rasca", reuniu mais de 200 mil pessoas em Lisboa e cerca de 80 mil no Porto, de acordo com a organização, que recorreu ao Facebook para divulgar a iniciativa.

Criado como um protesto apartidário, pacífico e laico, o movimento da "Geração à rasca" surpreendeu pela dimensão, tendo sido uma das maiores manifestações dos últimos anos em Portugal.

A iniciativa da CGTP será "contra o desemprego e pela mudança de políticas". Não há ainda uma previsão de número de participantes, mas a adesão a outras manifestações organizadas por esta central sindical faz supor que no próximo sábado poderão voltar a manifestar-se várias dezenas de milhares de portugueses.

Notícias relacionadas
•12/03/2011 - 15:35
Portugueses saem às ruas em protesto contra governo
•11/03/2011 - 06:54
Manifestações este sábado juntarão milhares de jovens em Portugal


-----------------------


Portugal/OITO MÃOS ESCREVERAM MANIFESTO DA "GERAÇÃO À RASCA"

por Lusa 10 março 2011

Três dias, uma canção dos Deolinda e mais de 800 comentários na rede social Facebook inspiraram a escrita a oito mãos do manifesto que deu as palavras para o protesto de sábado da "geração à rasca".

A ilustração do movimento resultou do "contributo espontâneo de um rapaz", conta à Lusa Paula Gil, 'dona' de duas das oito mãos. A 04 de Fevereiro, Paula, Alexandre, João e António, à mesa de um café de Lisboa, falaram, como outras vezes, da "situação do país". "E concluímos que não éramos só os quatro", relata Paula. Perceberam que tinha "chegado a altura para mostrar" uma geração de "muitos com problemas de emprego, precariedade, desemprego". A letra da música "Parva que sou", dos Deolinda, ajudou a provar a "consciência muito social e que não há só casos individuais". Da conversa, partiram para a criação da página no Facebook.

Em três dias, os comentários ultrapassaram os 800, na sua maioria de pessoas que os quatro não conheciam. Tiveram, então, a certeza que não estavam sós e perceberam que "fazia sentido" avançar com uma "espécie de manifesto" que pudesse servir de definição e identificação. Da "reunião", que durou a "tarde e noite", resultou o manifesto, já em seis línguas, dos "desempregados, 'quinhentoseuristas' e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal".

António e Alexandre têm 25 anos, Paula, 26, e João, 27. Conheceram-se na faculdade de Economia de Coimbra, onde se licenciaram em Relações Internacionais. Paula faz um estágio profissional, Alexandre é bolseiro de investigação científica, João está desempregado e António é trabalhador-estudante. Três dos quatro organizadores militaram em partidos políticos e todos envolveram-se em associações de estudantes, chegando a organizar um debate à imagem das Nações Unidas. Porém, quem chegava era de diferentes partidos e ideologias ou nem sequer os tinham. E o movimento definiu-se como "apartidário, laico e pacífico". "Não somos ingénuos em pensar que não iriam surgir apoios de partidos, que são formados por cidadãos e os cidadãos são todos convidados a participar", comenta Paula Gil, para quem o português não é "inerte e tem uma voz que quer mostrar".

O objectivo é conseguir uma "concertação social, com cidadãos, políticos, entidades empregadoras e sindicatos para se chegar a uma solução quanto a direitos laborais". Os quatro ficaram surpreendidos com o crescimento do movimento, mas afinal mostraram uma "realidade que só não estava na praça pública". Dos mais chegados, Paula Gil recebeu solidariedade, apoio e até a garantia dos pais de a acompanhar no sábado. Convidada a imaginar-se no final do protesto, Paula deseja que tenha sido dado um "passo no reforço dos movimentos civis e num modo de democracia participativa para lá das eleições". Nenhum dos quatro foi convidado para um partido e "não, não" conhecem os Deolinda.