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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Brasil/PAPA FRANCISCO, UM HOMEM DE MUITA CORAGEM!

14 de Novembro de 2016, Brasil de Fato (Brasil)

João Pedro Stedile

Além de São Francisco de Assis, agora temos mais um Francisco revolucionário

Estive recentemente no 3° Encontro Mundial de Movimentos Populares em Diálogo com o Papa Francisco, realizado no Vaticano de 2 a 5 de novembro. Participaram mais de 200 delegados de 60 países, representando movimentos inseridos nas lutas sociais de três áreas: trabalho, terra e teto. Do Brasil, estávamos em oito delegados escolhidos pelos movimentos populares dessas áreas.

O encontro se insere em um processo permanente de debate, que iniciamos em 2013, do qual resultou o  primeiro encontro no Vaticano, em outubro de 2014, depois um segundo mais massivo e latino-americano, quando reunimos mais de 5 mil militantes populares em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. E, agora, o terceiro encontro, de novo no Vaticano.

Esse processo de debates e diálogos entre o Papa Francisco e os movimentos populares partiu de uma vontade política do pontífice, de dialogar e dar protagonismo aos movimentos populares em todo mundo, como estímulo à organização dos trabalhadores e

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Brasil/Centrais lançam manifesto em apoio a Dilma e contra o golpismo

14 agosto 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Sempre em momentos decisivos para a classe trabalhadora, as centrais sindicais buscam o caminho da unidade. E não foi diferente agora. Nesta sexta-feira (14), lideranças sindicais da CTB, Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central e CSB se uniram para assinar um manifesto, por meio de seus principais sindicatos, em defesa da democracia e pelo respeito ao mandato legitimo da presidenta Dilma Rousseff.

O documento, publicado nesta sexta nos principais jornais do país, afirma: “É necessário desmontar o cenário político em que prevalecem os intentos desestabilizadores, que têm sido utilizados como o condão para a aplicação de uma política econômica recessiva e orientada ao retrocesso político-institucional”.

Repelindo a política do quanto pior, melhor, da oposição, as lideranças enfatizam que o momento político atual “exige diálogo, compromisso com o país, com a democracia e com a necessária afirmação de um projeto de desenvolvimento nacional ancorado na produção, em uma indústria forte, um setor de serviços dinâmico, um comércio vigoroso, uma agricultura pujante e

quinta-feira, 5 de março de 2015

Brasil/QUEM TEM MEDO DO LULA?

3 março 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Por Emir Sader, no site Carta Maior


A direita – midiática, empresarial, partidária, religiosa – entra em pânico quando imagina que o Lula possa ser o candidato mais forte para voltar a ser presidente em 2018. Depois de ter deixado escapar a possibilidade de vencer em 2014, com uma campanha que trata de colocar o máximo de obstáculos para o governo de Dilma – em que o apelo a golpe e impeachment faz parte do desgaste –, as baterias se voltam sobre o Lula.

De que adiantaria ajudar a condenar a Dilma

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Portugal/A SITUAÇÃO SOCIOECONÓMICA NACIONAL E A PROPOSTA DE ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2015

9 dezembro 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

A proposta de Orçamento de Estado para 2015 continua a política da Troika, onerando os trabalhadores para beneficiar o capital. Contribuindo para manter uma política de austeridade que visa restaurar as condições de rentabilidade do capital, acentuando a exploração de trabalho. O orçamento e demais leis associadas contribuem assim para operar uma enorme transferência de rendimento do trabalho para o capital, como se fosse uma política redistributiva invertida.

A austeridade, a política de austeridade, tem um cunho claro de classe. A austeridade visa restaurar as condições de rentabilidade do capital, sobretudo acentuando a exploração do trabalho e criando as condições necessárias à regeneração do próprio capital.

A austeridade é um instrumento de transferência de rendimento do trabalho para o capital, de expropriação do trabalhador, assegurando uma

sábado, 20 de setembro de 2014

Brasil/Centrais rebatem Marina e dizem que ela quer “agradar Deus e o diabo”

18 setembro 2014, SINAP- Sindicato Nacional dos Papeleiros http://www.sinap.org.br (Brasil)

Desde a divulgação do plano de governo de Marina Silva (PSB), lideranças das centrais sindicais têm criticado as propostas da candidata por considerarem um retrocesso e afronta aos direitos trabalhistas.

Em entrevista ao Portal Vermelho lideranças das centrais sindicais repudiaram a declaração de Marina que afirmou que seu governo, caso eleita, fará uma “atualização” das leis trabalhistas. 
Segundo sindicalistas, a candidata escancara a sua intenção de precarização, como já preconizava em seu plano de governo.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, afirma que o programa “é um retrocesso das conquistas trabalhistas” e “uma carta de adesão ao sistema financeiro”.

“A classe trabalhadora tem plena consciência de que os direitos trabalhistas são sagrados. Ao reafirmar o interesse de flexibilizar, Marina se rende a política do sistema financeiro que foi aplicada na Europa e em vários países do mundo desempregando 100 milhões de trabalhadores”, enfatizou Araújo.

Contra a maré
Segundo o cetebista, o programa da candidata “rema contra a maré”. “A proposta é um verdadeiro retrocesso. Seu programa é de extrema direita. Suas propostas são focadas em preposições conservadoras que abrem caminho para a desregulamentação das relações de trabalho”, enfatiza Araújo.

Segundo o sindicalista, os trabalhadores não querem voltar ao passado de uma política em que prevalecia a agenda do FMI. “Nessa política os mais pobres foram penalizados com congelamento dos salários, desemprego, privatizações e ataque aos direitos. Não vamos permitir esse retrocesso”.

Disfarce
Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), Marina quer agradar Deus e o diabo. “Essa declaração de que ‘direito é sagrado’ é só um disfarce, pois o seu programa de governo é muito claro ao elogiar a terceirização e propor modificações nas relações trabalhistas. Como cristã que Marina diz ser, deve saber que não se pode agradar a Deus e o diabo”, pontuou Juruna, enfatizando que o programa da candidata mostra que os direitos dos trabalhadores poderão sofrer ataques irreversíveis.

Autonomia do BC
“Quando ela propõe entregar a administração da política monetária para os banqueiros privados significa elevar os juros ao menor sinal de aumento da inflação. E juros altos se traduzem em recessão, desemprego, redução dos salários e, consequentemente, aumento da miséria”, completa Juruna.

Vagner Freitas, presidente da CUT, também repudiou as declarações da candidata. “Marina fala em atualizar as regras para ajudar na geração de empregos. O que isso significa? Quando os empresários falam isso eles são claros: querem diminuir direitos e ampliar lucros. Nada mais que isso”, disse Freitas.

Marina é a antítese de Dilma
Já o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto, afirma que a proposta de Marina “é o que há de mais atrasado nesta disputa eleitoral”.

“Nos governos Lula e Dilma os trabalhadores conquistaram avanços com a geração de empregos, aumento da renda e a conquista de direitos, como a PEC das Domésticas, que resgatou um processo desde a escravidão. A proposta de Marina é a antítese da proposta da presidenta Dilma. Um projeto antinacional e antidesenvolvimentista”, reforçou Neto.


Da redação do Portal Vermelho, Dayane Santos

sexta-feira, 14 de março de 2014

Moçambique/OTM-CS e AIMO projectam criar fundo de Educação Profissional

11 março 2014, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) -- A Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS) e a Associação Industrial de Moçambique (AIMO) lançaram hoje, na província meridional de Maputo, um projecto de pesquisa para a criação do Fundo Nacional de Educação Profissional (FNEP).

Trata-se de um modelo de financiamento da educação, formação técnico-profissional e vocacional que poderá substituir o actual, que coloca o Estado como único responsável no processo de formação.

“A ideia do fundo é que as empresas, por serem uns dos principais beneficiários da formação das pessoas, têm obrigação de comparticipar em todo o processo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Portugal/UM ORÇAMENTO IMORAL



5 novembro 2013,Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

– prolonga a recessão económica
– agrava ainda mais as desigualdades de rendimento e as dificuldades das famílias


por Eugénio Rosa*

RESUMO DESTE ESTUDO

O original encontra-s em http://www.resistir.info/e_rosa/orcamento_imoral_03nov13.html

A política de austeridade, que se tem traduzido por um enorme aumento de impostos e por cortes brutais na despesa pública, tem fracassado no seu objetivo principal. Um dos mais importantes era a redução do défice orçamental para assim, primeiro, conter a divida pública e, depois, reduzi-la. Ora o que tem acontecido como consequência da política de austeridade foi precisamente o contrário: a divida pública disparou com o governo PSD/CDS e "troika ". Segundo o Eurostat, entre 2001 e 2004 (governos de Durão Barroso e Santana Lopes), a divida púbica cresceu, em média, 3.950 milhões € por ano; com os governos de Sócrates (2005-2010), a divida pública aumentou, em média, 9.100 milhões € por ano; em 2011 e 2012 (governo de Passos Coelho e "troika") a dívida pública cresceu 25.300 milhões € por ano, ou seja, a um ritmo 6,4 vezes superior ao verificado durante os governos de Durão Barroso e Santas Lopes, e 2,7 vezes superior ao registado durante os governos de Sócrates. É um autêntico descalabro e a prova de que a chamada "política de austeridade" de cortes brutais aos trabalhadores e pensionistas fracassou no seu objetivo principal. Em Agosto de 2013, segundo o Banco de Portugal, a divida das Administrações Públicas atingiu 254.638 milhões € (155,2% do PIB) e a divida pública na ótica de Maastricht que não inclui a totalidade da divida, alcançou 214.880 milhões € (131,4% do PIB), um valor nunca antes atingido.

Apesar do total fracasso da política seguida nos últimos dois anos, a proposta de OE-2014, prevê, para 2014, mais um corte na "Educação" de 467 milhões €; na "Saúde" de 271 milhões €, e na Segurança Social de 235 milhões €; portanto, nas três mais importantes Funções Sociais do Estado o corte em 2014 atinge 973 milhões €.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Moçambique/Mercado de Trabalho: Investimentos atraem muitos estrangeiros



Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

 

O Ministério do Trabalho registou 27.016 estrangeiros que imigraram para o país para efeitos de trabalho, representando aproximadamente 80 por cento do universo de 35.792 cidadãos de outras nacionalidades residentes no país.

Segundo a Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, o número de estrangeiros que procuram o mercado moçambicano tem vindo a crescer devido, sobretudo, aos empregos criados no âmbito dos investimentos em curso no país.

Este facto, segundo a ministra, encontra maior relevância quando os vários postos de trabalho criados

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Portugal/19 DE OUTUBRO, PODEROSO PASSO NA LUTA PELA DEMISSÃO DO GOVERNO



20 outubro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Os Editores

No dia 19 de Outubro realizaram-se muito grandes manifestações em Lisboa, Porto (uma das maiores de sempre) e nas regiões autónomas. A luta dos trabalhadores e das camadas populares atingiu um elevado patamar, do qual não recuará: o da exigência da demissão do governo, primeiro passo sem qual o caminho da superação da desastrosa situação nacional não poderá ser iniciado.

O governo Passos/Portas e os seus patronos nacionais e estrangeiros estão conscientes de que, no quadro constitucional vigente, serão inevitavelmente derrotados. A miserável dupla campanha de chantagem e ameaça que empreenderam, por um lado tentando condicionar a intervenção do Tribunal Constitucional, por outro lado tentando contrariar a realização desta acção de massas, tem um significado claro: temem cada vez mais a luta dos trabalhadores e do povo português, odeiam os direitos sociais e democráticos que a lei fundamental consagra, são incompatíveis com o Portugal democrático que Abril configurou.

Pela primeira vez desde 1974 um governo não só tentou negar por via administrativa o direito de manifestação como se lançou numa insidiosa campanha de intimidação, provocação e confronto com

terça-feira, 3 de setembro de 2013

NOVA CENSURA EM PORTUGAL CONDICIONA E MANIPULA A OPINIÃO PÚBLICA



3 setembro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Por vezes, a única verdade que os meios de comunicação publicam é a data da edição.
Nos textos desta peça de Eugénio Rosa elucida-se como a comunicação social formata e manipula a opinião pública até ao ponto de o cidadão repetir os argumentos em que foi formatado, pensando que está exprimir uma opinião pessoal.
 
Vale a pena continuar a denunciar esta

O semanário “Expresso” publicou na sua edição de 24 de Agosto de 2013, um extenso artigo de opinião do secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, em que este, procurando objetivamente condicionar o Tribunal Constitucional através da opinião pública, fazia uma apologia da chamada lei de «requalificação» da Função Pública, que de «requalificação» apenas tinha o nome para enganar, já que visava o despedimento de dezenas de milhares de trabalhadores. E para isso, utilizava um conjunto de mentiras pois afirmava, entre outras coisas, que a lei da «requalificação» era mais justa que a anterior lei (a da mobilidade), que visava «promover a recolocação dos trabalhadores após a realização de um plano de formação»; que constituía «uma garantia adicional para os trabalhadores em funções públicas», etc. etc..

E como tudo isto não fosse suficiente, o próprio «Expresso» reforçava as posições do governo com uma longa coluna enquadradora não assinada, portanto da responsabilidade do próprio jornal, do texto de Hélder Rosalino repetindo os argumento do governo e, logo no inicio, escrevia que «o modelo de requalificação dos funcionários do Estado é verdade que permite os despedimentos mas é baseado em critérios objetivos, rigorosos, e escrutináveis do ponto de vista judicial. Mais ainda, mantém a

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ATÉ ONDE PORTUGAL RESISTE?



17 agosto 2013, Jornal de Notícias http://www.jn.pt (Portugal)

O Portugal Democrático, mesmo com uma democracia esfarrapada e empobrecida, sobreviverá às políticas neoliberais e retrógradas que estão a ser impostas, como e por quanto tempo? Nos últimos dias, a partir de uma estimativa rápida (a ser revista) do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), desencadeou-se, pela enésima vez desde 2008, a ideia de que a recessão económica está a ser ultrapassada e que agora é que é: "estamos a sair da crise".

Até hoje todos os anúncios deste tipo, feitos a partir de indicadores conjunturais lidos parcelarmente e distanciados de uma abordagem sólida de tudo o que marca a situação da economia e das pessoas, apenas serviram para limitar os protestos populares, para secundarizar reflexões e propostas estruturadas, para o prosseguimento de políticas desastrosas que têm conduzido o país a uma situação cada vez pior.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Portugal/REFORMA DO IRC É UM EMBUSTE



2 agosto 2013, CGTP--IN http://www.cgtp.pt (Portugal)

O grande objectivo desta reforma não visa facilitar caminho para se implantarem empreses nem criar mais emprego, mas aumentar os lucros das empresas cotadas na bolsa. Segundo um estudo do BPI a redução do IRC para 19% levaria a uma subida dos lucros destas empresas até 15%, em 2018.

Este é uma situação tanto mais escandalosa quando a esmagadora maioria das grandes empresas pagaram uma taxa média efectiva de IRC de 17% em 2011, sendo que as empresas com um volume de negócios superior a 250 milhões de euros se ficaram pelos 15%.

Acresce que a proposta agora apresentada pelo Governo levaria a uma perda acumulada de

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Brasil/Grupo de bispos brasileiros defende manifestações durante visita do papa



22 julho 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Os 41 bispos da Igreja Católica Apostólica Brasileira (Icab), uma ordem autônoma não reconhecida pelo Vaticano, disseram que não podem ficar alheios "às manifestações do seu povo que clama por justiça, exigindo de seus governantes um comportamento honesto no mínimo coerente com as leis”. Por Dermi Azevedo


O apoio às reformas que começam a ser feitas pelo papa Francisco foi oficializado em encontro no final de semana, no Rio de Janeiro, pelos 41 bispos da Igreja Católica Apostólica Brasileira (Icab), uma ordem autônoma não reconhecida pelo Vaticano.

Em um ‘Manifesto à Nação’, os dirigentes dessa dissidência nacional do catolicismo afirmam que a Icab “não pode ficar alheia às manifestações do seu povo que clama por justiça, exigindo de seus governantes um comportamento honesto no mínimo coerente com as leis”.

A nação, enfatiza o texto, “exige um tratamento digno e respeitoso para a cidadania e repudia a corrupção, que se alastra tanto nos órgãos públicos quanto na iniciativa privada”.

Os bispos querem entregar o manifesto pessoalmente ao papa Francisco, mas sabem que isso será difícil, considerando que o processo de diálogo entre as duas instituições ainda não foi oficialmente iniciado.

Isso deve acontecer a partir de agosto próximo, quando os bispos da Icab pediram uma audiência ao Núncio Apostólico (embaixador do Papa) em Brasília.

Apoio
Em entrevista à Carta Maior, o bispo presidente da Icab, d. Josivaldo Pereira de Oliveira, afirmou que a visita do papa “merece todo apoio pelo seu caráter pastoral, representando um dever de todos os bispos”, mas destacou que os católicos esperam profundas mudanças nos dogmas e no modelo administrativo de Roma, sobretudo no que se refere à infalibilidade do Papa.

De acordo com esse dogma, determinadas ações do papa não podem ser questionadas por ser ele infalível. Um outro ponto a ser modificado é a afirmação do código de direito canônico segundo a qual “diante das decisões do papa, não cabem recursos”.

O ‘Manifesto à Nação’ defende a participação dos movimentos sociais na visita do papa por meio da continuidade das manifestações de rua, tendo como pauta o compromisso social de todas as igrejas e religiões que atuam no país com um novo projeto de desenvolvimento sustentável e humano.

Portugal/ESTÁ NAS MÃOS DO POVO RESOLVER A QUESTÃO



23 julho 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Os Editores

Cavaco Silva, PS, PSD e CDS, os “comentadores” nos grandes media, todos falam de “crise política”. Aquilo a que chamam “crise” passou-se em pouco mais de duas semanas: derrocada do governo PSD/CDS; apelo de Cavaco Silva à formação de um entendimento de “salvação nacional” entre PS, PSD e CDS com o adiamento por um ano de convocação de eleições antecipadas; inviabilização, de momento, de tal entendimento por parte do PS; reinstalação do governo PSD/CDS por Cavaco Silva, para “cumprir o seu mandato até ao final da legislatura”.

Este conjunto de acontecimentos não constitui uma “crise política”. Constitui um conjunto de manobras e expedientes para prosseguir, agravar e aprofundar a crise económica, social,

terça-feira, 23 de julho de 2013

Lula: MENSAGEM À JUVENTUDE DO BRASIL



21 julho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Quando falo com jovens líderes no Brasil e em outros lugares eu gosto de dizer: mesmo se você perder a esperança em tudo e em todos, não dê as costas à Política. Participe! Se você não encontrar nos outros o político que você procura, você pode encontrá-lo ou encontrá-la em você mesmo.

 

Por Luis Inácio Lula da Silva

Os jovens, dedos rápidos nos celulares, tomaram as ruas ao redor do mundo.

Seria mais fácil explicar esses protestos quando ocorrem em países não-democráticos, como no Egito e na Tunísia em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens e trabalhadores desempregados a níveis assustadores, como na Espanha e na Grécia, do que quando surgem em países com governos democráticos populares – como o Brasil, onde nos beneficiamos atualmente de uma das mais baixas taxas de desemprego de nossa História e uma expansão sem paralelo dos direitos econômicos e sociais.

Muitos analistas atribuem os protestos recentes a uma rejeição da política. Eu acho que é precisamente o oposto: eles apontam no sentido de ampliar o alcance da democracia e incentivar as pessoas a tomar parte mais plenamente (da democracia).

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Portugal/PCP, BE e Verdes acusam presidente de Portugal de defender os interesses da troika e dos mercados financeiros



22 julho 2013, África21 http://www.africa21digital.com (Portugal)

Os líderes do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes acusaram o presidente de Portugal, Cavaco Silva, de promover os interesses dos credores internacionais ao invés do interesse do país, ao decidir manter em funções o governo de coligação PSD-CDS.

Lisboa --- Os líderes do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes acusaram o presidente de Portugal, Cavaco Silva, de promover os interesses dos credores internacionais ao invés do interesse do país, ao decidir manter em funções o governo de coligação PSD-CDS, do primeiro-ministro Passos Coelho (PSD).

Em declarações na noite de domingo, após o discurso ao país, de Cavaco Silva,

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Portugal/DEMISSÃO DO GOVERNO, ELEIÇÕES ANTECIPADAS JÁ!



5 julho 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


O Conselho Nacional da CGTP-IN reclama que o Presidente da República ponha fim ao pesadelo que o Governo PSD/CDS constitui para os portugueses e convoque eleições imediatamente para devolver ao povo o poder soberano de decidir sobre o seu futuro. Ver RESOLUÇÃO aprovada pelo Conselho Nacional.

RESOLUÇÃO

DEMISSÃO DO GOVERNO, ELEIÇÕES ANTECIPADAS JÀ!
6 DE JULHO, TODOS A BELÉM


A Greve Geral constituiu uma jornada de luta vitoriosa e de excepcional importância. Convocada pela CGTP-IN com o objectivo expressamente declarado de exigir a demissão do Governo do PSD/CDS-PP, a Greve Geral já teve consequências no plano do desgaste e aprofundamento das contradições internas no seio dos partidos que suportam o Governo,

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Portugal/DESFILES PELA QUEDA DO GOVERNO



3 julho 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

4ª FEIRA, 3, DESFILES PELA QUEDA DO GOVERNO
EM LISBOA, PORTO E ÉVORA

Uma lapa, mesmo depois de morta, continua aferrada à rocha.
O governo morto do PSD (agora já sem o CDS) reluta em demitir-se.
É preciso intensificar a pressão.


Registe-se a má fé do presidente da República quando diz que o caminho para o derrube é a apresentação de moção de censura no Parlamento. Sabe ele perfeitamente que o regimento interno da AR determina que só se possa apresentar uma moção de censura por legislatura. Portanto, nesta legislatura nem o PCP, nem o BE e nem o PS podem apresentar uma nova.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Portugal/O POVO TOMOU A PALAVRA



27 junho 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


A magnífica Greve Geral de 27 de Junho de 2013 parou o país. Convocada pela CGTP, esta Greve Geral teve a adesão convergente não apenas de todas as estruturas que se reivindicam da representação dos trabalhadores mas das camadas médias e de outros sectores que a desastrosa política levada a cabo pelo governo PSD/CDS atinge igualmente. Uma adesão e um apoio que dão a dimensão da esmagadora rejeição popular face a este governo e a esta política e do largo campo aberto à luta por uma outra política.

A CGTP colocou com clareza a reivindicação central desta Greve: a demissão do Governo, a inversão do rumo político que este executa, sob o comando da troika estrangeira. Essa reivindicação afirmou-se como uma exigência e uma urgência nacional.

Trabalhadores da indústria, das pescas, dos transportes, dos portos, dos correios, da grande distribuição comercial, do sector financeiro, da administração pública central e local, da comunicação social, das artes do espectáculo, trabalhadores de todos as áreas de actividade tanto do sector público como do sector privado aderiram em massa a esta grandiosa jornada. Em vários aspectos a adesão à Greve apresentou aspectos qualitativamente novos e mais avançados: nos sectores e nas camadas de trabalhadores que aderiram, na combatividade e na coragem manifestadas, nomeadamente por parte de trabalhadores com vínculo precário, na adesão ao seu objectivo central. Em mais de 50 manifestações e concentrações realizadas em todo o país, muitos milhares de trabalhadores compartilharam com as populações o mesmo clamor unânime: “o governo para a rua!”.

O Governo PSD/CDS não dispõe há muito nem de legitimidade política nem de legitimidade democrática. É um governo fora-da-lei, que o país inteiro condena e rejeita. Um governo acossado, que odeia os trabalhadores, o povo e o país, que odeia os direitos e liberdades democráticos e que os cercearia, se pudesse, como vem afirmando de forma cada vez menos velada.

Os trabalhadores, o povo e o país confirmaram hoje que a luta não se deterá enquanto este governo não for varrido de vez. A Greve Geral de 27 de Junho de 2013 ficará como um dos marcos decisivos nessa batalha.

Os Editores de odiario.info


--------------- Relacionadas


Portugal/PRIMEIRO BALANÇO DA GREVE GERAL DE 24 HORAS
28 junho 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


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Portugal/RESOLUÇÃO APROVADA NAS CONCENTRAÇÕES/DESFILES REALIZADAS HOJE EM 50 LOCALIDADE DO PAIS.
27 junho 2013, CGTP--IN http://www.cgtp.pt (Portugal)

A GREVE GERAL CONSTITUIU-SE NUM IMENSO CLAMOR DE PROTESTO E LUTA!
PELA URGENTE DEMISSÃO DO GOVERNO E MARCAÇÃO DE ELEIÇÕES ANTECIPADAS!
PELA RUPTURA COM A POLÍTICA DE DIREITA!

A GRANDIOSA GREVE GERAL que hoje estamos a realizar em Portugal contra a política de desastre nacional do Governo do PSD/CDS-PP dá expressão ao imenso caudal de protesto e de combate contra as medidas de “austeridade” que agravam a exploração e o empobrecimento, evidenciando a adesão massiva dos trabalhadores e trabalhadoras aos objectivos desta magnifica acção de luta nacional e o seu profundo impacto nas paralisações totais verificadas nas empresas e locais de trabalho em todo o país, nas diversas regiões e sectores de actividade, na industria e nos serviços, nos sectores privado e empresarial do Estado e no sector público.
   
A CGTP-IN, a grande central sindical dos trabalhadores portugueses, saúda todos quantos de norte a sul de Portugal, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, estão hoje a realizar a Greve Geral. Dirige uma saudação particular, as centenas de milhares de jovens, de trabalhadores com vínculos precários e tantos outros que, apesar de estarem sujeitos a uma brutal exploração, à repressão e a múltiplas arbitrariedades do patronato e do Governo, deram hoje mais uma poderosa demonstração de força, determinação e confiança na luta em defesa dos seus direitos e interesses, contra o pacto de agressão das tróicas, por um país de futuro, por um Portugal de Justiça e de Progresso, Independente e Soberano.

A CGTP-IN saúda, igualmente, os milhares de dirigentes e activistas sindicais da CGTP-IN que, com grande empenho, abnegação e uma forte solidariedade, conjugaram esforços no sentido do reforço da unidade na acção nos locais de trabalho, tornando extensível esta saudação aos activistas não filiados, porque todos eles contribuíram decisivamente para o êxito da Greve Geral.

A CGTP-IN saúda, também, todos os que estão a participar nesta concentração / Manifestação, os trabalhadores e trabalhadoras, os desempregados, reformados e outras camadas da população, bem como todos os que manifestaram apoio e aderiram à Greve Geral, e que estão a ser violentamente atacados nos seus direitos e condições de vida e de trabalho, dando assim expressão maior ao clamor que ecoa no país inteiro:

BASTA! GOVERNO RUA!
ROMPER COM O PROGRAMA DE AGRESSÃO, ACABAR COM A POLÍTICA DE DIREITA!
POR UMA ALTERNATIVA POLÍTICA, DE ESQUERDA E SOBERANA!    

Portugal, os trabalhadores e o povo não podem continuar subjugados a um Governo em colisão com o quadro constitucional e que, assumindo a sua natureza de classe ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros, tem vindo a destruir a economia nacional e a arruinar a vida de milhares e milhares de famílias. Um Governo que quer pôr agora em marcha um novo plano de ataque aos salários e aos direitos dos trabalhadores, de despedimentos massivos na administração pública, de mais cortes na despesa social, visando o desmantelamento das Funções Sociais do Estado (Educação, Saúde, Segurança Social e Habitação), de agravamento da carga fiscal e do custo de vida para os trabalhadores, os reformados e pensionistas e as famílias em geral, tornando impossível a existência de uma vida minimamente digna para a generalidade dos que vivem e trabalham em Portugal.

Em apenas dois anos deste Governo do PSD/CDS-PP, os trabalhadores realizaram milhares de lutas nos locais de trabalho e acções de protesto nas ruas de Portugal inteiro, em que se incluem quatro Greves Gerais, todas elas de enorme dimensão, o que mostra a confiança que os trabalhadores depositam na CGTP-IN, a sua extraordinária capacidade de organização e mobilização, a sua inamovível natureza de classe ao serviço dos trabalhadores e do país, confirmando-a como a força decisiva para que o Governo esteja hoje profundamente desgastado e ruído de múltiplas contradições internas.

É um Governo moribundo que, a cada dia que passa, agrava os problemas do país e que vê cada vez mais reduzida a sua base social de apoio, contando apenas com o beneplácito do seu indefectível apoiante, o Presidente da República, o qual, agindo no desprezo pela Constituição da República Portuguesa, afirma, na prática, a sua cumplicidade activa com essa política de afundamento nacional e de ofensa aos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

É um governo que está a mais no Portugal Democrático, no País de Abril.
Existe alternativa! Os participantes nesta Concentração / Manifestação decidem:

- Intensificar a acção e a luta reivindicativa nos locais de trabalho, aprofundando a unidade na acção de todos os trabalhadores pela resolução dos problemas concretos, a luta contra o encerramento das empresas e pela defesa dos postos de trabalho; pelo pagamento dos salários em atraso e o aumento dos salários; contra a desregulamentação dos horários e em defesa dos direitos laborais e dos serviços e Funções Sociais do Estado;

- Exortar ao alargamento e convergência da luta das massas trabalhadores e populares, assumindo o compromisso de participar com grande força, determinação e confiança nas acções que vierem a ser definidas pela CGTP-IN, na certeza de que é esse o único caminho capaz de derrotar definitivamente este Governo e esta política e construir a alternativa política, de Esquerda e Soberana, necessária e urgente;

- Exigir que o Presidente da República assuma, no quadro das suas competências e em conformidade com o juramento que fez de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, o dever moral e político de demitir este Governo e convocar eleições antecipadas.

ACABAR COM ESTE GOVERNO, POR FIM À POLÍTICA DE DIREITA!  
POR UM PORTUGAL DESENVOLVIDO, DE ESQUERDA E SOBERANO!
A LUTA CONTINUA!

27 de Junho de 2013