22 julho 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
Os 41 bispos da Igreja Católica Apostólica Brasileira (Icab), uma ordem autônoma não reconhecida pelo Vaticano, disseram que não podem ficar alheios "às manifestações do seu povo que clama por justiça, exigindo de seus governantes um comportamento honesto no mínimo coerente com as leis”. Por Dermi Azevedo
Dermi Azevedo
O apoio às reformas que começam a ser feitas pelo papa Francisco
foi oficializado em encontro no final de semana, no Rio de Janeiro, pelos 41
bispos da Igreja Católica Apostólica Brasileira (Icab), uma ordem autônoma não
reconhecida pelo Vaticano.
Em um ‘Manifesto à Nação’, os dirigentes dessa dissidência nacional do catolicismo afirmam que a Icab “não pode ficar alheia às manifestações do seu povo que clama por justiça, exigindo de seus governantes um comportamento honesto no mínimo coerente com as leis”.
A nação, enfatiza o texto, “exige um tratamento digno e respeitoso para a cidadania e repudia a corrupção, que se alastra tanto nos órgãos públicos quanto na iniciativa privada”.
Os bispos querem entregar o manifesto pessoalmente ao papa Francisco, mas sabem que isso será difícil, considerando que o processo de diálogo entre as duas instituições ainda não foi oficialmente iniciado.
Isso deve acontecer a partir de agosto próximo, quando os bispos da Icab pediram uma audiência ao Núncio Apostólico (embaixador do Papa) em Brasília.
Apoio
Em entrevista à Carta Maior, o bispo presidente da Icab, d. Josivaldo Pereira de Oliveira, afirmou que a visita do papa “merece todo apoio pelo seu caráter pastoral, representando um dever de todos os bispos”, mas destacou que os católicos esperam profundas mudanças nos dogmas e no modelo administrativo de Roma, sobretudo no que se refere à infalibilidade do Papa.
De acordo com esse dogma, determinadas ações do papa não podem ser questionadas por ser ele infalível. Um outro ponto a ser modificado é a afirmação do código de direito canônico segundo a qual “diante das decisões do papa, não cabem recursos”.
O ‘Manifesto à Nação’ defende a participação dos movimentos sociais na visita do papa por meio da continuidade das manifestações de rua, tendo como pauta o compromisso social de todas as igrejas e religiões que atuam no país com um novo projeto de desenvolvimento sustentável e humano.
Em um ‘Manifesto à Nação’, os dirigentes dessa dissidência nacional do catolicismo afirmam que a Icab “não pode ficar alheia às manifestações do seu povo que clama por justiça, exigindo de seus governantes um comportamento honesto no mínimo coerente com as leis”.
A nação, enfatiza o texto, “exige um tratamento digno e respeitoso para a cidadania e repudia a corrupção, que se alastra tanto nos órgãos públicos quanto na iniciativa privada”.
Os bispos querem entregar o manifesto pessoalmente ao papa Francisco, mas sabem que isso será difícil, considerando que o processo de diálogo entre as duas instituições ainda não foi oficialmente iniciado.
Isso deve acontecer a partir de agosto próximo, quando os bispos da Icab pediram uma audiência ao Núncio Apostólico (embaixador do Papa) em Brasília.
Apoio
Em entrevista à Carta Maior, o bispo presidente da Icab, d. Josivaldo Pereira de Oliveira, afirmou que a visita do papa “merece todo apoio pelo seu caráter pastoral, representando um dever de todos os bispos”, mas destacou que os católicos esperam profundas mudanças nos dogmas e no modelo administrativo de Roma, sobretudo no que se refere à infalibilidade do Papa.
De acordo com esse dogma, determinadas ações do papa não podem ser questionadas por ser ele infalível. Um outro ponto a ser modificado é a afirmação do código de direito canônico segundo a qual “diante das decisões do papa, não cabem recursos”.
O ‘Manifesto à Nação’ defende a participação dos movimentos sociais na visita do papa por meio da continuidade das manifestações de rua, tendo como pauta o compromisso social de todas as igrejas e religiões que atuam no país com um novo projeto de desenvolvimento sustentável e humano.