30 outubro 2014, Vermelho
http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Centro do debate nesses primeiros dias após a divulgação do resultado das eleições, a economia não será o único desafio a tirar o sossego dos governantes que assumirem em 1º de janeiro. Independentemente do apoio dado durante o pleito, organizações sociais prometem intensificar a vigilância e a pressão sobre a presidenta reeleita Dilma Rousseff, sobre governadores e parlamentares para ver atendidas suas reivindicações e impedir o que classificam de “retrocessos em direitos sociais”.
“Vemos os próximos anos como de
muitos riscos para os direitos das mulheres e para tudo o que conquistamos com
muita luta nos últimos 30 anos. Nossa expectativa é de resistência”, disse a
diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Guacira
Oliveira. A preocupação do movimento femininista diz respeito não só à
diminuição do número de mulheres eleitas para o Congresso Nacional e para
chefiar os executivos estaduais, mas, principalmente, com a nova composição do
Parlamento, classificado pelo Cfemea como uma legislatura mais “reacionária,
conservadora, anti-igualitária e fundamentalista”.
“Esse sistema político, impermeável ao ingresso das mulheres, favorece os segmentos menos compromissados com a consolidação de um poder democrático, com participação paritária feminina”, defendeu Guacira. “Por isso, lutaremos pela reforma do sistema político, além de
“Esse sistema político, impermeável ao ingresso das mulheres, favorece os segmentos menos compromissados com a consolidação de um poder democrático, com participação paritária feminina”, defendeu Guacira. “Por isso, lutaremos pela reforma do sistema político, além de











