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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Abya Yala*/Doutrina Monroe, o fundamento do golpismo na América Latina


Doutrina Monroe, o fundamento do golpismo na América Latina

É impossível compreender a história da América Latina e dos países latino-americanos individualmente sem considerar sua posição periférica e satelitizada em relação aos Estados Unidos da América (EUA). A Doutrina Monroe, formulada em 1823 pelo presidente estadunidense James Monroe, é até hoje a pedra de toque do relacionamento EUA-América Latina, conforme admitido, em abril desse ano, pelo então assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton (br.sputniknews.com/americas/2019041813704110-john-bolton-eua-doutrina-monroe-sancoes).

Surgida como reação aos interesses europeus na América hispânica, a doutrina pode ser resumida no lema "A América para os americanos". Isto é: os EUA, na luta pela sua emergência geopolítica contra as potências europeias, estendiam seu raio de influência econômico-militar ao resto do continente, e

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Abya Yala*, Bolivia/Licença para matar: decreto de golpistas autoriza repressão sanguinária ao povo boliviano

16 de novembro de 2019, 18:46 h Atualizado em 16 de novembro de 2019, 22:59

Jeferson Miola*


O colunista Jeferson Miola critica o Decreto do governo golpista da Bolívia que exime as Forças Armadas e as polícias de responsabilidades criminais pela repressão brutal contra o povo boliviano. "É urgente um pronunciamento do Conselho de Segurança da ONU e o rechaço de toda a comunidade internacional ao golpe promovido pelos EUA na Bolívia e que está causando

Direitos Humanos/ESCREVER A JULIAN ASSANGE


18 11 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/



 Julian Assange continua encarcerado no presídio de Belmarsh.  O infame processo que lhe é movido pelas autoridades britânicas – seguindo os ditames dos EUA – continua.  A generalidade dos media corporativos é conivente pois silencia a monstruosidade em curso.  O governo dos EUA quer extraditar o fundador da WikiLeaks e aprisioná-lo para sempre numa das suas Guantanamos.  A vida de Assange está ameaçada , é preciso salvá-lo.  É preciso organizar comités pela libertação de Assange , em todo o mundo.

Escrever a Assange é também uma forma de ajudá-lo.  As mensagens devem ser curtas e

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Mercosul, Brasil/O Acordo de Alcântara e a violação da soberania nacional


16 de setembro de 2019, 11:27 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/blog/o-acordo-de-alcantara-e-a-violacao-da-soberania-nacional

Por Larissa Ramina, Carol Proner e Gisele Ricobom

*Doutoras em direito internacional, membros da Secretaria de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia - ABJD

É imperativo que o parlamento brasileiro possa reagir a este agressivo assédio e que impeça a celebração de acordos pautados pelas circunstâncias do período mais subalterno de nossa história. Não há dúvidas a respeito da importância de fortalecer o Programa Espacial Brasileiro

Recentemente Jair Bolsonaro reagiu a declarações do Presidente francês Emmanuel Macron condenando as queimadas na Amazônia, alegando violação da soberania brasileira. É importante pontuar que soberania nacional não é incompatível com o interesse internacional na preservação da maior floresta tropical do mundo, o que nos obriga a uma reflexão ressalvada do que significa efetivamente defender a soberania nacional. 

Paradoxalmente, o ufanismo indecoroso do governo brasileiro não parece tão engajado em outras situações. Acumulam-se exemplos de desnacionalização de nossos interesses para beneficiar os Estados Unidos. Desde o fim da exigência de visto para cidadãos norte-americanos sem qualquer contrapartida, fazendo com que o governo federal deixe de arrecadar cerca de R$ 60,5 milhões por ano, são ostensivas as medidas em proveito do Big Brother. Notem-se as negociações relativas à perda do controle acionário da Embraer, terceira maior empresa de fabricação de aeronaves do mundo, para a norte-americana Boeing, já que se trata de empresa estratégica na geopolítica militar (o negócio envolve a criação de uma nova empresa com o setor de aviação comercial da Embraer, o mais lucrativo da empresa e competitivo internacionalmente); ou a entrega do Pré-sal, jazida com estimativa de 143,1 bilhões de barris – recursos que já

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Abya Yala*/Esclarecimentos sobre o TIAR e a Venezuela


Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/blog/esclarecimentos-sobre-o-tiar-e-a-venezuela

 

Marcelo Zero*


O sociólogo Marcelo Zero esclarece sobre o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), aprovado nesta quarta-feira (11) na OEA por 12 votos a favor -- Brasil votou favoravelmente --, 5 abstenções e uma ausência, que pode resultar em intervenção militar na Venezuela

I. O Conselho Permanente da OEA decidiu hoje (11/09), por iniciativa da Colômbia, invocar o Tratado de Assistência Recíproca (TIAR) contra a Venezuela. 

II. O governo da Colômbia alega que o governo de Maduro está vinculado ao narcoterrorismo e que a Venezuela estaria abrigando, treinando e financiando os remanescentes das FARC e da ELN, o que se constituiria numa agressão àquele país. 

III. A invocação do TIAR foi aprovada por 12 votos a favor, 5 abstenções e um ausência. O Brasil votou favoravelmente. 

IV. A invocação, concretamente, implica a convocação o Órgão de Consulta do TIAR. Os chanceleres deverão se reunir em 2 semanas para decidir

terça-feira, 10 de setembro de 2019

BRICS, Rússia/O poder da diplomacia e da parceria no Fórum de Vladivostok


07 Setembro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/russia/vladivostok_06set19.html  

por Strategic Culture Foundation

 

– Silenciado pelos media ocidentais

Várias nações participaram esta semana do Fórum Económico Oriental (Eastern Economic Forum, EEF) anual, em Vladivostok. O encontro mostra o poder da diplomacia e da parceria para o desenvolvimento multilateral. Seria desejável que as potências ocidentais pudessem aprender.

Com mais razão porque muitas das nações participantes do EEF tiveram disputas desde longa data: Rússia-Japão, Coreia do Sul-Coreia do Norte, China-Índia, Mongólia-Japão, entre outras. Mas a disposição desses países de se empenharem e promoverem o desenvolvimento mútuo é um indicador claro dos benefícios da diplomacia e do multilateralismo.

O principal objectivo do EEF – agora no seu quinto ano – é

Mercosul, Brasil/Amazónia, os incendiários gritam: ’Há fogo!’


3 de Setembro de 2019, Rede Voltaire (Itália) https://www.voltairenet.org/article207517.html


Manlio Dinucci*

Aliados de ontem, inimigos de hoje: são os países que investiram no Brasil e que obrigaram a sua indústria a explorar as suas riquezas sem tomar precauções que, doravante, denunciam a devastação desse modelo económico.

Perante a propagação dos incêndios na Amazónia, a Cimeira do G7 mudou a sua agenda para ‘enfrentar a emergência’. Os Sete -- França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Japão, Canadá e Estados Unidos -- assumiram, juntamente com a União Europeia, o papel de Corpo de Bombeiros planetário.
O Presidente Macron, como bombeiro chefe, lançou o alarme “a nossa casa está a arder”. O Presidente Trump prometeu o máximo empenho dos EUA no trabalho de extinção.

Os holofotes da comunicação mediática concentram-se nos incêndios no Brasil, deixando todo o resto na sombra. Primeiro de tudo, o facto de que está a ser destruída não só a floresta amazónica (dois terços da área são do Brasil), reduzida quase 10 mil km2 por ano em 2010-2015, mas também a floresta tropical da

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Na rota das contra-revoluções "coloridas"

04 setembro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/v_carvalho/c_revolucoes_coloridas.html


por Daniel Vaz de Carvalho*
 
As ações contra-revolucionarias do imperialismo que diretamente não usam meios militares, ditas por perverso eufemismo necessário à manipulação, "revoluções coloridas" levam-nos a colocar as clássicas questões do: "quem, como, quando, onde e porquê". É este o tema que nos propomos abordar. 
 

1 - QUEM
Não esqueço uma frase de um filme francês de 1958, que vi ainda adolescente, num cinema de bairro, intitulado "As grandes famílias" (segundo o romance homólogo de Maurice Druon). Num diálogo entre dois donos de uma fábrica, dizia um deles (Jean Gabin) para o irmão (Pierre Brasseur): "Eu sou de direita para defender os meus interesses, tu és de direita porque odeias os operários."

Esta frase, define muito de "quem" lidera e apoia, sobretudo financeiramente, movimentos contra-revolucionários. Para além destes juntam-se as massas do lumpen proletariado, os contaminados pelo anticomunismo, os que seduzidos pela propaganda da direita se revoltam contra o que

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

BRICS, China/OPINIÃO: Envolvimento estadunidense em “revolução de cor” em Hong Kong será fútil

29.08.2019 15h37, Diário do Povo Online (China) http://portuguese.people.com.cn/n3/2019/0829/c309814-9610506.html     

Centenas de cidadãos de Hong Kong marcharam espontaneamente em direção ao Consulado Geral dos EUA em Hong Kong e gritaram o slogan “amotinadores de Hong Kong, fabricados nos EUA”, em protesto à interferência petulante dos Estados Unidos nos assuntos internos da China.

Ao longo de dois meses, as pessoas testemunharam a natureza violenta da “revolução de cor” nas ruas de Hong Kong, bem como a mão estadunidense na penumbra, mexendo os pauzinhos.

Existem indicações de que os EUA receiam que a situação em Hong Kong não se torne caótica. Arremesso de bombas de gasolina, destruição das principais artérias e estações de metro da cidade, demolição de semáforos, vandalismo, incendiarismo, ataques contra a polícia, ferimentos e outras atrocidades – os EUA têm cegamente feito uma apologia cega à violência, acusado a manutenção da lei na cidade, repreendendo a polícia e qualificando a violência como um “cenário de beleza aprazível”. Adicionalmente, referiram ainda que a política “um país, dois sistemas” e a “autonomia de Hong Kong” haviam sido erodidas, apontando o dedo ao governo central.

Como já é do conhecimento geral, os EUA não só apoiam expressamente os motins em Hong Kong, como participam ativamente em todo o processo -- desde o planejamento, organização e implementação. Desde o lançamento da do projeto da Lei de Extradição em fevereiro deste ano, o Departamento de Estado, o Congresso Nacional, o consulado em Hong Kong, a Câmara de Comércio Americana em Hong Kong e

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Mercosul, Brasil/Já em 2016, Bolsonaro anunciava que entregaria Amazônia aos EUA


24 de agosto de 2019, 12:56 h Atualizado em 24 de agosto de 2019, 13:18

Em entrevista no ano de 2016, Jair Bolsonaro declarava que a "Amazônia não é mais nossa". Na época, ainda pré-candidato a presidente, Bolsonaro dizia que é preciso se aproximar de um "país democrático, com poderio nuclear e influência no mundo, para poder explorar com parceria essa região"; assista

247 - Em entrevista no ano de 2016, Jair Bolsonaro declarava que a "Amazônia não é mais nossa". 

Na época, ainda pré-candidato a presidente, Bolsonaro dizia que é preciso se aproximar de um "país democrático, com poderio nuclear e influência no mundo, para poder explorar com parceria essa região". 

Na entrevista concedida ao youtuber Nando Moura em 2016 Bolsonaro deixa clara a sua intenção de explorar a floresta em parceria com os EUA, informa a revista Fórum.   

Assista:


Em julho último, ao justificar a indicação de seu filho Eduardo para o cargo de embaixador em Washington, Bolsonaro se referiu à Amazônia e

terça-feira, 20 de agosto de 2019

BRICS, China e Rússia/Muralha sino-russa contra a intromissão dos EUA


19 agosto 2019, Resistir.info (Portugal)  https://www.resistir.info/china/bhadrakumar_11ago19.html

por M.K. Bhadrakumar
Analista político, indiano

A China acusou explicitamente os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de fomentarem os protestos "pró-democracia" em Hong Kong. Pequim assumiu o assunto por meio do canal diplomático exigindo que a inteligência dos EUA pare de incitar e encorajar os manifestantes de Hong Kong. Na semana passada, evidências fotográficas apareceram nos media mostrando a conselheira política do consulado dos EUA em Hong Kong, Julie Eadeh, a confabular no átrio de um hotel de luxo local com os líderes estudantis envolvidos neste movimento "pró-democracia" de Hong Kong.

Washington ficou ressentida pelo facto de a cobertura de Julie ter sido explodida. Ela é aparentemente uma especialista que organizou "revoluções coloridas" em outros países e foi revelado que estava envolvida na trama de "atos subversivos" na região do Médio Oriente. O Global Times escreveu um editorial furioso . Dizia:

"O governo dos EUA desempenhou um papel vergonhoso nos distúrbios de Hong Kong. Washington apoia publicamente os protestos e nunca condena a violência que atinge a polícia. O consulado geral dos EUA em Hong Kong está a aumentar a sua interferência directa na situação de Hong Kong. A administração dos EUA está a instigar

USA/O fracasso total da diplomacia de Washington


14 agosto 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/eua/fracasso_09ago19.html

por Strategic Culture Foundation
 

Aparentemente já não há qualquer tentativa, ou simulacro, de diplomacia por parte de Washington. Sanções e agressões são exercidas com descaramento. A Rússia, a China e mesmo os supostos aliados europeus dos Estados Unidos são sujeitos a sanções por Washington – numa rejeição arrogante a qualquer diálogo para resolver alegados diferendos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, evoluiu para uma certa atitude maximalista estridente nas relações internacionais. Ela pode ser resumida assim: do meu modo ou de modo nenhum.
Um exemplo recente é

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

BRICS/China nega visita de navios de guerra dos EUA a Hong Kong


14.08.2019, 08:34, RT TV-Novosti (Rússia) https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019081414384935-china-nega-visita-de-navios-dos-eua-a-hong-kong/

Os navios USS Green Bay e USS Lake Erie ficaram impossibilitados de entrar no porto da cidade. Pequim não explicou sua decisão.

O USS Green Bay é um navio de desembarque anfíbio, enquanto o USS Lake Erie é um cruzador. As embarcações tinham visitas programadas para este mês e para setembro. No entanto, ambas foram recusadas por Pequim. O governo do gigante asiático não deu explicações de sua decisão, informou a Reuters.

Esta não é a primeira vez que navios da Marinha dos Estados Unidos têm entrada negada à cidade chinesa. Em setembro do ano passado, o USS Wasp também ficou impedido de atracar, devido

Direitos Humanos/Assange na prisão é "tratado pior do que um assassino"


12 agosto 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/pilger/assange_08ago19.html

por John Pilger


Julian Assange está a sofrer de uma saúde fraca em consequência do mau tratamento na prisão, de acordo com o jornalista John Pilger que recentemente visitou o fundador da WikiLeaks.

Ao descrever as condições "em deterioração" de Assange, Pilger afirmou que ele está a ser tratado "pior do que um assassino" no presídio de Belmarsh, em Londres.

"Ele está isolado,

terça-feira, 6 de agosto de 2019

OS APROVEITADORES DA GUERRA E O FIM DO COMPLEXO MILITAR-INDUSTRIAL DOS EUA


30 julho 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/eua/orlov_16jul19.html

por Dmitry Orlov


No interior da vasta burocracia do Pentágono existe um grupo encarregado de monitorar o estado geral do complexo militar-industrial e a sua capacidade contínua de cumprir os requisitos da estratégia de defesa nacional. O gabinete para a aquisição e manutenção e o gabinete para a política industrial gastam cerca de US$100 mil por ano para produzir um Relatório Anual ao Congresso. Ele está disponível para o público em geral . Está disponível até para o público em geral e especialistas russos divertiram-se muito a examiná-lo.

De facto, o relatório encheu-os de optimismo. Como se sabe, a Rússia quer a paz mas os EUA parecem desejar a guerra e continuam a fazer gestos ameaçadores contra uma longa lista de países que se recusam a cumprir suas ordens ou simplesmente não compartilham seus "valores universais". Mas agora verifica-se que aquelas ameaças (e sanções económicas cada vez mais sem garra) são quase tudo o que os EUA ainda são capazes de oferecer – isto apesar dos níveis absolutamente astronómicos dos gastos com defesa. Vamos ver com o que parece o complexo militar-industrial dos EUA através de lentes russas.

É importante observar que os autores do relatório não pretendiam forçar legisladores a financiar algum projecto específico. Isso o torna mais valioso do que inúmeras outras fontes, cujo principal

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Tratado Mercosul – UE/ Para quem é a entrega?


31 julho 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/europa/mercosul_ue.html

por Henrique Júdice Magalhães

Em 1703, Portugal, à época uma potência decadente, assinou com a Inglaterra (potência ascendente) o Tratado de Methuen. A troco da isenção de tarifas no ingresso de vinhos portugueses em território britânico, a coroa lusitana cedeu perpetuamente à indústria inglesa seu mercado consumidor de tecidos – que incluía o Brasil. Em 1785, Lisboa ordenou a destruição de quase todos os bens de produção manufatureira existentes aqui [1] .

Em 1933, a Argentina firmou com a Inglaterra o Pacto Roca-Runciman. A troco do compromisso britânico de continuar comprando sua carne bovina desde que ela fosse mais barata que a de outros países, o governo argentino assegurou a frigoríficos ingleses 85% do setor frigorífico e ainda eliminou ou reduziu as tarifas de importação de 235 produtos britânicos, entre outras

sábado, 27 de julho de 2019

Latinoamérica /El secretario de estado de EUA Pompeo anuncia una “nueva era” de reacción entre EUA y Latinoamérica


26 julio 2019, World Socialist Web Site (Australia) https://www.wsws.org/es/articles/2019/07/26/pomp-j26.html
 
por Andrea Lobo

El secretario de Estado de Estados Unidos, Mike Pompeo, anunció el viernes "una nueva era en la relación" entre Estados Unidos y América Latina en la segunda Conferencia Ministerial contra el Terrorismo del Hemisferio Occidental en Buenos Aires, Argentina. Él repitió este mismo tema en cada parada de su gira por América Latina la semana pasada, que también incluyó a Ecuador, México y El Salvador.

Pompeo exigió mayor censura y espionaje, y una alineación más cercana con las campañas de Washington contra sus rivales geopolíticos

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Abya Yala*/Honduras: 10 anos depois do golpe


10/07/2019 Jubileu Sul

Entrevista especial com Jorge Montijo da Comuna Caribe

A Rede Jubileu Sul Américas (JS/A) está publicando uma série de entrevistas sobre os dez anos do Golpe em Honduras. Na entrevista a seguir, o porto-riquenho Jorge Montijo, da Comuna Caribe, entidade-membro da rede JSA, fala das implicações deste golpe na América Latina e sobre as formas de resistência na região. “Por fim, vale ressaltar que, não apenas em Honduras, o envolvimento da oligarquia com o tráfico de drogas gera um clima de violência generalizada que, juntamente com o desastre climático, promove uma gigantesca onda migratória na região. Se não houver mudança radical nos governos desses países, é previsível que nas próximas décadas haja um aumento exponencial do fluxo de migrantes. A intensificação das políticas anti-migrantes nos países com maior desenvolvimento econômico, neste caso a EUA e até o México, gera a possibilidade de uma grave crise humanitária regional”.
Confira a entrevista na íntegra:

JS/A: Você considera que este fato produziu mudanças no cenário da região latinoamericana? Quais?
Jorge: O golpe em Honduras coincidiu com a política externa do novo governo dos EUA, de manter sua liderança no mundo em geral e na América Latina em particular. Com a repressão de um movimento popular em Honduras através do seu apoio tácito ao golpe, EUA deu sua aprovação à

quinta-feira, 11 de julho de 2019

EUA/Paul Craig Roberts: Antigo alto responsável no governo Reagan: Papel do US dólar como moeda de reserva está em risco


8 julho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/financas/roberts_entrev_06jul19.html

por Paul Craig Roberts
entrevistado por Ekaterina Blinova


– Os demais países voltam-se para moedas internas e o ouro

A política de sanções de Washington estimulou os principais actores mundiais a afastarem-se do dólar, colocando em risco o seu status como moeda de reserva, afirma o economista americano Paul Craig Roberts. Ele também explica como o Federal Reserve manipula o preço do ouro a fim de escorar o dólar.

Enquanto a administração Trump toca o tambor do "fazer a América grande outra vez" e informa acerca de um crescimento rápido do Produto Interno Bruto (PIB) e de uma taxa de desemprego em queda livre, acumulam-se nuvens no horizonte da economia dos EUA e do dólar, afirma o Dr. Paul Craig Roberts, economista americano autor de mais de uma dúzia de livros. Ele foi secretário assistente do Tesouro para Política Económica no governo do presidente Ronald Reagan.

A espinha dorsal do poder financeiro dos EUA é o status do dólar como de moeda de reserva principal , o qual permite aos EUA pagar as suas contas com a impressão da nota verde. Depois de o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, ter desvinculado o dólar do preço do ouro, o Federal Reserve manteve durante muito tempo a ilusão de um dólar "estável" pois

terça-feira, 11 de junho de 2019

DECLARAÇÃO DO COMITÉ WIKIJUSTICE JULIAN ASSANGE


3 Junho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/varios/declaracao_assange_jun19.html

Este comité foi criado com urgência, por iniciativa de jornalistas, advogados e cidadãos preocupados com a preservação do direito à liberdade de informação e expressão, para defender e proteger o jornalista-editor australiano Julian Assange cujos direitos fundamentais foram violados pela Suécia, o Equador, o Reino Unido e os EUA.

Julian Assange não é culpado de qualquer crime. Nenhuma acusação foi realizada contra ele. Julian Assange é um prisioneiro político.

Julian Assange fundou a Wikileaks em 2006, um orgão de informação que defende a transparência na gestão de assuntos de Estado e uma liberdade total de informação. Ele permaneceu editor do Wikileaks até 2018, quando o governo do Equador de Lenin Moreno lhe cortou todo o contacto com o exterior colocando-o em isolamento.

Wikileaks e Julian Assange revelaram crimes de guerra cometidos pelas forças dos EUA no Afeganistão, o financiamento do Daech pela Fundação Clinton, as torturas praticadas em Guantanamo , bem como espionagem