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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Direitos Humanos/ESCREVER A JULIAN ASSANGE


18 11 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/



 Julian Assange continua encarcerado no presídio de Belmarsh.  O infame processo que lhe é movido pelas autoridades britânicas – seguindo os ditames dos EUA – continua.  A generalidade dos media corporativos é conivente pois silencia a monstruosidade em curso.  O governo dos EUA quer extraditar o fundador da WikiLeaks e aprisioná-lo para sempre numa das suas Guantanamos.  A vida de Assange está ameaçada , é preciso salvá-lo.  É preciso organizar comités pela libertação de Assange , em todo o mundo.

Escrever a Assange é também uma forma de ajudá-lo.  As mensagens devem ser curtas e

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Human Rights/UN Envoy’s Grim Warning Over Assange’s Life


November 8, 2019, EDITORIAL Strategic Culture Foundation (Russia)  https://www.strategic-culture.org/news/2019/11/08/un-envoys-grim-warning-over-assanges-life/

A United Nations expert in torture diagnosis has in the past week issued a stark warning that Australian whistleblower Julian Assange is in danger of dying from extreme prison conditions in Britain.

It is testimony to the rank hypocrisy of British and American governments who lecture others around the world about democracy, human rights and international law.

One can only imagine the hysterical outcry among Western governments and media if somehow Assange was being detained in a Russian prison.

The 48-year-old Assange has been held in a maximum-security prison in London since April this year when he was forcibly removed from the Ecuadorean embassy. His arrest was itself a staggering breach of international law. Assange had been confined

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Direitos Humanos/Um encontro com Julian Assange na prisão

08 10 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/varios/assange_04out19.html

por Felicity Ruby* 




– Mesmo tendo cumprido em abril a sentença que o levou à prisão, Assange continua detido
– A Lei de Espionagem americana está sendo usada pela primeira vez contra um editor
– As acusações nos Estados Unidos por publicar informações de interesse público podem condená-lo a 175 anos de cadeia

Só conheci Julian Assange no cárcere. Faz nove anos que o visito na Inglaterra, trazendo notícias e solidariedade australiana.

Quando fui a Ellingham Hall [histórica propriedade rural em Norfolk onde Assange ficou em prisão domiciliar durante dois anos], levei música e chocolate. Quando fui à embaixada do Equador, levei camisas de flanela, cópias de Rake, uma série de TV australiana, um pote de Wizz Fizz, uma marca australiana de sorvete, e folhas de eucalipto. Mas para o presídio de Belmarsh não se pode levar nada – nenhum presente, nenhum livro, nenhuma folha de papel.

E, depois de ter passado por lá,

terça-feira, 24 de setembro de 2019

They’re Murdering My Son – Julian Assange’s Father Tells of Pain and Anguish


September 24, 2019, Strategic Culture Foundation (Russia) https://www.strategic-culture.org/news/2019/09/24/theyre-murdering-my-son-julian-assanges-father-tells-of-pain-and-anguish/


Julian Assange’s father, John Shipton, gave an interview to Strategic Culture Foundation over the weekend. After arriving from his home country of Australia, Shipton is visiting several European states, including Russia, to bring public attention to the persecution of Julian Assange by British authorities over his role as a publisher and author.

First though an introduction to the Assange case. Few media figures can be attributed with transforming international politics and the global media landscape. Arguably, Julian Assange, author, publisher and founder of the Wikileaks whistleblower website (2006), is in the top tier of world-changing individuals over the past decade.

The Australian-born Assange has previously been awarded with accolades and respect for his truth-telling journalism which exposed massive crimes, corruption and nefarious intrigues by the US government and its Western allies.

One of the most shocking exposés by Wikileaks was the video ‘Collateral Murder’ (2010) which showed mass, indiscriminate deadly shootings by US troops

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Direitos Humanos/Porque Julian Assange está a ser torturado até à morte


18 setembro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/varios/assange_torturado_16set19.html

por Karen Kwiatkowski*

– Com o silêncio conivente dos media corporativos
– E diante do mutismo de muitas organizações de jornalista
 

 


Penso que já sabemos a resposta. No entanto, precisamos ir mais além e tentar entender o que significa para todos nós esta destruição de um jornalista moderno, nos Estados Unidos e no Reino Unido, parcialmente velada, mas totalmente séria.

Assange é um advogado de denunciantes, um promotor do acesso à informação e da segurança de informação para todos – não apenas para governos e grandes corporações conectadas ao governo. Com a ajuda de especialistas em segurança da informação, codificadores, contadores de verdade e testemunhas em todo o mundo, recebeu e publicou material que embaraçou e expôs um certo número de organizações poderosas, incluindo o governo dos EUA e seus muitos companheiros e beneficiários.

Por que ele está a ser torturado até à morte? Por que ele ainda está a ser submetido a novas variantes experimentais de BZ recém-extraídas de Porton Down e privado, não apenas de amigos, parentes e acesso não supervisionado à sua equipe jurídica, como também de alimentos e cuidados básicos?

A resposta sumária é que ele está detido por conta dos Estados Unidos e está a ser interrogado química e fisicamente em Belmarsh (a Guantanamo britânica), a fim de

sábado, 27 de julho de 2019

Human Rights/UK: Strong support for Julian Assange and Chelsea Manning at Tolpuddle Martyrs Festival


23 July 2019, World Socialist Web Site (Austrlia) https://www.wsws.org/en/articles/2019/07/23/assa-j23.html

By our reporters

As part of the global defence campaign to secure freedom for Julian Assange and Chelsea Manning, the Socialist Equality Party attended the Tolpuddle Martyrs Festival in Dorchester on Sunday. A campaign stall won support from hundreds of workers, students and retirees.

The annual festival commemorates the lives of six agricultural labourers from Dorset, arrested and convicted in 1834 for swearing an oath to form a union. The men were sentenced to seven years’ transportation to Australia. Five were sent to New South Wales and the sixth—George Loveless—was sent in chains

terça-feira, 18 de junho de 2019

USA/La temible cruzada del Gobierno de EEUU contra Julian Assange y Chelsea Manning


17/06/2019 - 22:40h, Rebelión https://www.rebelion.org (Mexico) https://www.eldiario.es/internacional/estadounidense-Julian-Assange-Chelsea-Manning_0_910959520.html

Amy Goodman, Denis Moynihan
 
Amy Goodman, presentadora de Democracy Now!, escribe una columna de opinión sobre la detención de Julian Assange y Chelsea Manning

 

Por primera vez en la historia de Estados Unidos, el Gobierno ha presentado cargos penales contra un editor de un medio por la publicación de información veraz

 

Chelsea Manning ha vuelto a ser encarcelada por negarse a declarar sobre Wikileaks, y alega que ya dio su testimonio ante el tribunal militar que cursó su juicio en 2013


"El Congreso no podrá hacer ninguna ley (…) que limite la libertad de expresión, ni la libertad de prensa". Así lo indica la Primera Enmienda de la Constitución de Estados Unidos. Sin embargo, por primera vez, un editor de un medio de comunicación está siendo procesado en virtud de la Ley de espionaje, que data

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Julian Assange: Carta do cárcere / J’ai reçu une lettre de Julian Assange/ “Truth ultimately is all we have:” Julian Assange appeals for public support


28/Mai/2019, Resistir.info  (Portugal) https://www.resistir.info/varios/assange_25mai19.html

por Julian Assange 

Nos primeiros comentários públicos após a sua prisão, Julian Assange, fundador e editor da WikiLeaks, pormenorizou as condições repressivas que enfrenta na prisão britânica de Belmarsh e apelou a uma campanha contra a ameaça da sua extradição para os Estados Unidos.

Os comentários de Assange foram formulados em carta dirigida ao jornalista britânico independente Gordon Dimmack, o qual decidiu torná-la pública na sequência do anúncio feito quinta-feira passada pelo Ministério da Justiça dos EUA de novas acusações contra Assange com base numa antiga lei sobre espionagem.

Eis o texto completo da carta e Assange a Gordon Dimmack:

Fui isolado de toda capacidade para preparar a minha defesa, nem laptop, nem internet, nem computador, nem biblioteca até agora, mas mesmo que eu obtenha acesso [à biblioteca] será apenas por meia hora junto com toda a gente uma vez por semana. Apenas duas visitas por mês e leva semanas para conseguir [inserir] alguém na lista de entrada. É uma situação sem saída (Catch-22) conseguir que os seus pormenores sejam examinados pela segurança. Assim, todas as chamadas excepto com o advogado são gravadas e são num máximo de 10 minutos e num [período] limitado de 30 minutos em cada dia no qual todos os prisioneiros competem pelo telefone. E o crédito? Apenas algumas libras por semana e ninguém pode ligar.

[Estou diante de] uma superpotência que tem estado a preparar-se durante nove anos com centenas de pessoas e incontáveis milhões gastos no caso. Estou indefeso e conto consigo e outros de bom carácter para salvar minha vida.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Prisão de Assange, uma advertência da História – O jornalismo real está a ser criminalizado por bandidos



por John Pilger*


O vislumbre de Julian Assange a ser arrastado para fora da embaixada equatoriana em Londres é um símbolo dos nossos tempos. A força contra a justiça. O músculo contra a lei. A indecência contra a coragem. Seis polícias maltrataram um jornalista doente, com os olhos contraídos diante da primeira luz natural que viam em quase sete anos.


Que este ultraje tenha acontecido no centro de Londres, na terra da Magna Carta, deve envergonhar e irar todos os que se preocupam por sociedades "democráticas". Assange é um refugiado político protegido pelo direito internacional, o beneficiário de asilo sob um convénio estrito do qual a Grã-Bretanha é signatária. As Nações Unidas deixaram isto claro na decisão legal do seu Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária (Working Group on Arbitrary Detention, WGAD). 

Mas para o inferno com tudo isso. Deixem os bandidos entrarem. Dirigido pelos quase fascistas na Washington de Trump, em conluio com Lenin Moreno do Equador, um Judas latino-americano e um mentiroso que procura disfarçar seu regime rançoso, a elite britânica abandonou seu último mito imperial: o da razoabilidade e justiça.

Imagine Tony Blair arrastado de sua casa georgiana de vários milhões de libras em Connaught Square, Londres, algemado, a fim de ser despachado para o banco dos réus em Haia. Pelo padrão de Nuremberg, Blasir cometeu o "crime supremo":   a morte de um milhão de iraquianos. O crime de Assange é o jornalismo:   responsabilizar os predadores, revelar suas mentiras e facultar a verdade aos povos de todo o mundo. 

A prisão chocante de Assange transmite uma advertência a todos os que, como escreveu Oscar Wilde, "preguem as sementes do descontentamento [sem as quais] não haveria avanço civilizacional". A advertência é explícita em relação aos jornalistas. O que aconteceu ao fundador e editor do WikiLeaks pode acontecer consigo num jornal, consigo num estúdio de TV, consigo na rádio, consigo a realizar um podcast.

O principal atormentador de Assange nos media, The Guardian, um colaborador do estado secreto, mostrou seu nervosismo esta semana com um editorial que atingiu novas alturas de dissimulação. O Guardian explorou o trabalho de Assange e da WikiLeaks no que seu editor anterior chamou de "o maior furo dos últimos 30 anos". O jornal fez matérias a partir das revelações da WikiLeaks e apropriou-se dos elogios e riquezas decorrentes.

Sem que nem um centavo fosse para Julian Assange ou para a WikiLeaks, um apregoado livro do Guardian levou a um lucrativo filme de Hollywood. Os autores do livro, Luke Harding e David Leigh, aproveitaram-se da sua fonte, abusaram dela e revelaram a password secreta que Assange dera ao jornal em confiança, a qual destinava-se a proteger um ficheiro digital contendo telegramas vazados de embaixadas dos EUA.

A revelação de guerras coloniais homicidas 
Quando Assange ainda estava na embaixada equatorina, Harding juntou-se à polícia do lado de fora e jactou-se no seu blog de que "a Scotland Yard pode ter a última gargalhada". The Guardian publicou então uma série de falsidades acerca de Assange, nada menos que uma desacreditada afirmação de que um grupo de russos e o homem de Trump, Paul Manafort, haviam visitado Assange na embaixada. Tais reuniões nunca aconteceram; era falso.

Mas o tom agora mudou. "O caso Assange é moralmente uma teia confusa", opinou o jornal. "Ele (Assange) acredita em publicar coisas que não deveriam ser publicadas ... Mas ele sempre lançou uma luz sobre coisas que não deveriam ter sido escondidas".

Tais "coisas" são a verdade acerca do modo homicida como a América conduz suas guerras coloniais, as mentiras do Foreign Office britânico na negação de direitos a povos vulneráveis, tais como os ilhéus das Chagos, a revelação de Hillary Clinton como uma apoiante e beneficiária do jihadismo no Médio Oriente, a pormenorizada descrição de embaixadores americanos sobre como os governos da Síria e da Venezuela podem ser derrubados e muito mais. Isto tudo está disponível no sítio da WikiLeaks .

The Guardian está compreensivelmente nervoso. Homens da polícia secreta já visitaram o jornal e pediram e obtiveram a destruição ritual de um disco rígido. Quanto a isto, o jornal tem tradição. Em 1983, uma empregada administrativa do Foreign Office, Sarah Tisdall, vazou documentos do governo britânico mostrando quando armas nucleares americanas chegariam à Europa. The Guardian foi coroado de louvores.

Quando um tribunal pediu para saber a fonte, ao invés de o editor ir para a prisão de acordo com o princípio fundamental de proteger a fonte, Tisdall foi traída, processada e cumpriu seis meses de prisão.

Se Assange for extraditado para a América por publicar o que The Guardian chama "coisas" verídicas, o que é que impede o actual editor, Katherine Viner, de segui-lo, ou o editor anterior, Alan Rusbridger, ou o prolífero propagandista Luke Harding?

E o que impede de seguirem o mesmo caminho os editores de The New York Times The Washington Post, os quais também publicaram parcelas da verdade com origem na WikiLeaks, assim como o editor de El Pais na Espanha, e de Der Spiegel na Alemanha e de The Sydney Morning Herald na Austrália? A lista é longa.

David McCraw, principal advogado de The New York Times, escreveu: "Penso que o processo [de Assange] seria um muito, muito mau precedente para editores ... de tudo o que sei, ele está na posição de uma editora clássica e a lei teria dificuldade em distinguir entre o New York Times e o WikiLeaks".

Mesmo se jornalistas que publicarem fugas da WikiLeaks não se deixarem intimidar por um grande júri americano, a intimidação de Julian Assange e Chelsea Manning será suficiente. O jornalismo real estará a ser criminalizado por bandidos à vista de todos. A divergência tornou-se uma complacência.

Na Austrália, o actual governo apaixonado pelos EUA está a processar dois denunciantes, os quais revelaram que os espiões de Canberra instalaram dispositivos de escuta para captar as reuniões de gabinete do novo governo de Timor-Leste com o propósito expresso de enganar aquela pequena e empobrecida nação a fim de tomar a sua parcela dos recursos de petróleo e gás no Mar de Timor. O julgamento deles será realizado em segredo. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, é infame pela sua participação no estabelecimento de campos de concentração para refugiados nas ilhas do Pacífico de Nauru e Manus, onde crianças ferem-se a si próprias e suicidam-se. Em 2014, Morrison propôs campos de detenção em massa para 30 mil pessoas. 

Jornalismo: uma grande ameaça 
O jornalismo real é o inimigo destas desgraças. Uma década atrás, o Ministério da Defesa em Londres produziu um documento secreto que descrevia as "principais ameaças" à ordem pública como sendo tríplice: terroristas, espiões russos e jornalistas de investigação. Esta última era designada como ameaça principal.

O documento foi devidamente enviado à WikiLeaks, que o publicou. "Não tínhamos escolha", contou-me Assange. "É muito simples. O povo tem o direito de saber e o direito de perguntar e desafiar o poder. Isso é a verdadeira democracia".

E se Assange, Manning e outros no seu rastro – se houver outros – forem silenciados e "o direito de saber, questionar e desafiar" for retirado?

Na década de 1970 encontrei-me com Leni Reifenstahl, amiga próxima de Adolf Hitler, cujos filmes ajudaram a lançar o feitiço nazi sobre a Alemanha.

Ela contou-me que a mensagem nos seus filmes, a propaganda, não dependia de "ordens de cima" mas sim do que ela denominava o "vazio obediente" ("submissive void") do público.

"Será que este vazio obediente incluía a burguesia liberal e educada?", perguntei-lhe eu.

"Naturalmente", disse ela, "especialmente a intelligentsia ... Quando as pessoas já não perguntam mais questões sérias, elas são submissas e maleáveis. Tudo pode acontecer".

E aconteceu. O resto, ela podia ter acrescentado, é história. 
12/Abril/2019

Ver também: 
  If we lose WikiLeaks, we lose a whole stratum of freedom – Pilger

*
John Pilger Jornalista australiano-britânico e realizador de cinema. Seu sítio web é www.johnpilger.com .

O original encontra-se em consortiumnews.com/2019/04/12/assange-arrest-a-warning-from-history/
 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

“O PROGRAMA DE DRONES CRIA MAIS TERRORISTAS DO QUE OS QUE MATA” -- Edward Snowden

4 dezembro 2016, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Reflexões de um homem que conhece por dentro o sistema de espionagem e de devassa da vida privada não apenas dos cidadãos dos EUA mas dos de qualquer parte do mundo que utilize um sistema de comunicação digital ou analógico. E que teve acesso a documentação não apenas de um infindável rol de crimes de terrorismo de Estado, e da hipócrita linguagem com que tais crimes são descritos.

No quarto de um hotel em Moscovo, sob medidas de segurança, Snowden, de 32 anos, passa os seus dias e as suas noites ligado à Internet, proferindo conferencias para estudantes universitários dos EUA ou, na realidade, de qualquer parte do mundo.

Ao contrário da ideia de que o exiliado político costuma ser um individuo privado de algumas liberdades, sem ligações possíveis com o seu país de origem, Snowden está a demonstrar que essa estratégia contra

terça-feira, 12 de julho de 2016

LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE



10 julho 2016, Sul 21 http://www.sul21.com.br (Brasil)

por Ignácio Ramonet


Para pedir a liberdade de Julian Assange, os seus amigos de todo o mundo organizaram, entre os dias 19 e 24 de junho passado, em várias capitais do planeta

Começou a campanha internacional a favor do dissidente político que desconcerta os EUA. O seu confinamento revela: “democracias” ocidentais já não toleram jornalismo que revele segredos do poder.

Já se completaram quatro anos desde que, em 19 de junho de 2012, o ciberativista australiano Julian Assange, paladino da luta pela liberdade de informação, se viu obrigado a refugiar-se nas dependências da embaixada do Equador, em Londres. O pequeno país latino-americano teve a coragem de lhe oferecer asilo diplomático, quando o fundador do WiliLeaks se encontrava perseguido e acuado pelo governo dos Estados Unidos e vários de seus aliados (Reino Unido e Suécia, principalmente). A justiça sueca exige

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

ASSANGE: A HISTÓRIA NÃO CONTADA DE UMA LUTA HERÓICA PELA JUSTIÇA

2 agosto 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por John Pilger


Este artigo é uma versão actualizada da investigação feita em 2014 por John Pilger, com a história não contada de uma campanha implacável – na Suécia e nos EUA – para recusar justiça a Julian Assange e silenciar a WikiLeaks:   uma campanha que agora atinge uma etapa perigosa.

O cerco de Knightsbridge [NR] é símbolo de uma injustiça brutal e de uma farsa repugnante. Durante três anos, um cordão policial em torno da Embaixada do Equador em Londres serviu só para ostentar o poder do estado. Ele já custou £12 milhões. A caça é um australiano que não é acusado de qualquer crime, um refugiado cuja única segurança é a sala que lhe foi dada por um corajoso país sul-americano. O seu "crime" foi ter iniciado uma onda de verdade numa era de mentiras, cinismo e guerra. 

A perseguição a Julian Assange está prestes a inflamar-se outra vez pois entra numa etapa perigosa. A partir de 20 de Agosto, três quartos do processo do promotor sueco contra Assange quanto a uma [alegada] má conduta sexual em 2010 desaparecerá pois a lei das prescrições o determina. Ao mesmo tempo, a obsessão de Washington com Assange e a WikiLeaks intensifica-se. Na verdade, é a vingativa potência americana que constitui a maior ameaça – como Chelsea Manning e aqueles ainda mantidos em Guantanamo podem confirmar. 

Os americanos estão a perseguir Assange porque a WikiLeaks revelou seus crimes monstruosos no Afeganistão e no Iraque:   a matança por atacado de dezenas de milhares de civis, que eles encobriam, e o seu desprezo pela soberania e o direito internacional, como demonstrado