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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

ASSANGE: A HISTÓRIA NÃO CONTADA DE UMA LUTA HERÓICA PELA JUSTIÇA

2 agosto 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por John Pilger


Este artigo é uma versão actualizada da investigação feita em 2014 por John Pilger, com a história não contada de uma campanha implacável – na Suécia e nos EUA – para recusar justiça a Julian Assange e silenciar a WikiLeaks:   uma campanha que agora atinge uma etapa perigosa.

O cerco de Knightsbridge [NR] é símbolo de uma injustiça brutal e de uma farsa repugnante. Durante três anos, um cordão policial em torno da Embaixada do Equador em Londres serviu só para ostentar o poder do estado. Ele já custou £12 milhões. A caça é um australiano que não é acusado de qualquer crime, um refugiado cuja única segurança é a sala que lhe foi dada por um corajoso país sul-americano. O seu "crime" foi ter iniciado uma onda de verdade numa era de mentiras, cinismo e guerra. 

A perseguição a Julian Assange está prestes a inflamar-se outra vez pois entra numa etapa perigosa. A partir de 20 de Agosto, três quartos do processo do promotor sueco contra Assange quanto a uma [alegada] má conduta sexual em 2010 desaparecerá pois a lei das prescrições o determina. Ao mesmo tempo, a obsessão de Washington com Assange e a WikiLeaks intensifica-se. Na verdade, é a vingativa potência americana que constitui a maior ameaça – como Chelsea Manning e aqueles ainda mantidos em Guantanamo podem confirmar. 

Os americanos estão a perseguir Assange porque a WikiLeaks revelou seus crimes monstruosos no Afeganistão e no Iraque:   a matança por atacado de dezenas de milhares de civis, que eles encobriam, e o seu desprezo pela soberania e o direito internacional, como demonstrado

sábado, 3 de maio de 2014

Entrevistade John Catalinotto* ao Algeriepatriotique: O TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL É UMA FERRAMENTA UTILIZADA CONTRA OS PAÍSES FRACOS

1 maio 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Mohsen Abdelmoumen

O Tribunal Penal Internacional, como quase todos os organismos das Nações Unidas, está controlado pelo imperialismo mundial. As versões precedentes do tribunal foram utilizadas contra países específicos; o Ruanda, a Jugoslávia, o Camboja. Mais tarde, o Tribunal Penal Internacional tornou-se essencialmente uma ferramenta política utilizada contra os líderes de países relativamente fracos concentrados na África.


Algeriepatriotique: Foi testemunha dos atentados do 11 de Setembro em Nova Iorque, acredita na versão oficial ou trata-se de «um trabalho interno» para usar um termo dos agentes secretos?

John Catalinotto: Trabalhava para uma empresa de seguros de saúde na torre n.o1 do World Trade Center. Felizmente tinha o hábito de chegar tarde ao trabalho. Nesse dia, estava ainda em casa quando o primeiro avião embateu. Liguei para o escritório e como ninguém respondeu, permaneci em casa. Alguns minutos mais tarde, soube que um segundo avião tinha embatido na torre n.o2. Vi imediatamente que a administração Bush ia utilizar esse acontecimento como pretexto para iniciar a guerra, fosse quem fosse o autor desses atentados. Nunca acreditei na versão oficial. Aqui, a classe dirigente mente a propósito de tudo o que é importante. Mas não creio que a administração tenha organizado e executado o ataque do 11 de Setembro. Uma conspiração dessa envergadura tão vasta requer unidade, lealdade, espírito de decisão e audácia tão completos, de dezenas até de centenas de pessoas, que era impossível. Mas se «trabalho interno» significar simplesmente que alguém dentro da CIA, deliberadamente omitiu um relatório do FBI anunciando que alguns terroristas poderiam ir sequestrar um avião, fica mais fácil de acreditar. Posso entender porque muitas pessoas estão convencidas de que se tratou de um «trabalho interno». O ataque do 11 de Setembro permitiu à administração Bush partir para a guerra no Afeganistão e no Iraque. É semelhante ao ataque de japonês de Pearl Harbour em 1941, que permitiu à administração Roosevelt entrar na Segunda Guerra mundial com um apoio total. O «síndrome do Vietname» tinha praticamente eliminado o patriotismo, o 11 de Setembro trouxe-o de volta.

A Administração Bush partiu para a guerra no Afeganistão e no Iraque, acha que já era um programa preparado com antecedência?

O Pentágono planifica todo o tipo de guerras em todo o mundo com antecedência. No que diz respeito ao Iraque, claro que houve uma conspiração. O imperialismo americano queria os recursos energéticos iraquianos. Muitas pessoas e empresas americanas esperavam enriquecer com a pilhagem do Iraque. Os neoconservadores da Administração Bush reuniram-se na semana do 11 de Setembro e combinaram a guerra contra o Iraque, embora sabendo que este nada tinha a ver com o atentado do 11 de Setembro.