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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Human Rights/UN Envoy’s Grim Warning Over Assange’s Life


November 8, 2019, EDITORIAL Strategic Culture Foundation (Russia)  https://www.strategic-culture.org/news/2019/11/08/un-envoys-grim-warning-over-assanges-life/

A United Nations expert in torture diagnosis has in the past week issued a stark warning that Australian whistleblower Julian Assange is in danger of dying from extreme prison conditions in Britain.

It is testimony to the rank hypocrisy of British and American governments who lecture others around the world about democracy, human rights and international law.

One can only imagine the hysterical outcry among Western governments and media if somehow Assange was being detained in a Russian prison.

The 48-year-old Assange has been held in a maximum-security prison in London since April this year when he was forcibly removed from the Ecuadorean embassy. His arrest was itself a staggering breach of international law. Assange had been confined

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

“O PROGRAMA DE DRONES CRIA MAIS TERRORISTAS DO QUE OS QUE MATA” -- Edward Snowden

4 dezembro 2016, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Reflexões de um homem que conhece por dentro o sistema de espionagem e de devassa da vida privada não apenas dos cidadãos dos EUA mas dos de qualquer parte do mundo que utilize um sistema de comunicação digital ou analógico. E que teve acesso a documentação não apenas de um infindável rol de crimes de terrorismo de Estado, e da hipócrita linguagem com que tais crimes são descritos.

No quarto de um hotel em Moscovo, sob medidas de segurança, Snowden, de 32 anos, passa os seus dias e as suas noites ligado à Internet, proferindo conferencias para estudantes universitários dos EUA ou, na realidade, de qualquer parte do mundo.

Ao contrário da ideia de que o exiliado político costuma ser um individuo privado de algumas liberdades, sem ligações possíveis com o seu país de origem, Snowden está a demonstrar que essa estratégia contra

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

July 30, August 1, 2016: 1- Shoigu warned Ukraine…, 2- Ukraine has frozen…, 3- EDITORIAL/Donetsk…



July 30, August 1, 2016, DONi Donbass International News Agency https://dninews.com (Donbass)

1- Shoigu warned Ukraine: Russia won't allow to conquer Donbass

2- Ukraine has frozen Minsk process in hope of Hillary Clinton's victory

3- EDITORIAL/Donetsk blog: Situation in the South Worsening -- US Supply Kiev with Ammunition

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1- Shoigu warned Ukraine: Russia won't allow to conquer Donbass

Saturday, July 30, 2016, DONi Donbass International News Agency https://dninews.com (Donbass)

The Minister of Russia's Defense Ministry Sergey Shoigu has publicly disclosed the strategic and tactical data on structure and number of the Russian alignment of forces on the southern flank and directly mentioned NATO and Ukraine in his speech.

“The matter is that Kiev has already practically stated about the third military campaign against the DPR and the LPR. And it's not just words. The western instructors (the vast majority of whom are

sexta-feira, 8 de julho de 2016

AS TRÊS HÁRPIAS ESTÃO DE VOLTA



6 julho 2016, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Pepe Escobar, Russia Insider
http://russia-insider.com/en/politics/three-harpies-are-back/ri15335
“ali, onde as tétricas harpias fazem ninho”
(Divina Comédia, “Inferno”, canto XIII)

“… E a Hárpia n. 3 é a secretária de Estado Victoria Nuland – valorosa baluarte dos neoconservadores –, que imortalizou o “Foda-se a União Europeia” muito antes do Brexit.”

Era uma vez, quando a Líbia (“Viemos, vimos, ele morreu”) oferecia ao mundo espetáculo imperialista humanitário sangrento estrelado pelas Três Hárpias Norte-americanas: Hillary Clinton, Samantha Power e Susan Rice, de fato quatro, se se incluía a mentora e alma mater de Hillary, Madeleine Albright.
Pops cínicos sentiram-se tentados, àquela época, a chamar de Brunhilde e as Valquírias, aquelas amazonas no desvio. Ou pelo menos, a chamar Hillary, a da gargalhada-careta-grudada-ao-rosto, de Átila, a Franga Huna [orig. Attila The Hen].

Acabemos logo com o suspense. Com certeza haverá

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Guerra não convencional contra a Venezuela/Clefs de la guerre non conventionnelle contre le Venezuela



17 junho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Gustavo Borges Revilla, Diego Sequera*

A Venezuela é um país neste momento sitiado. No país são aplicados novos métodos de guerra alternativos concebidos nos laboratórios dos serviços secretos dos EUA e outros países poderosos. No futuro imediato o objetivo é tirar o chavismo do poder. Posteriormente, eliminar todas as formas da participação maciça do povo na política, fazer desaparecer o chavismo como proposta civilizacional e enterrá-lo como um precedente na região e referência ética para outros movimentos globais.

Os diferentes métodos usados para destruir qualquer sinal de estabilidade e de força do chavismo para a Venezuela passam pelas agressões financeiras, culturais, económicas, políticas, militares e morais.

Ao terminar este documento, numa semana sucederam-se duas pequenas marchas da oposição caracterizadas por uma baixa taxa de participação e também pela colocação em cena de surtos premeditados de "confronto" perante um exército de câmaras e telefones em ligação direta com todos os grandes media mundiais (The New York Times, The Washington Post, Wall Street Journal, Bloomberg, The Economist, CNN, Fox News, NBC, etc,).

O última destas marchas, a 18 de maio, terminou com uma tentativa de linchamento pela técnica do "enxame" (swarming) contra um oficial feminino da polícia nacional Bolivariana por provocadores profissionais de guerrilha urbana, estudantes embrutecidos e

terça-feira, 7 de junho de 2016

EUA/HILLARY CLINTON, A RAÍNHA DO CAOS -- Um livro de Diana Johnstone



6 junho 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)



Nas eleições presidenciais de 2008 nos EUA, a técnica de vender ao mundo um presidente foi, desde início, um enorme logro coroado de sucesso.

Ao contrário, os candidatos que parecem estar destinados à disputa eleitoral de 2016, Hillary Clinton e Donald Trump, não só não suscitam qualquer entusiasmo no mundo como levantam por todo o lado uma indignada interrogação: como é possível?

Neste texto, Miguel Urbano chama a atenção para um livro a lançar esta semana em Portugal que, «apoiando-se numa documentação exaustiva, apresenta de Hillary um perfil tão assustador que muitos eleitores norte-americanos podem concluir que ela é mais perigosa do que Donald Trump.»

São poucos os escritores progressistas norte-americanos cujos livros denunciam a estratégia de dominação planetária dos EUA como ameaça à Humanidade.

Diana Johnstone é quase uma exceção. Não é marxista nem revolucionária e acredita nos valores da democracia ocidental. O que critica é

terça-feira, 24 de maio de 2016

Brasil/E quando se pensa que o fundo do poço está próximo, a equipe de Temer surpreende



23 maio 2016, Rede Brasil Atual http://www.redebrasilatual.com.br (Brasil)
por Helena Sthephanowitz

Equipe do governo interino deixa claro que impeachment foi golpe a favor da corrupção. Se era para sanar a política do país, as fichas dos nvos ministros deveriam "despertar" as panelas do país

Antes do fechamento deste post, que segue completo adiante, é preciso comentar a verdadeira bomba trazida pelo jornal Folha de S.Paulo hoje (23) contra os articuladores do golpe e, principalmente, contra a parcela da população que foi às ruas pedir a queda de Dilma "pra acabar com a corrupção".

Gravações obtidas pela Procuradoria-Geral da República apontam que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugeriu um pacto para deter a Operação Lava Jato. De acordo com o jornal, o diálogo do peemedebista foi mantido com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em março – semanas antes da votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

Na época, Machado estava procurando líderes do PMDB porque temia que as investigações contra ele fossem enviadas do STF para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Em um dos trechos, o executivo afirma a Romero Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês e acham que sou o caminho; o caixa dois de vocês".

Na conversa, Jucá, que já havia sido citado em delações premiadas, sugere a necessidade de uma resposta política para evitar que as investigações

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

EEUU, DETRÁS DE LOS ATENTADOS TERRORISTAS EN GRAN PARTE DEL MUNDO

22 noviembre 2015 , HispanTV http://www.hispantv.com (Irán)


Estemos donde estemos, en Europa, Oriente Medio, África, Oceanía, el terrorismo y los ataques terroristas nos amenazan.

Hasta hace poco tiempo, cuando una persona cuando salía de su casa en Afganistán, Irak, El Líbano, Siria… no sabía si volvería ni cómo lo haría. Sin embargo, hoy, esto sucede en Francia, Somalia y otros países a causa de la ola de inseguridad.

En la actualidad, la situación en el mundo es bastante tensa e inestable, debido a las amenazas de los terroristas de Daesh, que perpetran atentados por doquier. Ese flageo, incluso, ha disparado el estado de emergencia en varios países europeos, donde se han cerrado universidades, escuelas u se han suspendido partidos de futbol.

En el siguiente artículo pretendemos responder a interrogantes como ¿cuál es la raíz del problema? ¿Cómo se forma este tipo de grupos terroristas? ¿Qué consecuencias podría tener para sus fundadores? ¿En verdad, ahora, los EE.UU. y sus aliados quieren acabar con los terroristas?

La difusión del miedo y la inseguridad en las regiones de Oriente Medio y

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Y DESPUES DICEN “SOLO EN ARGENTINA”

19 febrero 2015, Cuba Debate Círculo de Periodistas Cubanos contra el Terrorismo http://www.cubadebate.cu (Cuba)


Se ha convertido un lugar común decir, a propósito de la muerte del fiscal Alberto Nisman, que “cosas como éstas solo ocurren en la Argentina”. Una nota aparecida en la página de opinión de The New York Times del martes 10 de febrero abona la supuesta verdad contenida en esa afirmación que, como era de esperar, fue reproducida y agigantada hasta extremos indecibles por la prensa hegemónica y los intereses del bloque oligárquico imperialista empeñado en acelerar, también en la Argentina, un “cambio de régimen” sin tener que atenerse a los plazos y nimiedades establecidas por la Constitución y la legislación electoral. Y decimos supuesta porque si hay algo que enseña la historia comparada contemporánea es que casos como el de Nisman: muertes sospechosas, imposibles de certificar si fueron suicidios o asesinatos, no son infrecuentes en las principales democracias del mundo. Casos que, casi invariablemente, se archivaron rápidamente señalando causas y culpables de menos que improbable verosimilitud.

En lugar de sermonear a los argentinos por el caso Nisman, The New York Times podría hacerle un servicio a su país si investigase seriamente el asesinato de John F. Kennedy o el de otros connotados personajes de la política norteamericana que murieron bajo

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Brasil/HILLARY CLINTON, EM BUSCA DO TEMPO (E DO PRESTÍGIO) PERDIDO

10 junho 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Viagem no tempo, de volta ao passado. Esta é a sensação deixada pela atuação recente da diplomacia dos EUA, dirigida por Hillary Clinton que, nesta semana, teve dois lances reveladores: a visita da Secretária de Estado a um grupo de países na América do Sul (Peru, Equador, Colômbia e Barbados) e a votação, pelo Conselho de Segurança da ONU, da quarta rodada de sanções contra o Irã.

Dois lances que estão interligados pelo protagonismo da diplomacia brasileira que, juntamente com a Turquia, conseguiu chegar com o Irã a um acordo sobre pesquisa nuclear que o grupo de países do Conselho de Segurança da ONU liderado pelos EUA foi incapaz de obter.

A diplomacia norte-americana tem sofrido revezes impensáveis num passado recente, e que apontam para o fim da unilateralidade que prevaleceu desde a queda do Muro de Berlim, em 1989, quando os EUA passaram a impor, pela força militar, sua vontade e seus interesses e iniciaram uma era de grande insegurança para os povos cuja marca são as agressões ao Afeganistão, ao Iraque e aos palestinos, as ameaças à Coréia do Norte, ao Irã e à Venezuela, e o recrudescimento das hostilidades contra Cuba.

Na última década essa primazia começou a declinar, embora ninguém possa ainda, em sã consciência, proclamar seu fracasso final. De qualquer forma, os países da América do Sul retomaram sua soberania, fortaleceram a integração continental com o crescimento do comércio, o fortalecimento do Mercosul, a cooperação política e militar e a criação de instituições próprias, como a Unasul. Foram movimentos soberanos que criaram condições para afastar a intromissão norte-americana nos assuntos do continente, embora não se tenha ainda alcançado a unanimidade dos países, quebrada pela notória submissão dos governos da Colômbia e do Peru às imposições de Washington.

Um desdobramento dessa nova realidade é o papel que os países da região passam a desempenhar no cenário mundial, representado principalmente pela atuação da diplomacia brasileira que, sinalizando a emergência de nosso próprio país e do continente, tem se destacado pela atuação independente e pela busca de novos parceiros fora do eixo EUA-Europa-Japão. A conquista do acordo com o Irã é a indicação mais visível desse novo protagonismo do Brasil, respaldado por vizinhos da América do Sul.

São movimentos que incomodam o stablishment nos EUA. Contra o acordo e a negociação com o Irã, sua diplomacia impôs - e os demais membros do Conselho de Segurança da ONU acataram, com as notáveis exceções do Brasil, da Turquia e do Líbano - o caminho do confronto, conseguindo a aprovação de mais uma rodada de sanções contra Teerã. Caminho que indica o móvel da política dos EUA: a manutenção, pelas potências atômicas, do monopólio não só das armas mas também da tecnologia nuclear, à qual o governo de Washington quer agora barrar o acesso para os demais países.

A visita de Hillary Clinton à América do Sul (Peru, Equador, Colômbia e Barbados) faz parte desse xadrez no qual o governo de Barack Obama tenta recuperar a influência perdida sobre o continente que, desde o presidente James Monroe, há quase dois séculos, os governos norte-americanos têm considerado como uma espécie de "reserva" de seu próprio país.

A tentativa de retomar a hegemonia e a iniciativa política no continente veio embalada por Hillary Clinton num discurso conciliador, fugindo às questões mais espinhosas. Ela teve a cara de pau de citar Simon Bolivar e o cubano antiimperialista José Marti; elogiou as políticas sociais dos países da região; tentou assegurar que as sete bases militares na Colômbia são colombianas e não norte-americanas e foi por aí.

Mas foi obrigada a enfrentar manifestações com as quais os políticos de seu país não estão acostumados. A Coalición Colombia No Bases denunciou a presença militar dos EUA no país e criticou o Tratado de Livre Comércio assinado pelo direitista Álvaro Uribe como benéfico apenas para as multinacionais estadunidenses, significando, junto com o acordo militar, a "maior entrega da soberania nacional e da dignidade do povo colombiano em toda a história”.

Hillary Clinton compareceu a uma 40ª Assembléia Geral da Organização de Estados Americanos (OEA) esvaziada, que não teve a presença do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. Lá, enfrentou a oposição da maioria dos países do continente (Brasil à frente) à volta de Honduras à organização, como quer o governo que ela representa. A medida aprovada naquele encontro foi a criação de uma Comissão para avaliar ao impasse. Os países se opõem à volta de Honduras desde o golpe militar que afastou o presidente Manuel Zelaya, não aceitam como legítima a eleição presidencial realizada sob o governo golpista e denunciam a perseguição e o assassinato de oposicionistas e a situação de insegurança para o retorno ao país de Manuel Zelaya, que se encontra exilado na República Dominicana. Precisou enfrentar também a manifestação do Comitê Peruano de Solidariedade aos Cinco, que distribuiu entre os chanceleres presentes à assembleia da OEA um documento exigindo a liberdade dos cinco lutadores antiterroristas cubanos ilegalmente presos e condenados nos EUA há mais de uma década.

São outros tempos, nos quais o comando de Washington não encontra mais concordância automática e submissa. Hillary Clinton, o Departamento de Estado e o governo de Washington querem voltar ao passado mas a realidade mostra que este caminho vai se tornando cada vez mais inviável, à medida em que a soberania continental se fortalece e se consolida.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Brasil/EUA QUEREM CARTA BRANCA PARA MANTER MONOPÓLIO NUCLEAR

5 maio 2010/Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br

A hipocrisia das potências atômicas em relação à não proliferação nuclear ficou mais uma vez à mostra na conferência Desarmamento Agora, realizada dia 2 em Nova York, às vésperas do início da 8ª Conferência Mundial de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que reúne até o final do mês representantes dos 189 países-membros da ONU.

O exemplo maior da hipocrisia foi o reconhecimento, feito por Barack Obama, de que os EUA mantém um estoque de 5113 bombas atômicas ativas que, juntas com as mais de 4.600 desativadas que se estima existirem nos EUA, somam quase 10 mil artefatos nucleares. O Pentágono apresentou aquele número como demonstração do engajamento na desativação do arsenal nuclear. Mas o mundo vê de outra maneira e encara com preocupação tamanha capacidade destrutiva nas mãos de uma única potência imperialista, à margem de qualquer fiscalização internacional, e base da ameaça de ataque nuclear feita recentemente por Obama contra nações como a República Popular da Coréia e o Irã. Além disso, aquele estoque - que representa cerca da metade das mais de 20 mil bombas atômicas que se estima existirem no mundo - continua tendo a capacidade de destruir mais de 10 vezes a vida na Terra.

Além da não proliferação, o Tratado de Não Proliferação, que tem a adesão de 188 países, inclui o desarmamento nuclear das potências e reconhece o uso pacífico da energia nuclear. Mas a ênfase das potências, hoje, é a defesa de seu monopólio na área: elas querem a não proliferação das armas e da tecnologia nuclear, como fica claro na pressão pela adesão ao chamado Protocolo Adicional, uma ferramenta que dá à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) poderes para bisbilhotar todos os países (exceto, claro, as potências nucleares) e estabelecer limites à pesquisa, mesmo nos signatários do TNP e que não detêm armas atômicas.

Nesse sentido, como disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, o foco da questão está deslocado. “O grande déficit do TNP não é na área de não proliferação, e sim no desarmamento”, afirmou, considerando também errada a insistência no Protocolo Adicional. "O foco tem que ser o desarmamento", insistiu. E o desarmamento inclui principalmente as potências nucleares, que precisam demonstrar uma real disposição para "caminharmos para um mundo livre de armas nucleares". Ele foi além e acusou o Tratado de injusto e desigual devido justamente à disparidade no tratamento entre os direitos que as potências pretendem para si, negando aos demais o direito de manter atividades nucleares pacíficas.

Opinião semelhante foi manifestada pela comunista brasileira Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz que defendeu o desarmamento e a “eliminação de todas as armas nucleares da face da terra". "Associamo-nos", disse, "a todos aqueles que lutam por uma nova ordem internacional, pela solução pacífica das controvérsias e conflitos", pela "igualdade de direitos, a autodeterminação dos povos, a igualdade soberana dos Estados nacionais e a boa fé no cumprimento das obrigações internacionais, que deve estar na base de todos os governos e organismos multilaterais".

A hipocrisia das potências (dos EUA particularmente) foi confrontada pela exigência feita pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, de punição das nações que ameaçam usar armas nucleares contra outros países, numa menção clara aos EUA. Outra medida dessa hipocrisia é a concordância notória dos EUA com a manutenção de um estoque de bombas atômicas por Israel, que nem signatário do TNP é. E que foi confrontada pela exigência feita pelos países árabes de um Oriente Médio sem armas nucleares, investindo diretamente contra essa distorção que favorece Israel.

O jogo vai além do alegado "pacifismo" geralmente atribuído à questão. Seu centro são as relações de poder no mundo, e o controle dos instrumentos bélicos que o sustentam. Nesse sentido, a resposta da diplomacia dos EUA - Hillary Clinton à frente - foi a esperada. A secretária de Estado de Barack Obama reafirmou as ameaças contra o Irã e defendeu um TNP mais rígido, reforçando o poder das potências nucleares e dando a elas a capacidade de agir contra os países "insubordinados" à margem da diplomacia e da negociação. Em bom português, o governo Obama quer carta branca para agir contra as nações que se recusem a aceitar suas imposições.

quinta-feira, 11 de março de 2010

LOS ERRORES DE HILLARY CLINTON EN LATINOAMÉRICA

11 marzo 2010/TeleSURtv.net http://www.telesurtv.net

Por: Mark Weisbrot

Hillary ha resultado ser más torpe diplomáticamente que Bush, quien al menos reconoció que había serios problemas y supo qué no tenía que decir. Clinton afirmó en Buenos Aires que la crisis hondureña se condujo de manera exitosa y sin violencia. Esto es como echar sal en la herida de sus anfitriones pues ellos ven lo sucedido en Honduras no solamente como un fracaso sino como una amenaza a la democracia en toda la región.

El tour de Hillary Clinton por Latinoamérica está resultando tan exitoso como la visita de George W. Bush en 2005, cuando terminó marchándose de Argentina un día antes de lo planeado simplemente para largarse cuanto antes del país. La principal diferencia reside en que a ella no la reciben con protestas y disturbios. Puede estar agradecida por ello a la imagen que su jefe, el Presidente Obama, ha conseguido mantener en la región, a pesar de su continuismo en las políticas de su predecesor.

Pero ella ha resultado ser más torpe diplomáticamente que Bush, quien al menos reconoció que había serios problemas y supo qué no tenía que decir. "La crisis hondureña ha sido conducida hacia una exitosa conclusión.", dijo Clinton en Buenos Aires, añadiendo que "se consiguió sin violencia".

Esto es como echar sal en la herida de sus anfitriones pues ellos ven el derrocamiento del Presidente Mel Zelaya el pasado junio, y el subsiguiente esfuerzo por parte de los Estados Unidos por legitimar la dictadura allí impuesta, no solamente como un fracaso sino como una amenaza a la democracia en toda la región.
Lo que ha dicho también es indignante dados los asesinatos políticos, palizas, arrestos masivos y torturas que el gobierno golpista usó para mantener el poder y reprimir al movimiento pro democracia. Lo peor de todo es que se siguen cometiendo esos crímenes.

Hoy (5 de Marzo N.d.T) nueve miembros del Congreso de los EE.UU. –incluyendo a algunos demócratas en posiciones de liderazgo en el Congreso– han escrito a la Secretaria Clinton y a la Casa Blanca acerca de esta violencia. Sus palabras son las siguientes:

"Desde la toma de posesión del Presidente Lobo han sido atacados varios de los principales oponentes al golpe. El 3 de febrero Vanessa Zepeda, enfermera y organizadora sindical que ya había recibido anteriormente amenazas de muerte ligadas a su activismo dentro del movimiento de resistencia, fue estrangulada y su cuerpo fue arrojado desde un vehículo en Tegucigalpa. El 15 de febrero Julio Funes Benítez, miembro del sindicato SITRASANAA y miembro activo del Movimiento Nacional de Resistencia, fue disparado fuera de su casa, lo que le causó la muerte, por pistoleros desconocidos montados en una motocicleta. Y más recientemente Claudia Brizuela, una activista de la oposición, fue asesinada en su casa el 24 de febrero. Desgraciadamente estos son sólo tres de los numerosos ataques contra activistas y contra sus familias…"

La Secretaria Clinton se reunirá el viernes con "Pepe" Lobo de Honduras, que fue elegido presidente después de una campaña marcada por los cierres de medios de comunicación y la represión policial de la disidencia. La Organización de Estados Americanos y la Unión Europea rechazaron enviar observadores a las elecciones.

Los miembros del Congreso también pidieron a Clinton que, en su reunión con Lobo, "mande un fuerte y claro mensaje de que los derechos humanos en Honduras serán un componente crítico para próximas decisiones relativas a la normalización de relaciones, así como a la reanudación de la ayuda financiera."

Ésta es la tercera carta que Clinton recibe del Congreso sobre los derechos humanos en Honduras. El 7 de agosto y el 25 de septiembre, miembros del propio partido demócrata de Hillary Clinton en el Congreso la escribieron para protestar acerca de los abusos sobre los derechos humanos que se estaban cometiendo en Honduras y la imposibilidad de celebrar elecciones libres bajo esas condiciones. No obtuvieron ni siquiera una respuesta automática hasta el 28 de enero, más de cuatro meses después de que se enviara la segunda carta. Éste es un nivel poco común de falta de respeto hacia los representantes electos de tu propio partido político.

Parece que lo único que les preocupaba a estos "Guerreros Fríos" era quitarse de en medio a un presidente socialdemócrata de un país pequeño y pobre.
Clinton continuó en Brasil su estrategia a lo Guerra Fría lanzando algunos insultos gratuitos contra Venezuela. Que es como asistir a una fiesta y decirle al anfitrión lo poco que te gustan sus amigos. Después de las denuncias rituales sobre Venezuela, Clinton dijo: "Desearíamos que Venezuela mirase más al sur de su territorio, a Brasil y a Chile y a otros modelos de países con éxito."

El Ministro de Asuntos Exteriores de Brasil, Celso Amorim, respondió con diplomacia pero no hubo ambigüedad alguna en la repulsa a los insultos de ésta. Dijo que estaba de acuerdo en "una cosa" que Clinton dijo, "que Venezuela debería mirar más hacia el Sur más... y por ello hemos invitado a Venezuela a que se una a MERCOSUR como miembro de pleno derecho." Los aliados de la derecha que tiene la señora Clinton en el parlamento de Paraguay -remanentes de la dictadura de ese país y de 60 años de gobierno de un único partido- están actualmente haciendo que se detenga la inclusión de Venezuela en este bloque de comercio sudamericano. Esto no es lo que ella quería escuchar de Brasil.

Los brasileños también rechazaron los esfuerzos bastante poco diplomáticos de Clinton para presionarlos con la intención de que se unieran a la llamada de Washington para imponer nuevas sanciones sobre Irán. "No es prudente poner a Irán contra la pared", dijo el Presidente brasileño Lula da Silva. "Lo prudente es entablar negociaciones."

"Simplemente no nos inclinaremos ante un consenso que va desarrollándose si no estamos de acuerdo" dijo Amorim en una rueda de prensa con Clinton.
La Secretaria Clinton hizo una concesión a Argentina pidiendo al Reino Unido que se siente a discutir con el gobierno argentino su disputa sobre las Islas Malvinas. Pero parece improbable que Washington haga algo para conseguir que esto ocurra.

Por ahora, el próximo examen crucial será Honduras: ¿continuará Clinton con los esfuerzos de Washington por blanquear la represión del gobierno hondureño? ¿O escuchará al resto del hemisferio, así como a los miembros de su propio partido demócrata en el Congreso, e insistirá en algunas concesiones en lo relativo a los derechos humanos, incluyendo la vuelta de Mel Zelaya a su país (como los brasileños también destacaron)? Esta historia puede que no consiga interesar mucho a los medios de los EE.UU. pero Latinoamérica estará atenta.

Mark Weisbrot es codirector del Centro para el Estudio de la Economía y la Política en Washington DC. Obtuvo su PhD en económicas en la Universidad de Michigan. Ha escrito numerosos ensayos sobre políticas económicas (Latinoamérica e internacional) y es coautor con Dean Baker de "Social Security: The Phony Crisis" (University of Chicago Press, 2000) y presidente de Just Foreign Policy.

Traducido del inglés para Rebelión por Andrés Prado
Fuente: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=101972
Fuente: http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2010/mar/05/hillary-clinton-latin-america

sexta-feira, 5 de março de 2010

HILLARY NO BRASIL: QUEM OUVE AS ORDENS DO IMPÉRIO?

4 março 2010/Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br

Terminou sem sucesso o maior esforço do governo Obama para tornar os Estados Unidos mais influentes na América Latina. No roteiro, o giro liderado pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, incluía passagens por cinco países, além de conversas com pelo menos 20 chefes de Estado. Mas era na visita ao Brasil que estava programada a missão maior de Hillary: pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a apoiar a imposição de novas sanções econômicas ao Irã.

No meio do caminho das relações bilaterais entre Estados Unidos e Brasil, há um programa nuclear levado a cabo pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. A Casa Branca acusa o Irã de violar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear — que permite a cada país enriquecer urânio a no máximo 20%, para fins pacíficos. Já o Itamaraty não apenas exige provas que sustentem essa denúncia — mas também quer uma solução negociada, à base não de penalidades, mas do diálogo com Ahmadinejad.

Mais que conhecidas, as posições expostas por Estados Unidos e Brasil nessa questão são exemplares dos princípios que regem a política externa de cada país. Ainda assim, por mais que a autonomia do Itamaraty já estivesse consolidada sob o governo Lula, Hillary não poupou demonstrações de força e arrogância durante sua passagem por terras brasileiras.

Veja-se pela entrevista coletiva que a secretária de Estado concedeu nesta quarta-feira (3). Nem a presença, ao seu lado, do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, impediu Hillary de tentar desqualificar o Brasil, acusando-o de ser ingênuo e de se deixar seduzir por Ahmadinejad.

“O Irã fala com o Brasil, a China e a Turquia, e para cada um conta uma história diferente, com o objetivo de evitar sanções. Quando a comunidade internacional falar no mesmo tom, o Irã vai responder. Por isso, achamos que o Conselho de Segurança é o melhor caminho”, afirmou Hillary, que ainda cobrou agilidade: “O tempo para a ação internacional é agora. Apenas depois de aprovarmos as sanções no Conselho de Segurança o Irã vai negociar de boa fé”.

Ora, foram os próprios Estados Unidos que esvaziaram de vez o Conselho de Segurança ao longo dos últimos anos. Não foi a Turquia, não foi a China e não foi o Brasil que ignoraram os apelos da ONU e invadiram o Iraque em 2003, sob o pretexto de combater a existência — nunca confirmada — de armas de destruição em massa.

Diante da hipocrisia americana, o governo brasileiro não passou recibo. “Não é prudente encostar o Irã na parede. É preciso estabelecer negociações”, declarou Lula, enfatizando que tanto o Irã quanto o Brasil têm o direito de produzir energia nuclear para fins pacíficos. Já Celso Amorim alertou justamente para o ponto mais frágil do discurso de Hillary: “Fui embaixador na ONU durante os momentos críticos sobre o Iraque. E o que se viu é que foi um engano. Não se negocia por pressão.”

A tentativa de ingerência americana ocorre num momento em que a América Latina, com o Brasil à frente, cristaliza um processo de integração solidária e soberana. O périplo fracassado de Hillary Clinton sobreveio à criação, em 23 de fevereiro, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que reúne todos os países do continente, menos os Estados Unidos e o Canadá. Na nova ordem geopolítica da região, o império americano está falando sozinho.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Brasil/OS FUZIS DA SENHORA CLINTON

O giro sul-americano da secretária de Estado norte-americana é um daqueles fatos ordinários que deve ser lido para além de sua aparente normalidade. Salvo se algo escapar do roteiro original, manterá um discurso público amigável e tratará de problemas delicados com punhos de renda. Mas nenhum observador atento deve cair na esparrela de que a senhora Clinton veio a passeio.

2 março 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Por Breno Altman*

Afinal, a ex-senadora por Nova Iorque joga um papel estratégico no núcleo duro da Casa Branca. Essa relevância vai além do peso relativo da pasta que dirige: na fórmula de governabilidade sobre a qual se apóia Barak Obama, o Departamento de Estado foi cedido à fração democrata mais afeita ao establishment norte-americano e seus poderosos interesses.

Hillary Clinton talvez seja a principal avalista da elite branca e imperial ao governo Obama. Sob sua batuta se agrupam, no terreno das relações internacionais, os movimentos do lobby sionista, da comunidade cubano-americana, dos consórcios que formam o complexo bélico-industrial. Sua autoridade, muitas vezes, eleva-se a de um contraponto ao próprio presidente.

Após discurso no Cairo, em junho de 2009, quando Obama anunciou uma nova era nas relações de seu país com o mundo islâmico, Hillary logo deixou claro que aquelas palavras bonitas eram letra morta. Publicamente assumiu compromissos e adotou medidas que reafirmavam o alinhamento de Washington com a política expansionista de Israel.

Os acenos de seu chefe a negociações razoáveis com o Irã, ao redor da questão nuclear, foram substituídos por escalada verbal e punitiva conduzida pela secretária de Estado. Suas atitudes soterraram esperanças de que poderia nascer uma nova política para a região. O centro de gravidade da estratégia norte-americana continuaria a ser o exercício da pressão político-militar para forçar rendição incondicional à coalizão vertebrada por Estados Unidos e Israel.

Também a América Latina foi cenário desse dueto desafinado entre o presidente e sua assessora. Quem se lembra do Obama generoso que prometia, na 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, um relacionamento diferente com seus vizinhos ao sul? As promessas de diálogo e parceria foram desfeitas pelos acordos bilaterais para a instalação de bases militares na Colômbia, a manutenção do bloqueio econômico contra Cuba e o apoio mal dissimulado ao golpe de Estado em Honduras.

Desde então, a influência de Hillary, e dos interesses que representa, só fez crescer. O presidente Obama, atolado na crise econômica e no fracasso da reforma sanitária, perdeu qualquer ímpeto renovador na política internacional. Refém da maioria conservadora de seu próprio partido, na prática delegou à ex-primeira dama o comando da política externa de seu governo.

Pois é nessa condição, de delegada plenipotenciária, que Hillary organizou seu primeiro périplo sul-americano. Vem com algum cuidado, para sentir o pulso da região e diagnosticar possibilidades. Não traz na bolsa projetos acabados, ainda que seu marido tenha sido o principal mentor da falecida Alca. Mas tem um firme propósito: desbravar novos caminhos de hegemonia em uma região na qual os Estados Unidos perderam muito espaço nos últimos dez anos.

O período republicano foi ironicamente positivo para as forças progressistas latino-americanas. A política imperialista comandada por George W. Bush, cujo momento simbólico foi o apoio ao golpe cívico-militar na Venezuela em 2002, teve efeito tóxico sobre o compadrio das elites locais com a grande potência ao norte. Acabou por incentivar uma nova onda nacionalista no continente, um dos afluentes que levaram a importantes vitórias eleitorais dos partidos de esquerda.

A existência de governos progressistas, contudo, não é o único ingrediente constrangedor para a Casa Branca. O avanço na integração regional, por exemplo, culminada com a proposta de criação de uma comunidade latino-americana sem a participação dos Estados Unidos, não faz a felicidade da turma de Washington. Muito menos a emergência de nações, a exemplo do Brasil, que desafia interesses norte-americanos em outras regiões do planeta, como se passa com a questão iraniana.

A senhora Clinton, nessas circunstâncias, está assumindo a tarefa de tentar mudar uma realidade que lhes é desfavorável, de organizar uma contra-ofensiva que possa dividir e derrotar o bloco progressista. Como fazer isso, no entanto, são outros quinhentos. Os Estados Unidos são ainda um país muito poderoso, sob qualquer ponto de vista, mas enfermo.

Aparentemente o alforje da secretária de Estado traz bondades e maldades. Seus gestos associam propostas bilaterais de assistência econômico-social com ameaças desiguais e combinadas contra governos que auspiciam escapar à área de hegemonia norte-americana. Os objetivos aparentes: fortalecer os países aliados (especialmente Peru, Colômbia e Chile), neutralizar as nações mais frágeis, isolar o arco bolivariano comandado pela Venezuela e obrigar o Brasil a negociações em separado e pautadas principalmente pelos interesses de seus grupos empresariais.

Não se trata, parece evidente, apenas de uma estratégia comercial e financeira. Os Estados Unidos estão relançando sua capacidade de ação militar e de inteligência no continente. O Departamento de Estado também trata de reativar seus laços com grupos políticos e econômicos nacionais, bastante enfraquecidos na era Bush, em um esforço para construir alianças que possam se contrapor ao avanço das correntes de esquerda e nacionalistas.

A verdade é que o giro progressista no continente, depois da derrota dos golpistas venezuelanos em 2002, pode se desenvolver em um cenário de recuo da presença norte-americana. A viagem da senhora Clinton, no entanto, eventualmente signifique uma aposta na reversão desse quadro. Se assim for, os governos populares terão que se mover em um terreno de crescentes conflitos e tensões, no qual a aceleração e a radicalização da unidade regional serão indispensáveis para a continuidade do curso aberto com a eleição dos presidentes Hugo Chávez e Lula.

*Breno Altman é jornalista e diretor do sítio Opera Mundi

terça-feira, 2 de março de 2010

HILLARY CHEGA AO BRASIL PARA PRESSIONAR

2 março 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Uma semana após países do continente decidirem criar a Comunidade de Estados da América Latina e Caribe - sem a presença dos Estados Unidos -, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton iniciou, nesta segunda (01), uma viagem pela região. Para além do discurso de 'estreitar laços', ela chega com o objetivo concreto de tentar recuperar a influência estadunidense por aqui. Sinalizando que buscará impor suas posições, a secretária já começou a pressão para o Brasil apoiar sanções ao programa nuclear iraniano.

Hillary chega nesta terça (02), mas, ontem, na Argentina, ela já deixou claro que pretende se assegurar de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “compreende a preocupação mundial com o Irã”.

Segundo ela, foi constatado que o Irã “está violando as determinações da Agência Internacional de Energia Atômica e do Conselho de Segurança” da ONU. “Esse será um tema abordado pelo Conselho de Segurança, então quero me assegurar de que (o presidente Lula) tem a mesma compreensão que nós sobre como esse assunto vai se desenrolar”, declarou.

A senhora Clinton elogiou o governo argentino por sua posição em relação ao Irã, sublinhando a “liderança argentina na campanha da não proliferação nuclear”. De acordo com ela, o governo de Cristina Kirchner tem uma “compreensão clara sobre os perigos” das armas nucleares.

O discurso da secretária já antecipa qual deve ser o tom da sua vinda ao Brasil, no fim da tarde de hoje. E não poderia ser diferente, afinal, a visão dos Estados Unidos em relação à América Latina sempre foi neocolonialista, estabelecendo uma relação pautada na dominação, na imposição.

E, contrapondo-se aos desejos norte-americanos, o Brasil tem sido firme ao colocar que não se deve isolar o Irã e ao defender o direito do país asiático de desenvolver seu programa de enriquecimento de urânio com fins pacíficos. Apesar de o Irã negar objetivos bélicos, os Estados Unidos insistem nessa tese.

A chiadeira norte-americana em relação a uma aproximação Brasil-Irã ganhou corpo quando o presidente brasileiro anunciou que receberia o colega iraniano Mahmoud Ahmadinejad, em Brasília, em novembro passado. Agora, Lula deve retribuir a visita indo a Teerã em maio, apesar da grita dos Estados Unidos.

"Estou indo para o Irã como vou a qualquer país do mundo, e os Estados Unidos nunca me pediram para visitar algum lugar. Eles não têm de prestar contas a mim. Eles visitam quem eles querem e eu visito quem eu quero, dentro do direito soberano de cada país. Vou visitar o Irã e não terei de prestar contas a ninguém a não ser ao povo brasileiro”, tem dito Lula.

Na visita ao país, Hillary vai insistir na necessidade de o Brasil se somar às pressões ao Irã. “Queremos que os brasileiros sejam mais enérgicos com os iranianos”, disse na semana passada o norte-americano Arturo Valenzuela, assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental, com a arrogância inerente à sua posição.
O fato é que o tour da senhora Clinton nada tem de amigável, apesar das aparências. Ao longo da história, os EUA já mostraram diversas vezes que seus interesses são antagônicos aos dos povos da América Latina.

Com a chegada de Barack Obama ao governo, surgiram esperanças de que poderia haver “um recomeço nas relações com o continente”, como prometeu o próprio presidente. Mas as atitudes consumadas seguiram em caminho oposto ao discurso, - vide a reativação da Quarta Frota, a instalação de novas bases militares na Colômbia, o apoio ao golpe de Honduras, a manutenção do bloqueio a Cuba e o eterno ar de dominador com o qual os Estados Unidos se dirigem aos demais países.

Com os esforços de integração regional - sem a presença norte-americana - avançando cada vez mais sobre as bases da solidariedade e das justas relações, os Estados Unidos se viram perdendo espaço no continente. É nesse cenário que se dá a viagem de Hillary, que acena com pequenos gestos aos países, na tentativa de mostrar força.

Ontem, Hillary, em encontro com Cristina Kirchner, ofereceu-se para mediar o conflito entre Argentina e Inglaterra por causa das Ilhas Malvinas. "Gostaríamos de ver a Argentina e a Grã-Bretanha na mesa de negociações" discutindo a situação, disse. Cristina agradeceu "a amável intermediação" de Washington.

Antes, a secretária esteve no Uruguai, onde assitiu à posse do novo presidnete José Mujica e tratou de temas como a capitalização do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o aumento de investidores norte-americanos no Uruguai.

Nesta terça pela manhã ela chegou ao Chile, para discutir com autoridades locais como Washington “pode contribuir” para o esforço internacional de “ajuda” ao país, vítima de um terremoto que matou cerca de 700 pessoas – mais uma forma de o país norte-americano posar de “bom moço” diante da comunidade internacional. (Por Joana Rozowykwiat. Da Redação, com agências.)

sábado, 8 de agosto de 2009

Honduras/UN GOLPE HECHO A LA MEDIDA DE LOS LOBBISTAS DE LA CASA BLANCA

Columna Semanal de Amy Goodman, presentadora de Democracy Now!


Escuche

Por Amy Goodman

Publicado el 5 de agosto, 2009

El Presidente de Honduras Manuel Zelaya, que fue derrocado y enviado al exilio en plena madrugada hace poco más de un mes, goza de apoyo mundial para su regreso, con la excepción del gobierno de Obama. A pesar de que Barack Obama inicialmente calificó el derrocamiento de Zelaya por parte de los militares como un golpe, su gobierno dio marcha atrás. La Secretaria de Estado Hillary Clinton dijo que el intento de Zelaya de cruzar la frontera hacia Honduras fue “irresponsable”. ¿Será que los lobbistas que tienen una posición privilegiada en Washington están forjando la política exterior estadounidense?
Lanny Davis fue asesor especial del Presidente Bill Clinton de 1996 a 1998, se desempeñó como abogado, administrador de crisis y vocero a lo largo de los diversos escándalos de Clinton. Davis ha desarrollado una especialidad muy lucrativa como socio de Orrick, Herrington & Sutcliffe, que ofrece un servicio “único de asesoramiento en comunicaciones en situaciones de crisis legal" y brinda apoyo a personas involucradas en investigaciones o escándalos. Según recientes documentos presentados al Congreso, Davis está haciendo lobby para el capítulo hondureño del Consejo de Empresarios de América Latina (CEAL). Zelaya recientemente había aumentado el salario mínimo en Honduras.
Davis declaró ante el Congreso el 10 de julio y dijo que sus clientes “consideran que la mejor oportunidad para una solución es el diálogo entre el Sr. Zelaya y el Presidente [Roberto] Micheletti, con la mediación del Presidente [Óscar] Arias, que está teniendo lugar en este momento en Costa Rica”. Esto lo dijo antes de que la mediación de Arias terminara en un llamado a favor del retorno de Zelaya. El portavoz del golpe César Cáceres dijo: “El anterior presidente de Honduras nunca podrá volver a asumir la presidencia porque ha declarado fracasada la mediación".
Davis continuó su declaración ante el Congreso: “Nadie quiere que se derrame sangre, y nadie debería estar incitando a la violencia”. Sin embargo, varios seguidores de Zelaya fueron asesinados, y ha habido un gran ataque a los medios independientes, lo cual ha provocado que sea muy difícil obtener información.
En una comunicación telefónica que mantuve con Zelaya cuando se encontraba en Nicaragua, cerca de la frontera con Honduras, le pregunté acerca de la reticencia de Obama a utilizar la palabra golpe. Me dijo: “La humanidad entera, gobiernos, organismos internacionales, todos los abogados y jueces del mundo han calificado el hecho de capturar a un presidente a las cinco de la mañana sin hacerle ningún juicio, capturarlo a balazos, como un golpe de Estado. Nadie duda de que eso es un golpe de Estado.”
Bennet Ratcliff, otro personaje vinculado al gobierno de Clinton, fue un asesor fundamental del presidente de facto Micheletti durante las negociaciones de Costa Rica. Según la biografía que figura en la página web de su empresa, Ratcliff creó “anuncios de televisión y radio para las campañas del Presidente Bill Clinton de 1992 y 1996”. Otra socia de la empresa, Melissa Ratcliff, “trabajó como estratega de comunicaciones para la Casa Blanca durante el gobierno de Clinton”. Su empresa promete “acceso a autoridades clave y personas influyentes”.
El lobbista Roger Noriega tiene objetivos similares en contra de Zelaya. Noriega fue Subsecretario de Estado para América Latina durante el gobierno de George W. Bush y es ex asistente del Senador Jesse Helms. Noriega fue contratado para hacer lobby a favor del golpe por la Asociación Hondureña de Maquiladoras, propietarios de fábricas que exportan productos, principalmente a Estados Unidos, y pagan salarios muy bajos.
Tanto Noriega como Davis representan a los intereses empresariales que se benefician del “libre comercio” con Estados Unidos. Zelaya, electo originalmente con el apoyo del sector empresarial hondureño, dio un giro hacia políticas más populares. Recientemente hizo que Honduras pasara a formar parte del bloque comercial Alternativa Bolivariana para las Américas (ALBA), conformado por países como Venezuela y Bolivia para contrarrestar el dominio económico de Estados Unidos.
Durante la campaña presidencial de Hillary Clinton, Davis repitió una y otra vez la afirmación de que Obama no sería capaz de manejar una crisis “si lo llamaban a las 3 de la madrugada”.
En su reciente vista a África, Obama habló sobre la importancia de la democracia. Sin embargo, en su propio patio trasero hay un golpe de Estado y su gobierno ha hecho muy poco para revertirlo. Obama viajará a México el 9 de agosto para reunirse con el Presidente Felipe Calderón y el Primer Ministro canadiense, Stephen Harper. Se prevé que Honduras sea uno de los temas de la agenda. La llamada a las 3 de la madrugada ya se hizo. ¿A quién escuchará Obama? ¿A la democracia, o a los “expertos” contratados por los intereses especiales, contra quienes Obama prometió el cambio?

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Denis Moynihan colaboró en la producción periodística de esta columna.
Texto en inglés traducido por Mercedes Camps y Democracy Now! en español, spanish@democracynow.org

Amy Goodman es la presentadora de “Democracy Now!”, un noticiero internacional diario de una hora que se emite en más de 550 emisoras de radio y televisión en inglés y en 200 emisoras en español. Es coautora del libro “Standing Up to the Madness: Ordinary Heroes in Extraordinary Times,” recientemente publicado en edición de bolsillo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Honduras/Zelaya: "¡No hay negociaciones con los golpistas, no hay!"




Manuel Zelaya ofreció la rueda de prensa desde el Ocotal a 220 kilómetros de Managua, junto a sus seguidores. (Foto: Efe)

27 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Zelaya dijo que no viajará a Washington este martes tras ser invitado por la secretaria de Estado, Hillary Clinton, porque ''no puedo dejar aquí a la gente que está viniendo de Honduras''. En este sentido, consideró que Clinton “debe denunciar la represión, la violación de los derechos humanos, de la libertad de prensa, todas las persecuciones, los allanamientos sin orden judicial y al mismo tiempo las capturas, las personas que están siendo reprimidas a nivel nacional”.


El presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, ofreció una rueda de prensa la noche de este domingo desde el Ocotal, cerca de la frontera de Nicaragua y su nación, en la que expresó que no habrá ningún tipo de negociación con los golpistas que lo derrocaron el pasado 28 de junio.

"¡No hay negociaciones con los golpistas, no hay!", exclamó el mandatario al tiempo que exhortó a la población que lo ha acompañado y exige su retorno a la presidencia, a resistir en la lucha.

Zelaya declaró que organizará en la localidad nicaragüense un frente cívico de resistencia contra el golpe, y reafirmó que no seguirá negociando con el líder del gobierno de facto y promotor del golpe de Estado, Roberto Micheletti.

A 220 kilómetros de Managua, donde se concentran seguidores que cruzaron la frontera desde Honduras a pesar del toque de queda indefinido y las represiones por parte de las autoridades de ese país, se negó a viajar a Washington ni a una cumbre mesoamericana en San José.

"No puedo dejar aquí a la gente que está viniendo de Honduras", explicó el mandatario, que recibió una invitación del gobierno de Estados Unidos (EE.UU.) para que viajara al país y se conversara sobre su retorno. "No me estoy moviendo ahora de Ocotal", afrimó.

"Lo que espero de los Estados Unidos es que sean fuertes y reacios, y además que aclaren su posición frente al Gobierno golpista, porque en las últimas declaraciones he visto que ha desaparecido el término 'golpe de Estado', cuando al principio lo usaron", dijo Zelaya en declaraciones a la prensa en Ocotal.

El término "golpe de Estado", afirmó Zelaya, "lo usó directamente el propio presidente Barack Obama", de quien dijo: "siento que la posición su es firme".

Mientras, el presidente consideró que la posición de la secretaria de Estado del país norteamericano, Hillary Clinton, "al principio fue firme; ahora siento que ya no está realmente denunciando ni está actuando contra la represión que está sufriendo Honduras".

En este sentido, consideró que Clinton "debe denunciar la represión, la violación de los derechos humanos, de la libertad de prensa, todas las persecuciones, los allanamientos sin orden judicial y al mismo tiempo las capturas, las personas que están siendo reprimidas a nivel nacional".

Además, la secretaria de Estado "debe darse cuenta que con aprobación de muchos círculos muy negros en el poder de las derechas norteamericanas, que ya sacaron la cara, incluyéndose senadores, está este golpe manteniéndose allí".

Grupos de entre 20 a 50 personas ingresan a la localidad fronteriza de Las Manos a través de montañas, para evadir los obstáculos y retenes militares sobre la carretera y se han instalado en Ocotal, en el vigésimo noveno día de protestas consecutivas.

En vista de las multitudinarias marchas que se dirigían al encuentro con el presidente legítimo del país centroamericano, el promotor del golpe de Estado, Roberto Micheletti, amplió este lunes el toque de queda en la zona fronteriza con Nicaragua.

Honduras/LA DEFECCIÓN DE ÓSCAR ARIAS

27 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Editorial de La Jornada (México)

Arias cometió el grave dislate de descalificar a Zelaya por su reciente –y breve– incursión en suelo hondureño y por su decisión de apostarse en un punto de la frontera entre Nicaragua y su país, medidas que, dijo, no ayudan a la reconciliación. Por añadidura, el político costarricense criticó a su homólogo derrocado por haber incorporado a Honduras a la Alternativa Bolivariana para las Américas (Alba), decisión soberana sobre la que no le corresponde pronunciarse.


A casi un mes del golpe de Estado perpetrado en Honduras, resulta clara la existencia de una fractura en el entorno democrático internacional: mientras que, por una parte, diversos gobiernos latinoamericanos han exigido el retorno al cargo del presidente constitucional de ese país centroamericano, Manuel Zelaya, la secretaria de Estado estadunidense, Hillary Clinton, y el presidente costarricense, Óscar Arias, por la otra, han tenido diversas expresiones de complacencia hacia los golpistas y el régimen espurio que encabeza Roberto Micheletti.

Son de sobra conocidas las contradicciones en materia de política exterior del nuevo gobierno estadunidense y las discordancias entre el presidente Barack Obama y diversos estamentos del poder, en particular las agencias de inteligencia, sectores del Departamento de Defensa y, por supuesto, la propia Clinton. Es sabido, también, que ésta mantiene añejos vínculos políticos con individuos afines al cuartelazo que hace un mes interrumpió el orden democrático hondureño e implantó una dictadura cada vez más desembozada y abiertamente represiva. Por ello, es claro –aunque resulte exasperante– que una de las pistas fundamentales por las que transcurre la crisis del país centroamericano se encuentra en Washington, y de lo que se negocie en las oficinas ejecutivas y legislativas estadunidenses dependerá, en buena medida, la posibilidad de restituir la institucionalidad y la legalidad quebrantadas en Honduras.

A estas alturas se ha hecho evidente, también, el papel de Óscar Arias como parapeto diplomático del régimen de facto implantado en esa nación, ya que cuando las diplomacias latinoamericanas confiaron al mandatario costarricense una tarea de gestión para negociar los términos del retorno de Zelaya a la presidencia hondureña, éste fue mucho más allá de sus atribuciones y formuló un plan –al que denominó Declaración de San José– que otorgaba beneficios políticos injustificados e inmerecidos a quienes son, de acuerdo con el derecho internacional y el hondureño, delincuentes: su participación en un gobierno de unidad nacional y la suspensión definitiva de la consulta que el mandatario constitucional pretendía realizar en torno a la relección,lo cual fue una bocanada de oxígeno al entonces cercado régimen espurio, cuyos cabecillas se envalentonaron y rechazaron la propuesta.

Debe considerarse, a este respecto, que más allá de la inadmisible perpetuación del gobierno espurio hondureño, el que se otorgue cualquier clase de premio político e institucional a los golpistas sentaría un precedente nefasto para el futuro de las democracias en el hemisferio; es indispensable, por tanto, impedir que proliferen sectores políticos tentados a usar la fuerza militar institucional para la obtención de cuotas de poder.

Ayer, Arias cometió el grave dislate de descalificar a Zelaya por su reciente –y breve– incursión en suelo hondureño y por su decisión de apostarse en un punto de la frontera entre Nicaragua y su país, medidas que, dijo, no ayudan a la reconciliación. Por añadidura, el político costarricense criticó a su homólogo derrocado por haber incorporado a Honduras a la Alternativa Bolivariana para las Américas (Alba), decisión soberana sobre la que no le corresponde pronunciarse.

En contraste con las inconsecuencias y extravíos de Arias, el secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), el chileno José Miguel Insulza, quien no se ha caracterizado en su gestión por posturas radicales, señaló que la determinación de Zelaya de retornar a Honduras es absolutamente legítima.

Con estos hechos, sumados al rechazo de los golpistas a su propuesta, Arias ha dejado en claro que busca otorgar márgenes de acción a quienes quebrantaron el orden constitucional y la democracia en Honduras y que no es capaz de ostentar la necesaria imparcialidad para gestionar una solución a la crisis política de ese país. De esa forma ha reducido las posibilidades de la diplomacia latinoamericana para buscar una salida al conflicto y ha firmado su propia defección del bando democrático.

En esa circunstancia, con una gestión internacional debilitada por la defección de Arias y por las soterradas disputas en la administración de Obama, cabe esperar que tenga éxito la lucha de los propios hondureños por restituir su sistema democrático y reponer en el cargo a su presidente constitucional.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Honduras/TODO VA SOBRE LA CONSTITUCIÓN

21 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.ne

Por: Nikolas Kozzloff

En diciembre de 2008, incluso antes de su estreno, Obama recibió una iracunda carta del presidente de Honduras, Manuel Zelaya, exigiendo un punto final a la arrogancia e intervencionismo de los embajadores estadounidenses en Tegucigalpa.

Los liberales que han idealizado a Obama no quieren creer que su presidente sea capaz de comportarse como un abusón con Latinoamérica. Era Bush, dicen, el que encarnaba el estilo arrogante de imperialismo estadounidense y no el nuevo inquilino del 1600 de Pennsylvania Avenue. Sin embargo, hechos recientes en Centroamérica nos fuerzan a mirar a la administración Obama con una nueva y desilusionante luz. Mientras no está claro si Obama fue avisado con anterioridad del inminente golpe militar en Honduras, la Casa Blanca no ha salido impoluta del caso Zelaya.

En diciembre de 2008, incluso antes de su estreno, Obama recibió una iracunda carta del presidente de Honduras, Manuel Zelaya, exigiendo un punto final a la arrogancia e intervencionismo de los embajadores estadounidenses en Tegucigalpa. Sólo ocho meses antes, el embajador estadounidense, Hugo Lorens, la tomó con el gobierno haciendo declaraciones incendiarias. Durante una rueda de prensa el diplomático declaró que el intento de Zelaya de reescribir la constitución era "un asunto hondureño y delicado como para comentar algo siendo un diplomático extranjero." Pero entonces, contradiciéndose a sí mismo e insertándose en el volátil entorno político, Lorens reseñó que "no puedes violar la constitución para crear una constitución, porque si no tienes una constitución, reina la ley de la selva."

Si Obama iba en serio con lo de restaurar la credibilidad moral de EE.UU. en el mundo entero, podría haber limpiado la casa deshaciéndose de los delegados de Bush tales como Lorens. Emigrado de la Cuba de Castro, Lorens trabajó como Tesorero Auxiliar del Chase Manhattan Bank antes de entrar en el Servicio Diplomático. Como Director adjunto de la Oficina de Políticas Económicas y Suma Coordinación en el Departamento de Estado, durante la época de Clinton, jugó un papel importante atacando la corporativamente-amistosa Zona de Libre Comercio de las Américas (FTAA en sus siglas en inglés). Pero fue principalmente en los años de Bush cuando Lorens se distinguió sirviendo como Director de Asuntos Andinos en el Consejo de Seguridad Nacional (NSC en inglés). En el NSC Lorens fue el consejero más importante para Bush y Condoleezza Rice en asuntos pertenecientes a Colombia, Venezuela, Bolivia, Perú| y Ecuador.

A la vez que el intento de Zelaya de reescribir la constitución hondureña antagonizó con Lorens, también encendió a la élite local empresarial y, sin duda, a las autoridades de la política exterior estadounidense. Quizás estos grupos temieran una repetición en Honduras de la "marea rosa" sudamericana: a lo largo de la región, líderes de izquierda desde Hugo Chávez a Rafael Correa han movilizado a la sociedad civil en un esfuerzo por reescribir sus respectivas constituciones nacionales.

La constitución de 1999 de Chávez proporciona unos de los contenidos más comprensivos en derechos humanos a la vez que incluye especial protección para la mujer, los pueblos indígenas y el medio ambiente. Además, la constitución permite a un ciudadano extranjero participar de la vida nacional. El preámbulo establece que uno de los objetivos de la Constitución es la instauración de una democracia participativa conseguida a través de representantes elegidos, votos populares en referendums y, puede que lo más importante, movilización popular. Fue la constitución de Chávez la que le ayudó en Venezuela a solidificar su alianza con los sectores de la población tradicionalmente marginados.

En Ecuador los partidos políticos tradicionales y las élites acaudaladas etiquetaron a Correa de "dictatorial" después de que el presidente hiciera un llamamiento a empezar la redacción de una nueva constitución. Sin embargo, al final, una gran pluralidad de votantes aprobó la nueva constitución de 2008 que ofrece sanidad universal y gratuita, derecho universal al agua y la prohibición de su privatización y una redistribución de grandes latifundios en desuso. Incluso en un tono más dramático, la constitución declara que Ecuador es un "estado pacífico" y deja fuera de la ley a bases militares extranjeras en suelo ecuatoriano.

Como explico en mi libro, recientemente editado, ¡Revolución! Sudamérica y el ascenso de la Nueva Izquierda, últimamente ha habido potentes alianzas entre líderes de izquierda latinos por una parte y dinámicos movimientos sociales por la otra. En Ecuador apoyaron la nueva constitución tanto la principal federación indígena como la clase obrera organizada. De hecho, el intento de Correa de redactar una nueva constitución pudo ayudarle a establecer lazos más estrechos entre la presidencia y las fuerzas sociales progresistas como en la Venezuela de Chávez.

El embrollo de Honduras ha sido descrito en los medios como un tira y afloja sobre poderes presidenciales y límites de legislatura. Pero mientras que cualquier nueva constitución puede haber extendido el período de legislatura, tal reforma podría haber llevado también a nuevas enmiendas progresistas a la ley y a una mayor radicalización en la base. En años recientes Honduras ha visto surgir una vibrante escena política y social incluyendo obreros, garifuna (gente afrohondureña) e indígenas. Si Zelaya hubiera tenido éxito en su puja por una reforma constitucional, habría podido movilizar a esos grupos.

¿Cuál es la conexión entre los intereses estadounidenses y la reforma constitucional? Si tenía usted alguna duda sobre las verdaderas intenciones de Washington en Honduras, tome en consideración la siguiente información de la agencia AP del 8 de julio sobre las negociaciones diplomáticas entre el régimen golpista y el expulsado presidente Zelaya: "Clinton no discutiría los detalles del proceso de mediación, que ha dicho empezaría pronto, pero un alto cargo estadounidense dijo que una opción que se barajaba sería la de conseguir un compromiso bajo el cual se permitiría la vuelta a Zelaya, el cual terminaría los seis meses que le quedan de mandato con poderes limitados (en cursiva). Zelaya, por su parte, prometería abandonar toda aspiración a un cambio constitucional."

Entonces es el Departamento de Estado bajo Hillary Clinton, el que, espiritualmente aliado con figuras del viejo régimen Bush, está buscando cortar reformas constitucionales en Honduras--- reformas que podrían llevar a la movilización popular como hemos visto en Ecuador y Venezuela. Obama mientras tanto ha condenado el golpe pero su fracaso en sujetar las riendas de Lorens o Clinton sugiere que él también cree que la propuesta de Zelaya para una reforma constitucional es peligrosa y debe ser detenida. (Tomado de Rebelión.org / Traducido por Andrés Prado)