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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Livro/Guerras híbridas: militarização da teoria do caos



William Nozaki

Neste livro, Guerras Híbridas: das Revoluções Coloridas aos Golpes, o analista político russo Andrew Korybko desvenda um novo conceito para explicar as atuais táticas dos
EUA para a desestabilização e a derrubada de governos. A guerra híbrida é a combinação de revoluções coloridas e guerras não convencionais como forma de alinhar Estados e sociedades aos interesses da política de segurança e defesa norte-americanas. Partindo do estudo de caso da Síria e da Ucrânia, o autor demonstra um modus operandi que também pode ser facilmente identificado em outros conflitos travados, por exemplo, no Oriente Médio e na América Latina. Nesse sentido, a guerra híbrida é o novo modelo de intervenção político-militar do século XXI.

A guerra híbrida é o emprego do poder através de um conjunto de intervenções de toda ordem

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

POR QUE HILLARY É BEM PIOR QUE TRUMP?



2 agosto 2016, Tlaxcla http://www.tlaxcala-int.org (Mexico)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity

Entrevista com Diana Johnstone, autora de "Hillary Clinton: Rainha do Caos"


Diana Johnstone é, talvez, uma das comentaristas da política europeia e estadunidense mais reputada na esquerda.  Colaboradora, entre outros, de Counterpunch, Johnstone, tornou-se conhecida na Europa por suas críticas à política ocidental durante as guerras nos Balcãs, acaba de publicar um livro sobre Hillary Clinton que tem como título “Hillary Clinton: Rainha do caos”. A entrevistou para lamarea.com Ángel Ferrero.

Os meios estadunidenses têm colocado sua atenção nestas primárias em Donald Trump. Porém, em sua opinião, Hillary Clinton também deveria ser motivo de preocupação. Tem-na descrito como “a rainha do caos”. Por quê?

Trump consegue manchete por que é uma novidade, um homem midiático que diz coisas polêmicas. É visto como um intruso em um espetáculo eleitoral desenhado para transformar Clinton na “primeira mulher presidenta dos Estados Unidos”. Por que a chamo de rainha do caos? Em primeiro lugar, por causa da Líbia. Hillary foi, em grande medida, responsável pela guerra que afundou a Líbia no caos, um caos que se estende até

terça-feira, 12 de julho de 2016

Brasil/Em entrevista a RBA, Dilma reforça importância da legitimidade popular



11 julho 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Hylda Cavalcanti, Marilu Cabañas
e Paulo Donizetti de Souza, na Rede Brasil Atual



Naquele 6 de julho em que o advogado José Eduardo Cardozo leria o documento para a comissão do impeachment no Senado não houve pedaladas. “Hoje não deu”, diz a presidenta afastada Dilma Rousseff, que anda de bicicleta por cerca de uma hora “quase” todas as manhãs. “Ficamos até mais de duas da manhã escrevendo aquele trem”, disse, suportando o cansaço com energia e um tanto de humor.

Para ela, a tese é trágica e burra. “Ninguém vai me convencer que uma sociedade que exclua as pessoas, que condene as pessoas à miséria, que transforme certas questões básicas da civilização, como o acesso à educação, é uma sociedade em que as pessoas queiram criar seus filhos. Não acredito.”

Apesar das dificuldades, garante estar confiante. Está previsto para entre 22 e 26 de agosto – na média, como ela mesma observa, em 24 de agosto, dia do suicídio de Getúlio Vargas – o julgamento final do processo no Senado. Desta vez, afirma, a democracia irá renascer.

Como foi seu encontro com o ex-presidente Lula hoje?

Nós sempre nos vemos. Conversar com o presidente Lula é sempre bom, porque é uma pessoa interessadíssima nos destinos do Brasil. Ele vem sempre com uma agenda forte de luta e perseverança. Nós teremos algumas agendas juntos, mas não está ainda claro qual dia será nem onde será. Nós estamos com uma expectativa extremamente positiva para reverter esse processo de impeachment, que consideramos fraudulento e

terça-feira, 7 de junho de 2016

EUA/HILLARY CLINTON, A RAÍNHA DO CAOS -- Um livro de Diana Johnstone



6 junho 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)



Nas eleições presidenciais de 2008 nos EUA, a técnica de vender ao mundo um presidente foi, desde início, um enorme logro coroado de sucesso.

Ao contrário, os candidatos que parecem estar destinados à disputa eleitoral de 2016, Hillary Clinton e Donald Trump, não só não suscitam qualquer entusiasmo no mundo como levantam por todo o lado uma indignada interrogação: como é possível?

Neste texto, Miguel Urbano chama a atenção para um livro a lançar esta semana em Portugal que, «apoiando-se numa documentação exaustiva, apresenta de Hillary um perfil tão assustador que muitos eleitores norte-americanos podem concluir que ela é mais perigosa do que Donald Trump.»

São poucos os escritores progressistas norte-americanos cujos livros denunciam a estratégia de dominação planetária dos EUA como ameaça à Humanidade.

Diana Johnstone é quase uma exceção. Não é marxista nem revolucionária e acredita nos valores da democracia ocidental. O que critica é

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Portugal/RESPOSTAS ÀS PERGUNTAS FEITAS PELO SEMANÁRIOEXPRESSO – mas este diz que não as recebeu e por isso não publica(ou)

2 junho 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Eugénio Rosa*

Em 26 de Maio de 2014, recebi do Expresso um email a solicitar a minha participação num artigo que o semanário estava a preparar sobre o livro de Thomas Piketty, "Capital no século XXI", com cinco perguntas para eu responder. E pedia-me o envio das respostas até 4ª feira (28 de Maio) por correio eletrónico, o que fiz, cumprindo assim o prazo estabelecido. Como não recebesse a confirmação da receção das minhas respostas, apesar de ter solicitado, enviei nova mensagem pedindo uma resposta, tendo só então sido informado que não tinham recebido as minhas respostas (!!!) e que por isso não tinham sido incluídas no artigo do Expresso, e não seriam publicadas. Para que os leitores possam ler e avaliar as respostas às perguntas feitas pelo semanário Expressoque não serão publicadas na edição de 31/05/2014 decidi divulgá-las, até porque é previsível que no Expresso do próximo sábado serão publicadas opiniões diferentes sobre as mesmas questões e, assim, os leitores interessados no contraditório, essencial para uma informação objetiva, poderão confrontá-las.

1º PERGUNTA FEITA PELO EXPRESSO : A principal contradição do capitalismo (pág. 571 do livro de Piketty) faz sentido? É de esperar que se mantenha no futuro?

RESPOSTA QUE O EXPRESSO AFIRMA NÃO TER RECEBIDO. O agravamento da desigualdade na repartição do rendimento entre o Capital e o Trabalho, que tem aumentado ao longo dos anos, e que se agravou com o domínio do capital financeiro, facilitada pela liberdade total dos movimentos do capital, e a apropriação parasitária por este de uma parcela crescente da riqueza, que Piketty prefere designar, para suavizar, por "uma taxa de retorno do capital superior ao crescimento do PIB". não é em si uma causa, mas sim uma consequência de uma contradição mais profunda que carateriza o capitalismo: o domínio da economia, quer nacionais quer mundial, pelos grandes grupos económicos e financeiros e, consequentemente, a concentração numa minoria cada vez mais reduzida (os 0,1% da população

quinta-feira, 29 de maio de 2014

DAVID HARVEY: AS CONTRADIÇÕES DO CAPITALISMO

29 maio 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

David Harvey é professor de antropologia e geografia do Centro de Graduação da City University of New York (CUNY). Dá aulas sobre O Capital de Marx há mais de 40 anos e é autor de um 'guia de leitura', em dois volumes, para ler a grande obra de Marx. Essa leitura microscópica de O Capital é fruto de uma série de 13 conferências, cujos vídeos Harvey distribuiu online.

11/4/2014, entrevista a Jonathan Derbyshire, Prospect Magazine, UK - http://goo.gl/0Fac3k

Seu livro mais recente é 17 Contradições e o Fim do Capitalismo.[1] O livro começa com uminsight de Marx - que crises periódicas são endêmicas nas economias capitalistas - e oferece uma análise da atual conjuntura histórica. Conversei com o professor Harvey em Londres, semana passada.
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Prospect Magazine: No início do livro, o senhor observa, como outros também observaram, que há algo de diferente na mais recente crise do capitalismo, a crise financeira global de 2008. "Seria de esperar que todos" - o senhor escreveu lá - "tivessem diagnósticos concorrentes a oferecer sobre o que está errado, e que houvesse uma proliferação de propostas de o que fazer para corrigir tudo. O que mais surpreende hoje é a miséria de pensamento novo e de novas políticas." Por que não há nem diagnósticos nem propostas nem ideias novas? 

David Harvey: Uma hipótese é que a concentração de poder de classe que se vê hoje é de tal modo gigantesca, que não há por que a classe capitalista precise ou queira ver qualquer tipo de pensamento novo. A situação, por mais que seja disruptiva para a economia, não é necessariamente disruptiva para a capacidade de os ricos acumularem

sábado, 10 de maio de 2014

PAÍSES CON AMPLIOS RECURSOS NATURALES EN LA MIRA DE LAS GRANDES CORPORACIONES

9 mayo 2014, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

(Mercosul & CPLP incluiu nesta postagem uma esclarecedora entrevista concedida por John Perkins a Amy Goodman sobre o seu livro "Confissões de um Assassino Económico".)

El autor del libro “Economic Hit Man” o “sicario económico”, Jhon Perkins, denunció que el gobierno y los militares de su país están trabajando con los empresarios que manejan las grandes corporaciones económicas en el mundo, y que de manera fraudulenta pretenden privatizar la económica de un país.

El economista, escritor y activista social estadounidense, Jhon Perkins, afirmó este viernes que los empresarios que manejan las grandes corporaciones económicas en el mundo siempre han buscado apoderarse -- mediante operaciones económicas fraudulentas -- de los países que gozan de amplios recursos naturales como el petróleo; al tiempo que denunció, que el gobierno y los militares de su país están trabajando con esas personas.

Perkins, autor del libro “Economic Hit Man”

terça-feira, 6 de maio de 2014

Portugal/"EM DEFESA DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL"

6 maio 2014, Resistir.info http://www. resistir.info (Portugal)


O novo livro do Prof. João Ferreira do Amaral, "Em defesa da independência nacional", pode ser adquirido aqui . http://www.wook.pt/ficha/em-defesa-da-independencia-nacional/a/id/15677384

"A nossa soberania, perdida apenas durante o domínio filipino, está outra vez em perigo. Vivemos num País que não tem a liberdade de fixar o salário mínimo nacional; ou sequer de restabelecer a linha aérea Lisboa-Bragança. São exemplos menores de um mal maior. Ao perdermos autonomia monetária e económica, abdicámos da soberania. E novas ameaças se perfilam. O passo seguinte é submeter os orçamentos de estado à aprovação de Bruxelas. E passarmos anos ao serviço dos interesses germânicos por termos uma dívida superior a 60% do PIB. 

Hoje ameaça-nos uma legião de burocratas europeus. Usam outras armas, legislativas e económicas. E, comandados por

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Brasil/CCBB Brasília apresenta até setembro exposição sobre a imprensa na ditadura militar



6 agosto 2013, GPS Brasília http://www.gpsbrasilia.com.br (Brasil)


Depois de servir de inspiração para filmes e livros, a ditadura militar é contada agora por meio de exposição. Batizada de Resistir é preciso, a mostra fica em cartaz até 22 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brasil/Lançamento: “O mundo falava árabe”



Diálogos do Sul http://www.dialogosdosul.org.br (Brasil)

O Espaço Cultural Diálogos do Sul e o Memorial da América Latina convidam para o lançamento do livro “O mundo falava árabe”, de Beatriz Bíssio. Nessa obra, produto de densa pesquisa acadêmica realizada para sua tese de doutoramento, Beatriz Bissio procura traçar, a partir de uma espécie de cruzamento dos textos do historiador Ibn Khaldun (1332-1406) e do viajante Ibn Battuta (1304-1368), um diagrama da civilização do islã clássico, neles encontrando os elementos característicos do autêntico amálgama cultural operado pelos árabes, uma das maiores comunidades de imigrantes radicadas em São Paulo.

 Entrada Franca. Dia 13 de junho, quinta-feira, às 19 horas, na Biblioteca Latino-americana do Memorial da América Latina. Informações: 11 38234780 – Av Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Metrô Barra Funda.



 

Participará da conversa com público o professor Mamede Mustafa Jarouche, titular de Letras Árabes da Universidade de São Paulo,

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Brasil/DOIS LIVROS IMPORTANTES

11 junho 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

João Guilherme Vargas Netto *

Há dois livros que merecem ser lidos e estudados por todos aqueles que se interessam pela luta dos trabalhadores e pelo movimento sindical.
São edições recentes (ano 2009) produzidas pelas próprias instituições e distribuídas gratuitamente aos interessados.

O primeiro deles é da OIT (www.oitbrasil.org.br) “Duração do trabalho em todo o mundo – Tendências de jornadas de trabalho, legislações e políticas numa perspectiva global comparada” (232 páginas mais índices), elaborado por três técnicos da instituição, Sangheon Lee, Deirdre McCann e Jon C. Messenger, em sete anos de trabalho. Em seu prefácio destaca-se que os estudos sistemáticos sobre as jornadas de trabalho, tanto nos países industrializados como nos países em desenvolvimento, são “surpreendentemente raros”, o que valoriza ainda mais a edição brasileira quando o movimento sindical luta para conseguir a redução constitucional da jornada.

O segundo, de responsabilidade do DIEESE (www.dieese.org.br), parcialmente financiado pela Fundação Ford e apresentado pelas seis centrais sindicais – CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT – é o “Salário Mínimo – Instrumento de Combate à Desigualdade” (252 páginas), que tem como objetivo tratar – de maneira abrangente – as diferentes dimensões que o salário mínimo assume no debate que se desenvolve na sociedade brasileira (destaco, por exemplo, o importante capítulo 11 – Salário Mínimo e os Pisos Estaduais – fonte essencial para o estudo e a divulgação do tema).

O livro da OIT é arma para a luta em curso pela redução da jornada sem redução de salário.

O livro do DIEESE valoriza a vitória do movimento sindical e dos trabalhadores ao garantir, junto com o governo federal, uma política permanente de valorização do salário mínimo, “uma das mais bem sucedidas experiências de ação unitária das Centrais nos últimos anos”.

* É consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo

terça-feira, 25 de maio de 2010

Angola/Livro "A África responde a Sarkozy" é apresentado em Luanda

Luanda, 24 maio 2010 (Angola Press) - O livro intitulado “A África responde a Sarkozy”, de 22 autores africanos, foi apresentado hoje, em Luanda, numa cerimónia ocorrida à margem do ciclo de conferências promovido pelo Ministério da Cultura no âmbito das celebrações do Dia de África, a assinalar-se a 25 deste mês.

O acto de apresentação do livro em Angola contou com a presença de um dos seus autores, o economista senegalês Demba Moussa Dembélé.

Demba Moussa Dembélé, que se encontra em Angola a propósito das celebrações do Dia de África, fez saber que o teor do livro serve para responder ao presidente francês Nicolas Sarkozy, que no seu discurso proferido na Universidade Cheikh Anta Diop, no Senegal, a três anos, apresentou uma imagem negativa de África.

A resposta, idealizada pelo ex-ministro da Cultura senegalês, Makhily Gassama, teve grande impacto em alguns países africanos e na Europa, tendo em conta que especialistas de várias áreas do saber juntaram-se para responder o presidente francês.

“O livro motivou várias conferências e debates, principalmente em França, o que levou a encontros de intelectuais franceses como os conselheiros do próprio presidente francês”, disse.

Há a necessidade de unir África, defendeu, voltando aos ideais de Nkwame Nkrumah, e para que não se ocidentalize o continente deve-se manter a união de modos a que em conjunto se possa solucionar os principais problemas.

Por seu turno o director do Instituto Nacional das Industrias Culturais (INIC), António Fonseca, disse que o livro trás 22 posicionamentos de intelectuais africanos, entre escritores, historiadores, economistas que responderam um discurso proferido há três anos.

Face ao seu posicionamento sobre o continente africano, acrescentou António Fonseca, estes intelectuais decidiram dar voz a discordância com o ponto de vista do presidente francês, daí que estes trazem uma visão contemporânea de África, contrariando as responsabilidades que são imputadas aos africanos sobre o tráfico negreiro, a pobreza, entre outros assuntos.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Portugal/SESSÕES DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS

14 maio 2010/Editorial «Avante!» Newsletter
newsletter@editorial-avante.pcp.pt

A propósito da publicação da tradução portuguesa do Livro Segundo de O Capital de Karl Marx, a Editorial «Avante!» e a Direcção da Organização Regional de Aveiro vão realizar uma sessão intitulada «O Capital revisitado» que terá lugar no dia 21 de Maio de 2010 pelas 21:00 no Hemicilo da Assembleia Municipal de Aveiro, Av. Lourenço Peixinho, nº 4, Aveiro.Usará da palavra José Barata-Moura.

Maio, Trabalho, Luta (Poemas)
A apresentação será feita por José Casanova.
Serão lidos poemas por vários artistas, a iniciativa terá lugar no próximo dia 25 de Maio (terça-feira), às 18 horas, no Centro Vitória, Av. da Liberdade, 170, Lisboa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Brasil/Livro conta história de advogados que atuaram contra ditadura

19 agosto 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Uma pesquisa sobre os advogados que atuaram de forma voluntária e gratuita durante a ditadura militar, defendendo os presos políticos no Brasil, está sendo transformada em livro por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O trabalho foi coordenado pelo historiador Oswaldo Munteal e pelos professores Paulo Emílio Martins e Fernando Sá. Os originais foram enviados nesta semana à editora da PUC-RJ. A publicação tem o título provisório de Advogados: A Defesa dos Presos Políticos na Ditadura de 1964.

Segundo Munteal informou à Agência Brasil a obra contém relatos de 15 advogados, inclusive Sobral Pinto e Heleno Fragoso, que já morreram. Profissionais como Técio Lins e Silva, Hélio Bicudo, Marcelo Cerqueira, Modesto da Silveira e Marcelo Alencar também deram seus depoimentos sobre a época conhecida como os anos de chumbo.

“Homens que falaram sobre suas trajetórias nos anos de chumbo. Foi muito importante esse trabalho de investigação sobre as razões que levaram esses advogados a defender os preços políticos gratuitamente. Na verdade, uma bandeira sem mastro, porque eles sabiam que esses homens seriam condenados. Mesmo assim, defenderam-nos”, explicou Munteal.

A pesquisa foi iniciada há um ano e meio e o lançamento do livro está previsto para novembro. (Agência Brasil)

terça-feira, 21 de abril de 2009

EUA/Livro que Chavez ofereceu a Obama sobe ao segundo lugar de vendas

Washington, 21 abril 2009 (Lusa) - O livro "As veias abertas da América Latina" que o presidente venezuelano, Hugo Chavez, ofereceu ao seu homólogo norte-americano, Barack Obama, na V Cimeira das Américas, subiu segunda-feira ao segundo lugar de vendas no sítio na Internet da Amazon.com.
Escrita em 1971, a obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano narra o saque das riquezas do continente durante meio século às mãos das potências da época.
Há 40 anos, no meio da proliferação das ditaduras militares de direita no continente, a obra foi um dos factores que influenciou a esquerda latino-americana.