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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Moçambique/“BRASIL: DNA África”- Estreia de documentário sobre afro-descendência dos brasileiros



5 julho 2016, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

“BRASIL: DNA África” é titulo de um documentário produzido pela Cine Grupo, a ser estreado, esta quinta-feira, em Maputo.

O documentário apresenta os resultados de uma pesquisa na qual se aborda a afro-descendência dos brasileiros e as relações históricas entre o Brasil e a África, com particular destaque para Moçambique.

Historial
A escravidão representou uma ruptura para os cerca de 12,5 milhões de africanos trazidos à força para as Américas entre os séculos XVI e XIX, 46% deles para o Brasil.

O desconhecimento sobre as etnias ancestrais, locais de origem e a imposição de nomes católicos aos africanos escravizados desconectaram África e Brasil. Os afro-brasileiros são, ainda hoje, identificados como filhos e descendentes de escravos, quando, na verdade, são

terça-feira, 15 de abril de 2014

VALA COMUM: DOCUMENTÁRIO REVELA O DESTINO DOS MORTOS PELA DITADURA NO BRASIL

4 abril 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Gérson Trajano

Em 1994, João Godoy realizou 'Vala Comum', sobre 1.049 ossadas encontradas em uma cova no cemitério Dom Bosco, criado na gestão Paulo Maluf.


Vala comum é uma cova normalmente localizada em cemitérios onde um conjunto de cadáveres não identificados é enterrado sem nenhuma cerimônia, sem o conhecimento dos familiares e sem nenhum registro oficial. Vala Comum é o titulo do filme que João Godoy realizou em 1994 sobre 1.049 ossadas encontradas em uma cova no cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus, periferia de São Paulo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Indonésia/“THE ACT OF KILLING”, UM EXTRAORDINÁRIO DOCUMENTO



16 novembro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Os Editores

Um realizador norte-americano empreendeu a tarefa de documentar a chacina anti-comunista levada a cabo na Indonésia em 1965. O monstruoso massacre de um milhão de homens e mulheres, encorajado e saudado pelo imperialismo, surge reencenado por um dos seus principais perpetradores, pessoalmente responsável por mais de mil mortes. O filme foi estreado em Espanha a 30 de Agosto. Esperemos que venha a ser visto em Portugal.

Um realizador de cinema pede a um assassino que recrie, em filme, as torturas e crimes que cometeu na vida real. Este, encantado com a oferta, dispõe-se a isso com entusiamo e diligência. O resultado da experiência é uma alucinação cinematográfica que adquire proporções épicas quando se descobre que o criminoso é um dos líderes mais sanguinários dos esquadrões da morte na Indonésia, bandos de carniceiros que, em 1965, acabaram com a vida de um milhão de pessoas em menos de um ano. The Act of Killing, de Joshua Oppenheimer, é a consequência desse assustador delírio de fama dos genocidas indonésios que, no entanto, hoje vivem como heróis no seu país. O filme estreou em 30 de Agosto em Espanha.

Werner Herzog, um dos realizadores mais talentosos do cinema documental, revelou publicamente o seu assombro perante The Act of Killing. “Não vi um filme tão poderoso, surreal e aterrador em pelo menos uma década”, disse, acertando em cheio nos cinco adjectivos e na ordem com que os empregou. Tão impressionante, tão demente é a história deste filme, que a primeira reacção perante o mesmo é de surpresa. Uma espécie de estupefacção que se transforma em perturbação e confusão, antes de se transformar em espanto e, finalmente, em algo muito parecido com a angústia física.

Os Esquadrões da Morte
Anwar Congo, um dos cabecilhas dos Esquadrões da Morte que actuaram na Indonésia depois do golpe militar contra o Presidente Sukarno, é a estrela deste filme. Este verdugo, responsável, de acordo com as suas palavras, pela tortura e assassinato, com as suas próprias mãos, de mais de mil pessoas, encena perante a câmara os crimes que cometeu, explica como perpetrava as suas agressões e vangloria-se de se ter para isso inspirado em filmes de gângsteres que estreavam no cinema.

Assassino do grande ecrã,

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Brasil/"DÚVIDAS SOBRE A MORTE DE JANGO SÓ AUMENTAM"



12 agosto 2013, Instituto João Goulart http://www.institutojoaogoulart.org.br (Brasil)

A falta de “explicações sólidas” sobre a morte do ex-presidente João Goulart, fez dele o “político mais injustiçado da história do Brasil”, assinala Lucília de Almeida Neves Delgado em entrevista concedida à IHU On-Line, após comentar o documentário Dossiê Jango, dirigido por Paulo Henrique Fontenelle. Ao analisar o filme à luz da História, Lucília, que há anos dedica-se à pesquisa sobre os fatos políticos do período militar, enfatiza que ele “reforça exatamente a construção de mais evidências sobre o possível assassinato de João Goulart”. Segundo ela, “de todas as pessoas que se envolveram na procura de provas e evidências sobre a morte de Jango, 18 morreram. Entre elas os políticos uruguaios Zelmar Michelini e Gutierrez Ruiz, que eram amigos do Jango e estavam investigando a morte dele. Também o empresário Enrique Foch Diaz, que mais conseguiu reunir muitas informações sobre a morte de Jango e escreveu um livro intitulado Jango: um crime perfeito, faleceu pouco tempo depois de publicado o livro”. E dispara: “Ficamos pensando: o que aconteceu para que todas essas pessoas, de uma forma ou de outra, fossem falecendo? A maioria por problemas cardíacos e alguns em decorrência de acidentes de carro. São coincidências muito estranhas, e as indagações sobre a morte de Jango só aumentam”.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Brasil/CCBB Brasília apresenta até setembro exposição sobre a imprensa na ditadura militar



6 agosto 2013, GPS Brasília http://www.gpsbrasilia.com.br (Brasil)


Depois de servir de inspiração para filmes e livros, a ditadura militar é contada agora por meio de exposição. Batizada de Resistir é preciso, a mostra fica em cartaz até 22 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Filme “Espelho Meu” co-realizado por cineastas de Moçambique, Irão, Brasil e Espanha é premiado no Documenta Madrid

24 maio 2011/Rádio Moçambique

O filme "Espelho Meu", uma co-realização de Isabel Noronha de Moçambique, Firouzeh Khosrovani de Irão, Irene Cardona de Espanha e Vivian Altman de Brasil é uma co-produção das produtoras Ébano Multimedia (Moçambique), Eres Pequeño ( Espanha) e Calle Limón (Espanha) com apoio da AECID (Agência Espanhola para a Cooperação e Desenvolvimento) e Instituto de la Mujer (Espanha), recebeu o primeiro prémio do júri da competição nacional (Espanha) no festival de cinema documentário de Madrid DOCUMENTA MADRID.

A estreia mundial do filme realizou-se no passado dia 6 de Maio, na abertura deste festival.

O documentário de 55 minutos, é uma refexão sobre a auto-imagem da mulher nos 4 continentes, tendo como dispositivo cinematográfico comum o espelho, que é utilizado por cada uma das diferentes directoras de uma forma distinta para reflectir a forma de ser mulher em distintas culturas e lugares do mundo.

Constituído por uma série de peças audio-visuais (documentais e de animação) que dialogam entre si, o filme abre uma reflexão sobre a forma como o contexto cultural, social e político constrói identidades, molda significados sobre o corpo da mulher e determina o tipo de relação que ela estabelece consigo mesma.

Ao longo do filme, estas quatro realizadoras, cuja relação com a imagem também é culturalmente vinculada ao seu lugar de pertença, questionam os estereótipos da mulher africana, iraniana, espanhola e brasileira, para concluir que a identidade se estabelece não só como pertença a um determinado grupo social, religioso ou cultural, mas também como uma forma de partilha de valores universais comuns.

Foram protagonistas da parte moçambicana deste filme Palmira Magule, Lourdes Mendes e Luísa Falcão.


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Brasil/Ronaldo aceita participar de filme sobre refugiada palestina

Filme não terá conotação política, garante responsável, e atacante deve se ausentar do time em setembro

22 julho 2009/Fonte: Estadão

São Paulo - Ronaldo deve trocar os campos de futebol pela vida de ator por alguns dias. Ele assinou um memorando de entendimentos para participar de um filme iraniano como um tipo de anjo de uma refugiada palestina, baseado em fatos reais. O acordo foi confirmado por Farrokh Chadan, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Irã, e por Fabiano Farah, agente do jogador.

Chadan conta que o motivo da escolha pelo Fenômeno é o fato de que a menina, por ser considerada boa de bola, foi sido apelidada com o nome do atacante. Ela passou por problemas como, num acidente com uma mina que estourou, em um terreno onde jogava, perdeu uma das pernas.

"Ela esperava encontrar um dia com Ronaldo. Ele tendo sido embaixador da ONU acabou indo para a região e o filme conta todo o empenho para encontrá-lo, o que na verdade não aconteceu porque ela queria entregar uma carta, viu a comitiva passando e não conseguiu. Ela morreu depois em um outro acidente. No filme ela encontra com ele em sonho. Ele é um emissário da paz e uma figura muito popular na região", diz o presidente, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Para participar das filmagens, o Fenômeno terá de se ausentar dos treinos do Corinthians, confirma Chadan. "Serão poucos dias, 3 ou 4 dias de filmagem, nas cenas em que ele aparece para a menina. Daqui uns 60 dias começamos os trabalhos para as filmagens. Isso tudo vai depender de acertos com o time, final de setembro e começo de outubro".

O período coincide com um amistoso na Palestina entre Corinthians x Flamengo, previsto para o dia 15 de setembro. A produção pode ter participação brasileira e o presidente da Câmara de Comércio nega qualquer viés político. "O cineasta e o produtor são iranianos e estamos em entendimento para que isso venha a ser uma coprodução com brasileiros, com o Roberto D'Ávila. É um filme com cunho humanitário e fala da condição em que vivem os refugiados palestinos, sem conotação política, apenas humanitária."

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Portugal/Próximo do centenário, cineasta luso anuncia novo filme

Lisboa, 6 dezembro 2008 (Lusa) - A poucos dias de completar 100 anos, o cineasta português Manoel de Oliveira afirmou que vai trabalhar durante o aniversário por necessidade e tem um novo filme em vista.

Nascido em 11 de dezembro de 1908, o mais antigo diretor de cinema ainda em atividade se prepara para comemorar seu centenário na próxima quinta-feira rodando as cenas finais do filme "Singularidades de uma rapariga loira".

"Não foi uma data escolhida para filmar nesse dia, há uma necessidade imperiosa de filmar nesse dia para dar continuidade às filmagens e porque este filme tem um certo destino para ser apresentado no festival de Berlim, que é de 5 a 10 de fevereiro, de maneira que temos muito pouco tempo para fazermos a montagem", explicou Manoel de Oliveira durante uma entrevista coletiva.

Diante de jornalistas de várias nacionalidades, entre espanhóis, ingleses, brasileiros e japoneses, o cineasta revelou que já tem pensado o seu próximo filme.

"Tenho um próximo que gostaria de fazer também como uma atitude de gratidão com o festival de Cannes, gostava de apresentar um filme que se intitulará 'O estranho caso de Angélica', que é um filme do principio dos anos 50, depois da guerra ", disse.

A obra, que trata da fuga dos judeus da Alemanha nazista Hitler, deve ser adaptada para a perseguição dos judeus contra os muçulmanos, revelou Oliveira.