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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Economia/O Banco Central da Holanda reconhece a derrocada do sistema monetário internacional


25 outubro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/financas/bc_holanda_out19.html

por MPR



Agora, nem mesmo os bancos centrais ocultam que o afundamento financeiro começou e já procuram possíveis saídas para o futuro imediato. Um artigo publicado pelo Banco Central da Holanda admite que "se o sistema ruir, as existências de ouro podem ser utilizadas como base para a sua recuperação. O ouro reforça a confiança na estabilidade do balanço do banco central e cria uma sensação de segurança" [1] .

Isto é a única coisa que o capital financeiro considera como alternativa, o retorno ao padrão ouro, ou seja, renegar de si mesmo e voltar à fase anterior. Por isso voltou

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Indonésia/“THE ACT OF KILLING”, UM EXTRAORDINÁRIO DOCUMENTO



16 novembro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Os Editores

Um realizador norte-americano empreendeu a tarefa de documentar a chacina anti-comunista levada a cabo na Indonésia em 1965. O monstruoso massacre de um milhão de homens e mulheres, encorajado e saudado pelo imperialismo, surge reencenado por um dos seus principais perpetradores, pessoalmente responsável por mais de mil mortes. O filme foi estreado em Espanha a 30 de Agosto. Esperemos que venha a ser visto em Portugal.

Um realizador de cinema pede a um assassino que recrie, em filme, as torturas e crimes que cometeu na vida real. Este, encantado com a oferta, dispõe-se a isso com entusiamo e diligência. O resultado da experiência é uma alucinação cinematográfica que adquire proporções épicas quando se descobre que o criminoso é um dos líderes mais sanguinários dos esquadrões da morte na Indonésia, bandos de carniceiros que, em 1965, acabaram com a vida de um milhão de pessoas em menos de um ano. The Act of Killing, de Joshua Oppenheimer, é a consequência desse assustador delírio de fama dos genocidas indonésios que, no entanto, hoje vivem como heróis no seu país. O filme estreou em 30 de Agosto em Espanha.

Werner Herzog, um dos realizadores mais talentosos do cinema documental, revelou publicamente o seu assombro perante The Act of Killing. “Não vi um filme tão poderoso, surreal e aterrador em pelo menos uma década”, disse, acertando em cheio nos cinco adjectivos e na ordem com que os empregou. Tão impressionante, tão demente é a história deste filme, que a primeira reacção perante o mesmo é de surpresa. Uma espécie de estupefacção que se transforma em perturbação e confusão, antes de se transformar em espanto e, finalmente, em algo muito parecido com a angústia física.

Os Esquadrões da Morte
Anwar Congo, um dos cabecilhas dos Esquadrões da Morte que actuaram na Indonésia depois do golpe militar contra o Presidente Sukarno, é a estrela deste filme. Este verdugo, responsável, de acordo com as suas palavras, pela tortura e assassinato, com as suas próprias mãos, de mais de mil pessoas, encena perante a câmara os crimes que cometeu, explica como perpetrava as suas agressões e vangloria-se de se ter para isso inspirado em filmes de gângsteres que estreavam no cinema.

Assassino do grande ecrã,

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PAÍSES DO CARIBE EXIGEM DA EUROPA UMA COMPENSAÇÃO PELA ESCRAVATURA



4 agosto 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Tráfico de escravos pintado num quadro de George Morland/Museu das Artes Africanas e Oceánicas, Paris

Os cálculos mais conservadores indicam que pelo menos 12 milhões de africanos foram sequestrados na costa ocidental do seu continente e transportados em barcos negreiros europeus até às colónias da América, entre os séculos XVI e XVIII. Nem todos sobreviveram a travessia e aqueles que chegaram com vida, trabalharam em condições de escravatura nas plantações dos impérios da Espanha, Inglaterra, Holanda, França e Portugal no Novo Mundo. As nações que integram a Comunidade do Caribe (Caricom) atribuem a origem da sua actual pobreza material à escravatura e ao genocídio perpetrado naqueles tempos. Por isso, decidiram levantar um processo jurídico contra a Inglaterra, Espanha, França, Holanda e Portugal, reclamando uma compensação económica e de investimento em planos de desenvolvimento.

“Estamos a enquadrar a exigência das reparações numa discussão sobre o desenvolvimento. Não estamos a falar de uma confrontação, mas se necessário levaremos o nosso caso para a Corte Internacional de Justicia para negociar”, explicou a historiadora Verene Sheperd, que