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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Economia/O Banco Central da Holanda reconhece a derrocada do sistema monetário internacional


25 outubro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/financas/bc_holanda_out19.html

por MPR



Agora, nem mesmo os bancos centrais ocultam que o afundamento financeiro começou e já procuram possíveis saídas para o futuro imediato. Um artigo publicado pelo Banco Central da Holanda admite que "se o sistema ruir, as existências de ouro podem ser utilizadas como base para a sua recuperação. O ouro reforça a confiança na estabilidade do balanço do banco central e cria uma sensação de segurança" [1] .

Isto é a única coisa que o capital financeiro considera como alternativa, o retorno ao padrão ouro, ou seja, renegar de si mesmo e voltar à fase anterior. Por isso voltou

terça-feira, 28 de junho de 2016

Portugal/Many Thanks to the English Working Class



26 junho 2016, Jornal de Negócios http://www.jornaldenegocios.pt (Portugal)

João Rodrigues

Peço desculpa ao leitor pelo título em inglês. Sei bem que o inglês e os anglicismos são uma praga evitável. Trata-se apenas de uma singela homenagem à maioria do povo britânico, que teve a coragem de votar pela mudança no referendo à União Europeia (UE).

Uma homenagem aos mais velhos, aos mais pobres, às classes trabalhadoras, aos de baixo. É que não é preciso ser instruído para dar uma lição. E que lição esta, a que foi dada às elites políticas, económico-financeiras, aos de cima, numa sociedade causticada pela polarização social e regional, feita de vencedores e de vencidos da globalização neoliberal, o outro nome da UE realmente existente neste

domingo, 17 de maio de 2015

EM ESTUDO NA ISLÂNDIA: RETIRAR AOS BANCOS COMERCIAIS A CAPACIDADE DE CRIAR MOEDA

14 maio 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Romaric Godin

Um relatório do Parlamento islandês sugere dar unicamente ao banco central o monopólio da criação monetária. Uma verdadeira revolução, se a ideia fosse aplicada.

Decididamente, a Islândia é o país da criatividade financeira. Depois de ter mostrado, em 2009, que existia efectivamente uma alternativa à transferência da dívida bancária para a dívida pública, a ilha nórdica poderia preparar-se para realizar uma grande experiência monetária.

Em 31 de Março, de facto, o presidente do comité de assuntos económicos do Althingi, o parlamento islandês, Frosti Sigurdjonsson, enviou um relatório ao primeiro-ministro, Sigmundur Gunnlaugsson, sobre a reforma do sistema monetário islandês. E é uma verdadeira revolução o que ele propõe.

A ausência de domínio do banco central sobre o sistema monetário
O relatório procura reduzir o risco de bolhas e de crises no país. Em 2009 a Islândia experimentou uma crise muito aguda que se seguiu a

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Moçambique poderá transacionar o Kwanza



15 novembro 2013, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) - Moçambique poderá passar, brevemente, a transacionar o Kwanza, a moeda nacional angolana.

Esta operação financeira está já a acontecer desde segunda-feira em Portugal e na França.

De acordo com um comunicado da empresa financeira portuguesa NovaCambios, citado pela Angop, a empresa já tem balcões em Moçambique e na Namíbia e “aguarda-se a autorização do banco central para começar a operar.

Para o administrador da NovaCâmbios,

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mercosul substitui dólar e prevê crescimento em 2009

24 julho 2009

A mudança foi iniciada por Brasil e Argentina em 2008
O Conselho do Mercado Comum do Mercosul aprovou a substituição do dólar por moedas locais no intercâmbio comercial do Bloco, que já vê os resultados das medidas para se enfrentar a crise econômica mundial, destacaram nesta quinta-feira os ministros reunidos na 37ª Cúpula de Assunção.

Com o acordo para substituir o dólar, "toda atividade que implique o uso de dinheiro será realizada com moedas de nossos países, sem ter o dólar como referência", revelou à AFP o vice-ministro paraguaio das Relações Exteriores, Oscar Rodríguez.

Paraguai e Uruguai estarão incorporados ao novo sistema de intercâmbio a partir do final de 2010, após a conclusão de detalhes técnicos envolvendo os bancos centrais dos dois países.

Rodríguez destacou que a vigência deste novo regime de intercâmbio "terá uma grande repercussão em todas as atividades econômicas" da região. Os ministros da Economia e presidentes de bancos centrais reunidos em Assunção estimaram que o Bloco crescerá este ano com as políticas de expansão adotadas para se enfrentar a crise mundial.

"Os países têm adotado, em geral, políticas monetárias e fiscais expansivas para paliar o efeito da recessão mundial", destacou o ministro da Fazenda do Paraguai, Dionisio Borda. Os relatórios dos especialistas revelam que "a maioria (dos países) terá crescimento em 2009, exceto Chile e Paraguai", destacou Borda em entrevista coletiva.

Borda lembrou que o Chile calcula para 2009 uma queda do PIB de 1%, enquanto o Paraguai deve sofrer um recuo de 3% a 4%. Na outra ponta, a Bolívia deve obter um avanço do PIB de 4%."Os níveis de crescimento de nossos países são muito mais promissores do que os previstos pelos organismos multilaterais e os setores privados", destacou o funcionário paraguaio, ao comentar os relatórios dos ministros presentes em Assunção. "Estamos saindo da crise, cujos canais de transmissão foram o setor financeiro, a retração do envio de dinheiro (dos emigrantes) e a queda no comércio internacional".

Os relatórios dos ministros destacam a importância da comunicação pública no manejo da crise: "É um fator importante na economia transmitir uma expectativa positiva e antecipar quando vamos passar este período de turbulência, quando vamos voltar à normalidade...". (AFP e eBand)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

São Tomé e Príncipe firmará paridade cambial com Portugal

São Tomé, 23 julho 2009 (Lusa) - São Tomé e Príncipe e Portugal assinam na próxima semana um acordo de paridade cambial que vai permitir à moeda são-tomense (Dobra) “ancorar-se ao euro”, disse nesta quarta-feira o diretor do Centro de Investigação e Análise da Política de Desenvolvimento, Adelino Castelo David.

O acordo será assinado na capital são-tomense pela ministra do Plano e Finanças, Ângela Viegas, e pelo ministro luso das Finanças e da Economia de Portugal, Teixeira dos Santos.

A expectativa é de que o acordo de paridade cambial entre o arquipélago e Portugal entre em vigor já em janeiro de 2010.

“Depois de assinado o acordo, há demarches internas que devem ser feitas para que, nos próximos seis meses, o acordo entre em vigor”, disse David.

“Procurar a melhor forma de incentivos para os investidores, estabilizar a economia e manter estável o poder de importação e os preços dos produtos no mercado são-tomense” são alguns dos benefícios que as autoridades são-tomense esperam obter com este acordo, acrescentou David.

O acordo será apoiado por uma linha de crédito à disposição do país africano que será concedida por Lisboa. Contudo, o valor não foi revelado.

“Nós beneficiaremos de uma linha de crédito que servirá de almofada para caso de uma crise extrema", adiantou o alto funcionário do ministério são-tomense de Plano e Finanças.

Preparação

A assinatura do acordo foi antecedida por vários encontros e seminários destinados a “colher subsídios” que ajudassem a encontrar um suporte para a moeda são-tomense.

Naquele momento, algumas vozes levantaram-se a favor de uma ancoragem ao Franco CFA, como moeda que circula na sub-região africana e onde vários comerciantes fazem as suas compras para abastecer o mercado do arquipélago.

“Se nós aderíssemos ao Franco CFA, os custos seriam muito mais elevados. Não teríamos nada como garantia, tínhamos que mudar a nossa moeda e não teríamos nenhum suporte financeiro para, em caso de emergência, podermos recorrer”, afirmou David.

“Vários estudos feitos por peritos nacionais e estrangeiros recomendaram ao governo a adesão do país a uma moeda forte e encontrou-se no euro a alternativa”, disse.

Na quarta-feira, o premiê são-tomense, Rafael Branco, pediu a todos os partidos políticos, com e sem assento parlamentar, para ouvir as suas opiniões sobre o acordo.

Apenas o Movimento Democrático Forças da Mudança /Partido Liberal (MDFM/PL), um dos três partidos que formam o atual governo, mostrou alguma reserva quanto ao conteúdo do acordo, alegando não conhecê-lo.

“O problema não está em assinar ou não assinar. Apenas dizemos que não nos pronunciaremos sobre uma coisa que não conhecemos. E nós não conhecemos o conteúdo deste acordo”, disse João Paulo Simão, secretário-geral do MDFM/PL.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A HORA DO BANCO DO SUL

Emir Sader

13 outubro 2008/http://www.cartamaior.com.br

A UNASUR deveria convocar imediatamente uma reunião de caráter excepcional, para discutir como os países do continente devem reagir diante da crise internacional. Não há outra atitude que não seja aprofundar os processos de integração, para diminuir a fragilidade e os riscos da região diante da crise, forjada no centro do capitalismo e que deseja fazer com que os pobres de cada país e os países da periferia do sistema, paguem o preço pelos remédios cavalares que os governos centrais colocam em prática.

Uma série de supostos consensuais requerem que o nosso continente fortaleça seus mecanismos de defesa diante da crise internacional. Esta está caracterizada claramente como resultado da farra especulativa dos países do centro do sistema, dos EUA em particular. A desregulação financeira é a fonte dessa gigantesca bolha especulativa. Desregulamentando – segundo as fórmulas do FMI, da OMC e do Banco Mundial – promoveu-se rapidamente a hegemonia do capital financeiro sob sua forma especulativa, ao mesmo tempo que se propiciou a livre circulação de capitais.

Os resultados estão à mostra. Os países que participam dos processos de integração regional na América Latina estão menos expostos à crise, porque incrementaram o comércio e os intercâmbios entre si, porque diversificaram suas relações internacionais. Agora se trata de dar novos passos adiante, para não serem vitimas passivas da crise internacional.

É a hora de avançar e aprofundar o processo de integração. É a hora de avançar na construção do Banco do Sul, na direção da criação da moeda única regional, de um Banco Central único, de mecanismos de controle da circulação do capital financeiro, de proteção dos mercados internos, de avançar para políticas econômicas únicas, de desenvolver projetos de integração industrial e tecnológica, de elaborar um plano de desenvolvimento regional.

É a resposta latino-americana à crise, fortalecendo os mecanismos de integração, a diversificação das relações internacionais, o desenvolvimento dos mercados internos de consumo, acentuando a coordenação dos sistemas bancários e financeiros dos países da UNASUR.

Os países centrais do capitalismo, responsáveis pela exportação das políticas de livre comércio e de livre circulação dos capitais, desejam comprometer-nos com suas soluções, que consistem apenas em injetar grande quantidade de capital para resgatar um sistema falido, sem introduzir modificações fundamentais nas políticas que levaram à gigantesca crise atual.

Devemos ter nossa própria resposta que, no plano internacional, deve propor formas de regulação da circulação do capital financeiro – impostos sobre essa circulação, da forma como a ATTAC propõe, como um imposto cidadão para políticas sociais -, de controle estatal sobre o sistema financeiro, de penalização dos responsáveis pelos processos especulativos que conduziram à crise atual.

Mas nada substitui nossas alternativas que, coerentemente com o que tem sido o processo de integração regional, devem fazer desse processo nossa forma de defesa e de ação autônoma diante de um sistema financeiro internacional falido. Avançar na construção de um mundo multipolar política e economicamente e a hora é a de avançar na construção do Banco do Sul, com reservas próprias, moeda única e Banco Central único. Chega de termos nossas reservas a perigo nos bancos do norte, é hora de que elas financiem diretamente nosso desenvolvimento, sob nosso controle. Avançar ao mesmo tempo em todas as formas de integração do desenvolvimento regional.

Senão seremos vítimas, uma vez, das soluções dos próprios responsáveis pela crise, que tratam de socializar os prejuízos de um sistema baseada na privatização dos lucros. Ficou claro como não se pode ter nenhuma confiança nos supostos do sistema financeiro internacional fundado na chamada “livre circulação de capitais”.

É a hora do Banco do Sul, a hora de aprofundar e consolidar todos os mecanismos de integração regional, hora de impedir que exportem sua crise e de fazer prevalecer o desenvolvimento regional sobre as ruínas do neoliberalismo e da hegemonia imperial estadunidense.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=216