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terça-feira, 28 de junho de 2016

Portugal/Many Thanks to the English Working Class



26 junho 2016, Jornal de Negócios http://www.jornaldenegocios.pt (Portugal)

João Rodrigues

Peço desculpa ao leitor pelo título em inglês. Sei bem que o inglês e os anglicismos são uma praga evitável. Trata-se apenas de uma singela homenagem à maioria do povo britânico, que teve a coragem de votar pela mudança no referendo à União Europeia (UE).

Uma homenagem aos mais velhos, aos mais pobres, às classes trabalhadoras, aos de baixo. É que não é preciso ser instruído para dar uma lição. E que lição esta, a que foi dada às elites políticas, económico-financeiras, aos de cima, numa sociedade causticada pela polarização social e regional, feita de vencedores e de vencidos da globalização neoliberal, o outro nome da UE realmente existente neste

terça-feira, 14 de julho de 2015

O ATAQUE FINANCEIRO À GRÉCIA– Para onde vamos a partir daqui?

13 julho 2015, Resistir.info resistir.info (Portugal)

por Michael Hudson

O maior problema financeiro que dilacerou economias ao longo do século passado estava mais do lado da dívida oficial inter-governamental do que do da dívida do sector privado. Eis porque a economia global de hoje enfrenta uma ruptura semelhante à de 1929-31, quando ficou evidente que o volume de dívidas oficiais inter-governamentais não podia ser reembolsado. O Tratado de Versalhes impôs reparações impossíveis à Alemanha e os Estados Unidos impuseram exigências igualmente destrutivas aos Aliados quanto ao pagamento de dívidas [pelo fornecimento] de armas utilizadas na I Guerra Mundial. [1]

Há procedimentos legais bem estabelecidos para enfrentar bancarrotas corporativas e pessoais. Tribunais cancelam parcialmente (write down) dívidas de pessoas e de negócios tanto sob o procedimento "devedor no controle" como pelo arresto e os credores assumem uma perda sobre empréstimos que correram mal. A bancarrota pessoal permite a indivíduos retomarem a vida.

É muito mais difícil cancelar parcialmente dívidas possuídas ou garantidas por governos. A dívida de empréstimos a estudantes dos EUA não pode ser anulada, mas permanece de modo a impedir os diplomados de ganharem o suficiente para terem um salário líquido (depois de o serviço da dívida e a retenção na fonte da contribuição para a Segurança Social ser deduzida dos seus cheques de

sábado, 11 de julho de 2015

A OPERAÇÃO EM CURSO – NOME DE CÓDIGO: GRÉCIA

9 julho 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Daniel Vaz de Carvalho

"Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores",
Mateus 6.12, da mais importante oração cristã, de que a Europa se reivindica.
 O Pai Nosso na Igreja Primitiva.

1 – No passado domingo a agressão sofreu uma derrota 
O domínio da alta finança através da hegemonia alemã, depara com crescente resistência dos povos que não se conformam com a subserviência de governos colaboracionistas e falsos tratados que põem em causa a soberania e a democracia. A expressiva vitória do NÃO no referendo grego, só pode servir para prosseguir e reforçar a luta, contudo não vai fazer parar a agressão. Passada a primeira a surpresa e ao contrário do que a propaganda e a chantagem fariam prever, a ditadura financeira mascarada de "europeísmo" recompõe-se e prossegue a ofensiva.

A direita perdeu por momentos a sua farronca, insistindo na "intransigência" grega", nas culpas dos "gregos", quando afinal a situação do país se deve precisamente ao fracasso das políticas que a direita defende e quer que continuem. Seria fastidioso desmontar a sua argumentação de tal forma se se refugia na mentira, no obscurantismo, no intelectualmente indigente perante as evidências. Os partidos "socialistas" que antes se remetiam a uma ambiguidade cúmplice, colocando no mesmo nível agressores e agredidos, apelam agora à benevolência das "instituições". Como se o capitalista – nesta condição - não colocasse o capital no lugar do coração (Marx).

A comparação do que se passa na UE com o fascismo, o neofascismo, não é despicienda. Já foi referido que a troika estava a fazer na Grécia o que a ditadura dos coronéis não tinha conseguido. Em Portugal e em Espanha o totalitarismo da UE

quarta-feira, 30 de julho de 2014

MANIFIESTO DEL FRENTE POPULAR PARA LA LIBERACIÓN DE UCRANIA, NOVOROSÍA Y LOS SUBCÁRPATOS RUSOS/МАНИФЕСТ НАРОДНОГО ФРОНТА ОСВОБОЖДЕНИЯ УКРАИНЫ, НОВОРОССИИ И ПОДКАРПАТСКОЙ РУСИ

18 julio 2014, Rebelión http://www.rebelion.org (México)

Traducido por Carlos Valmaseda

El 14 de julio se publicó el "Manifiesto del Frente Popular para la Liberación de Ucrania, Novorosía y los Subcárpatos Rusos". Este documento importante para las fuerzas de resistencia fue trabajado con anterioridad, el 7-8 de julio en Yalta en la conferencia internacional "La crisis mundial y el conflicto en Ucrania", organizada por el Instituto de Globalización y Movimientos Sociales (IGSO), el Centro de Coordinación y Apoyo "Nueva Rus" y la Fundación "Osnobanie" [Base], consagrada a los problemas y las tareas de la lucha contra las nuevas autoridades de Kiev, y llamada a decidir las tareas concretas del movimiento.

MANIFIESTO DEL FRENTE POPULAR PARA LA LIBERACIÓN DE UCRANIA, NOVOROSÍA Y LOS SUBCÁRPATOS RUSOS

¿Cuál es el objetivo de nuestra lucha?

La creación en territorio de Ucrania de una república social popular justa sin oligarcas y burócratas corruptos.

¿Quiénes son nuestros enemigos?
 

La élite liberal fascista gobernante -- unión criminal de oligarcas, burócratas, dirigentes de fuerzas de seguridad y puros criminales que siven a los intereses de estados extranjeros --. Proclamando oficialmente los valores europeos liberales, mantienen al país bajo el control, apoyándose en bandas de ultraderechistas, provocando una histeria chovinista y azuzando a los pueblos unos contra otros.

¿Quiénes son nuestros aliados?
 

Toda la gente de buena voluntad que defienda los ideales de justicia social y estén dispuestos a luchar por ellos, que no acepten el estado liberal-fascista en el territorio de Ucrania, independientemente de su ciudadanía y nacionalidad.

¿Qué es la república popular social por la que luchamos?
 

La república popular social es la forma política de organización de

terça-feira, 13 de maio de 2014

O golpe de Kiev: TRABALHADORES REBELDES TOMAM O PODER NO LESTE

13 maio 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por James Petras


Nunca, desde que os EUA e a UE capturaram a Europa do Leste, incluindo os países bálticos, a Alemanha oriental, a Polónia e os Balcãs, e a converteram em postos avançados militares da NATO e em vassalos económicos, nunca os poderes ocidentais se movimentaram tão agressivamente para se apoderarem dum país estratégico, como a Ucrânia, ameaçando a existência da Rússia.

Até 2013, a Ucrânia era um 'estado almofada', basicamente um país não-alinhado, com laços económicos à UE e à Rússia. Governado por um regime estreitamente ligado à oligarquia local, ligada à Europa, Israel e Rússia, a elite política foi um produto duma sublevação política em 2004 (a chamada "Revolução Laranja"), financiada pelos EUA. Subsequentemente, durante a maior parte de uma década, a Ucrânia sofreu a experiência fracassada de uma política económica 'neoliberal'

sábado, 3 de maio de 2014

BRICS, БРИКС/A GUERRA SOFT DA OTAN CONTRA A RÚSSIA

3 maio 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Pepe Escobar, Asia Times

Pobre OTAN. Malditos soviéticos. A generosa Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) gastou duas décadas "tentando construir uma parceria" com a Rússia. Mas agora, "claramente os russos declararam a OTAN adversária deles. Assim sendo, temos de começar a ver a Rússia, não mais como parceira, como adversária" - nas palavras do vice-secretário-geral da OTAN, Alexander Vershbow, ex-diplomata norte-americano/empregado do Pentágono. 

A lava ardente que pinga da boca de um abutre do Pentágono, a gemer que "a Rússia claramente está tentando reimpor a hegemonia", é de dar vergonha no Vesúvio. Mas é só uma virada menor de roteiro, em Os Descartáveis (filme), [1] da OTAN.

A OTAN -- ainda no processo de ser diariamente humilhada, humilhação épica, por um bando de pashtuns armados com Kalashnikovs no Afeganistão -- começa agora a considerar "novas medidas defensivas" para deter a "Rússia-do-mal" e

quarta-feira, 16 de abril de 2014

UCRÂNIA: RELATÓRIO DE SITUAÇÃO

16 abril 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

A situação na Ucrânia mudou rapidamente, para pior.

Dois candidatos à presidência, do leste do país, foram atacados ontem pelos fascistas de Kiev ('camisas marrons'). Mikhail Dobkin escapou só com tinta e farinha jogados contra ele, mas há notícias de que um guarda-costas foi ferido. E Oleg Tsarev, severamente espancado, salvou-se por um triz de ser linchado por gente do Setor Direita. Mas nada disso impedirá o "ocidente democrático" de concluir que as eleições sempre serão "livres e democráticas". Um grupo de ativistas do Setor Direita cercou o prédio do Parlamento em Kiev, acusaram o regime atualmente no poder de indecisão e incompetência por ainda não terem atacado o leste da Ucrânia. O Setor Direita quer armas para "fechar a fronteira com a Rússia e dar cabo da insurreição no leste".

Depois de algumas negociações, deram ao suposto "presidente" o prazo de 24 horas para aceitar todas as suas exigências. Iulia Tymoshenko parecia apavorada; parece que declarou que o Setor Direita deve assumir imediatamente o poder.

Agora já não há dúvidas de que começou a operação "antiterroristas". Várias cidades e pelo menos um aeroporto no leste foram atacadas por forças pró-regime de Kiev. Há notícias de combates em vários pontos da região. Enquanto isso, EUA e União Europeia preparam nova rodada de sanções contra... Já adivinharam: contra a Rússia. Lavrov, ministro de Relações Exteriores da Rússia, disse que, se o regime de Kiev usar de violência, as conversações marcadas para 5ª-feira, em Genebra, serão inúteis. Putin telefonou a Obama e eles tiveram o que os diplomatas descrevem como "franca e animada troca de ideias". Está confirmado: o vídeo do suposto "Tenente-coronel russo" é falso. Foi feito por membro do Partido UDAR de Klitchko.[1]Parece que depois de alguns dias de confusão e caos, o regime de Kiev e seus patrocinadores ocidentais resolveram tentar resolver o problema pela força bruta.

A estratégia maximalista de "sem conversas; só violência" faz pleno sentido com a prática usual dos EUA e o currículo dos neonazistas de Kiev. Por alguns dias, houve indícios de que

quarta-feira, 26 de março de 2014

A CRIMEIA VISTA DE PEQUIM

26 março 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia, Россия)
"Estamos acompanhando com máxima atenção a situação na Ucrânia. Esperamos que todas as partes mantenham a compostura, para impedir que a situação escale e piore. A única saída é coragem política e diálogo."

Esse é o comentário contido, pelo vice-ministro de Relações Exteriores da China Li Baodong, da interpretação oficial, em Pequim, do que está acontecendo na Ucrânia: é a versão para consumo global.

Mas nesse editorial de
 People's Daily,[1] pode-se ler o que a liderança chinesa está realmente pensando. O foco, claramente, são os perigos da mudança de regime, a "incapacidade do Ocidente para compreender as lições da história" e o "campo de batalha final na 'guerra fria'".

Mais uma vez, o ocidente interpretou erradamente a abstenção da China na votação no Conselho de Segurança Nacional que examinava uma resolução apoiada pelos EUA para condenar o referendo da Crimeia. Os 'especialistas' puseram-se a repetir que a Rússia estaria "isolada". O modo como Pequim faz geopolítica mostra que não está.

Oh, Samantha...
A manada de elefantes na sala (Ucrânia), em termos de opinião global, é agora a questão de que a verdadeira "comunidade internacional" - do G-20 ao Movimento dos Não Alinhados (MNA) -- que já está farta do Show de Hipocrisia Excepcionalista, compreendeu plenamente, e até aplaudiu que, afinal, já haja no planeta pelo menos um país com colhões para dizer claramente "Fodam-se os EUA".
 

A Rússia sob o presidente Vladimir Putin pode até ainda manter algumas distorções, como qualquer outro país no mundo. Mas agora não é piquenique; érealpolitik. Para jogar na lona o Leviatã-EUA é indispensável um casca-grossa como Putin.

UCRÂNIA, AUTÓPSIA DE UM GOLPE DE ESTADO

25 março 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Um bem documentado trabalho para saber quem é quem e o quê na recente luta ainda em curso na Ucrânia. O autor desmascara os corruptos e mafiosos políticos ucranianos, fascistas e nacional-socialistas baptizados de militantes do Svoboda e outros partidos, mas também arranca a máscara a políticos e a instituições dos EUA, do Canadá e da União Europeia, tal como a instituições e aos governantes dos países membros da União Europeia que se atropelaram na praça Maidán e conviveram em alegres comezainas com a banditagem ucraniana.


segunda-feira, 24 de março de 2014

UCRÂNIA: COMO O BLEFE DO OCIDENTE FRACASSOU

20 março 2014, Outras Palavras http://outraspalavras.net (Brasil)

Por Pepe Escobar, no Znet | Tradução: Antonio Martins
Sob influência dos “falcões” neoconservadores, Obama lançou-se a nova aventura arrogante. Nem toda histeria da mídia ocultará sua derrota
Vamos aos fatos, rápido e rasteiro:
1. O jogada “estratégica” do governo Obama para subcontratar, junto ao “Khaganato de Nulands1” do Departamento de Estado, e exclusão da Ucrânia da esfera de influência Russa e sua anexação subsequente à NATO está arruinada. Ela baseava-se em instrumentalizar uma coalizão de neonazistas e fascistas, pintada com verniz de banqueiro (o primeiro ministro Arseniy Yatsenyuk).
2. O contra-ataque de Moscou consistiu em evitar, na Crimeia, um repetição programada do putsch de Kiev. O referendo na Crimeia (85% de comparecimento, em torno de 93% dos eleitores a favor da reincorporação à Rússia) é fato consumado, ainda que a “tão democrática…” União Europeia continue ameaçando punir o povo por exercitar seus direitos democráticos.
3. A principal razão para todo o movimento “estratégico” dos EUA – levar seus aliados, os putschistas de Kiev, a cancelar o acordo que permite a presença de uma base naval russa em Sebastopol – virou fumaça. Moscou continua presente no Mar Negro, com pleno acesso ao Mediterrâneo Oriental.
O resto é blablablá.
Nos últimos dias, o Departamento de Estado dos EUA praticamente concordou com uma Ucrânia federativa e, em termos práticos, finlandizada2. Por sinal, é a solução proposta pelo ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov desde o início, com atesta um documento russo. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry vai tentar roubar todo o crédito dos russos, assim como fez na crise síria. A mídia corporativa norte-americana comprará a versão docilmente, mas não publicações independentes, como Moon of Alabama3.
Esta solução inteligente implica, entre outros pontos cruciais: forte autonomia para as regiões, na Ucrânia; a reintrodução do russo como língua oficial, ao lado do ucraniano; e,

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Bolivia/Evo Morales denuncia plan de mercenarios internacionales

El presidente boliviano, a su llegada a Cumaná para participar en la Cumbre ALBA, denunció que existe un complot para asesinarlo a él y a su vicepresidente en el que participan ''mercenarios internacionales''.

16 abril 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente de Bolivia, Evo Morales, denunció este jueves la existencia de un plan promovido por grupos "mercenarios internacionales" para atentar contra la vida del vicepresidente Álvaro García Linera y en contra del primer mandatario nacional.
"En Bolivia, el año pasado, la derecha intentó sacarme con el voto del pueblo (a través) del Referendo Revocatorio, después intentaron un golpe de Estado civil, fracasaron y ahora estaban planificando acribillarnos, están fracasando, ojalá fracasen para siempre", declaró.
Desde la ciudad de Cumaná, en Venezuela, donde asiste a la VII Cumbre de la Alternativa Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA), el Jefe de Estado declaró que tenía información según la cual el miércoles se estaba preparando "algún atentado y di las instrucciones a los jefes policiales para detener a estos merecenarios".

Denunció que la derecha estaría buscando cualquier acción para frenar al gobierno boliviano.
Las denuncias de Morales fueron ratificadas desde La Paz por su vicepresidente, Álvaro García Linera, quien habló del plan de magnicidio y detalló la incautación de material bélico, mapas, planos y documentos que no sólo describen hechos del pasado, sino la preparación de atentados terroristas futuros contra altas autoridades del Gobierno, entre ellos Morales y su persona.
"Se han encontrado planos, documentos, que hablan no solamente de hecho pasados sino de la preparación de futuros atentados contra altas autoridades del gobierno nacional (...) Se ha encontrado explosivos preparados para futuros actos de terrorismo", fustigó.
Linera señaló que por la cantidad de armas encontradas se puede deducir que esta no es la única célula terrorista existente en el país.
"Se tiene que esclarecer quién trajo a estos terroristas extranjeros desde Croacia. Desde Irlanda, a Santa Cruz, quién pagó sus pasajes quién los mantenía, quién les daba el dinero para vivir de hotel en hotel y contrataran casas", se preguntó.
"Quién les proporcionó el armamento, cómo llego a Bolivia ese armamento y cuáles son los móviles ideológicos de estas personas vinculadas en un principio por la documentación que hemos podido encontrar a la extrema derecha fascista", reiteró.

La madrugada de este jueves la Policía abatió en un hotel de Santa Cruz (este), bastión de la oposición de derecha, a tres personas, presumiblemente extranjeros de nacionalidad húngara, y que estarían relacionados con recientes atentados con explosivos en esta ciudad.

Un día antes, el miércoles, en la misma Santa Cruz, un atentado voló el portón de la casa del Cardenal Julio Terrazas, máxima autoridad de la Iglesia Católica en el país andino. Hace tres semanas el viceministro de Autonomías, Saúl Ávalos, fue víctima de un hecho similar. La Policía cree que estos hombres, de los que sobrevivieron dos, estarían vinculados con estos casos.

"No me equivoqué al decir el día domingo, cuando conversábamos vía telefónica con el Presidente (Chávez), que posiblemente Evo o algunos tengamos los días contados, ahora los desbaratamos, espero que no hayan otros grupos, por supuesto continuaremos en la batalla", insistió.
En cuanto a las personas que se encontraban en el Hotel Las Américas, donde la Policía capturó a los sujetos, Morales añadió que no sólo habría entre ellos ciudadanos húngaros, sino también irlandeses y bolivianos y que muy cerca de allí, en un local que presta servicios de Internet fue encontrado un arsenal de armas de guerra, algo también confirmado por las autoridades del orden público.
"Irlandeses, húngaros y por supuesto algunos bolivianos y lo peor es que la Feria Internacional (encontraron) en una tienda de Cotas (Cotas Net, nombre de la empresa) armamento sofisticado, bombas (...) por supuesto metieron bombas y balas, se resistieron estos señores", detalló.

"Lo importante es que todo está bajo control y vamos a presentar cada una de las acciones de esta organización criminal extranjera", afirmó desde Bolivia Victor Hugo Escobar, comandante general de la Policía.

Para Morales, estos atentados, que ocurrieron a sólo un día desde que se promulgó de Ley Electoral Transitoria (LET), lo cual calificó como un triunfo del pueblo, pretendían desviar la atención de este logro popular.

"¿Qué ha hecho la derecha en Bolivia?. Como el pueblo ha triunfado el día martes con la promulgación de una nueva Ley Electoral, ¿Qué hizo?, que con esta bomba, ayer en las puertas del Cardenal, desviar la información. Siempre hicieron eso, cuando el pueblo triunfa la derecha inventa cualquier comentario para desviar la información y apagar este triunfo del pueblo y esa acción, yo saludo a la Policía Nacional por ese gran operativo, de detenerlo, de acabar con estos mercenarios internacionales", opinó.
En cuanto a temas internacionales, jefe de Estado recordó que es necesario acabar con el capitalismo para poder salvar a la humanidad, algo que ya había dicho el sábado, en entrevista exclusiva a TeleSUR y que consideró que era el tema central de la Cumbre de las Américas, donde los pueblos deberán decidir entre este modelo o el socialismo.

"Coincido con el planteamiento de los líderes sociales e indígenas en que el capitalismo es enemigo de la humanidad (...) mientras no acabemos con el capitalismo no podemos salvar Humanidad", añadió.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/47566-NN/evo-morales-denuncia-plan-de-mercenarios-internacionales/

terça-feira, 14 de abril de 2009

Bolivia/Ley electoral para elecciones de diciembre será promulgada por Morales

Agencia Boliviana de Información (ABI http://www.abi.bo

La Paz, 14 abril 2009 (ABI) - La ley electoral que fue aprobada por el Congreso boliviano la madrugada del martes luego de una maratónica sesión y que guiará las elecciones generales de diciembre próximo, será promulgada en horas más por el presidente Evo Morales, que se declaró en huelga de hambre desde el pasado jueves en demanda de la norma.

La sesión del congreso que estuvo congelada desde el jueves último por el repliegue de la oposición, se reinstaló luego de que una comisión interparlamentaria logró un acuerdo de consenso en los temas neurálgicos, como el padrón electoral, el voto por primera vez de ciudadanos bolivianos en el exterior y los escaños para los pueblos indígenas, en momentos en que la Central Obrera Boliviana (COB) y sindicatos campesinos amenazaban con marchar hacia La Paz y cerrar el Congreso.

La ley electoral fue aprobada también en medio de una huelga de hambre que inicio el jefe de Estado y que se multiplicaba vertiginosamente en todos los departamentos del país donde se contabilizaban más de 3.000 huelguistas y algunos piquetes en el exterior, como Argentina y España.

“Esta Ley genera historia, viabiliza las elecciones de diciembre de este año, de abril del siguiente año, en este proceso fecundo de construcción de un nuevo Estado Plurinacional, un Estado con igualdad, un estado con autonomía”, dijo el presidente del legislativo boliviano y además vicepresidente de Bolivia, Álvaro García Linera en un breve discurso con el que saludó la aprobación.

Los parlamentarios aprobaron los 76 artículos y ocho disposiciones transitorias del documento consensuado en las mesas de diálogo multipartidarias, producto de una larga y tensa negociación.
El tema crucial de las diferencias entre el oficialismo y oposición, el padrón electoral, se resolvió después de que el propio Morales aceptará ejecutar una nueva base de datos con un sistema biométrico y de última generación que le costará al Estado nacional alrededor de 35 millones de dólares.
En el tema de los escaños especiales para los pueblos indígenas se aprobaron siete, además se realizarán paralelamente a las elecciones generales del 6 de diciembre referendos autonómicos en los departamentos de La Paz, Cochabamba, Oruro, Potosí y Chuquisaca.

El presidente Morales, tras conocer la aprobación de la ley electoral, suspendió al ayuno que llevaba adelante desde el pasado jueves en el presidencial Palacio Quemado junto a más de 15 líderes sindicales y campesinos para promulgar posteriormente la nueva norma.

http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20090414091556&l=200904140064_El_piquete_de_huelguista_instalado_desde_el_jueves_en_el_Palacio_Quemado._En_el_fondo_recostado_el_presidente_Evo_Morales_(ABI)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Bolívia/Vitória no referendo não garante vida fácil para Evo e seu povo

O povo aprovou amplamente a nova Constituição. A festa começou com o anúncio dos resultados, seis da tarde, e foi madrugada afora. Começa uma fase de novas dificuldades, pois a direita derrotada, entricheirada na meia-lua, com apoio ianque, já se mostrou capaz até de matar para garantir seus interesses.


Marcelo Salles*

23 fevereiro 2009/Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br

Em La Paz, a concentração se deu na Praça Murillo, tomada por milhares de pessoas – não digo “bolivianos” porque havia gente do mundo inteiro, a pressentir a importância planetária das transformações vividas pela América Latina, região que oferece maior resistência ao capitalismo liberal. Também comemoravam a vitória do SIM argentinos, chilenos, colombianos, brasileiros e outros. Emma Palmieri, por exemplo. Estudante de Buenos Aires, loira, pele clara e sorriso aberto, dançava com os índios ao ritmo de flautas e percussão de um conjunto e não parava de sacudir uma bandeira whipala – símbolo andino de paz, resistência, liberdade e justiça.
Havia motivos de sobra pra comemorar. Pela primeira vez em 183 anos o povo boliviano foi consultado sobre sua própria Constituição. Mais: nesses quase 200 anos foram convocados apenas cinco referendos, dois deles na atual gestão Evo Morales Ayma, que recém completou três anos neste início de 2009.
No referendo de 25 de janeiro, os bolivianos responderam a duas perguntas: se aprovam ou não o novo texto constitucional; se o tamanho máximo do latifúndio deve ser 5 mil ou 10 mil hectares. Apesar da divulgação do resultado oficial estar prevista para 10 de fevereiro, na Bolívia a tradição é confiar nas pesquisas de boca-de-urna, feitas por empresas privadas e estatais, que apontaram: o SIM obteve entre 59 e 63% dos votos. O povo boliviano derrubou democraticamente a Constituição em vigor, elaborada há mais de 40 anos, no governo do ditador René Barrientos. Na outra pergunta, 77% dos votantes optaram por 5 mil hectares como tamanho máximo para o latifúndio – num país onde 7% dos proprietários controlam 80% das terras.

MAIS ESTADO NA ECONOMIA

Na manhã do dia 25 circulei por três sessões eleitorais, num colégio de San Pedro (La Paz), bairro que lembra a favela da Maré, no Rio. Faz sol, 18 graus, clima agradável sem o escandaloso frio paceño. Duas mil pessoas teriam votado por aqui até meio-dia, segundo os policiais. Observo o ir e vir dos eleitores. Muitos levam os filhos, que se divertem com carrinhos e bolas nas quadras enquanto os pais esperam em filas. O ritual: os mesários abrem a cédula na frente de todos – para mostrar que não está rasurada ou previamente marcada; o cidadão entra numa casinha, marca suas opções e deposita o voto na urna. Na mais santa paz.
Francisca Gutierrez, vendedora aymara de 54 anos que mal fala espanhol, votou SIM “porque o novo texto favorece as classes média e baixa, enquanto a atual Constituição favorece as classes altas”. Irma Orozco, funcionária pública, votou NÃO “porque nós que temos um pouco mais de cultura e lemos o texto achamos que ficou faltando definição, há muitas controvérsias”.
A aprovação é considerada um marco por analistas nacionais e internacionais. Para o sociólogo Eduardo Paz Rada, professor da Universidade Mayor de San Andrés, “vivemos um momento transcendental, tão importante quanto 1825 [Independência] e 1952 [primeiras nacionalizações]. Esta Constituição nos abre uma perspectiva de um novo país”. Eduardo não exagera. Só para se ter idéia, a partir de agora os membros do Poder Judiciário serão eleitos pelo voto direto do povo, assim como os deputados estaduais (inexistentes pela Constituição anterior). A nova Carta garante direitos dos povos originários – excluídos ao longo dos séculos –, promove a folha de coca a patrimônio cultural, incentiva a propriedade coletiva, cooperativas, e afirma que os recursos naturais renováveis e não-renováveis são de caráter estratégico e pertencem ao povo boliviano – não podem ser cedidos a particulares, salvo extensões limitadas de terras para fins agrícolas. Os meios de comunicação ficam proibidos de formar monopólios ou oligopólios, as propriedades rurais terão de cumprir função econômica e social; a religião católica deixa de ser oficial e o Estado, laico, passa a reconhecer “a liberdade de religião e de crenças espirituais, de acordo com as suas [diferentes] cosmovisões”.
A Constituição recém-aprovada prevê maior participação do Estado na vida econômica e social do país. O artigo 306 garante quatro formas de organização econômica: comunitária, estatal, privada e social-cooperativa. O Estado dirigirá a economia e deverá regular os processos de produção, distribuição e comercialização de bens e serviços, com atenção especial para petróleo, gás e minérios, recursos hídricos e agrícolas.

UMA CENA PATÉTICA

Evo Morales se dirigiu à multidão na Praça Murillo, da sacada do Palácio, e reafirmou o que vinha dizendo, que esta Constituição tem caráter anticolonialista, antiimperialista e antineoliberal. E mais:
“Os serviços básicos como água, luz, comunicação etcétera são direitos humanos e por isso devem ser propriedade do povo boliviano, e não objeto de negócios privados. Hoje refundamos a Bolívia!”
Recebeu efusivo e interminável coro, já famoso: “Evo, amigo! O povo está contigo!”
E a oposição de direita começa a se pronunciar. Alguns dirigentes conclamavam o povo a não aceitar os resultados, outros afirmavam que o governo deveria chegar a um acordo se quisesse implementar a Constituição – essa mesma que acabava de ser aprovada pela maioria do povo. A governadora de Chuquisaca, Savina Cuellar, disse publicamente que o novo texto não deveria ser acatado porque eleitores teriam sido forçados a votar em Sucre, enquanto seu colega de Tarija, Mario Cossio, disse que o governo deveria negociar. O líder do Comitê Cívico de Santa Cruz, o latifundiário Branko Marinkovic, completou: “Ninguém poderá governar com a nova Constituição.”
O clima de golpe vinha de novo sendo preparado desde cedo. Às duas da tarde, emissoras privadas de televisão divulgaram insistentemente suposto problema com as tintas usadas para marcar o dedo do eleitor – evitando que vote mais de uma vez. Trata-se de um mecanismo de controle auxiliar, já que para votar o cidadão precisa assinar ao lado de seu nome e recolher seu comprovante, exatamente como no Brasil. Segundo aquelas emissoras, a tinta estava sendo facilmente apagada com água e sabão. A Unitel mandou seus repórteres lambuzar os dedos e lavá-los em frente das câmeras. A cena patética ficou no ar por uma hora, mas a estratégia demorou um minuto para ser desqualificada pelos observadores internacionais:
“Como cada cidadão ou cidadã está inscrito numa única Mesa Eleitoral e ao votar assina o documento da Corte Nacional Eleitoral, entendo que não é necessária a marca de tinta em seus dedos”, declarou o chefe da delegação do Mercosul, deputado federal brasileiro Doutor Rosinha.

A LUTA SERÁ DURA

As demais organizações internacionais presentes descartaram toda possibilidade de fraude e reafirmaram a lisura do ato:
“A missão considera que o processo se realizou de maneira exitosa e que a vontade dos cidadãos bolivianos, livremente expressada nas urnas, foi respeitada. A jornada eleitoral transcorreu pacificamente e sem contratempos”, concluiu o Consejo de Expertos Electorales de Latinoamerica. Pelas oito da noite, o presidente da Corte Nacional Eleitoral, José Luis Exeni, afirmou que não se registrou nenhum incidente grave e que o processo transcorreu democraticamente, secundado por representantes da Unasul, da União Européia, da Organização dos Estados Americanos e demais organizações – havia 311 observadores nos nove Departamentos (Estados).
Durante entrevista coletiva com Raúl Lagos, chefe da missão da OEA, ocorreu um episódio peculiar. Ele falava com uma jornalista e um sujeito se meteu entre as câmeras dizendo que tinha uma denúncia. Lagos pediu-lhe que a formalizasse e explicou à jornalista que não tomavam como denúncia “qualquer coisa que é publicada”. O tal cidadão foi para a rua, onde encontrou o que queria: câmeras e microfones. E se fez de vítima: “Não fui ouvido pela OEA.” Perguntei a ele: “O senhor pretende formalizar esta denúncia?” Ele fingiu que não entendeu, mas um radialista local insistiu na pergunta, então ele mudou de assunto.
É possível que a gritaria da direita tenha como objetivo desviar o foco da derrota ao mesmo tempo em que procura manter o governo sob suspeita, na defensiva, para negociar em melhores condições. Seus dirigentes aproveitam a vitória do NÃO nos quatro Estados orientais, a meia-lua (Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija), para insistir na estratégia de manter o país dividido – além de ressaltar que o governo perdeu entre 5% e 7% em relação ao referendo revogatório de 2008 (quando Evo venceu com 67,4%).
O fato é que existem duas forças centrais: de um lado, a direita entrincheirada no oriente e articulada com o imperialismo estadunidense, que já se mostrou capaz de tudo para fazer valer seus interesses – como o massacre de Pando, que ceifou a vida de 20 camponeses; do outro lado, o processo de mudança promovido pelo governo, que conta com imenso apoio do povo e dos movimentos sociais, hoje com força suficiente para cercar Santa Cruz, La Paz ou qualquer outro lugar. Todos os analistas concordam: 2009 será um ano difícil na Bolívia, possivelmente com novos conflitos e mortes.

SIM à esquerda
NÃO à direita


As campanhas eleitorais exerceram papel determinante. Os militantes do SIM investiram pesado na divulgação do novo texto constitucional, com panfletagens e com a venda de exemplares por preços simbólicos entre 1 e 2 reais, em farmácias, mercearias, bancas de jornal. Os meios de comunicação estatais e à esquerda promoveram debates.
Os partidários do NÃO apostaram em campanhas mentirosas, assinadas por entidades como Iglesias Re-Unidas, Basta Ya, Jovenes por Bolívia e Comisión Nacional de Defensa de Valores y Princípios Cristianos. Em propagandas de rádio e tevê, atores alarmavam a população afirmando que o governo iria poder tomar casas, carros e até tevês. Pelo lado moralista, diziam que o novo texto incentivaria o aborto, o casamento gay e a negação de Deus.
Dos quase 4 milhões de eleitores, segundo a Corte Nacional Eleitoral, compareceram 85%.

*Marcelo Salles é correspondente de Caros Amigos em La Paz e editor de Fazendo Media www.fazendomedia.com
salles@carosamigos.com.br

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=31ca0ca71184bbdb3de7b20a51e88e90&cod=3386

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

REFERENDO NA VENEZUELA

POR QUE HUGO CHÁVEZ GANHOU?

A ideologia bolivariana articula promoção dos direitos à soberania nacional e à solidariedade internacional

Emir Sader*

16 fevereiro 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Uma vez mais, em dez anos, Hugo Chávez triunfou nas eleições internas. À exceção da consulta de reforma constitucional de dezembro de 2007, ele triunfou em todas as 14 eleições, presidenciais, de referendos do mandato presidencial e outras. Volta agora a triunfar.

A levar a sério as versões da grande maioria – a quase totalidade da mídia privada nacional e internacional – não se pode entender suas vitórias. Que aos 10 anos de mandato, sob efeito de uma brutal oposição da mídia monopolista privada, das entidades do grande empresariado, dos partidos tradicionais, entre outras entidades que fazem parte do bloco de direita, Hugo Chavez detenha um apoio popular majoritário, só poderia ser atribuído a algum tipo de fraude. No entanto a própria oposição reconheceu a normalidade das eleições e a vitória de Chavez.

A razão de fundo para o apoio de Chavez na massa majoritariamente pobre da população venezuelana é a mesma que explica o êxito de governantes que privilegiam políticas sociais em detrimento da ditadura da economia e do mercado, característica dos governos que os precederam. Num país petroleiro, é incrível a pobreza venezuelana, revelando como as elites desse país fizeram a farra do petróleo, enriquecendo-se elas e distribuindo parte da renda petroleira a outros setores, políticos e sociais – incluindo a antiga “esquerda” e grandes setores do movimento sindical – que participavam da corrupção estatal.

Essas mesmas elites não perdoam que Hugo Chavez lhes tenha arrebatado não apenas o governo e o Estado, mas a principal fonte de riquezas do país – a PDVSA. E que dedique cerca de um quarto dos recursos obtidos por essa empresa para políticas sociais – para resgatar direitos essenciais da massa pobre da população, vitima principal do enriquecimento das elites tradicionais. Além de se valer de parte desses recursos para políticas internacionais solidárias – inclusive com setores pobres dos EUA.

Os resultados são claros: a extrema pobreza foi reduzida de 17,1 a 7,9. Cresceu a taxa de escolaridade e de preescolaridade, que subiu de 40 a 60%. Terminou o analfabetismo, segundo a constatação da Unesco. A participação feminina subiu muito no Parlamento e quatro mulheres dirigem a Corte Suprema, a Procuradoria Geral, o Conselho Nacional Eleitoral e a Assembléia Nacional. A taxa de mortalidade infantil diminuiu de 27 por mil a praticamente a metade: 14 por mil. O acesso a água potável subiu de 80 a 92% da população. Diminuiu significativamente a desigualdade social, a Venezuela subiu bastante no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, aumentou a expectativa de vida, diminuiu o desemprego, aumentou o trabalho formal em relação ao precário, foram legalizados milhões de aposentados, o consumo de alimentos subiu 170%. Em suma, como em todos os governos que buscam reverter a herança neoliberal, se dá um imenso processo de afirmação dos direitos da grande maioria, refletido na sua promoção social e na expansão do mercado interno de consumo popular.

A ideologia bolivariana articula promoção dos direitos à soberania nacional, à solidariedade internacional e à construção de um tipo de sociedade fundada nas necessidades da população e não nos mecanismos de mercado – a que Chavez aponta como o socialismo do século XXI.

A nova vitória de Chávez tem nessas bases seu fundamento. À falência das corruptas elites tradicionais, a Venezuela passou a viver o maior processo de democratização social e política da sua história. Essa vitória permite e compromete o governo com o enfrentamento da grande quantidade de problemas pendentes e que responde, em parte pela derrota anterior do governo, em dezembro de 2007.

Entre eles, a adaptação do Estado às necessidades de gestão eficiente e transparente de suas políticas, o enfrentamento do tema da violência, o avanço na construção de estruturas de poder político popular de base e do partido, o desenvolvimento de políticas econômicas que permitam a edificação de estruturas econômicas menos dependentes do petróleo, de caráter industrial e tecnologicamente avançadas.

As derrotadas são as elites tradicionais, que controlam 80% da mídia privada do país, que promoveram o golpe militar contra Chavez, um lock-out e a fuga de capitais contra o país, que se articulam com o governo dos EUA contra as autoridades legitimamente eleitas e reconfirmadas pelo voto democrático do povo venezuelano. Chavez sai fortalecido da consulta, assim como a imensa massa pobre da população, que ingressa, através do processo bolivariano à historia política do país. (Originalmente publicado no Blog do Emir)
Emir Sader é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/por-que-hugo-chavez-ganhou

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VENEZUELA ES EL PAÍS CON LA MAYOR PARTICIPACIÓN ELECTORAL DEL MUNDO

Agencia Bolivariana de Notícias http://www.abn.info.ve

Caracas, 17 febrero 2009 ABN - De acuerdo con la media mundial, Venezuela se considera el país con la mayor participación electoral del planeta, al ubicar su índice de abstención en poco más de 29%, refirió la vicepresidenta del Consejo Nacional Electoral (CNE), Janeth Hernández.

Durante su participación en el programa Despertó Venezuela, transmitido por Venezolana de Televisión, Hernández indicó que la media mundial de participación en una jornada comicial está por el 40%, y en el país ésta se ubica en el 70%.

La rectora principal del CNE destacó que en Venezuela “hay una democracia participativa y protagónica. Sólo los sectores reaccionarios piensan que las elecciones desgastan a la gente. Los cambios en Venezuela se consultan.”

Asimismo, destacó la percepción positiva que las jornadas electorales cobran en el país. En 1995, Latinobarómetro indicaba que más del 72% de la población venezolana pensaba que las elecciones eran fraudulentas.

“En la actualidad, Venezuela ocupa el segundo lugar en percepción positiva de la democracia, detrás de Uruguay”, acotó.

Voto nulo: posibilidad existente
En torno a la existencia de votos nulos en el proceso electoral del pasado domingo, Hernández hizo énfasis en la existencia del voto nulo conciente, pues hay sectores que afirman la inexistencia de esta opción dentro de la plataforma tecnológica del Poder Electoral.

Indicó que quien presione directamente “Votar” en su boleta electrónica sin hacer una selección previa porque así lo desea ejerce este tipo de voto.

En el caso de quienes no esperaron que se marcara la tilde o señal de selección de su opción en las votaciones del pasado 15 de febrero, Hernández refirió que, a título personal, pudo existir alguna falla comunicacional que se subsanó a lo largo de la jornada. “Cada proceso te da una experiencia”, apuntó.

De modo particular, destacó que en sus visitas al interior del país hizo hincapié en la necesidad de esperar que apareciera la tilde en la máquina de votación.

Un sistema en pos de la mejora

Hernández indicó que en su despacho no recibió denuncias sobre irregularidades en la pasada consulta. Sin embargo, indicó que si existen y están debidamente sustentadas, el Poder Electoral debe fijar posición.

En torno al caso del gobernador de Anzoátegui, Tarek William Saab, la rectora refirió que el alto funcionario se comunicó con la presidenta del CNE, Tibisay Lucena, y la instancia electoral se pronunciará al respecto.

“En principio, no existe proceso electoral en que no haya algún inconveniente que resolver. Lo importante es darle solución oportuna”, destacó.

Finalmente, resaltó el trabajo del CNE en la desconcentración de los centros electorales. Indicó que para la elecciones de concejales y juntas parroquiales, entre julio y agosto, se hará este proceso.
http://www.abn.info.ve/noticia.php?articulo=170323&lee=1

Lea también:
Vicepresidenta del CNE define elecciones del 15F como proceso legítimo
Observadores internacionales ratifican transparencia y confiabilidad en referendo venezolano

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MÁS DE 2 MILLONES DE MICROEMPRESAS REFLEJAN ÉXITO DEL SECTOR PRIVADO EN LA REVOLUCIÓN

Agencia Bolivariana de Notícias http://www.abn.info.ve

Caracas, 16 febrero 2009 ABN - “Creemos que en Venezuela hay más de dos millones de microempresas, desde el sector primario hasta el sector de comercio y servicios, pasando por el sector industrial, que reflejan el éxito del sector privado dentro de la revolución”, sostuvo el presidente de Empresarios por Venezuela (Empreven), Alejandro Uzcátegui.

En una entrevista para la Agencia Bolivariana de Noticias, el presidente de Empreven señaló que las 'más de dos millones de microempresas que existen en Venezuela, reflejan un éxito de la revolución que hay que resaltar, porque nunca en Venezuela se había escuchado que el microempresario participara de manera activa en el sector productivo”.

Por tal razón, Uzcátegui dijo que hay que reconocerle al gobierno del presidente Chávez, a la Revolución Socialista Bolivariana, el hecho de que los microempresarios, aunque existían como microempresas, nunca fueron atendidos, nunca fueron tomados en cuenta, no participaban en los programas productivos y de desarrollo de la nación”.

“Es después de 1999, cuando el sector microempresarial fue tomado en cuenta con varias medidas, por ejemplo, las leyes, como la ley de protección y desarrollo del sistema microfinanciero que estableció un articulado para el funcionamiento del sector microempresarial”, agregó Uzcátegui.

Al respecto, el presidente de Empreven manifestó que en 'el caso del sector productivo empresarial venezolano, durante los últimos años ha habido una serie de logros como lo son el crecimiento de la productividad y de las industrias”.

Uzcátegui recordó que el 26 de marzo de 2003, en el Teatro Municipal de Caracas, se suscribió un convenio entre el Gobierno Bolivariano, Bandes y Empreven, a fin de impulsar el sector de los microempresarios. Para Uzcátegui, este convenio ha logrado darle un crecimiento significativo y sostenido a los microempresarios.

Asimismo, argumentó que para Empreven, “la microempresa y la microindustria en un país, es la verdadera razón y el verdadero motor del desarrollo económico, porque sin la microindustria o con una microindustria débil, sin calidad, sin materia prima, sin cadena de comercialización, un país no va a salir adelante”.

En este sentido, Uzcátegui explicó que el desarrollo social, económico y productivo de un país no puede estar basado ni fundamentado en los intereses de las empresas transnacionales, “de las grandes empresas que como sabemos tienen sus intereses capitalistas neoliberales, como fue en Venezuela en los últimos 40 años antes de la revolución”.

El desarrollo integral de un país, expresó Uzcátegui, se basa en “impulsar al pequeño empresario, ese pequeño empresario que en el gobierno de Chávez ha visto un respaldo y un apoyo como nunca antes”.

Remarcó que aunque los logros de los microempresarios dentro de los primeros diez años de la Revolución Bolivariana han sido significativos, “aún falta muchísimo por hacer”, pues la meta es lograr el autoabastecimiento de la nación en todos los sectores productivos.

http://www.abn.info.ve/noticia.php?articulo=170259&lee=16

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MÁS DE 500 MIL MICROS, PEQUEÑOS Y MEDIANOS EMPRESARIOS HAN SIDO BENEFICIADOS POR LA REVOLUCIÓN

Agencia Bolivariana de Notícias http://www.abn.info.ve

Caracas, 16 febrero 2009 ABN - 'Más de 500.000 micros, pequeños y medianos empresarios, hemos sentido a lo largo de estos 10 años de revolución, como ha venido mejorando la vida de los venezolanos y como han venido apuntalándose los factores para promover y facilitar el desarrollo de las actividades productivas de todos nosotros', manifestó el presidente de la Federación de Empresarios de la Energía de Venezuela (Fedenergía), David Peñalver.

En entrevista exclusiva a la Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) Peñalver, quien es también vicepresidente de la Confederación Nacional de Ganaderos y Agricultores de Venezuela (Confagan) y vicepresidente de la Federación de Empresas Socialistas de Venezuela, declaró que los diversos beneficios que han tenido los micros, pequeños y medianos empresarios se han dado gracias a las políticas crediticias impulsadas por el Gobierno Nacional.

“Cuando el Gobierno del presidente Chávez llegó, conseguimos en un 57% aproximadamente las tasas de interés para créditos, en estos 10 años el presidente Chávez las ha llevado hasta un 23% en las tasas más activas”, explicó Peñalver.

En este sentido, comentó que el sector empresarial tiene otros beneficios como la llamada “gaveta crediticia para el sector turismo, la pequeña mediana industria y el sector agrícola y pecuario, que fluctúa en un orden de un 11% a 17%, es decir, menos 10 puntos por debajo todavía de lo que son las tasas de interés actuales”.

Asimismo, remarcó Peñalver, que con este tipo de políticas, se ha facilitado y democratizado el acceso al crédito.

“Nosotros vemos también como con las compras del Estado, con las ruedas de negocios, con todas las facilidades que se están dando a través de la nueva ley de licitaciones, de la ley de la pequeña y mediana industria, nos ha permitido que nosotros nos incorporemos activamente al mercado y a trabajar en sectores y empresas fuera y dentro del Gobierno que tradicionalmente estaban tomadas por grandes grupos económicos”, argumentó Peñalver.

Sobre este punto, Peñalver agregó que las políticas para proteger la micro, pequeña y mediana industria, fue otro factor importante para el desarrollo integral del sector.

“Por eso es que nosotros vemos como en estos 10 años han surgido más de 400.000 nuevas empresas que han venido a engrosar no sólo la generación de riquezas sino el empleo productivo, además de mejorar la claridad de vida y las condiciones socioeconómicas de nuestros trabajadores y familias”, indicó Peñalver.

http://www.abn.info.ve/noticia.php?articulo=170260&lee=16

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

OPOSIÇÃO REVOLUCIONA ELEIÇÃO NA BOLÍVIA: 61 X 39 VIROU EMPATE

A direita boliviana, fracassada como classe política, foi sepultada pela votação cidadã e agora fala de um novo pacto para revisar uma Constituição que já foi aprovada.

30 janeiro 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Bolpress

Tradução: Fernando Damasceno (Vermelho)

Uma das primeiras normas de convivência que se aprende no jardim de infância é que ''a maioria manda''; um princípio democrática indiscutível reconhecido em quase todas as nações do mundo é a eleição de governos e políticas de Estado por ''maioria absoluta'' de votos (50% mais um). Na Bolívia, a oposição minoritária – já derrotada três vezes consecutivas nas urnas – tentou acabar com o governo por meio de violência e agora interpreta que o referendo do último domingo terminou empatado.
O MAS aplicou surras na oposição de direita nas eleições nacionais de 2005 (53%), na eleição de assembleístas de 2006 (51%) e no referendo revogatório de 2008 (67%). Os opositores respiram aliviados porque sua quarta derrota, no referendo constitucional de 25 de janeiro, não foi tão humilhante.
Com 99,63% dos votos apurados, a proposta de nova Constituição Política de Estado foi rechaçada por 38,51% dos bolivianos, tendo perdido em cinco das nove capitais de departamentos do país. No entanto, mais de 60% do eleitorado aprovou a nova Carta.
O lógico seria que as minorias derrotadas aceitassem a decisão da maioria da população, mas na Bolívia os opositores nem sempre respeitam a lógica. O presidente do Senado, Oscar Ortiz, e o dirigente cívico de Santa Cruz Branco Marinkovic entendem que ''não há ganhadores nem perdedores, mas sim um empate técnico''.
Segundo a direita boliviana, o referendo constitucional demonstrou que ''a metade do país'' disse ''não'' à Constituição, o que obrigaria Evo Morales a ''aprender a reconhecer as distintas visões existentes no país''.
A partir dessa leitura, a oposição afirma que chegou o momento de ''pactuar'' com o governo, ou seja, ''combinar'' leis interpretativas para cada um dos artigos da Constituição que necessitarem de normas esclarecedoras.
O senador Tito Hoz de Vila (Podemos) antecipa que em toda essa etapa de ''acertos'' seu partido fará com que sejam respeitados os direitos da ''minoria, que não é tão minoritária''. ''Se quiserem atropelar, estaremos no Senado para ser um fator de equilíbrio, que obrigará o governo a governar para todos, evitando assim o totalitarismo...''.
A oposição, fracassada como classe política, foi sepultada pela votação cidadã e agora fala de um novo pacto para revisar uma Constituição que já foi aprovada. ''Esse é um insulto à dignidade do povo soberano, à democracia e à inteligência'', protestou o deputado Alejando Colanzi (UN).
Segundo Colanzi, a discussão política que se avista será mais de forma do que de fundo, pois o soberano já se definiu contra a classe política que bloqueou toda possibilidade de diálogo e mudanças em mais de 20 anos de democracia.
Também reapareceu no cenário político o ex-presidente Jaime Paz para fazer com que Evo entenda que ''40% da população não está de acordo com seu projeto de Constituição, e que essa vontade tem que ser respeitada''. O ex-mandatário propôs, como exemplo, a estruturação de um governo departamental que represente a todos os habitantes de Tarija, de modo a blindá-los de ''qualquer imposição''.
Por sua vez, o senador Ricardo Diaz, do MAS, afirma que os partidos tradicionais não têm moral para exigir porcentagens especiais para a aplicação da nova CPE, pois quando administraram o modelo neoliberal nunca obtiveram mais do que 34% dos votos em nível nacional.
O presidente Evo Morales descartou qualquer negociação com a oposição para modificar o conteúdo da nova CPE, muito menos no que diz respeito às questões agrárias, e se recusou a conversar com o cívico Marinkovic, envolvido em ações anti-democráticas e violentas em 2008.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/especiais/bolivia/oposicao-revoluciona-eleicao-na-bolivia-61x39-virou-empate

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

BOLIVIA HA LOGRADO UNA TRANSFORMACIÓN PROFUNDA

El presidente de Bolivia, Evo Morales, analizó este lunes en entrevista exclusiva para TeleSUR, diversos aspectos luego de la jornada electoral del domingo en la que resultó aprobada la Nueva Constitución de la nación andina con más del 60 por ciento de aceptación popular, donde destacó que gracias a la conciencia de los pueblo de Latinoamérica, se han logrado transformaciones profundas que han cambiado de manera positiva el curso de la historia en a región.

26 enero 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente de Bolivia, Evo Morales, analizó este lunes en entrevista exclusiva para TeleSUR, diversos aspectos luego de la jornada electoral del domingo en la que resultó aprobada la Nueva Constitución de la nación andina con más del 60 por ciento de aceptación popular, donde destacó que gracias a la conciencia de los pueblo de Latinoamérica, se han logrado transformaciones profundas que han cambiado de manera positiva el curso de la historia en a región.
Morales a su vez aseguró que está dispuesto al diálogo para la implementación de esas transformaciones, porque la voluntad soberana del pueblo no se puede cambiar fácilmente como quisieran algunas autoridades.
A continuación, la entrevista completa:

¿Qué significa esta victoria del pueblo boliviano en la coyuntura actual de América Latina?

En América Latina los procesos democráticos, pero de transformaciones profundas en reestructurar en lo social, en lo cultural, en lo económico, van de manera acelerada gracias a la conciencia de los pueblos de Latinoamérica.

Lo que pasó el día de ayer (domingo 25 de enero) ha sido algo histórico, inédito en la vida de los bolivianos y bolivianas, y siento que también tiene una repercusión internacional porque por primera vez en la historia boliviana una propuesta de nueva Constitución Política del Estado boliviano se pone en consideración del pueblo boliviano, se somete al pueblo boliviano.

Pese una campaña mentirosa, de miedo pues el pueblo boliviano se ha impuesto ante unos grupos que no quieren transformaciones profundas, y por eso el resultado el día de ayer en Bolivia, alienta las revoluciones democráticas no solamente en Bolivia, sino en todo el continente.

Esperamos seguir trabajando con los pueblos, con las fuerzas sociales de Latinoamérica para impulsar las transformaciones profundas que permitan la verdadera liberación de nuestros pueblos.

Presidente, el Prefecto de Santa Cruz afirmó que usted y su Gobierno deben respetar el "No" que se votó en esa región al proyecto de nueva Constitución. ¿Qué respuesta le da usted a esto?

Entiendo que es una reacción tan natural del Prefecto y de algunos grupos; sin embargo es una nación, es un pueblo, y los resultados son vinculantes de carácter nacional y esta nueva Constitución Política del Estado boliviano ha sido aprobada por todo el pueblo boliviano.

Estamos dispuestos al diálogo para la implementación correspondiente, porque la voluntad soberana del pueblo no se puede cambiar fácilmente como quisieran algunas autoridades. No olvidemos que el año pasado intentaron descuartizar a Bolivia, así como nuestro líder indígena Tupac Takari ha sido descuartizado por cuatro caballos, y estos dos o cuatro prefectos, dirigentes cívicos intentaron descuartizar a Bolivia y fracasaron.

El pueblo boliviano masivamente se manifestó el 4 de mayo del año pasado, pidiendo la unidad del país. Desde ese momento, acciones separatistas, incluso algunos grupos gritaban "independencia", pues quedaron a un lado, excluidos, marginados, porque el pueblo boliviano, el pueblo cruceño, el pueblo pandino, el pueblo beniano, pidió unidad de todos los bolivianos. Ayer lo que se aprobó es una Bolivia unida con autonomías.

Por lo tanto, estoy dispuesto a debatir, de la implementación con la participación, como siempre decimos, de dirigentes de los movimientos sociales, opositores. Ya la semana pasada convocamos a reunión con los prefectos, con los alcaldes para anticiparnos a la implementación de las autonomías. Sin embargo, unos muy pocos prefectos no han participado en esta reunión, entendemos perfectamente, pero el Gobierno tiene la responsabilidad de aplicar e implementar la nueva Constitución Política del Estado.

Desde esa perspectiva, ¿cómo se va a implementar en este caso la autonomía indígena que es uno de los logros de este nuevo texto político?

Naturalmente el pueblo boliviano ha votado no sólo por la autonomía indígena, sino por las autonomías departamentales. Por tanto, va a haber una estrecha coordinación con los prefectos, con los movimientos sociales, y especialmente con el movimiento indígena, con las alcaldías correspondientes.

Hago una convocatoria abierta a expertos en temas constitucionales, expertos en implementar la aplicación de una nueva Constitución y repito, abierto el diálogo correspondiente. Ya desde las semanas pasadas, desde el año pasado hemos organizado un Comité Constituyentes donde está el Gobierno Nacional, los movimientos sociales.
Ahora, la semana pasada convocamos también la incorporación de los prefectos y unos alcaldes. Esta será la base que permita implementar las autonomías, no solamente indígenas, sino también departamentales. Pero además de eso, tengo una propuesta para conformar un Consejo Autonómico con participación, repito de estas instituciones del Estado, como también de los movimientos sociales para su implementación.

De lo más democrático, transparente y de manera sincera, hago llegar la convocatoria de manera pública a los prefectos y debatamos juntos. Por ejemplo, un proyecto de ley de autonomías, además de eso vamos a crear un Ministerio de Autonomías, al margen de un Consejo Autonómico. Esto es lo más democrático para implementar las autonomías correspondientes.

¿Es una manera también de dar respuesta a estos sectores de la población que votaron por el "No" en algunas de estas regiones de su país, Presidente?
A todos, no solamente a la gente que votó por el "No", sino que es a los que votaron por el "Sí", por el "No", porque esta nueva Constitución Política del Estado boliviano es para todos los bolivianos y bolivianas, no es solamente para los que han votado por el "Sí", sino también para la gente que ha votado por el "No".
Por eso, reitero, es una nueva Constitución que busca no solamente la unidad, la igualdad, la dignidad, respetando la diversidad pero también una nueva Constitución que cambia toda la política de antes. Antes teníamos una Constitución Política del Estado boliviano, pues un Estado sin nación y las nacionalidades sin Estado.
Ahora es un Estado con nación, entonces lo que se busca es cómo unir a los originarios milenarios, que somos muchos, que son los pueblos indígenas que son muy pobres, y a los originarios contemporáneos que son pocos muy ricos, que tienen mucha plata.

Esta nueva Constitución unirá a los dos sectores, y por eso yo plantearía más bien una especia de reconciliación en base a la nueva Constitución Política del Estado boliviano, pero con la premisa de cómo garantizar la igualdad, unidad y dignidad del pueblo boliviano.

A propósito de lo que usted acaba de decir va la siguiente pregunta: ¿Cuál es su interpretación de la respuesta a la pregunta sobre el límite de hectáreas en la perspectiva de una Revolución Agraria en su país? ¿De qué manera contribuye a darle impulso a esta Revolución Agraria en su país?

Algunos opositores solamente hacen una referencia sobre la Constitución Política del Estado boliviano, dijeron que perdieron algunos departamentos, pero ganó a nivel nacional.

Pero lo más importante es el tema tierra, la lucha histórica de los pueblos indígenas ha sido por la tierra y el territorio. No solamente durante la Colonia, sino también durante la República, durante las dictaduras militares. Ha habido un abuso de poder durante los gobiernos sean civiles, democráticos, pero también en las dictaduras de las décadas de los 50, 60, 70 y parte de los 80.

Esa lucha por tierra-territorio, cuando hablamos de tierras, estamos hablando de tierras para cultivar, y cuando hablamos de territorio se refiere a todos los recursos naturales que nuestros antepasados, nuestras fuerzas sociales, nuestras organizaciones indígenas y campesinas, fundamentalmente defendieron el territorio significa defender los recursos naturales.

Ahora, gracias a la propuesta de la Asamblea Constituyente, para que se consulte al pueblo durante un referendo dirimidor si máximo van a tener 10 mil, o máximo van a tener 5 mil hectáreas por persona. Masivamente, casi 80 por ciento del pueblo boliviano dijo sólo 5 mil hectáreas.

Yo quisiera escuchar comentarios de algún opositor neoliberal, quisiera escuchar comentarios sobre ese sentimiento del pueblo boliviano de acabar el latifundio a los terratenientes en Santa Cruz, en Pando, Beni, Tarija, en toda Bolivia ganó No a 10 mil, sino a 5 mil hectáreas.

En Bolivia, lamentablemente tenemos personas que tienen desde 50 mil hasta 100 mil ó 200 mil hectáreas legalizadas bajo un amparo político, bajo esas maniobras que siempre para mantener sus intereses. Yo saludo de verdad, ese sentimiento del pueblo boliviano, especialmente en los departamentos como Pando, Beni, Santa Cruz, Tarija, que dentro y fuera de la ciudad rechazaron la tenencia de tierras de 10 mil y sólo aceptaron 5 mil.

Es obligación del Gobierno Nacional hacer respetar esta voluntad soberana, esta decisión consciente del pueblo boliviano, de que máximo ahora tendrán 5 mil hectáreas y no como antes tenían miles y miles de hectáreas, y simplemente las protegían sus tierras para negociar, vender.

Felizmente, es el gran resultado, estoy muy contento, y quiero decir que la lucha de mis compañeros, de mis hermanos del campo y la ciudad, no ha sido en vano, ese esfuerzo de tantos años. Porque las primeras marchas que hicimos, han sido desde el año 1990, tantas marchas, a veces desde Beni, a veces desde el altiplano, a veces desde Santa Cruz, a veces desde el Chapare por la Asamblea Constituyente.

Pero ahora, felizmente ya tenemos aprobada una nueva Constitución Política del Estado boliviano, y el tema central siempre ha sido el tema tierra. De las llamadas autonomías, capitalía, dos tercios, en el fondo era el tema tierra.

Y por eso digo que es una lucha histórica, y por eso ese sentimiento del pueblo de acabar con el latifundio, será respetado por el Gobierno, será aplicada, porque no es posible que una gente que enriquece especulando con la tierra, y ahora la decisión es hacer respetar esta decisión del pueblo boliviano.

¿Cómo va a ser el trabajo de la implementación de esta Carta Magna? Usted ha dicho en otras entrevistas a medios locales que se requerirían un paquete de 100 leyes, ¿Cómo es ese trabajo para volver este texto constitucional ley, y empezar a aplicarla a partir de la próxima semana cuando entra en vigencia?

Primero, mañana tengo una reunión ampliada del Gabinete, en la que estarán ministros, ministras, viceministros, viceministras, algunas instituciones del Estado llamadas "descentralizadas", como los jefes de la bancada del MAS (Movimiento Al Socialismo), para no evaluar, sino planificar la implementación.

Es verdad que necesitamos muchas normas, como hay una nueva Constitución de refundación, es obligado la implementación con nuevas normas. Pero lo más importante, el contenido central de esta nueva Constitución es descolonizar Bolivia. Yo dije en muchas oportunidades, si queremos descolonizar Bolivia, debemos empezar por descolonizarnos nosotros mismos.

Dejar de vivir el engaño, la mentira que hemos soportado en las últimas horas, en los últimos días, frente a la campaña tan sucia de la derecha.

Y segundo, necesitamos una nueva mentalidad de todos los funcionarios públicos, pero sobre todo para eso, tienen que haber unas nuevas normas, nueva estructura del Estado, nuevas funciones, nuevos procedimientos. Es la base de la implementación de esta nueva Constitución Política del Estado boliviano. Pero por encima de estas nuevas funciones, atribuciones, normas, sobre todo cómo cambiar de mentalidad.

Y yo digo a veces, si queremos cambiar Bolivia, pues tenemos que empezar a cambiar nosotros, empezando por el Presidente. ¿En qué consiste ese cambiar? No ser ambicioso, no ser sectario, no ser acaparador, no ser regionalista, sino primero pensar en la patria, segundo pensar en el pueblo boliviano, especialmente en su igualdad, en su dignidad y su unidad.

Otras de las definiciones que hace este texto constitucional acerca de su país, de su nación, de su Estado es que prohíbe la instalación de bases extranjeras y además se declara como un Estado pacifista. Quisiéramos que usted interpretara esta definición a la luz de la coyuntura actual de su país en relación con América Latina, donde hay unos lazos de integración bastante fuertes. Su próxima reunión de cara a una Cumbre Extraordinaria del ALBA (Alternativa Bolivariana para las Américas), pero también en referencia a un Gobierno con el cual usted en este momento no tiene relaciones, como es el caso de Estados Unidos y de Israel.

Primero, yo he sido víctima en la zona del trópico de Cochabamba de una Base militar norteamericana. En el año de 1978 cuando presté el servicio militar obligatorio, pues las Fuerzas Armadas me enseñaron a defender la patria y quiero defender la patria. No permitiré a ningún extranjero armado y uniformado que pueda fácilmente, libremente estar presente en Bolivia.

Estando de dirigente sindical en la zona del trópico de Cochabamba, habían norteamericanos uniformados, armados, inclusive nos disparaban, nos perseguían con avionetas, con los helicópteros, a las marchas de los movimientos sociales del Chapari.

Gracias a ese pueblo, al pueblo boliviano tengo la oportunidad ahora desde la presidencia, cómo eliminar a las bases militares extranjeras en Bolivia. Bajo mi propuesta y por medio de los constituyentes dije que un párrafo, un artículo debe entrar donde no se permite ninguna base militar extranjera. Con esa experiencia de Estados Unidos, eso ha sido aprobado.

Segundo tema, el tema de integración es verdad se gestan grandes procesos de integración gracias a los pueblos de Sudamérica, de Latinoamérica, de los Presidentes especialmente y quienes comparten las luchas de los pueblos, Latinoamérica va en proceso de liberación.

La segunda liberación yo diría, coincidimos con muchos presidentes y sobre todo con las fuerzas sociales cuando hablamos de la liberación y cuando los pueblos empiezan a recuperar su dignidad y sus recursos naturales, especialmente el petróleo, el gas, empieza a mejorar la situación económica. Inclusive en algún momento yo comentaba que tal vez estas rebajas en el precio del petróleo, el barril del petróleo, quién sabe si está orientado del capitalismo tan salvaje, a debilitar a los presidentes que empezamos a mejorar la economía gracias a un recurso natural que es el patrimonio de los bolivianos, brasileños o venezolanos.

Recuerdo hace tiempo atrás cuando era niño todavía, se hablaba del estaño boliviano en Estados Unidos y cuando habían gobiernos democráticos de corte popular, socialista, sólo amenazaban de poner al mercado el estaño, para hacer rebajar el estaño en Bolivia.

De esta manera, debilitar a ese gobierno y después venga la derecha o golpe militar. Esa es la historia de Bolivia, y cuando los últimos meses del año pasado empieza a rebajar el precio del barril de petróleo, empecé a pensar que era una gran maniobra del capitalismo.

Pero pienso que se va a superar una directa coordinación con los pueblos, con los presidentes de Latinoamérica. Nuestro sueño es seguir trabajando de manera conjunta, con gobiernos, con presidentes, con los movimientos sociales decididos a liberar a Latinoamérica. Y ahí ni Cuba, ni Venezuela están solos. Hay un gran sentimiento y movimiento por la liberación de nuestros pueblos pero en democracia que es lo más importante.

Yo hoy día he recibido muchas felicitaciones por ejemplo de MERCOSUR (Mercado Común del Sur) que dice:

"Felicitamos al pueblo boliviano por la extraordinaria jornada de transparencia democrática que tuvo lugar, hoy durante la celebración del Referendo Constituyente 2009, en todo el territorio de la República de Bolivia. Hemos presenciado una elecciones ejemplares que muestran la extraordinaria vocación de los bolivianos por someter decisiones políticas transparentes al pronunciamiento de la voluntad popular".

Y así podemos hablar de saludos de Japón, España, Venezuela, de otros países, agradecer públicamente de este aliento de los países, de Gobiernos, y tantas llamadas telefónicas de los movimientos sociales de todo el mundo. Siento que este camino que tomamos de una Revolución democrática cultural siento que no está equivocada ni en Bolivia ni para fuera de Bolivia.

Este 2009 volverá a ser un año de elecciones en su país. El Congreso ha convocado a las urnas nuevamente a los bolivianos y bolivianas el próximo 6 de diciembre, esta determinación recorta un años su mandato. ¿Cuál es su visión de este escenario político?

La propuesta de la Asamblea Constituyente era que iban a reelección; sin embargo, todo por la unidad del pueblo boliviano, yo tuve que renunciar a esa reelección. Sin embargo, también por decisión del Congreso y la propuesta de los constituyentes, después de la refundación, todos podemos empezar nuevamente a ser candidatos.

El gobierno nacional de manera democrática, transparente, va a garantizar esas elecciones nacionales, donde está previsto para los primeros días de diciembre de este año.

Desde el punto de vista personal, usted como ser humano, como hombre, luchó tanto como muchos de sus compatriotas por esta Constitución, por esta transformación que se da a través de la aprobación de este nuevo texto constitucional. Para Evo Morales, el hombre, ¿qué significado le dio usted, cómo vivió ese proceso en el que se empezaron a conocer las primeras cifras extraoficiales?


Primero una gran alegría, muy contento, muy fortalecido, porque el pueblo boliviano, los sectores más marginados, los más excluidos del campo y la ciudad, vamos de triunfo en triunfo. Empezamos el año 2005 con las elecciones nacionales porque por primera vez después de la década del 50, ganamos con más del 50 por ciento. Un presidente, un partido gana en 2005 las elecciones con más del 50 por ciento.

En 2006 vienen las elecciones constituyentes, ganábamos con más del 50 por ciento, viene después el referendo revocatorio. Imagínense a un presidente elegido con más del 50 por ciento, piden revocatorio, intentaron revocarme, intentaron sacarme del Palacio con el voto del pueblo boliviano.

Luego hubo una reacción del pueblo boliviano y me ratificaron con 67 por ciento el año pasado. Ahora llega la aprobación de la Nueva Constitución y también se aprueba con más del 60 por ciento. Así estoy convencido que vamos a llegar a cerca del 65 por ciento, pero ahora dicen que 61.

Usted sabe que la fuerza de este movimiento político son las áreas rurales y de éstas siempre la votación llega muy tarde a la Corte Nacional Electoral, así que esperamos que con los votos del campo podamos ir mejorando los resultados.

Muy contento, muy alentado, muy comprometido, esto significa que ni el presidente, ni el vicepresidente, ni el gobierno está equivocado; pero todo es por la fuerza, por la conciencia del pueblo boliviano. Durante la gran marcha histórica para obligar al Congreso Nacional la aprobación de una ley que permita la consulta sobre la aprobación de la Nueva Constitución, me quedé impresionado, miles y miles marchando y amaneciendo en la Plaza Murillo. De esta manera obligar al Congreso a aprobar una ley para la consulta.

Se ha hecho la consulta, ahora entramos a la última etapa del proceso constituyente que es la refundación, es el nuevo Estado. Estoy seguro que esos movimientos sociales del campo a la ciudad, originarios, no originarios, obreros, mestizos criollos, todos seguirán apostando por las transformaciones pacíficas.

Yo quiero recordar algo, cuando estaba impulsando este movimiento político junto a los movimientos sociales, un empresario dijo: prefiero piedras en mi puerta que balas. Yo no entendí ese mensaje de un empresario que prefería bloqueos de camino, de reivindicación económica, social hasta política a veces, cuando había un golpe de Estado con bloqueos, con cortes de camino, se hacía retroceder al golpe de Estado, a las dictaduras militares en la década del 70 y no quieren balas, es decir, no quieren lucha armada.

Esas expresiones me comprometen a buscar transformaciones con el voto del pueblo boliviano, por eso hace un momento decía que por primera vez en la historia de Bolivia, una Constitución es consultada al pueblo boliviano, antes los jefes de partido se reunían, hacían algunas reformas, llevaban al Congreso y ya estaban hechas las reformas sin ninguna consulta al pueblo boliviano o partidos que tenían representación parlamentaria. Ahora el pueblo con su voto decide el destino del país, por eso muy contento, el pueblo es tan sabio, tan sano para decidir su destino.

http://www.telesurtv.net/noticias/entrev-reportajes/index.php?ckl=174
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