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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Brasil/Igreja Católica repudia Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241): Devastadora e brutal

13 outubro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


A proposta de Emenda Constitucional 241/2016 focaliza a transferência de recursos públicos das áreas sociais para o pagamento de juros e para a redução da dívida pública. Estabelece um "Novo Regime Fiscal", encaminhado para a Câmara de Deputados no dia 15 de junho de 2016.

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz*

Esta medida de contenção asfixiante, parte de uma premissa falsa segundo o economista Francisco Funcia, da PUC- SP, que seria a grave situação econômica do país; em nota à imprensa, foi divulgado pelo Ministério da Fazenda, em 24 de junho de 2016: "A situação do Brasil é de solidez e segurança porque os fundamentos são robustos. O país tem expressivo volume de reservas internacionais e o ingresso tem sido suficiente para financiar as transações correntes. As condições de financiamento da dívida pública brasileira permanecem sólidas neste momento de volatilidade nos mercados financeiros em função de eventos externos. A dívida publica federal Nacional conta com amplo colchão de liquidez". 

Como se verifica na declaração não há no país uma situação caótica que exija um ajuste tão violento e brutal, a ponto de "congelar" as despesas federais no patamar dos valores de 2016, por um prazo de 20 anos.

1. Qual o objetivo é finalidade da PEC 241?
A agenda explícita desta proposta é

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Venezuela/16 AÑOS DE REVOLUCIÓN

2 febrero 2015, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

El 2 de febrero de 1999 comenzó a cambiar la historia venezolana.

El 2 de febrero de 1999 asumió el poder el líder bolivariano Hugo Chávez; 16 años después, Venezuela continúa avanzando en su camino por la verdadera independencia y la liberación total del yugo imperialista.


La Revolución Bolivariana, proceso de transformación política, económica y social que se comenzó a gestar en Venezuela a finales de la década de 1990; cumple este lunes 16 años impulsando un nuevo modelo de desarrollo orientado hacia el respeto a los Derechos Humanos y la construcción de una sociedad libre del colonialismo.

Cuando asumió el poder, el líder del movimiento revolucionario, Hugo Chávez, afirmó que

sábado, 27 de outubro de 2012

Brasil/ALTERNÂNCIA REPUBLICANA NO PARLAMENTO E JUDICIÁRIO

25 outubro 2012/Rádio Agência NP http://www.radioagencianp.com.br (Brasil)

Impessoalidade e limite de permanência num cargo são vitais para nossa saúde social e política, pois evitam perpetuação e enraizamento no poder.

Roberto Livianu*

Quando, em 1748, no alvorecer iluminista, Montesquieu apresentou a teoria da tripartição do poder em O Espírito das Leis, propôs uma nova concepção de Estado, com os poderes executivo, legislativo e judiciário independentes e se autocontrolando em sistema de freios e contrapesos.

Cento e cinqüenta anos depois, em 1889, o Brasil se tornou uma república democrática, que sucedeu à monarquia absolutista, implantando um novo sistema de governo, caraterizado pela ideia essencial de alternância no poder por eleições.

Hoje, no exercício do poder executivo, o princípio republicano é garantido pela Constituição Federal, já que somente é permitida uma recondução consecutiva ao mesmo cargo por reeleição. É bom lembrar que a mesma Constituição consagra também o princípio da impessoalidade na administração pública.

Estas normas são vitais para garantir a nossa saúde social e política, pois vacinam a sociedade da perpetuação e enraizamento no poder, já que a tentação de uso da máquina sempre existe e desequilibra muitas vezes as eleições.

Precisamos desta vacina também nos poderes legislativo e judiciário, emendando a Constituição. Não é razoável que um deputado ou vereador permaneça no parlamento por 20, 24 ou 32 anos ininterruptamente. Como não é razoável que um Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou do Supremo Tribunal Federal (STF), cuja escolha é exclusivamente política, permaneça lá por 20, 25 ou 30 anos.

Para o parlamento, parece razoável a adoção do mesmo limite do Executivo – dois mandatos consecutivos apenas. Para os tribunais, um mandato de 10 anos parece de bom tom. A distribuição de justiça, além da experiência, precisa de arejamento constante, já que a dinâmica social muda muito rápido e exige a permanente reoxigenação dos quadros responsáveis pela aplicação da lei. 23/10/12

*Roberto Livianu é promotor de Justiça e integrante do Ministério Público Democrático (MPD)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Equador/"UNIR CONTRA A OPRESSÃO"-- Julian Assange

DECLARAÇÃO OFICIAL A PARTIR DA EMBAIXADA EQUATORIANA


por Julian Assange*

20 agosto 2012, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


Estou aqui porque não posso estar mais próximo de vocês.

Obrigado por estarem aqui.

Obrigado pela vossa resolução e generosidade de espírito.

Na quarta-feira à noite, depois de uma ameaça enviada a esta embaixada e de a polícia ter descido sobre este edifício, vocês vieram no meio da noite para guardarem-no e convosco trouxeram os olhos do mundo.

Dentro da embaixada, após escurecer, eu podia ouvir equipes da polícia a enxamearam dentro do edifício através da escada de incêndio interna.

Mas eu sabia que ali estariam testemunhas.

Se o Reino Unido não jogou fora as Convenções de Viena naquela noite foi porque o mundo estava a observar.

E o mundo estava a observar porque vocês estavam ali.

Da próxima vez que alguém lhes disser que é inútil defender os direitos que valorizamos, recordem-se da vossa vigília na escuridão do lado de fora da Embaixada do Equador – e de como pela manhã o sol nasceu num mundo diferente, e de uma corajosa nação latino-americana que se ergue pela justiça.

E assim, àquelas pessoas corajosas:

Agradeço ao Presidente Correa pela coragem que tem mostrado ao considerar e garantir-me asilo político.

E agradeço ao governo e ao ministro das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, que tem sustentado a constituição equatoriana e a sua noção de direitos universais ao considerar o meu caso.

E ao povo equatoriano por apoiar e defender a sua constituição.

Tenho uma dívida de gratidão para com a equipe desta embaixada cujas famílias vivem em Londres e que têm manifestado hospitalidade e gentileza para comigo apesar das ameaças que têm recebido.

Nesta sexta-feira haverá uma reunião de emergência em Washington D.C. dos ministros dos Negócios Estrangeiros da América Latina para tratar desta situação.

Assim, estou grato aos povos e governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Peru, Venezuela e todos os outros países latino-americanos que vieram em defesa do direito de asilo.

Ao povo dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Suécia e da Austrália que me têm apoiado com força, ao passo que os seus governos não. E àquelas cabeças mais sábias no governo que ainda estão a combater pela justiça. Este dia chegará.

À equipe, apoiantes e fontes do WikiLeaks cuja coragem, compromisso e lealdade nunca se viu igual.

À minha família e meu filho a quem foi negado o seu pai. perdoe-me. Estaremos reunidos em breve.

Como a WikiLeaks permanece sob ameaça, assim também permanece a liberdade de expressão e a saúda das nossas sociedades.

Devemos utilizar este momento para articular a opção com que se depara o governo dos Estados Unidos da América.

Retornará e reafirmará os valores sobre os quais foi fundado?

Ou inclinar-se-á para o precipício arrastando-nos todos para um mundo perigoso e opressivo no qual jornalistas caem silenciosos sob o medo da perseguição e os cidadãos devem murmurar na escuridão?

Digo que deve voltar atrás.

Peço ao Presidente Obama que faça a coisa certa.

Os Estados Unidos devem renunciar à sua caçada de feiticeiras contra a WikiLeaks.

Os Estados Unidos devem desfazer a sua investigação do FBI.

Os Estados Unidos devem prometer que não procurarão processar nossa equipe ou nossos apoiantes.

Os Estados Unidos devem comprometer-se perante o mundo a que não perseguirão jornalistas por lançarem uma luz sobre os crimes secretos dos poderosos.

Não deve haver mais conversas tolas acerca de processar qualquer organização de media, seja a WikiLeaks ou o New York Times.

A guerra da administração estado-unidense aos denunciantes deve acabar.

Thomas Drake, William Binney, John Kirakou e os outros heróicos denunciantes dos EUA devem ser perdoados e compensados pelos sofrimentos que aguentaram ao serviço do registo público.

E o soldado do Exército que permanece numa prisão militar em Fort Leavenworth, Kansas, que a ONU descobriu tem aguentado meses de detenção tormentosa em Quantico, Virginia, e que ainda tem – após dois anos de prisão – de ir a julgamento, deve ser libertado.

E se Bradley Manning realmente fez aquilo de que é acusado, ele é um herói, um exemplo para todos nós e um dos mais importantes prisioneiros políticos do mundo.

Bradley Manning deve ser libertado.

Na quarta-feira, Bradley Manning passou o seu 815º dia de detenção, sem julgamento. O máximo legal é 120 dias.

Na quinta-feira, meu amigo Nabeel Rajab, foi sentenciado a três anos por um tweet.

Na sexta-feira, uma banda russa foi sentenciada a dois anos na prisão por uma actuação política.

Há unidade na opressão.

Deve haver absoluta unidade e determinação na resposta.


19/Agosto/2012
*Fundador da WikiLeaks .

O original encontra-se em
http://www.countercurrents.org/assange190812.htm

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Paraguai nega a EUA permissão para instalar base militar no país

20 agosto 2011/Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br

Hora do Povo

Uma comissão composta por 21 generais norte-americanos realizaram uma reunião com a Comissão de Defesa Nacional, Segurança e Ordem Interna da Câmara dos Deputados do Paraguai para discutir a instalação de uma base militar dos Estados Unidos na região do Chaco paraguaio.

Consultado, o Ministro de Defesa, Luis Catalino Roig descartou totalmente a possibilidade de que Washington instale alguma base militar no país, já que “isso violaria a Constituição do país”.

Já o presidente da Comissão, José López Chávez, do partido Unacé, se manifestou publicamente favorável à instalação da base militar porque, segundo ele, ajudaria e “se livrar da pressão e ameaça exercida nesta região pela Bolívia”.

“López Chávez envergonha nosso parlamento com declarações que de tão capachas beiram o ridículo. Qual é a ameaça que a Bolívia representa para o nosso país? Já ao EUA sim são uma presença que nosso povo não aceita”, disse Marcos Ibáñez, da Frente Social e Popular. Ibáñez assinalou que os verdadeiros objetivos dos Estados Unidos na busca de instalar uma base militar estão vinculados à descoberta de petróleo na região do Chaco e à tentativa de dominar o Aqüífero Guarani, uma das principais reservas de água doce do mundo.

sábado, 30 de julho de 2011

O NOVO DESPERTAR DO PERU

28 julho 2011/Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br

A tomada de posse do novo presidente peruano, Ollanta Humala, nesta quinta-feira (28), no mais elevado posto da República vizinha é acontecimento de grande relevância para o avanço das lutas democráticas e anti-imperialistas da atualidade, que em cada momento e lugar se revestem de formas e ritmos peculiares.

É fato auspicioso que merece o mais entusiástico apoio das forças progressistas dos países irmãos. Sem sombra de dúvidas, a instalação do novo governo corresponde a um despertar nacional, abre novo ciclo político no país andino e cria condições para superar o período de neoliberalismo, conservadorismo, repressão política e corrupção desbragada que caracterizaram os governos peruanos no último quarto de século.

Como se fosse o tema principal, adquiriu relevância o debate se Ollanta Humala seguirá o modelo “lulista” ou o “chavista”, sem que um e outro sejam definidos com precisão.

O novo presidente peruano tem certamente afinidades políticas com os mencionados líderes, mas não faz sentido apostar que as escolhas políticas que fará a partir de agora serão condicionadas por alinhamentos de qualquer natureza.

Importa mais observar os sinais emitidos no ato de posse e principalmente a mensagem que pronunciou para inferir sobre o rumo que o novo governo adotará.

O destaque principal corresponde à luta pela maior presença do Estado na economia, a inclusão social e o combate ao mal endêmico da corrupção. Ademais, na mensagem inaugural Humala anunciou uma política exterior independente e integracionista, com prioridade para a região andina e a América do Sul.

Os gestos simbólicos do novo presidente foram também reveladores dos seus propósitos. No momento da posse, por uma questão de rito e protocolo, Humala fez o juramento sob a égide da Constituição neoliberal vigente. Mas rompendo a fórmula tradicional, ele jurou também pelo “espírito”, os “princípios” e “valores” da carta magna nacionalista de 1979, justamente aquela que os golpistas e os neoliberais revogaram e substituíram pela atual, em 1993. Foi sob o manto da Constituição neoliberal que os governos privatizaram a economia e praticamente alijaram o Estado nacional da gestão da vida econômica.

Lugar destacado na mensagem presidencial coube ao juramento de acabar com a exclusão social. O novo presidente prometeu com solenidade apagar "o lacerante rosto da exclusão e a pobreza do país". É algo que cala fundo na consciência do povo em se tratando de um país em que a desigualdade social é gritante e a pobreza é um flagelo.

“Soldado da democracia”, Ollanta Humala firmou ainda o compromisso de realizar profundas transformações, através de um governo “para todos”, em que pontificarão conceitos como reforma, democracia, liberdade, inclusão, redistribuição, crescimento, paz com justiça, segurança, soberania, transparência e acordo.

Há, portanto, fundadas razões para a esperança. O povo peruano, com o novo governo, tem amplas possibilidades para construir um caminho próprio, um modelo nacional de desenvolvimento, democracia, inclusão social e soberania nacional. Parafraseando o pensador socialista José Carlos Mariátegui, um modelo que não será decalque nem cópia de modelos externos, mas criação heroica do próprio povo.

Também a América Latina tem muito a ganhar, pois a incorporação do Peru à grande coalizão de nações soberanas fará avançar o processo de integração e criará uma nova correlação de forças a favor da ampliação da luta anti-imperialista.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

UN NUEVO TIEMPO PARA CHILE

13 julio 2011/Visiones Alternativas http://www.visionesalternativas.com

Álvaro Cuadra (Argenpress)

Desde hace ya casi un mes, nuestro país vive una situación que, a primera vista, pudiera parecer paradojal. Los índices de crecimiento económico aumentan y, al mismo tiempo, la cesantía retrocede. Sin embargo, como nunca antes, tras el “retorno a la democracia”, la ciudadanía da muestras de hastío y cansancio. Las cifras de rechazo a la actual administración bordean el 60% y aquellas que reprueban a los partidos opositores no son mejores. Pareciera que lo que ha entrado en crisis es el “modelo chileno”, un sistema de consensos, equilibrios y negociaciones amparadas por una constitución política redactada en tiempos de dictadura.

Asistimos a la irrupción de un nuevo horizonte en el imaginario histórico y social chileno, que como todo imaginario está tejido de acciones “cuasirracionales”, esperanzas y expectativas.

Los síntomas son inequívocos: amplios sectores de la ciudadanía protestan por el actual estado de cosas. Los estudiantes han sido, hasta aquí, los protagonistas de las manifestaciones, pero no los únicos. La cuestión es clara: Los partidos y líderes políticos formados en la actual institucionalidad muestran toda su precariedad ante movimientos sociales que expresan su descontento. Así, por ejemplo, pretender satisfacer las demandas de estudiantes, docentes y apoderados aportando dinero al presupuesto educacional es desconocer la profunda naturaleza política del conflicto. Una crisis matrimonial no se resuelve regalando una lavadora.

La ciudadanía entiende que las cifras halagüeñas de crecimiento económico no significan nada para la gran mayoría de chilenos que deben lidiar cotidianamente con el alto costo de la vida, el endeudamiento y un salario mínimo humillante. Los ciudadanos han entendido, tras más de dos décadas de consensos, que la clase política no sólo es inepta sino, además, corrupta. Las nuevas generaciones, hijos de la mediatización y las redes sociales globalizadas, se niegan a seguir el modelo de sus padres que solo les promete injusticia y frustración. Destaquemos que los actuales movimientos sociales se enmarcan en demandas democráticas radicales que exigen, en última instancia, un urgente cambio constitucional. El actual ordenamiento constitucional ha llegado al límite en que ya no es capaz de otorgar representatividad ni legitimidad, y mucho menos eficiencia a las instituciones políticas.

Ya no es una utopía ni mera demagogia exigir una nueva constitución sancionada por la soberanía popular. Poco a poco, se instala en nuestro imaginario social la posibilidad cierta de un salto cualitativo en la política nacional. Esto es lo que se lee detrás de las consignas y pancartas en las calles de nuestras ciudades, un inédito horizonte político que va cerrando un pasado de más de tres décadas de autoritarismo y post autoritarismo e inaugura una nueva época. En el ámbito político se pueden advertir las grandes tendencias, sin embargo, la dosis de incertidumbre puede hacer de un día muchos años y de muchos años un día. No obstante, sean cuales fueren los plazos, las movilizaciones ciudadanas en curso auguran un nuevo tiempo político para Chile.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Bolivia/Ejército boliviano se declara antiimperialista, anticapitalista, socialista y comunitario

Agencia Boliviana de Información (ABI) http://www1.abi.bo

La Paz, 14 noviembre 2010 (ABI) - El comandante del Ejército boliviano, Antonio Cueto, afirmó el domingo que esa entidad castrense se declara antiimperialista, anticapitalista, socialista, comunitario y aseguró que no se debe permitir que ningún poder externo se imponga en este país andino amazónico.

En su discurso de celebración del Bicentenario de creación del Ejército, en una ceremonia que se realizó en el patio de honor del Colegio Militar con la asistencia del presidente Evo Morales, Cueto dijo que las Fuerzas Armadas actuarán con dignidad y soberanía.

"Nuestro aporte institucional fue fundamental para la construcción de Bolivia especialmente los momentos de inflexión tanto interna como externa por eso nuestro Ejército ostenta orgulloso la insignia de fundador de la patria", remarcó.

Dijo que el Ejército celebra orgulloso su Bicentenario convertido en el crisol de la nacionalidad, al recordar que entre sus filas están incorporados bolivianos y bolivianas de todas las regiones, "comprometidos con el actual proceso y conscientes de su realidad".

Aseguró que la nueva Constitución Política del Estado, que goza de legitimidad porque fue elaborada sin injerencia externa y aprobada por el 70% de la población, establece que Bolivia se constituye en un Estado unitario, social de derecho, plurinacional, comunitario, libre, independiente soberano, democrático e intercultural.

"Lo anterior da lugar a que el Ejército surja como una institución socialista, comunitaria y como tal nos declaramos antiimperialistas, porque en Bolivia no debe existir ningún poder externo que se imponga, queremos y debemos actuar con soberanía y vivir con dignidad", consideró.

Dijo que también se declara anticapitalista, porque ese sistema está destruyendo a la Madre Tierra y pidió unir todos los esfuerzos y capacidades para defender el medio ambiente.

A su juicio, los anteriores "gobiernos neoliberales" pactaron con el sistema capitalista, buscando la destrucción de las Fuerzas Armadas con planes que disminuían progresivamente su capacidad operativa.

"Por otro lado la Carta Magna también establece que Bolivia es un Estado pacifista que promueve la cultura y el derecho a la paz, así como la cooperación entre los pueblos de la región y del mundo es por eso que mantenemos relaciones con todos los ejércitos del mundo", argumentó.

El comandante del Ejército boliviano dijo que las Fuerzas Armadas preservaran el legítimo derecho a la defensa del territorio nacional, de los recursos naturales, como la madera, el oro, los hidrocarburos y el litio, entre otros.

"En preservación de la soberanía no vamos a permitir bajo ninguna circunstancia la instalación de bases militares de potencias extranjeras en nuestro territorio", sentenció.

En esa dirección y "con la finalidad de lavar el honor del Ejército", solicitó a las autoridades actúen en consecuencia, aplicando la Ley Anticorrupción Marcelo Quiroga Santa Cruz en contra de "quienes entregaron (a Estados Unidos) para desactivar misiles militares, que fueron adquiridos para la defensa del Estado".

"El Ejército de Bolivia ha iniciado un proceso que conlleva concretar cambios estructurales al interior de nuestra institución de esa manera consultando a la sociedad civil, gobernantes, movimientos sociales y con el asesoramiento de países amigos que han tenido experiencias similares se ha realizado seminarios con el objetivo definir los pasos a seguir dentro del proceso de cambio", puntualizó.

"El Ejército va al lado de los movimientos sociales buscando que se cumpla con la política del Vivir Bien porque el Ejército emerge del pueblo y se debe a él porque es su esencia trabajando con el pueblo y para el pueblo", agregó.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Moçambique/Governo aprova de Lei sobre a Extradição

Portal do Governo de Moçambique http://www.portaldogoverno.gov.mz

Maputo, 28 setembro 2010 (AIM) – O Conselho de Ministros aprovou na sua 34 Sessão Ordinária uma Proposta de Lei sobre a Extradição a ser submetida a Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, para efeitos de discussão e aprovação.

A extradição é o acto através do qual um certo Estado remete um determinado indivíduo para um outro Estado para ele responder criminalmente por prática de alguma infracção.

Alberto Nkutumula, porta-voz do governo que é também Vice Ministro da Justiça, disse hoje no habitual briefing à imprensa, em Maputo, que a Constituição moçambicana, no seu Artigo 67, prevê a extradição, entretanto existe a necessidade de haver uma lei ordinária que estabeleça os procedimentos com base nos quais o processo terá lugar.

A base de procedimentos, segundo Nkutumula, visa assegurar aspectos que vão desde o momento de entrega do indivíduo a um outro Estado, sobretudo no que refere ao tribunal competente, as garantias da pessoa cuja extradição é requerida, os custos do processo e até a forma como o processo está a ser tramitado para a efectivação da extradição.

A 34ª Sessão Ordinária apreciou a situação do subsídio de alimentos, os X Jogos Africanos de 2011, o relatório das Petições recebidas no primeiro semestre do ano em curso na Função Pública, as Acções e Projectos sobre a Logística do Carvão de Moatize entre outros assuntos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Brasil/A JUVENTUDE, ENFIM, É PARTE DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA!

13 julho 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Paulo Vinícius *

O dia 07 de julho marca uma nova página para a juventude Brasileira. Se há 22 anos a juventude conquistou o voto aos 16 anos, nessa data a juventude brasileira se inseriu como sujeito de direitos na Constituição da Republica Federativa do Brasil.

A aprovação da PEC 42/2008 no Senado Federal em duas votações unânimes ilustra a envergadura que ganhou a representação política da juventude brasileira no governo Lula, assim como o reconhecimento de todas as forças políticas da importância e da necessidade de considerar a juventude como sujeito de políticas públicas de Estado.

Doravante, não estará sujeita a política pública de juventude aos ditames deste ou daquele(a) gestor(a). Com a aprovação da PEC, abrem-se largas avenidas para a consecução de um Plano Decenal e de um Estatuto da Juventude. Entra na ordem do dia a realização da II Conferência Nacional da Juventude no primeiro semestre de 2011, assim como a consolidação dos órgãos gestores que tratem das questões relacionadas à juventude.

E não é a toa. Estudos demográficos apontam para um dado relevante. Essa geração comporá uma parcela imensa da população economicamente ativa que será a maior e definirá a face do desenvolvimento nacional nas próximas décadas. Quando a Câmara e o Senado aprovam a PEC da juventude, abrem caminho à definição de políticas públicas perenes num setor que decidirá efetivamente que novo Brasil teremos. Assegurando direitos à juventude e superando a omissão do texto constitucional, o Congresso abriu larga avenida à consolidação de direitos que só se insinuaram nesses oito anos de mudanças e continuidades. Direitos que se refletirão sobre o conjunto da população brasileira.

Assim, O Parlamento respondeu ativamente à pressão feita pelo Conselho Nacional de Juventude, que reúne um retrato fiel e qualificado da juventude nacional. Esse coletivo mobilizou a Câmara e o Senado, mas a sua representação fez muito mais, numa trilha que uniu governo e oposição e acabou por afirmar políticas públicas como o PROUNI, o PROJOVEM, os Pontos de Cultura e o Segundo Tempo, a expansão da educação superior e profissional. Ressaltou sucessão geracional no movimento sindical e no campo, construiu políticas de assistência estudantil enfatizou a importância das mulheres, dos negros e indígenas, dos trabalhadores e estudantes, das pessoas com deficiência, da cultura, da juventude que luta nas periferias. É essa moçada que propõe um Pacto da Juventude ao debate das eleições de 2010 e que compõe um bonito mosaico de movimentos sociais - como a UNE, a UBES, a CTB, a UGT e a CUT -, as juventude políticas, as ONGs, todos os tipos de movimentos.

Foi esse lastro social contemporâneo que extravasou nos blogs, nos portais e na massiva campanha que ganhou o Twitter. Foi essa voz que se fez ouvir na Tribuna de Honra e nas galerias do Senado, é essa a razão da vitória que só anima a mocidade brasileira na luta por mais direitos, pela construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento em que possamos ver, como diz a canção que não dá pra esquecer "os meninos e o povo no poder eu quero ver".

Danilo Moreira
Presidente do Conselho Nacional de Juventude

Augusto Chagas
Presidente da União Nacional dos Estudantes

Paulo Vinícius
Secretário Nacional de Juventude Trabalhadora da CTB

PS.: concebido no calor da vitória, no Azeite de Oliva, em Brasília, Distrito Federal

* Cientista social e bancário.