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sábado, 2 de julho de 2016

CHILE Y RUSIA: GOOD BYE TIO SAM, DOBRO POZHALOVAT TOVARISHCH



29 junio 2016, ADITAL Agência de Informação Frei Tito para América Latina http://site.adital.com.br (Brasil)

Pablo Jofré Leal

Corresponsal de Adital en Chile

En una ofensiva política, económica y militar, destinada a presentar a Chile como un socio fiable y comercialmente atractivo en Latinoamérica, el gobierno del país austral, a través de diversas iniciativas se ha acercado a la Federación Rusa, restándole vigor a las tradicionales relaciones que la nación andina ha tenido con Estados Unidos y que parece repetirse con países vecinos.

La decisión chilena va en el camino de consolidar una estrategia, que trata de contener la política exterior del gobierno boliviano, que con una activa diplomacia, combinada con una política comunicacional efectiva, ha tenido por las cuerdas a la cancillería chilena, ya sea por la demanda ante la Corte Internacional de Justicia de La Haya por el tema marítimo o el diferendo por

domingo, 18 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС/PUTIN COLOCA WASHINGTON EM XEQUE

10 outubro 2015, Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Pode ser que a arrogância e a agressão imperialista no Médio Oriente, no Norte de África, na Ucrânia, cujas consequências recaem sobre os povos em causa mas começam também a recair pesadamente sobre a Europa, desencadeie um processo de corrosão do próprio poder imperial de Washington.

«Não podemos mais tolerar o estado das coisas no mundo» Presidente Vladimir Putin”

Na última quarta-feira (28.Set.2015) o mundo constatou a diferença entre a Rússia e Washington. A abordagem de Putin baseia-se na verdade; a de Obama consiste em inúteis bravatas e mentiras, e as mentiras de Obama estão em vias de se esgotar.

Pelo facto de dizer a verdade num tempo em que enganar é universal, Putin realizou um acto revolucionário. Referindo-se à mortandade, destruição e caos que Washington trouxe ao Médio Oriente, Norte de África e Ucrânia, e às forças jihadistas extremistas que desencadeou, Putin perguntou a Washington: «Têm consciência do que fizeram?».

A pergunta de Putin recorda-me a que Joseph Welch colocou ao caçador de bruxas Senador Joseph McCarthy: «O senhor não tem qualquer sentido do que é decente?». Atribui-se à pergunta de Welch o início do declínio da carreira de McCarthy.

Talvez a pergunta de Putin venha a ter o mesmo impacto, e ponha

domingo, 11 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС/ENTRA PUTIN E É FIM-DE JOGO NA SÍRIA

10 outubro 2015, Oriente Midia http://www.orientemidia.org (Brasil)
Tradução Vila Vudu

8 outubro 2015



A Rússia não quer guerra contra a Turquia, então os generais russos conceberam um plano simples, mas efetivo, para desencorajar a Turquia a tomar qualquer atitude que possa levar a confronto entre os dois países. Semana passada, aviões russos entraram por duas vezes no espaço aéreo turco. Os dois incidentes causaram consternação em Ancara e puseram em fúria os líderes turcos. Nos dois casos, oficiais russos imediatamente se desculparam pelas incursões, declararam ambas não intencionais (“erros de navegação”) e prometeram tentar empenhadamente evitar futuras intrusões. Então, aconteceu um terceiro incidente, mais sério, que não foi erro: claramente, ali, os russos queriam enviar uma mensagem ao presidente Erdogan da Turquia. Adiante um breve resumo do que aconteceu, extraído de World Socialist Web Site:


“Oficiais turcos denunciaram um terceiro incidente na 2ª-feira, quando um jato de combate MIG-29 não identificado manteve seu radar por quatro minutos e meio sobre oito jatos turcos F-16 que patrulhavam o próprio lado da fronteira, aparentemente em procedimento para abrir fogo” (“
US, OTAN step up threats to Rússia over Síria“, World Socialist Web Site).

Que ninguém se engane. O único caso em que um piloto de combate adota esse protocolo é quando planeja derrubar avião inimigo. Foi recado, e por mais que tenha passado sem que os políticos e a mídia-empresa entendessem coisa alguma,

terça-feira, 14 de julho de 2015

O ATAQUE FINANCEIRO À GRÉCIA– Para onde vamos a partir daqui?

13 julho 2015, Resistir.info resistir.info (Portugal)

por Michael Hudson

O maior problema financeiro que dilacerou economias ao longo do século passado estava mais do lado da dívida oficial inter-governamental do que do da dívida do sector privado. Eis porque a economia global de hoje enfrenta uma ruptura semelhante à de 1929-31, quando ficou evidente que o volume de dívidas oficiais inter-governamentais não podia ser reembolsado. O Tratado de Versalhes impôs reparações impossíveis à Alemanha e os Estados Unidos impuseram exigências igualmente destrutivas aos Aliados quanto ao pagamento de dívidas [pelo fornecimento] de armas utilizadas na I Guerra Mundial. [1]

Há procedimentos legais bem estabelecidos para enfrentar bancarrotas corporativas e pessoais. Tribunais cancelam parcialmente (write down) dívidas de pessoas e de negócios tanto sob o procedimento "devedor no controle" como pelo arresto e os credores assumem uma perda sobre empréstimos que correram mal. A bancarrota pessoal permite a indivíduos retomarem a vida.

É muito mais difícil cancelar parcialmente dívidas possuídas ou garantidas por governos. A dívida de empréstimos a estudantes dos EUA não pode ser anulada, mas permanece de modo a impedir os diplomados de ganharem o suficiente para terem um salário líquido (depois de o serviço da dívida e a retenção na fonte da contribuição para a Segurança Social ser deduzida dos seus cheques de

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

БРИКС, BRICS/A RÚSSIA DEIXA NO FRIO O COMISSÁRIO EUROPEU DA ENERGIA -– GAZPROM-UE: 6-0

15 janeiro 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

O original encontra-se em vineyardsaker.blogspot.pt/... . Tradução de JF.

por Aleksei Kettunen

Na quarta-feira 14 de Janeiro a UE manteve negociações com a Gazprom em Moscovo. Os negociadores da UE tinham três objectivos:

-- Pressionar a Rússia a estender o preço especial de Inverno dos fornecimentos de gás à Ucrânia até o fim de Março; 

-- Obrigar a Rússia a novas concessões unilaterais forçando todas as compras europeias de energia a serem feitas através de um comprador único: uma nova "União Europeia da Energia"; 

-- Pressionar a Rússia a ressuscitar o projecto cancelado do gasoduto South Stream e construí-lo de acordo com as regras restritivas impostas pelo Terceiro Pacote Energético [NT] .

A resposta russa foi um balde de água gélida.

Em primeiro lugar, a Gazprom disse não haver necessidade de

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

БРИКС, BRICS/¿SERÁ CHINA EL SALVAVIDAS DE LA ECONOMÍA RUSA?

5 enero 2015, ALAI, América Latina en Movimiento http://alainet.org


La tercera semana de diciembre, luego de que el rublo sufriera su peor caída desde la crisis cambiaria de 1998, el gobierno de China manifestó de inmediato su solidaridad con el Kremlin: «Si la parte rusa lo necesita, proporcionaremos la asistencia necesaria dentro de nuestras capacidades», anunció el ministro chino de Relaciones Exteriores, Wang Yi[1]. El espaldarazo es producto en buena medida de que China es hoy el primer socio comercial y el cuarto mayor inversionista en Moscú. Es evidente que hay cierta angustia en las elites de Beijing en torno a un eventual agravamiento de la realidad económica rusa.

Durante el último año, el rublo se ha venido abajo en un 41% en relación al dólar y en un 34% frente al euro, básicamente como consecuencia de la caída sostenida del precio del petróleo en los últimos 7 meses y las sanciones aplicadas [a Rusia] por la Unión Europea y Estados Unidos después de los acontecimientos de Crimea. A lo largo de 2014 las salidas de inversiones de cartera alcanzaron los 130,000 millones de dólares. El banco central de Rusia ha gastado aproximadamente 100,000 millones de dólares en la defensa de la moneda y ese monto constituye una cuarta parte de las reservas acumuladas.

Por otro lado, la decisión de aumentar al 17% la tasa de interés de referencia para frenar las desestabilizaciones de la moneda podría allanar el camino a una abrupta disminución del crédito y la inversión en el plano interno e incrementar con ello los riesgos de caer en una recesión prolongada. Las propias autoridades rusas advierten ya

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

BRICS, БРИКС/O QUE PUTIN NÃO NOS CONTOU

20 dezembro 2014, http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

·         Análise: certa.
·         Resposta ao ocidente: certa
·         Putin cool impecável

19/12/2014, Pepe Escobar*, RT – Russia Today
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Embora enfrente o que, analisada sob sejam quais forem as circunstâncias, é uma tempestade perfeita, o presidente Putin teve desempenho extremamente equilibrado na sua maratona anual de conferência e sessão de perguntas e respostas com a imprensa.

A tempestade perfeita desdobra-se em dois fronts: uma guerra econômica aberta – com o país sendo sitiado por sanções; e um ataque de sombras, preparado, urdido, clandestino, contra o coração da economia russa. O objetivo de Washington é claro: quer minar o adversário, serrar-lhe os caninos, para forçá-lo a curvar-se humilhado ante os desejos do Empire of Chaos. E sem parar de vangloriar-se de que esse seria o caminho para a “vitória” de Washington.

A dificuldade é que Moscou decifrou com acerto impecável o jogo – já bem antes, quando Putin, no Clube Valdai, pôs o dedo na doutrina Obama:

(...) é como se nossos parceiros ocidentais, os próprios pais de teorias do caos controlado não soubessem o que fazer da própria criatura.

Assim sendo, é claro que Putin já tinha ferramentas para

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

RÚSSIA E TURQUIA: PIVÔ DENTRO DA EURÁSIA

8 dezembro 2014, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

4/12/2014,  *Pepe Escobar, Asia Times Online [recebido p/e-mail, ainda não publicado, mas pode ser lido no The Vineyard of the Saker francês]


Traduzido do francês pelo pessoal da Vila Vudu

O mais recente espetacular gambito no Oleogasodutostão – “Sai o Ramo Sul, entra o Ramo Turco” – continuará ainda por algum tempo a disparar massivas ondas geopolíticas de choque por toda a Eurásia. Disso, precisamente, trata o Novo Grande Jogo na Eurásia.

Em resumo: há alguns anos a Rússia concebeu um gasoduto Ramo Norte [orig. North Stream] – completamente operacional – e um gasoduto Ramo Sul – ainda em projeto – para contornar a Ucrânia considerada pouco confiável como país-de-trânsito para o gás. Agora, a Rússia concebe um novo bom negócio com a Turquia, para contornar a abordagem “não construtiva” (palavras de Putin) da Comissão Europeia (CE).

Para entender o jogo em curso, o contexto é indispensável. Acompanho em detalhe,

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Prospects for Ukraine’s Partition. Warsaw to Waste no Time Rushing to the Party/Варшава боится опоздать к разделу украинского пирога

1.12.2014, Strategic Culture Foundation http://www.strategic-culture.org (Russia)
Фонд стратегической культуры http://www.fondsk.ru (Россия)

Dmitry MININ

The story is getting more confirmations. The rumors launched by Radoslaw Sikorski, the speaker of Polish parliament, who accused Moscow of offering Poland parts of Ukraine, were concocted by Poles themselves with a distinct goal in mind – to feel out the reaction on the idea of Ukraine’s partition. The parliamentary opposition wanted the speaker to resign but lost the vote with only 146 MPs out of 434 to support the motion. Sikorski realized that he jumped the gun and his statements were negatively affecting the government plans, so he changed the tactics. Speaking at Harvard University on November 20 he told listeners that Poland was different from Ukraine because it resolutely stepped on the way of reform to become part of transatlantic structures. What he actually meant was that only Poland could lead Ukraine – the whole of it or divided – in the direction the West wanted it to go. Moscow stood in the way. So the Western military alliance was to go back to the mission it was founded for - the deterrence of Russia.

Polish Foreign Minister Grzegorz Shetina joined Sikorski making botched statements. In an interview to Gazeta Wyborcza he compared the relationship of Warsaw and Kiev with the relations between European countries and their colonies in Africa. The Minister made comments on the «Normandy Format» (Germany-France-Russia-Ukraine) gas transit resumption talks in Milan. The US and Poland did not like the fact that they were not invited to take part in the event. Summing up the

sábado, 8 de novembro de 2014

BRICS, БРИКС/Líderes de China e Rússia estreitam relações na Apec

7 novembro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
(Ler tambem “BRICS, БРИКС/Rússia e China abalam o dólar americano”)

Os presidentes da China e da Rússia, Vladimir Putin e Xi Jinping, estão estreitando suas posições sobre questões importantes relacionadas com as relações bilaterais e internacionais, disse o embaixador Andrey Denisov.

O diplomata russo em Pequim afirmou à agência de notícias estatal chinesa Xinhua que a coordenação de posições sobre assuntos de grande importância ocorrerá durante a reunião entre os dois líderes na XXII Cimeira da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec).

“A Apec é a melhor plataforma para estudar as questões relacionadas com o desenvolvimento econômico regional e a Rússia atribui grande importância

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

БРИКС, BRICS/EUA-UNIÃO EUROPEIA VERSUS RÚSSIA: “SANÇÕES APRESSAM O PARTO DO MUNDO SEM O OCIDENTE”

21 setembro 2014, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

Rakesh Krishnan SIMHA*, Oriental Review (Índia)
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

As sanções estão empurrando grandes volumes de comércio e finanças para fora das redes tradicionais, enfraquecendo o contraste do ocidente sobre aqueles fluxos.

As sanções ocidentais estão tendo efeito não desejado. Estão acelerando o nascimento de um ecossistema paralelo, no qual os países não aliados do ocidente podem operar, sem estar expostos à constante ameaça de sanções. Livre do controle ocidental, essa plataforma alternativa vai ganhando tração com surpreendente velocidade.

Vale a pena mencionar, de início, que muitas empresas ocidentais estão muito expostas no mercado russo. E a Rússia, por sua vez, é basicamente exportadora de matérias-primas como petróleo, gás, metais e minerais, cuja demanda é hoje muito forte, sobretudo nos impetuosos mercados asiáticos. Resumo da história: enquanto consumidor e bens de capital ocidentais podem ser substituídos por fabricantes asiáticos, as matérias-primas russas são o próprio sangue que mantém vivas as economias da

terça-feira, 1 de julho de 2014

BRICS, БРИКС/MAIS UMA VITÓRIA DE PUTIN GASODUTO 'RAMO SUL' SERÁ CONSTRUÍDO COM A ÁUSTRIA

30 junho 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Nunca foi segredo que o prêmio para quem controle a Ucrânia é a posse da vasta infraestrutura do gasoduto que parte da Rússia e chega à Europa. Mas, dado que todo o gás pertence, em primeiro lugar, à [empresa russa] Gazprom, realmente não importa se Kiev tinha posse do gás que enchiam os dutos que levavam o gás para a Europa; nem se, como é hoje o caso, a Ucrânia seria apenas um duto de transferência do gás totalmente russo, entregue a países europeus, sem que gás algum permanecesse na Ucrânia, hoje destroçada pela guerra civil. 
Afinal de contas, a Ucrânia absolutamente não consegue mais comprar gás russo, porque não tem crédito nem dinheiro para pagar adiantado; mas, se roubar gás destinado à Alemanha e outros países, a Ucrânia estará simplesmente antagonizando seus novos 'melhores amigos' na OTAN, os quais são, todos, clientes da [russa] Gazprom.

Não, o gasoduto que emergiu no papel de estrela principal no conflito na Ucrânia nada tem a ver com a Ucrânia, mas é gasoduto que percorre várias centenas de quilômetros do sul da Ucrânia - o chamado Projeto Ramo Sul [orig.South Stream Project[1]] - que deixa o litoral sul da Crimeia no Mar Negro russo, cruza o Mar Negro e atravessa Bulgária, Sérvia, Hungria, e termina na central de distribuição de gás em Baumgarten, Áustria,[2] de onde partem gasodutos de distribuição para toda a Europa Central, principalmente para a Alemanha.

O projeto, de 2007, foi concebido para não passar pela Ucrânia e servir como alternativa para o agora congelado gasoduto Nabucco apoiado por EUA e Europa; e recolheria o gás do

domingo, 8 de junho de 2014

BRICS, БРИКС/GUERRA PSICOLÓGICA NOS MERCADOS FINANCEIROS: O ACORDO SINO-RUSSO DO GÁS

5 junho 2014, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

1/6/2014, Madhi Darius Nazemroaya*, Global Research
Traduzido por Mberublue

Já havia negociações há tempos para um acordo de gás natural entre a Rússia e a China. Por que a gritaria quando finalmente aconteceu?
Quanto aos acontecimentos mundiais, é prudente que a pessoa olhe para além das manchetes. Muitos destes acontecimentos são, de forma sensacionalista, grosseira e tacanha, desarticuladas e mal interpretadas por uma espécie de novilíngua, combinadas a uma visão estreita. O anúncio de um mega acordo (também chamado de “Acordo Santo Graal” [Nrc]) energético que representa cerca de 36.8 bilhões de metros cúbicos (1.3 trilhões de pés cúbicos) de gás natural fechado entre a Federação Russa e a República Popular da China em 21 de maio de 2014 é apenas mais um exemplo disso.

Apesar de não se tratar, nem sinalizar nada de novo, em termos políticos ou econômicos, nem significar um estreitamento dos laços entre os dois países, o acordo atingido por Moscou e Pequim está sendo visto dessa maneira.

Malha de ferrovias e o Oleogasodutostão unindo Rússia (Sibéria) e China
(clique na imagem para aumentar)


De qualquer maneira, de uma ou de outra forma, as notícias destacam e distorcem a natureza do acordo energético sino-russo e a grande maioria delas enfatiza este acontecimento em particular apenas nos seus termos puramente políticos. Na realidade, com perdão ao trocadilho, este acordo já está no gasoduto há algum tempo e tanto Pequim quanto Moscou tem falado e estão em negociação sobre algum tipo de acordo de exportação/importação de gás natural há dez anos. Qualquer um que estivesse seguindo essas negociações (realmente importantes) saberia disso e

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Angola/Angolanos e russos vão concretizar negócios



8 agosto 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)  


Luanda – O presidente do conselho de administração do Banco VTB África, Igor Skvortsov, disse esperar a concretização de negócios entre empresários angolanos e russos, depois do fórum sobre oportunidades de investimentos em Angola, encerrado hoje, em Luanda.

O gestor falava na sessão de encerramento do “Fórum de Negócios Rússia-Angola”,

quarta-feira, 27 de março de 2013

BRICS CONSEGUEM FURAR O CERCO



27 março 2013, http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Pepe Escobar
Asia Times Online http://www.atimes.com/atimes/World/WOR-01-260313.html

Notícias da morte prematura dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) são muitíssimo exageradas. A imprensa-empresa ocidental está inundada dessas tolices, perpetradas, nesse específico caso, pelo presidente do Morgan Stanley Investment Management.[1] 

A realidade é outra. Os BRICS reúnem-se em Durban, África do Sul, nessa 3ª-feira, para, dentre outros passos, criarem sua própria agência de avaliação de riscos, escapando assim da ditadura – ou, no mínimo, das “agendas enviesadas”, como diz a diplomacia indiana – das agências tipo Moody's/Standard & Poor. Também tocarão adiante a criação de um Banco de Desenvolvimento dos BRICS, com capital inicial de US$50 bilhões (faltam só se definir alguns detalhes estruturais), para ajudar em projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável. 

Importante, mesmo, é que EUA e União Europeia não serão acionistas desse Banco do Sul – alternativa concreta, estimulada principalmente por Índia é Brasil, ao Banco Mundial e ao sistema de Bretton Woods controlados pelo Ocidente. 

Como observou o ministro das Finanças da Índia Jaswant Singh, esse banco de desenvolvimento poderá, por exemplo, canalizar o know-how de Pequim, para ajudar a financiar as obras massivas de infraestrutura das quais a Índia carece. 

As grandes diferenças políticas e econômicas entre os países BRICS são autoevidentes. Mas, já agora reunidos e operando como grupo, o ponto já não é se podem proteger a economia global contra a crise non-stop do capitalismo-de-cassino avançado. 

O ponto é que, além de medidas para facilitar o comércio mútuo, as ações do bloco vão-se tornando cada vez mais políticas. Os BRICS não apenas mostram seu poder econômico como, também, tomam medidas concretas na direção acelerada rumo a mundo multipolar. Nisso, o Brasil é particularmente ativo.
Inevitavelmente, os míopes fanáticos atlanticistas de sempre do consenso de Washington nada veem – miopicamente – além de “BRICS esperam mais reconhecimento das potências ocidentais”. 

Claro que há problemas. O crescimento está mais lento no Brasil, China e Índia. Dado que a China, por exemplo, tornou-se principal parceiro comercial do Brasil – já ultrapassou os EUA –, vastos setores da indústria brasileira sofreram com a concorrência das manufaturas chinesas baratas. 

Mas há perspectivas futuras inescapáveis. Os BRICS muito provavelmente terão mais poder no Fundo Monetário Internacional. Detalhe crucialmente importante, os BRICS passarão a negociar em suas próprias moedas nacionais, servindo-se, de um yuan globalmente conversível e afastando do dólar norte-americano e do petrodólar. 

A China em momento menos acelerado
O inventor da expressão “BRIC” (no início, ainda sem a África do Sul) foi Jim O’Neill, do banco Goldman Sachs, nos idos de 2001. Muito interessante e esclarecedor ouvir o que O’Neill tem a dizer hoje, sobre o mesmo tema [em longa entrevista à revista Der Spiegel (21/3/2013, “BRICS 'Have Exceeded all Expectations” [Os BRICS superaram todas as expectativas], Der Spiegel).[2] 

O'Neill destaca que a China, mesmo tendo crescido “meros” 7,7% em 2012, “Criou riqueza equivalente a uma economia grega inteira, a cada 11 semanas e meia”. A desaceleração na China foi “cíclica e estrutural” – um ‘desligar a máquina’ planejado para controlar o superaquecimento e a inflação. 

Os impulso adiante que se vê nos BRICS é parte de uma tendência global irresistível. Boa parte dessa tendência está bem decodificada num novo relatório do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas [orig. United Nations Development Programme].[3] Em resumo: o norte está sendo ultrapassado na corrida econômica, pelo sul global, que corre a velocidade estonteante. 

Segundo aquele relatório, “pela primeira vez em 150 anos, a soma dos resultados das três principais economias do mundo em desenvolvimento – Brasil, China e Índia – é  praticamente igual aos PIBs somados das notórias potências industriais do Norte”. 

A conclusão óbvia é que “o crescimento do Sul global está reformatando radicalmente o mundo do século 21, com nações em desenvolvimento comandando o crescimento econômico, arrancando da miséria centenas de milhões de pessoas e empurrando bilhões mais para uma nova classe média global.”
E no coração crucial ardente desse processo, encontramos um épico eurasiano: o desenvolvimento de relação estratégica entre Rússia e China. 

Sempre o Oleogasodutostão...
O presidente Vladimir Putin da Rússia não quer saber de arrastar prisioneiros: quer empurrar os BRICS no rumo de constituir “um mecanismo de cooperação estratégica em plena escala, que nos permitirá, juntos, procurar soluções para as questões chaves da política global”.[4] 

Isso implicará uma política externa comum para todos os BRICS – e não só alguma coordenação seletiva em torno de alguns temas. Não será fácil. Exigirá tempo. Putin está perfeitamente consciente disso. 

O que torna tudo ainda mais fascinante é que Putin já expôs essas ideias ao novo presidente da China, Xi Jinping, que o visitou em Moscou, por três dias. Putin não mediu palavras: fez questão de dizer e repetir que as relações sino-russas “são hoje as melhores, em séculos de história”.4 

Não é exatamente o que os atlanticistas hegemonistas gostariam de ouvir – sempre interessados, eles, em manter todas as relações no pé em que estavam na Guerra Fria. 

Xi retribuiu em alto estilo: “Não viemos visitá-los à toa” – como se lê, parcialmente detalhado no China Daily.[5] E esperem só, que a potência criativa dos chineses comece a gerar dividendos.[6]
Inevitavelmente, o Oleogasodutostão está no coração do projeto de relações complementares entre esses dois grandes BRICS. 

A China precisa do petróleo e o gás da Rússia, como item de segurança nacional. A Rússia quer vender mais e mais dos dois itens, diversificando a carteira de clientes, na direção do Oriente; mais que tudo, a Rússia receberia com enorme entusiasmo investimentos chineses no extremo oriental de seu território – a imensa região Trans-Baikal. 

E, por falar nisso, não é verdade que o “perigo amarelo” esteja invadindo a Sibéria – como diz o ocidente. Só 300 mil chineses vivem hoje na Rússia. 

Consequência direta da reunião de cúpula Putin-Xi é que de agora em diante Pequim pagará adiantado pelo petróleo russo que comprar – em troca de participar em inúmeros projetos, como, por exemplo, na prospecção de petróleo em alto mar nas áreas da CNPC e Rosneft no Mar de Barents e em outros pontos das águas russas. 

A Gazprom, por sua vez, fechou negócio longamente esperado de gás com a CNPC: 38 bilhões de metros cúbicos por ano entregues pelo gasoduto ESPO, a partir da Sibéria, começando em 2018. E já no final de 2013, será finalizado e assinado um novo contrato chinês com a Gazprom, envolvendo fornecimento de gás para os próximos 30 anos. 

As ramificações geopolíticas são imensas: importar mais gás da Rússia ajuda Pequim a, gradualmente, escapar do seu dilema Malacca e Hormuz[7] – para não mencionar a industrialização das províncias do interior da China, imensas, muito densamente povoadas, duramente dependentes ainda da agricultura, e que ficaram à margem do boom econômico. 

Eis como o gás russo encaixa-se no plano máster do Partido Comunista Chinês: para configurar as províncias do interior do país como base de apoio para a classe média chinesa – 400 milhões de chineses cada vez mais ricos, mais urbanizados, que vivem na costa leste. 

Putin, ao dizer e insistir que não vê o bloco BRICS como “concorrente geopolítico” contra o ocidente, fez o que faltava fazer: negou oficialmente, para não deixar dúvidas de que, sim, sim, se trata exatamente disso. Durban será, provavelmente, a ocasião em que se sacramentarão apenas os primeiros movimentos dessa competição. Desnecessário dizer que as ‘elites’ ocidentais – ainda que estagnadas e à beira da bancarrota – não cederão, senão depois de muita luta, qualquer dos seus privilégios.

 [1] “Broken BRICs. Why the Rest Stopped Rising” [BRICs quebrados. Por que o resto parou de crescer], Foreign Affairs, nov.-dez.2012, em http://www.foreignaffairs.com/articles/138219/ruchir-sharma/broken-brics.
[2] http://www.spiegel.de/international/business/departing-goldman-sachs-exec-still-sees-bright-future-for-bric-nations-a-890194.html
[3] http://hdr.undp.org/en/
[4] 22/3/2013, Vladimir Putin (entrevista): “Os BRICS são grupo de integração, não de concorrência” (Agência ITAR-TASS, traduzida em http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/03/vladimir-putin-os-brics-sao-grupo-de.html).
[5] 22/3/2013, “China-Russia ties get 'even better'” [As relações China-Rússia, cada vez melhores], China Daily, em http://www.chinadaily.com.cn/china/2013-03/22/content_16332318.htm
[6] http://thebricspost.com/from-made-in-china-to-created-in-china/#.UVGZJBesiSq