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sexta-feira, 19 de julho de 2019

DESDOLARIZANDO O IMPÉRIO FINANCEIRO AMERICANO


15 julho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/m_hudson/entrevista_11jul19.html

por Michael Hudson
entrevistado por Bonnie Faulkner

O imperialismo está a obter algo em troca de nada.   É uma estratégia para conseguir excedente de outros países sem desempenhar um papel produtivo e sim através da criação de um sistema extractivo rentista.   Uma potência imperialista obriga outros países a pagarem tributo.   Naturalmente, a América não diz directamente aos outros países:   "Você tem de nos pagar um tributo", tal como os imperadores romanos diziam às províncias que governavam.   Os diplomatas dos EUA simplesmente insistem em que outros países invistam seus influxos da balança de pagamentos e as poupanças dos seus bancos centrais em US dólares, especialmente em títulos do US Treasury.   Este padrão de títulos do Tesouro transforma o sistema monetário e financeiro global num sistema tributário.   É isto o que paga os custos dos gastos militares dos EUA, incluindo suas 800 bases militares espalhadas por todo o mundo.



Sou Bonnie Faulkner. Hoje no [programa] Guns and Butter temos o Dr. Michael Hudson. Apresentamos hoje a Desdolarização do império financeiro americano. O Dr. Hudson é economista e historiador. É presidente do Institute for the Study of Long-Term Economic Trend, analista financeiro da Wall Street e distinto professor investigador de teoria económica na Universidade do Missouri, Kansas City. Entre os seus livros mais recentes incluem-se ...And Forgive Them Their Debts: Lending, Foreclosure and Redemption from Bronze Age Finance to the Jubilee Year ; Killing the Host: How Financial Parasites and Debt Destroy the Global Economy e J Is for Junk Economics: A Guide to Reality in an Age of Deception . Retornamos hoje para uma discussão do livro seminal de 1972 do Dr. Hudson, Super Imperialism: The Economic Strategy of American Empire , uma crítica de como os Estados Unidos exploram economias estrangeiras através do FMI e do Banco Mundial. Discutimos como os Estados Unidos têm dominado o mundo economicamente tanto como o maior credor mundial como, posteriormente, como o maior devedor mundial. Além disso

quinta-feira, 19 de março de 2015

BRICS/China completa o novo sistema SWIFT Alternativo, “Eixo da des-dolarização” pode ser lançado em setembro

11 março 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)
9/3/2015, Tyler Durden*, Zero Hedge
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Uma das ameaças recorrentemente repetidas pelas nações do ocidente em sua guerra (cada dia menos fria) contra a Rússia, é que o regime de Putin pode ser paralisado se for desligado de todas as transações monetárias internacionais e serviços prestados pelo serviço de distribuição de mensagens-moeda e câmbio que tem base na União Europeia conhecido como SWIFT [1] (desligamento que, vale relembrar, a SWIFT lamentou, como se revelou em outubro, quando foi noticiado que a organização “lamenta a pressão” para desconectar a Rússia).

Claro, depois que se soube, revelado em 2013, que ninguém menos que a Agência de Segurança Nacional dos EUA “monitora” secretamente os fluxos de pagamento feitos pela SWIFT, já ninguém pode ter certeza de que “ser desligado” da SWIFT seria castigo ou prêmio. Seja como for, a Rússia não precisou de muitos avisos, e, como noticiamos há menos de um mês, o país já lançou sua própria “SWIFT-alternativa”, conectando, para começar, 91 instituições de crédito.

domingo, 8 de junho de 2014

BRICS, БРИКС/GUERRA PSICOLÓGICA NOS MERCADOS FINANCEIROS: O ACORDO SINO-RUSSO DO GÁS

5 junho 2014, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

1/6/2014, Madhi Darius Nazemroaya*, Global Research
Traduzido por Mberublue

Já havia negociações há tempos para um acordo de gás natural entre a Rússia e a China. Por que a gritaria quando finalmente aconteceu?
Quanto aos acontecimentos mundiais, é prudente que a pessoa olhe para além das manchetes. Muitos destes acontecimentos são, de forma sensacionalista, grosseira e tacanha, desarticuladas e mal interpretadas por uma espécie de novilíngua, combinadas a uma visão estreita. O anúncio de um mega acordo (também chamado de “Acordo Santo Graal” [Nrc]) energético que representa cerca de 36.8 bilhões de metros cúbicos (1.3 trilhões de pés cúbicos) de gás natural fechado entre a Federação Russa e a República Popular da China em 21 de maio de 2014 é apenas mais um exemplo disso.

Apesar de não se tratar, nem sinalizar nada de novo, em termos políticos ou econômicos, nem significar um estreitamento dos laços entre os dois países, o acordo atingido por Moscou e Pequim está sendo visto dessa maneira.

Malha de ferrovias e o Oleogasodutostão unindo Rússia (Sibéria) e China
(clique na imagem para aumentar)


De qualquer maneira, de uma ou de outra forma, as notícias destacam e distorcem a natureza do acordo energético sino-russo e a grande maioria delas enfatiza este acontecimento em particular apenas nos seus termos puramente políticos. Na realidade, com perdão ao trocadilho, este acordo já está no gasoduto há algum tempo e tanto Pequim quanto Moscou tem falado e estão em negociação sobre algum tipo de acordo de exportação/importação de gás natural há dez anos. Qualquer um que estivesse seguindo essas negociações (realmente importantes) saberia disso e

segunda-feira, 26 de maio de 2014

BRICS, БРИКС/RÚSSIA E CHINA PRESTES A ANUNCIAR O FIM DA ERA DO DÓLAR AMERICANO?

21maio 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Por todo o mundo estão acontecendo reuniões de países, com uma meta comum que tem muito a ver com você, seja você ou não cidadão dos EUA: abandonar o dólar americano. Desde o início da crise da Ucrânia, o fim do dólar americano está cada vez mais perto.

Movimento após movimento, Rússia e China estreitaram relações e tornaram-se aliadas mais próximas. Exemplos abundam. Para encurtar, aí vão dois exemplos recentes que chamam a atenção. 

A Gazprom (maior empresa russa, décima maior do mundo e a maior exportadora mundial de gás natural -- controlada pelo Estado, embora tenha ações no mercado [NT]) acaba de lançar títulos na moeda chinesa, o yuan. Rússia e China assinaram um acordo para a venda de gás. 40 bancos centrais começam a apostar que no futuro, a moeda de reserva será o yuan. 

Até o início de 2014, as histórias sobre o colapso do dólar soavam ainda como maluquices conspiratórias, e pouco efeito tinham sobre a geopolítica. Este ano, tudo mudou. Parece que as nações-estados pelo mundo afora estão se movendo na direção de um mundo pós-dólar americano. Já não é uma questão de "se", mas de "quando". E se você não é capaz de entender o passo-a-passo do que virá, há alto risco de acabar chocado e... assombrado.