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terça-feira, 19 de julho de 2016

COMISSÃO EUROPEIA CHANTAGEIA PORTUGAL



18 julho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Eugénio Rosa*

– Clima de medo provocado pelos media
– Agravamento das desigualdades no país

Antes de tudo, comportamentos para reflexão dos leitores, já que atingiram níveis de despudor chocantes para todos aqueles para quem a dignidade nacional não é só uma palavra.

Nas últimas semanas tem-se acentuado o clima de chantagem e ameaças por parte de Comissão Europeia sobre o governo português, revelando uma atitude de despotismo e de clara ingerência nos assuntos internos do país, pretendendo e achando-se com o direito de se sobrepor às instituições nacionais eleitas pelos portugueses dando ordens ao governo. Os burocratas não eleitos de Bruxelas tratam Portugal como fosse uma quinta deles, e dão a imagem de "senhores" (eles) a tratar com súbditos (Portugal).

E a situação torna-se ainda mais confrangedora, quando a maior parte dos media em Portugal (muitos comentadores e jornalistas, felizmente não todos) assumem, objetivamente (talvez sem terem consciência disso) o papel de simples instrumentos amplificando essa campanha de chantagem e medo. Quase todos os órgãos de informação repetem passivamente até à exaustão, como isso fosse natural e admissível, as ameaças, as chantagens e as ingerências em assuntos nacionais de qualquer funcionário da

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O ATAQUE FINANCEIRO À GRÉCIA – Para onde vamos a partir daqui?

13 julho 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Michael Hudson

O maior problema financeiro que dilacerou economias ao longo do século passado estava mais do lado da dívida oficial inter-governamental do que do da dívida do sector privado. Eis porque a economia global de hoje enfrenta uma ruptura semelhante à de 1929-31, quando ficou evidente que o volume de dívidas oficiais inter-governamentais não podia ser reembolsado. O Tratado de Versalhes impôs reparações impossíveis à Alemanha e os Estados Unidos impuseram exigências igualmente destrutivas aos Aliados quanto ao pagamento de dívidas [pelo fornecimento] de armas utilizadas na I Guerra Mundial. [1] 

Há procedimentos legais bem estabelecidos para enfrentar bancarrotas corporativas e pessoais. Tribunais cancelam parcialmente (write down) dívidas de pessoas e de negócios tanto sob o procedimento "devedor no controle" como pelo arresto e os credores assumem uma perda sobre empréstimos que correram mal. A bancarrota pessoal permite a indivíduos retomarem a vida.

É muito mais difícil cancelar parcialmente dívidas possuídas ou garantidas por governos. A dívida de empréstimos a estudantes dos EUA não pode ser anulada, mas permanece de modo a impedir os diplomados de ganharem o suficiente para terem um salário líquido (depois de o serviço da dívida e a retenção na fonte da contribuição para a Segurança Social ser deduzida dos seus cheques de pagamento) de modo a casarem, constituírem família e comprarem casas para

terça-feira, 14 de julho de 2015

O ATAQUE FINANCEIRO À GRÉCIA– Para onde vamos a partir daqui?

13 julho 2015, Resistir.info resistir.info (Portugal)

por Michael Hudson

O maior problema financeiro que dilacerou economias ao longo do século passado estava mais do lado da dívida oficial inter-governamental do que do da dívida do sector privado. Eis porque a economia global de hoje enfrenta uma ruptura semelhante à de 1929-31, quando ficou evidente que o volume de dívidas oficiais inter-governamentais não podia ser reembolsado. O Tratado de Versalhes impôs reparações impossíveis à Alemanha e os Estados Unidos impuseram exigências igualmente destrutivas aos Aliados quanto ao pagamento de dívidas [pelo fornecimento] de armas utilizadas na I Guerra Mundial. [1]

Há procedimentos legais bem estabelecidos para enfrentar bancarrotas corporativas e pessoais. Tribunais cancelam parcialmente (write down) dívidas de pessoas e de negócios tanto sob o procedimento "devedor no controle" como pelo arresto e os credores assumem uma perda sobre empréstimos que correram mal. A bancarrota pessoal permite a indivíduos retomarem a vida.

É muito mais difícil cancelar parcialmente dívidas possuídas ou garantidas por governos. A dívida de empréstimos a estudantes dos EUA não pode ser anulada, mas permanece de modo a impedir os diplomados de ganharem o suficiente para terem um salário líquido (depois de o serviço da dívida e a retenção na fonte da contribuição para a Segurança Social ser deduzida dos seus cheques de

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

DRAGUI, OU O FRACASSO DA EUROPA

10 setembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Juan Torres López

Quando há pouco mais de dois anos Mario Dragui acabou com a especulação que fazia subir tão perigosamente o prémio de risco de vários países europeus, dentre eles a Espanha, foi aclamado como um herói ao conseguir travá-la com uma simples frase:  "Farei o que for necessário para salvar o euro, e será suficiente". Escrevi neste mesmo diário que em lugar de aplauso merecia ser processado porque acabava de demonstrar que o Banco Central Europeu podia ter evitado o custo financeiro tão impressionante que se estava a gerar para os governos e que toda a Europa se encaminhasse de novo para a recessão e a crise ( Dragui debe ser procesado ).

Agora torna a passar-se praticamente o mesmo. Aplaudem Dragui e o BCE por ser valente e colocar as taxas de juro num nível histórico, supondo que assim vão facilitar que o crédito flua finalmente às empresas e que isso permita levantar a economia europeia. Mas mais uma vez se vão equivocar aqueles que tenham a ingenuidade de acreditar que as coisas vão ser assim.

Na realidade, esta medida in extremis do BCE é a manifestação palpável do seu fracasso e o de toda a Troika na hora de

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

BCE PASSA A CONCEDER EMPRÉSTIMOS AOS BANQUEIROS PRIVADOS COM JUROS REAIS NEGATIVOS

6 setembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

– Taxa de 0,05% entrou em vigor em 4/Setembro
– Banqueiros privados desfrutam o monopólio da concessão de empréstimos ao sector público
– Estados estão proibidos de recorrer ao BCE ou aos seus respectivos bancos centrais
– Como se faz a espoliação dos Estados e dos seu contribuintes

por Eric Toussaint*

Os bancos da eurozona têm o monopólio da concessão de empréstimos para o sector público. É proibido para o BCE e os bancos centrais da eurozona conceder empréstimos a autoridades públicas (ver caixa sobre o BCE). Os governos na eurozona têm a possibilidade de tomar emprestado de bancos de propriedade pública quando existem, mas eles não o fazem .

Os bancos privados obtêm a maior parte do seu financiamento, desde 2008, de fontes pública (o BCE e os bancos centrais na eurozona) a taxas de juro muito favoráveis. A partir de Junho de 2014 tomavam emprestado do BCE a 0,15% e a 0,05% a partir de 4 de Setembro de 2014 (quando a taxa de inflação em 2013 foi de 0,8% na eurozona, o que significa que a taxa de juro real é de facto negativa). A seguir os bancos privados emprestam para países periféricos europeus como Chipre, Grécia, Irlanda, Itália, Espanha, Portugal e os membros da eurozona no Leste Europeu) a taxas de juro altas, mesmo exorbitantes (entre 4% e 10%).

terça-feira, 22 de abril de 2014

O CONTINENTE EUROPEU E AS ELEIÇÕES DO DESCONTENTAMENTO

22 abril 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Benjamim Formigo

Este ano, 2014, os eleitores da União Europeia deveriam enfrentar pela primeira vez escolhas de fundo para um Parlamento que, embora com poderes limitados, poderia ser a única barreira ao neoliberalismo desmedido que arrastou o continente para a actual grave crise financeira e até de identidade.

Tão grave que põe em causa junto da vontade do eleitorado a própria existência de tal União.
Dos 28 países que constituem a União e irão votar um novo Parlamento entre 22 e 25 de Maio próximo, provavelmente apenas o Luxemburgo não estará a braços com uma crise financeira de excessivo défice orçamental cujo combate, prevenção ou recuperação tem passado invariavelmente por uma receita que se mostra desastrosamente eficaz. Eficaz porque reduz o défice através do desemprego e do miserabilismo para que atira a Administração Pública, depaupera os serviços de Saúde, a Segurança Social do Estado, abrindo as portas ao sector privado onde os grandes grupos se tornam cada vez maiores e frequentemente estrangeiros à própria União Europeia. Em favor do sacrossanto euro e das baixas taxas de juro, que só são baixas para quem tem dinheiro, a EU, para além do desmantelamento em curso do Estado social,

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A NOVA ORDEM MUNDIAL



5 novembro 2013, ODiário.infohttp://www.odiario.info (Portugal)


Com a publicação deste estudo, acrescentamos um muito importante documento ao acervo de análises sobre um tema central: a evolução e alteração da correlação de forças económicas e financeiras no plano global. Alteração que terá necessariamente repercussões em todos os aspectos das relações internacionais e nas organizações internacionais, as que integram o “Sistema das Nações Unidas” e outras. E que porá à prova a sua capacidade de acolher contradições que se agudizam.

O velho Mundo Ocidental é o retrato do capitalismo decrépito que oprime e agride os povos em todo o mundo. Mas esses povos não se resignam, levantam a sua voz e as suas forças e, da Ásia à América, resistem para se libertarem e unirem em novas solidariedades, senhores dos seus destinos. Este rearranjo, em consonância com projetos de desenvolvimento e progresso social em cada um deles, é um passo de um demorado caminho para uma nova ordem mundial.

O diplomata brasileiro Roberto Azevedo assumiu o mandato de Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio em 1 de Setembro passado. Ao contrário do Diretor-Geral cessante, antigo Comissário Europeu do Comércio Pascal Lamy de má memória e oponente convicto ao ingresso da Rússia e da China na OMC, o novo Diretor-Geral não enjeita alinhar-se com os colegas dos BRICS. A diplomacia brasileira logrou angariar apoios bastantes entre os estados membros, comprometendo-se em particular a dar à China e ao continente africano voz e posições relevantes no seio da OMC, e logrou neutralizar a oposição dos EUA e da UE. Este facto singular é sintomático das profundas transformações que abalam a economia e a finança no mundo, mais um sinal da desagregação da velha ordem mundial.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS: DE ONDE E PARA ONDE
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi estabelecida em 26 de Junho de 1945, tendo como estatutos a Carta das Nações Unidas, inicialmente subscrita por 51 países, compreende atualmente 193 estados membros, a quase totalidade dos existentes. Ficou sedeada em Nova Iorque.

Sob a sua alçada foi sendo constituído um agora vasto “Sistema das Nações Unidas” - conjunto de programas, agencias, institutos, convenções, etc. - coordenado por um Conselho Económico e Social. Aí se integram as de vocação mais diretamente económica e financeira: o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial (FMI/BM), criados em 1945 e com suas sedes em Washington; a Organização Mundial do Comércio (OMC), estabelecida em 1947 (ainda enquanto GATT) com sede em Genebra; umas e outra no cumprimento e sequência das conferências de Bretton Woods (1944).

O poder económico e militar dos EUA, associado ao privilégio internacional do dólar, preservado como moeda de referência quase universal para fins de reserva e pagamento, têm conferido a esta potência a capacidade de influenciar os acontecimentos e as políticas internacionais muito para além do que legitimamente caberia a um só país no concerto das nações.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O MODELO PRÓ-EXPORTAÇÃO DA ALEMANHA NÃO SERVE A NINGUÉM



26 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Vicenç Navarro*

O ministro das Finanças do governo alemão, Wolfgang Schäuble, escreveu um artigo no El Pais (20/07/13, p.31) significativamente intitulado "Nós não queremos uma Europa alemã", no qual enfatizou que a última coisa que a Alemanha quer é que a Europa seja uma réplica de seu país, negando qualquer tentativa de alemanizar a Europa. Na verdade, o ministro observou que não é a intenção do governo alemão liderar o desenvolvimento da União Europeia, um processo que, sublinha , deve ser construído por todos e com todos os países, em uma decisão coletiva. Esta posição de Schäuble é, segundo ele, a dos sucessivos governos alemães, de Schroeder para Merkel.

Esta posição, no entanto, está claramente em conflito com a própria narrativa e argumentação utilizada pelo ministro alemão para explicar por que a UE não consegue sair da crise. Para a maioria dos países da UE (e não apenas na periferia da zona do euro, mas também no centro, com França e Itália), a situação atual é intolerável. E nenhum deles parece fora dessa situação de crescimento econômico mais lento, quando não de retração.

Bem, de acordo com Wolfgang Schäuble, o que esses países precisam fazer são "reformas no mercado de trabalho e no sistema de proteção social" (uma frase que aparece repetidamente em seu artigo), “como fez a Alemanha" (uma frase que aparece duas vezes no artigo). E, para afastar as críticas de que ele está recomendando seguir o modelo alemão, refere-se que esse é o “modelo proposto por BCE, a Comissão Europeia, a OCDE e o FMI, chefiada por um italiano, um português, um mexicano e um francês, nenhum alemão" (não há nada melhor que sejam outros os que propõem e/ou apoiem suas propostas).

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

União Europeia/TROIKA À BEIRA DA IMPLOSÃO



16 outubro 2013, Presseurop http://www.presseurop.eu (França)

 

Mediapart, Paris

 

A falta de consenso entre a Comissão Europeia e o FMI sobre a forma como acabar com a crise da dívida na Europa não para de aumentar. De tal forma que, em Bruxelas, o seu desmantelamento começa a ser considerado.


Os “homens de negro” da troika estão em vias de ir cada um para seu lado. Três anos após a sua criação fora de qualquer quadro jurídico estabelecido pelos tratados europeus, este organismo tricéfalo, que devia conduzir os programas de reforma dos países da zona euro em risco de falência, está a ser atravessado por tensões graves. Ao ponto de estar aberto, em Bruxelas, o debate sobre o pós-troika.

Criada para o “resgate” da Grécia em maio de 2010, a impopular troika trabalha agora com os Governos de três outros membros da zona euro: Portugal, Irlanda e Chipre. É ela que decide a lista das poupanças, reformas estruturais e privatizações que cada país se deve comprometer a efetuar, se quiser, em troca, um mega-empréstimo para evitar a bancarrota. O FMI aconselha ainda os europeus em matéria de reforma do setor bancário espanhol.

Em três anos, esta estrutura de funcionamento opaco tornou-se o símbolo de uma gestão autoritária da crise, que encosta à parede as capitais da zona euro determinadas em evitar a falência, obrigando-as a pôr em prática reformas rejeitadas por grande número de cidadãos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Portugal/CRISE, DESTRUIÇÃO E “CLASSE MÉDIA”



19 agosto 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Apesar de todas as dificuldades subjectivas, vivemos um tempo de fim de ciclo, respira-se um ambiente de imperiosa necessidade de superação de uma formação económico-social velha, caduca, por uma outra nova. A realidade não está inerte, movimenta-se no sentido da superação dos antagonismos estruturais do capitalismo, como o demonstra o aprofundamento da sua crise estrutural, agora chegando a todos os rincões da Terra, o que não acontecia na crise de 1929.

A recente agudização da crise política em Portugal, despoletada pelas demissões de Vítor Gaspar (1 de Julho) e de Paulo Portas no dia seguinte, demonstrou a incapacidade do PSD, PS e CDS apresentarem soluções para enfrentar a crise sistémica do capitalismo; que o Presidente da República se deixou capturar pelo PSD e aceita, passivamente, o papel de “verbo-de-encher” do governo de Passos Coelho; o primarismo dos comentários e comentadores políticos nos órgãos de comunicação social portugueses ditos de referência que, como habitualmente, fugiram das questões essenciais para se aterem à dissecação do jogo de intriga política e pessoal.

A insaciabilidade da banca, a destruição da economia, o desemprego, a extrema degradação das condições de vida da classe trabalhadora, particularmente dos reformados, os 4 mil mortos a mais no 1º semestre deste ano em relação a período idêntico de 2012 agora noticiado, a degradação do Serviço Nacional de Saúde, a perda generalizada de direitos sociais e laborais são tratados nos meios de comunicação social como sectores estanques, como se não fossem parte da longa e feroz ofensiva global do grande capital contra a classe trabalhadora.

A questão das políticas de classe, os interesses comuns que os três partidos da política de direita defendem,

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Portugal/CONTRA A EXPLORAÇÃO E O EMPOBRECIMENTO


23 maio 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


Portugal/A FALÁCIA DOS "CORTES NA DESPESA"



24 maio 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Vaz de Carvalho*

1 – GUERRA TOTAL CONTRA OS POVOS

Num recente debate parlamentar quinzenal, a intervenção final do primeiro-ministro recebeu um entusiástico aplauso levantando as bancadas governamentais. Terá sido uma das mais patéticas cenas do Parlamento: um governo que leva o país ao descalabro económico e social, que soma derrotas em todos os objetivos e "desafios" que se propõe, refugia-se num discurso desconectado da realidade, pautado por meras ilusões e os seus deputados aplaudem freneticamente a continuidade e o agravamento das mesmas políticas.

É uma cena que traz à memória um divulgado discurso do nazi Goebels no palácio dos congressos em Berlim. Perante a derrocada eminente, Goebels interpelava a assistência se

terça-feira, 30 de abril de 2013

Portugal/«O CAMINHO DO EURO» – SEGUNDO O FMI*



27 abril 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Onde quer que entre a “ajuda” da troika FMI/BCE/UE o resultado é o desastre económico e social. Um exemplo menos divulgado é o da Letónia, mas merece ser muito mais conhecido.

Muito se falou em Portugal sobre a situação da Grécia, que se confronta hoje com um desemprego de mais de 27%, com um desemprego jovem de quase 60%, e onde os hotéis que foram à falência servem hoje de abrigo a cidadãos que antes dos chamados «ajustamentos» tinham trabalho, casa, dignidade.

Porém, pouco ou nada se disse sobre a Letónia, uma história que vale a pena conhecer, porque, como diz o ditado, nos dos outros vemos as nossas.

domingo, 31 de março de 2013

Portugal/DESEMPREGO NA EUROPA TENDE A CRESCER




28 março 2013/Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal) 


"Nada se pode fazer sem a aprovação da Alemanha. E, francamente, a Alemanha seria insana se alterasse o status quo actual que a faz funcionar melhor que o resto da Eurozona. Simplesmente insana". Quem diz isto é o Dansk Bank . "Quem mais pode jactar-se de a sua taxa de desemprego ser significativamente inferior àquela de antes da crise financeira?", pergunta o banco dinamarquês. E conclui: "Portanto, aperto monetário, baixa inflação, austeridade. Isso está a funcionar em grande para o país que tem o poder".
Está tudo dito. A saída da zona euro é uma necessidade objectiva para os países da Europa do Sul.