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terça-feira, 23 de julho de 2019

BRICS, China/Por que Trump cedeu à China e à Huawei?


19/Julho/2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/eua/huawei_5g_09jul19.html

por Vijay Prashad*

Tudo sobre a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China é desconcertante. As duas maiores economias do mundo entraram numa luta titânica com palavras duras e altas tarifas, provocando arrepios na economia global. Centenas de milhares de milhões de dólares em mercadorias de ambos os lados depararam-se com barreiras tarifárias que pareciam intransponíveis. Tréguas viriam do nada – como na reunião do G20 de 2018 em Buenos Aires – mas depois seriam postas de lado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em uma série de tweets em horários estranhos.

Em Maio, Trump perseguiu a Huawei, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. O ataque desta vez não foi por motivos económicos. Trump acusou a Huawei de ser um braço de espionagem do governo chinês. Empresas dos Estados Unidos que forneciam software e chips à Huawei já não teriam permissão para fazê-lo. Os diplomatas de Trump puseram-se

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

BRICS, БРИКС/Conferência de imprensa e P & R, depois da reunião Putin-Hollande

29 novembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity

Vladimir Putin Владимир Владимирович Путин

Tivemos negociações substanciais com o presidente francês, conduzidas de modo construtivo e baseadas numa relação de confiança. Naturalmente, dedicamos atenção máxima à questão da luta conjunta contra o terrorismo internacional.

O ataque bárbaro ao avião russo sobre a península do Sinai, os horríveis eventos em Paris e os ataques terroristas no Líbano, na Nigéria e no Mali causaram grande número de vítimas, das quais centenas de cidadãos russos e franceses. É nossa tragédia comum, e nos mantemos unidos em nosso compromisso de encontrar os culpados e levá-los ao tribunal.

Já intensificamos a operação das forças armadas russas contra os terroristas na Síria. Nossas ações militares são eficazes: os militares do dito 'Estado Islâmico' e outros grupos radicais sofreram perdas pesadas. Perturbamos os mecanismos de funcionamento dos extremistas, causamos dano à infraestrutura militar deles e minamos consideravelmente a sua base financeira. Refiro-me, em primeiro lugar, ao comércio ilícito de petróleo, que gera lucros imensos para os terroristas e seus apoiadores.

Todos os que se servem de duplos padrões em suas relações com os terroristas, utilizando-se deles para alcançar seus próprios objetivos políticos e envolvem-se em atividades comerciais ilícitas como sócios de terroristas estão brincando com fogo. A história mostra que cedo ou tarde essas ações

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

BRICS, БРИКС/A GUERRA DO SULTÃO ERDOGAN… CONTRA A RÚSSIA

26 novembro 2015,Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)


Vamos diretamente ao ponto. A ideia de que a Turquia, servindo-se de um F-16 fabricado nos EUA, derrubaria um SU-24 russo, sem ter antes pedido (e recebido) “apoio” de Washington, é absolutamente inverossímil.
A Turquia não passa de estado-vassalo, braço oriental da OTAN, que por sua vez é o braço europeu do Pentágono. O Pentágono até já negou tudo – negativa que, considerando o seu currículo de fracassos estratégicos espetaculares, não pode ser aceito pelo que parece ser. Muito plausivelmente, pode ter sido disputa por poder entre os generais neoconservadores que comandam o Pentágono, aliados ao governo Obama infestado de neoconservadores.
O cenário privilegiado contudo é de uma Turquia-vassala liderada pelo Sultão Erdogan, que arrisca tudo numa missão suicida, movida por seu próprio total atual desespero.
Aqui, agora, o raciocínio pervertido de Erdogan, resumido num parágrafo. A tragédia de Paris foi golpe terrível. A França começou a discutir uma cooperação militar mais estreita, não dentro da OTAN, mas com a Rússia. O objetivo nunca confessado de Washington sempre foi pôr a OTAN dentro da Síria. Metendo a Turquia/OTAN atropeladamente dentro da Síria; atacando a Rússia e provocando resposta duríssima da Rússia, Erdogan tenta atrair a OTAN para dentro da Síria sob o pretexto (art. 5º) de defender a Turquia.
Por mais perigosamente Baía-dos-Porcos que pareça, nada tem a ver com 3ª Guerra Mundial – como propagandistas apocalípticos já se puseram a ladrar. Tudo gira em torno de saber se estado que apoia/financia/arma a nebulosa salafista-jihadista recebeu autorização para destruir os jatos russos que estão reduzindo a lixo seus preciosos caminhões-tanques transportadores de petróleo roubado.
Casado com a (Erdogan) máfia
O presidente Putin diagnosticou com precisão: “foi tiro pelas costas”. Porque tudo já indica que tenha sido uma emboscada: os jatos turcos estavam na verdade à espera dos SU-24s. Com câmeras da TV turca já distribuídas para

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

BRICS, БРИКС/Duro golpe a las 'arcas' del EI: Rusia difunde videos de ataques contra largos convoyes de petróleo

18 nov 2015, TV-Novosti http://actualidad.rt.com (Rusia)



El Ministerio ruso de Defensa ha difundido videos de los ataques contra camiones-cisterna que transportan petróleo y otros hidrocarburos de los terroristas. Los golpes contra una de las principales fuentes de financiación del terrorismo corren a cargo de los cazabombarderos rusos Su-34 que operan en Siria en el marco de misiones de 'cacería libre'. El Ministerio ruso de Defensa ha difundido videos de los ataques contra camiones-cisterna que transportan petróleo y otros hidrocarburos de los terroristas. Los golpes contra una de las principales fuentes de financiación del terrorismo corren a cargo de los cazabombarderos rusos Su-34 que operan en Siria en el marco de misiones de 'cacería libre'.

En los últimos días han sido destruidos cerca de 500 camiones-cisterna de transporte de crudo, ha destacado el jefe de la Dirección Principal de Operaciones del Estado Mayor General de Rusia, el coronel general Andréi Kartapólov en una rueda de prensa ofrecida este miércoles, informa RIA Novosti.

Asimismo, los bombarderos Su-34 proceden a la destrucción de instalaciones de procesamiento y

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

BRICS: UM NOVO FUNDO MONETÁRIO E UM NOVO BANCO DE DESENVOLVIMENTO

23 fevereiro 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Paulo Nogueira Batista Jr.*


Cabe aos Brics mostrar, em especial aos países em desenvolvimento,
 por que e para que queremos mais influência e poder decisório.

A escassez de recursos para financiar o desenvolvimento e os surtos recorrentes de instabilidade nos mercados internacionais, com efeitos mais intensos nas economias emergentes, conferem importância crucial à criação de mecanismos de autodefesa e financiamento. As instituições multilaterais sediadas em Washington – o FMI e o Banco Mundial – mostram grande dificuldade de evoluir e se adaptar à nova realidade internacional, marcada pelo peso crescente das economias emergentes. O G20 está semiparalisado desde 2011. Diante disso, os emergentes

sábado, 31 de janeiro de 2015

BRICS, БРИКС/RÚSSIA-CHINA-ÍNDIA: NASCIMENTO DE UM NOVO CENTRO DE PODER

31 janeiro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Na próxima segunda-feira (2), os ministros das Relações Exteriores da Rússia, China e Índia irão se reunir em Pequim, a fim de elaborar uma agenda comum de cooperação para 2015. Para responder aos novos desafios, os chanceleres Serguei Lavrov, Wang Yi e Sushma Swaraj terão que elevar as consultas tripartidas para um novo patamar, segundo especialistas. Com muita probabilidade, se visará o objetivo de formar, em um par dos próximos anos, um "triângulo de poder" de dimensão global.


Os titulares da pasta das Relações Exteriores da Rússia, China e Índia se reúnem no formato trilateral, lançado em 2005 em Vladivostok, uma vez por ano. A próxima edição das conversações em Pequim será a décima, marcando as "bodas de alumínio" do mecanismo que em reiteradas ocasiões provou a sua utilidade. As posições coordenadas dos três países em relação a questões globais e "pontos quentes" fazem com que os outros centros de poder escutem com uma maior atenção a voz da China, Índia e Rússia.

Na véspera da reunião ministerial em Pequim, os três países têm formulado uma nova agenda operacional de riscos geopolíticos. Além dos problemas em torno do

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

BRICS, БРИКС/Lideres do BRICS concordaram em nomear chefe do Banco de Desenvolvimento antes da realização da cúpula

17 novembro 2014/Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)


Os lideres dos países-membros do grupo BRICS, concordaram na sua reunião, promovida no quadro de G20 na cidade australiana de Brisbane, em resolver a questão de nomeação do presidente e dos vice-presidentes do Novo Banco de Desenvolvimento antes da realização da cúpula seguinte de BRICS na Rússia.

“Os lideres foram informados sobre o progresso alcançado na realização do plano de ação com vista a instituir o Novo Banco de Desenvolvimento. Eles encarregaram os seus ministros das finanças de nomear o presidente e os vice-presidentes do

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

BRICS, БРИКС/AGORA, É GUERRA TOTAL CONTRA OS BRICS

5 novembro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Pepe Escobar, Rússia Today

Apertem os cintos, a guerra de informação já desencadeada contra a Rússia deve expandir-se para Brasil, Índia e China.

Brasil, Rússia, Índia e China, como o mundo inteiro sabe, são os quatro principais países do grupo BRICS de potências emergentes, que também inclui a África do Sul e em futuro próximo incorporará também outras nações do Sul Global. Os BRICS perturbam imensamente Washington – e sua Think-Tank-elândia – porque são a corporificação do impulso concertado do Sul Global rumo a um mundo multipolar.

Podem-se apostar garrafas de champanhe crimeano que a resposta dos EUA a esse processo deve ser alguma espécie de guerra total de informação – não muito diferente, em espírito, do “Conhecimento Total de Informação” [orig. Total Information Awareness (TIA)], elemento central da Doutrina da Dominação de Pleno Espectro, do Pentágono. Os BRICS são vistos como importante ameaça –, e conseguir contratorpedeá-los implica dominar toda a grade informacional.

Vladimir Davydov, diretor do Instituto de América Latina da Academia de Ciências da Rússia, acertou o olho do alvo quando observou que “a situação atual mostra que há tentativas para

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Putin discutirá proyectos conjuntos durante su visita a Argentina



27 junio 2014, РИА Новости, RIA Novosti http://sp.rian.ru (Россия, Russia)

El presidente de Rusia, Vladímir Putin, espera abordar eventuales proyectos conjuntos en los ámbitos de energía, defensa y construcción de máquinas, durante su visita a Argentina.

“Argentina es uno de los socios clave de Rusia en América Latina. Durante mi visita a Buenos Aires en julio espero abordar detalladamente todas las cuestiones de la agenda bilateral e internacional, esbozar proyectos conjuntos de beneficio mutuo en el ámbito energético, en particular, la cooperación nuclear, militar y construcción de maquinaria”, declaró Putin en una ceremonia de

terça-feira, 25 de março de 2014

BRICS at Hague slam attempts to isolate Putin

March 24, 2014, The BRICS Post http://thebricspost.com (England and Wales)

BRICS will push for a new equitable global order, the five ministers vowed. BRICS held a foreign ministers meet on 24 March 2014 at the Hague in Netherlands [MFA, Russia]

BRICS have slammed recent reports ahead of the G20 meet to isolate Russian President Vladimir Putin or to place any restrictions on his participation at the G-20 summit in Australia later this year.

“The Ministers noted with concern, the recent media statement on the forthcoming G20 Summit to be held in Brisbane in November 2014.  The custodianship of the G20 belongs to all Member States equally and no one Member State can unilaterally determine its nature and character,” said a joint BRICS statement on Monday. Australian Foreign Minister Julie Bishop had said earlier that Putin could be barred from attending the G20 Summit in November.

BRICS Foreign Ministers met on the sidelines of the Nuclear Security Summit in the Hague on Monday to review cooperation among the bloc of five after the adoption of the eThekwini Action Plan of 2013.
The Ministers noted that the role of global governments should focus on “finance, security, information and production”.
“The BRICS agenda is not centered around any specific country or related issue and shares a common vision which drives it to also increasingly identify common areas for cooperation to assist with finding global solutions to global challenges,”

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A NOVA ORDEM MUNDIAL



5 novembro 2013, ODiário.infohttp://www.odiario.info (Portugal)


Com a publicação deste estudo, acrescentamos um muito importante documento ao acervo de análises sobre um tema central: a evolução e alteração da correlação de forças económicas e financeiras no plano global. Alteração que terá necessariamente repercussões em todos os aspectos das relações internacionais e nas organizações internacionais, as que integram o “Sistema das Nações Unidas” e outras. E que porá à prova a sua capacidade de acolher contradições que se agudizam.

O velho Mundo Ocidental é o retrato do capitalismo decrépito que oprime e agride os povos em todo o mundo. Mas esses povos não se resignam, levantam a sua voz e as suas forças e, da Ásia à América, resistem para se libertarem e unirem em novas solidariedades, senhores dos seus destinos. Este rearranjo, em consonância com projetos de desenvolvimento e progresso social em cada um deles, é um passo de um demorado caminho para uma nova ordem mundial.

O diplomata brasileiro Roberto Azevedo assumiu o mandato de Diretor-Geral da Organização Mundial do Comércio em 1 de Setembro passado. Ao contrário do Diretor-Geral cessante, antigo Comissário Europeu do Comércio Pascal Lamy de má memória e oponente convicto ao ingresso da Rússia e da China na OMC, o novo Diretor-Geral não enjeita alinhar-se com os colegas dos BRICS. A diplomacia brasileira logrou angariar apoios bastantes entre os estados membros, comprometendo-se em particular a dar à China e ao continente africano voz e posições relevantes no seio da OMC, e logrou neutralizar a oposição dos EUA e da UE. Este facto singular é sintomático das profundas transformações que abalam a economia e a finança no mundo, mais um sinal da desagregação da velha ordem mundial.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS: DE ONDE E PARA ONDE
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi estabelecida em 26 de Junho de 1945, tendo como estatutos a Carta das Nações Unidas, inicialmente subscrita por 51 países, compreende atualmente 193 estados membros, a quase totalidade dos existentes. Ficou sedeada em Nova Iorque.

Sob a sua alçada foi sendo constituído um agora vasto “Sistema das Nações Unidas” - conjunto de programas, agencias, institutos, convenções, etc. - coordenado por um Conselho Económico e Social. Aí se integram as de vocação mais diretamente económica e financeira: o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial (FMI/BM), criados em 1945 e com suas sedes em Washington; a Organização Mundial do Comércio (OMC), estabelecida em 1947 (ainda enquanto GATT) com sede em Genebra; umas e outra no cumprimento e sequência das conferências de Bretton Woods (1944).

O poder económico e militar dos EUA, associado ao privilégio internacional do dólar, preservado como moeda de referência quase universal para fins de reserva e pagamento, têm conferido a esta potência a capacidade de influenciar os acontecimentos e as políticas internacionais muito para além do que legitimamente caberia a um só país no concerto das nações.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

EUA E REINO UNIDO ‘DERROTARAM’ CRIPTOGRAFIA NA INTERNET



7 setembro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas. As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”. Por Marcelo Justo, de Londres

 


Londres – Com a visita oficial da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos por um fio, com as queixas de Brasil e México a Barack Obama na cúpula do G20 e com o pano de fundo de uma investigação do Parlamento Europeu, o jornal The Guardian voltou a colocar o dedo na ferida publicando novas revelações sobre as agências de espionagem eletrônica dos Estados Unidos e Reino Unido. Segundo o matutino britânico, a Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas. As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”.

Os documentos entregues ao The Guardian pelo ex-analista de inteligência da CIA, Edward Snowden, revelam que um programa criado há dez anos pela NSA conseguiu em 2010 a decodificação de material criptografado que tornou uma vasta quantidade de dados acessíveis e manuseáveis. O nome do programa é Bullrun em homenagem a uma famosa batalha da guerra civil dos Estados Unidos,

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Brics avançam na criação de banco de desenvolvimento



23 abril 2013, Gazeta Russa http://gazetarussa.com.br (Russia)
Российская газета http://rg.ru (Россия)

Ministros das Finanças dos países do Brics concordaram em criar delegações que, até o próximo outono, vão desenvolver os princípios para o estabelecimento de um banco de desenvolvimento do grupo, informou o vice-ministro das Finanças russo, Serguêi Stortchak.

quarta-feira, 27 de março de 2013

África do Sul /Desafio do Brics é superar dificuldades econômicas e sociais para atingir o nível dos países avançados, diz Dilma



27 março 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil) 

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil  

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) que o desafio do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) é superar as dificuldades econômicas e sociais para atingir o mesmo nível dos países desenvolvidos. Dilma reiterou que a crise econômica, que afeta principalmente os europeus, não pode contagiar o Brics e os países emergentes. A presidenta discursou em dois momentos da 5ª Cúpula do Brics, em Durban, na África do Sul.

Para a presidenta, os desafios estão centrados na superação de dificuldades econômicas, na preservação de direitos sociais e na proteção do meio ambiente. “Não podemos permitir que os problemas dos países avançados criem obstáculos para os nossos países. Nosso desafio é encontrar um caminho mais vigoroso”, ressaltou.

Dilma disse que um dos principais efeitos da crise econômica internacional é a redução da oferta de empregos. Para ela, é fundamental que sejam feitos esforços conjuntos “para a recuperação da economia internacional”. “Hoje temos de ter em mente: fazer um grande esforço. Se faltam oportunidades de investimentos nas economias avançadas, vamos criar fontes de financiamento”, destacou.

A presidenta lembrou que os países do Brics conseguiram superar as dificuldades, provocadas pela crise, a partir de 2007. “Temos força suficiente para responder com responsabilidade”, disse ela, lembrando que a Rússia, na presidência rotativa do G20 (grupo de países mais desenvolvidos do mundo) terá muito o que fazer.

Segundo Dilma, a pauta no G20 deve ter como foco o desenvolvimento global, envolvendo infraestrutura e a geração de emprego. Ela disse que, embora o cenário de 2013, seja “um pouco mais promissor” do que o de 2012, é visível que “muitos dos países desenvolvidos continuam a prometer,  principalmente na taxa de desemprego”.

Sobre este assunto:

África do Sul/Banco do Brics deverá criar mecanismos de apoio mútuo para emergentes

27 março 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil


Brasília – A presidenta Dilma Rousseff ressaltou hoje (27) que a criação do Banco do Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul) vai colaborar para o desenvolvimento da região e dos países emergentes. Ela discursou duas vezes nesta quarta-feira, na 5ª Cúpula do  Brics , em Durban, na África do Sul. Segundo Dilma, o banco é um esforço para instituir mecanismos mútuos de apoio.

“É um banco talhado para as nossas necessidades. Temos de estreitar laços e criar mecanismos de apoio mútuos”, destacou a presidenta. “É um mecanismo de estabilidade que pode criar linhas recíprocas de crédito, fortalecendo a solidez do mercado internacional.”

A instituição bancária terá os mesmos moldes do Banco Mundia (Bird). Cada país que integra o Brics deverá destinar US$ 10 bilhões para formar o capital inicial do banco, que deverá chegar a US$ 50 bilhões. O banco centrará as ações no financiamento de infraestrutura e atuará em concorrência direta com o Bird.
A ideia é que a nova instituição bancária seja uma espécie de alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Dilma destacou também a importância de manter uma posição de otimismo, mesmo diante das dificuldades causadas pela crise econômica internacional, que atinge principalmente os 17 países da zona do euro.

“Devemos ter o otimismo e o dinamismo, reiterar a confiança e manter uma atitude contra o pessimismo e a inércia que atingem outras regiões. Vamos responder a essa crise com vigor”, disse a presidenta que também elogiou a criação de um fundo para ajudar os países emergentes.

A proposta é criar um fundo, estimado em US$ 100 bilhões, para ajudar países emergentes com problemas financeiros.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Brasil e Argentina/Dilma telefona para cumprimentar Cristina Kirchner por resultado das eleições primárias

Renata Giraldi, repórter da Agência Brasil

Brasília, 16 agosto 2011 – A presidenta Dilma Rousseff telefonou hoje (16) para a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, para parabenizá-la pelos resultados das eleições primárias de anteontem (14). Pelos resultados, Cristina sai na frente na disputa eleitoral, na qual concorrerá com mais três adversários. A conversa foi confirmada pelo porta-voz do governo argentino, Alfredo Scoccimarro.

“Parabéns, Cristina. Fiquei muito feliz quando vi os resultados”, disse Dilma à chefe do governo argentino, segundo relato do porta-voz Scoccimarro. A presidenta brasileira se referiu aos mais de 50% de votos obtidos por Cristina Kirchner na disputa do último domigo (14) com mais nove candidatos.

De acordo com Scoccimarro, Cristina disse a Dilma que ambas vão “continuar trabalhando juntas para o crescimento dos dois países e da região”. Cristina pretende propor a Dilma que ambas definam ações comuns para proteção da economia internacional.

A ideia, segundo Cristina, é que, durante as discussões da Cúpula do G20, a Argentina e o Brasil proponham medidas para reduzir os impactos da crise financeira mundial. O G20, grupo formado pelas maiores economias do mundo, se reunirá em novembro, na França.

Em 23 de outubro, Cristina enfrentará Ricardo Alfonsín, da Unión Cívica Radical, o ex-presidente Eduardo Duhalde, do Partido Justicialista, e Hermes Binner, do Partido Socialista – os três ficaram tecnicamente empatados no segundo lugar nas eleições primárias.

Pela legislação argentina, é considerado vitorioso aquele que conquistar 45% dos votos válidos ou 40% deste total, desde que ocorra uma diferença mínima de 10% em relação ao segundo colocado na corrida presidencial. O segundo turno está marcado para 10 de dezembro.

*Com informações da Telam, agência pública de notícias da Argentina

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Brasil/CAMPANHA MOBILIZA SOCIEDADE PELO FIM DOS PARAÍSOS FISCAIS

28 julho 2011/Agência de Informação Frei Tito para a América Latina

Adital http://www.adital.com.br

Camila Queiroz, jornalista da ADITAL

Promovida por mais de 50 organizações em 30 países de todo o mundo, a campanha "Fim aos Paraísos Fiscais” foi lançada no último dia 26 no Brasil, pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). A mobilização tem por objetivo pressionar líderes mundiais a pautar o tema na próxima reunião do G20, em novembro, e exigir que tomem medidas para fazer com que as empresas publiquem o lucro verdadeiro obtido e, com isso, paguem os impostos devidos.

No Brasil, é possível participar acessando o link http://www.endtaxhavensecrecy.org/pt/take-action/ e enviando mensagem para a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que está no comando do G20. No texto, os organizadores da campanha destacam as consequências negativas dos paraísos fiscais.

"Anualmente há uma perda global de impostos de mais de 100 bilhões de dólares num momento em que a crise financeira global está gerando cortes profundos no orçamento estatal em todo o mundo”, argumentam. Informam ainda que os países em desenvolvimento são os que mais perdem com a evasão de impostos, cuja cifra superaria o que recebem de ajuda internacional.

Classificados como "países ou dependências com tributação favorecida” pela Receita Federal brasileira, os paraísos fiscais não tributam a renda ou a tributam à alíquota inferior a 20% ou, ainda, têm legislação interna que não permite troca de informações bancárias que possibilitariam aos órgãos responsáveis fiscalizar se os depósitos são lícitos ou não, segundo explica nota técnica lançada pelo Inesc.

Assessor político do instituto, Lucídio Bicalho esclarece que nem todo dinheiro remetido aos paraísos fiscais é ilegal, mas, mesmo estando dentro da lei, o envio não é considerado "correto”, pois as empresas deixam de assumir responsabilidades sociais ao fugir da tributação.

"Faz parte do planejamento comum das empresas depositar uma quantia nas ilhas e depois investir em outros lugares do mundo. A tributação é quase zero. Do ponto de vista moral é que tem implicações. Você deixa de contribuir com as políticas públicas do país, e isso recai sobre a população. A empresa tem que assumir responsabilidade. Não pode só usar o sistema jurídico e financeiro do país, e não ser responsável pelo custeio das políticas públicas”, sustenta.

Lucídio cita dados do Banco Central segundo os quais, entre 2007 e 2009, as

Ilhas Cayman ocupam a 8ª posição na lista de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil (US$ 4,2 bilhões). "As Ilhas Cayman não têm economia real que justifique a remessa desse valor. Contudo, são destinos privilegiados, representando potencial de prejuízo, de perda”, enfatiza.

Na mesma lista, Bermudas, outro paraíso fiscal, aparece na 10ª posição (US$ 2,9 bilhões), enquanto as Ilhas Virgens Britânicas ocupam o 16º lugar (US$ 1,8 bilhão) e as Ilhas Bahamas o 17º (US$ 1,7 bilhão).

Ainda de acordo com o Banco Central do Brasil, os Capitais Brasileiros no Exterior em 2007, 2008 e 2009 foram, respectivamente, US$190,2 bilhões, US$ 204,0 bilhões e US$ 214,0 bilhões.

Como isso reflete na garantia dos direitos dos brasileiros? De acordo com a nota técnica do Inesc, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário publicou uma pesquisa em 2009 na qual aponta que tributos sonegados pelas empresas somavam R$200 bilhões por ano e, somados aos tributos sonegados pelas pessoas físicas, a sonegação fiscal no Brasil atingia 9% do Produto Interno Bruto (PIB).

Enquanto isso, segundo o Ministério da Educação, apenas 5% do PIB é investido em educação pública. "Ainda os R$ 200 bilhões de impostos sonegados são 14 vezes maiores do que o valor do orçamento para o programa Bolsa Família em 2011”, ressalta a nota.

Para ler a nota técnica do Inesc, acesse http://www.inesc.org.br/biblioteca/publicacoes/notas-tecnicas/nts-2011/nota-tecnica-173