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terça-feira, 23 de julho de 2019

BRICS, China/Por que Trump cedeu à China e à Huawei?


19/Julho/2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/eua/huawei_5g_09jul19.html

por Vijay Prashad*

Tudo sobre a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China é desconcertante. As duas maiores economias do mundo entraram numa luta titânica com palavras duras e altas tarifas, provocando arrepios na economia global. Centenas de milhares de milhões de dólares em mercadorias de ambos os lados depararam-se com barreiras tarifárias que pareciam intransponíveis. Tréguas viriam do nada – como na reunião do G20 de 2018 em Buenos Aires – mas depois seriam postas de lado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em uma série de tweets em horários estranhos.

Em Maio, Trump perseguiu a Huawei, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. O ataque desta vez não foi por motivos económicos. Trump acusou a Huawei de ser um braço de espionagem do governo chinês. Empresas dos Estados Unidos que forneciam software e chips à Huawei já não teriam permissão para fazê-lo. Os diplomatas de Trump puseram-se

quarta-feira, 29 de maio de 2019

BRICS, China/Caçar Huawei não levará a vitória alguma na guerra tech


Tlaxcala, a rede internacional de tradutores pela diversidade linguística



A Huawei chinesa é a Rainha, no tabuleiro do xadrez tech. Pequim limitar-se-á a mandar seus garotos-tech escalar para o nível seguinte.

Trata-se de guerra geopolítica e geoeconômica. Guerra fria, até aqui, mas agora a um passo de mergulhar em congelamento profundo. A Estratégia de Segurança Nacional dos EUA declara precisamente isso, com todas as letras. China é opositor estratégico que tem de ser contido a qualquer preço, em todas as frentes: econômica, militar e, sobretudo, tecnológica.

Entra em cena a ofensiva concertada atual, em todo o espectro, da tecnologia 5G e da Inteligência Artificial até os movimentos para tentar impedir o avanço da globalização 2.0. Acrescente-se a isso pressão máxima em todo o mundo para impedir que outras nações se unam às Novas Rotas da Seda, ou Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE – o conceito organizador de política estrangeira para a China em futuro próximo, e mapa estratégico do caminho para a integração da Eurásia até 2049.

Tudo está interconectado: a guerra comercial do governo Trump; o bloqueio da Huawei (pela empresa Google), impedida de usar o sistema operacional Android; a demonização da Iniciativa Cinturão e Estrada. Tudo tem a ver com controlar as cadeias de suprimento global; e com a infraestrutura ideológica.

Huawei não é reles peão: é a Rainha no tabuleiro do xadrez tech. Num ambiente no qual as empresas chinesas de TI estão escalando rapidamente várias etapas em termos de

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Angola/UMA OPORTUNIDADE HISTÓRICA

6 dezembro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao(Angola)

 

Filomeno Manaças

A Cimeira de Joanesburgo entre a China e a África já entrou na História. O alcance e a dimensão da parceria estratégica estabelecida entre a China e África pode não ser avaliada devidamente já agora, mas, como tudo, o tempo vai encarregar-se de revelar que o encontro de Joanesburgo, que ontem terminou, foi tão somente o primeiro de um grande passo no sentido de vários países africanos relançarem as suas economias e darem um salto em termos de modernização das suas infra-estruturas.

Com efeito, num ambiente de crise económica e financeira mundial, que obrigou muitos países a encolherem os seus orçamentos, mesmo ao nível de economias mais desenvolvidas e, portanto, mais desafogadas e com maior margem de manobra, o anúncio feito pelo Presidente Xi Jinping de que a China põe à disposição de África 60 mil milhões de dólares para projectos de desenvolvimento, foi o sopro de que se estava à espera e que, em boa verdade, revelou ser uma grande surpresa porque, tendo em conta os montantes, superou as expectativas.

Se recuarmos no tempo e tentarmos encontrar um termo de comparação, podemos pegar no Plano Marshall que os Estados Unidos elaboraram para reerguer dos escombros a Europa Ocidental, depois da II Guerra Mundial, e que