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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

ESTARÁ A EUROPA CONDENADA À VASSALAGEM A WASHINGTON?



1 agosto 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Paul Craig Roberts

A Segunda Guerra Mundial resultou na conquista da Europa, não por Berlim e sim por Washington.

A conquista era certa mas não toda de uma vez. A conquista da Europa por Washington resultou do Plano Marshall; de temores do Exército Vermelho de Staline que levaram a Europa a confiar na protecção de Washington e a subordinar os militares europeus à NATO; da substituição da libra britânica como divisa de reserva mundial pelo US dólar e do longo processo de subordinação da soberania de países europeus individuais à União Europeia, uma iniciativa da CIA implementada por Washington a fim de controlar toda a Europa através do controle de apenas um governo irresponsável.

Com poucas excepções, sobretudo o Reino Unido, a condição de membro da UE também significou perda de

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Angola/UMA OPORTUNIDADE HISTÓRICA

6 dezembro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao(Angola)

 

Filomeno Manaças

A Cimeira de Joanesburgo entre a China e a África já entrou na História. O alcance e a dimensão da parceria estratégica estabelecida entre a China e África pode não ser avaliada devidamente já agora, mas, como tudo, o tempo vai encarregar-se de revelar que o encontro de Joanesburgo, que ontem terminou, foi tão somente o primeiro de um grande passo no sentido de vários países africanos relançarem as suas economias e darem um salto em termos de modernização das suas infra-estruturas.

Com efeito, num ambiente de crise económica e financeira mundial, que obrigou muitos países a encolherem os seus orçamentos, mesmo ao nível de economias mais desenvolvidas e, portanto, mais desafogadas e com maior margem de manobra, o anúncio feito pelo Presidente Xi Jinping de que a China põe à disposição de África 60 mil milhões de dólares para projectos de desenvolvimento, foi o sopro de que se estava à espera e que, em boa verdade, revelou ser uma grande surpresa porque, tendo em conta os montantes, superou as expectativas.

Se recuarmos no tempo e tentarmos encontrar um termo de comparação, podemos pegar no Plano Marshall que os Estados Unidos elaboraram para reerguer dos escombros a Europa Ocidental, depois da II Guerra Mundial, e que

segunda-feira, 25 de maio de 2015

BRICS, БРИКС/UM PLANO MARSHALL SEM IDEOLOGIA

22 maio 2015, Contexto Livre http://www.contextolivre.com.br (Brasil)


Acordo de investimentos com governo chinês não tem paralelo em nossa história e lembra iniciativa que permitiu reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra

A principal dificuldade para se compreender o alcance real do conjunto de acordo de US$ 53 bilhões para investimentos da China no Brasil reside em sua dimensão. Embora possam ser resumidos, hoje, a um simples calhamaço com algumas centenas de folhas de papel, autografadas pelas autoridades dos dois países, os 35 acordos bilaterais entre os dois governos envolvem um conjunto gigantesco de decisões, possibilidades e perspectivas, formando um bloco de medidas capaz de produzir um impacto tão grande em nosso futuro que é difícil encontrar um parâmetro de comparação.

Não há, na história diplomática brasileira, o registro de qualquer evento desta envergadura, envolvendo um espectro tão amplo e variado de atividades estratégicas como mineração, petróleo, defesa, aeronáutica, ferrovias, exportação de carne — e ainda um curioso programa de cooperação esportiva para