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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

ESTARÁ A EUROPA CONDENADA À VASSALAGEM A WASHINGTON?



1 agosto 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Paul Craig Roberts

A Segunda Guerra Mundial resultou na conquista da Europa, não por Berlim e sim por Washington.

A conquista era certa mas não toda de uma vez. A conquista da Europa por Washington resultou do Plano Marshall; de temores do Exército Vermelho de Staline que levaram a Europa a confiar na protecção de Washington e a subordinar os militares europeus à NATO; da substituição da libra britânica como divisa de reserva mundial pelo US dólar e do longo processo de subordinação da soberania de países europeus individuais à União Europeia, uma iniciativa da CIA implementada por Washington a fim de controlar toda a Europa através do controle de apenas um governo irresponsável.

Com poucas excepções, sobretudo o Reino Unido, a condição de membro da UE também significou perda de

terça-feira, 28 de junho de 2016

Portugal/Many Thanks to the English Working Class



26 junho 2016, Jornal de Negócios http://www.jornaldenegocios.pt (Portugal)

João Rodrigues

Peço desculpa ao leitor pelo título em inglês. Sei bem que o inglês e os anglicismos são uma praga evitável. Trata-se apenas de uma singela homenagem à maioria do povo britânico, que teve a coragem de votar pela mudança no referendo à União Europeia (UE).

Uma homenagem aos mais velhos, aos mais pobres, às classes trabalhadoras, aos de baixo. É que não é preciso ser instruído para dar uma lição. E que lição esta, a que foi dada às elites políticas, económico-financeiras, aos de cima, numa sociedade causticada pela polarização social e regional, feita de vencedores e de vencidos da globalização neoliberal, o outro nome da UE realmente existente neste

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

BRICS, БРИКС/Finanças globais: a China bate à porta

7 agosto 2015, Opera Mundi http://operamundi.uol.com.br (Brasil)

Antonio Martins, Outras Palavras

Pequim quer converter sua moeda, o Yuan, num rival para o dólar. Isso sacudiria a ordem financeira e geopolítica mundial  

Foi um empate. Pressionado há meses pela China, para que dê ao yuan status semelhante ao do dólar, euro, libra (inglesa) e iene (japonês), o Fundo Monetário Internacional (FMI) adiou a decisão. Por ora, a divisa chinesa não fará parte da cesta de moedas em que se baseiam os Direitos Especiais de Saque (SDR, em inglês), a principal referência monetária adotada pelo Fundo. Mas ao anunciar a decisão, o Comitê Executivo do Fundo decidiu, ao mesmo tempo, antecipar para 2016 uma nova reunião que decidirá sobre a composição dos SDR. Em condições normais, ela só ocorreria em 2022.

Está em jogo é muito mais que um reconhecimento formal. A importância do yuan como moeda internacional cresce aceleradamente desde 2009, quando a Pequim decidiu empenhar-se empenhar-se nesse sentido. À época, a China já era a segunda maior economia do mundo (ultrapassou os EUA em 2014, segundo certos critérios), mas o uso do yuan era residual.

Reprodução
A ação de Pequim mudou rapidamente o cenário. Hoje, 22% das transações comerciais da China são feitas em sua própria moeda. Como o comércio exterior chinês é o maior do mundo, o yuan