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terça-feira, 24 de março de 2015

Ucrânia, Украина/Um barril de escorpiões/Пауки в банке

23 março 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

O acordo de Minsk 2, patrocinado pela Alemanha, França e Rússia, deu esperanças de que a paz voltasse à Ucrânia. Estas esperanças estão a ser rapidamente frustradas pelos EUA, que foram contra o acordo. Como não podem declarar frontalmente que estão contra Minsk 2, instruem seus fantoches de Kiev a adoptarem interpretações especiosas do mesmo que acabam por inviabilizá-lo. Os EUA querem a guerra. A atitude do governo de Washington para com seus aliados alemão e francês é dar-lhes trela com extensão suficiente para que possam ter alguma latitude de manobra. Mas a qualquer instante a trela pode ser encurtada pelo amo estado-unidense – mesmo que os atrelados ladrem um pouco, têm de se conformar. É neste contexto de reinício da guerra, num país saqueado e em desagregação, que se dá a luta intestina dos oligarcas ucranianos pela distribuição de propriedades e de poder. Tudo sob a fiscalização atenta do embaixador americano em Kiev e do respectivo chefe de estação da CIA. Este artigo acerca do conflito entre Kolomoisky e Poroshenko dá-nos um vislumbre dessa guerra dentro da guerra. 

resistir.info

por Coronel Cassad

A rixa pública entre Poroshenko e Kolomoisky em torno de valiosos activos energéticos é um reflexo da velha luta intra-oligárquica, onde os "tubarões do saqueio intra-ucraniano" tentam morder não só as populações locais como também os seus oponentes. Já assistimos a uma versão ligeira de tais disputas durante o período da Revolução Laranja, onde os oligarcas que apoiaram Yuschenko receberam seus proveitos não só a partir de activos do estado como também da propriedade dos oponentes derrotados. Os perdedores ajoelharam-se

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

PRECISÃO TERMINOLÓGICA: PORQUE O REGIME UCRANIANO PODE SER CARACTERIZADO COMO FASCISTA

24 agosto 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Coronel Cassad

Mais uma vez, voltamos à essência da junta de Kiev – a algo que alguns tendem a negar.

Vamos tomar a definição clássica de fascismo de Georgi Dimitrov, a qual foi considerada a mais clara definição do ponto de vista da teoria comunista na URSS. 

"Fascismo é uma ditadura terrorista aberta dos elementos mais reaccionários, mais chauvinistas, mais imperialistas do capital financeiro... O fascismo não é nem o governo para além das classes nem o governo da pequena burguesia ou do lumpen proletariado sobre o capital financeiro. Fascismo é o governo do próprio capital financeiro. É um massacre organizado da classe trabalhadora e da parte revolucionária do campesinato e daintelligentsia. O fascismo na sua política externa é a espécie mais brutal de chauvinismo, a qual cultiva o ódio zoológico contra outros povos".

Dentre as várias definições, esta é a que considero a mais correcta e

Ucrania/COMUNICADO DE LA BRIGADA INTERNACIONAL CARLOS PALOMINO/CARLOS PALOMINO BRIGADA ANTIFAXISTAREN KOMUNIKATUA

Comite de Apoyo a la Ucrania Antifascista http://comitedeapoyoalaucraniaantifascista.wordpress.com/author/tanyamakeeva79/


Publicado por tanyamakeeva79 el 20 agosto, 2014


A todos los antifascistas del mundo.

A la clase trabajadora, a los explotados y desposeídos de cualquier lugar.

A todos los guerreros orgullosos de la dignidad rebelde

A las personas de buen corazón.

A los inasequibles al desaliento.

Compañeros y compañeras del mundo…..Ha llegado la hora.

Llevamos meses viendo sufrir a los habitantes del Donbass, de lo que era la Ucrania del Este. Los neonazis han tomado el poder alimentados, entrenados, organizados y dirigidos por E.E.U.U., por los gobiernos de Europa y por la Otan en sus oscuros intereses.  Mientras Obama sonríe como un payaso, y Europa nos vende a los neonazis de Kiev como

quinta-feira, 31 de julho de 2014

«FASCISMO NA UCRÂNIA»: UMA INVENÇÃO RUSSA?

29 julho 2014,  ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)



Este texto data de Março deste ano. Não só não perdeu actualidade, como ganhou acrescida importância face à evolução dos graves acontecimentos na Ucrânia, para cuja análise é indispensável a compreensão da natureza do poder que o imperialismo instalou em Kiev. Que figuras de proa do imperialismo (Merkel, Kerry) se façam fotografar lado a lado com os fascistas ucranianos já é de registar. Mas é igualmente de registar que figuras da “esquerda” francesa (nomeadamente Mélenchon) tudo façam para ignorar o carácter fascista desses fascistas.

Regresso à insurreição de Maidan e seus resultados
A questão do “fascismo ucraniano”, com ou sem aspas, não é primordial, e não faço disso uma obsessão.

O que é essencial é principalmente o risco de guerra entre a Rússia e a Ucrânia, uma possibilidade terrível, impensável há poucos meses. É depois o desastre social que se seguirá, para o povo ucraniano, à eventual adopção, pelo poder resultante da insurreição de «Maidan», dos planos europeus de comércio livre e de «reformas» sob a égide do FMI. Mas acontece que, para lá chegar, a UE e os EUA, numa manobra deliberadamente aventureira e provocadora, puseram no poder em Kiev os partidos da oposição minoritários no país (não representativos do leste e do sul da Ucrânia) e encorajaram as suas facções extremas, os partidos e grupos neonazis e ultranacionalistas. Acontece também que este aspecto da realidade ucraniana é ocultado nos média, desde longa data.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

ANÁLISIS DE CLASE DE LA CRISIS UCRANIANA/КЛАССОВЫЙ АНАЛИЗ УКРАИНСКОГО КРИЗИСА

16 junio 2014, Rebelión http://www.rebelion.org (México)
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=186096
ЛІВА інтернет-журнал http://liva.com.ua/class-analysis-ukraine.html

Viktor Shapinov, Liva, ЛІВА

Traducido del ruso por Carlos Valmaseda

Las causas sociales y de clase de la crisis ucraniana se han estudiado mal. En general se ha prestado atención al aspecto político de los acontecimientos perdiendo de vista la base socioeconómica. ¿Qué fuerzas de clase participaron en el derrocamiento de Yanukovich, forman parte del nuevo poder en Kiev, originaron el AntiMaidán y el movimiento en el Sur-Este? 

La crisis del capitalismo ucraniano 

La crisis ucraniana no se debe solo a fenómenos nacionales. Ucrania por diversos motivos ha resultado ser el "eslabón débil" y ha sido la primera víctima del hundimiento del modelo económico basado en el dominio del dólar como moneda de reserva mundial y la estimulación de la demanda del consumidor mediante el crédito como mecanismo de crecimiento económico.1 

Ucrania era una de las economías más vulnerables en el marco de la crisis global, lo que provocó la fractura de la clase dirigente y la aguda lucha política que hemos observado desde hace algunos meses. 

La economía del capitalismo ucraniano se desarrolló como resultado de la descomposición del complejo económico nacional de la URSS, la privatización de la propiedad pública y la integración en el mercado mundial. Estos procesos llevaron a la degradación de la estructura económica de la República Socialista Soviética Ucraniana, que ocupaba el décimo lugar en el mundo por desarrollo económico, con un desarollo integral de la economía nacional, un rol líder en el que se incluía la construcción de maquinaria y la fabricación de productos con un alto grado de procesamiento. 

La integración en el mercado mundial destruyó los sectores de alta tecnología. "Si la economía de la URSS estaba orientada a la satisfacción de la producción y el consumo propio dentro del país y

segunda-feira, 16 de junho de 2014

INTERVENÇÃO RUSSA EM DONBASS: SE...

6 junho 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Sobre os "mas e se..." e "nesse caso então" de uma intervenção russa direta no Donbass 

Tenho-me esforçado recorrentemente nesse blog tentando explicar as razões prováveis pelas quais a Rússia ainda não interveio, até agora, na guerra entre o Banderastão e a Novorosiia. Observo que os que veem sinais de 'traição' e de 'vendeu-se' na atitude de Putin sempre falam muito quando acusam mas pouco falam se se exigem detalhes objetivos e especificações. 

Bem diferente do excelente artigo que postei recentemente e recomendei como "leitura obrigatória"
[1], o pessoal que muito se dedica a acusar Putin por traição detém-se sempre no curtíssimo prazo: quer que Putin mandasse armas, mandasse tanques, impusesse uma zona aérea de exclusão, atacasse essa ou aquela unidade, etc.  Ótimo. Mas... e daí? E nossos patriotas de sofá fogem espavoridos quando ouvem, precisamente, essa pergunta: "E daí?" 

Além da questão do "e daí?", a outra questão que aqueles estrategistas de sofá evitam sempre é "mas e se?" Mas e se os banderistas pirarem realmente, totalmente, e abrirem fogo com tudo que têm, porque resolvam que sim, ou para retaliar? E mas e se... eles realmente destroem Kramatorsk, Slaviansk ou bairros inteiros ao redor de Donetsk?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

UCRÂNIA: RELATÓRIO DE SITUAÇÃO

16 abril 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

A situação na Ucrânia mudou rapidamente, para pior.

Dois candidatos à presidência, do leste do país, foram atacados ontem pelos fascistas de Kiev ('camisas marrons'). Mikhail Dobkin escapou só com tinta e farinha jogados contra ele, mas há notícias de que um guarda-costas foi ferido. E Oleg Tsarev, severamente espancado, salvou-se por um triz de ser linchado por gente do Setor Direita. Mas nada disso impedirá o "ocidente democrático" de concluir que as eleições sempre serão "livres e democráticas". Um grupo de ativistas do Setor Direita cercou o prédio do Parlamento em Kiev, acusaram o regime atualmente no poder de indecisão e incompetência por ainda não terem atacado o leste da Ucrânia. O Setor Direita quer armas para "fechar a fronteira com a Rússia e dar cabo da insurreição no leste".

Depois de algumas negociações, deram ao suposto "presidente" o prazo de 24 horas para aceitar todas as suas exigências. Iulia Tymoshenko parecia apavorada; parece que declarou que o Setor Direita deve assumir imediatamente o poder.

Agora já não há dúvidas de que começou a operação "antiterroristas". Várias cidades e pelo menos um aeroporto no leste foram atacadas por forças pró-regime de Kiev. Há notícias de combates em vários pontos da região. Enquanto isso, EUA e União Europeia preparam nova rodada de sanções contra... Já adivinharam: contra a Rússia. Lavrov, ministro de Relações Exteriores da Rússia, disse que, se o regime de Kiev usar de violência, as conversações marcadas para 5ª-feira, em Genebra, serão inúteis. Putin telefonou a Obama e eles tiveram o que os diplomatas descrevem como "franca e animada troca de ideias". Está confirmado: o vídeo do suposto "Tenente-coronel russo" é falso. Foi feito por membro do Partido UDAR de Klitchko.[1]Parece que depois de alguns dias de confusão e caos, o regime de Kiev e seus patrocinadores ocidentais resolveram tentar resolver o problema pela força bruta.

A estratégia maximalista de "sem conversas; só violência" faz pleno sentido com a prática usual dos EUA e o currículo dos neonazistas de Kiev. Por alguns dias, houve indícios de que

terça-feira, 25 de março de 2014

BRICS at Hague slam attempts to isolate Putin

March 24, 2014, The BRICS Post http://thebricspost.com (England and Wales)

BRICS will push for a new equitable global order, the five ministers vowed. BRICS held a foreign ministers meet on 24 March 2014 at the Hague in Netherlands [MFA, Russia]

BRICS have slammed recent reports ahead of the G20 meet to isolate Russian President Vladimir Putin or to place any restrictions on his participation at the G-20 summit in Australia later this year.

“The Ministers noted with concern, the recent media statement on the forthcoming G20 Summit to be held in Brisbane in November 2014.  The custodianship of the G20 belongs to all Member States equally and no one Member State can unilaterally determine its nature and character,” said a joint BRICS statement on Monday. Australian Foreign Minister Julie Bishop had said earlier that Putin could be barred from attending the G20 Summit in November.

BRICS Foreign Ministers met on the sidelines of the Nuclear Security Summit in the Hague on Monday to review cooperation among the bloc of five after the adoption of the eThekwini Action Plan of 2013.
The Ministers noted that the role of global governments should focus on “finance, security, information and production”.
“The BRICS agenda is not centered around any specific country or related issue and shares a common vision which drives it to also increasingly identify common areas for cooperation to assist with finding global solutions to global challenges,”

Ucrânia∕Kiev entrega aos nazis 23 campos de férias para facilitar treino paramilitar

25 março 2014, Pravda.ru, Правда.Ру (Rússia, Россия)

O novo ministro ucraniano da Defesa, Igor Tenyuk, pronunciou-se contra a incorporação da organização juvenil do Setor de Direita (Pravy Sektor, neonazis) na nova Guarda Nacional ucraniana.

No entanto, o ministro da Educação, Serguei Kvit (Svoboda), pôs em mãos da organização juvenil do Setor de Direita 23 instalações de férias, existentes ao longo do país, para que as utilize como campos de treinamento de elementos paramilitares.

Tradução
Alva

segunda-feira, 24 de março de 2014

UCRÂNIA: COMO O BLEFE DO OCIDENTE FRACASSOU

20 março 2014, Outras Palavras http://outraspalavras.net (Brasil)

Por Pepe Escobar, no Znet | Tradução: Antonio Martins
Sob influência dos “falcões” neoconservadores, Obama lançou-se a nova aventura arrogante. Nem toda histeria da mídia ocultará sua derrota
Vamos aos fatos, rápido e rasteiro:
1. O jogada “estratégica” do governo Obama para subcontratar, junto ao “Khaganato de Nulands1” do Departamento de Estado, e exclusão da Ucrânia da esfera de influência Russa e sua anexação subsequente à NATO está arruinada. Ela baseava-se em instrumentalizar uma coalizão de neonazistas e fascistas, pintada com verniz de banqueiro (o primeiro ministro Arseniy Yatsenyuk).
2. O contra-ataque de Moscou consistiu em evitar, na Crimeia, um repetição programada do putsch de Kiev. O referendo na Crimeia (85% de comparecimento, em torno de 93% dos eleitores a favor da reincorporação à Rússia) é fato consumado, ainda que a “tão democrática…” União Europeia continue ameaçando punir o povo por exercitar seus direitos democráticos.
3. A principal razão para todo o movimento “estratégico” dos EUA – levar seus aliados, os putschistas de Kiev, a cancelar o acordo que permite a presença de uma base naval russa em Sebastopol – virou fumaça. Moscou continua presente no Mar Negro, com pleno acesso ao Mediterrâneo Oriental.
O resto é blablablá.
Nos últimos dias, o Departamento de Estado dos EUA praticamente concordou com uma Ucrânia federativa e, em termos práticos, finlandizada2. Por sinal, é a solução proposta pelo ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov desde o início, com atesta um documento russo. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry vai tentar roubar todo o crédito dos russos, assim como fez na crise síria. A mídia corporativa norte-americana comprará a versão docilmente, mas não publicações independentes, como Moon of Alabama3.
Esta solução inteligente implica, entre outros pontos cruciais: forte autonomia para as regiões, na Ucrânia; a reintrodução do russo como língua oficial, ao lado do ucraniano; e,

quinta-feira, 20 de março de 2014

BRICS/VLADIMIR PUTIN, PRESIDENTE DA RÚSSIA: DISCURSO SOBRE A INTEGRAÇÃO DA CRIMEIA

18/3/2014, Kremlin, Moscou, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia) -http://eng.kremlin.ru/news/6889
http://port.pravda.ru/russa/20-03-2014/36453-discurso_putin-0/

"Membros do Conselho da Federação, deputados à Duma, boa tarde. Representantes da República da Crimeia e Sevastopol estão hoje conosco. Cidadãos da Rússia que estão conosco hoje, moradores da Crimeia e de Sevastopol.

Caros amigos, nos reunimos hoje em conexão com uma questão que tem significação vital, histórica, para todos nós. Dia 16 de março realizou-se um referendo na Crimeia, que seguiu todos os procedimentos democráticos e normas internacionais.

Mais de 82% do eleitorado compareceu para votar. Mais de 96% deles manifestaram-se a favor da união com a Rússia. Esses números falam por eles mesmos.

Para compreender a razão por trás dessa escolha, basta conhecer a história da Crimeia e o que Rússia e Crimeia sempre significara uma para a outra.

Tudo na Crimeia fala por nossa história e nosso orgulho partilhado. Ali está a antiga Khersones,[1] onde o príncipe Vladimir foi batizado. Uma destinação espiritual para adotar a Ortodoxia predeterminou a base geral da cultura, da civilização e dos valores humanos que unem os povos de Rússia, Ucrânia e Bielorrússia. Os túmulos dos soldados russos que com bravura trouxeram a Crimeia para o Império Russo também estão na Crimeia. E há também Sevastopol -- cidade legendária, com longa história, uma fortaleza que serviu como local de nascimento da Frota Russa do Mar Negro. A Crimeia é Balaklava e Kerch, Malakhov Kurgan e Sapun Ridge. Cada um desses lugares é caro aos nossos corações e simboliza a glória militar e destacada coragem dos russos.

Crimeia é mistura única de diferentes povos, culturas e tradições. O que torna a Crimeia semelhante à Rússia como um todo, onde jamais se perdeu um único grupo étnico ao longo dos séculos. Russos e ucranianos, tártaros crimeanos e povos de outras etnias sempre viveram lado a lado na Crimeia, sem perder a própria identidade, suas tradições, seu idioma e sua fé.

Vale lembrar que a população total da península da Crimeia é hoje de 2,2 milhões de pessoas, das quais quase 1,5 milhão são russos; 350 mil são ucranianos que predominantemente considera o russo como seu idioma nativo; e cerca cie 290-300 mil tártaros crimeanos, os quais, como o referendo mostrou, também votaram pela união à Rússia.

É verdade que houve tempo em que os tártaros crimeanos foram tratados com terrível injustiça, como vários outros povos na URSS. Só posso dizer uma coisa, nesse caso: milhões de pessoas de várias etnias sofreram naquelas repressões, primariamente os próprios russos.

Os tártaros crimeanos retornaram à região natal. Entendo que temos de empreender todas as decisões necessárias, políticas e legislativas, para finalizar a reabilitação dos tártaros crimeanos, restaurar todos os seus direitos e devolver-lhes o nome limpo que sempre tiveram.

Temos grande respeito pelos povos de todos os grupos étnicos que vivem na Crimeia. Essa é a casa comum deles todos, terra mãe deles todos, e é pleno direito de todos - e sei que a população local apoia essa ideia - que a Crimeia tenha três idiomas nacionais com direitos iguais: o russo, o ucraniano e o tártaro.

quarta-feira, 19 de março de 2014

UCRÂNIA x BRASIL: Guerra e depressão

11 março 2014, Blog do Adriano Benayon http://www.desenvolvimentistas.com.br (Brasil)


Por Adriano Benayon*

O móvel da oligarquia financeira para desencadear guerras em grande escala, bem como  conflitos localizados, é ganhar mais poder, subordinando países e regiões ao império e enfraquecendo os que poderiam conter essa expansão.

2. Na 1ª e 2ª Guerras Mundiais, respectivamente França versus Alemanha e  Alemanha versus Rússia (União Soviética), as potências angloamericanas só se engajaram com intensidade,  no final,  para ocupar espaços, estando aqueles contendores desgastados.

3. As duas grandes conflagrações eclodiram após longos períodos de depressão econômica e serviram como manobra de diversão em face das consequências sociais e políticas da depressão.
4. No Século XXI, os conflitos armados grandemente destrutivos estão tornando-se mais frequentes após o golpe preparatório: a implosão das Torres Gêmeas, em setembro de 2001.

5. Os principais alvos têm sido países islâmicos, envolvendo a geopolítica da energia. Desde 2001 o Afeganistão está sob agressão. Em 2003, destruição e ocupação do Iraque. Ataques a Sudão, Somália e Iêmen.  Em 2011 a brutal agressão e intervenção da OTAN na Líbia. Durante todo o tempo, pressão e hostilização a Síria e Irã.

6. Em 2013, a agressão à Síria foi intensificada com a  invasão por mercenários e extremistas, grandemente armados, com  participação das monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, lideradas pela Arábia Saudita, e colaboração da Turquia e de outros membros da OTAN.

7. Mas, na Síria, o governo conseguiu resistir, com

CRIMEIA - MAIS UMA CRISE PRODUZIDA ARTIFICIALMENTE

18 março 2014, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)
O ministro russo de Relações Exteriores Sergey Lavrov disse que a crise Ucrânia/Crimeia foi "produzida artificialmente, por motivos puramente geoestratégicos". Acertou.

É importante entender que não se trata de caso único, mas apenas de mais uma numa longa sequência de 'crises' ou deliberadamente infladas ou artificialmente criadas pelas potências ocidentais, para promover seus próprios interesses geoestratégicos.

O secretário de Relações Exteriores da Grã-Bretanha William Hague disse que a Crimeia é (seria) a "maior crise na Europa no século 21". Mas não é a primeira vez que políticos ocidentais falaram em tons tão alarmistas em anos recentes.

Há exatamente 15 anos, em março de 1999, foi a 'crise' do Kosovo -- com líderes ocidentais a 'declarar' que, a menos que a OTAN empreendesse ação militar urgente, milhares de albaneses kosovares seriam mortos por forças sérvias, as quais, como estávamos sendo 'informados', estavam engajadas em brutal guerra de genocídio.

Dia 23/3/1999, o primeiro-ministro britânico Tony Blair disse, na Câmara dos Comuns: "Temos de agir para salvar de uma catástrofe humanitária milhares de homens, mulheres e crianças inocentes, da morte, da barbárie e da limpeza étnica, praticadas por uma ditadura brutal."[1]

Também foi 'crise' artificialmente criada, porque o que acontecia no Kosovo era conflito de baixa intensidade entre forças iugoslavas e combatentes do Exército de Libertação do Kosovo [Kosovo Liberation Army, KLA] apoiados pelo ocidente.

O serviço do KLA era atacar forças iugoslavas, provocar resposta violenta de Belgrado, que pudesse ser usada como pretexto para a intervenção pela OTAN que destruísse um país socialista independente que resistira contra a globalização. Era indispensável criar uma 'crise', para justificar a ação militar da OTAN

terça-feira, 18 de março de 2014

UCRANIA, VENEZUELA, SIRIA Y LA OFENSIVA BLANDA IMPERIAL

17 marzo 2014, HispanTV http://hispantv.net (Irán)

Sheij Abdul Karim Paz 

La ofensiva blanda imperial en Ucrania y Venezuela, pone de manifiesto muchas cosas sobre la mesa para los analistas internacionales. Una de ellas, es que el imperio detrás de todas estas maniobras ha tenido que emplear como mano de obra a lo peor del extremismo violento y terrorista, por ejemplo Al-Qaeda, el siempre dispuesto sionismo y las huestes fascistas. Parece que el sionismo olvida con facilidad, cuando le conviene, el mal del fascismo y el extremismo "islámico". No es difícil descubrir cuál es el común denominador de todas estas fuerzas aparentemente dispersas pero hoy rejuntadas por su verdadero padre, el imperialismo mundial: el dominio por la fuerza, sin más. Nada de derechos, nada de democracia, nada de diálogo, nada de racionalidad, nada de humanidad, nada de nada, salvo intereses. El ejemplo también lo vemos en Siria y el uso de estas fuerzas del terror para intentar alcanzar sus espeluznantes objetivos.

Es una novedad de los últimos años el recurso táctico de las ofensivas blandas contra las democracias que no gustan de someterse a sus caprichos imperiales. Cuando no pueden invadir recurren a estas desestabilizaciones sociales para generar golpes de Estado, ya que han quemado el recurso de los golpes militares y éstos no son tan estúpidos de dejarse usar siempre.

Sediciones, sabotajes, actos de terrorismo, luchas civiles, sanciones, boicots, mercenarios venidos de todas partes y todo tipo de presiones, son la modalidad de los golpes blandos.
La historia se repite como ocurriera en Libia, en Siria y, hoy, en Venezuela y Ucrania. Se lo intentó sin éxito en Irán hace cuatro años. Los métodos son muy similares.

UCRÂNIA: EUA TOMA A RAMPA DE SAÍDA E ACEITA AS EXIGÊNCIAS RUSSAS

17 março 2014, http://port.pravda.ru Pravda.ru (Rússia)









Fraud in Ukraine "Parliament" 

Houve hoje outro telefonema entre o secretário de estado Kerry e o ministro Lavrov de Relações Exteriores da Rússia. O telefonema aconteceu depois de uma reunião estratégica sobre a Ucrânia na Casa Branca. Nesse telefonema, Kerry aceitou as demandas russas de que a Ucrânia seja convertida numa federação, na qual os estados federados tenham forte autonomia em relação ao governo central, numa Ucrânia finlandizada. Putin ofereceu essa rampa de saída da escalada, e Obama enveredou por ali.

O anúncio dos russos:
"Lavrov e Kerry concordam em trabalhar para uma reforma constitucional na Ucrânia: ministério da Rússia"[1]

(Reuters) - O ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov e o secretário de Estado dos EUA John Kerry acertaram, nesse domingo, que buscarão juntos uma solução para a Ucrânia, promovendo ali reformas constitucionais, disse o ministério russo.

Não há ainda detalhes sobre o tipo de reformas necessária, exceto que devem ser feitas "de forma aceitável para todos e levando em conta os interesses de todas as regiões da Ucrânia".

...

"Sergei Viktorovich Lavrov e John Kerry concordaram que continuarão a trabalhar para encontrar uma resolução final sobre a Ucrânia mediante o rápido lançamento de reformas constitucionais com o apoio da comunidade internacional" disse o Ministério, em declaração.

A ideia de "reforma constitucional" e "os interesses de todas as regiões" é dos russos, como documentada nesse 'não-jornal russo' (
http://newsru.com/pict/big/1638517.html) (ing.).

O não-jornal descreve o processo de como chegar a uma nova Constituição ucraniana e demarca alguns parâmetros. O russo voltará a ser língua co-oficial da Ucrânia; as regiões terão grande autonomia; não haverá interferência em assuntos religiosos; e a Ucrânia permanecerá politicamente e militarmente neutra.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O NINHO DA SERPENTE

8 março 2014, Carta Maior www.cartamaior.com.br (Brasil) 

Há um velho ditado que reza que, toda vez que o capitalismo se vê ameaçado, ele sai para passear com o fascismo.

Por Mauro Santayana*, em seu blog

Como um skinhead e seus pit-bulls, que pode ser por eles atacado, depois de tentar prendê-los à força no canil, ao voltar para casa, bêbado drogado, a Europa mostra que não aprendeu nada com as notícias dos jornais, nem com as lições do passado.

Dirigentes europeus - e norte-americanos - tiram fotos, sorridentes, ao lado dos líderes do Partido Svoboda ucraniano, que podem ser vistos, em outras fotos, recentes, discursando em tribunas nazistas e saudando com a palma da mão levantada.

A cruz celta, símbolo da supremacia branca, as suásticas, os três dedos que lembram o tridente tradicional usado pelos neofascistas ucranianos, os raios assassinos das SS nazistas, destacam-se nas bandeiras e braçadeiras portadas pela multidão, na qual desfilam, triunfantes, membros das 22 organizações neonazistas que existem no país, que, segundo analistas locais, são muito mais radicais que o “Svoboda”.

As notícias que vem de Kiev dão conta de que há indícios de que os atiradores que mataram manifestantes durante os protestos, antes do golpe, teriam sido contratados pelos próprios neonazistas para fazê-lo.
 Sinagogas têm sido incendiadas nos úlimos meses, professores e estudantes de Yeshivas -- assim como estrangeiros e homossexuais -- têm sido insultados e espancados pelas ruas.

Na Ucrânia atual o anti-semitismo é tão forte, que nos últimos 20 anos, depois da derrocada da União Soviética – que sempre protegeu os judeus como etnia – 80% dos 500.000 hebreus que viviam no país o abandonaram, desde 1989, em um êxodo sem precedentes no pós-guerra. Hoje, em uma população mais de 44 milhões de habitantes, há menos de 70.000 judeus ucranianos.

Se a situação é ameaçadora para a população judaica, é ainda pior para os cerca de 120.000 a 400.000 ciganos que vivem na Ucrânia, uma minoria que não conta com recursos para deixar o país, nem com um destino, como Israel, que os possa receber.

REVELADA A AGENDA SECRETA DE ASHTON E NULAND

13 março 2014, Pravda.rushttp://port.pravda.ru (Rússia)

por Wayne Madsen

Duas mulheres belicistas que representam o instrumento de política externa do Ocidente, a Secretária Assistente de Estado dos EUA para Assuntos Europeus e Euroasiáticos, Victoria Nuland, e a funcionária da UE e antiga ativista da Campanha Britânica para o Desarmamento Nuclear, Catherine Ashton, viram sua agenda secreta para a Ucrânia revelar-se como resultado de conversas telefônicas vazadas. Ashton, cuja conversa ao telefone com o Ministro dos Negócios Estrangeiros estonianos Urmas Paet foi a segunda conversa reveladora ao telefone a ser vazada, detém o título nobre de Alta Representante para Assuntos Externos e Política de Segurança para a União Europeia e o título bastante feudal e sem sentido de Baronesa Ashton de Upholland.

Os apoiantes de Ashton têm uma visão exagerada de suas realizações. Como de fato Ministra de Negócios Estrangeiros da UE, Ashton foi pêga em vídeo, em 2012, na sede da UE, em Bruxelas, em alvoroço porque nem ela nem o enviado britânico para os Balcãs, Robert Cooper, sabiam qual seria a aparência do Presidente da Sérvia, Tomislav Nikolic, momentos antes da cerimônia oficial de boas-vindas para ele em Bruxelas. Ashton é casada com o jornalista britânico Peter Kellner. Kellner é um executivo da companhia britânica de sondagem de opinião YouGov, que alimenta não só os números de sondagens políticas, mas também as pesquisas sobre os favoritos a ganhar em programas fúteis de televisão britânica como Pop Idol e X-Factor para uma mídia sedenta de informação-entretenimento.

Em uma chamada de telefone em 26 de fevereiro entre Paet e Ashton, o Ministro dos Negócios Estrangeiros estoniano disse que policiais e manifestantes ucranianos foram baleados pelos mesmos franco-atiradores [1]. Paet visitou Kiev em 25 de fevereiro, durante ditos confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança do governo na Praça Maidan. Agora, fica evidente que a violência foi alimentada por franco-atiradores e outros provocadores, incluindo quadrilhas neonazistas e mercenários estrangeiros, na folha de pagamento da oposição política ucraniana.