23 março 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)
O acordo de Minsk 2, patrocinado pela Alemanha, França e Rússia,
deu esperanças de que a paz voltasse à Ucrânia. Estas esperanças estão a ser
rapidamente frustradas pelos EUA, que foram contra o acordo. Como não podem
declarar frontalmente que estão contra Minsk 2, instruem seus fantoches de Kiev
a adoptarem interpretações especiosas do mesmo que acabam por inviabilizá-lo.
Os EUA querem a guerra. A atitude do governo de Washington para com seus
aliados alemão e francês é dar-lhes trela com extensão suficiente para que
possam ter alguma latitude de manobra. Mas a qualquer instante a trela pode ser
encurtada pelo amo estado-unidense – mesmo que os atrelados ladrem um pouco,
têm de se conformar. É neste contexto de reinício da guerra, num país saqueado
e em desagregação, que se dá a luta intestina dos oligarcas ucranianos pela
distribuição de propriedades e de poder. Tudo sob a fiscalização atenta do
embaixador americano em Kiev e do respectivo chefe de estação da CIA. Este
artigo acerca do conflito entre Kolomoisky e Poroshenko dá-nos um vislumbre
dessa guerra dentro da guerra.
resistir.info
por Coronel Cassad
A rixa pública entre Poroshenko e Kolomoisky em torno de valiosos
activos energéticos é um reflexo da velha luta intra-oligárquica, onde os
"tubarões do saqueio intra-ucraniano" tentam morder não só as
populações locais como também os seus oponentes. Já assistimos a uma versão
ligeira de tais disputas durante o período da Revolução Laranja, onde os
oligarcas que apoiaram Yuschenko receberam seus proveitos não só a partir de
activos do estado como também da propriedade dos oponentes derrotados. Os
perdedores ajoelharam-se