Mostrando postagens com marcador PRISM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PRISM. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Brasil/UE BAIXA A CABEÇA PARA OS EUA. ÚNICA REAÇÃO FORTE PARTIU DE DILMA



26 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Cúpula da União Europeia limitou-se a manifestar preocupação com espionagem dos Estados Unidos. Única medida forte até agora partiu do governo do Brasil.

Eduardo Febbro

Paris - Que susto! Os europeus por pouco se enojaram dos Estados Unidos, mas no final se acalmaram. Os espiões de Washington podem dormir tranquilos. As galinhas põem ovos, a União Europeia um punhado de palavras onde fica retratada sua assombrosa, pusilânime e temerosa posição ante os Estados Unidos. Os serviços de inteligência norte-americanos interceptaram na França mais de 70 milhões de comunicações entre dezembro e janeiro de 2013, grampearam o telefone celular da chanceler alemã Angela Merkel, além de outras incontáveis interceptações de todos os tipos de que foram alvo os demais membros da União Europeia.

No entanto, ao final da cúpula realizada em Bruxelas entre os 28 chefes de Estado e o governo da UE não saiu mais do que uma “preocupação” e uma proposta franco-alemã para negociar, no prazo de um ano, um acordo de boa conduta e de cooperação entre os serviços de inteligência norte-americanos, franceses e alemães. Os demais países da UE que quiserem poderão se somar à iniciativa. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, foram os mais firmes em suas posições. Ao lado do silêncio e da covardia dos outros membros do grupo, Hollande e Merkel tinham uma auréola de subversivos.

“A confiança foi seriamente danificada e precisa ser reconstruída”, disse a chanceler alemã quando começou a cúpula.

COMO A AGÊNCIA DE SEGURANÇA NACIONAL DOS EUA INVADIU AS REDES DE TELECOMUNICAÇÕES NA AMÉRICA LATINA



28 outubro 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Wayne MADSEN, Strategic Culture
http://www.strategic-culture.org/news/2013/10/26/how-nsa-penetrated-latin-america-telecommunications-networks.html

Entreouvido na Vila Vudu: 
Por algum estranhíssimo fenômeno, sempre inexplicado e, pior, pressuposto não existente, os ‘jornalistas’ brasileiros [só rindo!] em todas as redes de televisão e rádio, dizem “Ene Ece A” [NSA], sempre que falam da National Security Agency – Agência de Segurança Nacional – dos EUA. A tal “Ene Ece A”, assim, é convertida, num passe de mágica, em algo que ninguém nem sabe o que seja. E fica tudo por isso mesmo.

Para piorar, os autoproclamados ‘grandes’ ‘jornais’ brasileiros [só rindo!], escrevem “Agência Nacional de Segurança”, o que a tal agência NÃO É, posto que ela é Agência [federal] de Segurança Nacional dos EUA.

Quem duvide, pode conferir todinho o Grupo GAFE:  
n’O Globo, em http://oglobo.globo.com/mundo/brasil-alemanha-vao-apresentar-resolucao-antiespionagem-na-onu-10550018;  
 na revista-aquela, em http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/nsa-espionou-os-telefones-de-35-lideres-mundiais;  
na Folha de S.Paulo, em http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/10/1361972-conversa-off-the-record-de-ex-diretor-da-nsa-com-jornalistas-termina-no-twitter.shtml e  
n’O Estado de S.Paulo, em http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,obama-e-hollande-discutem-espionagem-da-nsa-na-franca,1088391,0.htm.  
Diga-se, a favor da revista-aquela que ela, pelo menos, não distorce também o nome da Agência de Segurança Nacional dos EUA
 (os demais ‘jornais’ brasileiros distorcem  também isso).  
Mas cá na Vila Vudu, só dizemos e escrevemos tudo: “Agência de Segurança Nacional dos EUA”.  
Com isso, cuidamos de informar que sempre que se ler ou ouvir falar de “Ene Ece A”, em português do Brasil, trata-se do interesse da segurança nacional dos EUA, contra os interesses da segurança nacional de todas as demais nações do mundo, no resto do planeta. 

***************

Graças aos documentos expostos por Edward Snowden, ex-analista [terceirizado] da Agência de Segurança Nacional dos EUA, as atividades de um ramo pouco conhecido da comunidade de inteligência dos EUA, o Serviço de Coleta Especial [Special Collection Service (SCS)], vão afinal se tornando mais conhecidas.

Uma organização híbrida, composta, na maioria, por pessoal da

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Brasil/Dilma critica EUA na ONU e propõe governança global para internet



24 setembro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff condenou a espionagem norte-americana e propôs uma governança global para a internet, durante seu discurso na abertura da 68ª Assembleia da ONU, nesta terça (24), em Nova York, conforme previsto. O surpreendente foi a forma incisiva como o fez. Para o The Guardian, a presidenta brasileira fez o maior ataque de um chefe de Estado à prática, acusando a NSA de violar a legislação internacional. Por Najla Passos, de Brasília. 

Brasília -- A presidenta Dilma Rousseff condenou a espionagem norte-americana e propôs uma governança global para a internet, durante seu discurso na abertura da 68ª Assembleia da ONU, nesta terça (24), em Nova York, conforme previsto. O surpreendente foi a forma incisiva como o fez. “Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo entre nações amigas”, afirmou perante os líderes de países que compõe o organismo internacional.

Dilma Rousseff lembrou que as recentes revelações sobre as atividades de espionagem da Agência de Segurança Norte-americana (NSA) provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial, e em especial no Brasil, em que cidadãos, empresas, representações diplomáticas e até a própria presidência da republico foram alvos da interceptação ilegal de dados.

“Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania.

Brasil/DISCURSO DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA, DILMA ROUSSEFF, NA ABERTURA DO DEBATE GERAL DA 68ª ASSEMBLEIA-GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS



24 setembro 2013 às 11h35 Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)
  
Nova Iorque-EUA, 24 de setembro de 2013

Embaixador John Ashe, Presidente da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas,
Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,
Excelentíssimos Senhores Chefes de Estado e de Governo,
Senhoras e Senhores,

Permitam-me uma primeira palavra para expressar minha satisfação em ver um ilustre representante de Antígua e Barbuda – país que integra o Caribe tão querido no Brasil e em nossa região – à frente dos trabalhos desta Sessão da Assembleia-Geral.

Conte, Excelência, com o apoio permanente de meu Governo.

Permitam-me também, já no início da minha intervenção, expressar o repúdio do governo e do povo brasileiro ao atentado terrorista ocorrido em Nairóbi. Expresso as nossas condolências e a nossa solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Quênia.

O terrorismo, onde quer que ocorra e venha de onde vier, merecerá sempre nossa condenação inequívoca e nossa firme determinação em combatê-lo. Jamais transigiremos com a barbárie.

Senhor Presidente,

Quero trazer à consideração das delegações uma questão a qual atribuo a maior relevância e gravidade.
Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial.

No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois aparecemos como alvo dessa intrusão. Dados pessoais de cidadãos foram indiscriminadamente objeto de interceptação. Informações empresariais – muitas vezes, de alto valor econômico e mesmo estratégico - estiveram na mira da espionagem. Também representações diplomáticas brasileiras, entre elas a Missão Permanente junto às Nações Unidas e a própria Presidência da República tiveram suas comunicações interceptadas.

Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o Direito Internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas. Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país.

Pior ainda quando empresas privadas estão sustentando essa espionagem.

Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo.

O Brasil, senhor presidente, sabe proteger-se.  Repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas.

Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do Direito Internacional. Vivemos em paz com os nossos vizinhos há mais de 140 anos.

Como tantos outros latino-americanos, lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade - não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações.

Estamos, senhor presidente, diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis; da invasão e captura de informações sigilosas relativas as atividades empresariais e, sobretudo, de desrespeito à soberania nacional do meu país.

Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão.

Governos e sociedades amigas, que buscam consolidar uma parceria efetivamente estratégica, como é o nosso caso, não podem permitir que ações ilegais, recorrentes, tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis.

O Brasil, senhor presidente, redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da interceptação ilegal de comunicações e dados.

Meu governo fará tudo que estiver a seu alcance para defender os direitos humanos de todos os brasileiros e de todos os cidadãos do mundo e proteger os frutos da engenhosidade de nossos trabalhadores e de nossas empresas.

O problema, porém, transcende o relacionamento bilateral de dois países. Afeta a própria comunidade internacional e dela exige resposta. As tecnologias de telecomunicação e informação não podem ser o novo campo de batalha entre os Estados. Este é o momento de criarmos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países.

A ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de regular o comportamento dos Estados frente a essas tecnologias e a importância da internet, dessa rede social, para construção da democracia no mundo.

Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados que por ela trafegam.

Precisamos estabelecer para a rede mundial mecanismos multilaterais capazes de garantir princípios como:

1 - Da liberdade de expressão, privacidade do indivíduo e respeito aos direitos humanos.

Brasil/Na ONU, Dilma propõe governança global para internet


24 de setembro de 2013 às 11:11 Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (24), durante discurso de abertura da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados.

Dilma afirmou que as recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial. No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois dados pessoais de cidadãos e da própria presidenta da República foram indiscriminadamente objeto de interceptação.

“Lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade – não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações”, disse.

Dilma propôs a implementação de mecanismos multilaterais capazes de garantir os seguintes princípios: Liberdade de expressão, privacidade do individuo e respeito aos direitos humanos;

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

EUA E REINO UNIDO ‘DERROTARAM’ CRIPTOGRAFIA NA INTERNET



7 setembro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas. As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”. Por Marcelo Justo, de Londres

 


Londres – Com a visita oficial da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos por um fio, com as queixas de Brasil e México a Barack Obama na cúpula do G20 e com o pano de fundo de uma investigação do Parlamento Europeu, o jornal The Guardian voltou a colocar o dedo na ferida publicando novas revelações sobre as agências de espionagem eletrônica dos Estados Unidos e Reino Unido. Segundo o matutino britânico, a Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas. As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”.

Os documentos entregues ao The Guardian pelo ex-analista de inteligência da CIA, Edward Snowden, revelam que um programa criado há dez anos pela NSA conseguiu em 2010 a decodificação de material criptografado que tornou uma vasta quantidade de dados acessíveis e manuseáveis. O nome do programa é Bullrun em homenagem a uma famosa batalha da guerra civil dos Estados Unidos,

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Brasil/Obama responderá até quarta-feira sobre denúncias de espionagem, afirma Dilma



6 setembro 2013, Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)  

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (6), em São Petersburgo, na Rússia, em entrevista coletiva após participar de reunião de cúpula do G20, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) sobre as denúncias de espionagem. Obama e Dilma se reuniram na noite desta quinta-feira (5) antes do jantar de trabalho em homenagem aos chefes de Estado do G20.

Dilma afirmou que a denúncia de espionagem é incompatível com a convivência democrática entre países amigos e que Barack Obama assumiu responsabilida de direta e pessoal pela investigação e esclarecimento dos fatos. A presidenta afirmou que a realização da viagem de Estado para Washington, marcada para outubro, dependerá das condições políticas que serão criadas por Obama.

Brasil/Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, em São Petersburgo



6 setembro 2013, Portal do Planalto http://www2.planalto.gov.br

São Petersburgo – Rússia, 06 de setembro de 2013

Presidenta: Oi, gente. Tudo bom? Boa tarde. Então vamos para a nossa entrevista.

Jornalista: Podemos começar com três perguntas (...) assenhora avisou ao presidente Obama que não vai mais aos Estados Unidos? O que conversou ...

Presidenta: Vamos conversar sobre o presidente Obama. Como vocês viram, o presidente Obama marcou uma reunião comigo, logo após a primeira sessão do G20, entre a primeira sessão do G20 e o jantar. Nessa ocasião, nesse encontro, eu transmiti ao presidente Obama a posição brasileira sobre a questão das denúncias de espionagem. Qual era a posição brasileira? Primeiro, a minha indignação pessoal e a do conjunto do meu país com as denúncias de espionagens praticadas contra o governo, contra as embaixadas, contra empresas e cidadãos brasileiros pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. Fiz ver a ele que esse tipo de relacionamento que nós tínhamos, que é baseado no fato de sermos grandes democracias nesta parte do mundo, é incompatível com um ato de espionagem ou atos de espionagem. Portanto, que era incompatível com a convivência democrática entre países amigos.

Ocorrer no Brasil era um fato gravíssimo. Por que é um fato gravíssimo ocorrer no Brasil? Porque o Brasil é uma forte, uma sólida e uma grande democracia. O Brasil vive há mais de 140 anos em harmonia e de forma pacífica com seus vizinhos lá da região. O Brasil é um país que não tem conflitos étnicos, não tem conflitos religiosos, não abriga grupos terroristas, e tem, na sua Constituição, expressamente, que nós vedamos o uso e a fabricação de armas nucleares. Portanto, que todas essas características jogavam por terra qualquer justificativa de que tais atos de espionagem seriam uma forma de proteção contra os terroristas. E só nos permitia uma conclusão: que essa espionagem, como não tinha nada a ver com segurança nacional, tinha a ver com fatores geopolíticos, tinha a ver com fatores estratégicos ou com fatores comerciais e econômicos e que isso era inadmissível, principalmente porque se tratava de países com uma tradição de relacionamento histórico.

E o fato de só poder ser esse interesse jogava por terra qualquer, qualquer alegação, qualquer alegação de segurança ou de qualquer outro aspecto ligado ao que geralmente se divulga, que é ligada à segurança, à proteção contra o terrorismo. E, portanto, afetava interesses econômicos brasileiros, afetava a soberania do país e afetava direitos chamados direitos humanos ou civis, e que era estarrecedor, partindo de um país que tinha na sua fundação, por característica principal esse respeito à liberdade e aos direitos humanos. Privacidade é um direito fundamental.

O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos, e que proporia para exame do Brasil, medidas para sanar o problema.

Diante do meu ceticismo devido à falta de resultados do encontro entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o vice-presidente Biden, ocorrido semana passada, o presidente Obama me reiterou que ele assumia, novamente ele reiterou que assumia a responsabilidade direta e pessoal tanto para a apuração das denúncias como para oferecer as medidas que o governo brasileiro considerasse adequadas.

Como eu disse que esse processo era um processo lento, que eu não queria esclarecimentos técnicos, não era só uma questão de desculpas, que era uma questão de não admissão desse nível de intrusão e que era importante que fosse solucionado com rapidez, chegou-se a uma data, quarta-feira.

Brasil/Lula: Obama deve desculpas ao mundo por violação de soberania



6 de Setembro de 2013,Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em entrevista na última quarta-feira (4), ao jornalista indiano Shobhan Saxena, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as recentes descobertas sobre espionagens estadunidenses em diversos países do mundo. Lula afirmou que a primeira medida que se espera do presidente dos EUA, Barak Obama, é um pedido de desculpas "pela insensatez americana de achar que pode controlar as comunicações do mundo inteiro sem levar em conta a soberania de cada país".

Ele classificou como 'muito graves' a espionagem dos Estados Unidos aos e-mails e telefonemas da presidenta Dilma Rousseff, mas disse que não opinará sobre o modo que a mandatária brasileira deve agir em torno da questão

"Nós, que passamos a vida inteira lutando por soberania, lutando por democracia, nós não podemos admitir, a pretexto nenhum, que um país se dê o luxo de ficar tentando gravar, copiar e-mails, telefonemas de um país como fizeram com a Dilma. Acho que a resposta americana não pode ser uma resposta via diplomacia porque a espionagem não foi via diplomacia. Espionagem foi espionagem. Cabe ao Obama humildemente pedir desculpas à presidenta Dilma e pedir desculpas ao Brasil",

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Brasil/Dilma cancela viagem de equipe responsável por preparar visita aos EUA



5 setembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Danilo Macedo e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff cancelou o envio – a Washington (Estados Unidos) – da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar a primeira visita com honras de Estado. Os brasileiros viajariam no sábado (7). A equipe, formada por seguranças, diplomatas e funcionários do cerimonial deveria ficar em Washington por cinco dias, preparar a agenda de compromissos e verificar as instalações.

Eles são responsáveis pela organização da logística da viagem, como hospedagem, transporte, rotas seguras que devem ser percorridas pela presidenta da República. Viagens de Dilma ao exterior e internas no Brasil todas são antecedidas por uma equipe precursora.

No último dia 2, Dilma sinalizou a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais dela e de assessores, a presidenta avalia a situação.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Brasil/Explicações dos Estados Unidos sobre espionagem foram falsas, diz ministro



3 setembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (3) que não se sustentam as respostas que os Estados Unidos deram, até o momento, ao Brasil sobre as denúncias de espionagem, incluindo de dados pessoais da presidenta da República, Dilma Rousseff, e de assessores diretos. “Todas as explicações dadas, desde o início desses episódios, revelaram-se falsas, tanto as que recebemos da embaixada norte-americana e que as nossas equipes receberam na visita aos EUA”, disse o ministro.

Na avaliação de Bernardo, a denúncia de espionagem é um “embaraço que eles [EUA] nos causam, assim como estão causando para outros países, como México, Alemanha, França”. Ele disse também que o governo brasileiro não tem a “ilusão” de achar que os norte-americanos iriam espionar dados nacionais por achar que “tem alguém tramando ataques”.

“Isso é espionagem de caráter comercial, industrial, é interesse [dos EUA] em saber questões sobre o pré-sal e outras de peso econômico e comercial. Portanto, é mais grave do que parecia à primeira vista”, disse, ao participar do lançamento do livro Segredos do Conclave, do jornalista Gerson Camarotti.

Para o ministro, a situação

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Brasil/Parlamentares repudiam espionagem e exigem medidas contra EUA



3 setembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou nesta segunda-feira (2) que articula uma nota de repúdio ao governo dos Estados Unidos após as denúncias de que a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) monitorou telefonemas e e-mails da presidente Dilma Rousseff e de seus principais assessores.

No Senado, o líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), anunciou que irá apresentar um requerimento de voto de censura ao governo dos Estados Unidos. O parlamentar manifestou seu “mais veemente repúdio” à espionagem do governo brasileiro por parte do governo americano.

Para Eduardo Braga, “diante dessas manifestações de autoritarismo e intolerância”, só resta ao Brasil adotar providências capazes de garantir a segurança de dados dentro do território nacional e, no plano externo, recorrer à Organização das Nações Unidas (ONU) e outras instituição multilaterais, para tentar garantir a plena soberania dos países membros.

O parlamentar disse ainda que a atitude abusiva do governo americano “foge completamente ao padrão de confiança esperado de uma parceria estratégica”, como a mantida com os Estados Unidos, e que os detalhes da espionagem “deixam evidente que não há, por parte dos Estados Unidos, nenhum compromisso com essa parceria”.

Afronta à soberania

A vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), lamentou, sobretudo, o fato de a espionagem ter sido revelada por terceiros, e não por órgãos oficiais do Brasil.

"Não podemos ser pegos de surpresa o tempo inteiro. Os ministros têm que prestar esclarecimentos ao Congresso. Temos que ter informações para poder ajudar a presidenta Dilma, que está respaldada por seu Congresso. Os três Poderes têm que se unir porque, na minha opinião, isso é uma afronta à soberania do nosso país", disse a deputada.

As denúncias de espionagem partiram de documentos do ex-analista da NSA, Edward Snowden, entregues ao jornalista Glenn Greenwald e divulgados no domingo (1º) pela TV Globo. A presidenta Dilma fez várias reuniões de emergência para discutir o assunto no domingo e na segunda-feira.

Episódio inaceitável
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), classificou de “gravíssimas” as denúncias. Segundo ele, o governo acertou ao convocar o embaixador norte-americano, Thomas Shannon, para prestar esclarecimentos. “Caso se confirme que a presidente Dilma foi espionada, temos um episódio inaceitável de violação da soberania nacional”, disse Pellegrino.

O deputado informou que vai promover, no âmbito da Comissão de Relações Exteriores e da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, a realização de audiências públicas para tratar das denúncias.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

RUSOS PERCIBEN A SNOWDEN COMO HÉROE POR REVELAR ESPIONAJE DE EE.UU.



15 agosto 2013, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

Un sondeo realizado por el Centro de Estudios de la Opinión Pública en Rusia indica que el 52 por ciento de los rusos valoran el deseo de Snowden "de abrir los ojos al mundo sobre la verdad" y develar la gravedad del espionaje que realiza EE.UU.

Un sondeo realizado por el Centro de Estudios de la Opinión Pública en Rusia y publicado este jueves indica que la más de la mitad de los rusos perciben al exanalista de la Agencia de Seguridad Nacional (NSA, por su sigla en inglés) de Estados Unidos (EE.UU.), Edward Snowden, como un héroe luego de que filtrara documentos secretos de Estado en los que reveló un programa de espionaje a nivel mundial.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Brasil/Explicações prestadas por Kerry sobre espionagem são insuficientes, diz ministro



14 agosto 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Renata Giraldi e Pedro Peduzzi
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, considerou insuficientes as explicações fornecidas pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, sobre o esquema de espionagem de agências dos Estados Unidos a cidadãos brasileiros. Para Bernardo, a interceptação de comunicação privada é um “problema mundial que extrapola as discussões bilaterais”.

Em audiência pública na Câmara dos Deputados sobre sistemas de guarda e fluxo de informações no Brasil, o ministro defendeu que o tema deve ser levado a instâncias internacionais. “Não estamos satisfeitos com os esclarecimentos prestados [por Kerry]. Por isso, levaremos o caso aos órgãos internacionais, provavelmente à Organização das Nações Unidas [ONU]", disse o ministro. "Essas espionagens não são apenas para combater terrorismo. Envolvem questões de espionagem industrial, comercial e diplomática."

Brasil/JOHN KERRY E A FACE DO BANDITISMO INTERNACIONAL



14 agosto 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitou o Brasil. Em princípio, o motivo da viagem de Kerry seria fazer um pedido de desculpas ao nosso país pelas comprovadas ações de espionagem praticadas pelos EUA em território brasileiro. Ao menos era o que se esperava de um homem que representa um país que, em tese, arvora-se do direito de defesa da “democracia”, “liberdade de expressão” e dos “direitos humanos”.

Por Renato Rabelo*

Nada disso. Esta figura veio aqui para defender o programa de espionagem global praticada por seu país a pretexto da necessidade de segurança não somente para norte-americanos, mas para brasileiros e pessoas no mundo. Ao que tudo indica, na melhor das hipóteses, John Kerry leva muito a sério a noção para quem os Estados Unidos são dotados de um “destino manifesto”, teoria e prática de fundamentalismo religioso de quinta categoria.

Se o argumento da “segurança global” já é um despautério, pior é o argumento de que tais atividades foram aprovadas pelo Congresso Norte-Americano. Quem tem que aprovar a interferência na intimidade de pessoas que nunca estiveram nos Estados Unidos, em última instancia, são as próprias pessoas afetadas por este "Big Brother" global, indecente, sujo e cuja escala industrial já não é mais motivo de desconfiança. Em se tratando de imperialismo, todos sabem como funcionam as coisas e do que são capazes.

Eles espionam, ameaçam, matam sob os auspícios dos mais “nobres” pretextos num tipo de banditismo internacional jamais visto na história humana. O imperialismo norte-americano é o maior poder corrompedor e assassino da história humana.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Rússia/SNOWDEN AGRADECE AO PRESIDENTE DO EQUADOR RAFAEL CORREA



Diálogos do Sul http://www.dialogosdosul.org.br (Brasil)

“Existem poucos líderes mundiais que arriscariam estar do lado dos direitos humanos de um individuo diante do governo mais poderoso do planeta, e a valentia do Equador e seu povo é um exemplo para o mundo.

Devo expressar meu profundo respeito por seus princípios e meu sincero agradecimento pela ação de seu governo ao considerar minha solicitação de asilo político.

O governo dos Estados Unidos montou o maior sistema de vigilância do mundo. Este sistema global afeta a toda vida humana vinculada à tecnologia; gravando, analisando ou submetendo a um julgamento secreto a cada membro do público internacional.

Supõe uma grave violação de nossos direitos humanos universais quando um sistema político perpetua a espionagem automática, generalizado e sem garantias contra pessoas inocentes.

De acordo com essa crença, revelei este programa a meu país e ao mundo. Enquanto o público tem expressado apoio à luz que espalhei sobre este sistema secreto de injustiça, o governo dos Estados Unidos respondeu com uma caçada extrajudicial que me custou minha família, minha liberdade de movimento e meu direito a uma vida pacífica, sem medo de uma agressão ilegal.

Enquanto eu enfrento esta perseguição, tem ocorrido um silêncio por parte daqueles governos temerosos do governo estadunidense e suas ameaças.

Não obstante, o Equador, ergueu-se para defender o direito humano de pedir asilo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Patria Grande, Latinoamérica/DECLARACIÓN POLÍTICA DE SOLIDARIDAD CON SNOWDEN, MANNING Y ASSANGE



7 julio 2013, Pasa la Voz Minga Informativa de Movimientos Sociales http://movimientos.org

Estimados amigos/as intelectuales de Latinoamérica, comprometidos con nuestro pueblo,

Desde la secretaria operativa de la Articulación de los Movimientos Sociales, hemos hecho consultas y preparado la carta de solidaridad que sigue abajo.

La carta será entregada al Presidente Maduro en Montevideo, el día 12 de julio próximo.

Estamos recolectando otras firmas de movimientos sociales en cada país.

Queremos hacer una convocatoria a que nuestros intelectuales de cada país, comprometidos con la causa de nuestros pueblos,

Brasilia/EUA tiveram equipe em Brasília para espionagem



8 julho de 201, Brasil247http://www.brasil247.com




Documentos obtidos pelo Globo indicam que funcionou no DF, pelo menos até 2002, uma das estações de espionagem nas quais agentes da NSA trabalharam em conjunto com a CIA. Embaixadas brasileiras em Washington e em Nova York também teriam sido alvo do megaesquema vazado por Edward Snowden

247 – O jornal Globo afirma que funcionou em Brasília, pelo menos até 2002, uma das estações de espionagem nas quais agentes da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) trabalharam em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.

A capital do Brasil fez parte da rede de 16 bases dessa agência dedicadas a um programa de coleta de informações através de satélites de outros países.

Alemania/Edward Snowden denuncia complicidad entre seguridad alemana y EE.UU.



8 julio 2013, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)


Berlín (PL) --- Las agencias de inteligencia estadounidenses y alemanas trabajan en complicidad y convivencia, afirmó el exagente de la seguridad norteamericana Edward Snowden, quien recientemente reveló un programa de Washington para espiar millones de personas mediante Internet y el teléfono.

En una entrevista con la revista germana Spiegel, Snowden describió la cercanía entre la inteligencia de ambos países y explicó que en la Agencia Nacional de Seguridad (NSA, según las siglas en inglés) de Estados Unidos existe un departamento independiente llamado Dirección de Asuntos Exteriores, en cual organiza la cooperación con sus pares de otras naciones.

De ahí que la colaboración entre la NSA y el Servicio Federal e Inteligencia sea en realidad mucho más intensa de lo anteriormente conocido, señaló, pues, por ejemplo, la primera ofrece a la segunda herramientas analíticas para espiar el flujo de datos telefónicos y electrónicos que se ejecutan a través de Alemania.

Estas revelaciones ponen en tela de juicio la actitud de asombro y preocupación asumida por las autoridades alemanas en estas últimas semanas,

Pátria Grande/TODOS SOMOS BOLÍVIA! GOVERNOS E SOCIEDADE CIVIL LATINO-AMERICANA REPUDIAM SEQUESTRO DE EVO MORALES



3 julho 2013, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)
  
Adriana Santiago

Hoje o mundo está em polvorosa com o que a Bolívia qualificou como o sequestro de seu presidente Evo Morales. O incidente diplomático chamou a atenção do mundo e foi motivo de manifestações de governos latino-americanos e da sociedade civil. O mandatário boliviano ficou detido por 15 horas no aeroporto de Viena, na Áustria, após pouso de emergência depois que Portugal, Espanha, Itália e França revogaram as autorizações para cruzar o espaço aéreo ou pousar em seus territórios para reabastecimento. Evo Morales seguiu para La Paz depois da forte reação internacional ao ato que, segundo o governo boliviano, é contra a soberania da Bolívia e que ainda colocou o seu presidente em risco de morte.