Mostrando postagens com marcador Big Brother. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Big Brother. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A VERDADE E A GUERRA DO BIG BROTHER NA PALESTINA E NA UCRÂNIA



1º. Setembro 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

John Pilger

A 2 de Maio, em Odessa, 41 russos étnicos foram queimados vivos no quartel general da união comercial, com a polícia ao pé. Há provas de vídeo horripilantes. Nos media americanos e britânicos foi considerado uma tragédia horrível resultante dos embates entre nacionalistas (neonazis) e separatistas (pessoas que angariam assinaturas para um referendo numa Ucrânia federal). O New York Times enterrou-o, tendo-o considerado propaganda russa sobre as políticas fascistas e anti-semitas dos novos clientes de Washington. O Wall Street condenou as vítimas. Fogo destruidor na Ucrânia, lançado pelos rebeldes, afirma o governo. Obama cumprimentou a Junta pela sua «contenção». 

Uma destas noites vi o «1984» de George Orwell representado num palco de Londres. Embora precisasse de uma interpretação contemporânea, o aviso de Orwell sobre o futuro foi apresentado como uma peça de época, remota, quase reconfortante. Foi como se Edward Snowden nada tivesse revelado, o Big Brother não fosse agora uma realidade e o próprio Orwell nada tivesse dito. «Para sermos corrompidos pelo totalitarismo, não temos de viver num país totalitário».

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O RETORNO DE ORWELL: A GUERRA CONTRA A PALESTINA, A UCRÂNIA E A VERDADE/THE RETURN OF GEORGE ORWELL AND BIG BROTHER’S WAR ON PALESTINE, UKRAINE AND THE TRUTH

29 julho 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)
11 July 2014, John Pilger.com http://johnpilger.com (UK)

por John Pilger

Na noite passada assisti à peça "1984", de George Orwell, encenada num teatro de Londres. Embora clamasse por uma interpretação contemporânea, a advertência de Orwell acerca do futuro foi apresentada como uma peça datada: remota, não ameaçadora, quase reconfortante. Era como se Edward Snowden nada houvesse revelado, como se o Big Brother não fosse agora um espião digital e como se o próprio Orwell nunca houvesse dito: "Para ser corrompido pelo totalitarismo, basta ter de viver num país totalitário". 

Aplaudida pelos críticos, a produção cuidadosa foi uma medida dos nossos tempos culturais e políticos. Quando a luzes acenderam, as pessoas já estavam a sair. Pareciam impassíveis, ou talvez outras distracções as chamassem. "Que
 mindfuck ", disse uma jovem, a ligar seu telemóvel. 

Quando sociedades avançadas são despolitizadas, as mudanças são tanto subtis como espectaculares. No discurso diário, a linguagem política é

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Brasil/UE BAIXA A CABEÇA PARA OS EUA. ÚNICA REAÇÃO FORTE PARTIU DE DILMA



26 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Cúpula da União Europeia limitou-se a manifestar preocupação com espionagem dos Estados Unidos. Única medida forte até agora partiu do governo do Brasil.

Eduardo Febbro

Paris - Que susto! Os europeus por pouco se enojaram dos Estados Unidos, mas no final se acalmaram. Os espiões de Washington podem dormir tranquilos. As galinhas põem ovos, a União Europeia um punhado de palavras onde fica retratada sua assombrosa, pusilânime e temerosa posição ante os Estados Unidos. Os serviços de inteligência norte-americanos interceptaram na França mais de 70 milhões de comunicações entre dezembro e janeiro de 2013, grampearam o telefone celular da chanceler alemã Angela Merkel, além de outras incontáveis interceptações de todos os tipos de que foram alvo os demais membros da União Europeia.

No entanto, ao final da cúpula realizada em Bruxelas entre os 28 chefes de Estado e o governo da UE não saiu mais do que uma “preocupação” e uma proposta franco-alemã para negociar, no prazo de um ano, um acordo de boa conduta e de cooperação entre os serviços de inteligência norte-americanos, franceses e alemães. Os demais países da UE que quiserem poderão se somar à iniciativa. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, foram os mais firmes em suas posições. Ao lado do silêncio e da covardia dos outros membros do grupo, Hollande e Merkel tinham uma auréola de subversivos.

“A confiança foi seriamente danificada e precisa ser reconstruída”, disse a chanceler alemã quando começou a cúpula.

COMO A AGÊNCIA DE SEGURANÇA NACIONAL DOS EUA INVADIU AS REDES DE TELECOMUNICAÇÕES NA AMÉRICA LATINA



28 outubro 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Wayne MADSEN, Strategic Culture
http://www.strategic-culture.org/news/2013/10/26/how-nsa-penetrated-latin-america-telecommunications-networks.html

Entreouvido na Vila Vudu: 
Por algum estranhíssimo fenômeno, sempre inexplicado e, pior, pressuposto não existente, os ‘jornalistas’ brasileiros [só rindo!] em todas as redes de televisão e rádio, dizem “Ene Ece A” [NSA], sempre que falam da National Security Agency – Agência de Segurança Nacional – dos EUA. A tal “Ene Ece A”, assim, é convertida, num passe de mágica, em algo que ninguém nem sabe o que seja. E fica tudo por isso mesmo.

Para piorar, os autoproclamados ‘grandes’ ‘jornais’ brasileiros [só rindo!], escrevem “Agência Nacional de Segurança”, o que a tal agência NÃO É, posto que ela é Agência [federal] de Segurança Nacional dos EUA.

Quem duvide, pode conferir todinho o Grupo GAFE:  
n’O Globo, em http://oglobo.globo.com/mundo/brasil-alemanha-vao-apresentar-resolucao-antiespionagem-na-onu-10550018;  
 na revista-aquela, em http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/nsa-espionou-os-telefones-de-35-lideres-mundiais;  
na Folha de S.Paulo, em http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/10/1361972-conversa-off-the-record-de-ex-diretor-da-nsa-com-jornalistas-termina-no-twitter.shtml e  
n’O Estado de S.Paulo, em http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,obama-e-hollande-discutem-espionagem-da-nsa-na-franca,1088391,0.htm.  
Diga-se, a favor da revista-aquela que ela, pelo menos, não distorce também o nome da Agência de Segurança Nacional dos EUA
 (os demais ‘jornais’ brasileiros distorcem  também isso).  
Mas cá na Vila Vudu, só dizemos e escrevemos tudo: “Agência de Segurança Nacional dos EUA”.  
Com isso, cuidamos de informar que sempre que se ler ou ouvir falar de “Ene Ece A”, em português do Brasil, trata-se do interesse da segurança nacional dos EUA, contra os interesses da segurança nacional de todas as demais nações do mundo, no resto do planeta. 

***************

Graças aos documentos expostos por Edward Snowden, ex-analista [terceirizado] da Agência de Segurança Nacional dos EUA, as atividades de um ramo pouco conhecido da comunidade de inteligência dos EUA, o Serviço de Coleta Especial [Special Collection Service (SCS)], vão afinal se tornando mais conhecidas.

Uma organização híbrida, composta, na maioria, por pessoal da