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sexta-feira, 19 de julho de 2019

BRICS, África do Sul/Morreu Johnny Clegg, o cantor do hino anti-apartheid "Asimbonanga"


17 Julho 2019 — 09:36, Diário de Notícias Diário de Notícias https://www.dn.pt (Portugal) https://www.dn.pt/cultura/interior/morreu-johnny-clegg-o-cantor-do-hino-anti-apartheid-asimbonanga-11120273.html



Cresceu com os sons e ritmos zulus e, numa África do Sul que vivia o apartheid racista, ousou misturar melodias ocidentais com estruturas musicais zulus. Valeu-lhe a censura e a prisão. Tinha 66 anos e não resistiu a um cancro.


Num tempo em que poucos brancos ousavam levantar a voz contra o apartheid que segregava todos os outros por causa da cor de pele na África do Sul, um rapaz nascido em Inglaterra, filho de pai britânico e mãe do Zimbabwe (então Rodésia), encantou-se pelos sons e ritmos zulus e desafiou as leis racistas do seu país de adoção. Johnny Clegg, o cantor do êxito mundial Asimbonanga, um hino anti-apartheid, dedicado a Nelson Mandela, lançado em 1987, morreu aos 66 anos na terça-feira de cancro do pâncreas, que lhe tinha sido diagnosticado em 2015.

Conhecido por "zulu branco", por causa do ativismo cultural contra a política segregacionista de apartheid, Johnny Clegg recusou sempre qualquer superioridade de civilizações, entrelaçando os ritmos endiabrados zulus e guitarras, teclados e acordeões. "As pessoas ficavam intrigadas com a nossa música", disse

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

África do Sul/Rendido tributo a Samora Machel

19 outubro 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Raquel Betlehem
Pretória

Samora Machel durante a luta armada

Os Governos da África do Sul e de Moçambique rendem hoje uma profunda homenagem a Samora Moisés Machel, no dia em que recordam o trágico acontecimento que levou à morte o primeiro Presidente de Moçambique.

Trinta anos são passados desde o fatídico 19 de Outubro de 1986, quando o avião em que se fazia transportar o Mais Alto Mandatário da República de Moçambique se despenhou, causando a morte de 32 pessoas que com ele seguiam.

De um total de 40 passageiros

quarta-feira, 20 de julho de 2016

UMA ILHA AFRICANA



17 julho 2016, Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Carlos Pereira, Jornalista

A solidariedade internacionalista do povo cubano foi um exemplo único que superou toda e qualquer proporcionalidade que se queira encontrar.

Por isso, «as forças progressistas e os povos da África jamais esquecerão o contributo da Revolução Cubana para a libertação do continente e o sangue derramado pelos cubanos, muitos deles descendentes de escravos africanos levados à força, séculos antes, para o Caribe».

Evidenciando os laços históricos que unem os povos de Cuba e África, Amílcar Cabral disse um dia que a terra de Fidel «é uma ilha africana perdida no Mar do Caribe». Sentimento partilhado pelo revolucionário cubano, para quem Cuba «é um país latino-africano».

Assassinado em 1970 por agentes do colonialismo português, o líder da luta política e armada pela independência nacional da Guiné-Bissau e de Cabo Verde era

terça-feira, 12 de julho de 2016

Moçambique/SOBRE MOÇAMBIQUE E O INTERNACIONALISMO



4 Junho 2016,  O País http://opais.sapo.mz/index.php (Moçambique)

Sérgio Vieira*
Em sua coluna “Carta a muitos amigos”

A República do Uganda acaba de agraciar com a sua mais alta ordem, a Estrela de Kagera, os camaradas Ntumuke e o saudoso Chikuza, que com os nossos voluntários defenderam a agressão de Idi Amin contra a Tanzânia e apoiaram a libertação do país de um carniceiro que a tempo e horas se pôs em fuga.

Os nossos entraram em primeiro lugar em Campala e Nyerere pô-los à frente no desfile celebrando a vitória e a paz. Obrigado Uganda por se lembrar de quem esteve convosco nas horas difíceis.
 
Não mencionando a Avenida Samora Machel em Harare, parece que o Zimbabué se esqueceu de quem apoiou a libertação do país, os mil voluntários moçambicanos que ali batalharam e até atacaram o aeroporto militar da então Salisbúria.

A África do Sul parece que também não se lembra dos vizinhos que muito sofreram para que se libertasse da tirania do apartheid. Incluindo quando armas nucleares ameaçavam os vizinhos. Pena! Angola e Moçambique pagaram penas pesadas pela causa da solidariedade.

Samora e vários companheiros, trinta e três no total, assassinados pelo apartheid através de um

sábado, 2 de julho de 2016

O DESTINO DOS COLABORADORES DO APARTHEID NA NAMÍBIA



30 junho 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

O mês de Maio de 1989 foi caracterizado pelo regresso aos carris do processo de transição conduzido pelas Nações Unidas para a independência da Namíbia, após os graves incidentes de Abril e Maio desse ano.

A repercussão que a “infiltração” dos guerrilheiros do PLAN e a consequente resposta militar da África do Sul, com a mortífera “Operação Merlyn”, teve no processo de transição foi significativa.

No seio da SWAPO, entre os refugiados namibianos e nas hostes dos terríveis Koevoet, unidades constituídas por namibianos colaboradores do apartheid para travar o ascendente movimento de libertação, a percepção dos acontecimentos mudou.
 
No mês de Junho de 1989, cinco meses antes das eleições gerais marcadas para o território (7-11 de Novembro de 1989) e 11 meses antes da independência da Namíbia

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Angola/O MASSACRE ESQUECIDO NO TRIBUNAL DE HAIA



4 maio 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

Ao massacre de Cassinga o regime de apartheid chamou-lhe “Operação Reindeer”. “Reindeer” significa rena, mamífero frequente na América do Norte, conhecido por caribú.

O ataque foi perpetrado pelo Exército sul-africano contra um campo de refugiados namibianos no dia 4 de Maio de 1978, faz hoje 38 anos.

No livro “Eagle Strike”, o coronel sul-africano Jan Breytenbach, o mesmo do Batalhão 32 “Bufalo”, responsável por outros crimes em África, recolhe os dados daqueles que estiveram envolvidos no massacre, um acto tão grave como o genocídio de Srebrenica, mas ao qual o Tribunal Internacional de Haia nunca deu a mínima importância.
 
O comandante do massacre, o coronel Jan Breytenbach, escreveu um livro, no qual diz que o massacre de Cassinga foi para si “um dia de glória e de vergonha” e não esconde as suas simpatias com o nazismo de Hitler.

Breytenbach deu ao  livro  o título “Eagle Strike” (Golpe da Águia) porque,

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

DE PORTUGAL NADA SE ESPERA

25 outubro 2015, Jornal de Angola http://www.jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A ingerência desabrida que Portugal faz nos assuntos da soberania de Angola está a ultrapassar todos os limites.

A cruzada anti-angolana já não pode ser ignorada. O nível que atinge a ingerência portuguesa nos assuntos estritamente angolanos só encontra paralelo em duas ocasiões: quando Angola proclamou a sua independência em 1975 e quando se aproximava a derrota da UNITA de Jonas Savimbi, antes de 4 Abril de 2002. Nesses dois momentos, a raiva cravada e sempre latente na sociedade portuguesa, pronta a declarar-se à mínima oportunidade, manifestou-se de forma prejudicial para as relações entre os dois países.

Os ataques diários e injustos desferidos a partir de Portugal surgem agora revestidos da fina película da luta pelos direitos humanos. Mas antes lançaram os processos judiciais contra os dirigentes angolanos, estratégia que fracassou redondamente.

Portugal atravessa uma profunda crise. Todos os projectos nacionais, dos europeístas aos atlantistas e africanistas, estão bloqueados. Na prática, a economia portuguesa já não existe e a crise social profunda tende a agravar-se com a falta de patriotismo e de entendimento entre os políticos. A única saída que resta é procurar culpados e para isso, como há mais de 60 anos, só resta uma porta: Angola, o país com

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Moçambique/Tragédia de Mbuzini foi há 29 anos

http://www.jornalnoticias.co.mz

O País rendeu ontem homenagem às vitimas da tragédia de Mbuzini, na África do Sul, na qual perdeu a vida o primeiro Presidente de Moçambique independente.

Samora Moisés Machel perdeu a vida num acidente aéreo em Mbuzinia 19 de Outubro de 1986quando regressava de Mbala, na Zâmbia, onde foi participar numa cimeira da Linha da Frente, que discutiu assuntos relacionados com a segurança regional.

Oavião presidencial moçambicano despenhou-se e junto com Samora Machel morreram 33 membros da sua comitiva, numa tragédia ainda não esclarecida.

Ontem cerimónias de deposição de coroas de flores nos monumentos aos heróis moçambicanos e actividades de índole política e cultural marcaram os vinte e nove anos da tragédia.

Em Sofala combatentes da luta de libertação nacional defenderam a necessidade de uma maior divulgação nas escolas dos ideais de Samora Machel, sustentando que

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Moçambique/NINGUÉM ESTÁ INTERESSADO EM SUSTENTAR UMA GUERRA -- defende Joaquim Chissano

27 de Setembro de 2015, Jornal Domingo http://www.jornaldomingo.co.mz (Moçambique)

O signatário do Acordo Geral da Paz (AGP) e antigo presidente da República, Joaquim Alberto Chissano, defende não haver condições para a guerra no país, apesar de ameaças nesse sentido, protagonizadas pela liderança da Renamo.

Chissano que falava em exclusivo para a Rádio Moçambique por ocasião do vigésimo terceiro aniversário da assinatura do AGP diz que ninguém está interessado em sustentar a guerra em Moçambique ao mesmo tempo que faz uma incursão em torno dos malefícios da guerra. Resgata algumas partes do acordo assinado em Roma, a 4 de Outubro de 1992. Acompanhe, em discurso directo, extractos da conversa conduzida por Filipe Mabutana.

Senhor Presidente Chissano, 23 anos após a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP) acha que Moçambique está em paz?
Moçambique está em paz relativa. Como já disse muitas vezes, a paz não é ausência de guerra. Tem paz porque não estamos em guerra, há sobressaltos de guerra aqui e acolá, as pessoas vivem agora inseguras por causa de repetidas ameaças à paz. Isso faz com que

sábado, 19 de setembro de 2015

NÃO EXISTE CAPITALISMO 'ÉTICO'

16 setembro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

[...] numa nação livre em que não sejam permitidos escravos, a riqueza mais segura consiste numa porção de pobres laboriosos. Para fazer a sociedade (que, obviamente consiste de não trabalhadores) feliz, e o povo contente, mesmo nas piores circunstâncias, é necessário que a grande maioria permaneça tanto ignorante quanto pobre. (MANDEVILLE, 1728, p. 212, 213, 328 apud MARX, 1983, p. 189).[1]

Dia 5/9, em postado na internet, o ex-secretário do Trabalho e analista liberal Robert Reich, pergunta "O que aconteceu ao núcleo moral do capitalismo norte-americano?". Não é piada. Falava sério.

Reich escreve:

"Testemunhamos ao longo das últimas duas décadas nos EUA um declínio constante na disposição de quem ocupa as posições de mando no setor privado - em Wall Street e em grandes empresas - para respeitar, um mínimo que seja, padrões de moralidade pública. (...) Executivos de grandes empresas privadas ganham hoje salários 300 vezes superiores ao do trabalhador médio. Os magnatas de Wall Street levam para casa centenas de milhões, ou mais. Os dois grupos manipularam o jogo a favor deles mesmos, ao mesmo tempo em que empurram para baixo os salários do povo trabalhador médio."

A vasta e sempre crescente desigualdade nos EUA e em todo o mundo capitalista é, claro, inegável. A resposta de Reich é desejar uma volta a um tempo passado, a um momento suposto "mais moral"

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Moçambique/Mbuzini: Governo quer participar na gestão do monumento

17 de Agosto de 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A gestão do Monumento de Mbuzini, em Mpumalanga, África do Sul, erguido em homenagem ao primeiro Presidente da República de Moçambique, Samora Moisés Machel, deve ser também da responsabilidade do Governo do nosso país, segundo expressou o Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro.

Dunduro visitou aquele local na sexta-feira, no quadro de um périplo que está a efectuar aos monumentos que evocam a memória de alguns heróis nacionais. Em Mbuzine, a 19 de Outubro de 1986 o avião em que viajava o antigo Presidente Samora Machel despenhou-se em Mbuzine matando 33 das 40 pessoas a bordo. Depois do fim do regime do apartheid foi erguido no local um monumento em homenagem ao estadista moçambicano, que também é herói da luta pela paz numa África Austral que na década de 80 estava em constante ameaça do regime belicista e racista sul-africano.

Para o titular da pasta da Cultura e Turismo, o monumento de Mbuzine

terça-feira, 23 de junho de 2015

COMO SE DEFENDE A PAZ E A DEMOCRACIA

21 junho 2015, Jornal de Angola (Angola)

José Ribeiro

A grande vitória dos angolanos em 40 anos de Independência foi terem acabado com a guerra. Mas outro grande sucesso foi terem gorado qualquer tentativa de regresso ao caos e à situação que provocou o conflito armado.

Nisto reside o grande “milagre” de Angola.

O caos precede a violência e mina o exercício das liberdades. Num ambiente caótico, as expectativas sociais tornam-se inviáveis. Ninguém deve ignorar o pecado original que foi a instabilidade gerada no período que se seguiu ao 25 de Abril. Nessa altura juntou-se a revolta contra a repressão colonial às manobras contra a Independência e criou-se o caldo que conduziu à escalada de guerra, que se prolongou por mais 30 anos. Apesar de todos os esforços de Agostinho Neto, em pouco tempo a destruição atravessou o país, como uma lança que nos rasga a carne e tudo desfaz. A Independência exigiu o sacrifício dos heróis, mas muitas vidas teriam sido poupadas se a voz da razão tivesse sido ouvida.

A História Mundial está cheia de exemplos de países que caíram em guerras ou no totalitarismo após um processo de degeneração social. E todos devemos aprender com isso. A subida de Hitler ao poder na Alemanha, em 1932, teve como pano de fundo a crise económica, o crescimento da miséria, da prostituição e do desemprego em massa. No Chile, em 1973, o general Pinochet apoiou-se

sábado, 23 de maio de 2015

Imigrantes/EUROPA ATRASOU-SE 500 ANOS

21 maio 2015, Contexto Livre http://www.contextolivre.com.br (Brasil)


Proposta de desmantelar barcos que transportam africanos para fora do Continente deveria ter sido feita antes da escravidão

Com um certo cinismo, seria até possível considerar o apelo de Federica Mogherini, chefe da diplomacia da União Européia, para desmantelar o esquema de imigração de africanos para o Velho Mundo. Claro que mesmo assim seria preciso discordar de qualquer ação militar, contra homens e mulheres que não tem como se defender em alto mar. Mas a ideia tem um defeito anterior e essencial: um atraso de cinco séculos.

Aqueles barcos que hoje atravessam o Mediterrâneo são sucessores diretos de milhares de embarcações, de várias etapas da tecnologia de navegação, que deixaram a África a partir do momento em que a civilização européia organizou e explorou a escravidão de um Continente inteiro, mudando sua história e comprometendo seu futuro. Perdemos a conta dos milhões de seres humanos que foram transportados pelos oceanos, em porões sombrios, famintos, correntes nos pés. Mas sabemos que ali começou uma história que

Moçambique/Xenofobia na África do Sul: Detalhes são importantes para compreender o fenómeno

22 Maio 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, considera importante o facto de o Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, ter vindo a Maputo detalhar as circunstâncias em que ocorreram os actos de xenofobia praticados no seu país contra cidadãos estrangeiros, incluindo moçambicanos, assim como ter apresentado, formalmente, o pedido de desculpas em nome do seu Governo e do povo sul-africano.

Verónica Macamo fez estas considerações

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bolivia/LA DRAMÁTICA HISTORIA DE LOS AFROBOLIVIANOS

22 abril 2015, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Por Víctor Montoya*


Con los conquistadores arribaron los primeros esclavos negros al llamado Nuevo Mundo. Los jinetes de Francisco Pizarro llevaban en la grupa del caballo a indios de Nicaragua y a un negro de Guinea, cuya piel oscura dejó perplejos a los súbditos del Inca Atahuallpa, como las armaduras de hierro y el estampido de los arcabuces. Cuando el negro se apeó del caballo, los indios le invitaron a lavarse creyéndolo pintado. Y mientras los conquistadores les explicaban que, por donación del santo Papa, esas tierras pertenecían ya a los reyes de Castilla, a quienes debían prestarles acatamiento y vasallaje, los indios constataron que el negro no perdía su color ni refregándose en el río. Entonces, estupefactos como estaban, pensaron que allende los mares no sólo existían hombres de caras blancas y luengas barbas, sino también hombres de pelos rizados y piel oscura como el ébano, sin sospechar que ellos -- los nativos -- y los negros serían los esclavos del nuevo sistema colonial.

Se dice que el Inca Huayna Cápac, años antes de consumarse la conquista, escuchó hablar del "Sumaj Orq’o” (Cerro Hermoso), donde estaba el preciado metal que

terça-feira, 21 de abril de 2015

NAÇÕES COM HISTÓRIA COMUM

21 abril 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Angola e Namíbia, duas nações irmãs com uma história comum de luta pela emancipação, pela democratização e busca de bem-estar das suas populações, encontram-se ligadas por laços fortes de amizade e cooperação. A escolha do nosso país para efectuar a primeira visita de Estado por parte do Presidente da Namíbia, algumas semanas após a sua eleição, espelha bem a importância que as lideranças dão aos laços bilaterais.

Comprovam-no claramente a forma fraterna e calorosa como os angolanos acolheram a chegada do Chefe de Estado namibiano e em particular pela recepção honrosa do Presidente José Eduardo dos Santos. Embora se tenha tratado de uma visita de algumas horas, os dois Chefes de Estado tiveram a oportunidade de passar em revista a cooperação bilateral, rever os projectos em curso, questões de interesse regional e internacional.Atendendo ao passado de desafios comuns que uniu os dois povos, certeza há de que o futuro vai “irmanar” cada vez mais os povos e aproximar as lideranças políticas. 
  
A contribuição de Angola no processo que forçou a materialização da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU, mais de dez anos depois, fica na memória de todos os namibianos, angolanos e povos da região. A derrota do regime do apartheid abriu

terça-feira, 14 de abril de 2015

Angola/A VITÓRIA QUE MUDOU O MUNDO

14 abril 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Artur Queiroz

A Operação Displace, que teve início no dia 28 de Abril de 1988, marca o fim da invasão de Pretória e o início de negociações directas entre os governos de Angola, da África do Sul e de Cuba, sob mediação dos Estados Unidos.

O ponto final da Batalha do Cuito Cuanavale foi no Triângulo do Tumpo, ao longo do dia 23 de Março de 1988. A esmagadora derrota das tropas invasoras do regime de apartheid obrigou PW Botha a tomar medidas de emergência. Responsabilizou o seu ministro da Defesa, Magnus Mallan, e o comando das forças armadas em bloco. Acusou-os de o terem enganado. Numa reunião em Pretória mandatou o seu chefe dos serviços secretos (Neil Barnard) para tirar Nelson Mandela do cárcere.

No Sudeste de Angola as tropas invasoras retiravam penosamente, vergadas ao peso da derrota. Os soldados que chegaram à Namíbia escreveram nas paredes das casas onde pernoitaram: viemos do inferno.

O arco-íris começou de imediato a ser “pintado”. Era preciso garantir na África do Sul uma transição para a democracia, num clima de paz social. Neil Barnard, um radical do apartheid, revelou mais tarde que trocou confidências e deu todas as garantias a Mandela.

O futuro Presidente da África do Sul contou que

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Angola/DEMOCRACIA E BRANQUEAMENTO POLÍTICO

29 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

Não há país sem história e os angolanos orgulham-se de terem uma das mais ricas e brilhantes, apesar do pouco tempo de independência que têm. A proclamação da independência deu-se em meio a batalhas ferozes contra forças invasoras apoiadas por mercenários e aliados internos que pretendiam impedir a consagração desse momento histórico.

Esse feito está devidamente registado e os heróis dessa nova madrugada para Angola são conhecidos e merecem todo o nosso reconhecimento.

Agostinho Neto foi o timoneiro dessa grande epopeia e como político visionário cedo percebeu e conclamou que “Na Namíbia e na África do Sul estavam a continuação da nossa luta”.

Angola tem uma das histórias mais ricas e brilhantes porque além da luta pela sua libertação do jugo colonial fascista português, uma vez conquistada a independência nacional mergulhou no combate pela emancipação de outros povos. E isso foi alcançado com bravura.

A batalha do Cuito Cuanavale, que

sexta-feira, 27 de março de 2015

Angola/A SEGUNDA DERROTA DO APARTHEID

27 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro e Artur Queiroz

O abandono de soldados sul-africanos mortos nos campos de batalha tem uma justificação: os generais do apartheid estavam convencidos de que iam tomar a vila do Cuito Cuanavale, “mais hora menos hora”.

No dia 23 de Março de 1988, enquanto o comando avaliava a situação, o comandante dos tanques, Gerhard Louw, fazia esforços para recuperar os tanques imobilizados. Um deles foi puxado com sucesso por um veículo blindado de recuperação, mas ficou claro que era impossível recuperar os outros Oliphant. Louw pediu autorização para destruir os tanques imobilizados pelo fogo de artilharia das FAPLA. Mas o general Liebenberg ordenou que os tanques não fossem destruídos, mas abandonados, para serem recuperados mais tarde, quando fosse tomado o Cuito Cuanavale.

Gerhard Louw estava encurralado nos campos de minas do Triângulo do Tumpo. O fogo que caía à volta era tão intenso, que as tripulações dos tanques nem sequer tinham tempo para recuperar os seus objectos pessoais com segurança. O tanque de Gerhard Louw e um veículo blindado de recuperação não conseguiram mover um Oliphant que

quarta-feira, 25 de março de 2015

Angola/MONUMENTO À LIBERDADE

25 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Artur Queiroz

No Triângulo do Tumpo a Bandeira Nacional foi hasteada nos pontos mais importantes da Batalha do Cuito Cuanavale, travada há 27 anos, entre as forças angolanas e as tropas do apartheid, reforçadas com os batalhões de Savimbi.

Uma aliança que acabou esmagada, no dia 27 de Março de 1987. A derrota dos invasores levou à libertação de Nelson Mandela, ao fim do regime de Pretória e à independência da Namíbia. Os combatentes construíram heroicamente no Cuando Cubango o monumento mundial da liberdade.

Os tanques Oliphant que há 27 anos  atacaram o Triângulo do Tumpo caíram nos campos de minas não convencionais, reforçadas com caixas de explosivos e bombas avariadas da aviação, obra do capitão Jorge, comandante da Engenharia Militar. O capitão Valeriano estava com os seus homens, na linha da frente. Montou num ardil aos invasores que lhes foi fatal.
 
“Durante o dia retirei os meus homens das suas posições e eles passaram a ponte sobre o rio Cuito. Eu sabia que o inimigo estava a vigiar os nossos movimentos. Mas pela calada da noite, com o máximo cuidado, regressámos. Quando os invasores nos atacaram, pensavam que