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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

África do Sul/Rendido tributo a Samora Machel

19 outubro 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Raquel Betlehem
Pretória

Samora Machel durante a luta armada

Os Governos da África do Sul e de Moçambique rendem hoje uma profunda homenagem a Samora Moisés Machel, no dia em que recordam o trágico acontecimento que levou à morte o primeiro Presidente de Moçambique.

Trinta anos são passados desde o fatídico 19 de Outubro de 1986, quando o avião em que se fazia transportar o Mais Alto Mandatário da República de Moçambique se despenhou, causando a morte de 32 pessoas que com ele seguiam.

De um total de 40 passageiros

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

África do Sul/Monumento Samora Machel: Património nacional Sul-Africano

27 setembro 2016, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

O monumento Samora Machel, em Mbuzini, na África do Sul, será declarado, no dia 7 de Outubro próximo, Património Nacional sul-africano.

O anúncio foi feito esta terça-feira em Pretória, no decurso de mais uma sessão conjunta Moçambique/África do Sul, de preparação das

terça-feira, 12 de julho de 2016

Moçambique/SOBRE MOÇAMBIQUE E O INTERNACIONALISMO



4 Junho 2016,  O País http://opais.sapo.mz/index.php (Moçambique)

Sérgio Vieira*
Em sua coluna “Carta a muitos amigos”

A República do Uganda acaba de agraciar com a sua mais alta ordem, a Estrela de Kagera, os camaradas Ntumuke e o saudoso Chikuza, que com os nossos voluntários defenderam a agressão de Idi Amin contra a Tanzânia e apoiaram a libertação do país de um carniceiro que a tempo e horas se pôs em fuga.

Os nossos entraram em primeiro lugar em Campala e Nyerere pô-los à frente no desfile celebrando a vitória e a paz. Obrigado Uganda por se lembrar de quem esteve convosco nas horas difíceis.
 
Não mencionando a Avenida Samora Machel em Harare, parece que o Zimbabué se esqueceu de quem apoiou a libertação do país, os mil voluntários moçambicanos que ali batalharam e até atacaram o aeroporto militar da então Salisbúria.

A África do Sul parece que também não se lembra dos vizinhos que muito sofreram para que se libertasse da tirania do apartheid. Incluindo quando armas nucleares ameaçavam os vizinhos. Pena! Angola e Moçambique pagaram penas pesadas pela causa da solidariedade.

Samora e vários companheiros, trinta e três no total, assassinados pelo apartheid através de um

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Moçambique/Tragédia de Mbuzini foi há 29 anos

http://www.jornalnoticias.co.mz

O País rendeu ontem homenagem às vitimas da tragédia de Mbuzini, na África do Sul, na qual perdeu a vida o primeiro Presidente de Moçambique independente.

Samora Moisés Machel perdeu a vida num acidente aéreo em Mbuzinia 19 de Outubro de 1986quando regressava de Mbala, na Zâmbia, onde foi participar numa cimeira da Linha da Frente, que discutiu assuntos relacionados com a segurança regional.

Oavião presidencial moçambicano despenhou-se e junto com Samora Machel morreram 33 membros da sua comitiva, numa tragédia ainda não esclarecida.

Ontem cerimónias de deposição de coroas de flores nos monumentos aos heróis moçambicanos e actividades de índole política e cultural marcaram os vinte e nove anos da tragédia.

Em Sofala combatentes da luta de libertação nacional defenderam a necessidade de uma maior divulgação nas escolas dos ideais de Samora Machel, sustentando que

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Moçambique/Mbuzini: Governo quer participar na gestão do monumento

17 de Agosto de 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A gestão do Monumento de Mbuzini, em Mpumalanga, África do Sul, erguido em homenagem ao primeiro Presidente da República de Moçambique, Samora Moisés Machel, deve ser também da responsabilidade do Governo do nosso país, segundo expressou o Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro.

Dunduro visitou aquele local na sexta-feira, no quadro de um périplo que está a efectuar aos monumentos que evocam a memória de alguns heróis nacionais. Em Mbuzine, a 19 de Outubro de 1986 o avião em que viajava o antigo Presidente Samora Machel despenhou-se em Mbuzine matando 33 das 40 pessoas a bordo. Depois do fim do regime do apartheid foi erguido no local um monumento em homenagem ao estadista moçambicano, que também é herói da luta pela paz numa África Austral que na década de 80 estava em constante ameaça do regime belicista e racista sul-africano.

Para o titular da pasta da Cultura e Turismo, o monumento de Mbuzine

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Moçambique/Sobre a morte de Samora Machel : Descoberta da verdade continua prioridade nacional

20 de Outubro de 2008, Notícias

A desoberta da verdade sobre a morte do Presidente Samora Machel continua a ser prioridade da nação moçambicana, estando o Estado determinado a utilizar todos os meios ao seu alcance para esclarecer, em definitivo, as circunstâncias em que ocorreu o acidente aéreo de Mbuzini.

Num comunicado distribuído à Imprensa por ocasião da passagem, ontem, do 22º aniversário do desaparecimento físico de Samora Machel, a Presidência da República refere a remissão de um dossier sobre a matéria à Procuradoria-Geral da República (PGR), com vista a imprimir nova dinâmica às investigações iniciadas logo após a ocorrência do sinistro.
De acordo com o comunicado, o referido dossier foi remetido à PGR em Maio do corrente ano, sendo que em Junho o Chefe do Estado foi notificado sobre a constituição de uma equipa de investigação encabeçada pelo Procurador-Geral da República, Augusto Paulino, para trabalhar no assunto.
Após a queda do regime do `apartheid´ na África do Sul, em cujo território se despenhou o avião presidencial que vitimou Samora Machel e seus 33 acompanhantes, o Governo moçambicano entregou o dossier sobre o assunto ao então presidente sul-africano, Nelson Mandela, aquando da sua primeira visita oficial a Moçambique, em Julho de 1994, na perspectiva de ver assegurada a continuidade das investigações realizadas até então.
Na verdade, segundo indica o comunicado, antes do fim do `apartheid´ Moçambique sempre prosseguiu com as investigações ao seu nível e de acordo com as suas capacidades, nomeadamente através de instituições especializadas, tendo faltado sempre a colaboração das autoridades sul-africanas.
Em Maio de 1987, sete meses após a morte de Samora Machel, o Bureau Político do partido Frelimo produziu um comunicado oficial no qual dava conta do estágio das investigações e reiterava a necessidade da sua continuidade, com vista a identificar a localização e natureza da falsa rádio ajuda (VOR) que levou o avião presidencial a efectuar um desvio na sua rota para Mbuzini e não Maputo, que era o seu destino.
Para tal, o Bureau Político da Frelimo solicitou a colaboração das autoridades sul-africanas, que, entretanto, nunca chegaram a responder sequer ao pedido formal e oficial da sua colaboração.
O acidente que vitimou o Presidente moçambicano ocorreu numa altura em que o então regime racista do "apartheid" protagonizava acções de agressão e de desestabilização contra os países da região austral de África, além de ameaçar pessoalmente o próprio Presidente Samora Machel, como foi largamente reportado na Imprensa.
O comunicado da Presidência da República acrescenta que o ambiente político prevalecente na região austral de África, associado à atitude de total despreocupação no socorro das vítimas que se seguiu à queda da aeronave, despoletou sérias interrogações sobre as causas do acidente. Este conjunto de factos, acrescenta o comunicado, conduziu à forte suspeita de envolvimento da África do Sul na tragédia.
Foi com o objectivo de se proceder a um inquérito sobre as causas que levaram à queda da aeronave que o então Bureau Político do Comité Central do Partido Frelimo, a Comissão Permanente da Assembleia Popular e o Conselho de Ministros constituíram, imediatamente a seguir ao acidente, uma comissão nacional de inquérito que, juntamente com as comissões da ex-União Soviética e da África do Sul, assistidas por peritos da ICAO, integraram, mais tarde, a comissão internacional de inquérito.
O relatório desta comissão, segundo o comunicado da Presidência da República, destaca, nas suas conclusões, que na aproximação ao que a tripulação do avião pensava ser o aeroporto de Maputo, a aeronave não seguiu nenhuma trajectória que correspondesse a alguma rádio-ajuda legalmente conhecida. Este relatório, bem como vários outros produzidos pela comissão nacional de inquérito, foram largamente divulgados pela Comunicação Social.
Samora Machel perdeu a vida quando regressava a Maputo de mais uma missão de paz para a África Austral. No dia do fatídico acidente, Samora estivera reunido em Mbala, na Zâmbia, com os presidentes de Angola, José Eduardo dos Santos, do Zaire, Mobutu Sesse Seko, e do país anfitrião, Kenneth Kaunda. Com Samora Machel perderam a vida outros 33 cidadãos nacionais e estrangeiros que o acompanhavam.

Moçambique/Samora terá sido assassinado - crença de Graça Machel

21 de Outubro de 2008/Notícias

A viúva do primeiro Presidente moçambicano, diz que tem mais evidencias agora de que o seu marido terá sido assassinado, dado que, segundo ela, conseguiu falar já telefonicamente com alguém que diz ter estado em Mbuzini com a missão de `abater´ o avião em que viajava Samora Moisés Machel, `caso falhasse o Plano A do assassinato´.

Samora Machel morreu num trágico acidente de aviação, ocorrido a 19 de Outubro de 1986, na localidade sul-africana de Mbuzini, junto à fronteira entre Moçambique e a África do Sul, quando regressava da Zâmbia numa missão de paz para a região. Na ocasião, outros 33 cidadãos, entre nacionais e estrangeiros, também perderam a vida.
Em declarações que fez à Televisão de Moçambique (TVM), por ocasião da passagem domingo do 22º aniversário da morte trágica de Samora Machel, Graça Machel disse que já há pessoas que sabem (das circunstâncias da morte de Machel), mas o que falta é elas aceitarem que sejam testemunhas em tribunal.
`Este é que é o problema, (porque) sem evidências não pode haver julgamento´, afirmou, acrescentando que `não é difícil ir ao fundo da verdade, (mas) o problema é encontrar alguém disposto a testemunhar em tribunal´.
Graça Machel voltou a reiterar que não vai descansar enquanto não forem esclarecidas as circunstâncias da morte de Samora Machel.
Como sempre quando fala da morte trágica do seu marido, Graça Machel vincou, uma vez mais com muita emoção, que `22 anos depois do assassinato, não se sabe o que aconteceu com ele´, acrescentando que `Samora tinha muito boa saúde´.
`Ele era rijo, com 53 anos´, vincou visivelmente amargurada, para depois acrescentar que `ainda hoje, quando nos sentamos à volta da mesa, falta aquela gargalhada´. `As pessoas não pensam nisso´, referiu, insistindo que ao menos se a família soubesse o que aconteceu com o seu ente querido.
Em comunicado de Imprensa emitido por ocasião de 19 de Outubro, a Presidência da República reafirma a determinação do Estado moçambicano em utilizar todos os meios necessários para o esclarecimento definitivo das circunstâncias em que ocorreu aquele sinistro.
`A descoberta da verdade sobre a morte do Presidente Samora Moisés Machel foi e continua a ser uma prioridade da Nação moçambicana´, lê-se no comunicado.
O legado deixado por Samora Machel, primeiro Presidente de Moçambique independente, permite que o seu povo avance na promoção do desenvolvimento económico e social. Machel incutiu em cada moçambicano o espírito de unidade nacional e os nobres ideais de paz, segundo disse ontem, na Beira, António Máquina, Secretário Permanente da província de Sofala.
Falando na praça dos heróis moçambicanos, tal como outros dirigentes que desfilaram para falar da vida e obra de Samora Machel, o secretário permanente de Sofala destacou a educação que foi amplamente defendida pelo Marechal.
Para Máquina, um dos grandes desafios de Samora Machel foi libertar o povo e a pátria e, em seguida, defender a soberania. `Ele decidiu que se deve fazer da educação a base para o povo tomar o poder, e sabia que não se deve fazer o desenvolvimento sem a educação´, sublinhou Máquina.
O Secretário Permanente de Sofala, que anunciou um vasto leque de ensinamentos de Samora, disse ainda que o falecido estadista promoveu a alfabetização para permitir que as pessoas que não tiveram oportunidade de estudar devido à acção dos colonialistas o fizessem permitindo a sua participação no desenvolvimento do país.
Por seu turno, Cremilda Sabino, representante do Estado na cidade da Beira, também dissertou sobre os vários feitos de Samora Machel, os quais classificou de imensuráveis, para além de defender o seguimento do seu legado.
Apelou à população no sentido de lutar para vencer os desafios do futuro, entre os quais a luta contra a pobreza, que inclui o combate às doenças endémicas.
Alexandre Vasco, representante do presidente do município da Beira, aproveitou a oportunidade para exigir ao Governo para acelerar a investigação com vista a apurarem-se as causas da morte do Presidente Samora Machel e indicar os mandantes do seu assassinato. Disse que depois de se conhecerem os resultados desta investigação, os responsáveis devem ser levados ao Tribunal para serem severamente castigados de acordo com as leis existentes no país.
Samora Machel foi um líder bastante impermeável para actos ilícitos. Segundo Eneas Comiche, membro da Comissão Política da Frelimo que dirigiu a homenagem ao primeiro Presidente da República moçambicano, Samora era incorruptível e todos erros ou irregularidades cometidos por agentes do Governo eram repreendidos publica e imediatamente, pois para ele não havia nada a esconder.
De acordo com aquele responsável do partido no poder, o primeiro presidente do Estado Moçambicano foi um visionário cuja vitalidade e determinação eram atingir uma independência total e completa do país, não só das sequelas do colonialismo português, mas sobretudo erguer-se do subdesenvolvimento.
`O combate à pobreza absoluta, tarefa que a Frelimo persegue, foi identificado pelos primeiros líderes do país.
O Plano Prospectivo Indicativo (PPI) foi desenhado para liquidar a pobreza´, esclareceu Comiche para quem todas acções em curso na implementação da estratégia da `revolução verde´ bem como na política de atribuição de sete milhões de meticais para gestão a nível do distrito inserem-se no sonho da Frelimo cujos líderes sempre se preocuparam com o bem-estar de todos moçambicanos, havendo por isso necessidade de todos, principalmente jovens, se inspirarem nos ideais de Samora para a concretização dos seus objectivos.
Comiche elogiou a Imprensa no papel que desempenha para o resgate da história do país, ao passar mensagens dos acontecimentos que marcaram a construção do Estado Moçambicano situação que, segundo disse, contribui para a educação intelectual das novas gerações, bem como na imortalização da história de um povo.
Eneas Comiche, que é também presidente do Conselho Município da capital do país, trabalhou na província de Inhambane na qualidade de membro da Comissão Política da Frelimo e visitou alguns locais na cidade de Inhambane.
Aqui participou no concorrido comício popular orientado pelo Governador da província, Itae Meque, realizado junto à Praça dos Heróis.