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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Angola/UMA LONGA LUTA EM ÁFRICA – I

18 de novembro de 2016, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)


A ODISSEIA DA “VITÓRIA OU MORTE”

1 – A internacional fascista em África, no início da década de 60 do século XX, estava relativamente à vontade na África Austral, enquanto grande parte do continente estava mergulhado em profundo neocolonialismo (apesar da cosmética das independências de bandeira) e por isso no Congo, as aspirações mais legítimas de liberdade foram sacrificadas com o assassinato do desamparado e heroico Primeiro-Ministro Patrice Lumumba, com o desmantelamento dos escassos suportes progressistas que o apoiavam e com a sobrevivência durante três décadas, meio incógnita, meio isolada, de Laurent Kabila!

Nessa altura as linhas da internacional fascista estendiam-se continente adentro e sem obstáculos ou percalços de maior desde a emanação fulcral na África Austral, com ponto forte

sábado, 20 de agosto de 2016

Angola/O MPLA e os desafios da economia



19 agosto 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

Se há um posicionamento que interessa ao MPLA clarificar hoje, em todas as suas vertentes, como princípio orientador do Congresso para uniformizar a sua actuação política e na sociedade nos próximos anos, trata-se do aspecto ligado à participação e à acção dos seus militantes na actividade económica e empresarial.

Numa situação em que os partidos da oposição ignoram a importância do combate à crise económica como uma tarefa nacional e a necessidade de se juntarem ao Governo no aprofundamento das medidas para

quarta-feira, 20 de julho de 2016

UMA ILHA AFRICANA



17 julho 2016, Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Carlos Pereira, Jornalista

A solidariedade internacionalista do povo cubano foi um exemplo único que superou toda e qualquer proporcionalidade que se queira encontrar.

Por isso, «as forças progressistas e os povos da África jamais esquecerão o contributo da Revolução Cubana para a libertação do continente e o sangue derramado pelos cubanos, muitos deles descendentes de escravos africanos levados à força, séculos antes, para o Caribe».

Evidenciando os laços históricos que unem os povos de Cuba e África, Amílcar Cabral disse um dia que a terra de Fidel «é uma ilha africana perdida no Mar do Caribe». Sentimento partilhado pelo revolucionário cubano, para quem Cuba «é um país latino-africano».

Assassinado em 1970 por agentes do colonialismo português, o líder da luta política e armada pela independência nacional da Guiné-Bissau e de Cabo Verde era

terça-feira, 12 de julho de 2016

Moçambique/SOBRE MOÇAMBIQUE E O INTERNACIONALISMO



4 Junho 2016,  O País http://opais.sapo.mz/index.php (Moçambique)

Sérgio Vieira*
Em sua coluna “Carta a muitos amigos”

A República do Uganda acaba de agraciar com a sua mais alta ordem, a Estrela de Kagera, os camaradas Ntumuke e o saudoso Chikuza, que com os nossos voluntários defenderam a agressão de Idi Amin contra a Tanzânia e apoiaram a libertação do país de um carniceiro que a tempo e horas se pôs em fuga.

Os nossos entraram em primeiro lugar em Campala e Nyerere pô-los à frente no desfile celebrando a vitória e a paz. Obrigado Uganda por se lembrar de quem esteve convosco nas horas difíceis.
 
Não mencionando a Avenida Samora Machel em Harare, parece que o Zimbabué se esqueceu de quem apoiou a libertação do país, os mil voluntários moçambicanos que ali batalharam e até atacaram o aeroporto militar da então Salisbúria.

A África do Sul parece que também não se lembra dos vizinhos que muito sofreram para que se libertasse da tirania do apartheid. Incluindo quando armas nucleares ameaçavam os vizinhos. Pena! Angola e Moçambique pagaram penas pesadas pela causa da solidariedade.

Samora e vários companheiros, trinta e três no total, assassinados pelo apartheid através de um

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Angola/Margarita Holness “Marga”, tradutora de Agostinho Neto, morre em Londres



6 julho2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)


Fotografia: Edições Novembro

O Secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA exprimiu ontem sentimentos de pesar pelo falecimento de Margarita Holness “Marga”, intérprete do primeiro Presidente de Angola, ocorrido sábado, em Londres.

Num comunicado distribuído ontem, o secretariado do órgão de cúpula do partido no poder escreve que Margarita Holness foi uma cidadã inglesa e grande amiga do povo angolano, desde os anos da luta de libertação nacional de Angola, em 1963.

“Intérprete do saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto, Marga Holness foi, também, uma combatente pela libertação dos povos do continente africano

terça-feira, 5 de julho de 2016

Angola/A PAZ E A ESTABILIDADE



3 de Julho, 2016, Jornal de Angola A Palavra do Director http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

No espaço de uma semana, primeiro como Presidente da República e agora como líder do MPLA, o cidadão José Eduardo dos Santos, fez uma lúcida apreciação daquilo que é a actual realidade do país.

Insistindo em chamar-nos a atenção para os aspectos mais determinantes daquilo que é o momento difícil que atravessamos.

Tanto numa como na outra das suas duas intervenções, José Eduardo dos Santos sublinhou  que o Governo não está a receber receitas da Sonangol desde o início do ano devido ao abaixamento do preço do petróleo no mercado internacional, facto que é decisivo para a difícil situação que o país vive neste momento.

Mais uma vez, o Chefe de Estado e líder do MPLA apontou como prioridade máxima o redobrar dos esforços para que seja conseguido um ritmo mais acelerado na aplicação dos programas em curso para a diversificação da economia nacional, sublinhando

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Angola/UM EXEMPLO A SEGUIR



5 junho 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Victor Carvalho

Num período de apertadas disputas verbais entre diferentes protagonistas da política nacional, que se confundem muitas das vezes com acções de mera propaganda partidária que retira alguma lucidez a quem tem a responsabilidade de expor claramente o que pensa poder ser o futuro do país.

É gratificante ver um líder partidário da oposição usar um discurso positivo para passar a sua mensagem, sem perder de vista a defesa dos seus interesses enquanto responsável por uma das formações que ajudou a fazer a verdadeira história de Angola.

Numa entrevista concedida a este jornal, Lucas Ngonda, líder da FNLA, não hesitou em reflectir nas suas declarações aquilo que ele pensa dever ser o posicionamento estratégico de todos os angolanos, apontando a união como uma das melhores formas para tirar o país da crise económica em que

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Angola/Política de quadros valoriza os nacionais

10 dezembro 2015,Jornalde Angola  http://jornaldeangola.sapo.ao(Angola)

Josina de Carvalho, Victorino Joaquim , Ana Paulo e Cláudia Muhatili

O MPLA defende uma política de quadros orientada para o fim da discriminação de salários entre cidadãos nacionais e estrangeiros com o mesmo nível de qualificação e de responsabilidade, afirmou ontem em Luanda o vice-presidente do partido, Roberto de Almeida.

Roberto de Almeida disse que a política de quadros do MPLA tem como base a defesa e valorização dos quadros nacionais, com vista a garantir que a colocação, remuneração e formação se processe de acordo com as capacidades técnico-profissionais e por mérito.

O político presidia à abertura do primeiro Encontro Nacional de Quadros do MPLA depois da Independência, sob o lema “Gestão de quadros no contexto do desenvolvimento social e económico”.
 
Para que este objectivo seja concretizado,

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Moçambique/Organizações sociais de antigos movimentos de libertação da África Austral debatem estratégias em Maputo*

19 Novembro 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Associações e organizações sociais dos antigos Movimentos de Libertação da África Austral reuniram-se ontem em Maputo para aprofundaras relações de amizade e de cooperação existentes entre si e discutirem mecanismos eficazes para a consolidação e preservação desses laços, alcançados nos difíceis e longos anos de luta pelas independências dos seus países.

O encontro, que esteve também inserido nos preparativos da Cimeira Anual dos Presidentes dos Partidos antigos Movimentos de Libertação Nacional, que se realiza amanhã, em Maputo, serviu também para consolidar os desafios comuns e definir estratégias para os fazer face.

A convite do Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, na cimeira de amanhã, em Maputo, participarão Jacob Zuma, Presidente do ANC, da República da África do Sul; JakayaKikwete, líder do Partido Chama Cha Mapinduzi (CCM), da República Unida da Tanzania; José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA, da República de Angola; Hage Geingob, líder da SWAPO, da República da Namíbia; e Robert Mugabe, Presidente da ZANU-PF, da República do Zimbabwe.

A cimeira de Maputo segue o princípio de rotatividade de todos os países-membros do fórum. A última reunião do género teve lugar na África do Sul, em Março de 2013.

Depois das reuniões das organizações sociais ligadas a estes ex-movimentos libertadores,

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

INTERNACIONALISMO CUBANO EN ÁFRICA

30 septiembre 2015, Rebelión http://www.rebelion.org (México)


A Jorge Risquet Valdés, combatiente revolucionario recientemente fallecido y, obviamente, al pueblo cubano

El 7 de diciembre es una fecha que nunca pasará desapercibida para el pueblo de Cuba. Ese mismo día, pero de 1896, cayó combatiendo en San Pedro, Punta Brava, el Lugarteniente General del Ejército Libertador Antonio Maceo Grajales y su ayudante, el capitán Panchito Gómez Toro, hijo del General mambí Máximo Gómez. Treinta y ocho años después y en la misma ciudad que el Titán de Bronce —Santiago de Cuba— nacía Frank Isaac País García, destacado luchador clandestino contra la tiranía batistiana. Y el 7 de diciembre de 1989, hace ya casi veintiséis años y 119 después del primer hecho aludido en este escrito, culminó en toda Cuba la Operación Tributo.

Ésta operación consistió en el traslado a la Isla de los restos mortales de más de 2.000 internacionalistas cubanos caídos en misiones en África. En medio de una gran conmoción, los combatientes repatriados fueron inhumados en los Panteones de los Caídos, acondicionados para la ocasión en cada uno de los 169 municipios del país —a cada uno en su lugar de origen, aunque el acto central fue celebrado en el Cacahual, lugar donde descansan los restos de Maceo y Gómez Toro—. Previamente, en el cementerio de la Misión Cubana en Angola, los especialistas del Instituto de Medicina Legal habían hecho un extraordinario y exhaustivo trabajo de identificación y preparación de los cadáveres.

Pero, como no podía ser de otra manera, tan magna y emotiva jornada tuvo sus antecedentes que, por su enorme y positiva trascendencia, así como por el descarado empeño por parte del imperio en ocultarlos y tergiversarlos, bien vale la pena recordar.

La Revolución Cubana no sólo se consagró a su propia defensa —ahí tenemos el caso de Playa Larga y Playa Girón, donde en abril de 1961 y en sólo 66 horas, el Ejército Rebelde y las Milicias liquidaron la invasión mercenaria apoyada y financiada por el gobierno de los Estados Unidos—, también se dedicó a prestar ayuda —siempre altruista— a infinidad de causas justas en numerosos países de África y de América Latina.

Por la República Popular de Angola, en el transcurso de los casi dieciséis años que duró la “Operación Carlota” [1], llegaron a pasar 377.033 combatientes

sábado, 26 de setembro de 2015

Angola/NÓS E O COMBATE À POBREZA

25 setembro 2015, Jornal de Angola jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

O combate à pobreza é uma das grandes tarefas que o Executivo tem levado a cabo em todo o território nacional, havendo políticas públicas que  estão orientadas  para  resolver os principais problemas das populações, nas áreas económica e social.

O combate à pobreza é um processo que compreende a execução de políticas  de grande impacto  económico e social  e em que  têm de estar envolvidas várias entidades do Estado. O combate à pobreza  implica uma actuação transversal, para  que as políticas públicas que se destinam   a  resolver os problemas dos cidadãos carenciados  produzam de facto resultados.
E neste processo de combate à pobreza devemos ter sempre  como preocupação a obtenção de resultados.
 
Não devemos trabalhar sem que se tracem metas e estas têm de ser atingidas. Quem  tem o dever  de  servir  as populações tem de  estar consciente de que  a sua principal missão é a satisfação das necessidades dos cidadãos. Os  que são servidores do  Estado não devem

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Angola/TRIBUTO AO HERÓI NACIONAL

17 setembro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Dionísio David, Ondjiva e Ana Paulo, Luanda

A cidade de Ondjiva, Cunene, acolhe hoje o acto central alusivo ao 17 de Setembro, data consagrada ao Herói Nacional e primeiro Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto.

A cerimónia deve ser presidida pelo ministro da Defesa Nacional, general João Lourenço.

Diversas individualidades, entre as quais a viúva do Fundador da Nação angolana, Maria Eugênia Neto, encontram-se já na capital da província do Cunene para participar na cerimónia que vai culminar com a inauguração de vários empreendimentos sociais e económicos.

De acordo com o programa, devem ser inaugurados em Ondjiva alguns edifícios, com destaque para

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A PRESENÇA DE ESTUDANTES ANGOLANOS EM PORTUGAL

16 setembro 2015, Jornal de Angola (Angola)

Filipe Zau*

A história da presença de estudantes angolanos em Portugal confunde-se, em alguns aspectos, com a história do nosso povo e remonta aos primeiros contactos entre o reino do Kongo e o reino de Portugal, quando as relações entre lusos e africanos, isentas do espírito de conquista, obedeceram a princípios de horizontalidade.

D. Henrique, nascido em Nsundi, filho do Ntotila Mbemba-a-Nzinga (ou D. Afonso I do Kongo, após o baptismo) residiu, em Portugal, no Mosteiro de Santo Eloi e cursou, com distinção, a carreira eclesiástica. Terá sido, provavelmente, o primeiro bolseiro, que,

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Angola/A LONGA LUTA A FAVOR DA PAZ NA ÁFRICA AUSTRAL

4 setembro 2015, Jornal de Angola jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A África Austral foi o epicentro de um dos mais importantes conflitos regionais. Hoje é uma zona de paz, com condições para se desenvolver rapidamente. Mas para aí chegar, foi necessário muito sacrifício nas frentes de combate e muita mestria no campo diplomático. Nesse período e no momento presente, o Presidente revela toda a sua popularidade e capacidade de liderança.

A África Austral vive hoje uma era de paz e tem condições para se desenvolver economicamente. Mas até 1990 esta região foi o epicentro de um dos mais violentos conflitos regionais que a Humanidade conheceu.
  
O cerne do conflito residia em restos de colonialismo e nos regimes de segregação racial. Com a conquista da independência de Moçambique e Angola em 1974 e 1975, a Rodésia continuava ocupada pelos ingleses e a Namíbia pela minoria branca sul-africana. Os Acordos de Lancaster House acabaram com a Rodésia de Ian Smith e fundaram  a República do Zimbabwe em 1980 nas terras de Monomotapa.
  
Mas até à libertação da Namíbia em 1990, ao fim do apartheid, em 1990, à eleição de Nelson Mandela como primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, em 1994, o conflito regional continuou a lavrar no continente.
  
Até que, finalmente, entre Agosto de 1987 e Agosto de 1988, dão-se na África Austral batalhas decisivas que abrem caminho a uma saída para o conflito. As tropas sul-africanas que ocupavam parcelas de Angola foram obrigadas a retirar, em troca as tropas internacionalistas cubanas que ajudavam o governo angolano aceitaram regressar a Cuba e a África do Sul foi forçada e conceder a independência à Namíbia e a abolir o apartheid. À época, o “Guia Prático do Quadro” da UNITA, aliada ao apartheid, dizia que quando os cubanos saíssem de Angola, o governo do MPLA caía. O que aconteceu foi que o apartheid caiu e a África venceu.

Missão histórica
Para manter a dominação na região, o regime sul-africano de então contava com o seu poder militar e o apoio das potências ocidentais. Mas do outro lado estavam

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

BASIL DAVIDSON E «O FARDO DO HOMEM NEGRO»

15 agosto 2015, ODiário.info (Portugal)


A África foi até muito recentemente um continente sem História escrita. Cabe a Basil Davidson o mérito de nos seus livros ter iluminado o passado esquecido da África que em plena Idade Media construiu estados multinacionais organizados, mais extensos do que as grandes potências da época.

Fui amigo de Basil Davidson (1914-2010) e li quase todos os seus livros.

Desconhecia a existência de O Fardo do Homem Negro, cuja tradução em português foi publicada em Luanda no ano 2000*.

Creio ser dos mais importantes. O título é uma réplica irónica ao Fardo do Homem Branco, do escritor inglês Rudyard Kipling, epígono do imperialismo.

Davidson combateu na segunda guerra mundial como oficial do exército britânico. Bateu-se na Jugoslávia e na Itália ao lado dos guerrilheiros que enfrentavam os ocupantes alemães.

Foi uma personagem fascinante sobre a qual escrevi muitas páginas. Trocamos correspondência durante o meu exílio brasileiro, mas só o conheci em Lisboa, após o 25 de Abril. A admiração que me inspirava foi prólogo de uma grande amizade.

A sua paixão pela África nasceu tarde, mas cresceu torrencialmente. Fez dele, como assinalou a New York Review of Books, «o mais ilustre conhecedor da África Negra».

A leitura da sua obra de historiador é hoje indispensável ao conhecimento do doloroso processo de descolonização da África Subsaariana.

Não assumiu uma posição de distanciamento. Como escritor, historiador e professor (em Universidades da Inglaterra, dos EUA e da África) tomou partido pelos que lutavam

terça-feira, 31 de março de 2015

ÁFRICA DISCUTE O FUTURO

31 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Numa altura em que África procura soluções de paz e estabilidade, as discussões sobre integração e diversificação económica sobressaem na agenda de todos os países.

Uma conferência sobre a integração regional e o financiamento do desenvolvimento de África  decorre desde ontem em Addis Abeba. Esta reunião anual permite debater o caminho do continente a caminho do desenvolvimento. A conferência decorre sob o lema  “Execução do Programa da União Africana até 2063, Planeamento, Mobilização e Financiamento do Desenvolvimento”.  Constitui soberana oportunidade para  discutir os problemas e desafios do continente.

Não se pode avançar na agenda da integração e diversificação económica como factores que potenciam  aquelas duas premissas se ficarem reféns dos conflitos pós eleitorais e dos militares. Os países, na sua ordem jurídica interna, e a organização continental têm de encontrar uma solução que acabe com as alegações de fraude por parte de quem perde eleições. É preciso adoptar

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Angola/HISTÓRIAS DE FEVEREIRO (I)

6 fevereiro 2015, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com.br (Portugal)

Martinho Júnior, Luanda 

1 – O 4 de fevereiro de 1961 foi para Angola como o soar duma trombeta de revolta, impossível de não se fazer ouvir, nem sentir, dentro e muito para lá das fronteiras angolanas.

A data foi criteriosamente escolhida para a produção do acontecimento, aproveitando-se o facto de estarem presentes em Luanda muitos jornalistas estrangeiros que aguardavam a chegada do paquete Santa Maria (rebaptizado pelos revoltosos de Santa Liberdade), que deveria estar em rota desde a América Central.

O paquete tomado por revoltosos portugueses e galegos a 22 de janeiro de 1961, não chegou, mas os jornalistas tiveram “de bandeja”, o 4 de fevereiro por relatar.

Efectivamente o agrupamento daqueles 150 patriotas angolanos, que com toda a legitimidade se levantava contra o regime fascista-colonial do “Estado Novo”, ainda que recorrendo a armas arcaicas, preencheram a oportunidade e colocaram Angola no centro das atenções internacionais.
  
2 – Os revoltosos produziram um ataque a duas cadeias de Luanda (São Paulo e Casa da Reclusão), onde se encontravam presos vários dos seus compatriotas angolanos, que

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Angola/NAÇÃO HONRA HERÓIS

5 fevereiro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filipe Eduardo, Malanje

A celebração do 54º aniversário do início da luta de libertação nacional, assinalado ontem, decorreu sob o lema “Angola 40 anos de independência, paz, unidade nacional e desenvolvimento”.

O ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, que presidiu ao acto central em representação do Presidente da República, no município de Quiuaba Nzoji, na província de Malanje, apelou aos angolanos para celebrarem a efeméride em todas as aldeias, vilas, cidades e em todo o sítio onde esteja um angolano.

Bornito de Sousa recordou que os ideais da libertação do jugo colonial não começaram com o início da luta armada no dia 4 de Fevereiro de 1961. O ministro referiu a resistência de vários soberanos, reis e rainhas, tais como a rainha Njinga Mbandi, os reis Ngola Kiluanje Kia Samba, Ekuikui, Mandume, Muatxiânvua e outros.

Os patriotas angolanos procuraram, de início, alcançar a liberdade por vias pacíficas, tentaram

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Angola/BASE DAS GRANDES VITÓRIAS

10 dezembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

O MPLA faz hoje 58 anos. É mais de meio século ao serviço do Povo Angolano, em todas as frentes. Tudo o que hoje temos, deve-se à acção esclarecida, corajosa e abnegada de milhares de militantes e dirigentes do partido. Ninguém deu mais do que eles, ninguém foi capaz de fazer mais.

Os angolanos, ao longo de décadas, tiveram no partido que ganhou as últimas eleições com maioria qualificada, uma fortaleza intransponível na defesa da soberania nacional. Ninguém deu tanto na luta armada de libertação nacional.
 
Tudo o que somos tem na base o esforço sobre humano dos fundadores de uma organização que nasceu para servir a liberdade e a democracia. Pugnar sem vacilações pela Independência Nacional. A Cultura Angolana ganhou expressão universal com o génio e o talento de homens como Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Viriato da Cruz, António Jacinto, António Cardoso, Wanhenga Xitu e tantos outros militantes do MPLA que, retirando o entulho do colonialismo

sábado, 6 de dezembro de 2014

Angola, Cuba/50 ANOS DE RUMO COMUM

2 dezembro 2014, Pagina Global http://paginaglobal.blogspot.pt (Portugal)

Martinho Júnior, Luanda


Foto: Visão da sala onde decorreu o acto comemorativo solene do 58º aniversário das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, no Museu Militar situado na Fortaleza de São Miguel em Luanda - 2 de dezembro de 2014.

1 – A 2 de Janeiro de 2015 completar-se-ão 50 anos desde o encontro em Brazzaville do Che com a direcção do MPLA sob chefia do Presidente do MPLA que viria a ser o fundador da nação, o dr. António Agostinho Neto.

Nessa altura deu-se início à saga comum de 50 anos de luta que reuniu os revolucionários cubanos, os internacionalistas e os membros do movimento de libertação em África, uma saga que permitiu o fim do colonialismo, a independência das que foram colónias portuguesas, o fim do “apartheid”, a independência da Namíbia e do Zimbabwe, a instauração da democracia representativa na África do Sul e em toda a África Austral, assim como o início do imenso resgate que há a realizar em prol do desenvolvimento sustentável que