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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Angola/A LONGA LUTA A FAVOR DA PAZ NA ÁFRICA AUSTRAL

4 setembro 2015, Jornal de Angola jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A África Austral foi o epicentro de um dos mais importantes conflitos regionais. Hoje é uma zona de paz, com condições para se desenvolver rapidamente. Mas para aí chegar, foi necessário muito sacrifício nas frentes de combate e muita mestria no campo diplomático. Nesse período e no momento presente, o Presidente revela toda a sua popularidade e capacidade de liderança.

A África Austral vive hoje uma era de paz e tem condições para se desenvolver economicamente. Mas até 1990 esta região foi o epicentro de um dos mais violentos conflitos regionais que a Humanidade conheceu.
  
O cerne do conflito residia em restos de colonialismo e nos regimes de segregação racial. Com a conquista da independência de Moçambique e Angola em 1974 e 1975, a Rodésia continuava ocupada pelos ingleses e a Namíbia pela minoria branca sul-africana. Os Acordos de Lancaster House acabaram com a Rodésia de Ian Smith e fundaram  a República do Zimbabwe em 1980 nas terras de Monomotapa.
  
Mas até à libertação da Namíbia em 1990, ao fim do apartheid, em 1990, à eleição de Nelson Mandela como primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, em 1994, o conflito regional continuou a lavrar no continente.
  
Até que, finalmente, entre Agosto de 1987 e Agosto de 1988, dão-se na África Austral batalhas decisivas que abrem caminho a uma saída para o conflito. As tropas sul-africanas que ocupavam parcelas de Angola foram obrigadas a retirar, em troca as tropas internacionalistas cubanas que ajudavam o governo angolano aceitaram regressar a Cuba e a África do Sul foi forçada e conceder a independência à Namíbia e a abolir o apartheid. À época, o “Guia Prático do Quadro” da UNITA, aliada ao apartheid, dizia que quando os cubanos saíssem de Angola, o governo do MPLA caía. O que aconteceu foi que o apartheid caiu e a África venceu.

Missão histórica
Para manter a dominação na região, o regime sul-africano de então contava com o seu poder militar e o apoio das potências ocidentais. Mas do outro lado estavam

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Angola/A PROPÓSITO DO KUITO KUANAVALE – VI

18 abril 2015, Página Global http://paginaglobal.blogspot.pt (Portugal)

 
Martinho Júnior, Luanda

15 – O agrupamento FAPLA/FAR/PLAN tiveram antecipadamente, ao nível do seu mando, ao nível de José Eduardo dos Santos, de Fidel de Castro, de Sam Nujoma e de Oliver Tambo, entre outros mais, a visão das possibilidades de criar vantagens estratégicas que inevitavelmente se iriam reflectir depois nas conversações, a fim de alcançar os objectivos maiores: a independência da Namíbia, por tabela o fim do regime de Ian Smith e a independência do Zimbabwe, bem como o fim do próprio “apartheid”, com a introdução de eleições abrangentes na base de 1 homem / 1 voto.

A plataforma ideológica permitia encontrarem-se denominadores comuns na luta.

Sem essa visão, fruto da doutrina progressista que dominava a “Linha da Frente”, seria impossível introduzir meios, em tempo oportuno, que resultaram no desequilíbrio a favor do Movimento de Libertação em África, no próprio teatro de operações.

A experiência das possibilidades estratégicas e dos cenários que seriam assim produzidos, era algo que estava antes da tomada efectiva das decisões, por via da paciente colecta de dados, assim como de sua análise e foram os aliados dos angolanos e por inerente tabela os próprios angolanos, que tiveram a noção mais exacta da situação internacional, da África Austral e

sábado, 27 de setembro de 2014

Moçambique/FADM herdeiras dos ideais da geração de 25 de Setembro -- afirma presidente Guebuza

26 de Setembro de 2014, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O presidente da República, Armando Guebuza, disse ontem em Maputo que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) são herdeiras dos ideais da geração de 25 de Setembro, que ousou pegar em armas para lutar contra a dominação colonial portuguesa.

Falando no Estádio Nacional do Zimpeto por ocasião da celebração do jubileu de ouro da criação das ex-Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM), o Chefe do Estado destacou a coragem, a valentia e a determinação de homens e mulheres que a 25 de Setembro de 1964 decidiram que, face às injustiças, aos massacres e à opressão colonial, a única alternativa era pegar em armas até à vitória final.

Segundo o Presidente da República, esses homens e mulheres foram determinantes para a mudança do rumo da história de Moçambique, ao terem decidido

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Moçambique/Chefes de Estado da SADC condenam ataques da Renamo



6 novembro 2013, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz

Os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC) e dos Grandes Lagos, instaram, duramente, a Renamo, a parar imediatamente com os ataques que tem protagonizado desde Abril último a esta parte, e que acabaram forçando o governo a passar da defensiva para uma ofensiva militar que culminou com o assalto e tomada da base de Santunjira, onde vivia o seu líder, Afonso Dhlakama, a 21 de Outubro último.

Num comunicado emitido pouco depois do término, por volta da meia-noite da última segunda-feira, da sua primeira Cimeira conjunta, que realizaram em Pretória, e que tinha como única agenda analisar a situação político-militar na RDC, em que Moçambique se fez representar pelo seu Primeiro-Ministro, Dr. Alberto Vaquina, os estadistas dos 20 países ou seus representantes, “condenaram fortemente os recentes actos de violência que estão sendo perpetrados pela Renamo em Moçambique, e instam a (mesma) Renamo a parar imediatamente com estes actos de violência”.

A Cimeira contou com a participação de muitos dos estadistas das duas regiões, destacando-se os presidentes Joseph Kabila Kabange, da RDC, Uhuru Kenyatta, do Quénia, Joyce Banda, do Malawi, Hifikepuenye Pohamba, da Namíbia, Jacob Zuma, da Africa do Sul, Jakaya Kikwete, da Tanzânia, Yoweri Musseveni, do Uganda, Robert Mugabe, do Zimbabwe, e ainda alguns vice-presidentes e vários primeiros-ministros, como é o caso de Alberto Vaquina, de Moçambique e os seus homólogos da Swazilândia e do Lesotho.

Pouco depois da leitura desse comunicado, em que se expressa uma forte solidariedade com Moçambique e o seu povo que