4 setembro 2015, Jornal de Angola
jornaldeangola.sapo.ao (Angola)
José Ribeiro
A África Austral foi o epicentro de
um dos mais importantes conflitos regionais. Hoje é uma zona de paz, com
condições para se desenvolver rapidamente. Mas para aí chegar, foi necessário
muito sacrifício nas frentes de combate e muita mestria no campo diplomático.
Nesse período e no momento presente, o Presidente revela toda a sua
popularidade e capacidade de liderança.
A África Austral vive
hoje uma era de paz e tem condições para se desenvolver economicamente. Mas até
1990 esta região foi o epicentro de um dos mais violentos conflitos regionais
que a Humanidade conheceu.
O cerne do conflito residia em restos de colonialismo e nos regimes de segregação racial. Com a conquista da independência de Moçambique e Angola em 1974 e 1975, a Rodésia continuava ocupada pelos ingleses e a Namíbia pela minoria branca sul-africana. Os Acordos de Lancaster House acabaram com a Rodésia de Ian Smith e fundaram a República do Zimbabwe em 1980 nas terras de Monomotapa.
Mas até à libertação da Namíbia em 1990, ao fim do apartheid, em 1990, à eleição de Nelson Mandela como primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, em 1994, o conflito regional continuou a lavrar no continente.
Até que, finalmente, entre Agosto de 1987 e Agosto de 1988, dão-se na África Austral batalhas decisivas que abrem caminho a uma saída para o conflito. As tropas sul-africanas que ocupavam parcelas de Angola foram obrigadas a retirar, em troca as tropas internacionalistas cubanas que ajudavam o governo angolano aceitaram regressar a Cuba e a África do Sul foi forçada e conceder a independência à Namíbia e a abolir o apartheid. À época, o “Guia Prático do Quadro” da UNITA, aliada ao apartheid, dizia que quando os cubanos saíssem de Angola, o governo do MPLA caía. O que aconteceu foi que o apartheid caiu e a África venceu.
Missão histórica
Para manter a dominação na região, o regime sul-africano de então contava com o seu poder militar e o apoio das potências ocidentais. Mas do outro lado estavam
