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sexta-feira, 19 de julho de 2019

BRICS, África do Sul/Morreu Johnny Clegg, o cantor do hino anti-apartheid "Asimbonanga"


17 Julho 2019 — 09:36, Diário de Notícias Diário de Notícias https://www.dn.pt (Portugal) https://www.dn.pt/cultura/interior/morreu-johnny-clegg-o-cantor-do-hino-anti-apartheid-asimbonanga-11120273.html



Cresceu com os sons e ritmos zulus e, numa África do Sul que vivia o apartheid racista, ousou misturar melodias ocidentais com estruturas musicais zulus. Valeu-lhe a censura e a prisão. Tinha 66 anos e não resistiu a um cancro.


Num tempo em que poucos brancos ousavam levantar a voz contra o apartheid que segregava todos os outros por causa da cor de pele na África do Sul, um rapaz nascido em Inglaterra, filho de pai britânico e mãe do Zimbabwe (então Rodésia), encantou-se pelos sons e ritmos zulus e desafiou as leis racistas do seu país de adoção. Johnny Clegg, o cantor do êxito mundial Asimbonanga, um hino anti-apartheid, dedicado a Nelson Mandela, lançado em 1987, morreu aos 66 anos na terça-feira de cancro do pâncreas, que lhe tinha sido diagnosticado em 2015.

Conhecido por "zulu branco", por causa do ativismo cultural contra a política segregacionista de apartheid, Johnny Clegg recusou sempre qualquer superioridade de civilizações, entrelaçando os ritmos endiabrados zulus e guitarras, teclados e acordeões. "As pessoas ficavam intrigadas com a nossa música", disse

quarta-feira, 23 de março de 2016

Brasil/O DIA EM QUE JANOT ASSUMIU A POSTURA DE PROCURADOR GERAL



22/03/2016 Atualizado em 23/03/2016, Jornal GGN http://jornalggn.com.br (Brasil)


Tenho criticado insistentemente o Procurador Geral da República Rodrigo Janot, não devido a informações negativas sobre ele, mas às positivas. Jamais cobraria atitudes republicanas de Eduardo Cunha, José Serra ou Fernando Henrique Cardoso.

Sobre Janot sempre ouvi afirmações elogiosas quanto ao seu espírito público, de Procuradores ou de Ministros da Suprema Corte.

Mas, no turbilhão da Lava Jato, não consegui vislumbrar as virtudes mencionadas. Janot definiu a estratégia da Lava Jato e comandou as diversas etapas, sempre tendo em mente a luta contra o ogro, a aliança invencível das grandes corporações com o mundo político. Contra o ogro valia tudo, especialmente o uso incessante da mídia, a conclamação às massas, o uso abusivo das informações.

Gradativamente vimos

sábado, 12 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/The West is Outraged by the South Africa’s Politicians Call to Turn to the Russian Federation and China/На Западе возмущены призывом южноафриканских политиков развернуться в сторону РФ и Китая

09.09.2015, South Front http://southfront.org

It seems that somebody is scared by BRICS

This article originally appeared at Topwar, translated by Olga Seletskaia exclusively for SouthFront

Использованы фотографии:http://www.globallookpress.com/
The Economist magazine has expressed outrage over the promulgated report from the ruling party of South Africa – the African National Congress (ANC ) – in which the politicians are calling to turn from the West towards Russia and China, RIA Novosti reported .

In the report, the party leaders characterize the conflict in Ukraine as part of the wider strategy of official Washington against Moscow.

The report’s authors write:

“War in Ukraine turned into not just the war for Ukraine. The goal is Russia. As in the case with

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Angola/DEMOCRACIA E BRANQUEAMENTO POLÍTICO

29 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

Não há país sem história e os angolanos orgulham-se de terem uma das mais ricas e brilhantes, apesar do pouco tempo de independência que têm. A proclamação da independência deu-se em meio a batalhas ferozes contra forças invasoras apoiadas por mercenários e aliados internos que pretendiam impedir a consagração desse momento histórico.

Esse feito está devidamente registado e os heróis dessa nova madrugada para Angola são conhecidos e merecem todo o nosso reconhecimento.

Agostinho Neto foi o timoneiro dessa grande epopeia e como político visionário cedo percebeu e conclamou que “Na Namíbia e na África do Sul estavam a continuação da nossa luta”.

Angola tem uma das histórias mais ricas e brilhantes porque além da luta pela sua libertação do jugo colonial fascista português, uma vez conquistada a independência nacional mergulhou no combate pela emancipação de outros povos. E isso foi alcançado com bravura.

A batalha do Cuito Cuanavale, que

quarta-feira, 25 de março de 2015

Angola/MONUMENTO À LIBERDADE

25 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Artur Queiroz

No Triângulo do Tumpo a Bandeira Nacional foi hasteada nos pontos mais importantes da Batalha do Cuito Cuanavale, travada há 27 anos, entre as forças angolanas e as tropas do apartheid, reforçadas com os batalhões de Savimbi.

Uma aliança que acabou esmagada, no dia 27 de Março de 1987. A derrota dos invasores levou à libertação de Nelson Mandela, ao fim do regime de Pretória e à independência da Namíbia. Os combatentes construíram heroicamente no Cuando Cubango o monumento mundial da liberdade.

Os tanques Oliphant que há 27 anos  atacaram o Triângulo do Tumpo caíram nos campos de minas não convencionais, reforçadas com caixas de explosivos e bombas avariadas da aviação, obra do capitão Jorge, comandante da Engenharia Militar. O capitão Valeriano estava com os seus homens, na linha da frente. Montou num ardil aos invasores que lhes foi fatal.
 
“Durante o dia retirei os meus homens das suas posições e eles passaram a ponte sobre o rio Cuito. Eu sabia que o inimigo estava a vigiar os nossos movimentos. Mas pela calada da noite, com o máximo cuidado, regressámos. Quando os invasores nos atacaram, pensavam que

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Brasil/Graça Machel: NOSSO DEVER É HONRAR O LEGADO DE ZUMBI E DE MANDELA

25 novembro 2014, Vermelho htt p://www.vermelho.org.br (Brasil)
A 12ª edição do Troféu Raça Negra aconteceu nesta segunda-feira (24), na Sala São Paulo, região central da capital paulista. O evento que premia as personalidades que foram destaque em 2014 e homenageou o líder e símbolo da luta contra a segregação racial Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, felecido em 2013. Sua esposa e também ativista da luta por direitos das mulheres e crianças, Graça Machel, recebeu a homenagem.


Aplaudida de pé, Graça emocionou a plateia ao falar do líder sul-africano. “Quero trazer a voz dele esta noite”, afirmou ela, destacando a trajetória de luta de Mandela que dedicou a sua vida em defesa de uma sociedade democrática e igualitária. Ela citou uma frase de Mandela que sintetiza o compromisso do lídel suk-afircano: “Lutei contra a dominação branca e a dominação negra. Espero viver e ver realizado meu ideal. Se necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”.

Ela ressaltou que

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

GRACIAS, FIDEL

12 agosto 2014, La pupila insomne http://lapupilainsomne.wordpress.com (Cuba)

Iroel Sánchez

Hace pocos días fue de los primeros en denunciar lo que podía esconderse con el derribo del avión malayo al sobrevolar Ucrania. Algunos pensaron se había precipitado pero los hechos, una vez más, parecen darle la razón.

“El viejo zorro caribeño Fidel Castro nunca se fue con la finta y sin titubeos señaló la culpabilidad de Ucrania en el derribo del avión, en coincidencia con el inicio del infanticidio de palestinos por la potencia nuclear Israel”, escribió el periodista mexicano Alfredo Jalife-Rahme.

Quién duda que hay mucha sabiduría y experiencia política en Fidel. “Oye la hierba crecer y ve lo que está pasando al doblar la esquina”, decía Raúl Roa en frase memorable que mi padre no se cansaba de repetir.

“Viaja al futuro, regresa y lo explica” se suele citar lo que ha dicho sobre él el presidente argelino Abdelaziz Bouteflika, luego de referirse a su lealtad a los principios:  “Hemos tenido el inmenso privilegio de

segunda-feira, 10 de março de 2014

UMA ÁFRICA ESTÁVEL É O ÚNICO CAMINHO

10 março 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adalberto Ceita

Antigo representante do arquipélago de Zanzibar junto da Internacional Socialista no Cairo, Ali Sultan Issa está entre as vozes autorizadas quando o assunto é a luta que culminou com a independência e auto-determinação das colónias africanas.


Aos 82 anos e pela primeira vez de visita a Luanda, não disfarça a emoção quando recorda figuras como Ernesto “Che” Guevara, Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Kwame Nkrumah, Marcelino dos Santos, Nelson Mandela, Oliver Thambo, Sam Nujoma e outros companheiros de luta.

Jornal de Angola - Em que circunstâncias aderiu à luta pela libertação da Tanzânia?

Ali Sultan Issa
 - Nasci a 4 de Março de 1932, na ilha de Pemba, em Zanzibar. Na infância já me interessava pela realidade social em que estava inserido. Foi aos 21 anos que decidi entrar na vida política e na luta de libertação nacional que culminou com a libertação do jugo colonial. 

JA - Quando inicia a sua ligação com o movimento pan-africano?

ASI - Nos anos 60, quando estudava ciência política em Inglaterra. Aderi ao Partido Comunista. Daí até chegar ao movimento pan-africano foi um passo inevitável. Devido às actividades que desenvolvia, recebia com frequência convites vindos de países comunistas, em particular, da União Soviética. Concluídos os estudos regressei a Zanzibar.

JA - A sua ligação ao comunismo foi bem aceite? 

ASI - As simpatias comunistas do Partido Nacional de Zanzibar, onde militava, preocupavam o Ocidente e uma vez que Zanzibar se situava dentro da esfera da influência britânica, o governo de Londres vezes sem conta tentou eliminar uma possível revolução. Durante o domínio britânico a temida revolução comunista nunca se materializou. A revolução veio depois e foi responsável pela deposição do sultão de Zanzibar e do seu governo de maioria árabe, dando lugar à República Unida da Tanzânia,

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

NOVO JOGO, NOVA OBSESSÃO, NOVO INIMIGO – AGORA É A CHINA



31 outubro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Para Obama há uma causa premente – a China. A África é a história de êxito da China. Onde os americanos trazem drones, os chineses constroem estradas, pontes e barragens. O que os chineses querem é recursos, especialmente combustíveis fósseis. O bombardeamento da Líbia pela NATO expulsou 30 mil trabalhadores chineses da indústria petrolífera. Mais do que o jihadismo ou o Irão, a China é agora a obsessão de Washington na África e para além dela.

Países são “peças num jogo de xadrez sobre o qual está a ser efectuado um grande jogo para a dominação do mundo”, escreveu Lord Curzon, vice-rei da Índia, em 1898. Nada mudou. O massacre no centro comercial em Nairobi foi uma fachada sangrenta por trás da qual uma invasão em grande escala da África e uma guerra na Ásia constituem o grande jogo.

Os assassinos do centro comercial al-Shabaab vieram da Somália. Se algum país é uma metáfora, este é a Somália. Partilhando uma língua e religião comuns, os somalis foram divididos entre os britânicos, franceses, italianos e etíopes. Dezenas de milhares de pessoas foram passadas de uma potência para outra. “Quando se faz com que se odeiem entre si”, escreveu um responsável colonial britânico, “a boa governação está assegurada”.

Hoje, a Somália é um parque temático (theme park) de divisões artificiais brutais, um país há muito empobrecido pelos programas de “ajustamento estrutural” do Banco Mundial e FMI e saturado de armas modernas, nomeadamente aquela da preferência pessoal do presidente Obama: o drone.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Brasil/DECLARACIÓN FINAL XIX ENCUENTRO DEL FORO DE SÃO PAULO



6 agosto 2013, Fórum de São Paulo http://forodesaopaulo.org (Brasil)

PROFUNDIZAR LOS CAMBIOS Y ACELERAR LA INTEGRACIÓN REGIONAL
Nosotras y nosotros, delegadas y delegados presentes al XIX Encuentro del Foro de São Paulo, realizado entre los días 31 de julio y 4 de agosto de 2013, ratificamos más que nunca nuestra disposición de hacer frente a los desafíos que surgen a partir de la grave situación internacional, conscientes de que la unidad en la reflexión y en la acción es fundamental para avanzar en los cambios democráticos y vencer los actuales ataques del imperialismo y de la derecha.

Sin embargo, desde el final del siglo XX está en curso un proceso de cambios en nuestra región que ofrece esperanzas y alternativas para este mundo en crisis, al desarrollar políticas de gobierno que navegan contra la corriente del neoliberalismo, al promover medidas contra cíclicas en la economía y de inclusión social de millones de personas que anteriormente vivían en la miseria. América Latina y el Caribe en su conjunto viven hoy no sólo una época de cambios,

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Moçambique/Livro “Obrigado Madiba” do moçambicano Abílio Soeiro à venda em Lisboa



1 julho 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Nas últimas semanas começou a ser vendido em Lisboa, a capital portuguesa, por ocasião de uma importante convenção de uma instituição benemérita, o livro “Obrigado Madiba” da autoria do moçambicano Abílio Soeiro.

Trata-se de um livro autobiográfrico, onde as vivências de Nelson Mandela em Moçambique ocupam um lugar de destaque.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Premio Nobel sudafricano pide respetar acuerdos de paz en Colombia


29 mayo 2013, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Bogotá (PL) --- El expresidente sudafricano Frederick de Klerk, Premio Nobel de la Paz, afirmó aquí que deben ser respetados los futuros acuerdos entre el Gobierno y las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia-Ejército del Pueblo.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uruguay/Murió el pastor Emilio Castro



8 abril 2013, Agencia Uruguaya de Noticias http://www.uypress.net (Uruguay)




Montevideo (Uypress) -- El pastor metodista que fuera además secretario general del Consejo Mundial de Iglesias, Emilio Castro, que jugó además un destacado papel en la resistencia a la dictadura, falleció en esta capital a los 86 años de edad.

Emilio Castro fue el cuarto secretario del Consejo Mundial de Iglesias, pastor responsable de varias parroquias, ocupó distintos cargos en organismos ecuménicos de cooperación en América Latina y también fue director de la Comisión de Misión Mundial y Evangelización en 1973.

El año 2009, la Intendencia Municipal lo declaró "Ciudadano Ilustre de la Ciudad de Montevideo", recordando que "abogó por la esperanza de la recuperación democrática en Uruguay y el resto de América en tiempos de dictaduras en la región". En esa ocasión, se recordó que "Emilio Castro compartió, como tantos uruguayos, los golpes de la dictadura" y se reconoció que "su disposición solidaria fue fundamental para muchos uruguayos que padecieron el exilio".

Entre las múltiples actividades de apoyo a la resistencia Emilio Castro logró que el Consejo Mundial de Iglesias fuera una de las entidades que junto a IPS Inter Press Service colaborará con la agencia de noticias PRESSUR con sede en Roma.

También se señaló que el religioso se reunió en por lo menos tres ocasiones con el líder histórico cubano, Fidel Castro, y también con el sudafricano Nelson Mandela poco después de que éste salió de la cárcel.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Venezuela/TELESUR, SEIS ANOS DE TELEJORNALISMO TRANSFORMADOR

25 julho 2011/Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

No terreno simbólico, quanto mais os povos vão tornando-se conscientes da prática cada vez mais hegemônica do jornalismo delinqüente, como agora se revela pelo fechamento do jornal News of the World, na Inglaterra, a Telesur caminha conquistando credibilidade consolidando um jornalismo de missão pública. A emissora vem conseguindo cada vez mais visibilidade mundialmente, comprovando o acerto de uma decisão que era considerada visionária, e vai levando na prática jornalística o seu lema “Nosso norte é o sul”. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida

Neste domingo, 24 de julho, a Telesur – La Nueva Television del Sur - completou seu sexto aniversário cercada de simbolismo - é a data de aniversário de Bolívar - de conquistas e de desafios. O simbolismo é a missão, bolivariana, de ser a única emissora televisiva que nasce para promover a integração latinoamericana e se contrapor, editorialmente, ao jornalismo desintegrador e neocolonialista praticado subreptíciamente ou encandalosamente pelas redes internacionais de TV.

No terreno simbólico, quanto mais os povos vão tornando-se conscientes da prática cada vez mais hegemônica do jornalismo delinqüente , sobretudo nos países imperialistas, como agora se revela pelo fechamento do jornal News of the World, na Inglaterra, a Telesur caminha conquistando credibilidade consolidando um jornalismo de missão pública. Enquanto a grande mídia inglesa, como nos EUA, França, Itália ou Espanha, revela sua absoluta relação intrínseca com governos imperais e guerreiros - e aqui estamos nos referindo também às suas mídias públicas que também atuam em sintonia com os interesses da indústria bélica, participando da construção de mentiras que “justificam”, sob uma ótica das razões propagandistas de Hitler, as guerras contra o Iraque, o Afeganistão, agora contra Líbia, e os preparativos para ações militares contra a Síria e o Irã, Telesur esforça-se exatamente para revelar a existência de um terrorismo midiático que tentar intimidar os processos revolucionários e populares.

Jornalismo delinqüente inglês, uma prática hegemômica
Sempre se soube da estreita ligação do jornalismo delinqüente das empresas de Murdock com as políticas mais interessantes para a indústria de armamentos e a suposta “guerra ao terrorismo”. Estes oligopólios jornalísticos sempre tiveram sob controle os governos de Margareth Tatcher, John Major, Tony Blair, Gordon e agora de Cameron, e esta relação jamais foi posta sob questão pelo jornalismo da BBC, que também ofereceu suporte editorial a todas as ações bélicas destes governos. Telesur, ao contrário, permite que as vozes silenciadas, seja nos EUA, ou na Europa, possam deunciar e revelar as ações criminosas da OTAN que sempre contaram com o suporte editorial da grande mídia capitalista, inclusive daquela chamada pública, mas que não foi capaz de escapar dos planos militares de seus governos contra os povos do Sul.

Para se ter uma idéia, basta citar dois exemplos recentes: primeiro, nos embates eleitorais na América Latina, como no Peru recentemente, quando até a BBC de Londres também revelou-se representar interesses neocoloniais ao fazer aberta campanha pró- Fujimori, lá estava Telesur informando sobre o significado histórico da vitória de Humalla. Segundo, a presença de Telesur na Líbia, única TV internacional a emitir de Trípoli, desmontando a vil farsa do “bombardeio humanitário da OTAN”, crime apoiado pela manipulação de todas as grandes redes, inclusive a TV Al-Jazeera, representante dos interesses do estado oligárquico do Qatar, país ocupado militarmente pelos EUA.

Telesur é conquista dos povos do sul
Telesur é também uma conquista, não apenas da Revolução Bolivariana, que já erradicou o analfabetismo e assumiu com soberania o destino de suas riquezas nacionais. Nunca tais causas e conquistas, também alcançadas por outras nações, foram adequadamente informadas. Jamais o tesouro cultural e das causas revolucionárias latinoamericanas mereceram espaços justos nas telas como na Telesur, que retrata Che, Zapata, Gaitan, Perón, Lula, Fidel, Evo, Mandela, Agostinho Neto e Samora Machel como expressões históricas das lutas populares.

Nas telas de Telesur há intensa e necessária divulgação, por exemplo, da vitória do povo da Bolívia contra o analfabetismo, ecoando a façanha da economia mais fraca da América do Sul já ser hoje “Território Livre do Analfabetismo”, ao passo que na economia mais forte da região sequer temos metas fixadas para erradicar esta vergonhosa mazela. Também há, por exemplo, qualificada informação sobre a retomada do desenvolvimento econômico na Argentina e seus progressos políticos, como na democratização dos meios de comunicação, o que permite que a Telesur seja hoje plenamente acessível aos nosso hermanos portenhos.. Os planos para a integração sulamericana - que é retratata com desdém e manipulação pela mídia capitalista - encontram na Telesur uma explicação lógica e contextualizada para os povos do sul.

Desta cobertura jornalística, sistemática e regular, vai surgindo clara a idéia de que essa integração exige valores como o da solidariedade e da cooperação entre os povos, para o que também se fazem necessárias políticas baseadas no Estado de tal forma que se realizem as obras públicas indispensáveis, de infraestrutura, por exemplo, para que o crescimento e o desenvolvimento sócio-econômico seja para todos os países da região. Só a Telesur pode oferecer uma cobertura legítima, educativa e transparente sobre estas políticas porque é, ela mesma, produto deste processo de libertação e de integração latinoamericana. E também porque não está submetida à ditadura do mercado, aquela que produz o jornalismo delinqüente da Inglaterra, mas não apenas lá.

Desafios
Muitos desafios, porém, cercam a Telesur. Entre eles: vencer a sabotagem permanente do império que coloca sempre mais e mais obstáculos para impedir o crescimento da visibilidade da Telesur no mundo. Apesar dela, Telesur já está na Espanha, caminha para a África de língua portuguesa. Além deste, há também a incompreensão em alguns círculos nos governos progressistas, que ainda retardam a integração midiática libertadora e preferem acordos com redes convencionais a cooperar com Telesur. Não há explicações lógicas para que, em sintonia com o processo e as políticas de integração latinomaericana, a TV Brasil ainda não tenha colocado em prática o convênio de cooperação firmado com a Telesur, permitindo, com isto, que os telespectadores brasileiros tomem conhecimento de um curso de transformações progressistas que avança em vários países da região. Aliás, a Telesur já foi bastante difundida nacionalmente no Brasil por meio de convênio com a TVE do Paraná,, até o ano de 2010. Seria apenas levar ao terreno da comunicação políticas de cooperação que já existem nos planos econômico, político, educacional, de saúde, seja com a Venezuela, com Cuba, com a Bolívia e Equador, todos sócios da Telesur.

Apesar destes obstáculos, a Telesur consegue cada vez mais presença e visibilidade mundialmente, comprovando o acerto de uma decisão que era considerada visionária, e vai levando na prática jornalística o seu lema “Nosso norte é o sul”, com o que prova e convida: um outro jornalismo é possível! E urgente!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Angola/Tomás Salomão: batalha de Cuito Cuanavale em Angola mudou a história na África Austral

20 agosto 2010/Rádio Moçambique

A batalha do Cuito Cuanavale, em que as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) derrotaram as forças do regime do apartheid, em 1988, é uma pertença do cidadão da África Austral e marcou o início da fase de desenvolvimento da região, afirmou ontem, em Luanda, o secretário executivo da SADC, Tomás Augusto Salomão.

Tomás Salomão, mestre em economia pela Universidade Eduardo Mondlame, que dissertava na palestra subordinada ao tema “Integração regional”, em alusão ao 10º aniversário da Universidade Lusíada de Angola, disse que esta batalha deu resposta à questão dos Chefes de Estado da região que hoje constitui a SADC, entre eles José Eduardo dos Santos, Samora Machel, sobre a redução da dependência destes países em relação à Africa do Sul racista e da então Rodésia do Sul.

Tomás Salomão referiu que a história registou as várias batalhas que decorreram no mundo, nomeadamente na América, África, Europa, Ásia e da guerra entre norte e sul, e “nós, os cidadãos da região da SADC, escrevemos a história do Cuito Cuanavale”.

“Temos a obrigação, passados 22 anos desta batalha, de escrever a história deste acontecimento e contar às gerações vindouras o que foi feito para a destruição da máquina de guerra sul-africana”, disse.

O ex-ministro das Finanças de Moçambique referiu que esta batalha deu espaço para que a Namíbia ficasse independente, em 1990, e é no mesmo ano em que Nelson Mandela sai da cadeia para, quatro anos depois, portanto em 1994, a África do Sul transformar-se num Estado multiracial e democrático.

Tomás Salomão disse não ter qualquer tipo de dúvidas que, olhando para uma perspectiva histórica e temporal nos últimos trinta anos, nota-se que a organização cresceu e desenvolveu-se, teve os seus desafios e continua a tê-los, mas continua a olhar para frente.

Afirmou que quando se diz que a organização cresceu do ponto de vista da perspectiva económica, humana e social, olhamos para a região e vemos a causa nobre porque estes valentes filhos de Angola, Moçambique, Botswana, Zimbabwe e de outros países da região se bateram.

Acrescentou que esta causa que se chama liberdade, paz e progresso não deve ser traída para que concentremos o essencial da nossa atenção no desenvolvimento dos nossos recursos, da nossa energia, do nosso intelecto, no essencial o desenvolvimento económico, social e o progresso. (Jornal de Angola/Rádio Moçambique)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

África/Faleceu na Itália cantora sul africana Miriam Makeba, " Mamã África"

Roma, 10 novembro 2008 - A cantora sul africana, Miriam Makeba, conhecida no mundo inteiro como " Mamã África" , morreu na noite de domingo para segunda-feira com 76 anos de idade, vítima de uma crise cardíaca após ter cantado para o escritor ameaçado de morte pela máfia, Roberto Saviano, perto de Nápoles (Sul da Itália).
Voz legendária do continente africano e que se tornou um dos símbolos da luta antiApartheid, Miriam Makeba foi tomada de uma indisposição quando acabava de cantar durante 30 minutos na hora de um concerto dedicado ao jovem autor de " Gomorra" Castel Volturno perto de Nápoles.
" Makeba foi á última que subiu ao palco, após à passagem de outros cantores. Houve um pedido nesse momento se havia um um médico entre à assistência. Miriam Makeba desmaiou e caiu sobre no solo" , de acordo com um fotógrafo da AFP.
Foi transportada rapidamente para a clínica Pineta Grande Castel Volturno, onde teve morte imediata depois na sequência de uma crise cardíaca, de acordo com Ansa. Cerca de um milhar de pessoas assistiram a este concerto anti-mafia, sobre uma comuna considerada um dos feudos da máfia napolitana, o Camorra, e onde seis imigrantes africanos e um italiano foram abatidos em condições ainda por esclarecer, em Setembro passado.
Miriam Makeba tinha nasceu a 4 de Março de 1932, e Johannesburg. Começou a cantar nos anos de 1950 com o grupo " Manhattan Brothers" e escreveu em 1956 a canção que lhe deu grande sucesso: " Pata, Pata".
Foi forçada a exílar-se durante longos anos devido ao seu aparecimento num filme anti-Apartheid " Come back Africa" (o Regresso para África).

Miriam Makeba: voz legendária do continente africano

Paris (França) - A Voz legendária do continente africano e que se tornou um dos símbolos da luta antiApartheid, a artista sul-africana, Miriam Makeba, cognominada " Mamã áfrica" falecida na noite de domingo para segunda-feira perto de Nápoles, na Itália, nasceu em Joanesburgo (África do sul ) a 4 de Março de 1932.
Criança de uma mãe suazilandesa e de um pai shosa, atraiu à atenção internacional como cantora do grupo sul-africano "the Manhattan Brothers" , na véspera de uma digressão aos Estados Unidos em 1959.
No ano seguinte, quando queria regressar à África do Sul (seu país) para assistir o funeral de sua mãe, o Estado sul-africano tirou-lhe a sua nacionalidade e a condenou imediatamente depois da sua música. Na sequência deste desterro, viveu 31 anos no exílio, nos Estados Unidos e na Guiné.
Foi a primeira mulher negra foi autorgada com um Grammy Award que partilhou com o cantor norte americano Harry Belafonte em 1965.
Dois anos depois, conheceu cimeiras de glória com a gravação deo seu disco inédito "Pata Pata" inspirado de uma dança típica de um municipio sul africano.
Em 1985, conheceu uma passagem dolorosa quando a sua filha, Bongi, morreu com 36 anos de idade e Miriam Makeba, que não tinha dinheiro para pagar o seu enterro, fez o funeral sózinha impedindo os jornalistas a cobrir o acontecimento.
Nos anos de 1990, regressou para o seu país (África do Sul) após a saída de prisão de Nelson Mandela, mas esperou seis anos antes de gravar um novo disco. Saiu então o disco " Homeland" que contem uma canção que descreve a sua alegria de ter regressado à sua terra natal e no qual evoca o Apartheid.
"Eu conservei a minha cultura, conservei a música das minhas raizes. Graças a ela, tornei-me esta voz e esta imagem de África e do seu povo sem mesmo estar consciente", escreveu a grande cantora africana na sua biografia. (AngolaPress)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Chávez inicia histórica visita a Suráfrica para activar cooperación energética

Los temas económicos y comerciales centrarán la agenda de las conversaciones previstas el martes en Pretoria entre el presidente venezolano y su homólogo surafricano, Thabo Mbeki.

2 septiembre 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, inició este martes, una histórica visita a Suráfrica en la que prevé firmar acuerdos para activar la cooperación energética y fortalecer las relaciones bilaterales.

Los temas económicos y comerciales centrarán la agenda de las conversaciones previstas el martes en Pretoria entre el presidente venezolano y su homólogo surafricano, Thabo Mbeki.

La Presidencia de Venezuela precisó que, en su primera visita oficial a Suráfrica, Chávez tratará con Mbeki sobre la cooperación en proyectos de energía, minería, comercio, armamento, agricultura y obras públicas.

"Sin ninguna duda esto es una visita que va a contribuir de manera decisiva a afianzar las relaciones bilaterales entre la República Bolivariana de Venezuela y la República Surafricana, la República de Nelson Mandela", aseguró en entrevista exclusiva para TeleSUR, el embajador de Venezuela en Suráfrica, Antonio Montilla.

"Nosotros aspiramos que esta visita sea todo un éxito", agregó.

El diplomático venezolano explicó, además, que uno de los objetivos propuestos es firmar acuerdos que puedan contribuir a ambos pueblos y "que a través de la complementariedad y a través de la cooperación, batan unos de los flagelos de la población que son fundamentalmente la pobreza y por supuesto el sub desarrollo", dijo.

En tanto, la Cancillería surafricana indicó, en un comunicado, que las conversaciones Venezuela-Suráfrica se centrarán en "las oportunidades que existen en las áreas de energía, minería, comercio e industria de armamentos y se explorará una posible colaboración futura con Venezuela en los campos de agricultura y obras públicas".

"Es la declarada intención de Suráfrica ampliar sus relaciones con Venezuela en particular y con toda América Latina y el Caribe en general", señaló el ministerio sudafricano de Relaciones Exteriores.

Asimismo, el documento señala que entre otras medidas también se fortalecerán y consolidarán las relaciones Sur-Sur, a través de la cooperación en el Movimiento de Países No Alineados y en el foro G77+ China".

Las exportaciones surafricanas crecieron a 275,8 millones de rands (35,6 millones de dólares, ó 24,4 millones de euros) en junio de 2007, contra 107 millones y 156 millones respectivamente en 2005 y 2006.

Las importaciones surafricanas de Venezuela ascendieron a 530 millones de rands en 2007, contra 20 millones en 2005 y 325 millones en 2006, indicó.

Las principales exportaciones de Suráfrica fueron maquinaria y equipamientos mecánicos, metales de base y químicos, mientras las importaciones de Venezuela consistieron sobre todo en plástico y goma.

Venezuela en Suráfrica

El presidente venezolano ha manifestado en diversas ocasiones su interés en que Venezuela pueda contribuir a resolver los problemas de los países menos privilegiados del mundo.

En la actualidad, Chávez adelanta, a través de la embajada en Suráfrica, mecanismos de ayuda que si bien no desaparece las dolencias de este país, disminuye las deficiencias en torno a la educación, al enviar paquetes de útiles escolares a los niños sudafricanos.

En embajador venezolano aseguró que el mandatario de Venezuela ejerce un "esfuerzo mancomunado, a través de la política de relaciones multilaterales, y sin ninguna duda está orientado a tener y a cosechar grandes éxitos para los pueblos venezolanos, africanos, y para los pueblos del mundo".

Montilla destacó que las similitudes que comparten ambos gobiernos, en cuanto a los principios de cooperación e integración regional, "iluminan la política exterior y la política internacional de nuestros países".

La visita de Chávez al país africano tiene lugar antes de la cumbre entre África y Suramérica, que tendrá lugar del próximo 24 al 29 de noviembre en Caracas, la capital de Venezuela.

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