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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Moçambique/TRINTA ANOS SEM SAMORA MACHEL

2 outubro 2016, Jornal Domingo http://www.jornaldomingo.co.mz (Moçambique)

Um leão dedicado e determinado (palavras de Raimundo Pachinuapa, antigo combatente) deixou-nos já lá se foram três décadas. Seu ideário mantém-se aceso na mente da maioria dos moçambicanos, até porque “o que somos hoje, considera o general, devemos a ele”.

O General Raimundo Pachinuapa falava sexta-feira passada, em Maputo, numa palestra organizada pelo Ministério da Administração Estatal e Função Pública sobre a Vida e obra de Samora Moisés Machel, no quadro das celebrações do trigésimo aniversário da sua morte.

O antigo combatente destacou o papel do Marechal Samora Moisés Machel na luta contra a ocupação colonial em Moçambique, um líder político apontado por seu companheiro de trincheira como “um cidadão atento, que acompanhava as acções de Kwame NKrumah, no contexto do Gana, e

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Moçambique/Nyusi apela a Renamo a cessar ataques armados

7 setembro 2016, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

Presidente da República, Filipe Nyusi, apelou a Renamo a cessar os ataques que tem estado a levar a cabo no centro do país.

Nyusi, falava, esta quarta-feira em Pemba, durante as celebrações do Dia da Vitória, que hoje se assinala.

“ Os ataques da Renamo, mais uma vez desestabilizam a governação e continuam a impedir o desenvolvimento do nosso país. A Renamo continua o partido armado, está a matar as populações, as lideranças comunitárias e estruturas locais. A Renamo já começou a matar combatentes. A Renamo atacou o posto administrativo de Muaquia, em Mocuba, na província da Zambézia. São nítidos os actos de alguns moçambicanos que pretendem destruir o que foi ganho com sacrifício e construído pedra-a-pedra ao longo dos quarenta e um anos da nossa independência. Queremos mais uma vez, exortar aos combatentes, libertadores e defensores da pátria, do Rovuma ao Maputo e

segunda-feira, 10 de março de 2014

UMA ÁFRICA ESTÁVEL É O ÚNICO CAMINHO

10 março 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adalberto Ceita

Antigo representante do arquipélago de Zanzibar junto da Internacional Socialista no Cairo, Ali Sultan Issa está entre as vozes autorizadas quando o assunto é a luta que culminou com a independência e auto-determinação das colónias africanas.


Aos 82 anos e pela primeira vez de visita a Luanda, não disfarça a emoção quando recorda figuras como Ernesto “Che” Guevara, Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Kwame Nkrumah, Marcelino dos Santos, Nelson Mandela, Oliver Thambo, Sam Nujoma e outros companheiros de luta.

Jornal de Angola - Em que circunstâncias aderiu à luta pela libertação da Tanzânia?

Ali Sultan Issa
 - Nasci a 4 de Março de 1932, na ilha de Pemba, em Zanzibar. Na infância já me interessava pela realidade social em que estava inserido. Foi aos 21 anos que decidi entrar na vida política e na luta de libertação nacional que culminou com a libertação do jugo colonial. 

JA - Quando inicia a sua ligação com o movimento pan-africano?

ASI - Nos anos 60, quando estudava ciência política em Inglaterra. Aderi ao Partido Comunista. Daí até chegar ao movimento pan-africano foi um passo inevitável. Devido às actividades que desenvolvia, recebia com frequência convites vindos de países comunistas, em particular, da União Soviética. Concluídos os estudos regressei a Zanzibar.

JA - A sua ligação ao comunismo foi bem aceite? 

ASI - As simpatias comunistas do Partido Nacional de Zanzibar, onde militava, preocupavam o Ocidente e uma vez que Zanzibar se situava dentro da esfera da influência britânica, o governo de Londres vezes sem conta tentou eliminar uma possível revolução. Durante o domínio britânico a temida revolução comunista nunca se materializou. A revolução veio depois e foi responsável pela deposição do sultão de Zanzibar e do seu governo de maioria árabe, dando lugar à República Unida da Tanzânia,

terça-feira, 24 de julho de 2007

Moçambique/Lusófona atribui doutoramento «honoris causa» a Marcelino dos Santos

Lisboa, 23 Julho 2007 - O líder histórico moçambicano Marcelino dos Santos, um dos pilares da luta pela independência das antigas colónias portuguesas em África, vai receber a 31 deste mês o doutoramento "honoris causa" pela Universidade Lusófona de Portugal.

Num comunicado, a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia adianta que Marcelino dos Santos, um dos fundadores, em 1962, da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO, no poder desde a independência, em 1975) chega terça-feira a Lisboa para uma visita "oficial" de uma semana, a convite do estabelecimento universitário.
A 27 deste mês, Marcelino dos Santos proferirá uma conferência subordinada ao tema "O Papel de Moçambique e dos Países de Língua Portuguesa nos processos de Globalização", que decorrerá na Universidade Lusófona, em Lisboa.
A palestra será seguida de jantar e, no dia seguinte, a universidade promove um encontro de personalidades moçambicanas residentes em Portugal ligadas às artes plásticas, canto e dança, desporto, fotografia, literatura, música e teatro.
A cerimónia de doutoramento "honoris causa" decorrerá às 16:00 de dia 31, sendo Marcelino dos Santos agraciado com a distinção pelo facto de ser um dos "percursores da luta pela autodeterminação e da afirmação da identidade e soberania moçambicanas".
A iniciativa da Lusófona conta com a colaboração do Comité de Amizade Portugal/Moçambique, da Associação Moçambicana de Amizade e Solidariedade para com os Povos (AMASP) e do Fórum Cívico e de Cidadania Moçambicana em Portugal.
No dia 26, Marcelino dos Santos profere uma conferência sobre "Relações UE/África" na Universidade Lusófona do Porto, pelas 11h00. (Noticias Lusófonas)