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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

CPLP, Angola/NO MORE TRUMP!

14 agosto 2019, Página Global (Portugal) https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/no-more-trump-martinho-junior.html#more
 


… “Os lóbis do armamento e da energia, que tradicionalmente e no quadro da aristocracia financeira mundial suportam o lado republicano dos mecanismos do poder dominante no quadro do império da hegemonia unipolar, como já não podiam exercer a plasticidade dum Obama, ou duma Hillary Clinton (que mesmo assim tiveram múltiplos reveses), só podiam, ao fazer cair as máscaras, adoptar um exercício fascizante nos relacionamentos internacionais, que se casasse com o capitalismo proteccionista protagonizado pela campanha e início da actividade presidencial de Donald Trump e a “tradicional excepcionalidade” estado-unidense, qualquer que fosse o grau dos crimes em evidência.”… - https://paginaglobal.blogspot.com/2019/05/grotesco.html

01- A 10 de Agosto de 2019, na Embaixada da Venezuela Bolivariana em Luanda, assinei a petição dirigida ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, contra as sanções e o bloqueio dos Estados Unidos à Venezuela Bolivariana, segundo o “diktat” de Trump, o republicano de turno cuja administração exerce hoje na Casa Branca!

Juntei-me assim a milhões de patriotas venezuelanos, a largos milhares de cidadãos do mundo e aos angolanos que têm consciência de quanto essas sanções e esse bloqueio põem em causa os relacionamentos internacionais, contra a essência da própria Organização das Nações Unidas! (https://lux24.lu/2019/08/11/venezuela-13-milhoes-assinam-manifesto-para-levar-a-antonio-guterres/).

Fi-lo com meu nome próprio, na qualidade de antigo combatente e veterano da pátria de Agostinho Neto, o Presidente-fundador do Estado Angolano, ele mesmo coerente anti-imperialista enquanto dirigente de um dos mais decisivos movimentos de libertação em África e

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Angola/UMA LONGA LUTA EM ÁFRICA – I

18 de novembro de 2016, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)


A ODISSEIA DA “VITÓRIA OU MORTE”

1 – A internacional fascista em África, no início da década de 60 do século XX, estava relativamente à vontade na África Austral, enquanto grande parte do continente estava mergulhado em profundo neocolonialismo (apesar da cosmética das independências de bandeira) e por isso no Congo, as aspirações mais legítimas de liberdade foram sacrificadas com o assassinato do desamparado e heroico Primeiro-Ministro Patrice Lumumba, com o desmantelamento dos escassos suportes progressistas que o apoiavam e com a sobrevivência durante três décadas, meio incógnita, meio isolada, de Laurent Kabila!

Nessa altura as linhas da internacional fascista estendiam-se continente adentro e sem obstáculos ou percalços de maior desde a emanação fulcral na África Austral, com ponto forte

terça-feira, 26 de julho de 2016

Cuba/Primer vicepresidente de Parlamento Panafricano visita



25 julio 2016, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Luanda (PL) -- El primer vicepresidente del Parlamento Panafricano (PPA), Eduardo Joaquim Mulembwé, inicia hoy una visita de trabajo de 48 horas a Angola, donde evaluará la ratificación de acuerdos e identificará nuevas áreas de cooperación.

"Estamos aquí en misión de África para verificar cómo transcurre el proceso de los acuerdos de cooperación del parlamento africano con Angola e identificar con instituciones angoleñas nuevas áreas de colaboración", dijo Mulembwé a la prensa tras

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Angola/Margarita Holness “Marga”, tradutora de Agostinho Neto, morre em Londres



6 julho2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)


Fotografia: Edições Novembro

O Secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA exprimiu ontem sentimentos de pesar pelo falecimento de Margarita Holness “Marga”, intérprete do primeiro Presidente de Angola, ocorrido sábado, em Londres.

Num comunicado distribuído ontem, o secretariado do órgão de cúpula do partido no poder escreve que Margarita Holness foi uma cidadã inglesa e grande amiga do povo angolano, desde os anos da luta de libertação nacional de Angola, em 1963.

“Intérprete do saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto, Marga Holness foi, também, uma combatente pela libertação dos povos do continente africano

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Timor-Leste/PM recorda jovens que ajudaram a libertar países lusófonos há 40 anos/PM haktuir hikas kona-ba foin-sa’e hirak ne’ebé ajuda hodi liberta nasaun luzófona iha tinan 40 liu ba

9 novembro 2015,Loron Nasional Juventude Nian http://loronjuventudenian.blogs.sapo.tl (Timor-Leste)

O primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo, recordou hoje o papel "inspirador" dos jovens que há 40 anos lideraram os movimentos para a libertação dos países lusófonos, afirmando que depois das pátrias falta agora libertar os povos.

Rui Araújo -- que falava em Díli no arranque do Fórum da Juventude da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) -- referiu-se ao papel transformador dos jovens, recordando a sua importância nos movimentos em Portugal, África e Timor-Leste.

Movimentos de mudança, recordou, que tiveram em comum "partir da iniciativa de jovens nos seus 20 e 30 anos de idade tais com Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Samora Machel, os jovens capitães do 25 de abril e Nicolau Lobato" entre outros.

"Jovens que sentiram em determinada altura que poderiam fazer mais e melhor pelo seu país, jovens que arregaçaram as mangas ao trabalho e elevaram a voz para fazerem ouvir as suas ideias que podiam transformar, e transformaram a vida da população, não só naquele presente mas também em todo o futuro", disse.

Líderes jovens que inspiraram, participando ativamente na vida das suas comunidades, com "reivindicações e contestações" que representaram "um enorme contributo para a libertação" dos países que celebram quatro décadas de independência.

"Estes foram movimentos cujos valores de emancipação mudaram os nossos países com repercussões na ordem político tanto regional como global", disse.

Agora, libertada a pátria pela geração anterior de jovens é tarefa de

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Angola/PLANO COMUM COM O BOTSWANA

14 outubro2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Kumuênho da Rosa, Adelina Inácio, Madalena José, Josina de Carvalho 

O Presidente do Botswana e líder em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Seretse Khama Ian Khama, considerou Angola um “exemplo de resiliência” que orgulha não só a região, mas todo o continente africano.

O líder tsuanês, que discursou ontem no Parlamento angolano, numa sessão especial em sua homenagem, disse que África tem inúmeros casos de países que viveram conflitos internos, mas que não tiveram a atitude necessária para defender os ganhos da paz e da estabilidade.

“Angola construiu uma trajectória diferente e é um exemplo vivo de que África deve orgulhar-se”, frisou Ian Khama, que termina hoje a sua visita de 48 horas a Angola, a primeira desde que assumiu, em 2014, a presidência do Botswana.

Antes de ir ao Parlamento angolano, o líder tsuanês reuniu-se no Palácio da Cidade Alta com o seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos. O encontro, que decorreu em paralelo com as conversações entre delegações ministeriais, serviu para

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Angola/DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA JÁ DÁ FRUTOS

20 setembro 2015, Jornal de Angolahttp://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

A agricultura é a base e a indústria o factor decisivo.

Assim dizia Agostinho Neto, que já predizia a necessidade de Angola diversificar a sua economia para romper o ciclo da dependência de um só produto de exportação.

A monoprodução, como lhe chamam os economistas, era o calcanhar de Aquiles de muitos dos países do Terceiro Mundo. Essa situação tinha consequências nefastas para países que dependiam fortemente de um só produto de exportação. Na sua relação com a metrópole colonial pouco mais podiam fazer senão submeter-se às regras ditadas pelo poder estabelecido e aceitar, resignados, as condições impostas para a comercialização dos seus produtos.

Isso condicionava, obviamente, as opções políticas. Economicamente dominados, os países do Terceiro Mundo viam-se manietados na sua soberania e nas aspirações a um maior peso na determinação do paradigma da ordem internacional que, décadas atrás, estava impregnada de factores contrários ao surgimento e afirmação no contexto das nações de países independentes como Angola, Moçambique e Zimbabwe.

A África Austral foi um palco dessas grandes lutas pela emancipação política e económica. Cedo se aprendeu que não há emancipação política sólida se não se apostar fortemente no desenvolvimento da economia. Político visionário, Agostinho Neto tratou de concitar os angolanos para

sábado, 19 de setembro de 2015

Angola/O HERÓI E O BEM COMUM

18 de Setembro, Jornal de Angola EDITORIAL jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Angola é uma  República independente  desde  1975  e o nascimento do Estado angolano foi precedido  por actos heróicos  para que a independência do nosso país fosse uma realidade. A conquista da independência nacional  foi resultado de inúmeros sacrifícios consentidos por muitos patriotas angolanos.

Poucos dias antes da Independência de Angola,  foram muitos os patriotas angolanos  que viveram momentos  dramáticos para  assegurar  que se  proclamasse  a nossa libertação definitiva do colonialismo.   Uma das figuras centrais  desta luta  pela proclamação da independência de Angola  a 11 de Novembro de  1975 foi António Agostinho Neto, primeiro Presidente  do nosso país, cuja liderança foi decisiva para  conter  as forças invasoras que a Norte e a Sul  queriam inviabilizar  a liberdade do povo angolano.

Ontem, os angolanos comemoraram o Dia do Herói Nacional , com  diversas actividades políticas, culturais e desportivas , em homenagem a Agostinho Neto, o primeiro Presidente de Angola , uma figura  que, nos momentos mais dramáticos que antecederam  a independência de Angola e depois desta  histórica data, desempenhou um papel crucial que entrou definitivamente na nossa História como Nação.

Ao  comemorarmos o Dia do Herói Nacional não podemos deixar de recordar o importante papel desempenhado pelos internacionalistas cubanos que em Angola lutaram ao nosso lado para libertarmos o país  do colonialismo e  para preservar a independência.

Os angolanos nunca esquecerão o sacrifício dos irmãos de Cuba que em Angola deram um exemplo  de solidariedade ímpar no mundo.  O apoio de Cuba à libertação  dos povos da África  Austral  é   descrito por muitos  especialistas que estudaram  a  situação nesta parte  do continente africano como um  dos mais importantes acontecimentos   da década de 70 do século passado.
 

A vinda  de Cuba  a África  para ajudar no combate ao colonialismo e ao apartheid  foi tida  como um gesto de grande alcance   histórico. Cuba está  para sempre ligada  à libertação definitiva do continente  africano do colonialismo. Fidel Castro considerou

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Angola/TRIBUTO AO HERÓI NACIONAL

17 setembro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Dionísio David, Ondjiva e Ana Paulo, Luanda

A cidade de Ondjiva, Cunene, acolhe hoje o acto central alusivo ao 17 de Setembro, data consagrada ao Herói Nacional e primeiro Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto.

A cerimónia deve ser presidida pelo ministro da Defesa Nacional, general João Lourenço.

Diversas individualidades, entre as quais a viúva do Fundador da Nação angolana, Maria Eugênia Neto, encontram-se já na capital da província do Cunene para participar na cerimónia que vai culminar com a inauguração de vários empreendimentos sociais e económicos.

De acordo com o programa, devem ser inaugurados em Ondjiva alguns edifícios, com destaque para

terça-feira, 23 de junho de 2015

COMO SE DEFENDE A PAZ E A DEMOCRACIA

21 junho 2015, Jornal de Angola (Angola)

José Ribeiro

A grande vitória dos angolanos em 40 anos de Independência foi terem acabado com a guerra. Mas outro grande sucesso foi terem gorado qualquer tentativa de regresso ao caos e à situação que provocou o conflito armado.

Nisto reside o grande “milagre” de Angola.

O caos precede a violência e mina o exercício das liberdades. Num ambiente caótico, as expectativas sociais tornam-se inviáveis. Ninguém deve ignorar o pecado original que foi a instabilidade gerada no período que se seguiu ao 25 de Abril. Nessa altura juntou-se a revolta contra a repressão colonial às manobras contra a Independência e criou-se o caldo que conduziu à escalada de guerra, que se prolongou por mais 30 anos. Apesar de todos os esforços de Agostinho Neto, em pouco tempo a destruição atravessou o país, como uma lança que nos rasga a carne e tudo desfaz. A Independência exigiu o sacrifício dos heróis, mas muitas vidas teriam sido poupadas se a voz da razão tivesse sido ouvida.

A História Mundial está cheia de exemplos de países que caíram em guerras ou no totalitarismo após um processo de degeneração social. E todos devemos aprender com isso. A subida de Hitler ao poder na Alemanha, em 1932, teve como pano de fundo a crise económica, o crescimento da miséria, da prostituição e do desemprego em massa. No Chile, em 1973, o general Pinochet apoiou-se

terça-feira, 26 de maio de 2015

ÁFRICA É FUNDAMENTAL PARA UM MUNDO MULTIPOLAR

25 de Maio, 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Cândido Bessa

Após mais de 20 anos de relações formais, Angola e Equador decidem cooperar de forma mais estreita e com vantagens recíprocas. O ministro das Relações Exteriores do Equador e Mobilidade Humana, Ricardo Aroca, afirma que o seu país vê África como fundamental para a construção de um mundo multipolar.

Por isso, decidiu abrir embaixadas em Angola, Nigéria, Argélia e Etiópia. O peso político de Angola e a sua influência no mundo fizeram com que fosse o primeiro dos quatro a receber uma embaixada, ainda este ano. Em entrevista ao Jornal de Angola, Ricardo Aroca diz ter “respeito e  admiração particular pelo povo angolano, pela sua postura independentista, pela luta de Agostinho Neto,  pelo  trabalho de construção da unidade angolana pelo Presidente José Eduardo dos Santos”. Aborda o esforço para mudar a matriz produtiva do seu país, experiências que  partilha com os angolanos, e considera a presença de Angola no Conselho de Segurança útil para fomentar a paz, o diálogo e a compreensão nas Nações Unidas. “Quando um país como Angola está nas Nações Unidas, sentimos que todos estamos bem representados, não só os africanos, mas todos nós”. 

Jornal de Angola (JA) - O que muda nas relações entre Angola e Equador depois desta visita?

Ricardo Aroca (RA) 
- As nossas relações começaram em 1997. Durante mais de 20 anos foi apenas uma relação formal. Existia apenas no papel. Não havia visitas, nem concertação permanente para construir uma relação séria. Entendemos que é importante impulsionar as relações com África, por muitas razões, está a crescer de maneira consolidada nos últimos tempos e, politicamente, é fundamental para a construção de um mundo multipolar. Também temos população africana nos nossos países. O nosso desejo de diversificar a cooperação fez com que

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Angola/"PAZ ÚNICA NO MUNDO"

6 abril 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

 

Kumuênho da Rosa

O general Gerarldo Abreu “Kamorteiro”, um dos signatários do Memorando de Paz de 4 de Abril de 2002, revela pormenores sobre a acção do Presidente José Eduardo dos Santos, para que o acordo se concretizasse  e fosse o êxito hoje reconhecido internacionalmente.

Actual vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, diz com orgulho que a paz lhe permitiu realizar o  sonho de menino, ao voltar à escola em 2003 para concluir a licenciatura em História, na Universidade António Agostinho Neto.

Jornal de Angola - Há alguma coisa que considere não ter sido explorada ou  valorizada no processo de paz?

General Kamorteiro - Talvez a autenticidade do processo. Nós  fazemos parte de uma geração que viu surgir o 25 de Abril. A paz que tivemos de 1974 e 1975 foi efémera, porque não tardou e descambou em guerra. Tivemos depois mais 16 anos de guerra até Bicesse, que também descarrilou. Então viemos para o Memorando de Entendimento do Luena, cuja paz

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Angola/DEMOCRACIA E BRANQUEAMENTO POLÍTICO

29 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

Não há país sem história e os angolanos orgulham-se de terem uma das mais ricas e brilhantes, apesar do pouco tempo de independência que têm. A proclamação da independência deu-se em meio a batalhas ferozes contra forças invasoras apoiadas por mercenários e aliados internos que pretendiam impedir a consagração desse momento histórico.

Esse feito está devidamente registado e os heróis dessa nova madrugada para Angola são conhecidos e merecem todo o nosso reconhecimento.

Agostinho Neto foi o timoneiro dessa grande epopeia e como político visionário cedo percebeu e conclamou que “Na Namíbia e na África do Sul estavam a continuação da nossa luta”.

Angola tem uma das histórias mais ricas e brilhantes porque além da luta pela sua libertação do jugo colonial fascista português, uma vez conquistada a independência nacional mergulhou no combate pela emancipação de outros povos. E isso foi alcançado com bravura.

A batalha do Cuito Cuanavale, que

sexta-feira, 27 de março de 2015

Angola/A SEGUNDA DERROTA DO APARTHEID

27 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro e Artur Queiroz

O abandono de soldados sul-africanos mortos nos campos de batalha tem uma justificação: os generais do apartheid estavam convencidos de que iam tomar a vila do Cuito Cuanavale, “mais hora menos hora”.

No dia 23 de Março de 1988, enquanto o comando avaliava a situação, o comandante dos tanques, Gerhard Louw, fazia esforços para recuperar os tanques imobilizados. Um deles foi puxado com sucesso por um veículo blindado de recuperação, mas ficou claro que era impossível recuperar os outros Oliphant. Louw pediu autorização para destruir os tanques imobilizados pelo fogo de artilharia das FAPLA. Mas o general Liebenberg ordenou que os tanques não fossem destruídos, mas abandonados, para serem recuperados mais tarde, quando fosse tomado o Cuito Cuanavale.

Gerhard Louw estava encurralado nos campos de minas do Triângulo do Tumpo. O fogo que caía à volta era tão intenso, que as tripulações dos tanques nem sequer tinham tempo para recuperar os seus objectos pessoais com segurança. O tanque de Gerhard Louw e um veículo blindado de recuperação não conseguiram mover um Oliphant que

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Angola/MEMÓRIA DO ASSALTO À CASA RECLUSÃO

4 fevereiro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adalberto Ceita

Integrante do “Processo dos 50”, José Diogo Ventura, à semelhança de outros companheiros de luta na clandestinidade, encontrava-se preso quando foi desencadeado o ataque às cadeias dos colonialistas na madrugada do dia 4 de Fevereiro de 1961.

Em declarações ao Jornal de Angola, disse que aquele acto conduziu à Proclamação da Independência Nacional a 11 de Novembro de 1975. Depois daquele acto de heroísmo e outros que se seguiram em períodos relativamente próximos, o regime colonial foi forçado a alterar a sua política em relação a Angola.

Aos 85 anos, e grande parte da vida dedicada à luta anti-colonial, o que levou a passar dez anos na prisão, divididos entre a  Casa da Reclusão e o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, José Diogo Ventura não hesita em considerar que o regime colonial

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Angola/BASE DAS GRANDES VITÓRIAS

10 dezembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

O MPLA faz hoje 58 anos. É mais de meio século ao serviço do Povo Angolano, em todas as frentes. Tudo o que hoje temos, deve-se à acção esclarecida, corajosa e abnegada de milhares de militantes e dirigentes do partido. Ninguém deu mais do que eles, ninguém foi capaz de fazer mais.

Os angolanos, ao longo de décadas, tiveram no partido que ganhou as últimas eleições com maioria qualificada, uma fortaleza intransponível na defesa da soberania nacional. Ninguém deu tanto na luta armada de libertação nacional.
 
Tudo o que somos tem na base o esforço sobre humano dos fundadores de uma organização que nasceu para servir a liberdade e a democracia. Pugnar sem vacilações pela Independência Nacional. A Cultura Angolana ganhou expressão universal com o génio e o talento de homens como Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Viriato da Cruz, António Jacinto, António Cardoso, Wanhenga Xitu e tantos outros militantes do MPLA que, retirando o entulho do colonialismo

sábado, 6 de dezembro de 2014

Angola, Cuba/50 ANOS DE RUMO COMUM

2 dezembro 2014, Pagina Global http://paginaglobal.blogspot.pt (Portugal)

Martinho Júnior, Luanda


Foto: Visão da sala onde decorreu o acto comemorativo solene do 58º aniversário das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, no Museu Militar situado na Fortaleza de São Miguel em Luanda - 2 de dezembro de 2014.

1 – A 2 de Janeiro de 2015 completar-se-ão 50 anos desde o encontro em Brazzaville do Che com a direcção do MPLA sob chefia do Presidente do MPLA que viria a ser o fundador da nação, o dr. António Agostinho Neto.

Nessa altura deu-se início à saga comum de 50 anos de luta que reuniu os revolucionários cubanos, os internacionalistas e os membros do movimento de libertação em África, uma saga que permitiu o fim do colonialismo, a independência das que foram colónias portuguesas, o fim do “apartheid”, a independência da Namíbia e do Zimbabwe, a instauração da democracia representativa na África do Sul e em toda a África Austral, assim como o início do imenso resgate que há a realizar em prol do desenvolvimento sustentável que

sábado, 29 de novembro de 2014

Angola/MEMÓRIAS DAS BATALHAS QUE LEVARAM À RECONQUISTA DA CIDADE DO LUENA

29 novembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao

Adalberto Ceita e José Ribeiro

A região Leste de Angola teve um papel relevante na luta armada de libertação nacional. Depois do 25 de Abril de 1974, a cidade do Luena foi palco de um acordo assinado entre o Presidente Agostinho Neto e Jonas Savimbi, que levou a Organização de Unidade Africana (União Africana) a reconhecer a UNITA como movimento de libertação.

Até essa data era apenas uma organização armada que alinhava em operações militares com as forças do colonialismo. Logo a seguir, em Setembro de 1974, na chana do Luinhameje, o MPLA e o Estado Português assinaram um acordo de cessar-fogo. Naquele momento acabou a guerra colonial e ficou aberto o caminho para o fracassado Acordo de Alvor.

De 11 de Novembro de 1975 a Fevereiro de 1976, no Leste de Angola foram

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Angola/Adeus ao lutador da Nação

19 novembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Kumuênho da Rosa e Adelina Inácio

Os restos mortais do patriota e deputado Afonso Domingos Pedro Van-Dúnem “Mbinda”, falecido sexta-feira aos 73 anos, foram ontem a enterrar no Cemitério do Alto dos Cruzes, em cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ministros, deputados, magistrados, representantes de partidos políticos, de igrejas e da sociedade civil.

A cerimónia contou com a presença de representantes dos órgãos de soberania, membros do corpo diplomático e delegados de partidos amigos do MPLA em São Tomé e Príncipe e também de Cabo Verde. A Namíbia, país vizinho cuja independência, em 21 de Março de 1990, teve o envolvimento directo do malogrado, enquanto ministro das Relações Exteriores, foi representada pela ministra dos Negócios Estrangeiros.

Afonso Van-Dúnem Mbinda tem o seu nome gravado na história da libertação da África Austral, pelo papel decisivo na aplicação da resolução 345/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Independência da Namíbia, a retirada das tropas invasoras sul-africanas do sul de Angola, a

sábado, 20 de setembro de 2014

Angola/Neto deve permanecer na memória dos angolanos

19 setembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Mazarino da Cunha e Maximiano Filipe, Benguela

O secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, defendeu a necessidade de se criar uma disciplina em todos os níveis académicos sobre a dimensão política, humanista, poética e cultural de António Agostinho Neto, com o objectivo de transmitir às próximas gerações o legado do Fundador da Nação.

O político falava à impresa no Memorial António Agostinho Neto, durante a colocação de flores no busto do Fundador da Nação, em comemoração ao Dia do Herói Nacional, que se assinalou quarta-feira.

“Estamos aqui, mais uma vez, para homenagear esse grande homem cujos feitos transcedem as fronteiras de Angola, atingindo outros patamares