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quinta-feira, 2 de junho de 2016

ÁFRICA E AS NAÇÕES UNIDAS



1 junho 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Roger Godwin

Um assunto que começa a ganhar dimensão a nível das preocupações do continente é o que se prende com a representatividade africana no seio da Organização das Nações Unidas (ONU), mais concretamente no seu órgão máximo: o Conselho de Segurança.

Vai crescendo cada vez mais o número dos países que defendem que África já merece ter um estatuto diferenciado ao nível das Nações Unidas, avançando com a necessidade de ter dois lugares permanentes no seio do Conselho de Segurança, de forma a melhor expressar e defender aquilo que são os sentimentos e as estratégias do conjunto de nações que fazem parte do continente.

Os países que defendem a existência de dois assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU argumentam com a necessidade de África ser uma potência em constante

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Angola/PLANO COMUM COM O BOTSWANA

14 outubro2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Kumuênho da Rosa, Adelina Inácio, Madalena José, Josina de Carvalho 

O Presidente do Botswana e líder em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Seretse Khama Ian Khama, considerou Angola um “exemplo de resiliência” que orgulha não só a região, mas todo o continente africano.

O líder tsuanês, que discursou ontem no Parlamento angolano, numa sessão especial em sua homenagem, disse que África tem inúmeros casos de países que viveram conflitos internos, mas que não tiveram a atitude necessária para defender os ganhos da paz e da estabilidade.

“Angola construiu uma trajectória diferente e é um exemplo vivo de que África deve orgulhar-se”, frisou Ian Khama, que termina hoje a sua visita de 48 horas a Angola, a primeira desde que assumiu, em 2014, a presidência do Botswana.

Antes de ir ao Parlamento angolano, o líder tsuanês reuniu-se no Palácio da Cidade Alta com o seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos. O encontro, que decorreu em paralelo com as conversações entre delegações ministeriais, serviu para

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mocambique/Reduzir custos de internet em África

1 Setembro 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Cientistas e peritos em matéria de interconexão em internet debateram em Maputo a possibilidade de redução dos custos de acesso e uso da internet no Continente Africano.

Reunidos há dias no VI Fórum Africano De “Peering” e Interconexão -- 2015, os especialistas nesta área abordaram igualmente os principais desafios e oportunidades de interconexão dos operadores e pontos de troca de tráfego com vista ao aumento do tráfego originado localmente.

Falando na ocasião, a Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional das Comunicações, Ema dos Santos Chicoco, referiu que este fórum é um momento propício para a discussão e partilha de informação em matéria de interconexão e

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CONFLITOS E CRISE HUMANITÁRIA

24 junho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Um dos problemas graves que o continente africano enfrenta é o dos refugiados. As guerras que ocorrem ainda em algumas regiões de África provocam o abandono dos países de origem por milhares de pessoas, para se refugiarem noutros Estados do continente com melhores condições de segurança.

Um relatório de 2015 da Agência da Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) refere que o número de refugiados e deslocados no mundo atingiu um nível recorde, com a África a registar uma crise humanitária grave motivada por oito guerras.

A União Africana e outras organizações regionais de África já se aperceberam da gravidade da situação humanitária no continente e concertam posições e tomam medidas para atacarem as causas que estão na origem de um aumento acelerado de refugiados e deslocados africanos.
 
Ninguém pode ficar indiferente aos problemas dos refugiados e deslocados africanos, e faz todo o sentido que as lideranças africanas estejam a fazer

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A PACIFICAÇÃO DE ÁFRICA

15 junho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)
Angola continua a estar nas bocas do mundo pelo seu importante papel na busca da paz no continente africano.

A diplomacia angolana é conhecida pela sua grande actividade na procura de consensos em África destinados a superar os casos de violência e de instabilidade em  países do continente, que estão ainda com dificuldades para ultrapassar as suas desavenças internas.

Os angolanos têm uma valiosa experiência no campo da promoção do diálogo, que tem produzido resultados positivos ao nível do nosso continente. A diplomacia angolana não se limita a promover o diálogo para que as partes em conflito cheguem por exemplo a acordos. Vai mais longe. Sugere fórmulas que possam gerar processos de pacificação e reconciliação  que resolvam, efectivamente, os grandes problemas que dividem cidadãos de um mesmo país. Trata-se de fórmulas que abrangem aspectos de ordem política, económica e social.

Os angolanos têm tirado proveito da sua experiência adquirida em mais de dez anos de paz e de reconciliação nacional para propor aos seus irmãos africanos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Angola/DIPLOMACIA DE PAZ PREMIADA COM ELEIÇÃO AO CONSELHO DE SEGURANÇA

1 Janeiro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Kumuênho da Rosa

Quando a 10 de Janeiro, perante membros do Corpo Diplomático acreditado em Angola, o Presidente José Eduardo dos Santos apresentou as linhas de força da política externa angolana para 2014, enfatizando o estrito respeito da soberania de outros Estados, da igualdade e da não ingerência em assuntos internos, e observância das convenções internacionais sobre as relações diplomáticas e consulares, era o ponto de partida de uma campanha fulgurante que culminaria em Outubro com a histórica eleição ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Os 190 votos (dos 193 possíveis) em plena Assembleia Geral da ONU confirmam não apenas a aprovação da Comunidade Internacional em relação ao papel de Angola na sub-região e no continente africano, como encorajam a sua liderança a prosseguir com diplomacia de paz, estabilidade e desenvolvimento, consolidando o estatuto de parceiro estratégico nos mais importantes dossiers sobre o futuro de África e do Mundo.

Em Julho, quando da visita que efectuou a Angola, o Primeiro Ministro da Itália expressou o apoio do seu governo à candidatura angolana e a certeza num

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

África/UNIÃO PARA ATINGIR O SUCESSO

16 outubro 2014, Jornal de Angola Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Roger Godwin

Cada vez mais e de forma altamente positiva começa a ganhar força a ideia de que a união de esforços entre os países mais pobres do continente africano é a chave para que estes possam atingir o sucesso económico que logicamente ambicionam.

A fórmula não é nova, mas alguns constrangimentos políticos, infelizmente, ainda se conseguem sobrepor aquilo que é a força da razão, impedindo, desse modo, que os avanços sejam feitos de forma mais afirmativa.

Há um ano, um grupo de países onde estão o Quénia, Ruanda e Uganda decidiram obrigar as suas respectivas companhias de telefonia móvel a reduzirem drasticamente os custos das chamadas internas e de ligação conjunta

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Angola investe 3,9 mil milhões de dólares em plataformas logísticas

23 setembro 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Angola vai construir 44 plataformas logísticas para fomentar o desenvolvimento regional e nacional, interligando as redes de transporte angolanas com o resto do continente africano, informa um estudo do Ministério dos Transportes.

A futura Rede Nacional de Plataformas Logísticas, com um custo estimado em 3,9 mil milhões de dólares, incluirá cinco pólos logísticos, dez centros de transportes rodoviários e ferroviários e

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

AS BOAS PERSPECTIVAS DE ÁFRICA



28 novembro 2013, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao

Roger Godwin

A economia africana, confirmando aquilo que vinha sendo o seu desempenho global nos últimos dez anos, é a que mais ira crescer em 2014, revela um estudo publicado esta semana pela revista britânica “The Economist”.

Durante os anos 90, de acordo com a mesma revista, o crescimento da economia no continente africano cresceu a uma média de apenas dois por cento, enquanto a taxa global de inflação atingiu os 27 por cento. Porém, desde 2001 que o panorama se alterou de forma substancial, com um crescimento anual constante e só comparado aos níveis que se registaram nas economias asiáticas, lideradas pela China.

A revista revela que para o êxito do crescimento económico de África foi determinante o aumento do número de empresários ricos, o que permitiu o incremento do comércio com a China, que é de longe o seu principal alvo no sector das exportações.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Brasil/Professores destacam prioridade dada pelo governo brasileiro ao continente africano

Antonio Arrais/Repórter da Agência Brasil

Brasília, 15 outubro 2007 - O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) José Flávio Sombra Saraiva afirmou hoje (15), em entrevista à TV Nacional, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "está certo" em dar prioridade a visitas ao continente africano, como está fazendo. Lula iniciou hoje, em Burkina Faso, viagem a quatro países africanos. O roteiro inclui também visitas à República do Congo amanhã (16), à África do Sul quarta-feira (17) e a Angola quinta-feira (18).
Esta é a sétima viagem do presidente Lula à África desde seu primeiro mandato.
Na entrevista, Sombra Saraiva disse que o destaque dado pelo presidente Lula à África (com essa viagem serão, ao todo, 19 países visitados naquele continente) demonstra o interesse econômico do Brasil nas potencialidades africanas.

Segundo ele, em 2002, 2003, as exportações brasileiras para a África atingiam de US$ 5 a 6 bilhões e hoje já são US$ 15 bilhões, ampliando as vendas brasileiras para países africanos de 2% para 6% a 7%, atualmente. Sombra Saraiva lembrou que "há uma disputa internacional sobre o continente africano, que envolve as antigas metrópoles, como Inglaterra e França, que jamais saíram da África, há a aproximação da China". E ele mesmo questionou: "Por que o Brasil, tão próximo da África, com relações históricas e atuais, cruzaria os braços a essa importante relação com países africanos amigos?".

O professor ressaltou que "há na África uma democratização crescente, o que vai ao encontro da posição brasileira de negociar com países de viés democrático. Há 15 anos, eram 14 a 15 conflitos armados internos, na África; hoje são apenas cinco. O continente cresce numa faixa de 4,5%, 5% a 5,5% ao ano, portanto, um crescimento superior à média brasileira. Então, há razões para o Brasil estar presente na África e há razões também para selecionar com quem queremos negociar. Não é apenas um romantismo. Há uma fronteira internacional do capitalismo, uma grande disputa internacional, e o Brasil tem todas as condições de ter o seu lugar", disse o professor.

Também em entrevista à TV Nacional, a professora de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília (UCB) Tereza Cristina do Nascimento, afirmou que, com a sétima viagem à África, o presidente Lula "está tentando aprofundar não somente os laços culturais e raciais que unem Brasil ao continente africano, mas abrir caminho para novas dinâmicas, para outras perspectivas, outras inserções que vão aproximar mais ainda o Brasil da África, no sentido de ampliar as relações comerciais e a abertura de novos mercados".

Mesmo tendo na agenda o encontro da 2ª Cúpula do Fórum de Diálogo, Índia, Brasil e África do Sul (IBAS), que será realizada quarta-feira na África do Sul, acredita a professora Tereza Cristina que a prioridade do presidente Lula serão as relações econômicas do Brasil com os quatro países visitados durante essa viagem.

Para a professora, foi o presidente Lula o primeiro, entre os cinco últimos governantes brasileiros, a se voltar para a África, tanto no campo das relações diplomáticas como, principalmente, nos entendimentos comerciais. Segundo ela, o presidente Lula está "aprofundando, de fato, esse novo cenário: ele está conhecendo e alcançando espaços que, até então, não faziam parte da agenda direta dos presidentes da República anteriores a ele, como é o caso, nessa viagem, de abrir relações com Burkina Faso e a República Democrática do Congo".

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/15/materia.2007-10-15.9885986395/view