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quinta-feira, 27 de junho de 2019

CPLP, Portugal/DESCONSTRUIR MITOS SOBRE REFUGIADOS


25 Junho 2019, Amnistia Internacional PT https://www.amnistia.pt (Portugal) https://www.amnistia.pt/desconstruir-mitos-sobre-refugiados/
A desinformação e o desconhecimento alimentam a retórica contra os refugiados nas redes sociais. Fala-se em invasão da Europa, do mero aproveitamento dos benefícios estatais oferecidos ou da fuga como ato inconsciente com o objetivo de roubar os nossos empregos.
No Dia Mundial do Refugiado, damos a conhecer a verdade por detrás da mentira.
Contra factos não há argumentos. Ou melhor, mitos infundados.

Mito 1.
OS REFUGIADOS ESTÃO TODOS A FUGIR PARA A EUROPA!

FACTO: A maioria dos refugiados foge para países vizinhos. Os que mais acolhem refugiados são a Turquia (3,7 milhões), o Paquistão (1,4 milhões), o Uganda (1,2 milhões), o Sudão (1,1 milhões) e a Alemanha* (1,1 milhões).

Os países considerados desenvolvidos acolhem apenas 16% dos refugiados.

(Ver quadro no original)
 
Mito 2.
NÃO É URGENTE. A CRISE JÁ PASSOU!

FACTO: A população refugiada sob a proteção do ACNUR praticamente duplicou desde 2012 e a tendência tem sido para o aumento destes números.

Registavam-se em junho de 2019:
·                     70,8 milhões de deslocados;
·                     25,9 milhões de refugiados (incluindo 5,5 milhões de palestinianos refugiados);

sexta-feira, 26 de junho de 2015

LA GIGANTESCA FÁBRICA DE REFUGIADOS

26 junio 2015, Rebelión http://www.rebelion.org (México)

Vicky Peláez, Sputnik

La guerra es un acto monstruoso contra la humanidad en interés de los financieros de Wall Street — Charles Schenck, 1919


Desde hace catorce años, cada 20 de junio el mundo celebra el Día Mundial de los Refugiados. Los gobernantes, los políticos y las celebridades compiten en sus discursos en el apoyo y prometen hacer todo lo posible para poner fin a los conflictos armados, la injusticia y a la violencia que día a día convierten a miles de personas en refugiados, desplazados internos o solicitantes de asilo.

Terminados los discursos, la situación no solamente no mejora sino se pone más trágica cada año. Mientras tanto el pueblo globalizado del planeta, inmerso en sus propios problemas individuales, queda impávido frente a los clamores de los que ya lo han perdido todo.


Actualmente estamos frente a una catástrofe de proporciones bíblicas. Resulta, según el informe del Alto Comisionado de Naciones Unidas para los Refugiados (ACNUR) "Tendencias Globales: Mundo en Guerra 2014", que actualmente existen 59,5 millones de personas forzadas a abandonar sus lugares. Si a todos los desplazados del mundo los hubiéramos juntado en un territorio, formarían un país que sería el número 24 por la población en la lista de las Naciones Unidas detrás de Italia y adelantando a Sudáfrica. Ellos representan el 8 por ciento de los habitantes del planeta. Hace 14 años eran 37,5 millones de personas refugiadas. Entre 2013 y 2014 se ha producido el mayor incremento anual jamás registrado de

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CONFLITOS E CRISE HUMANITÁRIA

24 junho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Um dos problemas graves que o continente africano enfrenta é o dos refugiados. As guerras que ocorrem ainda em algumas regiões de África provocam o abandono dos países de origem por milhares de pessoas, para se refugiarem noutros Estados do continente com melhores condições de segurança.

Um relatório de 2015 da Agência da Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) refere que o número de refugiados e deslocados no mundo atingiu um nível recorde, com a África a registar uma crise humanitária grave motivada por oito guerras.

A União Africana e outras organizações regionais de África já se aperceberam da gravidade da situação humanitária no continente e concertam posições e tomam medidas para atacarem as causas que estão na origem de um aumento acelerado de refugiados e deslocados africanos.
 
Ninguém pode ficar indiferente aos problemas dos refugiados e deslocados africanos, e faz todo o sentido que as lideranças africanas estejam a fazer

domingo, 24 de agosto de 2014

CRISE HUMANITÁRIA NA FRONTEIRA SUL DOS EUA PREOCUPA MERCOSUL

6 agosto 2014, Fórum Mundial das Alternativas--FMA http://www.forumdesalternatives.org (Brasil)
Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

Víctor Abramovich

Na recente cúpula do Mercosul em Caracas, os chefes de Estado do bloco regional expressaram em um comunicado especial sua preocupação com a crise humanitária originada pelas migrações de crianças e adolescentes desacompanhados na fronteira sul dos EUA. (ver comunicado ao final)

Trata-se de um posicionamento firme e claro dos governos regionais frente a um dos conflitos de direitos humanos mais graves do continente.

Nos últimos meses, a fronteira dos Estados Unidos com o México se tornou o epicentro de um fluxo crescente de pessoas indocumentadas, entre as quais se encontram milhares de crianças desacompanhadas

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Colômbia e Venezuela/CARTA DE JULIÁN CONRADO AO PRESIDENTE HUGO CHÁVEZ

8 agosto 2011/ODiário.info http://www.odiario.info

(http://www.rebelion.org/imagenes/133586_1.jpg, 9 de Junho de 2011)

“Mi fusil es mi guitarra y mis balas son versos de calibre bolivariano, mi táctica es la combinación de las notas musicales con la poesía y mi estrategia un mundo de paz con justicia y amor. Como sé que la paz en mi querida y sufrida Colombia debe pasar por una solución política del conflicto, seguiré dando todo de mi para lograr ese objetivo”.

O ACNUR (Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados) aceitou
um processo de pedido de asilo para Julián Conrado. As condições em que foi detido são inaceitáveis, o seu destino suscita as mais sérias preocupações. Eis como descreve a situação a Coordenadora “Que no Calle el Cantor”:

“Tal como costumam fazer governos arbitrários que detêm pessoas ilegalmente para fazer a sua entrega ao estilo do Plano Condor, sem salvaguarda dos seus Direitos Fundamentais, “cego” perante a ausência de acusação e de processo legal que seja conhecido, Julián Conrado, preso e incomunicável na Direcção de Inteligência Militar (DIM), foi esta sexta-feira, 5 de Agosto, à 1h 50 m da tarde, retirado de La Carraca, em que esteve detido e incomunicável durante mais de sessenta e sete (67) dias, nos calabouços do DIM Boleíta, em Caracas. Perante este quase inverosímil absurdo, sendo sexta-feira à tarde e com um fim-de-semana pelo meio, a Coordenadora “Que no Calle el Cantor” e a FUNDALATIN exprimem a sua indignação perante uma tal arbitrariedade e dirigem um apelo ao Comandante Hugo Chávez no sentido de que imponha a ordem e a legalidade perante arbitrariedades tão evidentes, apelo que se dirige também à grande humanidade que tem demonstrado ao longo da sua vida”.

“Decidimos publicar a carta particular que Julián Conrado dirigiu ao Comandante Chávez em 9 de Junho, poucos dias após a sua detenção/sequestro”.[…]”É um apelo desesperado que confia ao seu sentido de justiça o compromisso humanitário para com um perseguido político doente, o respeito pelos seus direitos legais, e lhe pede, de bolivariano a bolivariano, refúgio numa zona de paz que impeça a sua entrega à tortura e à morte, seja na Colômbia ou nos EUA”.


CARTA DE JULIÁN CONRADO AO PRESIDENTE HUGO CHÁVEZ

Comandante Presidente Hugo Chávez.
Querido Camarada:
Saúdo-te com um infinito sentimento patriota, e com a verdade pura e limpa com que nos recomenda que falemos o nosso Pai Libertador, passo a contar-te o seguinte:
O meu nome na luta pela paz com justiça e com amor é Julián Conrado (de baptismo Guillermo Torres) e sou, como Ely Primera, um cantor do povo.
Abri os olhos para a luz do mundo em Turbaco, uma povoação pegada com Cartagena, cidade para onde se dirigiu Bolívar quando da sua derrota em Puerto Cabello, e onde encontrou apoio suficiente para recompor as suas forças.
Daí seguiu pelo Rio Magdalena acima e combate após combate alcançou a vitória que foi a nossa independência em relação ao império espanhol.
Se a Bolívar tivesse sucedido que em Cartagena, em vez da mão solidária e amiga que lhe foi estendida, o tivessem prendido e entregado ao império espanhol, IRRA! Que tamanho não teria tido a sua dor?
Eu sou um patriota colombiano que chego à Venezuela depois de uma prolongada luta, velho e doente, procurando alívio para a minha saúde e com a ideia de, mais à frente, arranjar uma pequena quinta de um hectare, com galinhas poedeiras e animais de engorda onde conseguisse o meu sustento. E continuar, com a ajuda de Deus, a compor e a cantar canções para animar a luta dos povos na sua busca da liberdade e da felicidade.
É isso que faço desde criança.
É pura mentira dizer-se que tenho 20 anos de vida guerrilheira, eu sou guerrilheiro há mais de 40 anos; a diferença é que sou, não guerrilheiro militar mas guerrilheiro cantor, como Ely Primera, Victor Jara, Carlos Puebla, Ruben Blades, Sílvio Rodriguez e tantos outros. A minha espingarda é a minha guitarra e as minhas balas são versos de calibre bolivariano, a minha táctica é a combinação da poesia com as notas musicais e a minha estratégia é um mundo de paz com justiça e amor. Como sei que a paz na minha querida e sofredora Colômbia deve passar por uma solução política do conflito, continuarei a fazer tudo o que for capaz para alcançar esse objectivo.
Tanto tu como a Revolução Bolivariana têm estado presentes nas minhas canções, e se as escutares saberás o amor que sinto por ti e pelo povo venezuelano o que, logicamente, faz aumentar contra mim o ódio do Império e das oligarquias; quebra-me agora a alma que se possa truncar o meu novo trabalho, que são canções para a Nicarágua e Daniel, Bolívia e Evo, Uruguai e Pepe, Cuba e Fidel, Honduras, Equador e mais alguma coisa para a Venezuela; a única coisa que falta a esse trabalho é gravá-lo. Oxalá aconteça o milagre de que me deixem cantá-las para que as possas apreciar.
Não queria criar problemas ao teu governo, fiz todos os possíveis para o evitar, bati a algumas portas e não me abriram, apenas Lina Ron prometeu ajudar-me e um dia antes do encontro morreu a camarada.
Agora estou privado de liberdade e segundo o Santo vou ser extraditado, mas enfim, já o disse antes o Mestre Simón Rodriguez: inventamos ou erramos. Eu sei que tu podes, com o imenso poder da autoridade moral que possuis, inventar que o impossível se torne possível; para além do mais, existem acordos e leis internacionais que não autorizam a minha extradição.
“não permitas que pensem: era assim que o queríamos vê-lo. Não permitas que digam: havemos de o comer vivo” (Salmo 35).

Da minha esposa (que te ama, além do mais por ser “llanera” e para completar descendente de Maisanta) nada sei desde o dia da minha captura; ela ficou (se é que ainda está viva) apenas com a roupa com que dormia, sem dinheiro, doente e com problemas causados pela menopausa; o que estará a sofrer é indizível.
Por aqui os guardas, a partir do momento em que descobriram que eu não era o terrorista que lhes tinha sido pintado, têm-me tratado melhor. JÁ NÃO ESTOU ALGEMADO E COM OS OLHOS VENDADOS, COMO ESTIVE MAIS DE UMA SEMANA. Dizem-me que é possível conseguir uma guitarra para cantar; oxalá, porque se se cala o cantor cala-se a vida.
Despeço-me com um abraço “elyprimerano”.

Amando venceremos!

Julián Conrado

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Venezuela/EN NUEVA CARTA EL REVOLUCIONARIO CANTOR JULIAN CONRADO SOLICITA ASILO FORMAL EN VENEZUELA, DONDE ESTÁ DETENIDO



25 julio 2011/Rebelión http://www.rebelion.org (México)


Manifiesta además estar enfermo

Coordinadora Que no calle el Cantor

Aporrea

Desde los calabozos en Boleíta, Caracas, nos han hecho llegar otra carta del trovador de la montaña Julián Conrado, desaparecido desde hace 53 días en la República Bolivariana de Venezuela.

Está en la tapa de un libro, de letra muy apurada pero con huellas dactilares incluidas.

La nueva carta:

Julio 20, 2011

Yo, Guillermo Enrique Torres con cédula de ciudadanía: 9.281.852, de Turbaco, Bolívar, Colombia:

Señor Canciller Nicolás Maduro, Señores ACNUR y a quienes compete:

Yo me vine de Colombia porque mi vida corría peligro y fui capturado en Venezuela el 31 de Mayo. No se han reconocido mis derechos humanos, ni siquiera tengo derecho a un alegato para mi defensa.

Estoy enfermo de la próstata y otras enfermedades.

Solicito Asilo y Refugio a la República Bolivariana de Venezuela.

(Huellas dactilares)

Guillermo Enrique Torres Cuéter


Su captura, realizada el pasado 31 de mayo por cuerpos de inteligencia perfectamente coordinados de los Estados colombiano y venezolano preparan la extradición a Colombia para su entrega a los EEUU, como lo ha dicho el criminal general Oscar Naranjo de la Policía Nacional de Colombia al ratificar que: “…He recibido informaciones de nuestros servicios de investigación criminal y de inteligencia que se pagarán varias fuentes que colaboraron en el proceso de localización de alias ‘Julián Conrado’… este caso en particular "Julián Conrado" hace parte del programa de recompensas de los Estados Unidos de primer nivel…". La recompensa de 2.5 millones que ofreció el subsecretario de Estado para Latinoamérica de los EEUU, Arturo Valenzuela por su captura, no sabemos cómo la distribuirán, ni entre quienes. Obvio, suponemos entre apátridas colombianos y venezolanos.

Para que esta barbaridad contra el Derecho Internacional Humanitario no ocurra, lo importante es que entendamos y hagamos lo del “Cuento del Colibrí” que nos comentó el “Cabo de Tres Soles”, cartero de Julián: “…Mire, me contaron que en la selva había un enorme incendio forestal, por una inmensa sequía: Muchos animales morían. Los que pudieron, corrieron al lecho del río. Los animales quedaron atrapados entre el fuego y el feroz caudal. En la disyuntiva de quemarse o ahogarse, el pequeño colibrí recogía gotitas de agua de la orilla del rio y las echaba, con su dimito pico, al pertinaz fuego. El león, elefantes, jirafas y todas los animales se burlaba del colibrí, hasta que le gritaron: “Imbécil, ¿Qué crees que haces?...¿acaso vas a apagar el incendio con tus gotitas?...El colibrí le respondió: “Yo hago lo mío…, qué hacen ustedes”.

Si no entendemos la gravedad de este nuevo intento de convertir en ley internacional aceptada, la política del Plan Cóndor, con las entregas criminales de luchadores sociales a regímenes terrorista de Estado como cuando las espantosas dictaduras de Cono Sur, violando todo precepto legal valido y humanitario, estamos condenando a los pueblos del mundo en lucha por su independencia y libertad, a la más absoluta indefensión ante la jauría fascista colombiana-estadounidense del Plan Colombia, con su “voraz incendio” en nuestra amada Colombia durante más de 60 años.

Sabemos que la entrega a Colombia-EEUU del Cantor, con palabras de Julián, sería “…la tortura y la muerte...”.

"... la vida es muy peligrosa. No por las personas que hacen mal,
sino por las que se sientan a ver lo que pasa..."

Albert Einstein

Coordinadora “Que no calle el cantor”