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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Angola/ASSUMIR EM PLENO AS OPÇÕES

27 outubro 2016, EDITORIAL Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (angola)

A estabilidade e a paz em África são um assunto que continua a estar no centro da agenda de muitos  estadistas africanos, particularmente aqueles que estão directamente envolvidos em processos de pacificação em regiões do continente marcadas por conflitos.

É positivo que  continue a haver por parte de estadistas africanos empenho em  resolver muitos problemas do continente, para se evitarem situações dramáticas. Perante  situações de conflito, é grande  a responsabilidade dos estadistas africanos, que devem  prosseguir nos seus esforços para que se consiga acabar com problemas de natureza política em África.

Os actores políticos africanos têm de tudo fazer para acabar com o sofrimento de vários povos do continente. Tudo deve ser feito para que os africanos possam levar uma vida normal e

quarta-feira, 13 de julho de 2016

UNIÃO AFRICANA E AS MULHERES



12 julho 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Decorre desde domingo até ao dia 18 do corrente, na cidade de Kigali, Ruanda, a 27ª cimeira da União Africana sob o lema “Ano africano dos Direitos Humanos com foco particular  nos direitos das mulheres”, numa altura em que a organização continental vai debater a sucessão da actual líder da sua Comissão Executiva.

A capital ruandesa testemunhou a abertura da cimeira com a realização da 32ª sessão ordinária do Comité Permanente dos Representantes, em que ficou patente a necessidade de as representações diplomáticas dos Estados membros trabalharem arduamente com a Comissão Executiva para a implementação da sua agenda. A referida reunião foi igualmente marcada pelo apelo da presidente cessante da  Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, no sentido da solidariedade e da auto-confiança, de modo a “construir-se uma União Africana virada para as pessoas.”
 
Atendendo aos desafios imediatos do continente, passando pelo conflito interno no Sudão do Sul e as incertezas económicas resultantes da desaceleração da economia mundial e a reduzida procura das principais “commodities”, África precisa de união e

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Angola e Moçambique/APROXIMAÇÃO HISTÓRICA

10 de Novembro, 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Angola e Moçambique estão ligados por laços históricos de cooperação política, diplomática e económica, que são sempre reforçados com gestos recíprocos dos dois Estados, através de contactos entre entidades governamentais e instituições a todos os níveis.

Angola e os angolanos sentem-se honrados com a primeira visita de Estado do Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, para reforçar a cooperação política e económica, bem como assistir à cerimónia de comemoração dos 40 anos de Independência Nacional.

Angola e Moçambique possuem semelhanças na extensão da superfície territorial, fronteira marítima, recursos florestais, aquíferos e minerais, entre outros. Numa altura em que as tecnologias e os meios de deslocação transformaram as distâncias em meras referências no mapa, os angolanos e moçambicanos pretendem tirar  proveito dessas vantagens.

A presença do Presidente  de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, que cumpre uma visita de Estado desde domingo ao nosso país, acompanhado de  uma numerosa delegação,  representa

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

ANGOLA NA GESTÃO DE CRISES

21 outubro 2015, Jornal de Angola jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

A instabilidade e a insegurança ainda espreitam em muitas regiões de África, razão pela qual urge a conjugação de esforços por parte de todos os Estados inseridos nas várias organizações sub-regionais e continental para uma melhor gestão e solução de conflitos.

Desde há algum tempo, é notável em África uma espécie de passagem dos conflitos inter-estaduais a conflitos intra-estaduais, que tendem a ameaçar não apenas Estados isolados  mas regiões inteiras. 

Não apenas em África, mas em todo o mundo os países devem, cada vez mais, mobilizar-se para enfrentar as novas ameaças e novas formas de conflitos que ameaçam a soberania, integridade e viabilidade de muitos Estados. Atendendo a que se trata de desafios transversais cuja solução passa pelo envolvimento de numerosos actores, o apoio às organizações regionais e internacionais como

sábado, 8 de agosto de 2015

Angola/Ntumba Luaba no Parlamento

7 agosto 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adelina Inácio

Angola assume em Dezembro a presidência do Fórum Parlamentar da Região dos Grandes Lagos, anunciou ontem o secretário executivo da organização, Ntumba Luaba, após uma reunião com o Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos.

Ntumba Luaba afirmou que os países da Região dos Grandes Lagos têm interesse comum e esperam que Angola, durante a presidência, mantenha os objectivos de fortalecer o estabelecimento da paz e a democracia em África.

O secretário executivo destacou como preocupações da organização a instabilidade no Burundi, República Democrática do Congo e Sudão do Sul. “Temos feito um grande esforço no leste do Congo Democrático para combater as forças negativas naquele país, mas a grande preocupação é a estabilidade no Burundi, depois das eleições realizadas recentemente”, disse, adiantando que todas as atenções vão estar direccionadas às eleições na República Centro Africana.
 
A Assembleia Nacional aderiu em Junho do ano passado ao Fórum Parlamentar da Conferência dos Grandes Lagos, uma plataforma para

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A PACIFICAÇÃO DE ÁFRICA

15 junho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)
Angola continua a estar nas bocas do mundo pelo seu importante papel na busca da paz no continente africano.

A diplomacia angolana é conhecida pela sua grande actividade na procura de consensos em África destinados a superar os casos de violência e de instabilidade em  países do continente, que estão ainda com dificuldades para ultrapassar as suas desavenças internas.

Os angolanos têm uma valiosa experiência no campo da promoção do diálogo, que tem produzido resultados positivos ao nível do nosso continente. A diplomacia angolana não se limita a promover o diálogo para que as partes em conflito cheguem por exemplo a acordos. Vai mais longe. Sugere fórmulas que possam gerar processos de pacificação e reconciliação  que resolvam, efectivamente, os grandes problemas que dividem cidadãos de um mesmo país. Trata-se de fórmulas que abrangem aspectos de ordem política, económica e social.

Os angolanos têm tirado proveito da sua experiência adquirida em mais de dez anos de paz e de reconciliação nacional para propor aos seus irmãos africanos

domingo, 17 de maio de 2015

Angola/Ministros reunidos preparam a cimeira

17 maio 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Gabriel Bunga

Os  ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros dos países da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) concluíram ontem, em Luanda, a análise dos documentos a serem submetidos amanhã à Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da organização. 

Na reunião, realizada para avaliar a segurança e a situação humanitária na Região dos Grandes Lagos, principalmente no Burundi, República Centro Africana, República Democrática do Congo e Sudão do Sul, o ministro Georges Chikoti chamou a atenção para a ameaça que representa o terrorismo e o fundamentalismo religioso, e pediu união dos Estados membros para encontrar os melhores mecanismos para o seu combate.

O ministro Georges Chikoti, na qualidade de presidente do Comité Interministerial de Ministros da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, condenou a tentativa de golpe de Estado no Burundi e

domingo, 25 de janeiro de 2015

ANGOLA E OS GRANDES LAGOS

24 janeiro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Angola tem-se destacado na arena internacional pelos seus contributos  à paz e à segurança, particularmente  no continente africano, onde se assiste ainda a situações  de instabilidade, com repercussões negativas  na vida  das populações de  algumas regiões.

O nosso país tem marcado presença em fóruns regionais e mundiais  que tratam da paz e da segurança, e nessas reuniões espera-se sempre que Angola  dê contribuições no sentido de ajudar a resolver complexos problemas num quadro multilateral.

Angola  tem consciência das suas responsabilidades decorrentes da sua qualidade  de membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU e tem ideias a transmitir sobre as fórmulas que são adequadas  ao processo de pacificação em África.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Angola/DIPLOMACIA NA ROTA DA PAZ

6 março 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

 

Esteve no nosso país, em visita de Estado, a Presidente da República Centro Africana (RCA), Catherine Samba-Panza, uma presença que honra a diplomacia angolana no âmbito dos contactos bilaterais e multilaterais para a busca de soluções para a paz e estabilidade.

 

Aquele Estado-membro da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL) vive ainda problemas de insegurança, de instabilidade militar e preocupações humanitárias. Os actores políticos foram bem sucedidos quando, no dia 20 de Janeiro, na Assembleia de Transição, elegeram a actual Chefe de Estado para gerir um período de transição que deve levar à realização de eleições gerais no começo do próximo ano. Este passo político é importante numa altura em que a classe de políticos é chamada  a mostrar-se à altura dos desafios por que passa aquele país do centro de África  rodeado por territórios com situações preocupantes de instabilidade. Os países africanos a nível da sub-região e empenham-se para que a RCA  conheça rapidamente a estabilidade e a tranquilidade para caminhar para o desenvolvimento lado a lado com os seus vizinhos. As opções para contribuir para a pacificação da República Centro Africana variam desde o contributo com meios e homens para fortalecer a missão internacional presente no país, passando pela formação das forças de segurança  e pela ajuda humanitária.