6 abril 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao
(Angola)
Kumuênho da Rosa
O general Gerarldo Abreu “Kamorteiro”, um dos
signatários do Memorando de Paz de 4 de Abril de 2002, revela pormenores sobre
a acção do Presidente José Eduardo dos Santos, para que o acordo se concretizasse
e fosse o êxito hoje reconhecido internacionalmente.
Actual vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas
Angolanas, diz com orgulho que a paz lhe permitiu realizar o sonho de
menino, ao voltar à escola em 2003 para concluir a licenciatura em História, na
Universidade António Agostinho Neto.
Jornal de Angola - Há alguma coisa que considere não ter sido explorada ou valorizada no processo de paz?
General Kamorteiro - Talvez a autenticidade do processo. Nós fazemos parte de uma geração que viu surgir o 25 de Abril. A paz que tivemos de 1974 e 1975 foi efémera, porque não tardou e descambou em guerra. Tivemos depois mais 16 anos de guerra até Bicesse, que também descarrilou. Então viemos para o Memorando de Entendimento do Luena, cuja paz
Jornal de Angola - Há alguma coisa que considere não ter sido explorada ou valorizada no processo de paz?
General Kamorteiro - Talvez a autenticidade do processo. Nós fazemos parte de uma geração que viu surgir o 25 de Abril. A paz que tivemos de 1974 e 1975 foi efémera, porque não tardou e descambou em guerra. Tivemos depois mais 16 anos de guerra até Bicesse, que também descarrilou. Então viemos para o Memorando de Entendimento do Luena, cuja paz