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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

CPLP, Angola/NO MORE TRUMP!

14 agosto 2019, Página Global (Portugal) https://paginaglobal.blogspot.com/2019/08/no-more-trump-martinho-junior.html#more
 


… “Os lóbis do armamento e da energia, que tradicionalmente e no quadro da aristocracia financeira mundial suportam o lado republicano dos mecanismos do poder dominante no quadro do império da hegemonia unipolar, como já não podiam exercer a plasticidade dum Obama, ou duma Hillary Clinton (que mesmo assim tiveram múltiplos reveses), só podiam, ao fazer cair as máscaras, adoptar um exercício fascizante nos relacionamentos internacionais, que se casasse com o capitalismo proteccionista protagonizado pela campanha e início da actividade presidencial de Donald Trump e a “tradicional excepcionalidade” estado-unidense, qualquer que fosse o grau dos crimes em evidência.”… - https://paginaglobal.blogspot.com/2019/05/grotesco.html

01- A 10 de Agosto de 2019, na Embaixada da Venezuela Bolivariana em Luanda, assinei a petição dirigida ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, contra as sanções e o bloqueio dos Estados Unidos à Venezuela Bolivariana, segundo o “diktat” de Trump, o republicano de turno cuja administração exerce hoje na Casa Branca!

Juntei-me assim a milhões de patriotas venezuelanos, a largos milhares de cidadãos do mundo e aos angolanos que têm consciência de quanto essas sanções e esse bloqueio põem em causa os relacionamentos internacionais, contra a essência da própria Organização das Nações Unidas! (https://lux24.lu/2019/08/11/venezuela-13-milhoes-assinam-manifesto-para-levar-a-antonio-guterres/).

Fi-lo com meu nome próprio, na qualidade de antigo combatente e veterano da pátria de Agostinho Neto, o Presidente-fundador do Estado Angolano, ele mesmo coerente anti-imperialista enquanto dirigente de um dos mais decisivos movimentos de libertação em África e

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Angola/UMA LONGA LUTA EM ÁFRICA – I

18 de novembro de 2016, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)


A ODISSEIA DA “VITÓRIA OU MORTE”

1 – A internacional fascista em África, no início da década de 60 do século XX, estava relativamente à vontade na África Austral, enquanto grande parte do continente estava mergulhado em profundo neocolonialismo (apesar da cosmética das independências de bandeira) e por isso no Congo, as aspirações mais legítimas de liberdade foram sacrificadas com o assassinato do desamparado e heroico Primeiro-Ministro Patrice Lumumba, com o desmantelamento dos escassos suportes progressistas que o apoiavam e com a sobrevivência durante três décadas, meio incógnita, meio isolada, de Laurent Kabila!

Nessa altura as linhas da internacional fascista estendiam-se continente adentro e sem obstáculos ou percalços de maior desde a emanação fulcral na África Austral, com ponto forte

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Angola/A PROPÓSITO DO KUITO KUANAVALE – VI

18 abril 2015, Página Global http://paginaglobal.blogspot.pt (Portugal)

 
Martinho Júnior, Luanda

15 – O agrupamento FAPLA/FAR/PLAN tiveram antecipadamente, ao nível do seu mando, ao nível de José Eduardo dos Santos, de Fidel de Castro, de Sam Nujoma e de Oliver Tambo, entre outros mais, a visão das possibilidades de criar vantagens estratégicas que inevitavelmente se iriam reflectir depois nas conversações, a fim de alcançar os objectivos maiores: a independência da Namíbia, por tabela o fim do regime de Ian Smith e a independência do Zimbabwe, bem como o fim do próprio “apartheid”, com a introdução de eleições abrangentes na base de 1 homem / 1 voto.

A plataforma ideológica permitia encontrarem-se denominadores comuns na luta.

Sem essa visão, fruto da doutrina progressista que dominava a “Linha da Frente”, seria impossível introduzir meios, em tempo oportuno, que resultaram no desequilíbrio a favor do Movimento de Libertação em África, no próprio teatro de operações.

A experiência das possibilidades estratégicas e dos cenários que seriam assim produzidos, era algo que estava antes da tomada efectiva das decisões, por via da paciente colecta de dados, assim como de sua análise e foram os aliados dos angolanos e por inerente tabela os próprios angolanos, que tiveram a noção mais exacta da situação internacional, da África Austral e

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Angola/HISTÓRIAS DE FEVEREIRO (I)

6 fevereiro 2015, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com.br (Portugal)

Martinho Júnior, Luanda 

1 – O 4 de fevereiro de 1961 foi para Angola como o soar duma trombeta de revolta, impossível de não se fazer ouvir, nem sentir, dentro e muito para lá das fronteiras angolanas.

A data foi criteriosamente escolhida para a produção do acontecimento, aproveitando-se o facto de estarem presentes em Luanda muitos jornalistas estrangeiros que aguardavam a chegada do paquete Santa Maria (rebaptizado pelos revoltosos de Santa Liberdade), que deveria estar em rota desde a América Central.

O paquete tomado por revoltosos portugueses e galegos a 22 de janeiro de 1961, não chegou, mas os jornalistas tiveram “de bandeja”, o 4 de fevereiro por relatar.

Efectivamente o agrupamento daqueles 150 patriotas angolanos, que com toda a legitimidade se levantava contra o regime fascista-colonial do “Estado Novo”, ainda que recorrendo a armas arcaicas, preencheram a oportunidade e colocaram Angola no centro das atenções internacionais.
  
2 – Os revoltosos produziram um ataque a duas cadeias de Luanda (São Paulo e Casa da Reclusão), onde se encontravam presos vários dos seus compatriotas angolanos, que