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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Angola/UMA LONGA LUTA EM ÁFRICA – I

18 de novembro de 2016, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)


A ODISSEIA DA “VITÓRIA OU MORTE”

1 – A internacional fascista em África, no início da década de 60 do século XX, estava relativamente à vontade na África Austral, enquanto grande parte do continente estava mergulhado em profundo neocolonialismo (apesar da cosmética das independências de bandeira) e por isso no Congo, as aspirações mais legítimas de liberdade foram sacrificadas com o assassinato do desamparado e heroico Primeiro-Ministro Patrice Lumumba, com o desmantelamento dos escassos suportes progressistas que o apoiavam e com a sobrevivência durante três décadas, meio incógnita, meio isolada, de Laurent Kabila!

Nessa altura as linhas da internacional fascista estendiam-se continente adentro e sem obstáculos ou percalços de maior desde a emanação fulcral na África Austral, com ponto forte

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Angola/NAÇÃO HONRA HERÓIS

5 fevereiro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filipe Eduardo, Malanje

A celebração do 54º aniversário do início da luta de libertação nacional, assinalado ontem, decorreu sob o lema “Angola 40 anos de independência, paz, unidade nacional e desenvolvimento”.

O ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, que presidiu ao acto central em representação do Presidente da República, no município de Quiuaba Nzoji, na província de Malanje, apelou aos angolanos para celebrarem a efeméride em todas as aldeias, vilas, cidades e em todo o sítio onde esteja um angolano.

Bornito de Sousa recordou que os ideais da libertação do jugo colonial não começaram com o início da luta armada no dia 4 de Fevereiro de 1961. O ministro referiu a resistência de vários soberanos, reis e rainhas, tais como a rainha Njinga Mbandi, os reis Ngola Kiluanje Kia Samba, Ekuikui, Mandume, Muatxiânvua e outros.

Os patriotas angolanos procuraram, de início, alcançar a liberdade por vias pacíficas, tentaram

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Angola/A LIBERTAÇÃO DE ANGOLA E DA ÁFRICA AUSTRAL

12 de Novembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Benjamim Formigo

A 11 de Novembro de 1975, a Independência de Angola foi um ponto marcante, senão mesmo o momento de viragem, do futuro da África Austral ainda colonizada ou dominada por independências declaradas e regidas por minorias, como na Rodésia e a África do Sul ou a Namíbia sob ocupação do regime do apartheid.

O colonialismo tremeu e os seus mentores tiveram consciência de que no máximo podiam adiar o seu fim. Havia condições regionais, na Rodésia, África do Sul e até no instável regime de Mobutu Sesse Seko, favoráveis a uma intervenção externa que, se não conseguisse evitar a Independência de Angola, dividisse o país e a sua riqueza. Pretória e o Estado ilegal da Rodésia do Sul viam com receio a independência de Moçambique. A Rodésia porque sentia que Moçambique ia ser a base de apoio da guerrilha independentista que ameaçava a supremacia branca. A África do Sul por recear que ali se estabelecesse também uma base para o ANC.
 
O ANC veio a receber apoio de Angola independente, tal como a SWAPO, movimento de libertação da Namíbia, encontrou um santuário em território angolano. Para Angola

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Angola/OFENSIVA LIBERTADORA

24 abril 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

A reconquista do Soyo, após a Batalha de Kifangondo, constituiu o culminar da grande ofensiva das FAPLA para libertar todo o norte do país, ocupado militarmente por tropas do Zaire (Mobutu) e por mercenários de várias nacionalidades, que serviam de capa protectora à FNLA de Holden Roberto.

A operação estava incluída no Plano Operacional do Estado-Maior Geral das FAPLA, chefiado pelo comandante Xiyetu,para a libertaçáo total do País das forças invasoras.

O general  Salviano de Jesus Sequeira, “Kianda”, na altura oficial da IX Brigada de Infantaria Motorizada, descreveu ao nosso jornal como tudo se desenrolou: “a reconquista da cidade do Soyo inseriu-se no âmbito de uma ampla operação para a libertação do Norte de Angola. A contra-ofensiva foi realizada em duas direcções, uma com as Forças da IX Brigada de Infantaria Motorizada que partiu rumo às Mabubas,Nambuangongo, Vista Alegre,  Quitexe, Uíge, Songo, Bessa Monteiro, Nzeto, Quinzau, Soyo e Ponta do Padrão. A  outra com as forças de um regimento cubano, que