Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
quarta-feira, 25 de maio de 2016
ESTRATÉGIA DO GOLPE GLOBAL
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Angola/OFENSIVA LIBERTADORA
O general Salviano de Jesus Sequeira, “Kianda”, na altura oficial da IX Brigada de Infantaria Motorizada, descreveu ao nosso jornal como tudo se desenrolou: “a reconquista da cidade do Soyo inseriu-se no âmbito de uma ampla operação para a libertação do Norte de Angola. A contra-ofensiva foi realizada em duas direcções, uma com as Forças da IX Brigada de Infantaria Motorizada que partiu rumo às Mabubas,Nambuangongo, Vista Alegre, Quitexe, Uíge, Songo, Bessa Monteiro, Nzeto, Quinzau, Soyo e Ponta do Padrão. A outra com as forças de um regimento cubano, que
quinta-feira, 17 de abril de 2014
NATO TREINA TERRORISTAS PARA DESESTABILIZAR A UCRÂNIA
Michel Chossudovsky, Diretor do Centre for Research on Globalization em declarações à RIA Novosti.
"Estamos a falar acerca da continuação da política de intervenção militar dos EUA na Ucrânia e na etapa preparatória para um massacre no Sudeste da Ucrânia", Igor Korotchenko, editor-chefe da revista mensal russa Defesa Nacional, acrescentando que a instalação de mercenários
quinta-feira, 27 de março de 2014
Sayed Hasan Nasrallah: CAUSA PALESTINA
(vídeo em legendagem em português)
segunda-feira, 3 de março de 2014
A CAMINHO DA GUERRA*
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
NOVO JOGO, NOVA OBSESSÃO, NOVO INIMIGO – AGORA É A CHINA
31 outubro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
MONIZ BANDEIRA COLOCA EM XEQUE "ATAQUE QUÍMICO" NA SÍRIA
Em entrevista ao jornal O Estado de Minas, no último domingo (1º/9), o professor Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira é um dos que coloca em xeque os relatos sobre o ataque químico na Síria.
Diferentemente dos países árabes, onde ocorreram mudanças de regime na chamada Primavera Árabe, o conflito na Síria envolve questões mais complexas e confronta interesses estratégicos de diversos atores.
É dado como certo que algum tipo de arma química foi utilizado no ataque realizado nos subúrbios de Damasco. No entanto, há incertezas sobre quem foi o responsável por desferir a operação.
Os Estados Unidos e seus aliados atribuíram imediatamente a autoria do bombardeio ao governo de Al-Assad, que sempre negou o uso de tais armas. Além da própria Síria, Rússia e Irã acusam os rebeldes pelo crime.
As imagens e declarações a respeito do massacre encheram os noticiários. As informações mais veiculadas relatam 1,3 mil mortos, centenas delas crianças. O credito dado é sempre “de acordo com ativistas”, ou seja, um lado do conflito. Às vezes, mais responsavelmente, fala-se em centenas de vítimas.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Portugal/Sobre a alegada utilização de armas químicas na Síria
O OCIDENTE REVIDA NA SÍRIA
Os Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, a União Europeia e a Liga Árabe estão entre aqueles que pediram acção urgente.
Não surpreendentemente, o próprio governo sírio refutou fortemente a alegação chamando-a de guerra "suja" dos media, a qual reflectia a "histeria, desordem e colapso" dos rebeldes que sofreram uma série de derrotas militares devastadoras nos últimos dias e semanas.
O que é o plano de jogo? Uma pista vital está na nomeação do perito sueco Ake Sellstrom como o chefe da equipe da ONU que aterrou em Damasco três dias atrás. Sellstrom serviu no bando selecto dos inspectores de armas da ONU no Iraque...
A Reuters citou Sellstrom a apoiar o pedido de que os alegados ataques nos subúrbios de Damasco deveriam ser investigados e ele mesmo propôs um plano de acção. O secretário britânico dos Estrangeiros, William Hague, considerou a ideia de Sellstrom como excelente e
sexta-feira, 26 de julho de 2013
EJÉRCITOS, DROGAS Y ARMAS ILEGALES EN LA GEOPOLÍTICA MÁGICA DEL CARIBE
Jesús Dávila*
ALAI AMLATINA --- La región del Caribe, con una alta concentración de fuerzas militares, presenta varios acertijos, como la contradicción del contrabando de drogas y armas enriqueciendo el crimen en Estados Unidos mientras ese país tiene más de la mitad de sus tropas en la zona destacadas en Puerto Rico, en el perímetro de instalaciones estratégicas que no existen desde hace tiempo.
En la zona comprendida entre el Río San Juan, al sur de Colombia, y el Río Grande, al norte de México –que incluye todos los países del litoral caribeño- se concentra el 57 por ciento de los ejércitos de América Latina, lo que ya de por sí atestigua la importancia estratégica atribuida a la región.
En la otra cara de la moneda, EEUU, Inglaterra, Francia y Holanda patrullan el Caribe con una fuerza de menos de 40.000 soldados y marinos.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Brasil respalda esfuerzos para poner fin a la cirisis siria
"Brasil ha apoyado durante mucho tiempo una solución negociada del callejón sin salida de Siria. Estamos dispuestos a contribuir y apoyar estos esfuerzos", dijo Patriota.
El ministro brasileño subrayó que su país siempre ha apoyado una solución pacífica a la crisis en Siria y ha mostrado su negativa a la intervención militar en territorio árabe.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Colômbia/Fundador da Blackwater treinou mercenários em bases do exército colombiano
Simone Bruno, Bogotá
Uma reportagem do jornal norte-americano The New York Times revelou esta semana que a família real dos Emirados Árabes Unidos contratou o norte-americano Erik Prince, criador da controversa empresa de mercenários Blackwater, para criar um exército particular. Segundo o veículo, as forças militares encomendadas contam agora com quase 800 homens, em sua maioria, colombianos. De acordo com a revista colombiana Semana, eles foram treinados em bases do exército colombiano.
A Blackwater é investigada por diversas denúncias de violação de direitos humanos na invasão norte-americana ao Iraque, empreendida desde 2003, e ao Afeganistão, em 2001. A empresa foi contratada pelo governo dos Estados Unidos para atuar em operações nesses países.
Os Emirados Árabes Unidos, apesar de ricos, têm um exército de dimensões modestas e pouco treinado. Conforme relatou o NYT, a família real estaria cada vez mais assustada com a chamada "primavera árabe", as manifestações populares por mudanças em outros países da região. Com isso, recorreram à Blackwater -- rebatizada de Xe Service.
De acordo com a reportagem, a Xe Service criou a Thor Global Enterprise nas Ilhas Virgens Britânicas -- próximas a Porto Rico -- com a intenção de recrutar mercenários na América Latina. Na Colômbia, foi criada uma página na rede social Facebook para recrutamento chamada "Thor Colombia", na qual militares e policiais em serviço ou afastados e pessoas comuns se candidataram para os testes de admissão.
Um contingente de colombianos ingressou em novembro do ano passado no país, com contratos de trabalhadores da construção civil, diz a reportagem. Eles foram alojados em um complexo militar provisório, chamado Cidade Zayed e receberam um pagamento diário de 150 dólares, de acordo com o NYT.
O recrutamento acontecia na sede de uma empresa colombiana em Bogotá, a Fortox S.A. Um dos sócios seria José Arturo Zuluaga Jaramillo, que há cinco anos era o titular de uma empresa onde, no mesmo endereço, colombianos eram recrutados para a Blackwater. No entanto, aquele esquema, que parecia vantajoso -- o salário prometido era de quatro mil dólares --, era na verdade um golpe. Os mercenários recebiam somente parte do dinheiro, enquanto eram obrigados a vigiar bases em Bagdá.
Bases colombianas
Além disso, a Fortox não tem licença para atividades militares na Colômbia, nem para recrutar pessoal de segurança privada, mas uma reportagem da Semana -- realizada após a denúncia feita pelo NYT essa semana --, revelou que esses treinamentos eram feitos em bases regulares do Exército colombiano, conforme mostram fotos, tiradas no Comando Conjunto de Operações Especiais da base de Facatativá. Nelas, é possível ver o recrutador de Blackwater Robert Bowen com outros norte-americanos e colombianos.
De acordo com o NYT, Washington tinha conhecimento do projeto da Blackwater para Abu Dhabi e foi totalmente complacente, pois considera as forças militares árabes “inexperientes”, apesar de um contingente do reino ter formado parte dos exércitos aliados que apoiaram a ocupação no Iraque.
As leis norte-americanas exigem que os cidadãos do país obtenham uma autorização do Departamento de Defesa para capacitar combatentes estrangeiros. Contudo, o porta-voz do Pentágono, Mark Toner, afirmou que, com relação a Abu Dhabi e à nova empresa de Prince, "existe uma investigação" em andamento. Segundo ele, no ano passado, justamente por treinar e utilizar no Iraque mercenários da Colômbia e das Filipinas sem autorização, a Blackwater foi condenada a pagar uma multa de 42 milhões de dólares.
Baixa qualidade
Segundo Daniel Coronell, editor da Semana e diretor do site de notícias Univisión, que se ocupou da recente investigação, "não há militares colombianos em Abu Dabi. São ex-militares, muitos deles com péssimo treinamento, servindo como mercenários. Outros não têm nenhuma preparação militar e trabalham como vigilantes. Envolveram-se apenas porque foram iludidos com a promessa de muito dinheiro".
De acordo com Coronell, estas pessoas se tratam de soldados improvisados que recebem um treinamento rápido e superficial e que, após poucos dias, viajam para os Emirados.
O baixo nível dos mercenários colombianos, afirma o NYT, está afetando o negócio de Prince com o xeque Mohamed bin Zayed al-Nahyan, que havia prometido que, se o primeiro batalhão tivesse êxito, ele subsidiaria a entrega de uma brigada de milhares de homens. Um contrato do valor de bilhões de dólares.
Leia mais:
A inútil guerra que destruiu o Iraque
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Wikileaks: Impunidade no governo Uribe fortaleceu paramilitares na Colômbia
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
PAÍSES OCCIDENTALES Y MERCENARIOS
email: info@alainet.org
Consejo de Derechos Humanos de Naciones Unidas
¿Una victoria pírrica contra la industria corsaria del siglo XXI?
José L. Gómez del Prado
ALAI AMLATINA -- Cuba ha liderado, durante estos últimos veinte años, en el seno de las Naciones Unidas la cuestión de los mercenarios y de las repercusiones de las actividades de las empresas privadas- que ofertan en el mercado internacional servicios de asistencia, asesoría y seguridad militares- sobre el disfrute de los derechos humanos y también ha sido el principal patrocinador de las resoluciones de Naciones Unidas sobre este tema.
La posición de los países del Grupo Occidental, que continúan percibiendo las iniciativas cubanas como en la época de la Guerra Fría, ha sido inexorablemente de rechazo a las mociones presentadas por Cuba y de emisión de un voto negativo en relación con la creación, mandato y recomendaciones del Grupo de Trabajo sobre Mercenarios. Los Estados Miembros del Grupo Occidental- principalmente Estados Unidos de América y el Reino Unido, donde radican aproximadamente el 70% de las empresas militares y de seguridad privadas (EMSP)- han desacreditado las resoluciones presentadas por Cuba, argumentando que esas empresas son entidades comerciales legítimamente registradas y que sus empleados no son mercenarios sino contratistas privados. Asimismo, los países occidentales consideran que el Consejo de Derechos Humanos no es el foro apropiado para debatir esos temas.
Interesa recordar que dichas empresas ejecutan contratos de gobiernos, principalmente de los Estados Unidos, de compañías multinacionales, organizaciones intergubernamentales y no gubernamentales facilitando, entre otras actividades, formación de personal, inteligencia y seguridad pasiva. Desde 2001, la utilización de contratistas privados en Irak y Afganistán y las violaciones de derechos humanos que han perpetrado ha suscitado una seria preocupación y generado un debate en el ámbito internacional respecto a las funciones que las EMSP deberían desempeñar, qué normas se les deberían aplicar y cómo se deberían controlar sus actividades.
Para responder en parte a estas preocupaciones, los dos gobiernos donde están localizadas la mayoría de las EMSP, los Estados Unidos y el Reino Unido, conjuntamente con el gobierno suizo, el Comité Internacional de la Cruz Roja y las dos principales asociaciones de la industria de la seguridad, la International Peace Organization Association (IPOA)– para los Estados Unidos– y la British Association of Private Security Companies (BAPSC)– para el Reino Unido– lanzaron la Iniciativa Suiza, que culminó en 2009 con la adopción del Documento de Montreux. Dicho documento reitera las normas del derecho internacional humanitario y de los derechos humanos y presenta una serie de buenas prácticas a seguir, de manera voluntaria, sin obligación alguna por parte de dichas empresas. Sin embargo, a menos que esos excelentes ejemplos sólo estén ahí para el escaparate, las buenas prácticas no se pueden dejar únicamente a la autorregulación: es necesario que se establezca un mecanismo de aplicación reglamentado y controlado por los gobiernos.
Dejadas sólo a su autorregulación las EMSP continúan sin aplicar las buenas prácticas y el Documento de Montreux parece más bien una operación de relaciones públicas. Las torturas cometidas en la cárcel iraquí de Abou Ghraib, las ejecuciones sumarias perpetradas en Nissour Square, Bagdad, así como la falta de procedimientos en el reclutamiento del ex soldado Danny Fitzsimons- que a pesar de haber sido diagnosticado con desordenes de estrés post traumático en enero de 2004, mayo de 2008 y junio de 2009, fue contratado por ArmorGroup y enviado a Irak sin reconocimiento médico alguno y terminó asesinando a dos de sus colegas e hiriendo a un tercero tan solo 36 horas después de su llegada al destino- deberían ser suficientes para demostrar la necesidad de reglamentar y controlar las actividades de soldados privados.
Precisamente por las consecuencias que las actividades de esas empresas tienen en el disfrute de los derechos humanos, el Grupo de Trabajo sobre Mercenarios ha recomendado en sus informes de 2010 al Consejo de Derechos Humanos y a la Asamblea General de las Naciones Unidas la elaboración de un instrumento vinculante que regule y controle sus actividades en el ámbito nacional e internacional. Por primera vez, este año, se presentó a dicho Consejo una resolución diferente en la que se disocian las actividades de las empresas militares y de seguridad privadas del tradicional texto sobre mercenarios. El principal copatrocinador de dicha resolución ha sido el gobierno de Sudáfrica, un país que se ha visto obligado a repatriar los cadáveres de 40 ciudadanos contratados por EMSP para trabajar en Irak.
Dicha resolución prevé la creación de un grupo intergubernamental de composición abierta, con el mandato de elaborar un instrumento legal vinculante para reglamentar y controlar las consecuencias de las actividades militares y de seguridad privadas en el disfrute de los derechos humanos, sobre la base de los principios, elementos principales y el texto del proyecto de una posible convención propuestos por el Grupo de Trabajo sobre la utilización de mercenarios. La resolución fue adoptada, el 1 de octubre, por 32 votos a favor, 12 en contra y 3 abstenciones. El voto negativo de las delegaciones del Grupo Occidental (salvo las abstenciones de Noruega y Suiza) muestra que los intereses de la nueva industria en expansión de la seguridad- se estiman a más de 100.000 millones de dólares los ingresos anuales- han estado bien defendidos, como lo fueron en numerosas ocasiones anteriores. A este efecto, cabe mencionar que la consulta regional para los Estados Occidentales- que debía celebrarse en Madrid en octubre del 2010- tuvo que ser anulada por falta de interés de los gobiernos occidentales en participar en dicha consulta.
El voto negativo de los Estados Occidentales (entre los que se incluye el de España, miembro del Consejo de Derechos Humanos), a pesar de las modificaciones hechas por los patrocinadores de la resolución para conseguir un consenso, indica la firme voluntad por parte de los Estados en donde radica la nueva industria corsaria del siglo XXI de estar ausentes desde el principio de un debate de fondo sobre todas las cuestiones que plantean las actividades de las empresas militares y de seguridad privadas, como la privatización de la guerra. Sin la participación del Reino Unido y de los Estados Unidos, los principales exportadores de las actividades de las EMSP, así como de otros Estados Occidentales en donde la nueva industria continua creciendo, la resolución adoptada en el Consejo de Derechos Humanos presenta el aspecto de una victoria pírrica, a menos que…la sociedad civil y la opinión pública de los países occidentales ejerzan la suficiente presión sobre sus respectivos gobiernos.
Madrid, 20 de octubre de 2010
José L. Gómez del Prado - Miembro del Grupo de Trabajo de Naciones Unidas sobre Mercenarios
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
MAIS SETE DA COLÔMBIA? AS 865 BASES MILITARES DOS EUA EM 40 PAÍSES
11 agosto 2009/Adital http://www.adital.com.br
La Jornada *
Tradução: ADITAL
Por Alfredo Jalife-Rahme
No contexto do neopinochetismo hipocritamente tolerado por Washington em Honduras, agora resulta que a projetada instalação de sete bases militares dos Estados Unidos na Colômbia, que provocou massivo repúdio na América Latina, constitui a atualização de um novo acordo de segurança mediante o arrendamento das bases existentes com a finalidade filantrópica de combater a narcoguerrilha fronteiriça, segundo uma engenhosa interpretação de Obama exposta para um grupo de jornalistas hispanos (Reuters, 07/08/09), em vésperas da desarticulada cúpula do ASPAN em Guadalajara, onde o México não tem nada que fazer nem devia ter participado desde sua calamitosa gênese.
Ninguém aprende com a cabeça alheia e EUA repete os mesmos erros da URSS, com uma tríade de consequências devastadoras: sobreextensão imperial, guerra perpétua e insolvência, que levam a um provável colapso similar ao da anterior União Soviética, na opinião de Chalmers Johnson (Dez medidas para liquidar as bases militares dos EUA; Asia Times, 04/08/09).
Chalmers Johnson, professor emérito da Universidade da Califórnia (San Diego) e profícuo autor de livros notáveis, evidencia o império global potencialmente ruinoso de bases militares, que cadencia a longa dependência no imperialismo e no militarismo dos EUA em suas relações com outros países, além de "seu inchado establishment militar".
Paralelamente, Floyd Norris, analista financeiro e econômico do The New York Times (01/08/09), revela que o embarque de bens duradouros civis dos EUA caiu mais de 20% durante a recessão, o qual teria sido pior se não fosse a crescente produção de armas, que disparou 123% acima da média do ano 2000 (início do militarismo bushiano, que Obama incrementou com sua máscara de cordeiro sequestrado pelos lobos do Pentágono).
Norris comenta que EUA é primariamente uma economia civil, quando o "item militar representa ao redor de 8% de todos os bens duradouros (no ano 2000 foi 3%)"; porém, em nossa humilde opinião, é a uma economia preponderantemente militar, já que muitos segmentos de sua atividade civil se entrelaçam com seu substancial belicismo, como tem demonstrado SIPRI, o excelso instituto pacifista sueco.
Segundo o inventário do Pentágono, em 2008, citado por Johnson, o império dos EUA consiste em 865 instalações em mais de 40 países, com um deslocamento de mais de 190 mil soldados em mais de 46 países e territórios.
Johnson expõe o caso singular do Japão e a base de Okinawa (por certo, infestada por escândalos sexuais dos dissolutos militares estadunidenses que levam 64 anos ininterruptos de ocupação).
As sete bases militares adicionais dos EUA na Colômbia elevarão seu total planetário para 872, o qual não tem equivalente com nenhuma potência passada e presente. Literalmente, os Estados Unidos invadiram o mundo!
O mais relevante radica, na opinião de Johnson, em que tal ocupação é desnecessária para a genuína defesa dos EUA, além de provocar fricções com outros países e sua dispendiosa manutenção global (250 bilhões de dólares por ano, segundo Anita Dancs Foreign Policy in Focus): seu único propósito é oferecer aos EUA hegemonia, isto é, controle ou domínio sobre o maior número possível de países no planeta.
Na opinião de Johnson, Obama não percebeu que os EUA não têm mais a capacidade de exercer sua hegemonia global, enquanto exibe seu lastimoso poder econômico mutilado, quando os EUA se encontram em uma decadência sem precedentes.
Expressa três razões básicas para liquidar o império estadunidense: 1. Carece dos meios para um expansionismo de pós-guerra; 2. "Vai perder a guerra no Afeganistão, o qual aumentará ainda mais sua quebra"; 3. Acabar o vergonhoso segredo do império de nossas bases militares.
Propõe dez medidas:
1. Por fim ao severo dano ambiental causado pelas bases e pelo cesse do Acordo sobre o Estatuto dos Exércitos (SOFA, por suas siglas em inglês) que de antemão impede aos países anfitriões exercer sua jurisdição sobre os crimes perpetrados pelos soldados estadunidenses, isentos de toda culpabilidade (particularmente, a epidemia de violações sexuais nos paraísos militares).
2. Liquidação do império e aproveitar o custo de oportunidade para investir em campos mais criativos.
3. O anterior, indiretamente, frearia o abuso aos direitos humanos, já que o imperialismo engendra o uso da tortura, tão abundante no Iraque, no Afeganistão e na base de Guantanamo.
4. Recortar a inacabável lista de empregados civis e dependentes do Departamento de Defesa, dotado de seu luxuoso prédio (piscina, cursos de golfe, clubes, etc.).
5. Desmontar o mito, promovido pelo complexo militar-industrial, de sua valia na criação de empregos e na investigação científica, o qual tem sido desacreditado por uma investigação econômica séria.
6. "Como país democrático que respeita a si mesmo, EUA deve deixar de ser o maior exportador de armas e munições do mundo e deixar de educar aos militares do Terceiro Mundo (v.gr. militares da América Latina na Escola das Américas, em Fort Benning, Geórgia) nas técnicas de tortura, golpes militares e serviço como instrumentos de nosso imperialismo".
7. Devido às limitações crescentes do orçamento federal, devem ser abolidos os programas que promovem o militarismo nas escolas, como o treinamento do Corpo de Oficiais da Reserva.
8. Restabelecer a disciplina e a prestação de contas nas forças armadas dos Estados Unidos, diminuindo radicalmente a dependência dos contratistas civis, das empresas militares privadas e dos agentes que trabalham para o exército fora da cadeia de comando e do Código de Uniforme da Justiça Militar. O livro de Jeremy Scahill Blackwater cita: A ascensão do exército mercenário mais poderoso (sic!) do mundo (Nation Books, 2007). A propósito, o holandês-estadunidense Eric Prince, fundador retirado de Blackwater e neocruzado da extrema direita cristã do Partido Republicano (muito próximo ao bushismo), acaba de ser implicado em um assassinato (The Nation; 04/08/09.
9. Reduzir o tamanho do exército dos EUA.
10. Cessar a dependência não apropriada na força militar como principal meio para tentar alcançar metas de política exterior.
Sua conclusão é realista: infelizmente, poucos impérios no passado abandonaram voluntariamente seus domínios para permanecer como entidades políticas independentes e autogovernadas. Os dois importantes e recentes exemplos são os impérios britânico e o soviético. Se não aprendemos com eles, nossa decadência e queda estarão predeterminadas.
Terá cura a fixação dos Estados Unidos ao militarismo por mais um século?
[www.jornada.unam.mx/- Domingo 9 de agosto de 2009]
* Diário mexicano
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sábado, 20 de setembro de 2008
AMÉRICA DO SUL EM TRANSE
Vivemos uma nova realidade na América Latina que implicará mudanças na velha receita dos EUA e da extrema direita para manobrar o Continente.
19 setembro 2008/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br
Editorial ed. 290
Tudo aconteceu e se agravou exatamente nos dias que antecederam e durante a semana em que se completavam 35 anos do golpe contra o Governo do presidente chileno constitucionalmente eleito, Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973.
No Paraguai, alarmes soaram no 1º de setembro, quando o presidente Fernando Lugo reuniu a imprensa e denunciou movimentos de dois ex-presidentes do país, os senhores Nicanor Duarte e Lino Oviedo, no sentido de gerar uma desestabilização institucional que poderia culminar em golpe de Estado.
Em seguida, os oligarcas separatistas (“autonomistas”) do Oriente da Bolívia, lançaram-se a mais uma aventura no sentido de desestabilizar e derrubar o Governo do presidente Evo Morales, que acabava de sair vitorioso do Referendo Revogatório de 10 de agosto, com 67,41% dos votos.
Enquanto isto, o presidente venezuelano Hugo Chávez anunciava o desbaratamento de uma tentativa de golpe também contra o seu Governo, que incluía o seu assassinato.
Se nos casos do Paraguai e da Venezuela, a situação interna rapidamente se recompôs, na Bolívia a crise se estendeu por toda a semana e, embora ainda não esteja de todo debelada, a pronta ação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) que se reuniu em Santiago (Chile), no dia 15, tenha sido importante para estancar, pelo menos provisoriamente a crise. Até o momento, os dados oficiais falam de 15 camponeses mortos, 25 feridos e 106 desaparecidos, em conseqüência da chacina promovida pelos capatazes (e pistoleiros contratados no Brasil e Peru) do governador “autonomista” de Pando, senhor Leopoldo Fernández, preso desde o dia 16.
O Governo Morales declarou o embaixador dos EUA na Bolívia, Philip Goldberg, persona non grata ao país, e o presidente Chávez expulsou de Caracas o embaixador estadunidense, senhor Patrick Duddy. Enquanto isto, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, suspendeu o recebimento das credenciais do novo embaixador de Washington em seu país, em solidariedade ao seu colega boliviano, Evo Morales.
Na opinião do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, senhor Barack Obama, a expulsão dos embaixadores é um “confronto fabricado” pelo Governo Chávez. Para seu colega republicano, senhor John McCain, esta escalada das tensões diplomáticas é um alerta sobre “as tendências perigosas” no Continente.
Ou seja, foi uma semana em que a América Latina ferveu, e quando se aproveitou para lançar ainda mais lenha na fogueira: Caracas recebeu em seu aeroporto militar dois bombardeiros estratégicos russos TU-160, e aproveitou para divulgar que, até o final deste ano, deverá receber o contratorpedeiro Pedro O Grande, o cruzador Almirante Chabanenko e outros vasos de guerra russos.
Da parte deles, o arroz com feijão de sempre
Enfim, crises geradas a partir de uma velha receita das elites do Continente. Primeiro, a palavra de ordem é abortar qualquer experiência política que fuja aos interessses dos oligarcas e elites da região, e/ou que possa fugir ao controle e aos projetos de Washington. Para isto, inicia-se a conspiração, envolvendo diplomatas da Casa Branca e os representantes das elites locais. Passo seguinte, ganhar as forças armadas do país em questão. Apoio e presença indispensável, a grande mídia comercial é sempre indispensável. Assim, cria-se algum pretexto capaz de desqualificar o Governo em questão para que os grandes jornais, revistas, rádios, TVs comerciais possam fazer a campanha. Nesse meio tempo, um trabalho de articulação diplomática com os países vizinhos e algumas potências para garantir o apoio internacional. Daí, avalia-se se essas forças são suficientes. Caso positivo, desencadeia-se o golpe (sempre em nome da democracia), como foi regra nas Américas desde sempre, ainda que nossa memória se detenha mais nos exemplos dos anos 1960 e 1970, no Cone Sul do Continente, a começar pelo golpe de 1964, contra o governo do presidente João Goulart – o Jango, em nosso país. E todos os seguintes, como o Chile, em 1973, Argentina, 1976, etc., fazendo descer uma espessa noite no Continente.
Caso a aliança dessas forças não dê conta da empreitada, bem, os mercenários podem sempre ser contratados. E num Continente onde a maioria dos países fala a mesma língua, nada é tão difícil assim. Exemplar nesse sentido foi a inavasão da Guatemala, em 1954, por um exército de mercenários recrutados pelos EUA e pelas elites guatemaltecas entre a marginália e o lumpesinato da América Central e do Caribe.
O que pode ter mudado no Continente?
Acontece, porém, que vivemos uma nova realidade na América Latina, especialmente na América do Sul que certamente implicará mudanças na velha receita dos EUA e da extrema direita para manobrar o Continente.
Os atuais governos do Continente, apesar de todas as nuances do espectro de centro-esquerda, e mesmo um que outro que fuja a esse campo, têm apostado numa diplomacia capaz de garantir a autodeterminação dos diversos países da região, e a busca de pontos de unidade que os defenda de ingerências externas e intervenções, mesmo considerando-se o Haiti um ponto negro dessa história. A criação da Unasul, há um mês, faz parte dessa nova concepção de política internacional dos países do Continente.
No documento resultante da reunião da Unasul, A Declaração do Palácio de La Moneda, aprovada por unanimidade, os chefes de Estado e Governo presentes manifestam “seu mais pleno e decidido apoio ao governo constitucional do presidente Evo Morales”, e rejeitam qualquer situação que leve a um golpe, a ruptura da ordem institucional, ou comprometa a unidade territorial da Bolívia.
O que pode ter mudado no Continente?
Acontece, porém, que vivemos uma nova realidade na América Latina, especialmente na América do Sul que certamente implicará mudanças na velha receita dos EUA e da extrema direita para manobrar o Continente.
Os atuais governos do Continente, apesar de todas as nuances do espectro de centro-esquerda, e mesmo um que outro que fuja a esse campo, têm apostado numa diplomacia capaz de garantir a autodeterminação dos diversos países da região, e a busca de pontos de unidade que os defenda de ingerências externas e intervenções, mesmo considerando-se o Haiti um ponto negro dessa história. A criação da Unasul, há um mês, faz parte dessa nova concepção de política internacional dos países do Continente.
No documento resultante da reunião da Unasul, A Declaração do Palácio de La Moneda, aprovada por unanimidade, os chefes de Estado e Governo presentes manifestam “seu mais pleno e decidido apoio ao governo constitucional do presidente Evo Morales”, e rejeitam qualquer situação que leve a um golpe, a ruptura da ordem institucional, ou comprometa a unidade territorial da Bolívia.
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/america-do-sul-em-transe
