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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

MONIZ BANDEIRA COLOCA EM XEQUE "ATAQUE QUÍMICO" NA SÍRIA



3 setembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 

Em entrevista ao jornal O Estado de Minas, no último domingo (1º/9), o professor Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira é um dos que coloca em xeque os relatos sobre o ataque químico na Síria.

Doutor em ciência política, professor aposentado de história da política externa do Brasil e autor de vários livros premiados sobre relações internacionais, ele não tem dúvidas em afirmar que o ataque da madrugada de quarta-feira foi “montado” por opositores ao governo de Bashar al-Assad.

Diferentemente dos países árabes, onde ocorreram mudanças de regime na chamada Primavera Árabe, o conflito na Síria envolve questões mais complexas e confronta interesses estratégicos de diversos atores.

É dado como certo que algum tipo de arma química foi utilizado no ataque realizado nos subúrbios de Damasco. No entanto, há incertezas sobre quem foi o responsável por desferir a operação.

Os Estados Unidos e seus aliados atribuíram imediatamente a autoria do bombardeio ao governo de Al-Assad, que sempre negou o uso de tais armas. Além da própria Síria, Rússia e Irã acusam os rebeldes pelo crime.

As imagens e declarações a respeito do massacre encheram os noticiários. As informações mais veiculadas relatam 1,3 mil mortos, centenas delas crianças. O credito dado é sempre “de acordo com ativistas”, ou seja, um lado do conflito. Às vezes, mais responsavelmente, fala-se em centenas de vítimas.