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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Vaticano/Grão Mufti da Síria envia carta ao Papa Francisco: "trabalhemos juntos pela paz"


4 setembro 2013, Rádio Vaticano http://pt.radiovaticana.va


Damasco (RV)
- O Grão Mufti da Síria, Ahmad Badreddin Hassou, líder espiritual do islamismo sunita, acolheu o apelo do Papa Francisco e estará rezando e jejuando pela paz, na Praça São Pedro, se possível, ou na grande mesquita dos Omayyadi, em Damasco.

O Mufti enviou, por meio da Nunciatura Apostólica em Damasco, uma carta oficial ao Papa Francisco, onde diz preparar-se para participar do dia especial em favor da paz na Síria, em 7 de setembro, ao mesmo tempo que propõe à Santa Sé a organização de um encontro interreligioso.

“Louvando a iniciativa de rezar pela paz na Síria, o Mufti define o apelo do Papa Francisco “filho das leis celestes” - como “bom e pelo bem da humanidade”.

MONIZ BANDEIRA COLOCA EM XEQUE "ATAQUE QUÍMICO" NA SÍRIA



3 setembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 

Em entrevista ao jornal O Estado de Minas, no último domingo (1º/9), o professor Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira é um dos que coloca em xeque os relatos sobre o ataque químico na Síria.

Doutor em ciência política, professor aposentado de história da política externa do Brasil e autor de vários livros premiados sobre relações internacionais, ele não tem dúvidas em afirmar que o ataque da madrugada de quarta-feira foi “montado” por opositores ao governo de Bashar al-Assad.

Diferentemente dos países árabes, onde ocorreram mudanças de regime na chamada Primavera Árabe, o conflito na Síria envolve questões mais complexas e confronta interesses estratégicos de diversos atores.

É dado como certo que algum tipo de arma química foi utilizado no ataque realizado nos subúrbios de Damasco. No entanto, há incertezas sobre quem foi o responsável por desferir a operação.

Os Estados Unidos e seus aliados atribuíram imediatamente a autoria do bombardeio ao governo de Al-Assad, que sempre negou o uso de tais armas. Além da própria Síria, Rússia e Irã acusam os rebeldes pelo crime.

As imagens e declarações a respeito do massacre encheram os noticiários. As informações mais veiculadas relatam 1,3 mil mortos, centenas delas crianças. O credito dado é sempre “de acordo com ativistas”, ou seja, um lado do conflito. Às vezes, mais responsavelmente, fala-se em centenas de vítimas.