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terça-feira, 24 de setembro de 2019
Abya Yala*, Venezuela/Trump resucita el TIAR
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Pátria Grande/EL IMPERIO NO PUDO IMPEDIR LA UNASUR
sábado, 27 de setembro de 2008
Brasil/QUARTA FROTA E A "GUERRA" DO PRÉ-SAL
Só os ingênuos e os entreguistas, muitos deles bancados pela mídia, não vêem na Quarta Frota um grave risco à soberania nacional e à integração regional.
25 setembro 2008/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br
Altamiro Borges *
Diante de quase dois mil operários da indústria naval que trabalham na construção da Plataforma P-53 da Petrobras, em Rio Grande (RS), o presidente Lula reforçou as suspeitas de que o recente relançamento da Quarta Frota Naval dos EUA tem como objetivo disputar o petróleo da camada pré-sal descoberto no litoral brasileiro. O duro discurso, realizado no dia 18 de setembro, indica que o país superou a deprimente fase do “alinhamento automático” com os EUA, imposto pelo servil FHC, e que crescem as tensões diante do "império do mal". Dois dias antes, Lula já havia dado apoio ao presidente Evo Morales na expulsão da Bolívia do embaixador norte-americano Philip Goldberg.
“A Marinha joga um papel importante para proteger o nosso pré-sal, porque os homens já estão aí com a Quarta Frota, quase em cima do pré-sal... A Marinha tem que ser a guardiã das nossas plataformas em alto-mar, porque daqui a pouco chega um espertinho aqui e fala ‘o petróleo é meu, está tudo no fundo do mar mesmo’”, atacou. Após o discurso, durante entrevista coletiva, Lula explicitou seus temores: “Eu já tive a oportunidade de conversar com o presidente Bush sobre a Quarta Frota... Eles dizem que não é nada, que é apenas para pesquisa, mas de qualquer forma estamos preocupados porque é muito próximo da fronteira marítima brasileira”.
Escalada militarista dos EUA
Só os ingênuos e os entreguistas, muitos deles bancados pela mídia, não vêem na Quarta Frota um grave risco à soberania nacional e à integração regional. Criada em 1943, visando derrotar a esquadra nazista no Atlântico Sul, esta força especial foi desativada em 1950. Agora, num gesto provocador, ela foi reativada em 12 de julho. A Quarta Frota é composta por 22 navios: quatro cruzadores com mísseis, quatro destróieres com mísseis, 13 fragatas com mísseis e um navio hospital. “Segundo as autoridades usamericanas, o seu objetivo é ‘realizar ações humanitárias’. Então, para que tantos mísseis?”, ironiza o teólogo da libertação Frei Betto.
Na prática, a Quarta Frota reflete uma nova escalada militarista dos EUA na América Latina. O “império do mal” teme o avanço das forças de esquerda no seu “quintal” e está de olho nas suas riquezas naturais, principalmente no pré-sal. James Stavrides, chefe do Comando Sul, confessou que o aparato bélico visa “ganhar corações e mentes das populações desta região”. Já o diretor de operações navais, Gary Roughead, garantiu que servirá no “combate ao terrorismo”. Tanto que o comandante da Quarta Frota, o contra-almirante Joseph Kernan, nunca fez carreira na marinha, mas sim na força de elite (Seal), destinada às sinistras “operações não-convencionais” dos EUA.
Fidel, Frei Betto e Socorro Gomes
Fidel Castro foi o primeiro a denunciar os intentos imperialistas. Ele lembrou que o anúncio da Quarta Frota ocorreu em abril, poucas semanas após a Colômbia invadir o território do Equador, “com armas e tecnologias dos EUA”. Também citou as ações separatistas do embaixador ianque na Bolívia. Para ele, a retomada das operações navais visa intimidar os governos progressistas da América Latina e abortar o atual processo de integração regional. “Os porta-aviões e as bombas nucleares que ameaçam nossos países servem para semear terror e morte, e não para combater o terrorismo. Deveriam servir ainda para envergonhar os cúmplices do império”.
Frei Betto criticou os que crêem na missão pacífica desta força bélica. “Não é muita coincidência a Quarta Frota ser reativada no momento em que Cuba aprimora a sua opção socialista, Ortega volta a presidir a Nicarágua, o Brasil descobre reservas petrolíferas sob a camada de sal, e a América do Sul é governada por pessoas como Chávez, Lula, Correa, Kirchner, Morales e Lugo, que não morrem de amores por Tio Sam e se empenham em reduzir a dependência de seus países em relação aos EUA?”. Já a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, alertou para a militarização da América Latina. “O governo Bush intenta dar vigência no continente aos pressupostos da guerra preventiva, uma doutrina fascista a serviço do terrorismo do Estado”.
A questão estratégica do pré-sal
Agora é o presidente Lula que coloca o dedo na ferida ao afirmar que a recriação da Quarta Frota objetiva abocanhar as reservas petrolíferas de pré-sal do Brasil. Circulam boatos em Brasília que o comando militar dos EUA estaria questionando as 200 milhas da nossa costa marítima. A grave crise econômica ianque, que tem um forte componente energético – o país é o maior importador mundial de petróleo –, teria atiçado a gula do governo e das corporações imperialistas. O sinal de alerta soou já nas Forças Armadas, o que explicaria o duro recado de Lula diante de uma platéia de dois mil operários da indústria naval. Motivos para temores não faltam.
Desde novembro passado, quando se anunciou a descoberta da megajazida de petróleo na Bacia de Santos, batizada de Tupi, a questão energética assumiu um papel ainda mais estratégico para o futuro do país. Na sequência, descobriu-se que as reservas se estendem do Espírito Santo a Santa Catarina, cobrindo uma área aproximada de 160 mil quilômetros quadrados. A descoberta passou a ser chamada de pré-sal, já que o petróleo está retido a sete mil metros abaixo da superfície nas entranhas rochosas. Tido como de alta qualidade, o petróleo está enterrado sob três quilômetros de água, mais dois quilômetros de rocha e outros dois quilômetros de crosta de sal.
As megajazidas, que podem estar interligadas num único campo, teriam capacidade de produzir de 70 bilhões a 100 bilhões de barris de óleo. O Brasil, que atualmente ocupa o 24o lugar entre as maiores reservas petrolíferas do planeta, pularia para oitavo ou nono posto – posições ocupadas hoje por Venezuela e Nigéria. Em valores monetários, tomando como base o barril a US$ 100, haveria sob o sal um tesouro de US$ 9 trilhões, quase o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Todo este potencial, como alertou o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, pode ser uma “benção ou uma maldição” para o país. A Quarta Frota, com sua alta carga explosiva, sinaliza para o pior.
* Altamiro Borges é jornalista
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/quarta-frota-e-a-guerra-do-pre-sal
O ROSTO DO FASCISMO NA BOLÍVIA
Prisão do governador de Pando reafirma o caráter fascista dos separatistas, revela que o Governo e as forças sociais têm condições de derrotar os golpistas
Marcos Domich*
26 septiembre 2008/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br
A situação boliviana, como se costuma dizer na mídia, é volátil. A opinião pública é sacudida por uma série de acontecimentos, a maioria caracterizados pelo extravasar da fúria reacionária, particularmente no Oriente do país. Todos estes acontecimentos – que em breve farão parte das páginas da convulsa história política boliviana – não se caracterizam, no entanto, por nenhum traço original. Para dizê-lo em curtas palavras, mais não são do que episódios do desencadeamento de operações contra-revolucionárias de inconfundível cunho fascista.
O pretexto para a ocupação de uma série de instalações do governo central, realizada pela União Juvenil de Santa de Santa Cruz, era a execução dos resultados dos inconstitucionais «estatutos autonômicos». Segundo a interpretação da direita destes estatutos 'todas estas instituições pertenciam aos povos de Santa Cruz, Beni, Tarija, etc." e "deveriam ser retirados do governo centralista" para serem postos "a serviço do povo' das suas regiões.
Os fatos revelam que essa é, no mínimo, uma retórica cínica. Quase todas as instalações ocupadas foram seriamente danificadas. Algumas delas completamente saqueadas e inutilizadas; alguns edifícios foram literalmente destruídos, como o da Empresa Nacional de Telecomunicações em Santa Cruz. Alguns dos escritórios sofreram saques que denunciam o seu objetivo.
Nas instalações departamentais do Instituto Nacional da Reforma Agrária, milhares de documentos, processos referentes a terras e resoluções de entrega de terras às comunidades camponesas e povos originários foram queimados. Estas ações têm conexão direta com a "reocupação" de territórios conhecidos como Terras Comunitárias de Origem (TCO). É o caso de Monteverde (Santa Cruz), propriedade coletiva, recentemente reconhecida como do povo chiquitano. Não se trata de ninharia. São um milhão de hectares que pretendem usufruir os latifundiários.
Uma parcimônia suspeita
Chama a atenção o fato de algumas das ocupações terem sido acompanhadas de agressões a membros da polícia e do exército que, estranhamente, tiveram uma atitude quase passiva. Deixaram que soldados, polícias e até coronéis fossem sovados e insultados de modo nunca visto. Voltaremos ao significado desta passividade.
Os grupos fascistas, identificados com a cruz dos templários e algumas vezes com a cruz gamada, acentuaram a sua presença nas ruas, particularmente em Santa Cruz, dedicando-se a insultar e agredir, por vezes com inusitada brutalidade, sobretudo pessoas com traços índios. Inclusive humilharam mais os identificáveis pela sua roupa típica. Ensaiaram razias contra mercados camponeses (em Tarija) e no Plano 3.000 (cidade de Santa Cruz). Nestes casos, as populações reagiram e repeliram com êxito, pela primeira vez, os esquadrões paramilitares.
Tudo isto é a confirmação da causa da resistência, do complô e da violência fascista: a defesa dos interesses dos representantes das transnacionais e latifundiários e a execução dos planos incentivados e desenhados pela CIA e a embaixada estadunidense.
O inocultável rosto fascista
O fato mais grave registrou-se dia 11 de setembro, nas localidades de El Porvenir e Filadélfia, departamento de Pando. Um importante grupo de camponeses dirigia-se nesse dia a Cobija, capital departamental, para realizar uma reunião ampla, quando foi interceptado num ponto do trajeto e acabou atacado a tiro impunemente por empregados da prefeitura de Pando e, talvez, por sicários estrangeiros. Foram assassinados 17 camponeses e estudantes e feridos mais de quarenta pessoas. Até hoje ainda não se soube o número total das vítimas.
O inaudito deste massacre é que foram vitimadas mulheres e crianças. A estes, antes de os assassinarem, bateram-lhes e flagelaram-nos. Os cadáveres dos menores não foram até agora encontrados. Também não podemos omitir que os agressores atiraram sobre alguns feridos e mataram-nos e outros foram submetidos a torturas, procurando que se denunciassem a si mesmos como agressores enviados pelo governo. Há relatos de parentes das vítimas que acusam que até os cadáveres foram violentados. Não é exagero dizer que o que sucedeu em Pando foi um genocídio.
O governo teve que decretar o estado de sítio no departamento. A recuperação do aeroporto significou perdas adicionais de vidas. Franco-atiradores colocados na mata assassinaram um recruta e um pastor evangélico. Os militares limitaram-se a recuperar o aeroporto e só muito paulatinamente entraram na cidade, onde a resistência dos grupos de choque e dos militantes da direita se foi diluindo. Mesmo depois do estado de sítio, um grupo armado conseguiu passar para o município de Filadélfia, ateando fogo em muitos prédios.
O povo resolve organizar-se e lutar
Em alguns círculos militares comentou-se que as medidas tomadas foram aplicadas muito lentamente, sem resolução. Isto, imediatamente compreendido pela população, provocou uma grande efervescência popular. Centenas de milhares de manifestantes, em diversas assembléias e reuniões, sobretudo nos departamentos do centro e de ocidente, quase de modo espontâneo, começaram a discutir a organização de destacamentos, brigadas e outras iniciativas com um sentido muito definido: alistar-se para defender a integridade nacional, a democracia e a soberania nacional, para continuar o processo de mudanças progressistas. O tom principal deste ânimo social é o patriotismo. Lembra o ânimo dos patriotas da independência, como se tratasse, na verdade, de uma batalha pela segunda (e definitiva) independência nacional.
Apesar dos fascistas nos terem habituado a distorcer a verdade, não é demais mencionar que os meios de comunicação da direita pretendem torcer a verdade dos acontecimentos, a começar pelo prefeito Fernández. Este não teve mais nada para dizer, a não ser que os massacrados eram «pseudocamponeses», enviados e armados pelo governo. Inclusive, apareceu num programa de televisão onde, com uma desfaçatez indescritível, negou as acusações, praticamente na frente dos sobreviventes.
O separatismo não será fácil
Nos meios diplomáticos e em todo o mundo teve uma enorme repercussão a resolução do presidente Morales de declarar persona non grata o embaixador americano Goldeberg. A verdade é que os atos e movimentos de Goldberg eram há muito tempo, mais do que uma suspeita, uma evidência. Além da sua participação na conspiração contra Evo Morales, antecedia-o um extenso rol de outras ações entre as quais se destacava a sua ação no Kosovo. É conhecido como um especialista a desmantelar países. Suspeita-se de todas as suas ações, incluindo o ter alguma coisa a ver com o estatuto «autonômico» de Santa Cruz, que apresenta sugestivas concordâncias com a constituição política da «república» do Kosovo. A sua expulsão adquiriu a exata projeção que devia ter, juntamente com a expulsão do embaixador Duddy da Venezuela. Ao cabo e ao resto, Goldberg não era mais do que uma peça no quadro conspirativo desenhado pela CIA contra todos os governos progressistas da América Latina. Dois objetivos são evidentes: A derrubada dos mandatários ou o magnicídio destes ou, finalmente, a divisão do país. Zulia na Venezuela, Guayaquil no Equador e Santa Cruz na Bolívia. Na saída, Goldberg, na sua declaração à imprensa, pôs especial ênfase no tema do narcotráfico. Há que ter em conta a referência e o governo de Evo não deve esquecê-la por um momento que seja.
A alternativa separatista é difícil de levar à prática. Primeiro, pela própria resistência que gerará nos departamentos em cisão. O Plano 3.000, em Santa Cruz, é uma cidadela de uns 400.000 habitantes, onde a resistência ao prefeito Costas e aos grupos de choque da União Juvenil está a organizar-se e a adquirir a decisão de se defender e lutar pela sua liberdade e dignidade. Depois, há a decisão de importantes organizações sindicais e da própria Central Operária Boliviana (COB) que planeja realizar uma reunião ampla na própria capital de Santa Cruz, dir-se-ia no olho do furacão. Um verdadeiro desafio que, só com o seu anúncio, muda positivamente a perspectiva.
O contexto sul-americano
Também o ambiente sul-americano não é favorável aos sediciosos e separatistas. A reunião de urgência da UNASUR (União da Nações Sul-americanas), a que assistiram 8 presidentes, foi firme na rejeição das intenções golpistas ou separatistas. Ressaltam as palavras de Chávez, comparando a situação boliviana de agora com a que se deu no Chile há 35 anos, quando todos «ficaram mudos» perante a imolação de Salvador Allende, provocada pela ingerência do imperialismo norte-americano. Chávez, muito serenamente, disse que a América Latina mudou, já não somos mudos.
A Bolívia é conhecida pela sua combatividade, pelas tradições da sua classe operária, pela incorporação dos camponeses e agora também pela presença ativa dos povos indígenas. São demasiados fatores e um grande empurrão da História que não será fácil os reacionários superarem. Mas os revolucionários não podem dormir sobre os louros e o governo abandonar a sua guarda.
* Marcos Domich é membro da Comissão Política do Partido Comunista da Bolívia.
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/o-rosto-do-fascismo-na-bolivia
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Estados Unidos/Académicos piden que EEUU revele qué grupos opositores financia en Bolivia
Agencia Boliviana de Información http://www.abi.bo
Washington, 20 septiembre 2008 (ABI) - Un grupo de 90 líderes académicos de todo Estados Unidos demandó hoy que Washington revele a los nombres de los grupos de oposición que financia en Bolivia y que corte ese apoyo económico a aquellos que fomenten la violencia en contra del Gobierno constitucional boliviano.
Además, demandan que el gobierno del presidente George W. Bush condene la violencia de la oposición en ese país, según un reporte de la agencia Efe.
Los académicos, de distintas universidades y centros de análisis del país hicieron la solicitud en una carta abierta que enviaron este sábado a la secretaria de Estado, Condoleezza Rice, con copia al embajador Philip Goldberg, declarado "persona non grata" y expulsado de Bolivia hace ocho días.
La carta también fue enviada a los candidatos presidenciales Barack Obama (Demócrata) y John McCain (Republicano), así como a la administradora de la Agencia Estadounidense para el Desarrollo Internacional (Usaid), Henrietta Fore, y al presidente del subcomité para Asuntos del Hemisferio Occidental de la Cámara de Representantes, Eliot Engel.
La violencia generada por grupos de oposición, señalan los académicos, ha ocasionada muertes especialmente en los departamentos de Santa Cruz, Pando y Chuquisaca.
"Como el Gobierno de Estados Unidos se niega a divulgar muchos de los receptores de su financiamiento y apoyo, en la actualidad no hay manera de determinar hasta qué grado este apoyo está ayudando a gente involucrada en violencia, sabotaje, y otras formas extralegales de desestabilizar al Gobierno de Bolivia", indicaron en la misiva.
Recordaron que desde la elección del presidente Evo Morales, en diciembre de 2005, el Gobierno de Washington ha enviado "millones de dólares" de ayuda a las prefecturas y gobiernos municipales en Bolivia.
En 2004, la Agencia Estadounidense para el Desarrollo Internacional (Usaid) abrió una "Oficina de Iniciativas para la Transición" en Bolivia, que otorgó unos once millones de dólares para fortalecer la capacidad de los gobiernos departamentales, agregó.
Los académicos señalan que tanto los contribuyentes estadounidenses, como el Gobierno y el pueblo de Bolivia, "tienen derecho a saber qué fondos estadounidenses están ayudando a Bolivia".
Destacaron en particular que los recientes actos de violencia parecen ser una respuesta organizada de grupos de oposición que intentan lograr lo que no pudieron en las urnas durante el referendo nacional del pasado 10 de agosto.
El grupo de académicos se quejó de que, al menos entre el 5 de mayo de 2008 y el pasado 11 de septiembre, el Departamento de Estado no condenó la violencia de los últimos meses ni felicitó a Morales por su victoria en el referendo de agosto, cuando fue ratificado como Presidente de los bolivianos con un respaldo del 67.4 por ciento de los votos.
En la misiva, los académicos pidieron que Estados Unidos "condene sin equívoco los métodos violentos, destructivos y antidemocráticos empleados por miembros de la oposición 'pro-autonomía' en Bolivia" y cese cualquier tipo de apoyo a grupos que fomenten la violencia en ese país.
La carta incluye firmas de 90 académicos de universidades como Harvard University, American University, Duke University, Johns Hopkins University, University of California-Davis, Queens College, New York University, y Purdue, entre otras.
En su primera aparición en público desde que fue expulsado de Bolivia, Goldberg dijo en Washington que las acusaciones del Gobierno de Bolivia en su contra son "falsas" e "injustificadas" y que el objetivo de los programas de asistencia de Estados Unidos en ese país es "aliviar la pobreza" y agudizar la lucha antinarcóticos.
En ese sentido, Goldberg lamentó que la Usaid sea ahora blanco de las teorías de conspiración porque, a su juicio, el trabajo de la agencia gubernamental es "muy abierto y transparente".
http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20080920203254&l=200809200092_El_presidente_de_EEUU,_George_W._Bush_(Internet).
Bolivia/Sectores sociales de diferentes continentes expresan apoyo a Evo
La embajadora Carmen Almendras durante la concentración en Barcelona (ABI)
Agencia Boliviana de Información http://www.abi.bo
Barcelona (España) 20 septiembre 2008 (Ramiro Lizondo Díaz, especial para ABI) - Más de 179 organizaciones y colectivos, y 70 personalidades de 28 países del continente americano, Europa, Asia y África hicieron público, mediante una carta, su pleno respaldo al pueblo boliviano y al Gobierno del presidente Evo Morales.
El viernes pasado se realizó una masiva concentración en las puertas del Consulado de Bolivia en Barcelona para dar su apoyo y solidaridad al proceso de cambio que está llevando a cabo el presidente Morales.
En el acto, Josep María Hosta, a nombre de los asistentes, saludó la presencia de la embajadora boliviana, María del Carmen Almendras, y resaltó los principales motivos de la concentración.
Luego, Mónica Vargas dio lectura a la carta de solidaridad en la que se denunció el carácter genocida de una oligarquía boliviana que está dispuesta a todo, como asesinar campesinos en Pando, con tal de conservar sus privilegios.
"Una oligarquía que fue parte de las dictaduras militares y de los gobiernos neoliberales corruptos y que ahora cuenta con el apoyo de Estados Unidos y que con grupos paramilitares fascistas como la "Unión Juvenil Cruceñista", están atentando contra el Estado de Derecho, el Gobierno democrático y el pueblo boliviano", señala el pronunciamiento.
Menciona que con la ocupación y destrucción de entidades estatales y medios de comunicación del Estado, el sabotaje terrorista contra válvulas de producción de gas, las amenazas, los secuestros y el estado de aparente ingobernabilidad que quieren crear, buscan deslegitimar un Gobierno democráticamente elegido y abrumadoramente respaldado por el voto popular en el Referéndum Revocatorio.
"Las tácticas de las élites conservadoras y reaccionarias bolivianas tienen el objetivo de generar las condiciones para un golpe de Estado como pasó con el gobierno de Salvador Allende en Chile", agrega.
La masiva concentración también dio su respaldo a la aprobación de la nueva Constitución Política del Estado de Bolivia aprobada por más de dos tercios de la Asamblea Constituyente y a la política de recuperación de los recursos naturales.
Así mismo, manifestó el apoyo y solidaridad con la determinación del Gobierno boliviano de expulsar al embajador de los Estados Unidos en Bolivia, Philip Goldberg por injerencia y ser el organizador de los disturbios en contra del Gobierno constitucional.
La embajadora boliviana ante el Estado español, recibió la carta de apoyo y agradeció a nombre del pueblo y del Gobierno boliviano a todas las personas y organizaciones concentradas en la manifestación y destacó el apoyo y solidaridad de los participantes así como los principales logros del Gobierno democrático y popular del presidente Morales.
El entusiasmo de los participantes, el alma popular de la movilización, la conciencia internacionalista, las consignas anti-imperialistas y la multitud de banderas que ondeaban en el acto, recordaron que la unidad en la lucha por un mundo nuevo es posible.
En el acto, la cónsul general de la República Bolivariana de Venezuela en Barcelona, Belén Rojas, saludó la presencia de la embajadora de Bolivia y la lucha de su pueblo.
En su intervención resaltó la solidaridad que se está produciendo entre los gobiernos y pueblos de América Latina con el proceso de transformación boliviana.
Un evento similar se realizó en Valencia este domingo y otro tendrá lugar en Madrid el lunes.
http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20080920165151&l=200809200008_La_embajadora_Carmen_Almendras_durante_la_concentraci%F3n_en_Barcelona_(ABI).
sábado, 20 de setembro de 2008
AMÉRICA DO SUL EM TRANSE
Vivemos uma nova realidade na América Latina que implicará mudanças na velha receita dos EUA e da extrema direita para manobrar o Continente.
19 setembro 2008/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br
Editorial ed. 290
Tudo aconteceu e se agravou exatamente nos dias que antecederam e durante a semana em que se completavam 35 anos do golpe contra o Governo do presidente chileno constitucionalmente eleito, Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973.
No Paraguai, alarmes soaram no 1º de setembro, quando o presidente Fernando Lugo reuniu a imprensa e denunciou movimentos de dois ex-presidentes do país, os senhores Nicanor Duarte e Lino Oviedo, no sentido de gerar uma desestabilização institucional que poderia culminar em golpe de Estado.
Em seguida, os oligarcas separatistas (“autonomistas”) do Oriente da Bolívia, lançaram-se a mais uma aventura no sentido de desestabilizar e derrubar o Governo do presidente Evo Morales, que acabava de sair vitorioso do Referendo Revogatório de 10 de agosto, com 67,41% dos votos.
Enquanto isto, o presidente venezuelano Hugo Chávez anunciava o desbaratamento de uma tentativa de golpe também contra o seu Governo, que incluía o seu assassinato.
Se nos casos do Paraguai e da Venezuela, a situação interna rapidamente se recompôs, na Bolívia a crise se estendeu por toda a semana e, embora ainda não esteja de todo debelada, a pronta ação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) que se reuniu em Santiago (Chile), no dia 15, tenha sido importante para estancar, pelo menos provisoriamente a crise. Até o momento, os dados oficiais falam de 15 camponeses mortos, 25 feridos e 106 desaparecidos, em conseqüência da chacina promovida pelos capatazes (e pistoleiros contratados no Brasil e Peru) do governador “autonomista” de Pando, senhor Leopoldo Fernández, preso desde o dia 16.
O Governo Morales declarou o embaixador dos EUA na Bolívia, Philip Goldberg, persona non grata ao país, e o presidente Chávez expulsou de Caracas o embaixador estadunidense, senhor Patrick Duddy. Enquanto isto, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, suspendeu o recebimento das credenciais do novo embaixador de Washington em seu país, em solidariedade ao seu colega boliviano, Evo Morales.
Na opinião do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, senhor Barack Obama, a expulsão dos embaixadores é um “confronto fabricado” pelo Governo Chávez. Para seu colega republicano, senhor John McCain, esta escalada das tensões diplomáticas é um alerta sobre “as tendências perigosas” no Continente.
Ou seja, foi uma semana em que a América Latina ferveu, e quando se aproveitou para lançar ainda mais lenha na fogueira: Caracas recebeu em seu aeroporto militar dois bombardeiros estratégicos russos TU-160, e aproveitou para divulgar que, até o final deste ano, deverá receber o contratorpedeiro Pedro O Grande, o cruzador Almirante Chabanenko e outros vasos de guerra russos.
Da parte deles, o arroz com feijão de sempre
Enfim, crises geradas a partir de uma velha receita das elites do Continente. Primeiro, a palavra de ordem é abortar qualquer experiência política que fuja aos interessses dos oligarcas e elites da região, e/ou que possa fugir ao controle e aos projetos de Washington. Para isto, inicia-se a conspiração, envolvendo diplomatas da Casa Branca e os representantes das elites locais. Passo seguinte, ganhar as forças armadas do país em questão. Apoio e presença indispensável, a grande mídia comercial é sempre indispensável. Assim, cria-se algum pretexto capaz de desqualificar o Governo em questão para que os grandes jornais, revistas, rádios, TVs comerciais possam fazer a campanha. Nesse meio tempo, um trabalho de articulação diplomática com os países vizinhos e algumas potências para garantir o apoio internacional. Daí, avalia-se se essas forças são suficientes. Caso positivo, desencadeia-se o golpe (sempre em nome da democracia), como foi regra nas Américas desde sempre, ainda que nossa memória se detenha mais nos exemplos dos anos 1960 e 1970, no Cone Sul do Continente, a começar pelo golpe de 1964, contra o governo do presidente João Goulart – o Jango, em nosso país. E todos os seguintes, como o Chile, em 1973, Argentina, 1976, etc., fazendo descer uma espessa noite no Continente.
Caso a aliança dessas forças não dê conta da empreitada, bem, os mercenários podem sempre ser contratados. E num Continente onde a maioria dos países fala a mesma língua, nada é tão difícil assim. Exemplar nesse sentido foi a inavasão da Guatemala, em 1954, por um exército de mercenários recrutados pelos EUA e pelas elites guatemaltecas entre a marginália e o lumpesinato da América Central e do Caribe.
O que pode ter mudado no Continente?
Acontece, porém, que vivemos uma nova realidade na América Latina, especialmente na América do Sul que certamente implicará mudanças na velha receita dos EUA e da extrema direita para manobrar o Continente.
Os atuais governos do Continente, apesar de todas as nuances do espectro de centro-esquerda, e mesmo um que outro que fuja a esse campo, têm apostado numa diplomacia capaz de garantir a autodeterminação dos diversos países da região, e a busca de pontos de unidade que os defenda de ingerências externas e intervenções, mesmo considerando-se o Haiti um ponto negro dessa história. A criação da Unasul, há um mês, faz parte dessa nova concepção de política internacional dos países do Continente.
No documento resultante da reunião da Unasul, A Declaração do Palácio de La Moneda, aprovada por unanimidade, os chefes de Estado e Governo presentes manifestam “seu mais pleno e decidido apoio ao governo constitucional do presidente Evo Morales”, e rejeitam qualquer situação que leve a um golpe, a ruptura da ordem institucional, ou comprometa a unidade territorial da Bolívia.
O que pode ter mudado no Continente?
Acontece, porém, que vivemos uma nova realidade na América Latina, especialmente na América do Sul que certamente implicará mudanças na velha receita dos EUA e da extrema direita para manobrar o Continente.
Os atuais governos do Continente, apesar de todas as nuances do espectro de centro-esquerda, e mesmo um que outro que fuja a esse campo, têm apostado numa diplomacia capaz de garantir a autodeterminação dos diversos países da região, e a busca de pontos de unidade que os defenda de ingerências externas e intervenções, mesmo considerando-se o Haiti um ponto negro dessa história. A criação da Unasul, há um mês, faz parte dessa nova concepção de política internacional dos países do Continente.
No documento resultante da reunião da Unasul, A Declaração do Palácio de La Moneda, aprovada por unanimidade, os chefes de Estado e Governo presentes manifestam “seu mais pleno e decidido apoio ao governo constitucional do presidente Evo Morales”, e rejeitam qualquer situação que leve a um golpe, a ruptura da ordem institucional, ou comprometa a unidade territorial da Bolívia.
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/america-do-sul-em-transe
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Bolivia/Evo Morales declara persona no grata a Goldberg por conspirar contra la democracia
Agencia Boliviana de Información http://www.abi.bo
La Paz, 10 sep (ABI) - El presidente Evo Morales declaró este miércoles persona no grata al embajador de Estados Unidos, Philip Goldberg, por conspirar contra la democracia y promover la división de Bolivia, e instruyó inmediatamente al canciller David Choquehuanca notificar al diplomático para que abandone el país.
"Sin miedo a nadie, sin miedo al imperio, hoy día delante del pueblo boliviano declaro al señor (Philip) Goldberg, embajador de Estados Unidos, persona no grata", enfatizó Morales en Palacio Quemado, en oportunidad de lanzar el programa "Mi Primer Empleo", que tiene el objetivo de incrementar las posibilidades laborales de los jóvenes en el país.
El Jefe de Estado instruyó, además, al canciller boliviano, en cumplimiento de los marcos legales y diplomáticos, hacer conocer en esta misma jornada al señor Goldberg la decisión del Gobierno boliviano y de su Presidente constitucional para que retorne a su país.
"No queremos gente separatista ni divisionista ni que conspire contra la unidad del país, no queremos personas que atenten contra la democracia", afirmó el Mandatario, al momento de recibir los aplausos de las decenas de asistentes en el acto.
En la historia boliviana nunca antes un Presidente de la República declaró persona no grata a un embajador estadounidense, más al contrario los diplomáticos de esa Nación tenían tanta influencia en la política interna de Bolivia que hasta decidían o daban el visto bueno en la designación de ministros, hecho que el propio Mandatario lo denunció en varias oportunidades.
A pocas horas del retorno de Estados Unidos del dirigente cívico Branco Marinkovic, el martes pasado, hordas de autonomistas y delincuentes sembraron de odio, terror, saqueo y golpizas en el centro de la ciudad de Santa Cruz y otras regiones de la denominada "media luna" con la toma de entidades del Estado que fueron prácticamente destrozadas.
Durante el martes y miércoles, los autonomistas y delincuentes saquearon en Santa Cruz el Instituto Nacional de Reforma agraria (INRA), Servicio de Impuestos Nacionales (SIN), la Empresa Nacional de Telecomunicaciones (Entel) y Televisión Boliviana, el Centro de Estudios Jurídicos e Investigación Social (CEJIS), y quemaron la puerta del edificio de Radio Patria Nueva.
En otras regiones de la "media luna" tomaron varios puestos aduaneros, tres aeropuertos, Superintendencia de Hidrocarburos, atentaron contra el gasoducto de exportación a Brasil, en Tarija intentaron tomar el Mercado Campesino donde funciona la Red Patria Nueva.
GOLDBERG - KOSOVO
El Mandatario de la República recordó que el actual Embajador de Estados Unidos en Bolivia, antes de ser acreditado en el país, se desempeñó como jefe de misión estadounidense en Pristina, Kosovo, y allí consolidó el descuartizamiento de lo que fue Yugoslavia.
Goldberg presentó sus cartas credenciales ante el presidente Evo Morales el 13 de octubre de 2006, luego de una postergación de dos semanas.
Pero tres meses antes de su arribo a Bolivia, cuando aún se encontraba en Pristina desempeñándose como jefe de la misión de Estados Unidos en Kosovo, ya se decía que el nuevo Embajador estadounidense designado por George Bush para este país andino vendría para tomar partido en el proceso separatista que comenzaba a gestarse en pos de horadar al régimen boliviano, según publicaron entonces varios medios de comunicación.
Morales dijo hoy que en el país Goldberg es la autoridad externa (diplomático) que encabeza la división de Bolivia y conspira contra la democracia y la unidad del país.
"El que conspira a la democracia y sobre todo que busca la división de Bolivia es el Embajador de Estados Unidos, quiero decirles hermanas y hermanos, este señor es un experto en alentar conflictos separatistas", denunció el Mandatario.
LUCHA DEL PUEBLO
Morales aclaró que la decisión que asume su administración gubernamental sobre el Embajador de Estados Unidos es un homenaje a la lucha histórica del pueblo boliviano contra el modelo neoliberal y contra toda forma de injerencia extranjera.
"Quiero decirles, hermanos y hermanas, y desde acá al pueblo boliviano, que es obligación del Gobierno nacional y del pueblo boliviano defender la unidad nacional", afirmó el Jefe de Estado.
Morales dijo que sólo el pueblo organizado puede defender y recuperar la democracia de los separatistas y convocó a los movimientos sociales y al pueblo a defender la unidad de Bolivia.
¿QUIÉN ES GOLDBERG?
De acuerdo al currículum vitae distribuido oficialmente por la Embajada de Estados Unidos en La Paz, Philip Goldberg participó desde los comienzos de la guerra civil yugoslava que estalló en la década de los noventa, hasta la caída y enjuiciamiento del presidente serbio Slobodan Milosevic.
Entre 1994 y 1996 se desempeñó como "oficial de escritorio" del Departamento de Estado en Bosnia, coyuntura en la cual estalló el conflicto entre los separatistas albaneses y las fuerzas de seguridad serbias y yugoslavas.
En ese mismo periodo se desempeñó como Asistente Especial del Embajador Richard Holbrooke, quien fue artífice de la desintegración de Yugoslavia y la caída de Milosevic. "En ese último cargo" —informó la Embajada— "fue miembro del equipo negociador estadounidense en la preparación de la Conferencia de Paz de Dayton y Jefe de la Delegación Estadounidense en Dayton".
El Embajador Goldberg fue también funcionario político y económico en Pretoria, Sudáfrica, posteriormente funcionario consular y político en la Embajada de Estados Unidos en Bogotá, Colombia, donde comenzó a interesarse en la política latinoamericana.
Tras ejercer el cargo de Ministro Consejero de la Embajada de Estados Unidos en Santiago de Chile del 2001 al 2004, Goldberg retornó a los Balcanes para dirigir la misión estadounidense en Pristina, capital de Kosovo, desde donde apoyó el enjuiciamiento en el Tribunal de La Haya del ex dictador Milosevic (fallecido el 11 de marzo del 2006).
DE KOSOVO A BOLIVIA
De acuerdo a publicaciones de prensa, antes de su traslado a Bolivia, Goldberg trabajó desde Kosovo para la separación de los Estados de Serbia y Montenegro, que se produjo en junio del año pasado como el último resabio en la desaparición de Yugoslavia.
La desaparición de Yugoslavia se desarrolló durante una sangrienta década de guerra civil gestada a partir de procesos de "descentralización" y "autonomías" que se impusieron finalmente con la intervención militar norteamericana y la presencia de tropas de la OTAN y la ONU que ocuparon los Balcanes para "pacificar" esa región.
La guerra civil yugoslava tuvo como rasgo principal la llamada "limpieza étnica" que consistió en la expulsión y aniquilación de los tradicionales grupos étnicos que componían los territorios de Yugoslavia. El más cruel de este exterminio racial se produjo entre serbios y croatas.
Bolivia sufre actualmente un exacerbado proceso de racismo y de autonomías separatistas, muy similar a lo que ocurrió en los Balcanes, que se gestaron desde la ciudad oriental de Santa Cruz, donde gobierna una élite integrada, entre otros, por empresarios de origen croata que crearon un movimiento federalista denominado "Nación Camba".
Uno de los principales líderes cruceños de aquel movimiento separatista es el empresario agroindustrial y socio de capitalistas chilenos Branco Marinkovic, quien asumió la conducción del Comité Cívico de Santa Cruz, ente que dirige este proceso ejerciendo presión movilizada contra el gobierno de Evo Morales.
sábado, 9 de agosto de 2008
Parlasur actuará como contrapeso a participación de EEUU en referendo boliviano
"Nuestra presencia en Bolivia será un contrapeso a otro tipo de observadores como los norteamericanos. Ellos son generalmente parciales, nosotros seremos imparciales", declaró el legislador en una entrevista con Ansa.
Fier y el presidente de la Comisión de Representantes del Mercosur, el argentino Carlos Alvarez, encabezan el grupo de veedores regionales de la consulta revocatoria de mandatos del presidente Evo Morales, de su vicepresidente Álvaro García Linera y de ocho prefectos departamentales.
El congresista sostuvo que "conociendo la historia de la relación de Estados Unidos con América Latina, cuando leemos la bibliografía que hay sobre el tema no tenemos dudas de que Estados Unidos puede querer tener injerencia en los asuntos internos de Bolivia".
"Cuando el presidente Evo (Morales) denuncia que hay injerencia del embajador norteamericano", Philip Goldberg, "no tengo dudas de que dice la verdad", señaló Fier, integrante del Partido de los Trabajadores (PT).
El mandatario brasileño Luiz Inácio Lula da Silva y los demás gobernantes del Mercosur "dieron un aval a la estabilidad institucional" en Bolivia durante la cumbre del bloque, el primero de julio en Tucumán", recordó el congresista.
Al ser consultado sobre si la postura de Lula está denotando "parcialidad" a favor de Evo Morales, Fier respondió que "no puede ser vista como parcialidad la preocupación del presidente a favor de la democracia en Bolivia".
"Los presidentes del Mercosur y el Parlasur están dando una señal por las instituciones y en contra del separatismo", explicó el presidente ese Parlamento.
http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20080808221751&l=200808080091_Los_miembros_del_Parlamento_del_Sur_en_una_de_sus_sesiones.
domingo, 11 de maio de 2008
INJERENCIA ESTADOUNIDENSE - BOLIVIA: BAJO EL ACECHO DEL ÁGUILA
Las agresiones de Estados Unidos contra el gobierno progresista de Evo Morales Ayma han sido denunciadas desde 2006. Llegada de municiones de alto calibre, explosiones en hoteles, espionaje e infiltración de la policía, son algunas de las acciones que La Paz afirma son obra de la embajada estadounidense, dirigida por Phillip Goldberg.
22 de enero de 2006. Juan Evo Morales Ayma, de la étnia aymara, político, dirigente sindical y activista del movimiento cocalero se convierte, a sus 47 años de edad, en el primer presidente indígena de Bolivia. Antes de él, 83 hombres, incluyendo a El Libertador Simón Bolívar, habían dirigido el rumbo de esta nación, cuya población indígena se sitúa en 51 por ciento.
Su llegada fue sinónimo de revuelo. Traía consigo un proyecto de cambios profundos en la estructura burguesa del Estado boliviano para dar más beneficios a los pobres con propuestas como la redacción de una nueva Constitución Política por una Asamblea Constituyente, la redistribución de las tierras y la nacionalización de las reservas de gas y petróleo, dominadas casi por completo por grandes transnacionales como la gigante española Repsol – YPF, la estatal brasileña Petrobras o Total LTD, una subsidiaria de la estadounidense Exxon Mobil, la petrolera más grande y poderosa del mundo.
La nacionalización de los hidrocarburos se hizo efectiva el 1º de mayo de ese mismo año. El decreto supremo 28.201, firmado por Morales, devolvió al Estado el derecho a "la propiedad, la posesión y el control total y absoluto" de los tesoros de su subsuelo.
"Se acabó el saqueo de nuestros recursos naturales por empresas extranjeras", dijo Evo Morales aquel día.
Ahora las otrora dominantes empresas privadas debían unirse a la estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) en empresas mixtas con la balanza accionaria favorable al Estado. De decidir lo contrario, tenían que abandonar el país y sus bienes pasarían a manos públicas.
No sólo su identidad se veía afectada, también sus ingresos. Al nacionalizar a su industria petrolera, el Ejecutivo boliviano se queda con 82 por ciento de los ingresos y las petroleras con el restante 18.
Para Eva Golinger, abogada estadounidense especialista en leyes internacionales e investigadora de la política exterior de la Casa Blanca, el gobierno reformista de Evo Morales, la posición estratégica de Bolivia como "corazón de Suramérica" y sus abundantes reservas naturales, en especial las gasíferas, gracias a las cuales ostenta el primer lugar en el hemisferio, alarmaron a Estados Unidos.
Con sólo cuatro meses en el poder, exactamente el 22 de mayo de 2006, Morales tendría su primer roce formal con la primera potencia mundial, cuando el presidente conservador de Estados Unidos, George W. Bush, declaró a la prensa sentirse "preocupado" por la democracia en Bolivia, que según él estaba siendo "erosionada" por el gobierno de Evo Morales.
En su discurso, Bush advirtió que unas buenas relaciones con su país "serán beneficiosas para los pueblos", al responder a una pregunta de un periodista sobre los gobiernos de Venezuela y Bolivia.
Pocos días después, el líder aymara respondió a Bush: "Si él, (Bush) quiere fortalecer la democracia, no tiene otra alternativa que expulsar a delincuentes, ni siquiera extraditar, expulsar", dijo Morales al referirse al ex presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, acusado de crímenes de lesa humanidad y quien se encuentra residenciado en Estados Unidos, sin que este país dé respuesta al pedido de extradición adelantado por La Paz.
Desde allí se sobrevendrían una serie de denuncias del presidente Morales acerca de planes desestabilizadores promovidos por Estados Unidos.
En 2006, La Paz hizo público el caso de dos jóvenes estadounidenses que fueron sorprendidos fotografiando el automóvil de Evo Morales, el del presidente de Venezuela, Hugo Chávez, y de otros gobernantes durante la Cumbre Suramericana que se celebró en Cochabamba, al centro del país.
En mayo de ese mismo año, Morales aseguró públicamente tener "abundante información" sobre una conspiración en su contra por parte del régimen republicano de Bush y mencionó como principales fuentes a oficiales que han estado becados en el país norteamericano.
Cinco meses más tarde, Estados Unidos designó a Phillip Goldberg como nuevo embajador en La Paz. Experto en asuntos de Latinoamérica, Goldberg es reconocido por su estadía en 2004 en la provincia serbia de Kosovo, que cuatro años más tarde declararía su independencia unilateral con el apoyo moral y financiero del gran país del norte.
El equipo Goldberg - Usaid
Al llegar a Bolivia, Goldberg quiso mostrar inmediatamente la "superioridad" de Estados Unidos sobre la nación andina. En su acto de entrega de credenciales, el estadounidense le expresó a Evo Morales que era bienvenido en su país ya que no estaba incluido en ninguna lista de potenciales terroristas.
Este tipo de actuación, para muchos estudiosos como Golinger, representa una actitud racista "como de un amo a su esclavo".
"Bolivia siempre ha sido un peón de Estados Unidos", asegura la jurista. Y precisamente la búsqueda de independencia del gobierno progresista de Morales, lo que, según ella, impulsó a la administración Bush a enviar a Goldberg "un señor con una educación y una experiencia en inteligencia".
"Siempre escogen personajes por razones específicas cuando se trata de un país importante para EEUU en el sentido político o comercial. En este caso, Goldberg llegó después que Evo Morales. Ese es un señor que tiene experiencia número uno en América Latina", explicó Golinger, autora de libros como "El Código Chávez" o "Bush vs Chávez: La Guerra de Washington Contra Venezuela".
El 6 de septiembre de 2007, Evo Morales acusó a Goldberg de organizar seminarios en los que surgían propuestas contra su gobierno.
"Algunos embajadores vienen a hacer política. Tienen plata para dividir organizaciones, manejan plata para hacer seminarios para que de esos seminarios salgan algunas propuestas contra el gobierno. Eso no se llama cooperación, se llama conspiración a un gobierno", fustigó el mandatario.
"No sé hasta cuándo aguantará la paciencia. Pero también tenemos dignidad, y en cualquier momento vamos a tomar decisiones radicales contra esos embajadores que provocan permanentemente. No tengo ningún miedo", sostuvo.
La preocupación de Evo no es para menos, ya que Goldberg, un personaje identificado con movimientos separatistas en Europa del este, llegó al país suramericano en momentos en que la oposición local está promoviendo la "autonomía" de los departamentos bolivianos más ricos en recursos naturales e hidrocarburos.
Para legalizar las autonomías, los prefectos (gobernadores) de Santa Cruz (este), Tarija, Beni (noreste), Pando (noreste), Chuquisaca (sur) y Cochabamba (centro), trabajan para llevar a cabo los referendos que ya han sido considerados como "ilegales" e "inconstitucionales" por la Corte Nacional Electoral (CNE) de Bolivia.
Pero las denuncias de injerencia norteamericana no terminan con Goldberg, ya que las autoridades bolivianas han señalado, por lo menos una decena de veces, la participación activa de la Agencia de Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (Usaid, por sus siglas en inglés).
La Usaid nació el 3 de noviembre de 1961 por decreto del asesinado presidente demócrata, John F. Kennedy. Su objetivo era claro: prestar ayuda a los países con graves crisis humanitarias causadas por hambrunas, pobreza extrema o desastres naturales.
Actualmente tiene presencia directa o indirecta en casi todo el planeta. Sólo en Latinoamérica la Usaid está en: Bolivia, Brasil, Colombia, Ecuador, El Salvador, Honduras, Nicaragua, Paraguay, Perú, República Dominicana y Venezuela.
En el resto del mundo tiene oficinas en África sub sahariana, Asia, Cercano Oriente, Europa y Euroasia.
Sin embargo, el fin de este organismo que forma parte del Departamento de Estado (cancillería), fue pervertido en las últimas dos décadas, con la apertura de oficinas de tinte político "que se dedican a lo que se llama democracia y gobernabilidad, transición y reconstrucción", relata Golinger.
"Primero fue como un fondo más humanitario (pero) se ha convertido en toda una entidad, un organismo enorme, la Usaid es inmensa. Hoy en día dedica aún recursos a la ayuda humanitaria, pero su misión original ha sido pervertida para realizar acciones de subversión en las sociedades civiles, financiando a organizaciones que promueven la agenda de Estados Unidos", aclara.
La división a la que se refiere Golinger es la Oficina de Iniciativas de Transición (OIT) "esta oficina es totalmente política y se dedica solamente a tareas políticas en estos casos que hemos visto, por ejemplo en Venezuela y en Bolivia, financian a grupos de la oposición de gobiernos que no le gustan a Estados Unidos, que han sido los de Evo Morales y Hugo Chávez", analiza la abogada.
En el propio sitio en Internet de la Usaid Bolivia (bolivia.usaid.gov), se explica el apoyo irrestricto a "organizaciones de la sociedad civil".
"Usaid también trabaja con organizaciones de la sociedad civil para fortalecer sus habilidades para ejercer su rol en democracia", reseña un apartado del portal.
"La Oficina de Iniciativas de Transición es como un equipo de respuesta rápida pero con un presupuesto enorme de 45 millones de dólares o más y se establece en varios países donde Estados Unidos ve que hay un problema político, una crisis política que ellos necesitan atender", expuso Golinger.
La Usaid la define así "La OIT interviene rápidamente y asume intervenciones de impacto rápido a través de la provisión de fondos a corto plazo que impulsen cambios más amplios".
En la última década, sólo se han establecido tres OIT en América Latina, todas operativas desde las embajadas locales.
Una en Haití, cerrada en 2004 luego del golpe de Estado que derrocó al presidente Jean Beltran Aristide, cuyo gobierno se había dado a la tarea de reestablecer relaciones con Cuba y Venezuela, en el marco de la integración regional.
Otra OIT fue establecida en Caracas, Venezuela, pocos meses después del fallido golpe de Estado de abril de 2002 contra Hugo Chávez y con la finalidad de "proporcionar ayuda rápida, flexible y a corto plazo dirigida a necesidades claves de transición".
La tercera está en Bolivia y recibe anualmente 140 millones de dólares. Ochenta por ciento de estos fondos van a la OIT que financia a grupos opositores, pese a las inmensas necesidades de ayuda humanitaria que tiene el país a raíz de las graves inundaciones de 2007 y 2008.
Eva Golinger opina que el caso de Bolivia es muy particupar, no sólo porque es el país que alberga la mayor representación de la Usaid en la región, sino que ha firmado acuerdos de cooperación con la agencia.
Según los acuerdos, la Usaid debía entregar por lo menos 100 millones de dólares para labores humanitarias, asevera la experta.
"Ellos han violado ese acuerdo en lugar de estar apoyando y ayudando al desarrollo del país, están alimentando y promoviendo un oposición política al gobierno de Evo Morales", indicó.
Las únicas que siguen activas son las de Caracas y La Paz, algo que para Golinger es "atípico" pues está diseñada para dar respuesta rápida "resolver y ya".
Al ser un órgano del Departamento de Estado, las sedes de la Usaid y la ejecución de sus programas son responsabilidad del embajador por ser el máximo representante del ministerio de exteriores de Estados Unidos, según la escritora.
Espionaje, armas y paramilitarismo
Entre 2006 y 2008, en Bolivia han sido desmantelados planes de espionaje, ingreso ilegal de municiones de alto calibre, reuniones entre Goldberg y un reconocido paramilitar colombiano. También artefactos explosivos mataron a dos personas en hoteles de La Paz.
En una entrevista concedida en diciembre de 2007 a una cadena estadounidense de noticias, Morales recordó algunos de estos incidentes en los que casualmente han estado implicados ciudadanos de Estados Unidos.
En marzo de 2006, cargas de dinamita explotaron en dos hoteles de La Paz, mataron a dos personas, dejaron heridas a otras seis y causaron graves destrozos en edificios y casas vecinas. Los artefactos fueron colocados en los segundos pisos de cada albergue. Tras el hecho fueron arrestados un estadounidense y una uruguaya.
En julio de 2007, la estadounidense Donna Tin trató de ingresar a Bolivia con 500 municiones de armas de fuego de alto calibre, pero días después, y gracias a la mediación de Goldberg fue dejada en libertad.
En noviembre de ese mismo año, el ministro de Gobierno, Alfredo Rada, hizo pública una fotografía en la que aparecía Goldberg posando junto a Jairo Vanegas Reyes, un paramilitar colombiano líder de una banda dedicada al atraco de comercios y bancos y al secuestro en el oriental departamento de Santa Cruz. El grupo de delincuentes había sido desmantelado meses antes de que se publicara la foto.
Inmediatamente, la embajada estadounidense, a través de su directora de asuntos públicos, Dense Urs, negó que Golberg conociera al delincuente y desestimó la imagen tras decir que no tenía "mayor significado", pues el alto funcionario posa con muchas personas en sus apariciones públicas y no necesariamente las conoce a todas.
Llama la atención que junto a Goldberg y Venegas apareciera el presidente de la Cámara de Industria y Comercio de Santa Cruz (Cainco), Gabriel Dabdoub, quien también negó conocer al personaje colombiano.
Más recientemente, en febrero de 2008, un nuevo escándalo de espionaje abarcó los titulares de los principales periódicos. Un becado estadounidense del programa de intercambio estudiantil Fullbright Alex Shaick, reveló a periodistas locales que el agregado diplomático Vincent Cooper le pidió a él y a otros miembros del Cuerpo de Paz que espiara a los venezolanos y cubanos que trabajan en labores humanitarias.
Según Shaick, sostuvo una reunión con Cooper sobre las medidas de seguridad para su estadía en Bolivia, en la que el funcionario le dijo: "Sabemos que (los cubanos y venezolanos) están allí, sólo queremos datos de ellos".
"Él me dijo que si yo encontraba venezolanos o cubanos, que reportara a la embajada sus nombres y dónde se encontraban, su dirección", agregó.
Como consecuencia de esto, Cooper fue declarado "persona no grata" y el Departamento de Estado lo llamó a consultas. Nunca más regresó a Bolivia.
Algunos días más tarde, Shaick siguió denunciando. Esta vez aseguró que una parte de la policía boliviana servía a la embajada estadounidense y que había sido entrenada y dotada de armas más sofisticadas que las de sus homólogos.
Maya Monasterios
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Venezuela/Ministro muestra una foto de Goldberg junto al titular de la Cainco y un mafioso colombiano

Gabriel Dabdoub, Philip Goldberg y el mafioso colombiano Jhon Jairo Venegas juntos (Foto ABI)
Dabdoub y Goldberg tendrán que responder bajo qué circunstancias es que se tomaron esa fotografía y qué relación exacta guardan con la persona colombiana que está detenida en Palmasola, afirma Rada.
Santa Cruz, 5 noviembre 2007 (ABI) - El ministro de Gobierno, Alfredo Rada, mostró la tarde de este lunes una fotografía donde se encuentran el presidente de la Cámara de Industria y Comercio (Cainco), Gabriel Dabdoub; el embajador de Estados Unidos en Bolivia, Philip Goldberg; un miembro de seguridad de la embajada norteamericana, todos ellos posando junto a un delincuente colombiano de una banda de atracadores extranjeros, ahora recluido en la cárcel de Palmasola.
Rada explicó que se trata de un material fotográfico que tiene relación con una banda de atracadores que fue detenida en el mes de octubre (2007) en Santa Cruz, que además protagonizó secuestros y atracos también en Cochabamba y que fuera desarticulada por la Policía Nacional. Acotó que actualmente los componentes de esta banda, cuatro de ellos colombianos y sus cómplices bolivianos, se encuentran recluidos en Palmasola.
"En las últimas horas hemos recibido un material que ya forma parte del proceso de investigación que efectúa la Policía. Es un material que abre muchas interrogantes respecto al relacionamiento que han tenido algunos componentes de esta banda, principalmente uno de ellos con algunos personajes muy conocidos en la vida pública nacional", sostuvo el Ministro.
El presidente de Bolivia habló sobre este tema en Roma con el medio Il Manifesto sobre las maniobras de la derecha en Bolivia y reveló sobre una foto del Embajador estadounidense con un paramilitar colombiano.
Foto del proceso
Aclaró que el material que se expuso a los medios de difusión forma parte de un proceso de investigación que lleva adelante la Policía Nacional, y por ello aún es pronto para establecer responsabilidades. "Pero es nuestro deber compartirlo con la opinión pública", dijo.
"Ha llegado a nuestras manos una foto en la que uno de los componentes de la banda de atracadores, de nacionalidad colombiana, aparece junto al embajador de Estados Unidos en Bolivia, Philip Goldberg, y a Gabriel Dabdoub, presidente de la Cainco. Acompaña también en esta foto una persona que es miembro del equipo de seguridad de la embajada de los Estados Unidos en Bolivia, es jefe del equipo de seguridad del embajador Goldberg", detalló la autoridad de Gobierno.
Reflexionó que esta fotografía abre muchas interrogantes, pues quienes están ahí retratados van a tener que aclarar.
"Al parecer se trata de un evento en el que la cámara fotográfica captó a las cuatro personas que aparecen allí, en circunstancias poco esclarecidas", aseveró.
Rada dijo que el solo hecho que un atracador, un delincuente que ha protagonizado crímenes y que actualmente está recluido en Palmasola, que aparece junto al Embajador de los Estados Unidos y al presidente de la Cainco, abre muchas interrogantes.
Dabdoub y goldberg
Según Rada, tanto Dabdoub como Goldberg tendrán que responder bajo qué circunstancias es que se tomó esta fotografía y qué relación exacta guardan con la persona colombiana que está detenida en Palmasola.
Rada precisó que esta banda protagonizó numerosos hechos delictivos y criminales en las ciudades de Cochabamba y Santa Cruz. También tenía en su poder armas de alto calibre, armas letales que eran infiltrados en sus operativos criminales.
La autoridad reveló que el nombre del colombiano que aparece en la foto junto a Goldberg y Dabdoub es John Jairo Venegas.
Finalmente Rada dijo que no se dará a conocer la procedencia de la foto para no entorpecer las investigaciones, sin embargo el material será entregado al Ministerio Público, concretamente al fiscal adscrito al caso.
http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20071105193636