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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Moçambique/“BRASIL: DNA África”- Estreia de documentário sobre afro-descendência dos brasileiros



5 julho 2016, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

“BRASIL: DNA África” é titulo de um documentário produzido pela Cine Grupo, a ser estreado, esta quinta-feira, em Maputo.

O documentário apresenta os resultados de uma pesquisa na qual se aborda a afro-descendência dos brasileiros e as relações históricas entre o Brasil e a África, com particular destaque para Moçambique.

Historial
A escravidão representou uma ruptura para os cerca de 12,5 milhões de africanos trazidos à força para as Américas entre os séculos XVI e XIX, 46% deles para o Brasil.

O desconhecimento sobre as etnias ancestrais, locais de origem e a imposição de nomes católicos aos africanos escravizados desconectaram África e Brasil. Os afro-brasileiros são, ainda hoje, identificados como filhos e descendentes de escravos, quando, na verdade, são

domingo, 12 de outubro de 2014

Angola/"VAMOS TER FORÇAS ARMADAS MODERNAS"

9 outubro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Cândido Bessa

No dia em que se comemora 23 anos da fundação das Forças Armadas Angolanas,  Geraldo Sachipengo Nunda garante que já não há guerra em Angola, avança que a última acção da FLEC, em Cabinda, ocorreu em Maio de 2011, mas afirma que é preciso estar preparado para os riscos internos e externos.

Dá exemplos da  Líbia, Tunísia, Síria e Nigéria onde o Boko Haram conseguiu criar situações de instabilidade com o rapto de centenas de crianças, que ainda não foram encontradas. Na entrevista, o chefe do Estado-Maior General fala do momento actual das FAA, do processo de reedificação que vai torná-las num exército moderno e pronto para responder aos desafios do futuro.


Jornal de Angola - Hoje, 23 anos após a sua fundação, que Forças Armadas o país tem?
Sachipengo Nunda -
 Hoje temos Forças Armadas Angolanas definidas pela direcção política do nosso país e que tem como orientação principal realizar o seu reequipamento, uma reestruturação adequada aos desafios do momento e do futuro. Em termos mais concretos, se

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Angola/UMA LIÇÃO DE DIPLOMACIA

11 setembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A 11 de Setembro de 1981, Lagos, a capital da Nigéria, foi palco de um combate diplomático, em que, de uma vez por todas, ficou claro, para África, que as posições do Governo angolano eram justas e as tropas cubanas estacionadas em Angola necessárias para a conquista da independência da Namíbia e o derrube do apartheid.

Alguns dias antes, a 23 de Agosto, as Forças de Defesa da África do Sul (SADF) recuperavam de uma vergonha. Em  1975, as FAPLA, com ajuda cubana, haviam infligido a primeira derrota ao mais poderoso Exército de África. Os sul-africanos eram expulsos de Angola a 27 de Março de 1976.  Começou  o “fim do mito da invencibilidade” da África do Sul.

Mas cinco anos depois, unidades do exército sul-africano voltavam

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Golfo da Guiné: Angola reitera vocação de ser factor de paz na região



9 agosto 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Malabo - A determinação de Angola em manter a sua vocação de ser factor de Paz, estabilidade e desenvolvimento no continente, através das organizações sub-regionais a que pertence, entre as quais a Comissão do Golfo da Guiné (CGG), foi reiterada pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.

O governante intervinha quinta-feira, em Malabo, na abertura da VIII sessão do Conselho de Ministros da Comissão do Golfo da Guiné,

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Angola pede sistema monetário internacional mais 'justo'

Luanda, 29 setembro 2009 (Lusa) - O vice-ministro angolano da Economia, Job Graça, disse que Angola defende um sistema monetário e financeiro internacional "funcional e justo" para o desenvolvimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Graça discursou na abertura, nesta terça-feira, da 13ª edição das Jornadas Técnico-Científicas da Fundação Eduardo dos Santos (Fesa), que durante três dias acontecerão em Luanda sob o tema "Angola Face à Nova Ordem Econômica Mundial".

Segundo o vice-ministro, o Governo angolano tem defendido políticas que têm como objetivo reconstruir e desenvolver as infraestruturas para a integração física dos vários países da SADC, que levam à redução de custos de operação e à promoção do comércio regional, com a ajuda do setor privado.

"Na medida em que o desenvolvimento da sub-região exige financiamentos em forma de concessão de instituições internacionais, Angola advoga um sistema monetário e financeiro internacional funcional e justo", afirmou.

Job Graça falou sobre os efeitos da crise econômica e financeira internacional em Angola e às medidas adotadas pelo Governo para minimizar suas perdas, e destacou que o plano elaborado pelas autoridades já permitiu reduzir a pressão sobre as reservas internacionais, sob a expectativa de que este ano a economia não tenha contração.

Palestrantes brasileiros participam das jornadas da Fesa, assim como de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, China, Índia, Inglaterra, Canadá e Nigéria.

O evento ainda terá a participação de representantes da União Africana (UA) e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

sábado, 26 de setembro de 2009

Brasil/Cúpula no Caribe deve aproximar América do Sul e África

Brasília, 25 setembro 2009 (Lusa) - A 2ª cúpula América do Sul-África (ASA) vai reunir neste final de semana na Ilha Margarita (foto), na Venezuela, representantes dos 12 países sul-americanos e 53 africanos num encontro que visa consolidar a aproximação das duas regiões.

Além disso, estarão representadas as duas organizações regionais - União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e União Africana (UA).

"Desta cúpula sairá uma declaração que reforçará a necessidade de um governo global onde os países do sul sejam mais ouvidos e também um plano de implementação das diversas ações já propostas por grupos setoriais, o que vai consolidar a cooperação entre América do Sul e África", disse à Agência Lusa o chefe do Departamento de Mecanismos Regionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, Gilberto Moura.

Segundo ele, a ASA é um mecanismo multilateral que irá estimular o diálogo e a capacidade de desenvolvimento sustentável dos países-membros por meio de parcerias estratégicas em vários setores.

As áreas de cooperação que terão prioridade são infraestrutura e energia, com destaque para os biocombustíveis, comércio e investimentos, cultura e educação, ciência e tecnologia, agricultura, meio ambiente, temas sociais, paz e segurança.

Nos últimos seis anos, o comércio entre as duas regiões cresceu de US$ 6 bilhões para US$ 36 bilhões, impulsionado especialmente pelo Brasil.

Desde 2006, quando se realizou em Abuja, a primeira reunião ASA, plataforma liderada por Brasil e Nigéria, as trocas comerciais entre sul-americanos e africanos aumentaram mais de 50%.

Somente o comércio do Brasil com a África mais que quintuplicou desde o início do governo Lula, que também multiplicou o número de representações diplomáticas do país no continente africano.

De acordo com Moura, o Brasil tem hoje embaixadas em mais da metade dos países africanos.

Ao contrário do Brasil, entretanto, a maioria dos países sul-americanos não tem representação diplomática no continente e vice-versa. Por isso, na avaliação do Itamaraty, sede do MRE, a ASA é tão importante.

"A África é um continente que está a ser conhecido pela América do Sul através da ASA, que é um mecanismo de aproximação que possibilitará ações de maior envergadura entre as duas regiões", declarou Moura.

O diplomata afirmou à Agência Lusa que a aproximação com a África fortalece a intenção do Brasil de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Isto certamente facilita o reconhecimento da relevância do país no cenário internacional e projeta o Brasil para ser o porta-voz dos países do Sul no Conselho de Segurança da ONU", concluiu.

A cúpula se estende até domingo e haverá vários encontros bilaterais durante o evento.

Um deles é entre Lula e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no dia 27, momento em que os dois líderes revisarão a agenda bilateral e discutirão a questão de Honduras e o processo de adesão plena da Venezuela ao Mercosul, até hoje sem ratificação pelo senado brasileiro.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Países africanos buscam exemplo brasileiro para se despontar no cenário econômico mundial

Gilberto Costa * Enviado especial da EBC

14 de Junho de 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Recife - O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, concluiu no sábado (13) uma missão empresarial à Gana, ao Senegal, à Nigéria e à Guiné Equatorial, na África. Para outubro próximo, o ministério prepara mais um périplo africano. Da próxima vez, o roteiro deverá incluir a África do Sul, o Zimbábue, Angola e Moçambique, que será a terceira missão à África este ano. O interesse pelo continente se explica pelas ligações históricas, mas também pela perspectiva econômica: em breve, os africanos serão uma população de 1 bilhão de pessoas.
No momento, a África desponta como a parte do mundo menos atingida pela crise econômica mundial, extremamente rica em produtos estratégicos - petróleo e minério, por exemplo -, e carente de produtos e serviços que as empresas brasileiras acumularam alguma experiência, como a execução de grandes obras.
Diversos países africanos precisam urgentemente de rodovias e hidrelétricas. Outra urgência é encontrar uma vocação econômica sustentável, que gere emprego e renda no continente mais pobre do mundo.
A intenção, admitida durante a missão pelos africanos dos países visitados, é que a África se torne, como um todo, um continente de países emergentes como é o Brasil.
Em torno desses objetivos, o ministro Miguel Jorge esteve com três chefes de Estado e reuniu-se com dezenas de ministros. Os executivos brasileiros que acompanhavam a missão fizeram contato com mais de 700 produtores e importadores africanos.
De volta ao Brasil, depois de seis dias de viagem, aguardando o abastecimento do avião da Força Área Brasileira (FAB), no aeroporto de Recife, Miguel Jorge concedeu a seguinte entrevista à Agência Brasil, onde falou dos resultados da viagem e dos recentes fatos da economia como a redução do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, a redução da taxa Selic a 9,25% e a possibilidade de prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Agência Brasil (ABr) – Que balanço o senhor faz da missão empresarial à África Subsaariana?

Miguel Jorge – Um balanço positivo, como tenho feito das outras missões. Nós tivemos cerca de 85 empresários brasileiros, desde pequenas e médias empresas até grandes companhias. Esses empresários fizeram muitos contatos, alguns fizeram negócios mesmo e assinaram contratos. Eu conversei com alguns, que até nomearam distribuidores de produtos brasileiros em alguns países da África. Uma missão como essa tem o objetivo de vender, se não o empresário não viria. Mas ela tem também um objetivo muito importante que é o de o empresário fazer contato, fazer com que o empresário encontrem contrapartida do outro lado e comece uma relação comercial que se estenda no futuro. Nesse ponto de vista, a missão foi de absoluto sucesso. Nós fomos recebidos muito bem em todos os lugares. Há uma expectativa muito grande em relação ao Brasil, não que vendamos produtos para eles, mas também que nós ajudemos com qualificação de mão de obra, treinamento e transferência de tecnologia. A transferência de tecnologia é um fator que aparece em praticamente todas as reuniões com governos e empresários africanos. Nós temos um papel importante de ajudar esses países. Isso se percebe com muita clareza, há um interesse e expectativas enormes da África pelo Brasil. Eu acho que nós devemos atender ao máximo essas expectativas. Esses países precisam do Brasil, precisam da gente. Nós temos uma posição diferente em relação aos países ricos, que têm pouca preocupação com a parceria com os africanos. Eu acho que o brasileiro desenvolveu uma solidariedade em relação aos seus vizinhos e, especialmente, aos países africanos, que não se nota em outros países. Essa solidariedade é que faz com que haja essa expectativa. Nós somos claramente, como país e como povo, uma extensão da África. Portanto, como nós somos vistos como uma extensão da África que deu certo e avançou muito, que progrediu e que somos um país que tem importância econômica e que tem índice de qualidade de vida muito superior a esses países, o que eles gostariam de ser é o Brasil. O sonho desses países é ser como o Brasil. Nós temos que ajudá-los para que isso aconteça.

ABr – Os executivos que estiveram na missão assinalaram a dificuldade do crédito para os africanos financiarem importações de produtos ou contratarem serviços brasileiros. Eles apontam que o Brasil exige muitas garantias e os procedimentos são muito burocráticos, e que a concorrência (chinesa e coreana, por exemplo) é mais dinâmica. Isso é de fato um problema?

Miguel Jorge – O problema fundamental não é da burocracia ou de dinamismo, mas a capacidade de financiamento do país. A China tem reservas de mais de US$ 1 trilhão e o Brasil de mais de US$ 200 bilhões. Quando ocorreu a crise, como em outros países, uma grande parte das empresas brasileiras tinha muito financiamento no exterior. Quando esse financiamento secou, as empresas buscaram financiamento no mercado interno e, evidente, como o país não tem uma economia tão grande quanto à China, por exemplo, houve falta de recursos. O dinheiro é uma mercadoria. Você tinha gente tomando empréstimo no exterior e de repente voltou a pegar dinheiro no Brasil, faltou mercadoria, faltou dinheiro, faltou financiamento. Isso já está voltando ao normal. Houve também na época uma aversão muito maior pelo risco, isso fez com que os financiamentos ficassem mais difíceis. A normalização do processo econômico vai levar que isso mude. Não vai faltar dinheiro. Eu reconheço dificuldades para as pequenas e médias empresas, dificuldades para financiar tanto para mercado externo quanto mercado interno. Mas para essas empresas não tem faltado financiamento. O BNDES tem para este ano um orçamento de US$ 109 bilhões e não tem faltado financiamento para empresas que sejam idôneas, sérias, com cadastro positivo. Não temos tido reclamações. Isso aconteceu, principalmente, no começo do ano, mas hoje está praticamente normalizado. Nós não temos tido mais queixa nesse sentido.

ABr – Qual efeito da redução da Selic (taxa básica de juros) para a economia brasileira?

Miguel Jorge – Nós vamos ter que aprender a conviver com essa taxa de juros que começa a chegar no nível de país civilizado, próximo de 5% em termos de juros reais. Por outro lado, ela [a nova taxa, hoje 9,25% ano ano] cria uma série de problemas para a economia, especialmente porque ainda temos algum tipo de indexação que está acima desse patamar. Vamos ter que fazer um tipo de ajuste e a sociedade toda vai ter que se acostumar a uma taxa de juros muito menor. Claro que é benéfico, quanto menor a taxa de juros, melhor. A taxa de juros Selic é uma referência e a sua diminuição abre nova perspectiva para o país.
ABr – Que tipo de problema? A caderneta de poupança?
Miguel Jorge – A poupança é um deles, mas falo dos contratos que estão indexados. A economia vai ter que ficar bem mais desindexada. Nós vamos passar por um processo de aprendizagem interessante e positivo.

ABr – Com a redução, vão aumentar os investimentos das empresas?

Miguel Jorge – Eu acredito que sim. Isso mostra que o país está estável e os fundamentos da economia funcionam muito bem. Os empresários sempre reclamam da taxa de juros, ela é um indicador. O que interessa aos empresários, de modo geral, e à população, é que os juros diminuam na ponta, na operação real. Que os juros do sistema financeiro sejam menores assim como o spread bancário. Claro que o spread é sempre relativo ao custo do dinheiro. O dinheiro é uma mercadoria como outra qualquer: tem falta de dinheiro, o preço sobe; tem abundância de dinheiro, o preço cai. No entanto, nós sabemos que quando teve essa enorme folia financeira que levou à crise, o nosso spread era muito alto. Nós precisamos fazer com que o spread diminua e, aí sim, os investimentos sejam financiados não só por bancos como o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], mas também que haja no sistema financeiro um processo de investimento.

ABr – Como o senhor recebeu a informação da queda do PIB no primeiro trimestre?

Miguel Jorge – Com bastante naturalidade. Eu já tinha dito que o PIB seria negativo. Eu tenho criticado muito os analistas, que erraram mais uma vez em relação à redução da taxa de juros. Os analistas estavam todos prevendo 0,75 ponto percentual e aí você lê nos jornais 'analistas surpresos'. A única coisa que sempre se lê nos jornais é 'analistas surpresos'. Eles deveriam se abster um pouco de fazer previsão. Quando eu falei em recessão, e até recebi umas críticas, é porque os números já estavam claros. Os números do último trimestre do ano passado eram negativos e os números que nós acompanhávamos, mas não eram divulgados, também eram. Quando eu falava em recessão, portanto, era recessão técnica, que até alguns economistas hoje não consideram tão importante. De qualquer forma, o resultado do PIB foi o esperado e nós vamos ter um segundo trimestre melhor e, conseqüentemente, um terceiro melhor que o segundo, e um quarto melhor que o terceiro. Programas como Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, começarão ter impacto na economia a partir do segundo semestre, quando começam os desembolsos. Repare que a Caixa Econômica Federal nos cinco primeiros meses do ano fez quase o dobro de empréstimos do que no ano passado, quando havia a chamada abundância de financiamento e de dinheiro. Nós estamos no caminho certo para a recuperação, que vai ser lenta e difícil mas vai ocorrer.

ABr – E o resultado da balança comercial?

Miguel Jorge – A balança tem se mostrado positiva há algum tempo, fora aquele acidente de percurso nos dois primeiros meses do ano, tanto que já tem acumulado US$ 7,5 bilhões e tem mantido uma média boa no fechamento semanal. Nós consideramos que a tendência é haver melhora no segundo semestre, e este semestre será menos ativo, mas nós teremos um bom resultado este ano.

ABr – Diante dessas perspectivas, ainda é necessário manter a isenção e a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]?

Miguel Jorge – Eu venho da indústria e sempre, quando foram tomadas essas medidas de redução e isenção de IPI, reclamei muito quando alguma autoridade dizia que deveríamos manter a redução do IPI porque faz que haja uma postergação de compra. O IPI reduzido tem o objetivo de fazer com que o consumidor se entusiasme e compre o produto. Se você anuncia com antecedência de duas ou três semanas que o IPI será reduzido, alguém que estava se programando para comprar o produto vai deixar para o próximo mês. O próprio presidente Lula tem falado: 'olha se você for comprar, compre agora não deixe para depois. Faça com que a roda da economia continue a girar'. Então, mesmo que eu seja favorável, até o último dia eu vou dizer que sou contra a prorrogação da isenção e redução do IPI.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/14/materia.2009-06-14.1349918325/view

* O repórter viajou a convite do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior/ Edição: Fernando Fraga e Lana Cristina

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

São Tomé pretende explorar petróleo com Nigéria em 2010

Rio de Janeiro, 15 janeiro 2009 (Lusa) - O ministro são-tomense das Relações Exteriores, Carlos Tiny, disse nesta quinta-feira que estão previstos para 2010 os primeiros furos na zona de exploração petrolífera conjunta com a Nigéria, ressalvando que não há garantias em relação à quantidade existente.

“Nesta zona o processo está mais avançado, os blocos estão delimitados e leiloados. Até agora não está demonstrado que tenha petróleo em quantidades comerciais, mas se houver, em 2010 já terão feito os furos nos blocos dois e três”, disse o ministro, em entrevista à Agência Lusa, no Rio de Janeiro, na visita de nove dias que está fazendo ao Brasil.

O acordo na zona conjunta estabelece 60% das receitas para a Nigéria e 40% para São Tomé.

Já foram feitas perfurações no Bloco 1, em 2006, pela empresa norte-americana Chevron-Texaco, que concluiu serem necessários mais estudos para avaliar se o petróleo e gás existem em quantidades viáveis comercialmente.

Em relação à zona econômica exclusiva, Tiny disse que “o processo está ligeiramente mais atrasado”, acrescentando que prevê para os próximos dois anos avanços nos leilões.

Preço

No entanto, ele considerou que a queda do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais, que atualmente ronda os US$ 40 por barril, pode influenciar o desenvolvimento da indústria petrolífera no país.

“Sim o preço pode influenciar, mas a produção de petróleo é algo que deve raciocinar-se em termos de 20 ou 30 anos. Nós pensamos que o preço vai estabilizar nos próximos anos a um nível aceitável e justo que viabilize o desenvolvimento”, afirmou.

Durante a visita oficial ao Brasil, o ministro são-tomense vai iniciar conversações com representantes da Petrobras.

O governo de São Tomé e Príncipe já manifestou a intenção de criar um consórcio, que integraria, além da Petrobras, a portuguesa Galp e a angolana Sonangol, para a exploração na zona exclusiva.

Tiny afirmou que São Tomé conta com a parceria do Brasil, especialmente no âmbito do petróleo no Golfo da Guiné.

“A indústria petrolífera é pujante nessa região. Nós temos o petróleo em águas profundas e pensamos que o Brasil tem tecnologia, know-how e vontade política para colaborar”, disse o diplomata.

Neste sentido, ele considerou que o Brasil é “um parceiro estratégico” no ciclo de desenvolvimento em que São Tomé está se empenhando para os próximos anos.

“No quadro das perspectivas de São Tomé e Príncipe, há um novo paradigma que temos desenhado. O país será uma plataforma de serviços e negócios para toda a região do Golfo da Guiné e gostaríamos que o Brasil fosse um parceiro estratégico”, disse Tiny.

Segundo o ministro são-tomense, “há uma vontade política do governo de São Tomé e Príncipe de incrementar, melhorar e aprofundar as relações de cooperação com o Brasil”.

O ministro são-tomense já esteve em Salvador e está agora no Rio de Janeiro e desloca-se ainda a Brasília, com o objetivo de preparar a visita ao Brasil do primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Rafael Branco, prevista para o primeiro trimestre deste ano.

Na ocasião, deverão ser assinados acordos de cooperação e formalizadas iniciativas em diversas áreas: no setor industrial, petrolífero, de desenvolvimento rural, de segurança alimentar e educação.

Durante a viagem, Tiny ainda vai se reunir com diretores das Federações das Indústrias para apresentar aos empresários brasileiros o projeto de criação de zonas francas em São Tomé.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Angola/Cúpula regional africana debate conflito congolês e petróleo

Luanda, 25 novembro 2008 (Lusa) - A capital angolana, Luanda, recebe nesta terça-feira a 2ª cúpula dos Chefes de Estado da Comissão do Golfo da Guiné (CGG), cujos países membros são responsáveis por 16% da produção diária mundial de petróleo.

Os líderes de Angola, República do Congo, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Gabão, República Democrática do Congo (RD Congo, ex-Zaire), Nigéria, Camarões e Guiné Equatorial têm na agenda pontos considerados essenciais para a região: a crise financeira, a queda nos preços do petróleo e o conflito militar na RD Congo.

O encontro, que marca a passagem do testemunho da presidência da organização do Gabão para Angola, tem como um dos principais pontos de interesse uma decisão conjunta sobre a rebelião armada na RD Congo, que opõe Kinshasa ao general rebelde Laurent Nkunda.

Os oito países da organização têm a mesma posição crítica sobre os rebeldes, mas, segundo analistas, é de esperar que o comunicado final do encontro constitua um passo em frente na forma de atuar perante o conflito, sobretudo quanto a uma eventual exigência que Nkunda deponha armas como condição para negociação.

Queda no petróleo
Luanda também pretende aprofundar a análise sobre a crise financeira e o impacto nos países da região da redução dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Para o ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, a CGG deve criar instrumentos que permitam ao grupo combater os efeitos geográficos da crise.

A queda do preço do barril de crude, que chegou a cerca de U$S 50 (R$ 116,5 no câmbio atual) nos últimos dias, sendo que as nações do Golfo da Guiné produzem 5 milhões de barris por dia.

Atualmente, Angola é o maior produtor da África subsaariana, com cerca de 1,9 milhões de barris diários.

Consolidação
Numa reunião que analistas consideram ter todos os ingredientes para firmar a importância deste recente organismo sub-regional africano, o ministro angolano pediu a união dos membros como caminho mais curto para o benefício comum.

A resolução de conflitos, apoio e definição de estratégias para o desenvolvimento dos membros, gestão das riquezas minerais, com destaque para o petróleo, são alguns dos objetivos que percorrem a criação do organismo, criado em 2006.

sábado, 27 de setembro de 2008

Brasil/QUARTA FROTA E A "GUERRA" DO PRÉ-SAL

Só os ingênuos e os entreguistas, muitos deles bancados pela mídia, não vêem na Quarta Frota um grave risco à soberania nacional e à integração regional.

25 setembro 2008/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br


Altamiro Borges *

Diante de quase dois mil operários da indústria naval que trabalham na construção da Plataforma P-53 da Petrobras, em Rio Grande (RS), o presidente Lula reforçou as suspeitas de que o recente relançamento da Quarta Frota Naval dos EUA tem como objetivo disputar o petróleo da camada pré-sal descoberto no litoral brasileiro. O duro discurso, realizado no dia 18 de setembro, indica que o país superou a deprimente fase do “alinhamento automático” com os EUA, imposto pelo servil FHC, e que crescem as tensões diante do "império do mal". Dois dias antes, Lula já havia dado apoio ao presidente Evo Morales na expulsão da Bolívia do embaixador norte-americano Philip Goldberg.

“A Marinha joga um papel importante para proteger o nosso pré-sal, porque os homens já estão aí com a Quarta Frota, quase em cima do pré-sal... A Marinha tem que ser a guardiã das nossas plataformas em alto-mar, porque daqui a pouco chega um espertinho aqui e fala ‘o petróleo é meu, está tudo no fundo do mar mesmo’”, atacou. Após o discurso, durante entrevista coletiva, Lula explicitou seus temores: “Eu já tive a oportunidade de conversar com o presidente Bush sobre a Quarta Frota... Eles dizem que não é nada, que é apenas para pesquisa, mas de qualquer forma estamos preocupados porque é muito próximo da fronteira marítima brasileira”.

Escalada militarista dos EUA

Só os ingênuos e os entreguistas, muitos deles bancados pela mídia, não vêem na Quarta Frota um grave risco à soberania nacional e à integração regional. Criada em 1943, visando derrotar a esquadra nazista no Atlântico Sul, esta força especial foi desativada em 1950. Agora, num gesto provocador, ela foi reativada em 12 de julho. A Quarta Frota é composta por 22 navios: quatro cruzadores com mísseis, quatro destróieres com mísseis, 13 fragatas com mísseis e um navio hospital. “Segundo as autoridades usamericanas, o seu objetivo é ‘realizar ações humanitárias’. Então, para que tantos mísseis?”, ironiza o teólogo da libertação Frei Betto.

Na prática, a Quarta Frota reflete uma nova escalada militarista dos EUA na América Latina. O “império do mal” teme o avanço das forças de esquerda no seu “quintal” e está de olho nas suas riquezas naturais, principalmente no pré-sal. James Stavrides, chefe do Comando Sul, confessou que o aparato bélico visa “ganhar corações e mentes das populações desta região”. Já o diretor de operações navais, Gary Roughead, garantiu que servirá no “combate ao terrorismo”. Tanto que o comandante da Quarta Frota, o contra-almirante Joseph Kernan, nunca fez carreira na marinha, mas sim na força de elite (Seal), destinada às sinistras “operações não-convencionais” dos EUA.

Fidel, Frei Betto e Socorro Gomes

Fidel Castro foi o primeiro a denunciar os intentos imperialistas. Ele lembrou que o anúncio da Quarta Frota ocorreu em abril, poucas semanas após a Colômbia invadir o território do Equador, “com armas e tecnologias dos EUA”. Também citou as ações separatistas do embaixador ianque na Bolívia. Para ele, a retomada das operações navais visa intimidar os governos progressistas da América Latina e abortar o atual processo de integração regional. “Os porta-aviões e as bombas nucleares que ameaçam nossos países servem para semear terror e morte, e não para combater o terrorismo. Deveriam servir ainda para envergonhar os cúmplices do império”.

Frei Betto criticou os que crêem na missão pacífica desta força bélica. “Não é muita coincidência a Quarta Frota ser reativada no momento em que Cuba aprimora a sua opção socialista, Ortega volta a presidir a Nicarágua, o Brasil descobre reservas petrolíferas sob a camada de sal, e a América do Sul é governada por pessoas como Chávez, Lula, Correa, Kirchner, Morales e Lugo, que não morrem de amores por Tio Sam e se empenham em reduzir a dependência de seus países em relação aos EUA?”. Já a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, alertou para a militarização da América Latina. “O governo Bush intenta dar vigência no continente aos pressupostos da guerra preventiva, uma doutrina fascista a serviço do terrorismo do Estado”.

A questão estratégica do pré-sal

Agora é o presidente Lula que coloca o dedo na ferida ao afirmar que a recriação da Quarta Frota objetiva abocanhar as reservas petrolíferas de pré-sal do Brasil. Circulam boatos em Brasília que o comando militar dos EUA estaria questionando as 200 milhas da nossa costa marítima. A grave crise econômica ianque, que tem um forte componente energético – o país é o maior importador mundial de petróleo –, teria atiçado a gula do governo e das corporações imperialistas. O sinal de alerta soou já nas Forças Armadas, o que explicaria o duro recado de Lula diante de uma platéia de dois mil operários da indústria naval. Motivos para temores não faltam.

Desde novembro passado, quando se anunciou a descoberta da megajazida de petróleo na Bacia de Santos, batizada de Tupi, a questão energética assumiu um papel ainda mais estratégico para o futuro do país. Na sequência, descobriu-se que as reservas se estendem do Espírito Santo a Santa Catarina, cobrindo uma área aproximada de 160 mil quilômetros quadrados. A descoberta passou a ser chamada de pré-sal, já que o petróleo está retido a sete mil metros abaixo da superfície nas entranhas rochosas. Tido como de alta qualidade, o petróleo está enterrado sob três quilômetros de água, mais dois quilômetros de rocha e outros dois quilômetros de crosta de sal.

As megajazidas, que podem estar interligadas num único campo, teriam capacidade de produzir de 70 bilhões a 100 bilhões de barris de óleo. O Brasil, que atualmente ocupa o 24o lugar entre as maiores reservas petrolíferas do planeta, pularia para oitavo ou nono posto – posições ocupadas hoje por Venezuela e Nigéria. Em valores monetários, tomando como base o barril a US$ 100, haveria sob o sal um tesouro de US$ 9 trilhões, quase o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Todo este potencial, como alertou o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, pode ser uma “benção ou uma maldição” para o país. A Quarta Frota, com sua alta carga explosiva, sinaliza para o pior.

* Altamiro Borges é jornalista

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/quarta-frota-e-a-guerra-do-pre-sal

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

São Tomé e Príncipe/Fórum de desenvolvimento conjunto inicia hoje

São Tomé, 4 agosto 2008 - Dezenas de homens de negócios da Nigéria começaram a chegar domingo de manhã em São Tomé e Príncipe para participarem no II Fórum de Desenvolvimento organizado pela Autoridade de Desenvolvimento Conjunto entre os dois países.

O encontro começa esta segunda-feira, prolonga-se durante três dias e são esperados, só da parte da Nigéria, mais de 110 participantes ligados à banca, turismo e petróleo interessados em conhecer e participar nos projectos de investimento na Zona de Desenvolvimento Conjunto dos dois países.

O presidente do conselho de administração da Zona de Desenvolvimento Conjunto (JDZ), Jorge Santos, disse à Lusa que o fórum pretende mostrar aos `homens de negócios` dos dois países possíveis áreas de investimento ligadas às actividades petrolíferas e outras como o turismo, as pescas ou a construção.

"Se tudo correr como previsto, no próximo ano faremos quatro furos petrolíferos e a actividade de perfuração só em si requer uma série de infra-estruturas e serviços e é para estas actividades que pretendemos direccionar estes debates", explicou Jorge Santos.

Criar sinergias nestes domínios para preparar São Tomé e Príncipe para a actividade petrolífera é assim um dos grandes propósitos deste segundo fórum de desenvolvimento conjunto Nigéria/S. Tomé e Príncipe. (AngolaPress)

terça-feira, 8 de julho de 2008

São Tomé e Príncipe/Nigéria e STP reunidos para debater exploração petrolífera

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 8 julho 2008 – São Tomé e Príncipe e a Nigéria iniciaram uma reunião visando a conclusão do primeiro leilão de seis blocos de petrolíferos da zona conjunta, anunciou segunda-feira em São Tomé o presidente da autoridade conjunta, Jorge Santos.

Além da análise da proposta de contrato para partilha de produção de dois blocos, cujos processos de adjudicação estão ainda por concluir, Jorge Santos disse que o Conselho Ministerial Conjunto analisará ainda uma proposta para adjudicação à petrolífera norueguesa Petroleum Geo-Service (PGS) de um contrato para a realização de pesquisas sísmicas.

A contratação da PGS visa a realização de novo estudo sismico da zona de comum acordo, localizada em águas profundas, numa perspectiva de se lançar um novo leilão de três blocos, previsto para Outubro de 2009.

O responsável da autoridade conjunta de exploração disse ainda que as duas partes vão analisar um pré-acordo que visa o estabelecimento de segurança e protecção na zona de exploração conjunta bem como uma proposta de desistência da empresa petrolífera Enviromental Remediation Holding Corporation, de gestão nigeriana, num dos blocos em leilão.

As petrolíferas, nomeadamente a Addax Petróleum, Anadarko, Chevron-Texaco e a a Sinopec são as que detêm o direito de exploração dentre os quatro blocos da zona, na sequência dos contratos de partilha de produção já concluídos pelo Conselho Ministerial Conjunto, orgão de decisão política que reune quatro ministros de cada país.

Estabelecido em Fevereiro de 2001, o tratado de exploração conjunta entre os dois países estabelece 60 por cento de receitas para Nigéria e restante 40 para São Tomé e Príncipe.
(macauhub)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Angola/Produção de petróleo em Angola foi a maior de África em Maio

Viena, Áustria, 19 junho 2008 - A produçao petrolífera em Angola manteve-se em Maio, pelo segundo mês consecutivo, a maior de África, ultrapassando a da Nigéria, de acordo com o Monthly Oil Market Report de Junho de 2008 da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Em Maio, Angola produziu 1,902 milhões de barris por dia, ultrapassando de novo a Nigéria cuja produção foi de 1,889 milhões de barris por dia.

Em Abril, a produção de Angola foi de 1,882 milhões de barris por dia tendo a Nigéria produzido 1,824 milhões de barris por dia.

A produção angolana aumentou no ano passado 18 por cento, para uma média diária de 1,61 milhões de barris, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia.

Angola está desde o início deste ano sujeita pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), cartel a que aderiu em 2007, a uma quota de produção diária de 1,9 milhões de barris.

Angola é actualmente origem de 5 por cento das importações petrolíferas norte-americanas (496 mil barris diários) e no primeiro trimestre do ano foi o principal fornecedor de petróleo da China, ultrapassando a Arábia Saudita, graças a um aumento de 55 por cento nas suas exportações para o país asiático. (macauhub)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Angola é o maior produtor de petróleo em África segundo a OPEP

Viena, Áustria, 11 junho 2008 - Angola ultrapassou a Nigéria como o maior produtor africano de petróleo, de acordo com o mais recente Oil Mining Report (OMR) divulgado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

No seu OMR para o mês de Maio, a OPEP afirma que a produção angolana em Abril foi de 1,87 milhões de barris por dia ao passo que a produção da Nigéria caiu para 1,81 milhões de barris, contra um pico de 2,5 milhões de barris três anos antes.

De acordo com a OPEP, a produção diária da Nigéria tem vindo a cair com 2,235 milhões de barris em 2006 e 2,125 milhões de barris em 2007.

Durante o mesmo período, a produção de Angola passou de 1,385 milhões de barris por dia em 2006 para 1,66 milhões em 2007.

O cartel petrolífero atribuiu o aumento da produção de Angola a novos projectos "offshore" na região rica em petróleo junto à costa da província de Cabinda. (macauhub)

terça-feira, 29 de abril de 2008

São Tomé e Príncipe/Seis novos furos para a prospecção de petróleo em 2009 na zona conjunta com a Nigéria

Abuja, Nigéria, 29 abril 2008 - O presidente da Zona de Desenvolvimento Conjunto (ZDC) São Tomé e Príncipe - Nigéria, Jorge dos Santos, anunciou segunda-feira em Abuja que a prospecção de petróleo em quatro dos blocos já adjudicados vai avançar em 2009 com seis novos furos.
Dos Santos, que falava numa cerimónia na Universidade de Abuja, disse que estão a ser desenvolvidos esforços para assegurar plataformas de prospecção "off-shore" a grandes profundidades, para a perfuração daqueles blocos.
Dos seis blocos adjudicados na ZDC, quatro têm já assinados contratos de partilha de produção: Bloco 1 (operado pela norte-americana Chevron), 2 (Sinopec), 3 (Anadarko) e 4 (Addax).A Addax, parceira da chinesa Sinopec, informou recentemente que a pesquisa nos blocos 2, 3 e 4 deveria arrancar até final deste ano, com a abertura de 10 furos.
A petrolífera com sede na Suíça comprou no início do ano a participação da norte-americana Exxon Mobil no Bloco 1, da qual passou também a ser o segundo maior accionista, com 40 por cento do capital.
O Bloco 1 foi o primeiro a ser perfurado, no furo Obo-1, onde foram detectados vestígios de hidrocarbonetos, em 2006.Jorge dos Santos adiantou que os dois concursos para atribuição de licenças petrolíferas permitiram a arrecadação de 400 milhões de dólares para os dois países, sobretudo através de bónus de assinatura. (macauhub)