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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Mercosul, Brasil/Bispos da Amazônia destacam protagonismo dos povos indígenas na preparação para o Sínodo




As populações indígenas, a partir de suas aldeias, contribuíram apontando os problemas que mais as afetam.

“Igreja da Amazônia: Casa do Pão, da Palavra, da Caridade e da Missão” foi o tema da 47ª Assembleia Regional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Norte I, que abrange os estados do Amazonas e Roraima, realizada em Manaus, entre os dias 16 e 19 de setembro. Uma coletiva de imprensa foi convocada para expor ao público o que foi debatido na Assembleia e os caminhos para uma Igreja sinodal na Amazônia brasileira.
  
“Onde os povos indígenas estão presentes, nós temos mais dinamismo de preservação e de cuidado com a natureza, com a Casa Comum”, destacou o padre Zenildo Lima durante a coletiva de imprensa convocada pelos participantes da 47ª Assembleia Regional da CNBB Regional Norte I. O encontro foi

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Mercosul, Brasil/Dilma: Bolsonaro é um traidor da Pátria

7 de setembro de 2019, 09:40 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/poder/dilma-bolsonaro-e-um-traidor-da-patria 


 Foto de arquivo

"Hoje, a soberania brasileira está sendo atacada em várias frentes. As mais visíveis são: 1) a venda das grandes empresas estatais brasileiras, que são estratégicas, como a Embraer, a Caixa, o Banco do Brasil, os Correios, a Eletrobras e a Petrobrás; 2) o desmonte do ensino superior público, do sistema de pesquisa e geração de ciência e tecnologia, assim como da cultura, com o bloqueio do sistema de incentivos; e 3) a destruição da proteção e conservação da Amazônia e do meio ambiente, além do desprezo pelos povos indígenas", aponta a ex-presidente Dilma Rousseff, deposta pelo golpe de 2016

Por Dilma Rousseff A Frente em Defesa da Soberania Nacional, lançada na quarta-feira, 4 de setembro, é o caminho para reunir as forças democráticas em defesa da Nação e do povo brasileiro, dos nossos direitos e riquezas. Isto significa defender o Brasil.

Hoje, a soberania brasileira está sendo atacada em várias frentes. As mais visíveis são:

1) a venda das grandes empresas estatais brasileiras, que são estratégicas, como a Embraer, a Caixa, o Banco do Brasil, os Correios, a Eletrobras e a Petrobrás;
2) o desmonte do ensino superior público, do sistema de pesquisa e geração de ciência e tecnologia, assim como da cultura, com o bloqueio do sistema de incentivos; e
3) a destruição da proteção e conservação da Amazônia e do meio ambiente, além do desprezo pelos povos indígenas.

A privatização da Petrobras, a maior empresa pública brasileira e uma das dez maiores petroleiras do mundo, é traição ao Brasil e ao nosso povo. O ataque à companhia foi iniciado

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Mercosul, Brasil/Economist: desmatamento na Amazônia pode atingir em breve ponto sem volta


Atualizado em 26 de agosto de 2019, 22:53,  Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/midia/economist-desmatamento-na-amazonia-pode-atingir-em-breve-ponto-sem-volta

Reportagem da revista britânica aponta que "há preocupação entre cientistas de que o nível de desmatamento esteja próximo do ponto crítico para perda de árvores (entre 20 e 25%), o qual, uma vez ultrapassado, faz com que o desmatamento se retroalimente, transformando muito da bacia Amazônica em uma savana seca conhecida como cerrado"

The Economist /Tradução de Antonio Netto Jr - Desde os anos 70, aproximadamente 800.000 km² dos 4 milhões de km² da floresta Amazônica do Brasil foram perdidos para madeireiras, agricultura, mineração, estradas, represas e outras formas de desenvolvimento – uma área equivalente ao território da Turquia e maior que o estado do Texas. Há preocupação entre cientistas de que o nível de desmatamento esteja próximo do ponto crítico para perda de árvores (entre 20 e 25%), o qual, uma vez ultrapassado, faz com que o processo de desmatamento se retroalimente, transformando muito da bacia Amazônica em uma savana seca conhecida como cerrado. Sob Jair Bolsonaro, o presidente de direita do Brasil, que iniciou seu mandato em janeiro, a Amazônia parece estar se apressando em direção a esse limite.

A taxa de desmatamento desacelerou entre 2004 e 2012, quando o governo fortaleceu suas instituições de proteção ambiental e um Fundo Internacional da Amazônia foi

Mercosul, Brasil/“Por acaso, foi o Bolsonaro que tocou fogo na floresta?” Sim, veja o passo a passo


25 de agosto de 2019, 15:52 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/blog/por-acaso-foi-o-bolsonaro-que-tocou-fogo-na-floresta-sim-veja-o-passo-a-passo 

"Ao contrário das fake news que Bolsonaro e suas milícias digitais divulgaram durante a semana, não foram as ONGs internacionais, a imprensa mundial nem os comunistas da União Européia que tocaram fogo na floresta", escreve o jornalista Ricardo Kotscho. "Trata-se, como veremos abaixo, de uma política de governo"

Por Ricardo Kotscho*,

Ao contrário das fake news que Bolsonaro e suas milícias digitais divulgaram durante a semana, não foram as ONGs internacionais, a imprensa mundial nem os comunistas da União Européia que tocaram fogo na floresta.

Trata-se, como veremos abaixo, de uma política de governo.

Bolsonaro já disse que “antes de construir um novo Brasil, precisamos destruir

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Cientistas europeus exigem que respeito aos povos indígenas seja base de acordo com Brasil



Ataques aos povos da floresta e ao meio ambiente elevam preocupação da comunidade científica europeia; eles exigem que UE utilize acordo comercial para pressionar governo brasileiro

Subiu o alerta da comunidade científica internacional em relação à situação brasileira. Mais de 600 cientistas europeus estão exigindo um posicionamento da União Europeia (UE) em relação aos ataques do governo brasileiro ao meio ambiente e aos direitos humanos.
Em especial, o grupo mira o acordo comercial que está sendo negociado entre a União Europeia e o Mercosul. Em carta publicada nesta quinta-feira (25/4) na revista Science, os cientistas exigem que a UE torne o impacto socioambiental e o respeito aos direitos humanos temas prioritários para o acordo. A Science é uma das principais publicações científicas de âmbito internacional.

Além dos cientistas, a carta também é assinada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pela Cordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), que representam mais de 300 grupos indígenas. Segundo Laura Kehoe, pesquisadora da Universidade de Oxford e uma das autoras da carta, a preocupação internacional sobre o cenário brasileiro tem crescido com as medidas recentes do governo Bolsonaro e o aumento da violência no campo.

Assustados, os cientistas resolveram utilizar a pauta econômica para pressionar a UE e, consequentemente, impactar o governo brasileiro. A carta tem apoio de parlamentares da União Europeia, e é endereçada às comissões responsáveis por esses acordos comerciais.

A União Europeia é hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil. E, apesar de ter mecanismos estabelecidos para promover a sustentabilidade em seus acordos bilaterais, isso não está se traduzindo nos pactos para importações de produtos brasileiros.

Um estudo aponta que a carne bovina e animal importada pela Europa do Brasil em 2011 esteve associada a mais de 1.000 km² de desmatamento - mais de 300 campos de futebol por dia. Além disso, o minério de ferro foi o produto mais negociado entre o Brasil e a UE - mais de 3 bilhões de euros em 2017 - apesar dos riscos associados a mineração no Brasil, evidenciados nas catástrofes de Mariana e Brumadinho. Outro estudo aponta que um campo de futebol foi desmatado por hora no Brasil em consequência das importações europeias entre 2005 e 2013.

“A gente quer ressaltar que não existe oposição entre conservação e desenvolvimento econômico”, afirma Kehoe. O documento explicita que a conservação das florestas é fundamental para a manutenção dos regimes de chuvas dos quais a agricultura depende e que a restauração de terras degradadas e a melhoria de sua produtividade poderiam atender à crescente demanda agrícola por pelo menos duas décadas, sem a necessidade de mais desmatamento.

“A Europa é cúmplice dos crimes cometidos em nome da produção agrícola”, afirma Sônia Guajajara, da coordenação da APIB. “A Europa e outros mercados consumidores no mundo precisam aprender a usar seu poder de consumo para garantir que direitos das populações tradicionais sejam respeitados e promover a preservação das florestas”, conclui.

Por fim, o documento faz três recomendações à União Europeia: respeitar a declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, melhorar os procedimentos para rastrear commodities associadas ao desmatamento e conflitos de direitos indígenas e consultar e obter o consentimento dos povos indígenas e comunidades tradicionais para definir os critérios sociais e ambientais para as mercadorias negociadas.

ISA

https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/cientistas-europeus-exigem-que-respeito-aos-povos-indigenas-seja-base-de-acordo-com-brasil

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Brasil/POVO BRASILEIRO SABERÁ IMPEDIR RETROCESSO -- Dilma na ONU



22 abril 2016, Vermelho22 abril 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)



Em seu discurso na sede das Nações Unidas, em Nova York, onde participa da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança Climática, a presidenta Dilma Rousseff fez uma rápida e firme menção à situação política de seu país. Depois de classificar como “grave” o momento pelo qual passa o Brasil, ela afirmou que a sociedade brasileira saberá impedir retrocessos. E encerrou sua fala agradecendo aos líderes que expressaram solidariedade.

"Não posso terminar meu discurso sem falar sobre a grave crise que vive o Brasil", disse a presidenta, em seu pronunciamento de 5 minutos e 40 segundos. “O Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma punjante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Brasil/CIMI REPUDIA DECLARAÇÕES DA MINISTRA KÁTIA ABREU

5 janeiro 2015, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)

Quem realmente conhece a história de nosso país sabe que não são os povos indígenas que saíram ou saem das florestas. São os agentes do latifúndio, do ruralismo, do agronegócio que invadem e derrubam as florestas, expulsam e assassinam as populações que nela vivem.

Do Cimi

O Conselho Indigenista Missionário manifesta um veemente repúdio às declarações que a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu (PMDB-TO) deu em entrevista publicada neste dia 05 de janeiro de 2015 no Jornal Folha de S. Paulo.

A ministra mais uma vez defende a Proposta de Emenda Constitucional 215/00 e tenta deslegitimar o direito dos povos indígenas sobre suas terras tradicionais arguindo a tese absurda de que “os índios saíram da floresta e passaram a descer nas áreas de produção”. Uma afirmação tão descabida e desconectada da realidade do nosso país só pode ser fruto de uma total ignorância e de uma profunda má fé.  Quem realmente conhece a história de nosso país sabe que não são os povos indígenas que saíram ou saem das florestas. São os agentes do latifúndio, do ruralismo, do agronegócio que invadem e derrubam as florestas, expulsam e assassinam as populações que nela vivem.

A “rainha da motosserra”, como a ministra da Agricultura também é conhecida, passa inclusive por ridícula ao negar o direito dos povos lembrando que “o Brasil inteiro era deles”. Não é digno de quem foi chamada a ser ministra de Estado do Brasil propagar a ideia caricata de que os povos indígenas estariam

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Brasil/Para Dilma, América Latina é “a maior prioridade” de seu governo



29 agosto 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil) 

Durante a cerimônia de posse do novo ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, nesta quarta-feira (28), a presidenta Dilma Rousseff reafirmou que a América Latina é a “maior prioridade” de seu governo.

Dilma discursa na posse do ministro Luiz Alberto Figueiredo, das Relações Exteriores/ Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Dilma, a América Latina “já foi uma espécie de área de risco para a democracia”, marcada “por ditaduras cruentas e duradouras”, mas “vive hoje um estado de modernização política que o distingue entre as regiões do mundo afetadas por conflitos étnicos e religiosos”.

A chefe de Estado afirmou que o Brasil tem “muito orgulho do Mercado Comum do Sul (Mercosul), da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe (Celac)”, mecanismos que considerou “fundamentais para

Brasil/Figueiredo promete se empenhar na defesa da inclusão social e do meio ambiente



28 agosto 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Renata Giraldi e Danilo Macedo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Ao tomar posse hoje (28), o novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse ser um desafio suceder o ex-chanceler Antonio Patriota na função. Ele disse ainda que sua meta é intensificar a atuação do ministério no esforço para a inclusão social e a proteção do meio ambiente. Em discurso breve, Figueiredo agradeceu a confiança e se disse honrado em ser o novo chanceler brasileiro ao lado da presidenta Dilma Rousseff.

“Com muita honra, aceitei o convite para assumir o cargo. A tarefa é desafiadora, pois trata-se de suceder um dos maiores talentos da diplomacia brasileira, que é o meu amigo Antonio Patriota. Muito me orgulha ser chamado a dirigir uma instituição que é referência no Estado brasileiro”, disse Figueiredo durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto.

Segundo o chanceler, os princípios que guiam seu trabalho são os defendidos pelo governo: o crescimento econômico com inclusão social e a proteção ambiental. Nos meses em que esteve como representante do Brasil na Organização das Nações Unidas

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Brasil/VIGÍLIA VETA TUDO ALCANÇA TRENDING TOPICS MUNDIAL

25 maio 2012/Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável http://www.florestafazadiferenca.org.br

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

(Resumo)

 

Vigília Veta Tudo acompanha ao vivo anúncio do veto presidencial

Transmissão ao vivo no site do Floresta http://www.florestafazadiferenca.org.br segue até 19h desta 6ª com participação de jornalistas, de organizações e políticos.

Nesta quinta-feira, a Vigília Veta Tudo atingiu o terceiro lugar entre os trending topics mundiais e o primeiro no Brasil com a hash tag #VigiliaVetaTudo. 

A transmissão segue até 19 horas desta sexta e vai acompanhar e repercutir ao vivo o anúncio da presidente Dilma Rousseff sobre o destino do Código, que deve ocorrer às 14 horas.

Os horários indicados são de Brasília.
 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Brasil/VETA TUDO, DILMA!


 O “VETA, DILMA” NA ORDEM DO DIA

25 maio 2012/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)

Durante campanha eleitoral, presidenta prometeu não anistiar desmatadores 

Aline Scarso, da Redação 

Movimentos sociais e organizações civis querem que a presidenta Dilma Rousseff cumpra a promessa de campanha de não anistiar desmatadores e que vete na íntegra o novo Código Florestal – em caso de aprovação do texto.                    
Nos dias 07 e 11 de março, duas manifestações contra o Código foram realizadas em Brasília por ambientalistas, ONGs, pescadores, ribeirinhos e movimentos sociais, exigindo o veto. Mulheres da Via Campesina cobraram o posicionamento da presidenta em protestos por todo o país no dia 08 de março. Em São Paulo, manifestantes fizeram atos no centro da cidade relembrando o compromisso da presidenta.                      
Se sancionado, o novo Código Florestal deve provocar modificações profundas no modo de vida das populações do campo. A expectativa é de uma valorização ainda maior das terras agricultáveis, aumento do desmatamento, alteração do equilíbrio ambiental e mais expulsão de nativos de terras indígenas, ribeirinhas, quilombolas e da agricultura familiar.    
“Há uma disputa entre o capital financeiro e as comunidades tradicionais e os trabalhadores rurais pelos territórios. Os movimentos precisam continuar nas ruas para pressionar a presidenta e também para gerar mobilização na população que tem indignação, mas não se mobiliza”, pontua o engenheiro florestal e integrante da Via Campesina, Luiz Zarref que ressalta a necessidade de veto integral ao projeto. “Porque o texto é todo muito bem amarrado, não dá pra fazer vetos parciais”, conclui.                
Essa também é a avaliação de Cleber Buzatto, integrante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Para ele, a aprovação do novo Código tende a fortalecer o agronegócio. “Por isso, a importância desse momento histórico e da articulação dos movimentos do campo. Se os povos do campo, os povos indígenas e ribeirinhos não se unirem estaremos diante de uma ditadura do agronegócio, algo extremamente danoso. É um momento de unidade, de fortalecimento da luta, de embate político e de mobilizações”, defende.            Segundo Buzatto, a alteração da legislação ambiental abre precedente para ataques na legislação indigenista. “Com a aprovação do Código a tendência é que haja uma pressão ainda maior sobre o território indígena já demarcado e sem demarcação pois há a valorização da terra e a disputa por esse espaço”, afirma. 

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MANIFESTO CONTRA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL - MASP

2 maio 2012/Youtube http://www.youtube.com/watch?v=IOoSCFyCtAg&feature=related

Manifesto contra o Novo Código Florestal - Masp FLORESTAL

Tudo começou em agosto do ano passado, quando as ONGs, começaram a usar a web para conscientizar o público leigo sobre o projeto que altera o Código Florestal. Durante as votações, faziam vigília e colocavam especialistas para explicar, online, os pontos polêmicos dos textos, como a questão da anistia aos desmatadores.

Em outubro, foi lançada a campanha "Floresta Faz a Diferença" (#florestafazadiferenca), encabeçada pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil. Com a participação do cineasta Fernando Meirelles, a campanha colocou celebridades como Wagner Moura, Gisele Bündchen, Alice Braga e Rodrigo Santoro para alertar as pessoas, por meio de vídeos e fotos, sobre os prejuízos que o projeto poderia trazer ao país. Foi o primeiro passo para popularizar o tema, até então restrito a políticos, ambientalistas e gente politizada.

O movimento com os dizeres "Veta, Dilma!" começou logo depois, em dezembro. "O texto que saiu do Senado era tão ruim, que começamos a campanha desede então", conta Bazileu Margarido, integrante do instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), uma das organizações que ficou responsável pelo trabalho nas redes sociais.

Mas a repercussão só aumentou em abril deste ano, com um grande movimento organizado para o dia 22 (Dia da Terra) e, logo em seguida, no dia 25, quando a Câmara dos Deputados aprovou uma nova versão do texto, com as alterações propostas pelo relator Paulo Piau (PMDB-MG). Como ironiza Margarido, em vez de ficar com o "texto ruim" do Senado, os deputados optaram pelo "horroroso, péssimo".

A discussão entrou para o rol de assuntos mais abordados do Twitter e continuou em alta mesmo quando as ONGs decidiram modificar os dizeres para "Veta tudo, Dilma!". "Por uma questão técnica, não é mais possível corrigir o texto com vetos parciais; não é possível recuperar o que foi suprimido, como o Art. 1º", explica Margarido, justificando a leve mudança de estratégia. O objetivo das ONGs, agora, é mobilizar a opinião pública para que a presidente vete o projeto por inteiro e o debate seja recomeçado do zero (você pode ler os argumentos em
http://www.florestafazadiferenca.org.br/ultimas-noticias/13-razoes-para-o-vet...).

"Achamos que o assunto ia esfriar no feriado, mas só cresceu", comemora Carolina Stanisci, assessora de comunicação do IDS. Além das peças postadas pelas ONGs, o público começou a fazer suas próprias montagens, creditando a frase "Veta, Dilma" a personagens como Spock (de "Jornada nas Estrelas") e Mafalda (do cartunista Quino). Resta saber qual a influência disso tudo na decisão da presidente.



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Com Chico Bento, Maurício de Sousa entra na campanha do “Veta, Dilma”

22 de maio de 2012/Brasileiros http://www.revistabrasileiros.com.br (Brasil)

Cartunista criador da Turma da Mônica colocou seu twitter à disposição da campanha

Dilma tem até sexta-feira, dia 25, para vetar total ou parcialmente o texto do polêmico novo Código Florestal, aprovado no dia 25 de abril pela Câmara dos Deputados. Desde então várias pessoas, entre personalidades e anônimos, manifestaram seu repúdio ao texto, visto por ambientalistas como favorável ao desmatamento.
Na segunda-feira o ex-ministro do Meio Ambiente e atual secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou que Dilma deve vetar de 12 a 14 artigos do Código. Minc também afirmou que o governo brasileiro não deixará que o evento Rio +20, que celebra os 20 anos da cúpula ambiental ECO’92 na cidade, seja marcado por um retrocesso do País na questão ecológica.

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Ecologistas aumentam pressão para Dilma vetar Código Florestal
 
24 maio 2012/Terra http://noticias.terra.com.br (Brasil)

Os grupos ambientalistas aumentaram nesta quinta-feira a pressão para que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, vete o polêmico Código Florestal, uma lei que consideram uma "ameaça ao meio ambiente".
Nesta sexta-feira termina o prazo para o governo decidir se sanciona ou veta total ou parcialmente o projeto aprovado pelo Congresso, que foi impulsionado por grupos parlamentares vinculados a grandes fazendeiros. Entre outros pontos, o código abre portas para uma maior atividade agropecuária em zonas já degradadas, como a Amazônia.
O grupo ecologista Avazz informou que nesta quinta entregou na sede da Presidência um documento respaldado por 2 milhões de assinaturas recolhidas pela internet no mundo todo, no qual pede que o Código Florestal seja vetado totalmente.
"Pedimos o veto porque essa legislação representa um retrocesso para o Brasil e para o mundo e está baseada em um modelo que propõe desflorestar para desenvolver", disse Pedro Abramovay, porta-voz da Avazz.
Abramovay destacou que, dos 2 milhões de assinaturas, 1,7 milhões foram recolhidas no exterior, e sobretudo na Alemanha e França, o que segundo sua opinião demonstra a preocupação mundial sobre o que pode ocorrer com a Amazônia se o Código for sancionado sem nenhuma mudança.
A presidente, segundo anteciparam alguns de seus ministros, deve vetar alguns dos pontos mais polêmicos do texto, mas isso não bastaria para acalmar os ecologistas. Os ambientalistas exigem mais responsabilidade do Brasil, inclusive como organizador da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20.
O grupo Greenpeace, que há meses mantém uma campanha que batizou de "Veta Dilma", reiterou hoje por meio de um comunicado, que a presidente "tem em suas mãos o futuro das selvas e que a opção correta seria rejeitar o texto totalmente".
A posição é compartilhada por diversos meios de comunicação, outros grupos ambientalistas nacionais e globais, como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), que também promove uma campanha conhecida como "Veta tudo Dilma".
A Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) também se uniu em favor do veto total do Código. A instituição divulgou uma nota na qual denuncia que o texto aprovado pelo Congresso pode ser motivo de processos na justiça, pois contém "sérias inconsistências" do ponto de vista constitucional.
Além disso, os magistrados pediram o "veto integral" do Código Florestal e alertaram que suas imprecisões poderão causar grandes demandas judiciais.
A mesma opinião foi manifestada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), organismo consultivo da Presidência, que alertou sobre o "grave impacto do Código Florestal sobre a segurança nutricional da população brasileira".
Segundo anteciparam fontes oficiais, um dos artigos que será vetado por Dilma é uma ampla anistia aos fazendeiros que, contra as leis atuais, desflorestaram locais proibidos e mantêm nessas áreas uma intensa atividade agropecuária.
Durante as últimas semanas, a presidente teve reuniões quase diariamente com membros de seu gabinete para analisar o caso. Segundo a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, Dilma estaria inclinada a vetar só parcialmente o projeto.