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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Brasil/Discurso de Dilma Roussef durante Abertura da 70ª Assembleia-Geral das Nações Unidas

28 de setembro de 2015,Rede Voltaire http://www.voltairenet.org (France) 

Senhor Morgens Lykketoft, Presidente da Septuagésima Assembleia Geral das Nações Unidas,
Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,
Senhores e Senhoras Chefes de Estado, de Governo e de Delegações,
Senhoras e Senhores,

É um privilégio poder dirigir-me à Assembleia-Geral neste ano em que as Nações Unidas celebram seu septuagésimo aniversário.

Minhas primeiras palavras, senhor presidente, são de congratulações por sua escolha para presidir esta Assembleia Geral.

Reitero, em especial, o apoio do Brasil à sua disposição de adotar medidas que fortalecem a agenda de desenvolvimento da organização.

Setenta anos são passados da Conferência de São Francisco. Buscou-se, naquela ocasião, construir um mundo fundado no Direito Internacional e na busca de soluções pacíficas para os conflitos. Desde então, tivemos avanços e recuos. O processo de descolonização apresentou notável evolução, como se pode constatar contemplando a composição desta Assembleia.

A ONU ampliou suas iniciativas incorporando a Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ou seja, as questões relativas ao meio ambiente, ao fim da pobreza, ao desenvolvimento social e econômico e ao acesso a serviços de qualidade.

Temas como os desafios urbanos, a questão de gênero, das mulheres e das meninas, as questões de raça, ganharam prioridade. Não conseguiu o mesmo êxito ao tratar da segurança coletiva, questão que esteve na origem da Organização e no centro de suas preocupações.

A multiplicação de conflitos regionais – alguns com alto potencial destrutivo –, assim como a expansão do terrorismo que mata homens, mulheres e crianças, que destrói patrimônio da humanidade, que expulsa de suas comunidades seculares milhões de pessoas, mostram que a ONU está diante de um grande desafio.

Não se pode ter complacência com tais atos de barbárie, como aqueles perpetrados pelo chamado Estado Islâmico e por outros grupos associados. Esse quadro explica, em boa medida, a crise dos refugiados pela qual passa atualmente a humanidade.

Grande parte dos homens, mulheres e crianças que se aventuram nas águas do Mediterrâneo e erram penosamente nas estradas da Europa provêm do Oriente Médio e Norte da África, onde países tiveram seus Estados nacionais desestruturados por ações militares ao arrepio do Direito Internacional, abrindo espaço para a proliferação do terrorismo.

A profunda indignação provocada pela foto de um menino sírio morto nas praias da Turquia e pela notícia sobre as 71 pessoas asfixiadas em um caminhão na Áustria deve se transformar em ações inequívocas de solidariedade prática. Em um mundo onde

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Brasil/Dilma: AMÉRICA LATINA NÃO ADMITE MEDIDAS UNILATERAIS E GOLPISTAS

11 de junho de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em seu discurso nesta quarta-feira (10) durante a 2ª Cúpula União Europeia - Celac, na Bélgica, a presidenta Dilma Rousseff rechaçou qualquer proposta de impor sanções contra a Venezuela, ideia aventada pelos EUA, e apontou as prioridades na educação e nas relações comerciais com o bloco.


Dilma participa da Cúpula União Europeia - Celac, 
em Bruxelas (Agência Brasil)

Diante dos integrantes da cúpula, da qual participam líderes de países europeus e do continente americano, Dilma destacou a atuação da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) na promoção de um diálogo político com a Venezuela, “buscando contribuir ao pleno respeito, por todos, ao Estado democrático de Direito e à Constituição”.

E advertiu: “Nós, países latino-americanos e caribenhos, não admitimos medidas unilaterais, golpistas e políticas de isolamento. Sabemos que tais medidas são contraproducentes, ineficazes e injustas. Por isso, rechaçamos a adoção de quaisquer tipos de sanções contra a Venezuela”.

Fim do bloqueio a Cuba
Reforçando esse princípio, Dilma saudou os avanços nas relações diplomáticas entre Cuba e EUA e das relações comerciais com a União Europeia, mas afirmou que o “o fim do anacrônico embargo – que, há mais de cinco décadas, vitima o povo cubano – é imprescindível para completar essa mudança”.

A presidenta destacou que o Brasil mantém uma forte relação de cooperação com Cuba, que garantiu o financiamento do megaporto de águas profundas em Mariel. “Ao mesmo tempo, Cuba contribuiu para o Programa Mais Médicos que ampliou o atendimento básico de saúde para

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Moçambique/Semana comemorativa (18 a 22 de Maio) Ciências da Vida em Prol de Desenvolvimento Sustentável

18 maio 2015, Universidade Eduardo Mondlane http://www.uem.mz (Moçambique)



O Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Ciências da UEM organiza, em parceria com o Instituto de Investigação Científica Tropical (Portugal) e com a Organização Causa Maior (Organização Não Governamental para o Desenvolvimento), a semana de comemorações da

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Brasil/Figueiredo promete se empenhar na defesa da inclusão social e do meio ambiente



28 agosto 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Renata Giraldi e Danilo Macedo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Ao tomar posse hoje (28), o novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, disse ser um desafio suceder o ex-chanceler Antonio Patriota na função. Ele disse ainda que sua meta é intensificar a atuação do ministério no esforço para a inclusão social e a proteção do meio ambiente. Em discurso breve, Figueiredo agradeceu a confiança e se disse honrado em ser o novo chanceler brasileiro ao lado da presidenta Dilma Rousseff.

“Com muita honra, aceitei o convite para assumir o cargo. A tarefa é desafiadora, pois trata-se de suceder um dos maiores talentos da diplomacia brasileira, que é o meu amigo Antonio Patriota. Muito me orgulha ser chamado a dirigir uma instituição que é referência no Estado brasileiro”, disse Figueiredo durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto.

Segundo o chanceler, os princípios que guiam seu trabalho são os defendidos pelo governo: o crescimento econômico com inclusão social e a proteção ambiental. Nos meses em que esteve como representante do Brasil na Organização das Nações Unidas