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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Abya Yala*/A violência repressiva está varrendo a Bolívia. O regime de Áñez deve ser responsabilizado



Por Angela Davis, Noam Chomsky, Molly Crabapple, John Pilger e outros

Apelamos à comunidade internacional para que pare de apoiar este governo, que está cometendo alarmantes violações dos direitos humanos

Evo Morales -- Presidente da Bolívia do partido MAS (Movimento ao Socialismo, Movimento ao Socialismo) - foi forçado a renunciar em 10 de novembro, no que muitos observadores consideram um golpe. Após a renúncia de Morales, houve um crescente caos e violência. O que está acontecendo na Bolívia é altamente antidemocrático e estamos testemunhando algumas das piores violações dos direitos humanos nas mãos dos militares e da polícia desde a transição para o governo civil no início dos anos 80. Condenamos a violência nos termos mais fortes e exortamos os EUA e outros governos estrangeiros a deixarem imediatamente de reconhecer e fornecer qualquer apoio a esse regime. Instamos a mídia a fazer mais para documentar os crescentes abusos dos direitos humanos cometidos pelo Estado boliviano.

Em 10 de novembro, o vice-presidente de Morales e os chefes das duas câmaras do Congresso também renunciaram diante das ameaças de violência contra os principais funcionários do MAS, a menos que deixassem o cargo. A campanha de pressão incluiu a queima das casas dos funcionários do MAS e o seqüestro de parentes. Isso abriu o caminho para a ascensão à presidência de Jeanine Áñez (uma líder conservadora da oposição católica romana do nordeste da Bolívia, amplamente acusada de ter opiniões racistas) na

Abya Yala*, Bolivia/Evo Morales: elite boliviana foi “do racismo ao fascismo e do fascismo ao golpismo”


 

Conversa Afiada

Manifestante segura a “wiphala”, a tradicional bandeira dos indígenas dos Andes, em protesto de imigrantes bolivianos contra o Golpe e a favor de Evo Morales. Avenida Paulista, São Paulo, 17/XI (Créditos: Elineudo Meira/Fotos Públicas)




Presidente legítimo abre mão de candidatura para pacificar o país
presidente legítimo da Bolívia Evo Morales, atualmente em exílio no México, afirmou em entrevista ao jornal Página 12 de Buenos Aires neste domingo 24/XI que ele e seu partido, o MAS (Movimento Ao Socialismo), apoiam o plano para a realização de novas eleições no país.

Evo Morales disputou e venceu as eleições de 20/X, garantindo assim seu quarto mandato presidencial. A oposição de direita não aceitou a derrota: sem qualquer prova, alegou indícios de fraude eleitoral e convocou protestos contra o governo legítimo.

Após um “empurrãozinho” do governo de Donald Trump, os militares aderiram ao Golpe e

Abya Yala*/Doutrina Monroe, o fundamento do golpismo na América Latina


Doutrina Monroe, o fundamento do golpismo na América Latina

É impossível compreender a história da América Latina e dos países latino-americanos individualmente sem considerar sua posição periférica e satelitizada em relação aos Estados Unidos da América (EUA). A Doutrina Monroe, formulada em 1823 pelo presidente estadunidense James Monroe, é até hoje a pedra de toque do relacionamento EUA-América Latina, conforme admitido, em abril desse ano, pelo então assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton (br.sputniknews.com/americas/2019041813704110-john-bolton-eua-doutrina-monroe-sancoes).

Surgida como reação aos interesses europeus na América hispânica, a doutrina pode ser resumida no lema "A América para os americanos". Isto é: os EUA, na luta pela sua emergência geopolítica contra as potências europeias, estendiam seu raio de influência econômico-militar ao resto do continente, e

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Abya Yala*, Bolivia/Licença para matar: decreto de golpistas autoriza repressão sanguinária ao povo boliviano

16 de novembro de 2019, 18:46 h Atualizado em 16 de novembro de 2019, 22:59

Jeferson Miola*


O colunista Jeferson Miola critica o Decreto do governo golpista da Bolívia que exime as Forças Armadas e as polícias de responsabilidades criminais pela repressão brutal contra o povo boliviano. "É urgente um pronunciamento do Conselho de Segurança da ONU e o rechaço de toda a comunidade internacional ao golpe promovido pelos EUA na Bolívia e que está causando

Abya Yala*, Bolivia/EL ODIO AL INDIO


16 noviembre, 2019, CELAG https://www.celag.org/el-odio-al-indio/
Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (CELAG) 



Desfile de mujeres indígenas con polleras, su traje típico, y las dos banderas
oficiales del Estado Plurinacional de Bolivia: Wiphala y la tricolor criolla

El fascismo, el odio racial, no sólo es la expresión de una revolución fallida sino, paradójicamente también en sociedades postcoloniales, el éxito de una democratización material alcanzada.

Como una espesa niebla nocturna, el odio recorre vorazmente los barrios de las clases medias urbanas tradicionales de Bolivia. Sus ojos rebalsan de ira. No gritan, escupen; no reclaman, imponen. Sus cánticos no son de esperanza ni de hermandad, son de desprecio y discriminación contra los indios. Se montan en sus motos, se suben a sus camionetas, se agrupan en sus fraternidades carnavaleras y universidades privadas y salen a la caza de indios alzados que se atrevieron a quitarles el poder.

En el caso de Santa Cruz organizan hordas motorizadas 4×4 con garrote en mano a escarmentar a los indios, a quienes llaman “collas”, que viven en los barrios marginales y en los mercados. Cantan consignas de que “hay que matar collas”, y si en el camino se les cruza alguna mujer de pollera la golpean, amenazan y

Abya Yala*/Bolivia, golpe de Estado y la irresuelta guerra entre la Biblia y la Wiphala


16 11 2019, Rebelión (México) http://www.rebelion.org/noticia.php?id=262520


El reciente golpe de Estado que defenestró al Presidente constitucional del Estado Plurinacional de Bolivia, Evo Morales, a simple vista, es una disputa política “resuelta” por la vía de la fuerza, entre blancos (Camacho y Mesa) y aborígenes (Evo Morales y los movimientos indígena campesinos). Pero no lo es del todo.

Cuando Camacho y sus seguidores, con toda una ritualidad medieval, sembraron la Biblia (sobre la bandera criolla boliviana) en el centro del viejo Palacio de Gobierno, en la ciudad de La Paz, bajo la arenga religiosa: “Bolivia para Cristo, la Pachamama nunca más volverá a entrar a este Palacio”. Y casi simultáneamente otros citadinos mestizos descendieron la Wiphala (bandera quechua aymara) del frontis de dicho edificio y la quemaron públicamente. Esos actos, además de otros, evidencian que la “guerra” irresuelta entre q’aras (blancoides) y aborígenes es

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Abya Yala/¡Arde América Latina!


Miércoles 13 de noviembre 2019 20:03 hrs, Diario Uchile (Chile) https://radio.uchile.cl/2019/11/13/arde-america-latina/
Radio Universidad de Chile

Sergio Rodríguez Gelfestein



Los acontecimientos en la región se desarrollan a ritmos vertiginosos. Pareciera que como dijo Silvio Rodríguez la era estuviera pariendo un corazón, pero esta vez a través de una fuerte lucha (tal vez como nunca antes en la historia) entre los pueblos que quieren avanzar hacia su liberación y aquellas fuerzas que pretenden retrotraer la historia.

Ante la victoria electoral del peronismo en Argentina, se opuso la insuficiente votación del Frente Amplio en Uruguay, a la intervención de la OEA y el golpe de Estado en Bolivia se manifestó el regreso de México a América Latina, ante la regresión fascista de Brasil se alza la coalición entre Argentina y México que ya logró salvar a Evo y a García Linera del fascismo, al incremento de las medidas agresivas contra Cuba, Nicaragua y Venezuela se han levantado los pueblos de Ecuador, Chile, Haití y Honduras.

Ataque y contrataque son los signos de los tiempos actuales en América Latina y el Caribe. Estados Unidos se la juega el todo por todo en una de las dos regiones del mundo (junto a Europa) donde

Abya Yala*/El golpe en Bolivia: cinco lecciones


10 de noviembre de 2019 · Actualizado hace 9 hs, Página 12 (Argentina) https://www.pagina12.com.ar/230296-el-golpe-en-bolivia-cinco-lecciones


La tragedia boliviana enseña con elocuencia varias lecciones que nuestros pueblos y las fuerzas sociales y políticas populares deben aprender y grabar en sus conciencias para siempre. Aquí, una breve enumeración, sobre la marcha, y como preludio a un tratamiento más detallado en el futuro. 

Primero, que por más que se administre de modo ejemplar la economía como lo hizo el gobierno de Evo, se garantice crecimiento, redistribución, flujo de inversiones y se mejoren todos los indicadores macro y microeconómicos la derecha y el imperialismo jamás van a aceptar a un gobierno que no se ponga al servicio de sus intereses.

Segundo, hay que estudiar los manuales publicados por diversas agencias de EEUU y sus voceros disfrazados de académicos o periodistas para poder percibir a tiempo las señales de la ofensiva. Esos escritos invariablemente resaltan la necesidad de destrozar la reputación del líder popular, lo que en la jerga especializada se llama asesinato del personaje (“character assasination”) calificándolo de

Abya Yala*/Golpe na Bolívia atesta que capitalismo neoliberal não aceita e não tolera a democracia



Jeferson Miola*


"O golpe que derrubou Evo se inscreve na trajetória de golpes de novo tipo, não militares, que foram tentados, sem êxito, na Venezuela em 2002, porém concretizados em 2009 em Honduras, em 2012 no Paraguai, em 2016 no Brasil e agora na Bolívia", diz o colunista Jeferson Miola.

O golpe na Bolívia atesta que o capitalismo neoliberal não aceita e não tolera a soberania popular. O golpe confirma que o neoliberalismo é incompatível com a democracia e com a manifestação da vontade majoritária do povo.

Evo Morales foi eleito no primeiro turno na eleição de 20 de outubro com uma vantagem de mais de 640 mil votos em relação ao 2º colocado, Carlos Mesa.

Evo fez 47,06% dos votos contra 36,52% do opositor – ou seja, 10,54% a mais. De acordo com a legislação do país, com esse desempenho Evo deveria ser sagrado vitorioso já no 1º turno da eleição.

Esse não foi, contudo, o entendimento do uruguaio Luis Almagro, o secretário-geral da OEA [Organização dos Estados Americanos] e principal executor das ordens provindas da Casa Branca

Abya Yala, Bolivia/Morales no renunció, fue derrocado

13 11 2019, Rebelión (México) http://www.rebelion.org/noticia.php?id=262385

UN GOLPE CONTRA LOS PUEBLOS INDÍGENAS

Ctxt

Su destitución representa el regreso de la vieja oligarquía

Evo Morales, el presidente indígena de Bolivia, se ha visto obligado a renunciar a la presidencia. Su vicepresidente, (Álvaro García Linera) también renunció, al igual que Adrianna Salvatierra, la presidenta del Senado, quien se suponía que asumiría la presidencia en ausencia de Morales. Mientras escribimos este texto la oposición ha arriado la bandera indígena wiphala en todo el país. Morales, el primer presidente indígena del país, es el abanderado de generaciones de socialistas indígenas. Su destitución representa el regreso de la vieja oligarquía. Es un golpe contra la llegada de los pueblos indígenas de Bolivia a la vanguardia de la historia.

Durante semanas, los manifestantes de derecha han acosado al partido de Morales, el Movimiento hacia el Socialismo (MAS). Han incendiado las casas y oficinas de miembros del partido y han atacado a sus seguidores. Recientemente Patricia Arce, alcalde de Vinto, fue secuestrada

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Mercosul, Brasil/Temer diz que foi "golpe" contra Dilma e chama Lula de "presidente"




Numa declaração surpreendente no programa Roda Viva da TV Cultura da noite desta segunda-feira, Michel Temer qualificou a derrubada de Dilma Roussef em 2016 de "golpe" e chamou Lula de "presidente". Assista. Disse que pretendia

sábado, 27 de julho de 2019

Latinoamérica /El secretario de estado de EUA Pompeo anuncia una “nueva era” de reacción entre EUA y Latinoamérica


26 julio 2019, World Socialist Web Site (Australia) https://www.wsws.org/es/articles/2019/07/26/pomp-j26.html
 
por Andrea Lobo

El secretario de Estado de Estados Unidos, Mike Pompeo, anunció el viernes "una nueva era en la relación" entre Estados Unidos y América Latina en la segunda Conferencia Ministerial contra el Terrorismo del Hemisferio Occidental en Buenos Aires, Argentina. Él repitió este mismo tema en cada parada de su gira por América Latina la semana pasada, que también incluyó a Ecuador, México y El Salvador.

Pompeo exigió mayor censura y espionaje, y una alineación más cercana con las campañas de Washington contra sus rivales geopolíticos

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Mercosul e União Europeia/Acordo com europeus esvazia ainda mais a soberania do Brasil*


01/07/2019 08:50, Rede Brasil Atual https://www.redebrasilatual.com.br (Brasil) https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2019/07/sem-projeto-brasil-volta-a-esperar-milagres-por-marcio-pochmann/

Publicado por Marcio Pochmann**

Acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia esvazia ainda mais a soberania do país sobre a política econômica e social e ataca o que resta da indústria nacional

Desde que o governo Temer aprovou projeto que desobrigou a Petrobras de ser a operadora de todos os blocos do pré-sal, conforme estabelecido pelo governo Lula, parque industrial brasileiro caminha para virar obsoleto

O golpe de 2016 colocou fim à perspectiva de projeto da nação, aprofundando a polarização no interior da sociedade a tal ponto de inviabilizar possível convergência de interesses internos em torno de rumo alvissareiro ao país. Nesse cenário, o horizonte da decadência nacional reascendeu, impondo a dependência externa de “milagres”.

De acordo com seu livro “Visão do Paraíso”, Sérgio Buarque de Holanda ensina

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Brasil/Lula conclama união das esquerdas para luta contra retrocesso de Temer



24 novembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O 25º Congresso Professores da Educação Oficial do Estado de São Paulo acontece nesta semana no município de Serra Negra. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva foi convidado de honra do ato de abertura do evento, nesta quarta-feira (23).

Os docentes realizam seu evento em clima de luta e resistência. Não poderia ser diferente, já que a pauta imposta pela realidade e pelo atual governo são temas como Escola sem partido, reformas do ensino médio e da Previdência e ataque aos direitos trabalhistas.

Nesta quarta (23), no auditório municipal que recebe o encontro, foi realizado um ato político. Os cerca de mil professores presentes ouviram de líderes de partidos políticos, sindicatos e associações um discurso pela unidade dos campos populares na política nacional. Como há muito não se via. Do PCO (Partido da Causa Operária) ao PT, passando por PCB, MST, PSOL, CUT, MTST e UNE. Toda a união é

Brasil/MARCHA EN BRASIL ENCABEZADA POR LULA Y MUJICA



23 noviembre 2016, Página12 https://www.pagina12.com.ar (Argentina)

La destitución de Dilma abrió un debate entre el PT, los partidos populares y de izquierda y los movimientos sociales sobre cómo resistir al gobierno y sus políticas de ajuste. Lula se inclina por la formación de un Frente Amplio a la uruguaya.

Página12 En Brasil
Desde Brasilia

Lula Presidente-Mujica Vice. Aunque esa fórmula sea imposible, Luiz Inácio Lula da Silva y José Mujica estarán juntos el próximo domingo en San Pablo en una concentración cuyos organizadores estiman será la más concurrida desde que Michel Temer juró como presidente no votado el 31 de agosto pasado, cuando no recibió la banda presidencial de Dilma Rousseff, quien le imputó ser un “usurpador” del gobierno.

“Seguro que Lula va a pronunciar un discurso, está con muchas ganas de hablar con la militancia, últimamente estuvo en varios actos” adelantó uno de sus asesores consultados por Página12.

“Mujica aceptó la invitación por considerar que la lucha por la preservación de los derechos sociales es una lucha por la humanidad”, señaló el senador Lindbergh Farias,

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Brasil/PAPA FRANCISCO, UM HOMEM DE MUITA CORAGEM!

14 de Novembro de 2016, Brasil de Fato (Brasil)

João Pedro Stedile

Além de São Francisco de Assis, agora temos mais um Francisco revolucionário

Estive recentemente no 3° Encontro Mundial de Movimentos Populares em Diálogo com o Papa Francisco, realizado no Vaticano de 2 a 5 de novembro. Participaram mais de 200 delegados de 60 países, representando movimentos inseridos nas lutas sociais de três áreas: trabalho, terra e teto. Do Brasil, estávamos em oito delegados escolhidos pelos movimentos populares dessas áreas.

O encontro se insere em um processo permanente de debate, que iniciamos em 2013, do qual resultou o  primeiro encontro no Vaticano, em outubro de 2014, depois um segundo mais massivo e latino-americano, quando reunimos mais de 5 mil militantes populares em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. E, agora, o terceiro encontro, de novo no Vaticano.

Esse processo de debates e diálogos entre o Papa Francisco e os movimentos populares partiu de uma vontade política do pontífice, de dialogar e dar protagonismo aos movimentos populares em todo mundo, como estímulo à organização dos trabalhadores e

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

BRASIL MUDA ROTA

7 novembro 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)


Juliano Fiori, opendemocracy.net


O fechamento da CGFOME sinaliza que a cooperação Sul-Sul já não é mais uma prioridade.


Em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2003, o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva descreveu a erradicação da fome como uma "mudança civilizadora", deixando claro para seus pares que, enquanto deveria ser uma prioridade doméstica para o Partido dos Trabalhadores (PT), seria também um "imperativo moral e político". Agora objeto de denúncias controversas de corrupção, Lula deixou o cargo no final de 2010 com um índice de aprovação, inédito, de 83 por cento. Entre as principais razões da satisfação popular estavam o êxito em reduzir a fome dos brasileiros pobres e a expansão da influência brasileira no exterior.
 
A Coordenação-Geral de Cooperação Humanitária e Combate à Fome (CGFOME), do Itamaraty, foi estabelecida em 2004 para coordenar esses dois de políticas públicas. Com base na experiência brasileira, a CGFOME exportou metodologias testadas e expertise de tecnologias sociais em erradicação da fome, posicionando o Brasil como líder mundial em segurança alimentar e nutricional. Nos últimos 12 anos, o Brasil jogou um papel importante, do ponto de vista substantivo e simbólico, no desenvolvimento de uma política externa baseada na projeção da capacidade brasileira, ao mesmo tempo em que promovia a soberania, o multilateralismo e

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Brasil/A PRIMAVERA ESTUDANTIL E O TERRORISMO DE ESTADO

7 novembro 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Doutor em Ciências Sociais e professor da 
Pontificia Universidade Católica de 
Minas Gerais -- PUC Minas




Um jogo perverso, urgido no submundo das disputas reais e simbólicas pela coalizão golpista, está em pleno andamento desde que os estudantes brasileiros resolveram assumir o protagonismo da disputa política em curso.

Todos sabemos que o principal objetivo da camarilha que tomou o poder e quer consolidar um governo de e para poucos é liquidar o "inimigo", ainda que sejam apenas estudantes e jovens. Nisto constitui, fundamentalmente, a empreitada golpista.

Desde as eleições de 2014, há imenso esforço para construir um discurso da eliminação do outro, do diferente, começando pelos partidos políticos, depois os líderes populares, os movimentos sociais e, agora, os estudantes que espraiam uma onda de resistência democrática e esperança equilibrista pelo país.

A articulação perversa de viés fascista tem na mídia o principal front na batalha do discurso da eliminação do outro. Como todos sabemos, uma das principais características do fascismo é o uso da comunicação de massa como instrumento de propagação do medo para justificar a dominação e controle. Neste momento, todas as armas estão apontadas para as ocupações estudantis.

Querem transformar o movimento estudantil, o movimento dos sem-terra, os movimentos sociais, ou seja, todos os seguimentos que rejeitam o golpe em crime organizado. A partir de tal discurso, é fácil

Brasil/“O ESTADO BRASILEIRO PARECE DESINTEGRAR-SE”, diz o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira

4 novembro 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


A biografia do prestigiado académico brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira é a de um homem que acompanhou, viveu e – enquanto historiador – investigou as lutas pelo progresso dos povos da América Latina e a evolução da situação mundial no decurso do séc. XX. Vivendo há 20 anos fora do Brasil, a distância não prejudica, e talvez amplie, uma visão admiravelmente lúcida e informada da situação no seu país e no mundo.

Em seu livro A desordem mundial, o senhor aborda diversos pontos de tensão ao redor do mundo. O mundo retrocedeu na busca pela paz entre as nações? Como o Brasil do golpe parlamentar / impeachment se encaixa neste complicado tabuleiro de xadrez?

Desde o governo do presidente Lula da Silva, o Brasil, conquanto mantivesse boas relações com os Estados Unidos, inflectiu em sua política exterior no sentido de maior entendimento com a China e a Rússia e empenhou-se na conquista dos mercados da América do Sul e África, a favorecer as empresas nacionais, como todos os governos o fazem. Ao mesmo tempo, reativou a indústria bélica, com a construção do submarino atômico e outros convencionais, em conexão com a França, a compra dos helicópteros da Rússia e dos jatos da Suécia, países que aceitaram transferir a tecnologia, como determinou a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto Nº 6.703, de 18 De dezembro de 2008. E essa transferência de tecnologia, que os Estados Unidos não aceitam realizar, é necessária, indispensável, ao desenvolvimento econômico e à defesa do Brasil, pois “la souveraineté est la grande muraille de la patrie”, conforme o grande jurista Rui Barbosa proclamou, ao defender, na Conferência de Haia (2007), a igualdade dos Estados soberanos. Outrossim, ele advertiu, citando Eduardo Prado, autor da obra “A ilusão Americana”, que não se toma a sério a lei das nações, senão entre as potências cujas forças se equilibram. Esta lição devia pautar a estratégia de segurança e

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Brasil/Contra perseguição a Lula, intelectuais e juristas criam observatório

1 novembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Diante do estado de exceção que avança por meio de ações do Judiciário, em particular na ações contra o ex-presidente Lula, um grupo de cerca de 90 pessoas, formado por intelectuais, juristas, cientistas e políticos de vários estados do Brasil, criaram o um Observatório para acompanhar os processos que correm contra o ex-presidente.

A primeira reunião aconteceu nesta segunda-feira (31), em São Paulo, e contou com a participação do escritor Fernando Morais, o diplomata Paulo Sergio Pinheiro, o ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, os juristas Antônio Celso Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato, o ex-chanceler Celso Amorim, o ex-presidente do PSB Roberto Amaral, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Roberto Requião (PMDB-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), os ex-ministros Luiz Dulci, Gilberto Carvalho, Patrus Ananias, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), as professoras Marilena Chaui, Maria Victoria Benevides e a cineasta Tata Amaral, além do próprio presidente Lula e de seu advogado Cristiano Zanin.

Um dos organizadores do Observatório, o escritor Fernando Morais disse que a “perseguição a Lula faz parte do golpe” contra a democracia que