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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Brasil/"MORO E JANOT ATUAM COM OS EUA CONTRA O BRASIL" -- Moniz Bandeira

4 dezembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Eduardo Miranda, do Jornal do Brasil

Cientista político é conhecido por dissecar poderio norte-americano na desestabilização de países.

Respeitado pela vasta obra em que disseca o poderio dos Estados Unidos a partir do financiamento de guerras e da desestabilização de países, o cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira afirma, em entrevista ao Jornal do Brasil, que representantes da Lava Jato, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz de primeira instância Sérgio Moro, avançam nos prejuízos provocados ao país e à economia nacional. Segundo o professor, os "vínculos notórios" de Moro e Janot com instituições norte-americanas explicam a situação atual das empresas brasileiras.

"Os prejuízos que causaram e estão a causar à economia brasileira, paralisando a Petrobras, as empresas construtoras nacionais e toda a cadeia produtiva, ultrapassam, em uma escala imensurável, todos os prejuízos da corrupção que eles alegam combater. O que estão a fazer é desestruturar, paralisar e descapitalizar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África", argumenta Moniz Bandeira, que está lançando o livro A Desordem Mundial: O Espectro da Total Dominação.

Na entrevista a seguir, o cientista político, que é autor de mais de 20 obras sobre temas como geopolítica internacional, Estados Unidos, Brasil e América Latina, faz críticas severas

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Brasil/“O ESTADO BRASILEIRO PARECE DESINTEGRAR-SE”, diz o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira

4 novembro 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


A biografia do prestigiado académico brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira é a de um homem que acompanhou, viveu e – enquanto historiador – investigou as lutas pelo progresso dos povos da América Latina e a evolução da situação mundial no decurso do séc. XX. Vivendo há 20 anos fora do Brasil, a distância não prejudica, e talvez amplie, uma visão admiravelmente lúcida e informada da situação no seu país e no mundo.

Em seu livro A desordem mundial, o senhor aborda diversos pontos de tensão ao redor do mundo. O mundo retrocedeu na busca pela paz entre as nações? Como o Brasil do golpe parlamentar / impeachment se encaixa neste complicado tabuleiro de xadrez?

Desde o governo do presidente Lula da Silva, o Brasil, conquanto mantivesse boas relações com os Estados Unidos, inflectiu em sua política exterior no sentido de maior entendimento com a China e a Rússia e empenhou-se na conquista dos mercados da América do Sul e África, a favorecer as empresas nacionais, como todos os governos o fazem. Ao mesmo tempo, reativou a indústria bélica, com a construção do submarino atômico e outros convencionais, em conexão com a França, a compra dos helicópteros da Rússia e dos jatos da Suécia, países que aceitaram transferir a tecnologia, como determinou a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto Nº 6.703, de 18 De dezembro de 2008. E essa transferência de tecnologia, que os Estados Unidos não aceitam realizar, é necessária, indispensável, ao desenvolvimento econômico e à defesa do Brasil, pois “la souveraineté est la grande muraille de la patrie”, conforme o grande jurista Rui Barbosa proclamou, ao defender, na Conferência de Haia (2007), a igualdade dos Estados soberanos. Outrossim, ele advertiu, citando Eduardo Prado, autor da obra “A ilusão Americana”, que não se toma a sério a lei das nações, senão entre as potências cujas forças se equilibram. Esta lição devia pautar a estratégia de segurança e

sábado, 20 de agosto de 2016

CRIMINALES DE GUERRA ACUSAN A VENEZUELA DE NARCOESTADO



18 agosto 2016, Misión Verdad http://misionverdad.com (Venezuela)

Desde el bodrio del Cartel de los Soles, el aparato de justicia norteamericana, como el Departamento de Estado y operadores varios del complejo industrial-militar estadounidense, se han enfocado en criminalizar a Venezuela como un narcoestado corrupto, en una clara maniobra que busca aislar al país y demonizarlo antes de intervenir con más fuerza en sus asuntos.

Sin embargo, entre los promotores de esta maniobra precisamente destacan confesos narcotraficantes y ejecutores de la política de la CIA, la DEA, el Departamento de Estado y el Pentágono en los últimos años.

Vale la pena conocer el prontuario de estas oficinas estadounidenses y conocer quiénes acusan a Venezuela de lo que continuamente han realizado durante toda su vida, repasando brevemente el nacimiento de la Guerra Global contra las Drogas como política de intervención y de asedio a países soberanos en

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Abya Yala, Pátria Grande/Evo pide en la ONU disolver la DEA y cerrar bases militares EEUU



21 abril 2016 Prensa Latina Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

El presidente de Bolivia, Evo Morales, pidió este jueves en Naciones Unidas disolver la Administración para el Control de Drogas (DEA, por sus siglas en inglés) y las bases militares norteamericanas, porque donde están presentes crece el narcotráfico.

Donde está la DEA y los enclaves del Ejército norteamericano se expande también la delincuencia, los gobierno privatizadores, la narcocorrupción, la riqueza ilegal y las élites millonarias corruptas serviles a Washington, denunció el mandatario boliviano.

Pido a esta asamblea tomar acciones concretas para liberarnos del problema de las drogas, acabar con el intervencionismo, la certificación unilateral y aprobar una resolución para terminar con el secreto bancario, expresó Morales al

terça-feira, 29 de setembro de 2015

"OPERACIÓN REY DESNUDO" DE LA DEA EN BOLIVIA CONFIRMA TEMORES DE EVO MORALES SOBRE INTROMISIÓN DE EE.UU.

28 septiembre 2015, Rebelión http://www.rebelion.org (México)

Amy Goodman, Democracy Now!

Ahora analizamos un explosivo nuevo informe que afirma que el gobierno de EE.UU. ha perseguido secretamente al presidente boliviano Evo Morales con una operación relacionada a la droga, que llevaba el nombre codificado de “Operación rey desnudo”. El informe, recientemente publicado por el periódico Huffington Post esta mañana (15 de septiembre), se basa en documentos de la justicia presentados por Carlos Toro, informante confidencial de la DEA desde hace mucho tiempo. Esto parece confirmar las sospechas de siempre de Morales acerca de que la DEA ha tratado de debilitar su gobierno. En el año 2008, Morales expulsó a la DEA de su país, al acusar a dicha agencia de soborno a agentes de policía, violación a los derechos humanos, encubrimiento de asesinos y destrucción de infraestructura. Morales luego se embarcó en su propia estrategia destinada a combatir el tráfico de drogas: el trabajo conjunto con los productores de coca para que diversifiquen sus cultivos y promuevan un desarrollo alternativo. Los esfuerzos de su gobierno fueron en gran medida efectivos: la ONU anunció el mes pasado que el cultivo de coca en Bolivia era el más bajo en trece años. A pesar de la victoria, la DEA anunció esta semana sus planes para “descertificar” oficialmente a Bolivia, medida burocrática que le costaría a Bolivia la interrupción de la asistencia financiera; además equivale a una acusación de la DEA de que Bolivia no coopera lo suficiente en la lucha contra el tráfico de drogas. Hablamos con Nick Wing de The Huffington Post y Kathryn Ledebur, directora de la Red de Información Andina.

TRANSCRIPCIÓN 

AMY GOODMAN: Pasamos a un explosivo nuevo informe que afirma que el gobierno de Estados Unidos ha seleccionado secretamente como objetivo al presidente boliviano Evo Morales por medio de una operación antidrogas, llamada Operación Naked King, (Operación Rey Desnudo). El informe, publicado hoy en The Huffington Post, se basa en documentos presentados ante un tribunal por un informante confidencial de larga trayectoria de la DEA, llamado

sábado, 19 de setembro de 2015

Brasil/CIA financia Policia Federal para construir democracia extrema que levaria à tirania oligárquica, afirma historiador Moniz Bandeira

14 setembro 2015,  Brasil Popular http://www.brpopular.com.br (Brasil)

A crise política, na avaliação do historiador Moniz Bandeira, autor de “A segunda guerra fria”, “Presença dos Estados Unidos no Brasil”, entre dezenas de outros publicações relevantes, tem acelerado a crise econômica por diversas razões, como, por exemplo, Operação Lavajato, cujas consequências colocam em xeque atuação de grandes empresas nacionais, criando instabilidades, que produzem associações de interesses antinacionais, internos e externos, contrários às opções geopolíticas feitas pelo governo brasileiro de aliar-se às forças internacionais que contrariam as grandes potências, Estados Unidos e Europa. A criação dos BRICs, Banco Brics, moeda dos Brics, alternativa ao dólar como equivalente monetário global etc, é, certamente, o principal incômodo para Tio Sam.

O modo de atuação de juízes de primeira instância, como o juiz Moro, de Curitiba, de pautar investigações mediante métodos semelhantes aos utilizados por Hitler, pela Gestapo, na segunda Guerra Mundial, como é o caso de delação premiada, por meio da qual são feitas prisões sem dispor de provas concretas, configurando ações aparentemente legais, produz, segundo Bandeira, o que Aristóteles denominou de democracia extremada. Trata-se, nada mais nada menos, de praticar tirania oligárquica, algo semelhante ao que ocorrem nas ditaduras.

Os agentes nacionais de segurança, como a Polícia Federal, financiados, diz Bandeira, pela CIA e DEA, estão deturpando o processo democrático, em meio às dificuldades econômicas, agravando-as. Eles estão favorecendo, com tal atuação extremada, que lança dúvidas sobre sua legalidade, interesses financeiros internacionais, contrários às políticas nacionalistas, ancoradas em

terça-feira, 8 de setembro de 2015

¿FIN DEL CICLO PROGRESISTA O REFLUJO DEL CAMBIO DE ÉPOCA EN AMÉRICA LATINA? 7 TESIS PARA EL DEBATE

8 septiembre 2015, Rebelión http://www.rebelion.org (México)


Hace tiempo que venimos leyendo que el ciclo progresista en América Latina y el Caribe ha llegado a su fin. Aprovechando la muerte del Comandante Chávez, y un cierto reflujo en los avances logrados por los procesos de cambio en el continente, la derecha comenzó a construir un discurso que intenta deslegitimar la década ganada para las mayorías sociales y populares.

Pero en los últimos tiempos, también desde varios sectores de la izquierda se ha venido construyendo la tesis del fin del ciclo que viene a complementar el discurso de la derecha contra los gobiernos de izquierda y nacional-populares. Uno de los amanuenses de la izquierda lightberal, Pablo Stefanoni, habla de una deriva lulista1 de la izquierda latinoamericana. Una compañera de Stefanoni en el grupo de apoyo al trotskismo anti kirchnerista del FIT en la Argentina, Maristella Svampa, escribe en el diario de la oligarquía Clarín sobre una crisis del pluralismo político y un populismo de alta intensidad2 en Bolivia y Ecuador. Mientras tanto, por el lado de la izquierda autonomista, Raúl Zibechi sostiene que

terça-feira, 23 de junho de 2015

EE.UU., la peor amenaza latinoamericana

22/06/2015, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org (Brasil)


Un asunto de “estrategia” de un imperio decadente, el de Estados Unidos (EU), que da coletazos y aun así se resiste a morir. Sigue “trabajando” al modo como lo sabe hacer: imponiendo sus políticas por el mundo para conseguir sus fines, en un plazo de tiempo de unas pocas décadas, de unos cuantos años. Valga decir, com políticas redefinidas o rediseñadas desde los autoatentados del 11 de septiembre 2001 en las Torres Gemelas de Nueva York para acá.

Solo recuérdese que en América Latina a EU no le cuaja la idea del “terrorismo”, para con ese pretexto de “falsa bandera” atacar interviniendo a los países. Como le funcionó en Irak y en Afganistán, para apoderarse del control energético y las drogas. No. Pero le funciona a la perfección la “guerra contra las drogas”, en aras de la cual está controlando el negocio, a la vez que militarizar aquellos países como Colombia y México, sentando las bases para la desestabilización. Con ambos países, sobre todo con este último, le está funcionando muy bien la perversa “guerra antidrogas”, a la

sexta-feira, 24 de abril de 2015

POSIBLE INSTALACIÓN DE ARMAMENTO NUCLEAR EN COLOMBIA Y SU INGRESO A LA OTAN, CONSTITUYEN AMENAZAS PARA LA PAZ Y LA INTEGRACIÓN REGIONAL: Atilio Boron

13 abril 2015, Polo Democratico http://www.polodemocratico.net (Colombia)

Por Fernando Arellano Ortiz   


Aunque el gobierno neoliberal de Juan Manuel Santos se ufana en el ámbito interno de impulsar un proceso de paz con la insurgencia de las Farc, su política internacional (dictada desde Washington), en contraposición, apunta a desestabilizar la armonía y la integración regional. Así lo dejó entrever durante su charla magistral el pasado 8 de abril en Bogotá, el sociólogo y politólogo argentino, Atilio Boron, en el marco de la Cumbre Mundial de Arte y Cultura para la Paz, organizada por la Alcaldía Mayor de la capital colombiana.

Por un lado, Boron dijo que es un contrasentido que mientras la irrupción de China en la geopolítica mundial está desplazando el protagonismo del Atlántico hacia el continente asiático, Colombia se empeña tozudamente en impulsar la Alianza del Pacífico, un invento de Washington para contrarrestar la  presencia cada vez mayor de Beijing en América Latina y horadar el proceso integracionista de la Patria Grande. De otra parte, agregó, el hecho de que el gobierno de Santos en forma por demás disciplinada haya aceptado las directrices del Pentágono para que Colombia ingrese a la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), y al mismo tiempo existan serios indicios de que el Comando Sur haya instalado armamento nuclear en este país andino, da una clara señal de

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Weapons and Manpower for a Color Revolution in Venezuela/Оружие и кадры для цветной революции в Венесуэле

17.11.2014, 13.11.2014, Strategic Culture Foundation http://www.strategic-culture.org (Russia)
Фонд стратегической культуры http://www.fondsk.ru (Россия)

Nil NIKANDROV
 

Reports surface in the Latin American media with alarming regularity about seizures by law-enforcement agencies of large shipments of US-made weapons. Such events are becoming noticeably more frequent in Bolivia, Ecuador, Nicaragua, and Argentina - countries that the Obama administration considers unfriendly. But most often, news of the discovery of arms caches comes from Venezuela.

Overthrowing that Bolivarian regime remains one of Washington’s strategic objectives, and US intelligence agencies are using many different channels to sneak small arms, ammunition, and explosives into the country, in anticipation of the appointed hour - «Hour X».

Drug cartels controlled by the CIA and the DEA are often used as cover for these operations, as well as Colombian paramilitary groups created to fight FARC and ELN guerrillas. Once the violence in Colombia began to subside, the Americans redirected troops of paramilitares to the combat theater in Venezuela. A fleet of light aircraft was brought in via the CIA, in order to provide the US with an uninterrupted supply of drugs from South and Central America. These planes were also used to transport small shipments of weapons and ammunition to

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Bolivia/EVO ES DE ORURO, DE LA HABANA Y TAMBIEN DE MAR DEL PLATA

16 octubre 2014, La Arena http://www.laarena.com.ar (Argentina)

Lo que es seguro es la amplia victoria de Evo Morales. Lo que no se sabe con certeza es si obtuvo el 54 o el 60 por ciento de los votos, y si tendrá dos tercios de la Asamblea Legislativa Plurinacional. Su victoria tiene envergadura regional.

Emilio Marín

La victoria de Evo Morales fue indiscutible, por la masividad del apoyo expresado a la boleta del MAS que lo llevaba al tope, junto a su vice, Alvaro García Linera. También por la gran diferencia con quien llegó segundo, el empresario Samuel Doria Medina (Unidad Demócrata), que colectó algo menos del 25 por ciento de los votos, y con el tercero, el también derechista Jorge Quiroga (Partido Demócrata Cristiano) que tuvo el 9 por ciento.

Los sondeos a boca de urna de Mori e Ipsos le atribuían a Morales-García Linera algo más del 60 por ciento. Como el Tribunal Supremo Electoral de siete miembros no tenía sus números finales, que los había prometido para el domingo 12 a la noche, los guarismos de las encuestadoras fueron tomadas como verdaderas. No sólo por los ganadores en 8 de los 9 departamentos, que proclamaron en la Plaza Murillo, en La Paz, que habían asestado un mazazo al imperialismo y neoliberalismo, textual del discurso de Evo, sino que identificaron ese resultado con la obtención de dos tercios en el parlamento plurinacional. "Ganamos en primera vuelta y tenemos los dos tercios", dijo el mandatario a los medios nacionales e internacionales.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Colômbia/A GUERRA CONTRA AS DROGAS, UMA FRAUDE TOTAL

21 março 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)



A propaganda imperialista acusa sistematicamente as FARC-EP de serem uma “narco guerrilha”. Pela voz de um dos principais responsáveis da heróica guerrilha colombiana a grosseira acusação é devolvida. São a DEA e a CIA quem tem um longo e documentado historial de ligação, protecção e financiamento através do narcotráfico. E não haverá sucesso na luta contra esse flagelo sem o combate a esses poderosíssimos tentáculos do imperialismo.

O mundo está a travar a luta contra as drogas no meio das trevas. Todos os esforços estão condenados ao fracasso se não acendemos a luz da verdade sobre o nauseabundo crime do narcotráfico que lacera a humanidade. Rodeada por essa obscuridade, a pobre Colômbia está enredada e perdida num labirinto mais intrincado que o do mito do Minotauro.

Esta certeza reafirma-se no impacto das denúncias do ex governador de Minnesota, Jesse Ventura, director do programa de Televisão “Conspiracy Theory” (Teoria da conspiração), um homem ao qual há que atribuir crédito, não apenas por ter sido autoridade de um Estado dos Estados Unidos, mas também pelo seu rigor investigativo e compromisso com a humanidade.

Não estamos a chover no molhado ao reproduzir versões muito difundidas por todo o mundo. Simplesmente consideramos como verdade irrefutável que não se pode encobrir nem ocultar mais o sujo papel da CIA e da DEA enquanto motores e geradores da calamidade humanitária do flagelo do narcotráfico.

A CIA está desde há mais de meio século utilizando os lucros criminosos do tráfico de drogas para financiar as suas operações encobertas de guerra suja, como pérfido recurso para iludir a obrigação de prestar contas ao Congresso e ao próprio povo norte-americano. Esses dinheiros são utilizados para desestabilizar governos legítimos, eleitos democraticamente, financiar atentados contra líderes do hemisfério que

terça-feira, 4 de março de 2014

INSTRUMENTOS “MADE IN USA” DE LA SEDICIÓN EN VENEZUELA

4 marzo 2014, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

Por Atilio A Borón

Si hay una pregunta que resulta ociosa –¡y hasta ridícula!- en relación a la situación imperante en Venezuela es aquella que se interroga sobre si Estados Unidos está jugando o no un papel en los desmanes y violentos disturbios promovidos por un sector de la oposición que transitó desde la protesta pacífica a la sedición, entendida ésta como toda acción que pretenda cambiar por la vía de la violencia el orden constitucional o las autoridades legalmente establecidas en un país.

Merced a su férreo control de la prensa gráfica, radial y televisiva la derecha vernácula y el imperialismo denuncian al gobierno bolivariano por acosar a la oposición y reprimir manifestaciones “pacíficas”, siendo que sólo lo ha hecho luego de que las fuerzas de seguridad del estado tolerasen toda clase de agresiones, de hecho y de palabra, y que los sediciosos se lanzaran “pacíficamente” a incendiar edificios gubernamentales, medios de transporte o a destruir centros de salud, escuelas o cualquier propiedad pública.
La pregunta es ociosa, decíamos, porque la injerencia de Estados Unidos en Venezuela obedece a la propia lógica del imperio: dado que Washington ejerce un poder global, planetario, si bien declinante, sería absurdo pensar que permanecería de brazos cruzados en un país que al día de hoy cuenta con la mayor reserva petrolera (comprobada por fuentes independientes) del planeta, superiores a las de Arabia Saudita y situado a pocos días de navegación de su gran centro receptor de petróleo importado, Houston. Estados Unidos se involucra permanentemente en todos los países, con variable intensidad según su significación geopolítica global. Como Venezuela tiene una importancia excepcional en este rubro no es casual que

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Bolivia/Alba qualifica de "arrogância imperialista" atentado contra Evo



3 julho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O secretário executivo da Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), Rodolfo Sánz, qualificou como “arrogância imperialista” a ordem que os Estados Unidos deram para os países europeu para não permitirem o sobrevoo do avião de Evo Morales em seu espaço aéreo.

O porta-voz da Alba destacou que este ato representa uma “enorme sacanagem dos países europeus”. Lembrou que o ex-agente da Agência de Inteligência (CIA), Edward Snowden, divulgou informação sobre espionagem dos Estados Unidos em nos países aliados a este continente.

Ele também ratificou que em breve será convocada uma reunião da Alba para avaliar as medidas que

Patria Grande/PRONUNCIAMIENTO DE SOLIDARIDAD CON EVO MORALES Y CONDENA AL IMPERIALISMO



3 julio 2013, Pasa la Voz Minga Informativa de Movimientos Sociales http://movimientos.org/pt-br

La Red de Intelectuales y Artistas en Defensa de la Humanidad manifiesta su indignación ante el atentado criminal perpetrado en la tarde de este martes 3 de julio contra el Presidente boliviano Evo Morales Ayma, de parte del gobierno de los Estados Unidos y con la clara complicidad de varios estados europeos.

La negación de pasar por espacio aéreo o de hacer uso del derecho de un repostaje técnico del avión FAB-001 del Presidente del Estado Plurinacional de Bolivia por algunos países europeos, no solo es una ofensa contra el primer presidente indígena de América Latina, sino contra el proceso de integración y construcción de la Patria Grande que está recuperando su soberanía y dejando atrás su condición de “patio trasero” de los Estados Unidos.

Bolivia, en la figura de Evo Morales, un campesino cocalero que enfrentó a la DEA en su etapa como sindicalista, y que expulsó al embajador de Estados Unidos y a USAID en su condición de Presidente, es el claro ejemplo de cómo se pueden construir procesos de cambio en favor de las mayorías populares desde posiciones claramente anticoloniales y antiimperialistas.

La cobarde y criminal agresión contra Evo Morales es una señal de

quinta-feira, 23 de maio de 2013

CIA Y DEA LLEVAN ADELANTE UNA NUEVA CONSPIRACIÓN CONTRA BOLIVIA



22 mayo 2013, Rebelión http://www.rebelion.org (Mexico)

Un nuevo operativo encubierto busca involucrar a una autoridad boliviana en actividades de narcotráfico y afectar la imagen del presidente

La Epoca / Rebelión

Dos agentes de la CIA identificados y con residencia en Santa Cruz y dos agentes de la DEA, que hace poco participaron de un curso antidrogas organizado por la FELCN y la embajada de EEUU, forman parte de un nuevo operativo encubierto que busca involucrar a una autoridad boliviana en actividades de narcotráfico y afectar la imagen del presidente Evo Morales.

A menos de un mes de que el presidente Evo Morales anunciara la expulsión de la Agencia de los Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (USAID) por injerencia en asuntos internos, una operación encubierta de inteligencia se viene desarrollando por los servicios estadounidenses para involucrar a algunas autoridades bolivianas, particularmente al viceministro de Defensa Social, Felipe Cáceres, en actividades de narcotráfico.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Bolivia/Expulsión de USAID garantiza seguridad del Estado y continuidad del proceso de cambio (Quintana)


2 mayo 2013, Agencia Boliviana de Información http://www3.abi.bo (Bolivia)

La Paz (ABI) --- El diputado del Movimiento Al Socialismo (MAS), Galo Bonifaz, aseguró el jueves que la Agencia de los Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (USAID) ejercía políticas de injerencia en Bolivia desde la década de los 60 hasta la fecha.

En conferencia de prensa, el legislador expresó el respaldo de ese instrumento político a la determinación 'valiente y firme' del presidente Evo Morales de expulsar a USAID debido a que esa cooperación tenía un 'alto índice de contenido, político y adoctrinamiento neoliberal' que penetraba en las organizaciones sociales.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Unasur firmará el Estatuto para la creación de Consejo de lucha contra el narcotráfico

9 abril 2010/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El Estatuto delineará la hoja de ruta que seguirá el Consejo de Unasur para luchar contra el tráfico ilegal de drogas en la región. El nuevo ente suramericano promoverá la prevención del consumo de estupefacientes.

La rúbrica estará a cargo de viceministros del Interior y expertos en la lucha contra el narcotráfico de los países de la región, que se encuentran reunidos en Quito, la capital ecuatoriana, desde el pasado jueves.

Con la firma del Estatuto, la Unasur emprenderá el diseño de sus políticas de acción para el combate del tráfico ilegal de drogas, las cuales pasan por la tarea de promover la prevención del consumo de esas sustancias estupefacientes entre los habitantes de cada país suramericano.

Se trata de la cuarta vez que delegados de las naciones de la Unasur se reúnen con el objetivo de consensuar el Estatuto que delineará la hoja de ruta que seguirá el Consejo.

El viceministro ecuatoriano de Gobierno, Edwin Jarrín, declaró a la oficial agencia Andes que la firma del Estatuto es de gran importancia para la Unasur, ya que permitirá al bloque multilateral establecer sus políticas antidrogas.

"Es importante que desde la Unasur se establezca un Consejo que nos permita tener políticas claras y conjuntas para emprender una lucha contra el narcotráfico", puntualizó Jarrín.

La iniciativa para la creación de este organismo está en la agenda de prioridades de los Mandatarios, los cuales reconocen que es necesario un esfuerzo mancomunado para erradicar ese delito de la región, explicó el funcionario ecuatoriano.

El pasado 10 de agosto de 2009 se constituyó el Consejo Suramericano de Lucha Contra el Narcotráfico, y desde esa fecha se comenzó a elaborar el reglamento, el cual deberá ser aprobado hoy por los ministros del Interior o de Gobierno de la Unasur.

Jefes de Estado de países que integran Unasur, como los de Bolivia, Evo Morales; Ecuador, Rafael Correa: y Venezuela, Hugo Chávez, han sido partidarios de que sus naciones tengan herramientas y mecanismos propios de lucha contra el narcotráfico, desligadas de las prácticas de la agencia antidrogas (DEA, por su sigla en inglés) de Estados Unidos.

Para la lucha antinarcóticos, junto a otros aspectos de carácter regional, Morales, Correa y Chávez han insistido en que debe ser la Unasur, como ente de integración, la que establezca normativas, políticas y mecanismos de acción.

Bolivia y Venezuela prescindieron de la colaboración de la DEA en materia de lucha contra el narcotráfico por considerar que Estados Unidos intervenía, a través de esa agencia, en sus asuntos internos.

Ecuador, por su parte, no renovó el acuerdo que permitió, desde 1999, la ocupación de la base militar en Manta (costa ecuatoriana del Pacífico) por parte de tropas estadounidenses que emprendían desde esa instalación vigilancia contra el tráfico ilegal de drogas.

La no renovación de ese acuerdo se debió a que, según la nueva Constitución política de Ecuador, se prohíbe la permanencia de fuerzas militares extranjeras en la nación, así como también obedeció a una medida para proteger la soberanía de ese país.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ESTADOS UNIDOS INTENSIFICA LOS PLANES DE GUERRA EN AMÉRICA LATINA

Ejército estadounidense: después de Iraq, América Latina

Rick Rozoff

Global Research

30 julio 2009/Rebelión (México) http://www.rebelion.org

Traducido del inglés para Rebelión por Beatriz Morales Bastos

El 29 de junio el presidente estadounidense Barack Obama recibió a su homólogo colombiano Alvaro Uribe en la Casa Blanca y semanas más tarde se anunció que el Pentágono planea desplegar tropas en cinco bases aéreas y navales en Colombia, el principal receptor en América Latina de la asistencia militar estadounidense y tercero mayor del mundo ya que ha recibido más de 5.000 millones de dólares del Pentágono desde que hace nueve años se lanzó el Plan Colombia.

Seis meses antes del encuentro Obama-Uribe el presidente saliente estadounidense George W. Bush concedió el mayor honor civil estadounidense, la Medalla de la Libertad, a Uribe, así como al ex-primer ministro británico Tony Blair y al ex-primer ministro australiano John Howard.

Una nota de prensa de aquel momento expresaba tanto conmoción como indignación ante el hecho de que la Casa Blanca honrara a Uribe: "A pesar de los asesinatos extra-judiciales, de los paramilitares, de los sindicalistas asesinados, el presidente de Colombia Uribe ha obtenido el mayor honor estadounidense por derechos humanos" [1].

La misma fuente corroboraba su preocupación añadiendo: "Colombia es el país más peligroso del mundo para los sindicalistas. En 2006 la mitad de todos los asesinatos de sindicalistas del mundo tuvieron lugar ahí. Desde que Uribe llegó al poder en 2002 han sido asesinados casi 500 [sindicalistas]. En respuesta a la preocupación por los asesinatos, Uribe descalificó a las víctimas a las que llamó 'un panda de criminales vestidos de sindicalistas'. Se están investigando más de 1.000 casos de asesinatos ilegales por parte de los militares. Existen decenas de casos de soldados que capturan a hombres inocentes, los asesinan y los visten como enemigos combatientes. Se cree que cientos de miembros de las fuerzas de seguridad ha participado en estas actividades" [2].

Colombia: una guerra de cuarenta años
Durante más de cuarenta años Colombia, el último de los clientes de Washington "democracia de escuadrón de la muerte" que queda en el hemisferio sur, ha emprendido una implacable guerra de contrainsurgencia contra las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) y una guerra igual de despiadada contra sindicalistas, campesinos, indígenas y otras organizaciones con su ejército adiestrado y equipado por Estados Unidos, y con formaciones paramilitares aliadas. Se calcula que a consecuencia de los enfrentamientos han sido asesinadas 40.000 personas y que hay 2 millones de desplazados.

En 1985 las FARC depusieron las armas y entraron en un proceso de paz con el gobierno de Belisario Betancur.

Esto ayudó a fundar la Unión Patriótica para participar en procesos electorales y en otras actividades pacíficas, pero al cabo de varios años 5.000 altos cargos electos de la Unión Patriótica, candidatos, sindicalistas, dirigentes comunales y otros activistas fueron asesinados por las fuerzas de seguridad de Colombia y los escuadrones de la muerte de extrema derecha vinculados con el gobierno, especialmente las muy mal reputadas Autodefensas Unidas de Colombia (AUC) y su difunto líder Carlos Castaño. Ocho congresistas, setenta concejales, decenas de diputados y alcaldes, y cientos de sindicalistas y dirigentes campesinos fueron asesinados y en 1989-1990 dos de sus candidatos presidenciales fueron asesinados en el espacio de siete meses.

Enfrentadas con su total exterminio, las FARC se rearmaron y buscaron refugio en el sudeste del país.

En 1998 el presidente colombiano Andrés Pastrana permitió a las FARC tener un refugio seguro de 16.000 millas cuadradas en el departamento de Caqueta.

Entonces Estados Unidos puso la mira en una campaña intensiva de contrainsurgencia para destruir ls infraestructura de las FARC en la región y, a la vez, destruir y arrancar la organización de raíz.

En enero de 2000 STRATFOR, una fuente que no es conocida por oponerse a la guerra, advertía: "El departamento de Estado estadounidense anunció recientemente un paquete de ayuda de dos años por valor de 1.300 millones de dólares para operaciones contra el narcotráfico en Colombia. El plan también está encaminado a ayudar al presidente Andrés Pastrana a negociar la paz con las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC). Pero el plan tendrá un efecto negativo. Acabará con las negociaciones de paz entre los rebeldes y el gobierno, y reavivará la guerra. En última instancia, el plan no hace sino preparar el camino para una mayor implicación estadounidense" [3].

Continúa diciendo "la mayor parte del dinero prometido para la campaña para contrarrestar el narcotráfico irá directamente a luchar contra los rebeldes .... En detrimento del gobierno de Bogotá esto inclinará la balanza de poder hacia los militares, que siempre se han opuesto a las negociaciones de paz. En última instancia, se abrirán las puertas de par en par a una mayor implicación estadounidense [4].

Plan Colombia: la “flecha del parto” de Clinton*
Para el año 2000 Colombia ya era el mayor receptor de ayuda militar estadounidense en el hemisferio sur, pero la administración Clinton incrementó el papel del Pentágono en esa nación con lo que se llegó a ser el Plan Colombia.

Tras asumir el poder en enero de 1993 bombardeando Iraq y después matando a cientos, si no miles, de somalíes ese mismo año, Clinton y su equipo de política exterior nunca abandonaron el uso de la agresión militar.

En 1995 suministró planificadores y asesores militares para la brutal y etnocida Operación Tormenta de Croacia y dirigió los bombardeos de la OTAN de objetivos serbios bosnios, incluyendo a las tropas que se retiraban y las columnas de refugiados que las seguían, que dejaron lo que ahora es la República Bosnia Serbia repleta de uranio empobrecido y con una epidemia de casos de cáncer.

Tres años después emprendió ataques con misiles de crucero contra Afganistán y Sudán, y el 16 de diciembre de 1998 empezó la Operación Zorro del Desierto, un ataque mortífero de cuatro días a Iraq con 250 ataques aéreos y más de 400 misiles de crucero Tomahawk, la víspera de las mociones de censura contra Clinton en el Congreso estadounidense.

Al año siguiente el uso de la agresión militar por parte de la administración [Clinton] llegó a su punto culminante con los 78 días de ataques de la OTAN dirigida por Estados Unidos contra Yugoslavia, el primer ataque militar contra una nación europea desde los de Hitler y Mussolini en 1939.

La “flecha del parto” de la administración [Clinton] fue el Plan Colombia en 2000.
El año anterior, 1999, el presidente de Colombia, Pastrana, había concebido un proyecto, que la Casa Blanca rediseñó en su propio interés.

Como escribió el ex-embajador estadounidense en El Salvador Robert White (al que la administración Reagan había echado como parte de los preparativos para soltar a sus escuadrones de la muerte y guerras de la contra en América Central) después de que el Congreso estadounidense aprobara en Plan Colombia en junio de 2000: "Si se lee el Plan Colombia original, no el que se escribió en Washington, sino el Plan Colombia original, no se mencionan ofensivas militares contra los rebeldes de las FARC. Bien al contrario. (El presidente Pastrana) afirma que las FARC son parte de la historia de Colombia y un fenómeno histórico, dice, y que deben ser tratados como colombianos" [5].

Un teletipo alternativo estadounidense informaba que "a principios de 1999 el gobierno de Pastrana inició las conversaciones de paz con las FARC, el mayor grupo rebelde.

El presidente también hizo su primer viaje a Washington en busca de ayuda contra el tráfico de droga. Pero cuando llegó allí, 'le cambiaron el libreto', según Marco Romero de Iniciativa de Paz Colombia, una coalición creada en septiembre por 60 ONG locales que buscaban una alternativa a al Plan Colombia.

Las conversaciones de Pastrana con líderes del Congreso estadounidense y con el jefe de la oficina de política nacional contra las drogas de la Casa Blanca, Barry McCaffrey, dieron como fruto el Plan Colombia, afirmó Romero" [6].

McCaffrey es un general del ejército retirado que ganó sus galones en la República Dominicana en 1965, en Vietnam de 1966 a 1969 y en la operación Tormenta del Desierto en 1991. También fue jefe del Comando Sur del Pentágono (SOUTHCOM, en sus siglas en inglés) entre 1994 y 1996, y vice-representante de Estados Unidos en la OTAN.

"En apoyo a su petición de ayuda a Colombia, la secretaria de Estado estadounidense Madeleine Albright y el zar de la droga McCaffrey dijeron al Congreso estadounidense que los fondos se usarían para 'restaurar el orden el sudeste de Colombia'" [7].

Con la aprobación del Plan Colombia Estados Unidos aumentó la ayuda militar a este país más de veinte veces en sólo dos años, 1998-2000, de 50 millones de dólares en 1998 a más de 1.000 millones de dólares en 2000, lo que situó a Colombia inmediatamente después de Israel y Egipto en esta categoría. En los diez años a partir de 1998 la ayuda militar estadounidense se multiplicó por cien.

A principios de 2000 una fuente estadounidense de los medios de comunicación dominantes afirmó que "los 1.600 millones de dólares propuestos por la administración Clinton como ayuda de emergencia a Colombia es cuando menos tanto un paquete contra la insurgencia como una medida anti-droga" y mencionó que "un miembro del Congreso se opuso a los esfuerzos de la Casa Blanca por eludir el proceso normal de asignaciones" [8].

Unas semanas después tuvo lugar en El Salado una de las peores masacres recientes de civiles colombianos perpetrada por paramilitares con la complicidad del ejército.
El Plan Colombia estaba empapado en sangre antes incluso de que se formalizara. En enero de 2000 la secretaria de Estado Madeleine Albright visitó Colombia para promocionar la iniciativa y en honor a su llegada el ejército colombiano mató a 50 de sus ciudadanos en un ataque fuera de la capital, Bogotá.

En junio el Congreso y el Senado estadounidenses añadieron a la guerra más de 1.000 millones de dólares, sesenta helicópteros de combate y más fuerzas especiales asesoras en contrainsurgencia. Aproximadamente el 70% de los fondos de 2000 del Plan Colombia se asignaron a financiar, adiestrar y equipar a batallones antinarcóticos del ejército que operaban en el sudeste de Colombia, el antiguo refugio de las FARC.
Progresistas nominales, el difunto Paul Wellstone del Senado y la congresista de Illinois Jan Schakowsky, añadieron un condicionante de derechos humano que ninguna persona seria esperaba que se respetara y sólo dos meses después de que el Congreso autorizara el Plan Colombia Clinton utilizó su derecho presidencial de no aplicación para anular las condiciones referentes a los derechos humanos por razones de "seguridad nacional".

Nueve años después: la farsa de la guerra contra la droga cede el paso a la pura contrainsurgencia
Por supuesto, la escalada de las operaciones de contrainsurgencia se empaquetó bajo la etiqueta de una guerra contra la droga. Nueve años después Colombia sigue siendo el principal suministrador de cocaína y heroína a Estados Unidos.

En abril de 2000 se vio en lo en serio que se debería haber tomado esta farsa cuando el ex-comandante de las operaciones contra la droga del ejército estadounidense en Colombia, el coronel James C. Hiett, se declaró culpable de no haber entregado las pruebas de que su esposa, Laurie, introducía de contrabando en Estados Unidos cocaína y heroína. En enero su esposa se declaró culpable de planear introducir de contrabando en Estados Unidos vía el correo heroína por valor de 700.000 dólares.

Indudablemente, el colonel Hiett cumplió con su deber propagando la historia de que las FARC eran responsables de la mejor parte del cultivo de coca y opio, y del tráfico en el país, y de que el ejército estadounidense era la mejor respuesta a estas supuestas actividades.

Si se tenía alguna duda de la sinceridad de las afirmaciones estadounidenses de que estaban luchando contra el narcotráfico y el terrorismo, a las pocas semanas de aprobarse en Plan Colombia la secretaria de Estado Albright escoltó al jefe del llamado Ejército de Liberación de Kosovo, Hashim Thaci, cuyos colegas y cárteles de la droga aliados controlan la mayoría del tráfico de marihuana, hachís y narcotráficos en Europa, a los lugares que ella solía frecuentar en el cuartel general de Naciones Unidas y en aquella época en el departamento de Estado, preparándolo para convertirse en futuro jefe de Estado (desde el año pasado Hashim Thaci es de hecho el presidente de lo que el ex-presidente serbio Vojislav Kostunica ha llamado acertadamente el primer Estado OTAN del mundo. También es el más reciente narco-Estado.

Tras los acontecimientos del 11 de septiembre de 2001 en Estados Unidos la casa Blanca elevó a las FARC a la cima de la lista de sus objetivos en la llamada Guerra contra el Terrorismo a pesar de que está más allá de la capacidad de cualquier persona sana para discernir o comprender saber qué papel pudo haber desempeñado las FARC en los ataques de Nueva York y Washington D.C..

Para 2002 la administración Bush había desechado la mayoría de las razones de la guerra contra la droga y "el Congreso aprobó una ley para permitir que la ayuda militar estadounidense a Colombia se utilizara en una 'campaña unificada' contra las drogas y el terrorismo" y para 2008 "seis años y 5.000 millones de dólares después, el ejército colombiano es la fuerza de combate más cualificada de América Latina" [9].

Las "operaciones especiales de adiestramiento estadounidenses proporcionaron muchas de las destrezas que mostraron 'el camino para abrir la puerta de esas remotas localizaciones en la jungla que en el pasado eran inaccesibles al gobierno colombiano'. Se crearon unidades militares, incluyendo la Brigada Comando. Se establecieron ocho unidades de inteligencia regional con aviones de reconocimiento y punteras comunicaciones cielo-aire. Se creó tanto una Escuela de Inteligencia como un Centro de Contrainteligencia" [10].

Días antes de cesar en su cargo, George W. Bush concedió la Medalla de la Libertad al presidente colombiano Alvaro Uribe, al que los rumores habían vinculado con el antiguo cártel de Medellín y cuyo hermano Santiago está acusado de narcotráfico y de conexiones con los escuadrones de la muerte.

Quizá anticipando este honor y en correspondencia a la persona más responsable del Plan Colombia y a las crecientes operaciones militares tanto en las fronteras de Colombia como dentro del país, Alvaro Uribe anunció que iba a conceder a Bill Clinton el premio "Colombia es Pasión" "en una sesión de gala ...en Nueva York" por "creer en nuestro país y animar a otros a hacer lo mismo".

"Destacados demócratas de la lista de invitados incluyen a los ex-estrategas de Clinton, Dick Morris y Vernon Jordan, a los ex-miembros del gobierno Clinton Lawrence Summers y Madeleine Albright, y a varios congresistas demócratas", la mayoría de los cuales tuvieron la habilidad de supervivencia política de no asistir [11].

Poco antes ese mismo año "la víspera de una visita del presiente estadounidense George W. Bush" y sin fingir ya una guerra contra la droga "soldados estadounidenses y colombianos llegaron en helicóptero a la ciudad sureña de Cartagena del Chaira, una plaza fuerte de las FARC ..." [12].

Como se ha minimizado la cuestión de los narcóticos, el componente de los derechos humanos ha sido relegado al reino de la efímera manipulación de relaciones públicas.
En febrero de 2007 el hermano de la ministra colombiana de Asuntos Exteriores Maria Consuelo Araujo, el senator Alvaro Araujo, fue arrestado por su relación con el grupo paramilitar Autodefensas Unidas de Colombia (AUC).

A Uribe esto no le afectó y afirmó: "Cuando me preguntan por qué mantengo a la ministra de Exteriores respondo: no está implicada en actividades criminales que estén siendo investigadas" [13].

El Plan Colombia ha entrado en su décimo año. En los años transcurridos no han disminuido en lo más mínimo las masacres abiertas y encubiertas del gobierno y de los paramilitares (algunas demasiado espeluznantes para contarlas) y si bien el cultivo y exportación de droga se ha visto parcialmente afectado, no se ha visto afectado sustancialmente por lo que cuando conviene se sigue denominando todavía programa de erradicación de la droga.

A pesar de afirmarse que era una guerra contra la droga, las actividades del Plan Colombia tanto dentro como fuera del país se llevaron a cabo con otros propósitos.

Colombia: la base del Pentágono en la región andina
Desde su inicio tenía el objetivo de ser más que una intensificación de una guerra de contrainsurgencia de décadas de duración en Colombia y ser la primera salva de una campaña estadounidense para intensificar la militarización de la región andina. Los planes de la Casa Blanca y el Pentágono de utilizar a Colombia como fuerza militar regional y base operativa para vigilar América de Sur han ganado una nueva urgencia para Washington con las transformaciones políticas en Venezuela, Bolivia, Ecuador, Argentina y Paraguay que presagian el fin de la dominación política, económica y militar estadounidense del continente.

En su primer año de existencia, 2001, un avión de la Fuerzas Aéreas Peruanas derribó un avión civil divisado por un avión estadounidense pilotado por contratistas de la CIA que llevaba a bordo a la misionera estadounidense Veronica Bowers y su hija, y murieron ambas además del piloto.

Para 2006 Estados Unidos había duplicado la cantidad de adiestradores y asesores militares estacionados en Colombia y ese mismo año aviones colombianos empezaron violando el espacio aéreo del vecino Ecuador. En apariencia estos aviones, a bordo de los cuales no habría sido raro que hubiera personal estadounidense, llevaban a cabo misiones de fumigación.

El gobierno ecuatoriano denunció estas acciones como "poco amistosas y hostiles" y el "ministro de Defensa Marcelo Delgado afirmó...que aviones del ejército sobrevolarían sus fronteras para impedir que los aviones colombianos entraran en el espacio aéreo de Ecuador...." [14].

En diciembre de 2006 no sólo aviones colombianos cruzaron la frontera. A finales del mes "unos 40 colombianos...huyeron hacia Ecuador atravesando la frontera después de haber sido atacados por soldados colombianos", informó la oficina del Alto Comisionado de Naciones Unidas para los Refugiados (UNHCR, en sus siglas en inglés) en Ecuador [15].

Doce meses antes quince colombianos fueron asesinados y 1.500 desplazados en la provincia de Narilo al sur del país, en la frontera con Ecuador. "Las autoridades permanecieron en silencio en relación a si esto era una operación militar contra luchadores de la guerrilla o una disputa entre grupos paramilitares" [16].

A principios de 2007 el general de marines Peter Pace, entonces presidente de la Junta de Jefes del Estado Mayor, viajó a Colombia y pasó dos días reunido con los dirigentes políticos y militares del país. Poco después, el ministro de Defensa colombiano Juan Manuel Santos (sobre el que se hablará más adelante) devolvió el favor y visitó el Pentágono donde se reunió con el secretario de Defensa estadounidense Robert Gates. Un informe de la visita del departamento de Defensa citaba a altos cargos del Pentágono afirmando que "el apoyo militar estadounidense a Colombia, antes centrado en combatir la droga, se ha ampliado a ayudar al ejército colombiano a enfrentarse a la insurgencia rebelde del país" y que "soldados de las fuerzas especiales estadounidenses en Colombia proporcionan adiestramiento militar a las fuerzas de Colombia...."[17]

Cinco meses después Colombia construyó una tercera base militar en su frontera de 2.219 kilómetros con Venezuela e inicialmente estacionó a 1.000 soldados en ella.
Colombia se ha convertido en el puesto de avanzada de Washington para hacer frente y amenazar tanto las fronteras del sudoeste de Ecuador como la del noreste de Venezuela.

También forma parte de una estrategia cuya naturaleza y alcance supera lo regional e incluso lo continental.

América del Sur: el sexto continente de la OTAN
Desde la implementación del Plan Colombia en 2000 Estados Unidos ha alistado a varios aliados de la OTAN para la guerra de contrainsurgencia y para propósitos más amplios en la región. Personal de las SAS británicas (Servicios Aéreos Especiales) ha sido destinado al ejército colombiano para funciones de adiestramiento y el ejército español también envió personal.

La OTAN tiene miembros en Europa y América del Norte, y socios en Asia (Afganistán, Japón, Kazajastán, Kurgistán, Mongolia, Pakistán, Singapur, Corea del Sur, Tajikistán, Turkmenistán y Uzbekistán) y África (Argelia, Egipto, Mauritania, Marruecos y Túnez) y Australia.

América del Sur es el único continente habitado en el que todavía no ha penetrado.

En enero de 2007 el jefe colombiano de Defensa Santos viajó a Washington, Londres y Bruselas, "para mantener conversaciones con la Unión Europea"en estas última ciudad y, a continuación, a Munich, Alemania, "para una reunión con los ministros de defensa de la OTAN" [18]. Por supuesto, Santos hizo esta gira para cosechar más ayuda militar de Estados Unidos y sus aliados de la OTAN. Se ha informado que la Unión Europea ha concedido154 millones anuales desde aquel año.

En septiembre de 2005 el presidente venezolano Hugo Chávez advirtió que "por medio del trabajo de la inteligencia descubrimos un ejercicio militar de OTAN de una invasión de Venezuela y nos estamos preparando para esta invasión".
Detalló que el plan consistía en un "ejercicio militar ... conocido como Plan Balboa [que] incluye hacer ensayos de ataques simultáneos por aire, mar y tierra en una base militar en España en los que participan soldados estadounidenses y de países de la OTAN" [19]. También participaban en la operación tropas estadounidenses desplegadas en el enclave holandés de Curaçao al noroeste de la costa de Venezuela.

En la primavera del año siguiente se informó de que "se están llevando a cabo maniobras militares en el Caribe por parte de Estados Unidos, miembros de la OTAN y países del hemisferio, excluyendo a Cuba y Venezuela, que son objetivos potenciales de esta demostración de fuerza", y que inmediatamente después "en futuros ejercicios participarán aproximadamente 4.000 soldados de Estados Unidos, Holanda, Bélgica, Canadá y Francia, que está programado que participen en una maniobra llamada León Conjunto del Caribe, que tendrá lugar entre el 23 de mayo y el 15 de junio en Curaçao y Guadalupe" [20].

La guerra de contrainsurgencia colombiana, un modelo para el sur de Asia y Centro América
Durante los últimos siete años Estados Unidos también ha reclutado y desplegado a fuerzas de seguridad y militares colombianas para la guerra de Afganistán, supuestamente para reproducir el componente de la guerra contra la droga del Plan Colombia en el sur de Asia.

En abril de 2007 Washington trasladó a Afganistán a su embajador en Colombia, William Wood, para supervisar la aplicación del modelo colombiano de contrainsurgencia disfrazado de lucha contra el cultivo de droga. Dos años después se calcula que Afganistán representa el 90% de la producción ilegal de opio del mundo.

Un analista de Bangladesh observó que "según cifras de 2003, el tráfico de droga constituye el tercer artículo a nivel mundial en términos de dinero tras el comercio de petróleo y de armas.

Afganistán y Colombia son las principales economías mundiales productoras de droga, que alimenta una floreciente economía criminal. Estos países están fuertemente militarizados y en ellos el tráfico de droga está protegido.

Está ampliamente documentado que la CIA ha desempeñado un papel fundamental en el desarrollo de los triángulos de la droga tanto de América Latina como de Asia.
LA OTAN, como entidad, se ha convertido en cómplice de una importante proliferación de narcóticos y de actividad criminal. Realmente no se está reduciendo el opio: de hecho, todas las cifras demuestran que está aumentando. Como han confirmado varios informes, esto está ocurriendo bajo los ojos de la OTAN" [21].

Las estaciones intermedias entre Afganistán y Colombia son Kosovo, no sin razón apodado la Colombia de los Balcanes, y, cada vez más, Iraq.

Es imposible ignorar este modelo.

Irónicamente dada la cita anterior, BBC News informó hace dos años que "Estados Unidos espera que algunas de las lecciones aprendidas en Colombia se puedan aplicar a Afganistán...." [22].

El pasado enero el actual jefe de la Junta de Jefes del Estado Mayor estadounidense, el almirante Michael Mullin, visitó Colombia y declaró: "Nuestra relación ejército a ejército es extraordinariamente fuerte. Necesitamos estar con ellos. Hemos logrado cosas que son extraordinarias" [23].

Este mes de marzo Mullin viajó a Colombia, Brasil, Chile, Perú y México. Al volver sus comentarios se resumían en la afirmación de que "el ejército estadounidense está dispuesto a ayudar a México en su mortífera lucha contra los cárteles de la droga con algunas de las tácticas de contrainsurgencia utilizadas contra redes militantes en Iraq y Afganistán" [24] y que "el paquete de ayuda del Plan Colombia podía ser un modelo 'englobante' para Pakistán y Afganistán...." [25]

Un artículo sobre los planes para las guerras en Iraq, Afganistán y Pakistán del jefe del comando central estadounidense David Petraeus informaba de que "los oficiales del ejército también están considerando las relaciones estadounidenses con Colombia como un posible modelo para Afganistán y Pakistán, afirmando algo como que la estrategia del Plan Colombia de Washington podría ayudar a ambos países contra los militantes" [26].

El informe del que se ha extraído la cita anterior, "Estados Unidos ve en Colombia lecciones para la guerra afgana", incluye también lo siguiente: "La policía afgana ya se ha estado adiestrando con sus homólogos colombianos y Bogotá está estudiando enviar tropas a Afganistán para ayudar con la erradicación [de la droga] y a quitar las minar" [27].

Lo que se está exportando a Afganistán se hizo asquerosamente evidente el pasado otoño cuando se anunció que Colombia había destituido a tres generales y 22 soldados de diferentes rangos por el asesinato, al parecer gratuito, de jóvenes habitantes de las barriadas de Bogotá: "Los jóvenes fueron llevados a Bogotá engañados con la promesa de trabajo; posteriormente sus cuerpos fueron encontrados en fosas comunes cerca de la frontera con Venezuela. Grupos de derechos humanos afirman que los soldados a veces matan a personas indefensas para poder inflar sus afirmaciones de éxito en la batalla y promocionar" [28].

Entre los tres generales a los que se pidió dimitir estaba el general Mario Montoya Uribe, "el autor de la política de utilizar las cifras de muertos para medir el éxito contra la guerrilla" [29] que "supuestamente fomentó promocionar a oficiales cuyas unidades habían matado a más rebeldes de izquierda" [30].

Un informe posterior proporcionaba detalles horripilantes: "Se están investigando más de 1.000 casos de asesinatos ilegales por parte de los militares. Hay decenas de casos de soldados que apresan a hombres inocentes, los asesinan y los visten como combatientes enemigos. Se cree que cientos de miembros de las fuerzas de seguridad han participado en estas actividades" [31].

En referencia a esto recuerden que el informe anterior afirma que los asesinados fueron enterrados en fosas comunes cerca de la frontera venezolana.

Con el ataque de este año del ejército de Sri Lanka contra las plazas fuertes de los Tigres Tamiles que supuestamente ha acabado con la guerra de 33 años, el gobierno colombiano y sus suministradores militares estadounidenses están emprendiendo la única guerra de contrainsurgencia del mundo de décadas de duración, una guerra que entra ahora en su quinta década.

Ha sido y sigue siendo una guerra contra los pobres, los sin tierra, las personas privadas de derecho de representación, contra cualquiera que se oponga a los privilegios y abusos de los terratenientes, de la elite de los negocios, al ejército adiestrado por Estados Unidos y a las más altas esferas de las narcomafias.

Hace nueve años el Plan Colombia se diseñó para ser la fase terminal de esta guerra.
El modelo de Colombia es ahora el prototipo que Washington ha identificado abiertamente para ser aplicado en Afganistán, Pakistán y México entre otros lugares.

Plan Colombia: frenar a la renaciente América del Sur
Además, ahora el Plan Colombia se revela cada vez más como una estrategia militar para suprimir una creciente oleada de descontento con las secuelas del neoliberalismo posterior a la Guerra Fría que se está suscitando por toda América del Sur y Central, y el Caribe.

Estados Unidos y Occidente en su conjunto han utilizado al régimen colombiano y su formidable máquina militar para intimidar a sus vecinos Ecuador y Venezuela, y a la región andina en su conjunto. Al hacer frontera con Panamá, Colombia también es una potencial plataforma de lanzamiento de ataques a naciones de América Central como Honduras, Nicaragua y El Salvador.

Una breve cronología del pasado año y medio demostrará el destacado papel que sus patrocinadores en Washington han pensado para Colombia.

En enero de 2008 el presidente venezolano Chávez afirmó que Estados Unidos y su cliente colombiano "no quieren la paz en Colombia porque es la excusa perfecta para tener aquí a miles de soldados, a la CIA, las bases militares, aviones espías y quién sabe qué otras operaciones contra Venezuela". Y añadió: "Acuso al gobierno de Colombia de conspirar, de actuar de títere del imperio estadounidense, de planear una provocación contra Venezuela" [32].

El 1 de marzo de 2008 Colombia emprendió un ataque dentro de Ecuador y mató a 24 supuestos miembros de las FARC, incluyendo a la segunda persona al mando del grupo Raúl Reyes.

Un artículo titulado "Altos cargos colombianos afirman que la inteligencia estadounidense ayudó en el ataque contra los rebeldes" informaba de que "las fuerzas aéreas de Ecuador descubrieron que Colombia utilizó bombas de 500 libras similares a las usadas por el ejército estadounidense en Iraq, que no pueden ser transportadas por aviones colombianos. Las autoridades ecuatorianas también indicaron que horas antes del bombardeo aéreo colombiano había despegado de la base estadounidense de Manta, al sureste de Ecuador, un avión militar HC-130" [33].

Temiendo que la incursión armada dentro de Ecuador formara parte de una agresión más amplia Venezuela desplegó a unos 9.000 soldados en su frontera con Colombia. El día del ataque el presidente venezolano Chávez advirtió a su homólogo colombiano "ni piense en hacer eso aquí porque sería muy grave, sería motivo de guerra" [34].

Después del ataque el presidente ecuatoriano Rafael Correa rompió las relaciones diplomáticas con Colombia y cuando más tarde se descubrió que el bombardeo había matado a un ciudadano ecuatoriano advirtió de mayores consecuencias.

El 6 de marzo Venezuela decretó un estado general de alerta y envió a diez batallones, aviones y tanques a la frontera con Colombia.

El presidente estadounidense Bush declaró a los periodistas que "Estados Unidos seguirá estando al lado de Colombia" [35].

Tres semanas después Ecuador anunció que "instalaría un equipo de vigilancia electrónica y aumentaría su presencia militar en su frontera con Colombia" y el presidente Correa advirtió que su país "nunca más" permitiría un ataque extranjero contra su territorio[36].

Ejército estadounidense: después de Iraq, América Latina
También en abril de 2008 el director de operaciones de las Fuerzas Aéreas Estadounidenses del Sur, el coronel Jim Russell, defendió que las tropas que se estaban retirando de Iraq fueran redesplegadas en el Comando Sur del Pentágono que comprende América del Sur y Central, y el Caribe. En aquel momento declaró: "Creemos que mientras avanzamos veremos un mayor giro en la atención a la zona. Estamos viendo problemas a la misma entrada de América Central. Esta es la puerta de entrada a nuestra frontera sur" [37].

El 12 de julio de 2008 la marina estadounidense restableció a la Cuarta Flota, que abarca América del Sur y Central, y el Caribe lo mismo que el Comando Sur del Pentágono, después de que se retirara en 1950 tras la Segunda Guerra Mundial.

A principios de este año el jefe del Comando Sur, el almirante James Stavridis, se convirtió en Comandante Supremo Aliado de la OTAN y jefe del Comando Europeo del Pentágono. Tres de los últimos cinco altos comandantes militares de la OTAN (Stavridis, su predecesor Bantz John Craddock y Wesley Clark) fueron trasladados a la jefatura del Comando Sur.

Anticipando claramente lo que ha ocurrido esta semana, en mayo de 2008 Venezuela advirtió a Colombia que no permitiría una nueva base militar estadounidense en La Guajira cerca de la frontera con el noroeste de Venezuela. Chávez afirmó: "No permitiremos que el gobierno colombiano dé La Guajira al imperio. Colombia está lanzando una amenaza de guerra contra nosotros" [38].

Menos de una semana después un avión de guerra estadounidense penetró en el espacio aéreo de Venezuela en un vuelo desde las Antillas holandesas. El gobierno venezolano acusó a Estados Unidos de espiar en una base militar en la Isla de Orchila y "afirmó que Estados Unidos está probando la capacidad de Venezuela de detectar intrusos y que las fuerzas aéreas venezolanas estaba preparadas para interceptarlo de no haber vuelto el avión hacia la isla caribeña de Curaçao" [39].

El ministro [venezolano] de Defensa Gustavo Rangel afirmó que "éste es sólo el último paso de una serie de provocaciones en las que quieren implicar a nuestro país" [40].

En septiembre una sangrienta emboscada separatista mató a ocho personas en la provincia boliviana de Pando. El gobierno expulsó al embajador estadounidense Philip Goldberg, un veterano en apoyar violentos levantamientos separatistas anteriores en Bosnia y Kosovo. El jefe de las fuerzas armadas de la nación, el general Luis Trigo, advirtió que "la Fuerzas Armadas Bolivianas advirtieron el viernes que no tolerarán ninguna acción más de grupos radicales o interferencias extranjeras en los asuntos internos del país" [41].

A finales de 2008 Bolivia expulsó a los agentes de la agencia contra la droga estadounidense, la DEA, y más tarde anunció sus planes de comprar helicópteros rusos para operaciones anti-narcóticos.

El presidente boliviano Evo Morales declaró hoy [23 de julio]: "Tengo información de primera mano de que el imperio, por medio del Comando Sur estadounidense, realizó el golpe de Estado de Honduras" [42].

En octubre de 2008 Ecuador acusó a la CIA de infiltrarse en su ejército y reconoció el ataque colombiano a su territorio el mes de marzo anterior. El ministro de Defensa Javier Ponce declaró en los periódicos: "La CIA conoce perfectamente lo que está pasando en Angostura" [43].

Al mismo tiempo el ministro colombiano de Defensa Santos amplió la belicosidad de su nación dirigiéndola contra Rusia. Actuando completamente como la criatura de Washington y de su ejército que es, Santos afirmó: "Con sus 16.000 bombas nucleares Rusia tienen un enorme deseo de ser un actor clave en el mundo. Pero su presencia en la región promoverá una vuelta a la Guerra Fría" [44].

Santos aludía en particular a los recientes ejercicios navales ruso-venezolanos en el Caribe y al hecho de que Rusia ha suministrado a Caracas armas avanzadas, aviones de guerra y submarinos, lo que refleja una tendencia general entre las naciones de América Latina (incluyendo Bolivia, Ecuador, Argentina y Nicaragua) a aumentar sus relaciones militares con Rusia como contrapeso a la tradicional dominación estadounidense de sus fuerzas armadas y para ser capaces de defenderse contra ataques estadounidenses y por medio de intermediarios. Lo que Santos y sus patrocinadores estadounidenses temen es la desaparición real de casi doscientos años de Doctrina Monroe.

El pasado mes de marzo el presidente venezolano Chávez calificó al ministro colombiano de Defensa Santos de ser "una amenaza para la estabilidad regional" y "una amenaza para la estabilidad y soberanía de los países de la región" que "vuelve a demostrar su desprecio por el derecho internacional", en referencia a la defensa que hizo Santos del ataque dentro de Ecuador del año pasado [45].

Santos reiteró su intención de seguir atacando supuestos emplazamientos rebeldes en los países vecinos, lo que provocó está respuesta de Chavez pocos días después: "En caso de una provocación de parte de las fuerzas armadas de Colombia o de violaciones de la soberanía de Venezuela, daré orden de atacar con el avión Sukhoi y tanques. No permitiré a nadie ofender a Venezuela y su soberanía" [46].

En los últimos meses el Pentágono ha estado adiestrando a las fuerzas armadas de Guyana, el vecino del este de Venezuela, tanto dentro de ese país como en Estados Unidos. Ya hemos examinado el uso de posesiones francesas y alemanas en el Caribe para propósitos militares. Con la elección de Ricardo Martinelli como presidente de Panama el pasado mes de mayo, lo que supone la vuelta de este país a las filas de Estados Unidos, el lazo en torno a Venezuela se está estrechando.

Ecuador rechazó renovar un acuerdo con Estados Unidos para el uso de su base militar de Manta con lo que este mes Washington pierde sus derechos a usar la base. Con el correspondiente anuncio la semana pasada del presidente colombiano Uribe de que entregaba cinto bases más al Pentágono (tres campos de aviación y dos bases navales) el presidente Chávez estaba en lo cierto al considerar este paso "una amenaza contra nosotros" y advirtió que "están rodeando Venezuela con bases militares" [47].

Desde el derrocamiento del presiente hondureño Manuel Zelaya el 28 de junio, dirigido por comandantes militares adiestrados en la Escuela de las Americas, se han disparado las alarmas en América Latina y por todo el mundo de que el golpe, lejos de ser una aberración o un anacronismo, pueda establecer un precedente para más [golpes] en un futuro cercano.

Y exactamente igual que en los últimos meses de la presidencia de Bush y en los primeros siete meses de la actual presidencia, las operaciones militares en Afganistán, a las que durante cinco años se dio una importancia secundaria en relación a Iraq, se han intensificado hasta convertirse en el principal frente de guerra del mundo, así que puede que se esté planeando reavivar los planes de una agresión directa estadounidense en América Latina, planes latentes desde la invasión de Panamá en 1989.

Notas
1) Russia Today, 18 enero de 2009
2) Ibid
3) STRATFOR, 14 enero 2000
4) Ibid
* N. de la t.: La expresión “flecha del parto” (“the parthian shot” en inglés) se refiere a una costumbre guerrera de los jinetes partos de la Antigüedad que simulaban huir a galope tendido y en un momento dado disparaban sus flechas hacia atrás y por encima del hombro, con lo que diezmaban a sus confiados perseguidores. La expresión se utiliza para describir ese metafórico disparo final –puede ser un gesto, una frase hiriente, una revelación penosa– que quiere lastimar irreparablemente en el momento de cerrarse una puerta que se supone definitiva.
5) Ottawa Citizen, 6 de septiembre 2000
6) Inter Press Service, 21 diciembre de 2000
7) Ibid
8) United Press International, 11 de abril de 2000
9) Tampa Bay Times, 12 de julio 2008
10) Ibid
11) Associated Press, 24 de mayo de 2007
12) Associated Press, 10 de marzo de 2007
13) Xinhua News Agency, 18 febrero de 2007
14) Xinhua News Agency, 16 de diciembre de 2006
15) Xinhua News Agency, 27 de diciembre de 2006
16) Xinhua News Agency, 20 enero de 2006
17) U.S. Department of Defense, 1 de febrero de 2007
18) Reuters, 29 enero 2007
19) Australian Associated Press, 4 de septiembre de 2005
20) Prensa Latina, 10 abril de 2006
21) The Daily Star, 24 de noviembre de 2007
22) BBC News, 8 julio de 2007
23) Agence France-Presse, 17 de enero de 2008
24) Reuters, 6 de marzo de 2009
25) Reuters, 5 de marzo de 2009
26) Reuters, 16 de octubre 2008
27) Ibid
28) Radio Netherlands, 30 de octubre de 2008
29) Russia Today, 18 de enero de 2009
30) Trend News Agency, 4 de noviembre de 2008
31) Russia Today, 18 de enero de 2009
32) Reuters, 25 enero de 2008
33) Focus News Agency, 24 de marzo de 2008
34) Associated Press, 1 de marzo de 2008
35) Reuters, March 4 de marzo de 2008
36) Associated Press, 22 de abril de 2008
37) Stars and Stripes, 27 de abril de 2008
38) Associated Press, 15 mayo de 2008
39) Bloomberg News, 21 de mayo 2008
40) Reuters, 19 mayo de 2008
41) Xinhua News Agency, 13 de septiembre de 2008
42) Agence France-Presse, 22 de julio de 2009
43) Reuters, 30 de octubre de 2008
44) Russian Information Agency Novosti, 4 de octubre de 2008
45) Trend News Agency, 4 de marzo de 2009
46) Russian Information Agency Novosti, 9 de marzo de 2009
47) Associated Press, 21 de julio de 2009

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