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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Brasil/Abramovay: apreensão de avião com cocaína é alerta sobre participação de militares em tráfico de drogas


27 de junho de 2019, 06:31 h Atualizado em 27 de junho de 2019, 06:41, Brasil 247 https://www.brasil247.com (Brasil) https://www.brasil247.com/brasil/abromovay-apreensao-de-aviao-com-cocaina-e-alerta-sobre-participacao-de-militares-em-trafico-de-drogas

O advogado Pedro Abramovay alerta que "em todos os países nos quais as Forças Armadas foram recrutadas para exercer um papel na guerra às drogas ocorreu uma corrupção do seu papel e setores militares passaram a ser cooptados pelas organizações criminosas"

Diário do Centro do Mundo - "A apreensão de 39kg de cocaína com um militar brasileiro na Espanha não é algo banal".
  
"Não estou nem falando sobre o fato de ser no avião presidencial. Acho precipitado, claro, associar o caso ao presidente. Mas isso não faz do caso algo corriqueiro".
  
"O tema de preocupação é a participação das forças armadas no tráfico de drogas. Em todos os países nos quais as Forças Armadas foram recrutadas para exercer um papel na Guerra às Drogas – principalmente na América Latina -, ocorreu uma corrupção do seu papel e

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

LA OTAN SIGUE EXTENDIÉNDOSE

9 diciembre de 2015, Red Voltaire http://www.voltairenet.org (Roma, Italia)

 

por Manlio Dinucci


La ampliación de la OTAN cumple dos funciones. Por un lado, cercar a Rusia y garantizar que los europeos del este no se unan a ella. Por otro lado, preparar la ampliación de la Unión Europea de manera que esta última no sea capaz de desempeñar un papel político sino exclusivamente económico. La absorción de Montenegro es la siguiente etapa.

La decisión «histórica» del Consejo del Atlántico Norte de invitar Montenegro a iniciar el proceso para convertirse en el miembro número 29 de la alianza atlántica constituye un nuevo paso en la estrategia de Estados Unidos y la OTAN para cercar a Rusia.

¿Qué importancia tiene para la OTAN Montenegro, el último de los Estados (desde 2006) formados como resultado del desmembramiento de la Federación Yugoslava, destruida por la propia OTAN mediante la infiltración y la guerra?

Para responder esa pregunta basta con

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Brasil/Jornalista faz lista com 27 motivos para não votar em Aécio Neves

4 outubro 2014, Plantão Brasil http://plantaobrasil.com.br (Brasil)

por Thiago dos Reis

Aécio e seu padrinho político Fernando Henrique. Por que ele esconde FHC (Fernando Henrique Cardoso*) de sua campanha

(após cada capítulo há links para comprovar as denúncias)

CENSURA
1- Censurou a parte da imprensa mineira que ousou denunciar esquemas de corrupção quando governador de MG.

2- Também tentou censurar o Google, Yahoo! e Bing, movendo um processo para retirada de links relacionados ao uso de drogas e ao desvio de verbas da saúde.

3- Mandou demitir um diretor da Globo de Minas Gerais após três reportagens que o desagradaram.

4- Não gosta de ser investigado: em 10 anos ele e seu sucessor Anastasia só permitiram 3 CPIs em Minas Gerais. Mais de 70 foram barradas.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1425228-justica-nega-pedido-de-aecio-para-bloquear-buscas-na-internet.shtml

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2003/09/262572.shtml


CORRUPÇÃO QUANDO FOI GOVERNADOR DE MINAS GERAIS
5- Foi processado por desviar R$ 4,3 bilhões da saúde.

6- Construiu 5 aeroportos em cidades com menos de 25 mil habitantes no entorno de sua fazenda.

7- Um dos aeroportos custou R$ 14 milhões e fica na fazenda de seu tio.

8- Pagou R$ 56 mil reais ao ex-ministro do STF Ayres Britto para arquivar a investigação de ilegalidade no aeroporto na fazenda de seu tio.

9- Quando governador, desapropriou um terreno de seu tio-avô no valor de R$ 1 milhão e fez o Estado pagar a ele uma indenização superfaturada de R$ 20 milhões.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Colômbia/A GUERRA CONTRA AS DROGAS, UMA FRAUDE TOTAL

21 março 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)



A propaganda imperialista acusa sistematicamente as FARC-EP de serem uma “narco guerrilha”. Pela voz de um dos principais responsáveis da heróica guerrilha colombiana a grosseira acusação é devolvida. São a DEA e a CIA quem tem um longo e documentado historial de ligação, protecção e financiamento através do narcotráfico. E não haverá sucesso na luta contra esse flagelo sem o combate a esses poderosíssimos tentáculos do imperialismo.

O mundo está a travar a luta contra as drogas no meio das trevas. Todos os esforços estão condenados ao fracasso se não acendemos a luz da verdade sobre o nauseabundo crime do narcotráfico que lacera a humanidade. Rodeada por essa obscuridade, a pobre Colômbia está enredada e perdida num labirinto mais intrincado que o do mito do Minotauro.

Esta certeza reafirma-se no impacto das denúncias do ex governador de Minnesota, Jesse Ventura, director do programa de Televisão “Conspiracy Theory” (Teoria da conspiração), um homem ao qual há que atribuir crédito, não apenas por ter sido autoridade de um Estado dos Estados Unidos, mas também pelo seu rigor investigativo e compromisso com a humanidade.

Não estamos a chover no molhado ao reproduzir versões muito difundidas por todo o mundo. Simplesmente consideramos como verdade irrefutável que não se pode encobrir nem ocultar mais o sujo papel da CIA e da DEA enquanto motores e geradores da calamidade humanitária do flagelo do narcotráfico.

A CIA está desde há mais de meio século utilizando os lucros criminosos do tráfico de drogas para financiar as suas operações encobertas de guerra suja, como pérfido recurso para iludir a obrigação de prestar contas ao Congresso e ao próprio povo norte-americano. Esses dinheiros são utilizados para desestabilizar governos legítimos, eleitos democraticamente, financiar atentados contra líderes do hemisfério que

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Uruguai/AS LIÇÕES DE PEPE MUJICA



3 agosto 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Por Bepe Damasco, em seu blog

Afinal, para que serve um governo de esquerda? Na minha opinião, para além dos compromissos históricos com o combate à pobreza, a justiça e a inclusão social, a distribuição de renda, a redução das desigualdades, as garantias democráticas, a defesa dos direitos humanos e das minorias, a soberania, etc, governar à esquerda significa também disputar o simbólico, o imaginário, o coração e as mentes das pessoas, em linha com a hegemonia moral gramsciana.

Isso requer, no entanto, coragem para contrariar opiniões eventualmente majoritárias da sociedade, para mais tarde colher os frutos. Orientado por essas convicções, o presidente do Uruguai, José Mujica, o Pepe, está fazendo história. Mesmo com pesquisas de opinião mostrando que mais de 60% dos uruguaios torcem o nariz para o seu projeto de legalizar o consumo da maconha, ele foi em frente e aprovou a medida na Câmara dos Deputados. Falta agora o Senado, onde também a Frente Ampla do presidente tem maioria. Logo, portanto, Mujica sancionará a lei.

O ex-tupamaro, que padeceu anos a fio no cárcere da ditadura uruguaia e viveu um ano escondido dentro de um buraco, fará do pequeno país do Prata o primeiro no mundo a controlar a produção e o consumo da cannabis sativa, o que tem o efeito de uma bomba sobre as quadrilhas de narcotraficantes. "Em nenhuma parte do mundo a repressão deu resultado. O narcotráfico tem margens de lucro tão grandes que corrompe tudo", põe o dedo na ferida Mujica.

Imagina o impacto da nova lei uruguaia sobre a política mundial de repressão às drogas comandada pelos EUA, que já drenou bilhões de dólares, custou um sem número de vidas e só acumula derrotas ?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Cuba/Narcotráfico, drogas y fuerzas de seguridad en debates del Parlatino



7 junio 2013, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

La Habana (PL) La profundización del narcotráfico en nuestras sociedades depende de la connivencia de las fuerzas de seguridad, dijo hoy aquí la diputada argentina del Parlamento Latinoamericano (Parlatino) Carmen Lebreda.

La legisladora, al frente de la comisión de seguridad ciudadana del órgano regional y unicameral, comentó a Prensa Latina que el narcotráfico, las fuerzas de seguridad y

sábado, 12 de setembro de 2009

BASES MILITARES DOS EUA NA COLÔMBIA ESMAGAM MOVIMENTOS REVOLUCIONÁRIOS

11 setembro 2009/Adital http://www.adital.com.br

Robson Braga *

A instalação de sete bases militares dos Estados Unidos na Colômbia - prevista ainda para este mês - reabriu o debate sobre o pretexto utilizado pelo país norte-americano para encobrir seu real objeto na América Latina. O Plano Colômbia - estratégia militar iniciada em 2000 pelos EUA - foi justificado, inicialmente, como forma de combater o narcotráfico na América Latina, já que a maior parte das drogas produzidas seria consumida em território estadunidense.

De acordo com o coronel-aviador da Força Aérea Brasileira, Sued Castro Lima, a maior parte das drogas consumidas nos EUA é produzida no próprio país. Para ele, a intervenção estadunidense na Colômbia serve para "promover o esmagamento dos movimentos populares ou revolucionários que surgem na América Latina e intimidar ou neutralizar iniciativas regionais autônomas nos campos econômicos e de defesa, como é o caso da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL)".

Sued é engenheiro civil e já participou de diversas missões militares nos EUA, Israel, Argentina, Chile e Rússia. É membro fundador do Observatório das Nacionalidades, entidade de pesquisa ligada à Universidade Federal do Ceará (UFC) e à Universidade Estadual do Ceará (UECE). Leia, a seguir, a segunda e última parte da entrevista que Sued concedeu à ADITAL.

Confira também a primeira parte da entrevista em: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=40919

Adital - O que representa, para a América Latina, a instalação das bases militares na Colômbia? E para o Brasil?

Sued Castro Lima - Segundo o pensador francês Michel Foucault, um dos instrumentos do exercício do poder resulta da presença física do dominador. Através dessa presença, pode ostentar a força destruidora que lhe é própria, intimidando o mais fraco.

Já o estrategista britânico Liddell Hart, que viveu no século passado, considerava que um dos maiores objetivos estratégicos do comandante militar é o de ter acesso prévio ao mais amplo grau de conhecimento sobre as forças do virtual inimigo, como ocupam o terreno, como pensam, quem são seus chefes, como se preparam, enfim avaliar seus pontos fortes e suas vulnerabilidades. A presença militar no território de potencial conflito armado ajuda a resolver bem tais questões, pois possibilita a observação e o acompanhamento dos acontecimentos que interessam ao potencial invasor, abrindo-lhe acesso a informações cruciais para o desencadeamento de seus eventuais propósitos de intervenção militar.

A concessão do governo de Uribe à instalação em território colombiano de sete bases militares operadas por milhares de soldados norte-americanos tem duplo efeito: fere a soberania de seu país e mina a União das Nações Sul-americanas (Unasul), com o seu Conselho de Defesa, ainda embrionários, filhos diletos da política externa e da estratégia de defesa regional desenvolvidas pelo governo Lula.

Adital - O senhor desconfia da justificativa dos EUA, que explicam a implantação das bases militares como mecanismo de combate ao narcotráfico na região. De que modo essas bases podem ameaçar a soberania dos países latino-americanos?

Sued Castro Lima - O argumento de fachada de combate ao narcotráfico há muito se perdeu. Desde que foi iniciado, no ano de 2000, o Plano Colômbia tem redundado em enorme fracasso. A produção de cocaína vem aumentando, exatamente porque aumentou o mercado, concentrado em sua maior parte no EUA. Segundo o Washington Office for Latin America, órgão do governo dos EUA, o preço da cocaína no país caiu 36% nos últimos anos. A queda do preço é mais resultado do incremento da oferta do que de uma redução da demanda. Os EUA continuam sendo os maiores consumidores de cocaína do mundo, com 2,5% da população viciada na droga, algo em torno de 7 milhões de pessoas.

Da produção sul-americana que segue para os EUA, apenas 10% do lucro fica nos países produtores, enquanto 90% vão para as mãos das máfias que operam dentro dos EUA. São dados que indicam que o território onde deveria se travar o principal combate contra o narcotráfico é o próprio território norte-americano e não a selva amazônica.

Ainda sobre o tema droga, a Folha de São Paulo publicou (23/08/2009) uma informação surpreendente: durante a era Taleban (1996-2001), a produção de ópio foi totalmente desmontada no Afeganistão. O líder do grupo, mulá Mohammad Omar, considerava a droga "anti-islâmica", e ameaçava executar quem cultivasse a papoula. Atualmente, com a presença de tropas estrangeiras no país, a região é responsável pela produção de 70% do ópio no mundo.

Afinal, o que sobra evidente é que o combate ao narcotráfico na América Latina é apenas o que se chama em contra-informação de história-cobertura. Em 1986, Reagan incorporou à Doutrina de Segurança Nacional a National Security Decision Directive (NSDD), segundo a qual camponeses cultivadores de coca, militantes de esquerda, guerrilheiros marxistas, governos populares nacionais e grandes traficantes fariam parte de um estranho complô destinado a destruir a integridade e o poderio político dos EUA. O tráfico funciona, assim, como pretexto para justificar ações militares destinadas a promover o esmagamento dos movimentos populares ou revolucionários que surgem na América Latina e intimidar ou neutralizar iniciativas regionais autônomas nos campos econômicos e de defesa, como é o caso da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).

Adital - Como o senhor avalia a postura dos países da América Latina diante da implantação dessas bases?

Sued Castro Lima - Identificam-se claramente dois tipos de postura: os lenientes e os resistentes. Formam no primeiro grupo os governos explicitamente de direita, como os da Colômbia, Peru, México e os golpistas de Honduras. Esses últimos sequer contam com o reconhecimento da esmagadora maioria da comunidade internacional de nações e dos órgãos multilaterais, como a ONU e a OEA. No segundo grupo alinham-se o Brasil, Argentina, Equador, Venezuela, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Chile, Cuba, Nicarágua, El Salvador e outros, constituindo uma ampla e significativa maioria, o que não deixa de ser um fato novo, comparado à situação que existia há poucas décadas, em que o alinhamento com os EUA se dava automaticamente.

Sob esse ponto de vista, merece destaque a política externa do Governo Lula, que tem marcado posição de qualidade nos principais litígios internacionais ocorridos recentemente.

Adital - Em nível mundial, qual tem sido o papel desempenhado nas bases militares estadunidenses? Como as nações mundiais têm encarado essa intervenção militar?

Sued Castro Lima - A estratégia global dos EUA reproduz o que é desenvolvido na América Latina. O império faz-se presente em grande parte do planeta explorando e oprimindo povos, impondo, enfim, sua vontade pela força da corrupção e das armas. Esteve presente em praticamente todos os conflitos bélicos que ocorreram no planeta ao longo dos séculos XX e XXI. Levaram morte e destruição à Coreia, Vietnam, Laos, Iraque e Afeganistão, para citar apenas os eventos mais destacados, sem esquecer os ataques atômicos a Hiroshima e Nagasaki.

Atualmente, os EUA mantêm cerca de 820 bases em 60 países. Dispõem de um exército de 1,5 milhões de homens, dos quais 300 mil no exterior, sendo metade no Iraque e no Afeganistão. A outra metade espalha-se por outros países. O Grande Império do Norte gasta em seu aparato bélico o equivalente a 42% dos gastos militares globais, algo próximo a 610 bilhões de dólares.

Considero que as nações que não abdicam de sua soberania certamente repudiam tal estratégia de ocupação. Felizmente, o Brasil integra esse grupo de países e tem mantido firme ação diplomática de negação da presença hegemônica dos EUA nos países latino-americanos.

* Jornalista da Adital

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Brasil/Referência mundial em medidas de transparência que reduzem a corrupção

10 setembro 2009

Medidas adoptadas pelo governo brasileiro de prevenção e combate à corrupção estão a transformar o Brasil em referência internacional em transparência na administração pública.

Sem esperar por acções do poder Judiciário, o País tem conseguido promover clareza na divulgação das contas públicas e aplicar punições administrativas aos culpados.

Uma das evidências disso é o crescente número de convites recebidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) para participar de eventos internacionais, seja para expor a outros países as experiências inovadoras adoptadas pelo Brasil, seja para contribuir na formulação de políticas globais de combate à corrupção, para organismos internacionais.

De acordo com o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, essa sucessão de convocações para tantos fóruns internacionais revela o reconhecimento de um trabalho institucional, de uma equipa altamente profissional, que demonstra como um organismo público brasileiro pode tornar-se referência internacional.

“O que faço nessas conferências é mostrar o trabalho de uma equipa de elite que reunimos na CGU e da qual o Brasil pode se orgulhar”, afirmou.

Somente neste segundo semestre de 2009, a CGU participa em 18 reuniões e conferências internacionais. Entre elas, destaca-se uma conferência internacional promovida pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no Cazaquistão, sobre o combate à corrupção e a promoção da boa governanação para o desenvolvimento sustentável da Europa Oriental e Ásia Central, entre 16 e 18 deste mês.

De 17 a 18 de Setembro, participa em Buenos Aires, na Argentina, no Seminário Internacional de Informações Públicas.

Entre 29 de Setembro e 2 de Outubro, a CGU participa de um seminário regional na Costa Rica. Em 21 de Outubro, o ministro Jorge Hage será palestrante, a convite do Reino Unido, na Conferência sobre Transparência na Ajuda Internacional, em Haia, na Holanda.

Ainda em Outubro, será realizada no México, a Conferência Internacional «A Transparência nas Américas».

De 7 a 10 de Novembro, Hage estará em Doha, no Catar, participando como expositor do VI Fórum Global da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Corrupção e, em seguida, da III Conferência dos Estados Partes da Convenção da ONU contra a Corrupção.

No mesmo mês, entre 20 e 22, participa, no Dubai, nos Emirados Árabes, no Fórum Económico Mundial.

A CGU também recebeu um pedido do governo de Angola para prestação de assistência técnica e capacitação de pessoal. O assunto está sob exame junto ao Ministério das Relações Exteriores, com vistas à viabilização dos recursos.

A CGU trata ainda, junto ao Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes, da definição do modelo e cooperação com o governo angolano. (Notícias Lusófonas)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

PLANO DE BASES MILITARES DOS EUA IMPULSIONA TENSÕES NA AMÉRICA LATINA

12 agosto 2009/World Socialist Web Site http://www.wsws.org

Por Bill Van Auken

Um plano revelado pelos EUA e Colômbia de abrir mais bases colombianas para o uso de militares dos EUA impulsionou o crescimento das tensões na América Latina.

O plano originalmente anunciado previa quatro bases, mas foi divulgado na terça-feira que o exército, a força aérea e a marinha dos EUA terão acesso a um total de sete instalações espalhadas pela Colômbia, por um período de até 10 anos.

A maior dessas instalações é a Base Aérea de Palenquero, localizada ao norte da capital colombiana de Bogotá. Ela reconhecidamente serve para o pouso de grandes aviões de carga e transporte de tropas. Há também a base de Malambo, perto da cidade caribenha de Barranquilla e próxima da fronteira venezuelana. A marinha dos EUA terá acesso à duas bases, uma na cidade portuária caribenha de Cartagena e outra em Bahia Malaga, costa do Oceano Pacífico. Há ainda uma base na cidade meridional de Florência, próxima da fronteira com o Equador.

Relatos sobre o acordo de bases militares—aparentemente acertado entre o presidente dos EUA Barack Obama e o presidente colombiano Álvaro Uribe durante uma visita à Casa Branca no final de junho—provocaram protestos e declarações de preocupação vindas de um número de países latino-americanos.

Washington e Bogotá lançaram o acordo como uma resposta ao fechamento da base aérea americana de Manta, Equador, pelo governo do presidente Rafael Correa. A instalação de Manta era ostensivamente utilizada para operações contra o tráfico de drogas. O escopo do pacto EUA-Colômbia e o número e localização das bases envolvidas, porém, indicam que Washington tem objetivos regionais bem mais amplos.

O jornal diário de Bogotá El Tiempo apontou que “a ausência de um complexo de pouso perto do Pacífico, através do qual passam as principais rotas do tráfico de drogas, é notável.” A base de Manta era na costa do Equador, voltada para o Pacífico.

As forças armadas americanas já operam a partir de nove bases militares na Colômbia, com pessoal militar e empresas fornecendo auxílio aos militares colombianos, que lutam numa guerra prolongada contra o movimento de guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), guerra que até hoje resultou na morte de cerca de 40.000 pessoas e causou o deslocamento de 2.5 milhões. Sob o Plano Colômbia, iniciado em 2000, último ano da administração Clinton, Washington despejou aproximadamente $5 bilhões em ajuda militar para a Colômbia, tornando-a de longe o maior recipiente de tal auxílio em todo o hemisfério.

O presidente da Venezuela Hugo Chávez afirmou que as bases estavam sendo montadas para preparar um ataque contra a Venezuela. “Eles estão nos cercando com bases,” ele disse na última semana.

Chávez, conhecido por sua retórica afiada contra Washington, não está de maneira alguma sozinho em sua postura, porém.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse que questionaria Obama diretamente sobre seus motivos para o estabelecimento de novas bases. “Uma nova base [dos EUA] na Colômbia não me deixa feliz,” Lula disse durante encontro na última semana em Brasília, com a presidente chilena Michelle Bachelet.

Voltando ao assunto dias depois, Lula expressou a preocupação de que as bases colombianas estejam ligadas ao estabelecimento da Quarta Frota (reativada ano passado depois de meio século desativada, com a função de patrulhar as águas da América Central e Latina) “por cima de” novas grandes reservas de petróleo recentemente encontradas na costa brasileira. O Brasil também expressou a preocupação de que as bases na região possam ser uma ameaça à Amazônia, que por conta de seus recursos não-explorados é vista pelo governo brasileiro e pela elite dominante como estratégica.

De sua parte, Bachelet descreveu o plano como “inquietante.” Para discutir o assunto, ela e Lula concordaram em organizar um encontro do Conselho de Defesa Sul-Americano, uma agência da UNASUR (União de Nações Sul-Americanas), formada para promover a integração latino-americana, aglutinando os blocos comerciais do Mercosul e da Comunidade Andina.

O presidente colombiano Álvaro Uribe, porém, anunciou que não participará do encontro da UNASUR, e em vez disso irá embarcar num tour pela América Latina com o objetivo de encontrar-se com os chefes de estado de virtualmente todos os países da União, exceto o Equador de Correa e a Venezuela de Chávez, países mais críticos do pacto EUA-Colômbia. Um porta-voz do governo colombiano disse que Uribe pretende discutir o assunto do “terrorismo” em seu país.

O pacto também foi alvejado pelo ministro das relações exteriores brasileiro Celso Amorim e sua contraparte na Espanha, Miguel Angel Moratinos.

O jornal Folha de São Paulo citou Amorim, que atribuiu ao governo brasileiro a preocupação de que o acordo militar envolva objetivos dos EUA que se estendem para muito além da situação interna na Colômbia. Ele se recusou a comentar se o acordo contradizia ou não as promessas de Obama de uma não-intervenção e desmilitarização das relações EUA-América Latina, feitas durante a campanha eleitoral nos EUA.

Amorim deixou claro que o acordo foi estabelecido sem qualquer consulta ao Brasil e disse que “mais transparência” era necessária. Ele apontou a aparente contradição entre as freqüentes alegações da Colômbia de que o movimento de guerrilha das FARC havia sido esmagado e a invocação desse movimento como uma ameaça que justifica um grande aumento da presença militar dos EUA no país.

O ministro das relações exteriores da Espanha comentou, “precisamos evitar o militarismo na América Latina. Ele não é a melhor resposta à problemas regionais.”

A administração Obama despachou o conselheiro de segurança nacional dos EUA General Jim Jones para uma discussão em Brasília, com Amorim e o ministro da defesa brasileiro Nelson Jobim, sobre o acordo militar.

Entre as questões que os ministros brasileiros devem levantar está o significado de um documento da força aérea dos EUA, emitido em abril, que identifica a base aérea de Palenquero como parte de uma estratégia mais ampla dos EUA para estender o poderio militar americano por todo o hemisfério.

O documento, encaminhado pelo Comando de Mobilidade Aérea, observa: “Até recentemente, as preocupações de segurança na América do Sul estavam focadas na missão anti-narcóticos. Essa missão não exigiu o uso de recursos aéreos estratégicos para sua execução. Recentemente, o USSOUTHCOM passou a se interessar em estabelecer uma localidade no continente Sul-Americano que pudesse ser usada ... como uma localidade da qual operações de mobilidade pudessem ser executadas.”

O documento continua com a afirmação de que a base de Palenquero foi associada a esse propósito. “Dessa localidade, quase metade do continente pode ser coberto por um C-17 sem reabastecimento de combustível. Se combustível adequado estiver disponível no destino, um C-17 pode cobrir todo o continente, com exceção da região do Cabo Horn no Chile e Argentina.”

Além disso, como Gary Leech do Colombia Journal observou recentemente, sob a administração Obama a composição do auxílio militar americano dispensado sob o Plano Colômbia está mudando rapidamente, indicando uma escalada, ao invés de uma diminuição, do militarismo norte-americano.

Embora o pacote de auxílio proposto para 2010 represente um pequeno decréscimo ($518 milhões comparado a $545 bilhões) em relação ao montante oferecido pela administração Bush, a parcela que está sendo direcionada às forças armadas colombianas aumentou em 30%, enquanto aquela destinada à unidades policiais anti-narcóticos foi cortada em 13%.

Leech também aponta que, embora as forças dos EUA operando na base de Manta no Equador fossem formalmente incapazes de auxiliar os militares colombianos em sua guerra civil contra as FARC, não haverão restrições do mesmo tipo para aviões americanos saídos das novas bases aéreas colombianas.

“O pacote de ajuda da administração Obama indica que o novo governo em Washington não só está continuando as políticas militaristas da administração Bush na Colômbia, mas de fato está intensificando-as,” Leech conclui.

Um gêiser de lama do governo direitista de Uribe vem acompanhando a crescente controvérsia quanto ao acordo de bases militares EUA-Colômbia. Ele acusou o presidente equatoriano Correa de aceitar contribuições de campanha das FARC e responsabilizou o governo Chávez na Venezuela por dar armamentos aos guerrilheiros colombianos, apontando para a suposta descoberta de mísseis suíços de 10 anos de idade—originalmente vendidos à Venezuela—num acampamento das FARC invadido pelas forças colombianas.

Em resposta, o governo Chávez retirou seu embaixador na Colômbia e ameaçou congelar o comércio entre os dois países. O Equador rompeu relações com Bogotá em março do ano passado após a Colômbia, com o auxílio do Pentágono, ter realizado uma operação de combate—que invadiu o território do Equador para perseguir forças das FARC que haviam se refugiado no país—que matou 24 pessoas, incluindo o segundo-comandante do grupo, Raul Reyes, que negociava a liberação de reféns.

O New York Times impulsionou a campanha colombiana contra a Venezuela nesta semana com um artigo por Simon Romero que incluía alegações insubstanciadas de que oficiais venezuelanos haviam fornecido armamentos e outros auxílios para as FARC. O jornal reconheceu que o artigo era baseado inteiramente em “material de uma agência de inteligência”, presumivelmente a CIA.

Claramente, a preocupação dentro dos círculos dominantes, tanto no Brasil e demais países Latino Americanos, quanto na Europa e China, é que o imperialismo dos EUA esteja preparando a utilização de sua força militar residual para compensar seu dramático declínio em influência e peso econômico através da América Latina. A burguesia brasileira, que tem utilizado cada vez mais seu crescente poder econômico para afirmar um papel hegemônico na América do Sul, respondeu com agilidade porque vê sua posição e interesses de lucro sendo ameaçados.

A escalada da presença militar dos EUA na Colômbia, combinada com o papel de Washington no golpe direitista de 28 de junho em Honduras, tornam claro que, por trás da retórica de Obama sobre “uma parceria igualitária” e “respeito mútuo,” o imperialismo dos EUA está preparado para utilizar os tradicionais métodos de agressão militar e violência contra-revolucionária para evitar ceder seu domínio numa região que há muito tempo considera seu “próprio quintal”. [traduzido por movimentonn.org]

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Chile/Revelan existencia de cuentas secretas de Pinochet en Reino Unido

25 agosto 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Un informe de la Brigada Investigadora de Lavado de Activos (Brilac) sobre una gran cantidad de dinero guardada en bancos británicos a nombre del ex dicatador chileno se da a conocer luego de dos años y medio de su muerte, causando revuelo entre seguidores y opositores a la dictadura de Pinochet.

Gran conmoción causó en Chile la denuncia hecha por un diario británico sobre las cuentas secretas que tuvo el fallecido dictador Augusto Pinochet en Reino Unido. Se afirma que su fortuna llegó casi a los mil 500 millones de dólares.

La publicación del diario The Independent cita un informe de la Brigada Investigadora de Lavado de Activos (Brilac), del departamento de la Policía de Investigaciones de Chile (PDI), y se da a conocer luego de dos años y medio de la muerte del dictador, en diciembre de 2006.

Según el reporte del cuerpo policial, las autoridades financieras británicas guardaron los datos sobre las cuentas del fallecido militar, aun cuando por ley estaban obligadas a detallar su situación en el momento que el juez español Baltasar Garzón lo solicitó al pedir su extradición en 1998, mientras estaba detenido en Londres.

La información publicada señala que el dinero de la familia Pinochet fue repartido en territorios británicos de ultramar, circunscripciones controladas y bajo soberanía del Reino Unido ubicados fuera de ésta, como Gibraltar, las islas Caimán y las islas Vírgenes, Bahamas o Hong Kong. En estos paraísos fiscales, la fortuna se mantuvo y creció hasta un monto que en Chile llamó mucho la atención.

El juez Manuel Antonio Valderrama, encargado de investigar los casos sobre las cuentas secretas del banco estadounidense Rigs, manifestó estar sorprendido por las altas sumas de dinero reportadas por el diario británico.

El magistrado señaló que un grupo de expertos de la Universidad de Chile, en calidad de peritos adjuntos, debería entregar en octubre próximo los resultados de su investigación, "a fin de determinar la fortuna del señor Pinochet", señaló.

Por lo pronto, la postura del juez es la única certeza ante esta información, ya que desde la jefatura de Asuntos Públicos de la PDI dijeron a la prensa que por el momento no habrá un pronunciamiento oficial sobre el documento que citan en Inglaterra.

A raíz de esta publicación, diversas han sido las reacciones en contra y a favor de esta denuncia, desde personalidades cercanas a la familia Pinochet, quienes se oponen a la vinculación de la fortuna del ex dictador con casos de droga y tráfico de armas, tal como lo plantea la publicación del periódico, hasta los opositores del ex gobernante quienes señalan que, de ser cierta esta información, se comprobarían las teorías de que el militar no sólo violó los derechos humanos sino también se enriqueció con el golpe de Estado que derrocó al difunto Salvador Allende.

La información entregada por Estados Unidos permitió establecer que el fallecido militar llegó a contar con 128 cuentas bancarias a su nombre, el de su familia o el de identidades ficticias como Daniel López o J. Ugarte, por un total de 27 millones de dólares.

Actualmente se habla de un total de mil 500 millones de dólares, y el juez Valderrama tiene como prioridad aclarar cuál es el monto de la fortuna de la familia Pinochet Hiriart, mientras las nuevas cuentas y empresas ficticias reportadas en el Reino Unido podrían dar mayores impulsos a la investigación.

Augusto Pinochet asumió en 1973 el cargo de Comandante en Jefe del Ejército de Chile y, el 11 de septiembre de ese mismo año, dirigió un golpe de Estado que derrocó al gobierno de Salvador Allende. Desde ese momento, Pinochet asumió el gobierno del país suramericano, primero bajo el cargo de Presidente de la Junta Militar de Gobierno, que ocupó hasta 1981, al que se sumó el título de Jefe Supremo de la Nación el 27 de junio de 1974, que le confería el poder Ejecutivo.

El 16 de diciembre del mismo año, asumió el cargo de Presidente de la República, que sería ratificado al promulgarse la Constitución de 1980. Su gobierno terminaría tras la derrota en el Plebiscito Nacional de 1988, para ser sustituido por Patricio Aylwin en 1990. Pinochet se mantuvo como Comandante en Jefe del Ejército hasta el 10 de marzo de 1998, y al día siguiente asumió el cargo de senador vitalicio que ejercería efectivamente por un par de meses.

La dictadura de Pinochet ha sido ampliamente criticada tanto en el país como en el resto del mundo por las graves y diversas violaciones a los derechos humanos cometidas en el período denominado como Régimen Militar, por lo que Pinochet debió enfrentar juicios hasta la fecha de su muerte. Sus simpatizantes lo califican como un héroe que salvó al país del hipotético régimen comunista que, según ellos, hubiera instaurado Salvador Allende, así como de una eventual guerra civil.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ESTADOS UNIDOS INTENSIFICA LOS PLANES DE GUERRA EN AMÉRICA LATINA

Ejército estadounidense: después de Iraq, América Latina

Rick Rozoff

Global Research

30 julio 2009/Rebelión (México) http://www.rebelion.org

Traducido del inglés para Rebelión por Beatriz Morales Bastos

El 29 de junio el presidente estadounidense Barack Obama recibió a su homólogo colombiano Alvaro Uribe en la Casa Blanca y semanas más tarde se anunció que el Pentágono planea desplegar tropas en cinco bases aéreas y navales en Colombia, el principal receptor en América Latina de la asistencia militar estadounidense y tercero mayor del mundo ya que ha recibido más de 5.000 millones de dólares del Pentágono desde que hace nueve años se lanzó el Plan Colombia.

Seis meses antes del encuentro Obama-Uribe el presidente saliente estadounidense George W. Bush concedió el mayor honor civil estadounidense, la Medalla de la Libertad, a Uribe, así como al ex-primer ministro británico Tony Blair y al ex-primer ministro australiano John Howard.

Una nota de prensa de aquel momento expresaba tanto conmoción como indignación ante el hecho de que la Casa Blanca honrara a Uribe: "A pesar de los asesinatos extra-judiciales, de los paramilitares, de los sindicalistas asesinados, el presidente de Colombia Uribe ha obtenido el mayor honor estadounidense por derechos humanos" [1].

La misma fuente corroboraba su preocupación añadiendo: "Colombia es el país más peligroso del mundo para los sindicalistas. En 2006 la mitad de todos los asesinatos de sindicalistas del mundo tuvieron lugar ahí. Desde que Uribe llegó al poder en 2002 han sido asesinados casi 500 [sindicalistas]. En respuesta a la preocupación por los asesinatos, Uribe descalificó a las víctimas a las que llamó 'un panda de criminales vestidos de sindicalistas'. Se están investigando más de 1.000 casos de asesinatos ilegales por parte de los militares. Existen decenas de casos de soldados que capturan a hombres inocentes, los asesinan y los visten como enemigos combatientes. Se cree que cientos de miembros de las fuerzas de seguridad ha participado en estas actividades" [2].

Colombia: una guerra de cuarenta años
Durante más de cuarenta años Colombia, el último de los clientes de Washington "democracia de escuadrón de la muerte" que queda en el hemisferio sur, ha emprendido una implacable guerra de contrainsurgencia contra las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) y una guerra igual de despiadada contra sindicalistas, campesinos, indígenas y otras organizaciones con su ejército adiestrado y equipado por Estados Unidos, y con formaciones paramilitares aliadas. Se calcula que a consecuencia de los enfrentamientos han sido asesinadas 40.000 personas y que hay 2 millones de desplazados.

En 1985 las FARC depusieron las armas y entraron en un proceso de paz con el gobierno de Belisario Betancur.

Esto ayudó a fundar la Unión Patriótica para participar en procesos electorales y en otras actividades pacíficas, pero al cabo de varios años 5.000 altos cargos electos de la Unión Patriótica, candidatos, sindicalistas, dirigentes comunales y otros activistas fueron asesinados por las fuerzas de seguridad de Colombia y los escuadrones de la muerte de extrema derecha vinculados con el gobierno, especialmente las muy mal reputadas Autodefensas Unidas de Colombia (AUC) y su difunto líder Carlos Castaño. Ocho congresistas, setenta concejales, decenas de diputados y alcaldes, y cientos de sindicalistas y dirigentes campesinos fueron asesinados y en 1989-1990 dos de sus candidatos presidenciales fueron asesinados en el espacio de siete meses.

Enfrentadas con su total exterminio, las FARC se rearmaron y buscaron refugio en el sudeste del país.

En 1998 el presidente colombiano Andrés Pastrana permitió a las FARC tener un refugio seguro de 16.000 millas cuadradas en el departamento de Caqueta.

Entonces Estados Unidos puso la mira en una campaña intensiva de contrainsurgencia para destruir ls infraestructura de las FARC en la región y, a la vez, destruir y arrancar la organización de raíz.

En enero de 2000 STRATFOR, una fuente que no es conocida por oponerse a la guerra, advertía: "El departamento de Estado estadounidense anunció recientemente un paquete de ayuda de dos años por valor de 1.300 millones de dólares para operaciones contra el narcotráfico en Colombia. El plan también está encaminado a ayudar al presidente Andrés Pastrana a negociar la paz con las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC). Pero el plan tendrá un efecto negativo. Acabará con las negociaciones de paz entre los rebeldes y el gobierno, y reavivará la guerra. En última instancia, el plan no hace sino preparar el camino para una mayor implicación estadounidense" [3].

Continúa diciendo "la mayor parte del dinero prometido para la campaña para contrarrestar el narcotráfico irá directamente a luchar contra los rebeldes .... En detrimento del gobierno de Bogotá esto inclinará la balanza de poder hacia los militares, que siempre se han opuesto a las negociaciones de paz. En última instancia, se abrirán las puertas de par en par a una mayor implicación estadounidense [4].

Plan Colombia: la “flecha del parto” de Clinton*
Para el año 2000 Colombia ya era el mayor receptor de ayuda militar estadounidense en el hemisferio sur, pero la administración Clinton incrementó el papel del Pentágono en esa nación con lo que se llegó a ser el Plan Colombia.

Tras asumir el poder en enero de 1993 bombardeando Iraq y después matando a cientos, si no miles, de somalíes ese mismo año, Clinton y su equipo de política exterior nunca abandonaron el uso de la agresión militar.

En 1995 suministró planificadores y asesores militares para la brutal y etnocida Operación Tormenta de Croacia y dirigió los bombardeos de la OTAN de objetivos serbios bosnios, incluyendo a las tropas que se retiraban y las columnas de refugiados que las seguían, que dejaron lo que ahora es la República Bosnia Serbia repleta de uranio empobrecido y con una epidemia de casos de cáncer.

Tres años después emprendió ataques con misiles de crucero contra Afganistán y Sudán, y el 16 de diciembre de 1998 empezó la Operación Zorro del Desierto, un ataque mortífero de cuatro días a Iraq con 250 ataques aéreos y más de 400 misiles de crucero Tomahawk, la víspera de las mociones de censura contra Clinton en el Congreso estadounidense.

Al año siguiente el uso de la agresión militar por parte de la administración [Clinton] llegó a su punto culminante con los 78 días de ataques de la OTAN dirigida por Estados Unidos contra Yugoslavia, el primer ataque militar contra una nación europea desde los de Hitler y Mussolini en 1939.

La “flecha del parto” de la administración [Clinton] fue el Plan Colombia en 2000.
El año anterior, 1999, el presidente de Colombia, Pastrana, había concebido un proyecto, que la Casa Blanca rediseñó en su propio interés.

Como escribió el ex-embajador estadounidense en El Salvador Robert White (al que la administración Reagan había echado como parte de los preparativos para soltar a sus escuadrones de la muerte y guerras de la contra en América Central) después de que el Congreso estadounidense aprobara en Plan Colombia en junio de 2000: "Si se lee el Plan Colombia original, no el que se escribió en Washington, sino el Plan Colombia original, no se mencionan ofensivas militares contra los rebeldes de las FARC. Bien al contrario. (El presidente Pastrana) afirma que las FARC son parte de la historia de Colombia y un fenómeno histórico, dice, y que deben ser tratados como colombianos" [5].

Un teletipo alternativo estadounidense informaba que "a principios de 1999 el gobierno de Pastrana inició las conversaciones de paz con las FARC, el mayor grupo rebelde.

El presidente también hizo su primer viaje a Washington en busca de ayuda contra el tráfico de droga. Pero cuando llegó allí, 'le cambiaron el libreto', según Marco Romero de Iniciativa de Paz Colombia, una coalición creada en septiembre por 60 ONG locales que buscaban una alternativa a al Plan Colombia.

Las conversaciones de Pastrana con líderes del Congreso estadounidense y con el jefe de la oficina de política nacional contra las drogas de la Casa Blanca, Barry McCaffrey, dieron como fruto el Plan Colombia, afirmó Romero" [6].

McCaffrey es un general del ejército retirado que ganó sus galones en la República Dominicana en 1965, en Vietnam de 1966 a 1969 y en la operación Tormenta del Desierto en 1991. También fue jefe del Comando Sur del Pentágono (SOUTHCOM, en sus siglas en inglés) entre 1994 y 1996, y vice-representante de Estados Unidos en la OTAN.

"En apoyo a su petición de ayuda a Colombia, la secretaria de Estado estadounidense Madeleine Albright y el zar de la droga McCaffrey dijeron al Congreso estadounidense que los fondos se usarían para 'restaurar el orden el sudeste de Colombia'" [7].

Con la aprobación del Plan Colombia Estados Unidos aumentó la ayuda militar a este país más de veinte veces en sólo dos años, 1998-2000, de 50 millones de dólares en 1998 a más de 1.000 millones de dólares en 2000, lo que situó a Colombia inmediatamente después de Israel y Egipto en esta categoría. En los diez años a partir de 1998 la ayuda militar estadounidense se multiplicó por cien.

A principios de 2000 una fuente estadounidense de los medios de comunicación dominantes afirmó que "los 1.600 millones de dólares propuestos por la administración Clinton como ayuda de emergencia a Colombia es cuando menos tanto un paquete contra la insurgencia como una medida anti-droga" y mencionó que "un miembro del Congreso se opuso a los esfuerzos de la Casa Blanca por eludir el proceso normal de asignaciones" [8].

Unas semanas después tuvo lugar en El Salado una de las peores masacres recientes de civiles colombianos perpetrada por paramilitares con la complicidad del ejército.
El Plan Colombia estaba empapado en sangre antes incluso de que se formalizara. En enero de 2000 la secretaria de Estado Madeleine Albright visitó Colombia para promocionar la iniciativa y en honor a su llegada el ejército colombiano mató a 50 de sus ciudadanos en un ataque fuera de la capital, Bogotá.

En junio el Congreso y el Senado estadounidenses añadieron a la guerra más de 1.000 millones de dólares, sesenta helicópteros de combate y más fuerzas especiales asesoras en contrainsurgencia. Aproximadamente el 70% de los fondos de 2000 del Plan Colombia se asignaron a financiar, adiestrar y equipar a batallones antinarcóticos del ejército que operaban en el sudeste de Colombia, el antiguo refugio de las FARC.
Progresistas nominales, el difunto Paul Wellstone del Senado y la congresista de Illinois Jan Schakowsky, añadieron un condicionante de derechos humano que ninguna persona seria esperaba que se respetara y sólo dos meses después de que el Congreso autorizara el Plan Colombia Clinton utilizó su derecho presidencial de no aplicación para anular las condiciones referentes a los derechos humanos por razones de "seguridad nacional".

Nueve años después: la farsa de la guerra contra la droga cede el paso a la pura contrainsurgencia
Por supuesto, la escalada de las operaciones de contrainsurgencia se empaquetó bajo la etiqueta de una guerra contra la droga. Nueve años después Colombia sigue siendo el principal suministrador de cocaína y heroína a Estados Unidos.

En abril de 2000 se vio en lo en serio que se debería haber tomado esta farsa cuando el ex-comandante de las operaciones contra la droga del ejército estadounidense en Colombia, el coronel James C. Hiett, se declaró culpable de no haber entregado las pruebas de que su esposa, Laurie, introducía de contrabando en Estados Unidos cocaína y heroína. En enero su esposa se declaró culpable de planear introducir de contrabando en Estados Unidos vía el correo heroína por valor de 700.000 dólares.

Indudablemente, el colonel Hiett cumplió con su deber propagando la historia de que las FARC eran responsables de la mejor parte del cultivo de coca y opio, y del tráfico en el país, y de que el ejército estadounidense era la mejor respuesta a estas supuestas actividades.

Si se tenía alguna duda de la sinceridad de las afirmaciones estadounidenses de que estaban luchando contra el narcotráfico y el terrorismo, a las pocas semanas de aprobarse en Plan Colombia la secretaria de Estado Albright escoltó al jefe del llamado Ejército de Liberación de Kosovo, Hashim Thaci, cuyos colegas y cárteles de la droga aliados controlan la mayoría del tráfico de marihuana, hachís y narcotráficos en Europa, a los lugares que ella solía frecuentar en el cuartel general de Naciones Unidas y en aquella época en el departamento de Estado, preparándolo para convertirse en futuro jefe de Estado (desde el año pasado Hashim Thaci es de hecho el presidente de lo que el ex-presidente serbio Vojislav Kostunica ha llamado acertadamente el primer Estado OTAN del mundo. También es el más reciente narco-Estado.

Tras los acontecimientos del 11 de septiembre de 2001 en Estados Unidos la casa Blanca elevó a las FARC a la cima de la lista de sus objetivos en la llamada Guerra contra el Terrorismo a pesar de que está más allá de la capacidad de cualquier persona sana para discernir o comprender saber qué papel pudo haber desempeñado las FARC en los ataques de Nueva York y Washington D.C..

Para 2002 la administración Bush había desechado la mayoría de las razones de la guerra contra la droga y "el Congreso aprobó una ley para permitir que la ayuda militar estadounidense a Colombia se utilizara en una 'campaña unificada' contra las drogas y el terrorismo" y para 2008 "seis años y 5.000 millones de dólares después, el ejército colombiano es la fuerza de combate más cualificada de América Latina" [9].

Las "operaciones especiales de adiestramiento estadounidenses proporcionaron muchas de las destrezas que mostraron 'el camino para abrir la puerta de esas remotas localizaciones en la jungla que en el pasado eran inaccesibles al gobierno colombiano'. Se crearon unidades militares, incluyendo la Brigada Comando. Se establecieron ocho unidades de inteligencia regional con aviones de reconocimiento y punteras comunicaciones cielo-aire. Se creó tanto una Escuela de Inteligencia como un Centro de Contrainteligencia" [10].

Días antes de cesar en su cargo, George W. Bush concedió la Medalla de la Libertad al presidente colombiano Alvaro Uribe, al que los rumores habían vinculado con el antiguo cártel de Medellín y cuyo hermano Santiago está acusado de narcotráfico y de conexiones con los escuadrones de la muerte.

Quizá anticipando este honor y en correspondencia a la persona más responsable del Plan Colombia y a las crecientes operaciones militares tanto en las fronteras de Colombia como dentro del país, Alvaro Uribe anunció que iba a conceder a Bill Clinton el premio "Colombia es Pasión" "en una sesión de gala ...en Nueva York" por "creer en nuestro país y animar a otros a hacer lo mismo".

"Destacados demócratas de la lista de invitados incluyen a los ex-estrategas de Clinton, Dick Morris y Vernon Jordan, a los ex-miembros del gobierno Clinton Lawrence Summers y Madeleine Albright, y a varios congresistas demócratas", la mayoría de los cuales tuvieron la habilidad de supervivencia política de no asistir [11].

Poco antes ese mismo año "la víspera de una visita del presiente estadounidense George W. Bush" y sin fingir ya una guerra contra la droga "soldados estadounidenses y colombianos llegaron en helicóptero a la ciudad sureña de Cartagena del Chaira, una plaza fuerte de las FARC ..." [12].

Como se ha minimizado la cuestión de los narcóticos, el componente de los derechos humanos ha sido relegado al reino de la efímera manipulación de relaciones públicas.
En febrero de 2007 el hermano de la ministra colombiana de Asuntos Exteriores Maria Consuelo Araujo, el senator Alvaro Araujo, fue arrestado por su relación con el grupo paramilitar Autodefensas Unidas de Colombia (AUC).

A Uribe esto no le afectó y afirmó: "Cuando me preguntan por qué mantengo a la ministra de Exteriores respondo: no está implicada en actividades criminales que estén siendo investigadas" [13].

El Plan Colombia ha entrado en su décimo año. En los años transcurridos no han disminuido en lo más mínimo las masacres abiertas y encubiertas del gobierno y de los paramilitares (algunas demasiado espeluznantes para contarlas) y si bien el cultivo y exportación de droga se ha visto parcialmente afectado, no se ha visto afectado sustancialmente por lo que cuando conviene se sigue denominando todavía programa de erradicación de la droga.

A pesar de afirmarse que era una guerra contra la droga, las actividades del Plan Colombia tanto dentro como fuera del país se llevaron a cabo con otros propósitos.

Colombia: la base del Pentágono en la región andina
Desde su inicio tenía el objetivo de ser más que una intensificación de una guerra de contrainsurgencia de décadas de duración en Colombia y ser la primera salva de una campaña estadounidense para intensificar la militarización de la región andina. Los planes de la Casa Blanca y el Pentágono de utilizar a Colombia como fuerza militar regional y base operativa para vigilar América de Sur han ganado una nueva urgencia para Washington con las transformaciones políticas en Venezuela, Bolivia, Ecuador, Argentina y Paraguay que presagian el fin de la dominación política, económica y militar estadounidense del continente.

En su primer año de existencia, 2001, un avión de la Fuerzas Aéreas Peruanas derribó un avión civil divisado por un avión estadounidense pilotado por contratistas de la CIA que llevaba a bordo a la misionera estadounidense Veronica Bowers y su hija, y murieron ambas además del piloto.

Para 2006 Estados Unidos había duplicado la cantidad de adiestradores y asesores militares estacionados en Colombia y ese mismo año aviones colombianos empezaron violando el espacio aéreo del vecino Ecuador. En apariencia estos aviones, a bordo de los cuales no habría sido raro que hubiera personal estadounidense, llevaban a cabo misiones de fumigación.

El gobierno ecuatoriano denunció estas acciones como "poco amistosas y hostiles" y el "ministro de Defensa Marcelo Delgado afirmó...que aviones del ejército sobrevolarían sus fronteras para impedir que los aviones colombianos entraran en el espacio aéreo de Ecuador...." [14].

En diciembre de 2006 no sólo aviones colombianos cruzaron la frontera. A finales del mes "unos 40 colombianos...huyeron hacia Ecuador atravesando la frontera después de haber sido atacados por soldados colombianos", informó la oficina del Alto Comisionado de Naciones Unidas para los Refugiados (UNHCR, en sus siglas en inglés) en Ecuador [15].

Doce meses antes quince colombianos fueron asesinados y 1.500 desplazados en la provincia de Narilo al sur del país, en la frontera con Ecuador. "Las autoridades permanecieron en silencio en relación a si esto era una operación militar contra luchadores de la guerrilla o una disputa entre grupos paramilitares" [16].

A principios de 2007 el general de marines Peter Pace, entonces presidente de la Junta de Jefes del Estado Mayor, viajó a Colombia y pasó dos días reunido con los dirigentes políticos y militares del país. Poco después, el ministro de Defensa colombiano Juan Manuel Santos (sobre el que se hablará más adelante) devolvió el favor y visitó el Pentágono donde se reunió con el secretario de Defensa estadounidense Robert Gates. Un informe de la visita del departamento de Defensa citaba a altos cargos del Pentágono afirmando que "el apoyo militar estadounidense a Colombia, antes centrado en combatir la droga, se ha ampliado a ayudar al ejército colombiano a enfrentarse a la insurgencia rebelde del país" y que "soldados de las fuerzas especiales estadounidenses en Colombia proporcionan adiestramiento militar a las fuerzas de Colombia...."[17]

Cinco meses después Colombia construyó una tercera base militar en su frontera de 2.219 kilómetros con Venezuela e inicialmente estacionó a 1.000 soldados en ella.
Colombia se ha convertido en el puesto de avanzada de Washington para hacer frente y amenazar tanto las fronteras del sudoeste de Ecuador como la del noreste de Venezuela.

También forma parte de una estrategia cuya naturaleza y alcance supera lo regional e incluso lo continental.

América del Sur: el sexto continente de la OTAN
Desde la implementación del Plan Colombia en 2000 Estados Unidos ha alistado a varios aliados de la OTAN para la guerra de contrainsurgencia y para propósitos más amplios en la región. Personal de las SAS británicas (Servicios Aéreos Especiales) ha sido destinado al ejército colombiano para funciones de adiestramiento y el ejército español también envió personal.

La OTAN tiene miembros en Europa y América del Norte, y socios en Asia (Afganistán, Japón, Kazajastán, Kurgistán, Mongolia, Pakistán, Singapur, Corea del Sur, Tajikistán, Turkmenistán y Uzbekistán) y África (Argelia, Egipto, Mauritania, Marruecos y Túnez) y Australia.

América del Sur es el único continente habitado en el que todavía no ha penetrado.

En enero de 2007 el jefe colombiano de Defensa Santos viajó a Washington, Londres y Bruselas, "para mantener conversaciones con la Unión Europea"en estas última ciudad y, a continuación, a Munich, Alemania, "para una reunión con los ministros de defensa de la OTAN" [18]. Por supuesto, Santos hizo esta gira para cosechar más ayuda militar de Estados Unidos y sus aliados de la OTAN. Se ha informado que la Unión Europea ha concedido154 millones anuales desde aquel año.

En septiembre de 2005 el presidente venezolano Hugo Chávez advirtió que "por medio del trabajo de la inteligencia descubrimos un ejercicio militar de OTAN de una invasión de Venezuela y nos estamos preparando para esta invasión".
Detalló que el plan consistía en un "ejercicio militar ... conocido como Plan Balboa [que] incluye hacer ensayos de ataques simultáneos por aire, mar y tierra en una base militar en España en los que participan soldados estadounidenses y de países de la OTAN" [19]. También participaban en la operación tropas estadounidenses desplegadas en el enclave holandés de Curaçao al noroeste de la costa de Venezuela.

En la primavera del año siguiente se informó de que "se están llevando a cabo maniobras militares en el Caribe por parte de Estados Unidos, miembros de la OTAN y países del hemisferio, excluyendo a Cuba y Venezuela, que son objetivos potenciales de esta demostración de fuerza", y que inmediatamente después "en futuros ejercicios participarán aproximadamente 4.000 soldados de Estados Unidos, Holanda, Bélgica, Canadá y Francia, que está programado que participen en una maniobra llamada León Conjunto del Caribe, que tendrá lugar entre el 23 de mayo y el 15 de junio en Curaçao y Guadalupe" [20].

La guerra de contrainsurgencia colombiana, un modelo para el sur de Asia y Centro América
Durante los últimos siete años Estados Unidos también ha reclutado y desplegado a fuerzas de seguridad y militares colombianas para la guerra de Afganistán, supuestamente para reproducir el componente de la guerra contra la droga del Plan Colombia en el sur de Asia.

En abril de 2007 Washington trasladó a Afganistán a su embajador en Colombia, William Wood, para supervisar la aplicación del modelo colombiano de contrainsurgencia disfrazado de lucha contra el cultivo de droga. Dos años después se calcula que Afganistán representa el 90% de la producción ilegal de opio del mundo.

Un analista de Bangladesh observó que "según cifras de 2003, el tráfico de droga constituye el tercer artículo a nivel mundial en términos de dinero tras el comercio de petróleo y de armas.

Afganistán y Colombia son las principales economías mundiales productoras de droga, que alimenta una floreciente economía criminal. Estos países están fuertemente militarizados y en ellos el tráfico de droga está protegido.

Está ampliamente documentado que la CIA ha desempeñado un papel fundamental en el desarrollo de los triángulos de la droga tanto de América Latina como de Asia.
LA OTAN, como entidad, se ha convertido en cómplice de una importante proliferación de narcóticos y de actividad criminal. Realmente no se está reduciendo el opio: de hecho, todas las cifras demuestran que está aumentando. Como han confirmado varios informes, esto está ocurriendo bajo los ojos de la OTAN" [21].

Las estaciones intermedias entre Afganistán y Colombia son Kosovo, no sin razón apodado la Colombia de los Balcanes, y, cada vez más, Iraq.

Es imposible ignorar este modelo.

Irónicamente dada la cita anterior, BBC News informó hace dos años que "Estados Unidos espera que algunas de las lecciones aprendidas en Colombia se puedan aplicar a Afganistán...." [22].

El pasado enero el actual jefe de la Junta de Jefes del Estado Mayor estadounidense, el almirante Michael Mullin, visitó Colombia y declaró: "Nuestra relación ejército a ejército es extraordinariamente fuerte. Necesitamos estar con ellos. Hemos logrado cosas que son extraordinarias" [23].

Este mes de marzo Mullin viajó a Colombia, Brasil, Chile, Perú y México. Al volver sus comentarios se resumían en la afirmación de que "el ejército estadounidense está dispuesto a ayudar a México en su mortífera lucha contra los cárteles de la droga con algunas de las tácticas de contrainsurgencia utilizadas contra redes militantes en Iraq y Afganistán" [24] y que "el paquete de ayuda del Plan Colombia podía ser un modelo 'englobante' para Pakistán y Afganistán...." [25]

Un artículo sobre los planes para las guerras en Iraq, Afganistán y Pakistán del jefe del comando central estadounidense David Petraeus informaba de que "los oficiales del ejército también están considerando las relaciones estadounidenses con Colombia como un posible modelo para Afganistán y Pakistán, afirmando algo como que la estrategia del Plan Colombia de Washington podría ayudar a ambos países contra los militantes" [26].

El informe del que se ha extraído la cita anterior, "Estados Unidos ve en Colombia lecciones para la guerra afgana", incluye también lo siguiente: "La policía afgana ya se ha estado adiestrando con sus homólogos colombianos y Bogotá está estudiando enviar tropas a Afganistán para ayudar con la erradicación [de la droga] y a quitar las minar" [27].

Lo que se está exportando a Afganistán se hizo asquerosamente evidente el pasado otoño cuando se anunció que Colombia había destituido a tres generales y 22 soldados de diferentes rangos por el asesinato, al parecer gratuito, de jóvenes habitantes de las barriadas de Bogotá: "Los jóvenes fueron llevados a Bogotá engañados con la promesa de trabajo; posteriormente sus cuerpos fueron encontrados en fosas comunes cerca de la frontera con Venezuela. Grupos de derechos humanos afirman que los soldados a veces matan a personas indefensas para poder inflar sus afirmaciones de éxito en la batalla y promocionar" [28].

Entre los tres generales a los que se pidió dimitir estaba el general Mario Montoya Uribe, "el autor de la política de utilizar las cifras de muertos para medir el éxito contra la guerrilla" [29] que "supuestamente fomentó promocionar a oficiales cuyas unidades habían matado a más rebeldes de izquierda" [30].

Un informe posterior proporcionaba detalles horripilantes: "Se están investigando más de 1.000 casos de asesinatos ilegales por parte de los militares. Hay decenas de casos de soldados que apresan a hombres inocentes, los asesinan y los visten como combatientes enemigos. Se cree que cientos de miembros de las fuerzas de seguridad han participado en estas actividades" [31].

En referencia a esto recuerden que el informe anterior afirma que los asesinados fueron enterrados en fosas comunes cerca de la frontera venezolana.

Con el ataque de este año del ejército de Sri Lanka contra las plazas fuertes de los Tigres Tamiles que supuestamente ha acabado con la guerra de 33 años, el gobierno colombiano y sus suministradores militares estadounidenses están emprendiendo la única guerra de contrainsurgencia del mundo de décadas de duración, una guerra que entra ahora en su quinta década.

Ha sido y sigue siendo una guerra contra los pobres, los sin tierra, las personas privadas de derecho de representación, contra cualquiera que se oponga a los privilegios y abusos de los terratenientes, de la elite de los negocios, al ejército adiestrado por Estados Unidos y a las más altas esferas de las narcomafias.

Hace nueve años el Plan Colombia se diseñó para ser la fase terminal de esta guerra.
El modelo de Colombia es ahora el prototipo que Washington ha identificado abiertamente para ser aplicado en Afganistán, Pakistán y México entre otros lugares.

Plan Colombia: frenar a la renaciente América del Sur
Además, ahora el Plan Colombia se revela cada vez más como una estrategia militar para suprimir una creciente oleada de descontento con las secuelas del neoliberalismo posterior a la Guerra Fría que se está suscitando por toda América del Sur y Central, y el Caribe.

Estados Unidos y Occidente en su conjunto han utilizado al régimen colombiano y su formidable máquina militar para intimidar a sus vecinos Ecuador y Venezuela, y a la región andina en su conjunto. Al hacer frontera con Panamá, Colombia también es una potencial plataforma de lanzamiento de ataques a naciones de América Central como Honduras, Nicaragua y El Salvador.

Una breve cronología del pasado año y medio demostrará el destacado papel que sus patrocinadores en Washington han pensado para Colombia.

En enero de 2008 el presidente venezolano Chávez afirmó que Estados Unidos y su cliente colombiano "no quieren la paz en Colombia porque es la excusa perfecta para tener aquí a miles de soldados, a la CIA, las bases militares, aviones espías y quién sabe qué otras operaciones contra Venezuela". Y añadió: "Acuso al gobierno de Colombia de conspirar, de actuar de títere del imperio estadounidense, de planear una provocación contra Venezuela" [32].

El 1 de marzo de 2008 Colombia emprendió un ataque dentro de Ecuador y mató a 24 supuestos miembros de las FARC, incluyendo a la segunda persona al mando del grupo Raúl Reyes.

Un artículo titulado "Altos cargos colombianos afirman que la inteligencia estadounidense ayudó en el ataque contra los rebeldes" informaba de que "las fuerzas aéreas de Ecuador descubrieron que Colombia utilizó bombas de 500 libras similares a las usadas por el ejército estadounidense en Iraq, que no pueden ser transportadas por aviones colombianos. Las autoridades ecuatorianas también indicaron que horas antes del bombardeo aéreo colombiano había despegado de la base estadounidense de Manta, al sureste de Ecuador, un avión militar HC-130" [33].

Temiendo que la incursión armada dentro de Ecuador formara parte de una agresión más amplia Venezuela desplegó a unos 9.000 soldados en su frontera con Colombia. El día del ataque el presidente venezolano Chávez advirtió a su homólogo colombiano "ni piense en hacer eso aquí porque sería muy grave, sería motivo de guerra" [34].

Después del ataque el presidente ecuatoriano Rafael Correa rompió las relaciones diplomáticas con Colombia y cuando más tarde se descubrió que el bombardeo había matado a un ciudadano ecuatoriano advirtió de mayores consecuencias.

El 6 de marzo Venezuela decretó un estado general de alerta y envió a diez batallones, aviones y tanques a la frontera con Colombia.

El presidente estadounidense Bush declaró a los periodistas que "Estados Unidos seguirá estando al lado de Colombia" [35].

Tres semanas después Ecuador anunció que "instalaría un equipo de vigilancia electrónica y aumentaría su presencia militar en su frontera con Colombia" y el presidente Correa advirtió que su país "nunca más" permitiría un ataque extranjero contra su territorio[36].

Ejército estadounidense: después de Iraq, América Latina
También en abril de 2008 el director de operaciones de las Fuerzas Aéreas Estadounidenses del Sur, el coronel Jim Russell, defendió que las tropas que se estaban retirando de Iraq fueran redesplegadas en el Comando Sur del Pentágono que comprende América del Sur y Central, y el Caribe. En aquel momento declaró: "Creemos que mientras avanzamos veremos un mayor giro en la atención a la zona. Estamos viendo problemas a la misma entrada de América Central. Esta es la puerta de entrada a nuestra frontera sur" [37].

El 12 de julio de 2008 la marina estadounidense restableció a la Cuarta Flota, que abarca América del Sur y Central, y el Caribe lo mismo que el Comando Sur del Pentágono, después de que se retirara en 1950 tras la Segunda Guerra Mundial.

A principios de este año el jefe del Comando Sur, el almirante James Stavridis, se convirtió en Comandante Supremo Aliado de la OTAN y jefe del Comando Europeo del Pentágono. Tres de los últimos cinco altos comandantes militares de la OTAN (Stavridis, su predecesor Bantz John Craddock y Wesley Clark) fueron trasladados a la jefatura del Comando Sur.

Anticipando claramente lo que ha ocurrido esta semana, en mayo de 2008 Venezuela advirtió a Colombia que no permitiría una nueva base militar estadounidense en La Guajira cerca de la frontera con el noroeste de Venezuela. Chávez afirmó: "No permitiremos que el gobierno colombiano dé La Guajira al imperio. Colombia está lanzando una amenaza de guerra contra nosotros" [38].

Menos de una semana después un avión de guerra estadounidense penetró en el espacio aéreo de Venezuela en un vuelo desde las Antillas holandesas. El gobierno venezolano acusó a Estados Unidos de espiar en una base militar en la Isla de Orchila y "afirmó que Estados Unidos está probando la capacidad de Venezuela de detectar intrusos y que las fuerzas aéreas venezolanas estaba preparadas para interceptarlo de no haber vuelto el avión hacia la isla caribeña de Curaçao" [39].

El ministro [venezolano] de Defensa Gustavo Rangel afirmó que "éste es sólo el último paso de una serie de provocaciones en las que quieren implicar a nuestro país" [40].

En septiembre una sangrienta emboscada separatista mató a ocho personas en la provincia boliviana de Pando. El gobierno expulsó al embajador estadounidense Philip Goldberg, un veterano en apoyar violentos levantamientos separatistas anteriores en Bosnia y Kosovo. El jefe de las fuerzas armadas de la nación, el general Luis Trigo, advirtió que "la Fuerzas Armadas Bolivianas advirtieron el viernes que no tolerarán ninguna acción más de grupos radicales o interferencias extranjeras en los asuntos internos del país" [41].

A finales de 2008 Bolivia expulsó a los agentes de la agencia contra la droga estadounidense, la DEA, y más tarde anunció sus planes de comprar helicópteros rusos para operaciones anti-narcóticos.

El presidente boliviano Evo Morales declaró hoy [23 de julio]: "Tengo información de primera mano de que el imperio, por medio del Comando Sur estadounidense, realizó el golpe de Estado de Honduras" [42].

En octubre de 2008 Ecuador acusó a la CIA de infiltrarse en su ejército y reconoció el ataque colombiano a su territorio el mes de marzo anterior. El ministro de Defensa Javier Ponce declaró en los periódicos: "La CIA conoce perfectamente lo que está pasando en Angostura" [43].

Al mismo tiempo el ministro colombiano de Defensa Santos amplió la belicosidad de su nación dirigiéndola contra Rusia. Actuando completamente como la criatura de Washington y de su ejército que es, Santos afirmó: "Con sus 16.000 bombas nucleares Rusia tienen un enorme deseo de ser un actor clave en el mundo. Pero su presencia en la región promoverá una vuelta a la Guerra Fría" [44].

Santos aludía en particular a los recientes ejercicios navales ruso-venezolanos en el Caribe y al hecho de que Rusia ha suministrado a Caracas armas avanzadas, aviones de guerra y submarinos, lo que refleja una tendencia general entre las naciones de América Latina (incluyendo Bolivia, Ecuador, Argentina y Nicaragua) a aumentar sus relaciones militares con Rusia como contrapeso a la tradicional dominación estadounidense de sus fuerzas armadas y para ser capaces de defenderse contra ataques estadounidenses y por medio de intermediarios. Lo que Santos y sus patrocinadores estadounidenses temen es la desaparición real de casi doscientos años de Doctrina Monroe.

El pasado mes de marzo el presidente venezolano Chávez calificó al ministro colombiano de Defensa Santos de ser "una amenaza para la estabilidad regional" y "una amenaza para la estabilidad y soberanía de los países de la región" que "vuelve a demostrar su desprecio por el derecho internacional", en referencia a la defensa que hizo Santos del ataque dentro de Ecuador del año pasado [45].

Santos reiteró su intención de seguir atacando supuestos emplazamientos rebeldes en los países vecinos, lo que provocó está respuesta de Chavez pocos días después: "En caso de una provocación de parte de las fuerzas armadas de Colombia o de violaciones de la soberanía de Venezuela, daré orden de atacar con el avión Sukhoi y tanques. No permitiré a nadie ofender a Venezuela y su soberanía" [46].

En los últimos meses el Pentágono ha estado adiestrando a las fuerzas armadas de Guyana, el vecino del este de Venezuela, tanto dentro de ese país como en Estados Unidos. Ya hemos examinado el uso de posesiones francesas y alemanas en el Caribe para propósitos militares. Con la elección de Ricardo Martinelli como presidente de Panama el pasado mes de mayo, lo que supone la vuelta de este país a las filas de Estados Unidos, el lazo en torno a Venezuela se está estrechando.

Ecuador rechazó renovar un acuerdo con Estados Unidos para el uso de su base militar de Manta con lo que este mes Washington pierde sus derechos a usar la base. Con el correspondiente anuncio la semana pasada del presidente colombiano Uribe de que entregaba cinto bases más al Pentágono (tres campos de aviación y dos bases navales) el presidente Chávez estaba en lo cierto al considerar este paso "una amenaza contra nosotros" y advirtió que "están rodeando Venezuela con bases militares" [47].

Desde el derrocamiento del presiente hondureño Manuel Zelaya el 28 de junio, dirigido por comandantes militares adiestrados en la Escuela de las Americas, se han disparado las alarmas en América Latina y por todo el mundo de que el golpe, lejos de ser una aberración o un anacronismo, pueda establecer un precedente para más [golpes] en un futuro cercano.

Y exactamente igual que en los últimos meses de la presidencia de Bush y en los primeros siete meses de la actual presidencia, las operaciones militares en Afganistán, a las que durante cinco años se dio una importancia secundaria en relación a Iraq, se han intensificado hasta convertirse en el principal frente de guerra del mundo, así que puede que se esté planeando reavivar los planes de una agresión directa estadounidense en América Latina, planes latentes desde la invasión de Panamá en 1989.

Notas
1) Russia Today, 18 enero de 2009
2) Ibid
3) STRATFOR, 14 enero 2000
4) Ibid
* N. de la t.: La expresión “flecha del parto” (“the parthian shot” en inglés) se refiere a una costumbre guerrera de los jinetes partos de la Antigüedad que simulaban huir a galope tendido y en un momento dado disparaban sus flechas hacia atrás y por encima del hombro, con lo que diezmaban a sus confiados perseguidores. La expresión se utiliza para describir ese metafórico disparo final –puede ser un gesto, una frase hiriente, una revelación penosa– que quiere lastimar irreparablemente en el momento de cerrarse una puerta que se supone definitiva.
5) Ottawa Citizen, 6 de septiembre 2000
6) Inter Press Service, 21 diciembre de 2000
7) Ibid
8) United Press International, 11 de abril de 2000
9) Tampa Bay Times, 12 de julio 2008
10) Ibid
11) Associated Press, 24 de mayo de 2007
12) Associated Press, 10 de marzo de 2007
13) Xinhua News Agency, 18 febrero de 2007
14) Xinhua News Agency, 16 de diciembre de 2006
15) Xinhua News Agency, 27 de diciembre de 2006
16) Xinhua News Agency, 20 enero de 2006
17) U.S. Department of Defense, 1 de febrero de 2007
18) Reuters, 29 enero 2007
19) Australian Associated Press, 4 de septiembre de 2005
20) Prensa Latina, 10 abril de 2006
21) The Daily Star, 24 de noviembre de 2007
22) BBC News, 8 julio de 2007
23) Agence France-Presse, 17 de enero de 2008
24) Reuters, 6 de marzo de 2009
25) Reuters, 5 de marzo de 2009
26) Reuters, 16 de octubre 2008
27) Ibid
28) Radio Netherlands, 30 de octubre de 2008
29) Russia Today, 18 de enero de 2009
30) Trend News Agency, 4 de noviembre de 2008
31) Russia Today, 18 de enero de 2009
32) Reuters, 25 enero de 2008
33) Focus News Agency, 24 de marzo de 2008
34) Associated Press, 1 de marzo de 2008
35) Reuters, March 4 de marzo de 2008
36) Associated Press, 22 de abril de 2008
37) Stars and Stripes, 27 de abril de 2008
38) Associated Press, 15 mayo de 2008
39) Bloomberg News, 21 de mayo 2008
40) Reuters, 19 mayo de 2008
41) Xinhua News Agency, 13 de septiembre de 2008
42) Agence France-Presse, 22 de julio de 2009
43) Reuters, 30 de octubre de 2008
44) Russian Information Agency Novosti, 4 de octubre de 2008
45) Trend News Agency, 4 de marzo de 2009
46) Russian Information Agency Novosti, 9 de marzo de 2009
47) Associated Press, 21 de julio de 2009

Enlace con el original: http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=14503

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Guiné-Bissau/ONU e Ministério da Justiça organizam formação para magistrados

12 julho 2009

O Gabinete da ONU para a Droga e Crime (UNODC) e o Ministério da Justiça da Guiné-Bissau organizam entre segunda e quarta-feira uma acção de formação para os magistrados do país no âmbito do combate ao narcotráfico.

"O objectivo é preparar melhor os magistrados da área criminal, que asseguram a justiça penal na Guiné-Bissau, para conhecerem melhor os instrumentos internacionais com que podem contar no combate à criminalidade organizada, ao narcotráfico e a criminalidade transnacional", afirmou à agência Lusa o ministro da Justiça, Mamadu Djalo Pires.

"Para saberem exactamente como se desenvolve a cooperação internacional, nomeadamente no que diz respeito à extradição de indivíduos", acrescentou.

Um piloto de um avião detido por alegado envolvimento no tráfico de droga em Julho passado, Guerra Carmelo Vasquez, alvo de um mandato de captura internacional por envolvimento em tráfico de droga no México, fugiu da Guiné-Bissau após ter sido libertado por um juiz de instrução criminal.

Segundo a ONU, o desenvolvimento da Guiné-Bissau tem sido comprometido devido à instabilidade política desde a guerra civil de 1998 e pela utilização do território para fazer entrar droga na Europa pelas máfias latino-americanas.

As Nações Unidas consideram igualmente que as dificuldades sócio-económicas do país, o narcotráfico e outros crimes organizados fragilizam a capacidade de manter a paz e estabilidade no país. (Notícias Lusófonas)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

VAMOS VER NOVAMENTE TIMOR-LESTE A FERRO E FOGO?

XANANA GUSMÃO - RAMOS HORTA: UMA DUPLA DE VERGONHA

2 de julho de 2009/Portugal direto http://portugal-direto.blogspot.com

Postado por Mário Motta

O assunto já é mais do que conhecido e já cansa: Timor está a ser saqueado pela família Gusmão e por mais umas quantas que se estão a encher contra os interesses dos que foram eleitos para governar e não para se governarem. Os escândalos denunciados escorrem em letras garrafais nos jornais e são notícia nas rádios, principalmente na comunicação social australiana e na dos países lusófonos. Os jornais de Timor, claro está, publicam tudo com a devida cautela, não vá o censor mor, Xanana, ou alguém por
ele, mandar prender os jornalistas – como em tempos ameaçou fazer olhando nos olhos dos profissionais de informação timorenses, atemorizando-os. Qual ditador de refugo, saído por azar nos cromos que os timorenses importaram do país do opressor indonésio.

No final deixarei alguns links que permitirão que os que isto lêem e não sabem ao que me refiro possam documentar-se e esclarecer-se o melhor possível.

Uma vez constatado que existem ministros e o primeiro-ministro timorense a dar cobertura a que familiares seus usem o Estado para fazerem negócios de muitas dezenas de milhões de dólares, fora da lei que prevê tais situações e não as permite, a oposição, encabeçada pela Fretilin exige, e bem, a demissão do primeiro-ministro Xanana Gusmão.

Exactamente aqui, neste ponto, de demissão dos que espoliam os cofres do Estado à sua maneira e vão contra a lei, é que aparece a discordância de José Manuel Ramos Horta. Esse, o tal que é Nobel e também Presidente da República enferma de Timor-Leste. Horta apoia o seu igual Xanana Gusmão. Horta, Presidente, assumiu publicamente que apoia um fora da lei que está a ocupar o lugar de primeiro-ministro e que regula às suas conveniências os destinos do país. Espectacular.

Percebe-se assim que a dança de cadeira a que assistimos há quase dois anos – Horta PM e Xanana Presidente e vice-versa – mais parece ter sido orquestrada, que afinal se Xanana desilude o mundo inteiro ao revelar-se um trapaceiro, Horta não lhe fica atrás e nem dez Prémios Nobel fariam brilhar a nódoa que o individuo está a ser no cumprimento das suas funções enquanto Presidente da República e no dever de defender o cumprimento das leis e da democracia.

Quer parecer que se a oposição se encrespar em demasia, quero dizer, se insistir em demasia na demissão do governo dos que se vão governando, manifestando-se nas ruas em protesto, podemos vir a assistir a mais um banho de sangue, de ferro e de fogo. Já assim foi em 2006 quando a clique chefiada por Xanana Gusmão (dito por Alfredo Reinado) assaltou o Poder e depôs o governo eleito da Fretilin. Então, sobraram quase cem cadáveres, mais de 200 mil refugiados, dezenas de milhares de casas incendiadas, etc, etc.

Lamentavelmente parece ser isto, o prolongamento da crise, que é desejo do Presidente Ramos Horta, sem se importar que está a dar suporte a quem infringe a lei, como poderão verificar nos links que aqui deixarei.

A pergunta que se põe é: vamos ver novamente Timor-Leste a ferro e fogo? O que vão as reservas terroristas afectas ao governo (grupos de artes marciais) fazer desta vez? E a PNTL de Longuinhos Monteiro? Quem lhes irá pagar, fornecer álcool e drogas? Penso que a resposta sobre os pagamentos é boa de dar. Irá pagar quem tiver dinheiro e isso tem sido aquilo que os ilegalistas têm conseguido com rapidez e em grande quantidade. Uma vergonha.

Links: http://www.abc.net.au/news/video/2009/06/30/2612267.htm http://timorlorosaenacao.blogspot.com/ http://timoragora.blogspot.com/ http://timorlorosaenacaonewsinenglihs.blogspot.com/